{"id":85102,"date":"2024-11-08T01:19:49","date_gmt":"2024-11-08T04:19:49","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=85102"},"modified":"2024-12-18T17:31:11","modified_gmt":"2024-12-18T20:31:11","slug":"entrevista-tentamos-juntar-tudo-jazz-hip-hop-e-rock-da-melhor-forma-possivel-diz-chester-hansen-do-badbadnotgood","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/11\/08\/entrevista-tentamos-juntar-tudo-jazz-hip-hop-e-rock-da-melhor-forma-possivel-diz-chester-hansen-do-badbadnotgood\/","title":{"rendered":"Entrevista: &#8220;Tentamos juntar tudo: jazz, hip hop e rock, da melhor forma poss\u00edvel&#8221;, diz Chester Hansen, do BadBadNotGood"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista de <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/lvinhas78\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leonardo Vinhas<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O BadBadNotGood est\u00e1 vindo ao Brasil \u2013 pela quarta vez. Em 2023, tocaram no Anhangaba\u00fa diante de um grupo de f\u00e3s de Lana del Rey <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/06\/05\/com-money-a-frente-de-music-mita-festival-sp-quase-poe-a-perder-bons-shows-de-mars-volta-lana-del-rey-florence-e-haim\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">que se portava entre a indiferen\u00e7a e a hostilidade<\/a>. Dessa vez, tocar\u00e3o antes do Dinosaur Jr. no Balaclava Fest no pr\u00f3ximo domingo (<a href=\"https:\/\/ingresse.com\/balaclavafest24\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ingressos aqui<\/a>). Mas o BadBadNotGood n\u00e3o tem nenhuma liga\u00e7\u00e3o com a melancolia pop de Lana, nem com as microfonias e distor\u00e7\u00f5es de J. Mascis. Ent\u00e3o o que faz a banda aparecer em destaque em eventos assim?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O baixista Chester Hansen at\u00e9 d\u00e1 seu palpite sobre o tema nesta entrevista, mas este rep\u00f3rter tamb\u00e9m arrisca uma explica\u00e7\u00e3o: \u00e9 que o BadBadNotGood conseguiu se destacar como uma banda jazz\u00edstica para quem n\u00e3o \u00e9 o p\u00fablico habitual do jazz, seja por trazer elementos de diferentes g\u00eaneros para dentro de sua nada previs\u00edvel m\u00fasica, seja por haverem colaborado com nomes t\u00e3o diferentes como Kendrick Lamar, Tyler the Creator, Ghostface Killah e Arthur Verocai, com quem tocaram em S\u00e3o Paulo em 2019, entre outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na verdade, Hansen o tecladista Matthew Tavares e o baterista Alexander Sowinski criaram a banda ainda na faculdade, em 2010, com a ideia de trazer elementos do rock e, principalmente, do hip hop, \u00e0 uma m\u00fasica de forte inspira\u00e7\u00e3o jazz\u00edstica, mas que n\u00e3o ficasse confinada \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o. Em 2016, o multiinstrumentista Leland Whifty se somou \u00e0 forma\u00e7\u00e3o, e o som, que j\u00e1 era bastante plural e pouco previs\u00edvel, se tornou ainda mais male\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Puristas do jazz olham a banda com desconfian\u00e7a, quem n\u00e3o \u00e9 do jazz \u00e9 capaz de jurar de p\u00e9s juntos que eles s\u00e3o o que h\u00e1 de melhor\u2026 no jazz. Quem est\u00e1 certo? A banda, que n\u00e3o se preocupa muito com esse papo, e segue fazendo seus discos (seis \u00e1lbuns at\u00e9 o momento), suas muitas colabora\u00e7\u00f5es, e tocando bastante ao vivo, com turn\u00eas que extrapolam o circuito tradicional do jazz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A dois dias de embarcar para o Brasil, Chester Hansen abriu a c\u00e2mera para conversar com o Scream &amp; Yell e falar um pouco sobre esse \u201cjazz que n\u00e3o \u00e9 jazz\u201d, m\u00fasica brasileira, lineups de festivais e sobre ouvir m\u00fasica com aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-85105\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/balaclavafest.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"938\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/balaclavafest.