{"id":85039,"date":"2024-11-07T00:01:00","date_gmt":"2024-11-07T03:01:00","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=85039"},"modified":"2024-12-19T01:42:17","modified_gmt":"2024-12-19T04:42:17","slug":"tres-filmes-da-48a-mostra-sp-ernest-cole-lost-and-found-feng-liu-yi-dai-volvereis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/11\/07\/tres-filmes-da-48a-mostra-sp-ernest-cole-lost-and-found-feng-liu-yi-dai-volvereis\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas filmes da 48\u00aa Mostra SP: &#8220;Ernest Cole: Lost and Found&#8221;, &#8220;Feng liu yi dai&#8221;, &#8220;Volver\u00e9is&#8221;"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>textos de <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/leandro_luz\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Leandro Luz<\/a><\/strong><\/h2>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-85042\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/ernestcole1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"331\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/ernestcole1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/ernestcole1-300x132.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Ernest Cole: Achados e Perdidos \/ Ernest Cole: Lost and Found&#8221;, de Raoul Peck (2024)<\/strong><br \/>\nO novo filme de Raoul Peck, vencedor do pr\u00eamio de melhor document\u00e1rio em Cannes, homenageia o grande fot\u00f3grafo sul-africano que registrou com a sua c\u00e2mera e muita coragem os eventos mais nefastos do Apartheid e, posteriormente, o cotidiano das ruas durante a vida em ex\u00edlio nos Estados Unidos. Acertadamente, Peck faz do cinema um meio ideal para a exposi\u00e7\u00e3o das fotografias de Cole, muitas delas dadas como perdidas, encontradas de forma misteriosa em um cofre de um banco em Estocolmo, na Su\u00e9cia. Narrado com destreza pelo ator LaKeith Stanfield, que interpreta o roteiro escrito por Peck, elaborado a partir dos pr\u00f3prios textos deixados por Ernest Cole, o document\u00e1rio passeia por obras de arte fascinantes e por reflex\u00f5es muito valiosas, expostas com calma e delicadeza, muitas das vezes montadas ao ritmo do jazz e que ganham muita for\u00e7a na tela grande. \u00c9 uma pena, no entanto, que o filme seja ref\u00e9m de uma narrativa t\u00e3o quadrada. Peck n\u00e3o abre m\u00e3o da centralidade do formato da entrevista em seu filme, um pecado diante da for\u00e7a que as fotografias possuem. Familiares, amigos e profissionais que de alguma maneira participaram e reverberaram o legado de Cole surgem para conceder depoimentos muitas das vezes desinteressantes, filmados sobretudo em est\u00fadio ou em ambientes gen\u00e9ricos. A abordagem \u00e9 t\u00edpica dos document\u00e1rios feitos para TV e em nada combina com a grandiosidade das obras de Cole, que ao preencherem o quadro ganham vida e expressam muito mais do que as cabe\u00e7as falantes. Outra escolha que atrapalha o filme \u00e9 o destaque concedido a todo o imbr\u00f3glio com a descoberta das fotos e com os direitos sobre o legado do trabalho do artista. As cenas da fam\u00edlia tratando do assunto n\u00e3o s\u00e3o elaboradas o suficiente, portanto n\u00e3o faz muito sentido a import\u00e2ncia atribu\u00edda a elas para al\u00e9m de uma fun\u00e7\u00e3o de contextualiza\u00e7\u00e3o. H\u00e1, inclusive, um registro (dif\u00edcil entender direito se reencenado ou acompanhado em tempo real) dos membros da fam\u00edlia de Cole, dentro do cofre, manipulando pela primeira vez os negativos, os textos e objetos variados deixados por Cole na Su\u00e9cia. Entre problemas e acertos, \u201cErnest Cole: Achados e Perdidos\u201d tem o trunfo de ser um dos principais respons\u00e1veis por apresentar esse artista gigante a toda uma nova gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<hr \/>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-85041\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/caught1111.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"331\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/caught1111.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/caught1111-300x132.