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/balaclavafest-240x300.jpg 240w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Essa vai ser a quarta vez que voc\u00eas v\u00eam ao Brasil. Em tr\u00eas delas foi para um festival: o primeiro era um festival de jazz (Nublu, 2016); o segundo, bem pop (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/06\/05\/com-money-a-frente-de-music-mita-festival-sp-quase-poe-a-perder-bons-shows-de-mars-volta-lana-del-rey-florence-e-haim\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">MITA, 2023<\/a>); e agora um de indie rock (voc\u00eas ainda vieram solo em 2019). Como \u00e9 que voc\u00eas se encaixam em tantos eventos diferentes? (risos)<\/strong><br \/>\nIsso \u00e9 bem interessante. Estava falando com outro jornalista hoje justamente sobre como conseguimos fazer esses tipos diferentes de shows, como um festival pop com muito hip hop, e depois um de jazz tradicional. Acho que isso \u00e9 um subproduto da maneira como as pessoas ouvem m\u00fasica hoje em dia e de como as fronteiras entre os g\u00eaneros est\u00e3o diferentes do que costumavam ser, com as pessoas tendo gostos bem amplos. E \u00e9 assim que o nosso gosto \u00e9, tamb\u00e9m, ent\u00e3o acredito que \u00e9 por isso que podemos estar em todos esses contextos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Nesses eventos, voc\u00eas podem tocar em palcos muito grandes, como foi no caso do MITA, ou em palcos menores, como vai ser no Balaclava Fest. Como voc\u00eas adaptam as apresenta\u00e7\u00f5es para que elas se adequem a cada ambiente?<\/strong><br \/>\nEssa \u00e9 uma boa pergunta. Tivemos bastante sorte de poder fazer os nossos shows em clubes pequenos para 200 ou 300 pessoas, assim como ter 5 mil pessoas que sa\u00edram de casa para nos ver tocar. E tem os festivais, cada qual com sua caracter\u00edstica. E em cada lugar acabamos tocando de maneira um pouco diferente. Acabamos de fazer uma s\u00e9rie de shows no Blue Note, em Nova Iorque, que \u00e9 um pub bastante intimista de jazz. Nunca t\u00ednhamos feito nada do tipo, e foi bem interessante. Tocar em um festival em meio a diferentes artistas \u00e9 algo no qual voc\u00ea est\u00e1 competindo pela aten\u00e7\u00e3o de pessoas que foram l\u00e1 cada uma por uma raz\u00e3o diferente, mas por causa disso, voc\u00ea consegue ganhar novos f\u00e3s, justamente porque tocou para pessoas que n\u00e3o sabiam quem voc\u00ea era mas que estavam dispostos a descobrir algo novo, o que \u00e9 realmente especial. Quando \u00e9 muita gente e sentimos que todo mundo est\u00e1 muito distante e talvez nem esteja prestando aten\u00e7\u00e3o, podemos tocar mais alto, com uma energia mais rock. E se for mais intimista e mais tranquilo, podemos tocar de forma mais suave e com mais improvisos. \u00c9 interessante interagir com o p\u00fablico dessa maneira e ver como isso evolui.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"BADBADNOTGOOD - Speaking Gently | Audiotree Music Festival 2017\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/zjNpm9GfZWA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ainda falando sobre como a m\u00fasica de voc\u00eas pode ser percebida de formas diferentes: a primeira vez que eu ouvi o \u00e1lbum \u201cIV\u201d (2016) foi em vinil, com amigos. No dia seguinte, eu e um desses amigos fomos dar uma banda de carro, botamos o disco pra rodar via Bluetooth e\u2026 n\u00e3o parecia o mesmo disco (risos). \u00c9 fato consumado que o streaming \u00e9 a principal forma de ouvir m\u00fasica, mas queria saber como voc\u00eas, que pensam muito detalhadamente na sonoridade do \u00e1lbum e d\u00e3o import\u00e2ncia ao vinil, veem o impacto desse formato na aprecia\u00e7\u00e3o da m\u00fasica.<\/strong><br \/>\nEu tenho sentimentos conflitantes sobre isso. Nasci em 1992, ent\u00e3o fui jovem antes do iTunes e, obviamente, do Spotify. Eu me lembro de ser um moleque que ficava baixando m\u00fasica pelo Napster ou pelo Livewire, e tamb\u00e9m comprando CDs, que eu ouvia 100 vezes cada, porque eles custavam uns 30 d\u00f3lares e n\u00e3o dava para comprar muitos (risos). Com isso, voc\u00ea ficava muito familiarizado com cada disco que comprava, e acho que \u00e9 a mesma coisa com o vinil. Obviamente, tudo mudou completamente h\u00e1 uns 10 ou 15 anos atr\u00e1s. E \u00e9 incr\u00edvel, porque isso d\u00e1 a chance de descobrir um monte de m\u00fasica boa que existe ao redor do mundo e que talvez nunca tiv\u00e9ssemos ouvido se n\u00e3o fosse pela internet, porque s\u00f3 foram lan\u00e7adas mil c\u00f3pias daquele disco em 1973 e n\u00e3o houve relan\u00e7amentos nem nada. Mas a\u00ed voc\u00ea pode ouvir no YouTube ou em algum streaming. Mas ao mesmo tempo, \u00e9 um pouco triste que as pessoas n\u00e3o mantenham a mesma aten\u00e7\u00e3o e o mesmo envolvimento que tinham antes: At\u00e9 eu mesmo: eu coloco alguma coisa no Spotify, ponho pra rodar no carro, gosto do que ou\u00e7o, mas nem vejo o nome da m\u00fasica tampouco me lembro dela depois (ri sem jeito). Sempre sentimos que a experi\u00eancia de ouvir um \u00e1lbum \u00e9 importante e encorajamos as pessoas a nos ouvir dessa forma, porque \u00e9 assim que apresentamos nossas cria\u00e7\u00f5es, como \u00e1lbuns. O vinil \u00e9 muito importante para n\u00f3s, mas entendemos que existem formas diferentes de se ouvir m\u00fasica e todas t\u00eam sua maneira de se manter com o tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas come\u00e7aram quando ainda estavam na faculdade. Muitos anos se passaram, voc\u00eas viajaram pelo mundo, se tornaram profissionais, ent\u00e3o obviamente n\u00e3o s\u00e3o mais aqueles garotos. Ainda assim, voc\u00eas mant\u00eam uma coes\u00e3o criativa dentro do que fazem. Como voc\u00eas conseguem se manter nessa coes\u00e3o sem deixar que o tempo os distancie demais da premissa original da banda?<\/strong><br \/>\nO interessante da nossa banda \u00e9 que nunca tivemos um som espec\u00edfico ao qual f\u00f4ssemos especificamente atrelados. No come\u00e7o, o que se destacava era a energia: toc\u00e1vamos covers e todas essas coisas diferentes que tent\u00e1vamos juntar sob as lentes do jazz, mas com a energia do rock e uma produ\u00e7\u00e3o maluca (risos). Acho que ainda temos essas influ\u00eancias, mas as coisas est\u00e3o mais amplas hoje: tentamos achar caminhos diferentes para o que escrevemos juntos, e ouvimos coisas diferentes. Al\u00e9m disso, o que voc\u00ea comp\u00f5e aos 32 n\u00e3o vai soar igual ao que voc\u00ea compunha aos 19 (sorri), nem pode. Alguns de n\u00f3s temos filhos, nosso ritmo \u00e9 outro, n\u00e3o \u00e9 mais como se tiv\u00e9ssemos 19 anos e fic\u00e1ssemos bebendo cerveja e jogando conversa fora. Somos afortunados que tantas pessoas gostam de nossa m\u00fasica, embarcaram na nossa viagem e escutam as coisas que criamos, e por isso tentamos fazer o melhor que podemos, compondo e tocando da maneira mais honesta poss\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E o modo de compor mudou depois da entrada do Leland?<\/strong><br \/>\nAo longo dos \u00faltimos cinco anos, mudamos nossa forma de compor. Costum\u00e1vamos estar juntos de 6 a 7 dias por semana, sempre fazendo tudo de uma vez, nessa \u201cvai, vai, vai\u201d, \u201ccompor, compor, compor\u201d, \u201cfazer turn\u00ea, fazer turn\u00ea, fazer turn\u00ea\u201d. Agora temos mais tempo, ent\u00e3o podemos fazer algumas composi\u00e7\u00f5es individualmente, ou ent\u00e3o aparecer com uma ideia que \u00e9 apenas parte de uma composi\u00e7\u00e3o e que vamos completar juntos. E isso \u00e9 muito bacana, porque se voc\u00ea tem o tempo e a habilidade de fazer algo sozinho, o som vai ser diferente do que se estiv\u00e9ssemos todos juntos numa sala. O Leland toca tantos instrumentos diferentes \u2013 saxofone, violino, guitarra, clarinete, flauta \u2013 meio que pode tocar qualquer coisa, ent\u00e3o ele \u00e9 uma parte massiva e importante da composi\u00e7\u00e3o e do estilo da banda.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Arthur Verocai &amp; BadBadNotGood in S\u00e3o Paulo 2019\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/6gIANxMGPqU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sei que j\u00e1 te perguntaram muita coisa sobre a rela\u00e7\u00e3o de voc\u00eas com a m\u00fasica brasileira, ent\u00e3o queria perguntar algo diferente: considerando o tipo de rela\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima que voc\u00eas tiveram com Arthur Verocai, tem algum artista brasileiro com quem voc\u00eas gostariam de tentar uma experi\u00eancia semelhante?<\/strong><br \/>\nEssa \u00e9 realmente dif\u00edcil (risos). No ano passado, tivemos a oportunidade de conhecer o Milton Nascimento, o que foi uma honra enorme para n\u00f3s, especial mesmo. Est\u00e1vamos com Arthur e com nosso amigo Tim Bernardes, d\u2019O Terno. Honestamente, qualquer pessoa da gera\u00e7\u00e3o do Arthur seria muito especial. E o que me fascina \u00e9 que, com a idade que eles t\u00eam, est\u00e3o todos tocando e gravando. Est\u00e3o todos na faixa dos 70 ou 80 anos, e t\u00eam tanta vitalidade! Olha o Marcos Valle, por exemplo! \u00c9 muito inspirador. Ent\u00e3o, honestamente, qualquer um dessa gera\u00e7\u00e3o seria sensacional para n\u00f3s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E se tiverem um tempinho para comprar discos aqui no Brasil, quais voc\u00ea gostaria de levar?