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Levados Pelas Mar\u00e9s \/ Caught by the Tides \/ &#8220;, de Jia Zhang-ke (2024)<\/strong><br \/>\nO cinema de Jia Zhang-ke em \u201cLevados Pelas Mar\u00e9s\u201d (2024) regurgita a trag\u00e9dia que \u00e9 o capitalismo e observa indignado as mudan\u00e7as pelas quais o mundo passou (e segue passando) em virtude da maneira como os seres humanos ignoram as suas consequ\u00eancias. O caminho adotado pelo cineasta para dar conta desse desafio passa pela metalinguagem e pelo revisionismo como estrat\u00e9gias principais. Durante todo o filme somos conduzidos por v\u00e1rias &#8220;Chinas&#8221; &#8211; das grandes cidades ao interior -, que se transformam no tempo e no espa\u00e7o diante dos nossos olhos, entre uma longa sequ\u00eancia e outra, geralmente via cortes secos que chegam sem muito aviso. O trabalho de montagem \u00e9 arriscado e evita os percursos mais \u00f3bvios. Parte dos procedimentos de Zhang-ke e de seus montadores tem a ver com a experimenta\u00e7\u00e3o com o antigo e com o novo, com materiais de filmes existentes, imagens engavetadas h\u00e1 d\u00e9cadas que somente agora veem a luz do dia e novas encena\u00e7\u00f5es de uma fic\u00e7\u00e3o poss\u00edvel que desenha uma trama fugidia, mas muito poderosa: Qiaoqiao (Tao Zhao) \u00e9 uma mulher que resolve ir atr\u00e1s de seu companheiro, Guo Bin (Zhubin Li), ap\u00f3s ser abandonada por ele, que foge para desbravar a vida urbana das grandes cidades. A obra faz esse movimento ficcional, mas tamb\u00e9m ostenta a meticulosidade de um delicado e herm\u00e9tico registro documental. Toda a premissa parece genial, mas a experi\u00eancia de assisti-lo n\u00e3o \u00e9 sempre t\u00e3o impactante como parece. Zhangke concebe um testamento sobre as grandes mudan\u00e7as em seu pa\u00eds (e no mundo, de certo modo), e a ousadia dessa empreitada \u00e9pica \u00e0s vezes pesa. N\u00e3o que a intr\u00e9pida aventura pelo pr\u00f3prio cinema de seu diretor fa\u00e7a o espectador perder o interesse no longa-metragem &#8211; pelo contr\u00e1rio, sem esse ingrediente ele perderia grande parte de sua singularidade &#8211; por\u00e9m, o fiapo de trama \u00e9 t\u00e3o interessante que chega a ser frustrante acompanh\u00e1\u2013lo com tantas lacunas. \u00c9 bastante curioso que dois cineastas de forma\u00e7\u00f5es e estilos t\u00e3o diferentes tenham criado, no mesmo ano, obras com tramas t\u00e3o semelhantes (&#8220;<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/10\/24\/tres-filmes-da-48a-mostra-sp-grand-tour-demba-flathead\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Grand Tour&#8221;, do portugu\u00eas Miguel Gomes<\/a>, tem uma premissa parecid\u00edssima), apesar dos distintos processos e resultados. Se no filme de Gomes as imagens, que alternam entre o colorido e o preto e branco, vibram orgulhosas de sua plasticidade, para Zhang-ke o interesse maior est\u00e1 nas constantes varia\u00e7\u00f5es de texturas, cores e formatos, dado que imagens de alta e baix\u00edssima resolu\u00e7\u00e3o convivem muito bem, assim como a pel\u00edcula e o digital se entrela\u00e7am em prol dessa grande viagem no tempo que \u00e9 \u201cLevados Pelas Mar\u00e9s\u201d.<\/p>\n<hr \/>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-85044\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/volvereis.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"331\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/volvereis.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/volvereis-300x132.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Ao Contr\u00e1rio \/ The Other Way Around \/ Volver\u00e9is&#8221;, de Jon\u00e1s Trueba (2024)<\/strong><br \/>\nJon\u00e1s Trueba \u00e9 um diretor espanhol nascido em uma fam\u00edlia de cineastas. Seu tio, David Trueba, do gracioso \u201cViver \u00c9 F\u00e1cil Com os Olhos Fechados\u201d (2013) e seus pais, Fernando Trueba e Cristina Huete (brasileira radicada na Espanha) &#8211; ele diretor, ela produtora &#8211; trabalham juntos h\u00e1 d\u00e9cadas e, recentemente, lan\u00e7aram o comentad\u00edssimo \u201cAtiraram no Pianista\u201d (2023). Em \u201cAo Contr\u00e1rio\u201d (2024), Jon\u00e1s Trueba narra com muita perspic\u00e1cia a hist\u00f3ria de um casal que decide dar uma festa para celebrar o seu div\u00f3rcio ap\u00f3s um casamento tranquilo e duradouro de 15 anos. Ideia absurda \u00e0 primeira vista, mas que o filme logo trata de naturalizar, s\u00f3 para depois transform\u00e1-la novamente em algo disparatado. A maneira com a qual o cineasta lida com a sua premissa \u00e9 a principal pista para entendermos os mecanismos e os objetivos do filme. Come\u00e7ando como uma com\u00e9dia rom\u00e2ntica \u00e0s avessas, a obra trilha um caminho que valoriza o registro do cotidiano de Ale (Itsaso Arana) e Alex (Vito Sanz), nos revelando aos poucos a sua rotina e nos