<\/strong><br \/>\nT\u00e1 a\u00ed outra boa pergunta! Eu n\u00e3o tenho muitos dos discos verdadeiramente cl\u00e1ssicos de m\u00fasica brasileira, ouvi a maioria no streaming porque seria muito caro ter todos eles (risos). Ent\u00e3o a lista seria muito longa! (risos)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Nosso tempo est\u00e1 acabando, ent\u00e3o vou fazer duas perguntas r\u00e1pidas. A primeira \u00e9 que voc\u00eas colaboram com muitos artistas de m\u00fasica eletr\u00f4nica, al\u00e9m de terem v\u00e1rios remixes das suas composi\u00e7\u00f5es. Muitos m\u00fasicos de jazz s\u00e3o puristas quanto a isso, e ainda existe, no meio, o preconceito contra a \u201cm\u00fasica feita no computador\u201d. N\u00e3o te surpreende que, em pleno 2024, ainda tenha gente que insista nesse papo de que n\u00e3o \u00e9 \u201cm\u00fasica de verdade\u201d se for feita com m\u00e1quinas?<\/strong><br \/>\n(ri) Acho que a maioria das pessoas, mesmo as que t\u00eam uma abordagem mais hardcore do jazz, t\u00eam uma mentalidade mais aberta para o que aparecer de novo na m\u00fasica. Veja o Herbie Hancock, que usou os primeiros sintetizadores e baterias eletr\u00f4nicas quando eles ainda eram uma novidade. Mas sim, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/10\/08\/entrevista-adrian-younge-fala-sobre-o-selo-jazz-is-dead-sua-colaboracao-com-ceu-em-novela-e-diversos-artistas-brasileiros\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">existem pessoas que valorizam a m\u00fasica anal\u00f3gica<\/a> em detrimento da eletr\u00f4nica. Mas existe inspira\u00e7\u00e3o e musicalidade a serem tirada de todo lugar e toda forma de m\u00fasica, e muitas das coisas mais criativas que tenho ouvido v\u00eam de gente que nem sabe tocar um instrumento, mas que sabem produzir muito bem ou usar muito bem um sampler ou um computador, como o J Dilla.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E a segunda: o festival onde voc\u00eas v\u00e3o tocar certamente ter\u00e1 na plateia f\u00e3s do BadBadNotGood, mas \u00e9 prov\u00e1vel que a maior parte do p\u00fablico seja de f\u00e3s de indie rock na faixa dos 40 anos (risos), especialmente f\u00e3s do Dinosaur Jr. O que voc\u00ea diria para essa pessoa, que talvez nem tenha ouvido falar de voc\u00eas?<\/strong><br \/>\nEspero que eles ou\u00e7am algo do que eles possam gostar. Boa parte da nossa abordagem ao vivo \u00e9 inspirada por bandas dessa mesma era, que tinham muita energia no palco, e faziam coisas aut\u00eanticas e honestas. Tentamos juntar tudo: jazz, hip hop e rock, da melhor forma poss\u00edvel, e espero que as pessoas gostem disso.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"BADBADNOTGOOD - Celestial Hands (Live at Valentine Recording Studios)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Dg2w9RGNVwE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"BADBADNOTGOOD ft. Tim Bernardes - Poeira Cosmica\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/QcQyeugF07c?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"BADBADNOTGOOD - S\u00e9tima Regra (Live at Valentine Recording Studios)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Yu3b69g0LEQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>\u2013 Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@leovinhas<\/a>) \u00e9 produtor e assina a se\u00e7\u00e3o Conex\u00e3o Latina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/05\/03\/tag\/conexao_latina\/\">aqui<\/a>) no Scream &amp; Yell.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Chester Hansen abriu a c\u00e2mera para conversar com o Scream &#038; Yell e falar um pouco sobre esse \u201cjazz que n\u00e3o \u00e9 jazz\u201d, m\u00fasica brasileira, lineups de festivais e sobre ouvir m\u00fasica com aten\u00e7\u00e3o.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/11\/08\/entrevista-tentamos-juntar-tudo-jazz-hip-hop-e-rock-da-melhor-forma-possivel-diz-chester-hansen-do-badbadnotgood\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":6,"featured_media":85107,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[6716],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85102"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=85102"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85102\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":85134,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85102\/revisions\/85134"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/85107"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=85102"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=85102"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=85102"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}