apresentando as particularidades de suas personalidades. Intermitente, a narrativa reencena, praticamente a cada 15, 20 minutos, a a\u00e7\u00e3o do casal contando sobre a esdr\u00faxula ideia da festa do div\u00f3rcio para algum amigo ou familiar, e a cada recontar o diretor e os atores principais (tamb\u00e9m creditados como roteiristas) d\u00e3o uma volta em si mesmos, jogando e se divertindo com as pequenas mudan\u00e7as no texto, na entona\u00e7\u00e3o da voz e nas micro express\u00f5es que a c\u00e2mera registra com perspic\u00e1cia. Bem tocante e divertido o caminho pelo qual a obra segue, abrindo uma por\u00e7\u00e3o de janelas para o inesperado. Quando achamos que entendemos por onde Trueba quer navegar, somos pegos de surpresa por uma guinada (n\u00e3o exatamente brusca, mas inaudita), que impulsiona a narrativa para uma brincadeira metalingu\u00edstica que alimenta a pr\u00f3pria trama. Ale \u00e9 uma cineasta que est\u00e1 trabalhando em seu novo longa-metragem, no qual Alex \u00e9 protagonista. O filme est\u00e1 na etapa da montagem e ela luta para encontrar o ritmo e a atmosfera ideal para contar a sua hist\u00f3ria. Em certo sentido, a personagem interpretada por Itsaso Arana se associa a Jon\u00e1s Trueba para comentar a trama de \u201cAo Contr\u00e1rio\u201d, que passa a \u201csofrer\u201d mais interfer\u00eancias na medida em que avan\u00e7a no tempo. Ao final, o que vemos \u00e9 uma simbiose entre o filme e o filme dentro do filme. O artif\u00edcio pode soar tolo, mas \u00e9 sobrescrito pelas grandes presen\u00e7as de Itsaso Arana e de Vito San e pelo rigor de Trueba na condu\u00e7\u00e3o de sua narrativa, sobretudo quando aposta na repeti\u00e7\u00e3o deliberada e no apuro da com\u00e9dia leve.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><em><a style=\"color: #ff0000;\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/mostra-de-cinema\/\">Leia mais sobre a Mostra Internacional de Cinema de S\u00e3o Paulo<\/a><\/em><\/span><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Ernest Cole: Lost and Found - Official Trailer | Directed by Raoul Peck | LaKeith Stanfield\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/OzS95TW6edU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"CAUGHT BY THE TIDES Clip | TIFF 2024\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/RCWRNKbP6IQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"VOLVERE\u0301IS Trailer\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/rzDX8GlTuvM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013 Leandro Luz (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/leandro_luz\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@leandro_luz<\/a>) escreve e pesquisa sobre cinema desde 2010. Coordena os projetos de audiovisual do Sesc RJ desde 2019 e exerce atividades de cr\u00edtica nos podcasts\u00a0<a href=\"https:\/\/podcasters.spotify.com\/pod\/show\/plano-sequencia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Plano-Sequ\u00eancia<\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"https:\/\/podcasters.spotify.com\/pod\/show\/plano-sequencia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">1 disco, 1 filme.<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u201cErnest Cole: Achados e Perdidos\u201d apresenta esse artista gigante a toda uma nova gera\u00e7\u00e3o; \u201cLevados Pelas Mar\u00e9s\u201d regurgita a trag\u00e9dia que \u00e9 o capitalismo; \u201cAo Contr\u00e1rio\u201d narra a hist\u00f3ria de um casal que decide dar uma festa para celebrar o seu div\u00f3rcio&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/11\/07\/tres-filmes-da-48a-mostra-sp-ernest-cole-lost-and-found-feng-liu-yi-dai-volvereis\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":137,"featured_media":85043,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4],"tags":[7464,5910,226,7463],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85039"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/137"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=85039"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85039\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":85050,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85039\/revisions\/85050"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/85043"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=85039"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=85039"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=85039"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}