{"id":84887,"date":"2024-10-31T00:53:25","date_gmt":"2024-10-31T03:53:25","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=84887"},"modified":"2024-12-12T17:22:48","modified_gmt":"2024-12-12T20:22:48","slug":"entrevista-de-curitiba-olivia-yells-lanca-sedate-me-e-conta-como-e-ser-a-hot-tip-of-the-week-da-radio-bbc","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/10\/31\/entrevista-de-curitiba-olivia-yells-lanca-sedate-me-e-conta-como-e-ser-a-hot-tip-of-the-week-da-radio-bbc\/","title":{"rendered":"Entrevista: De Curitiba, Olivia Yells lan\u00e7a &#8220;Sedate Me&#8221; e conta como \u00e9 ser a &#8220;Hot Tip of the Week&#8221; da r\u00e1dio BBC"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\">entrevista por&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/joaopedroramos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Jo\u00e3o Pedro Ramos<\/a><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s uma trajet\u00f3ria de amadurecimento e autoconhecimento musical, a curitibana <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/oliviayells\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Olivia Yells<\/a> nos entregou em outubro o clipe de seu novo single, &#8220;Sedate Me&#8221;, que captura o paradoxo entre o desejo de sentir tudo e, ao mesmo tempo, nada. Entre refer\u00eancias dos anos 1990 e influ\u00eancias sombrias que remetem a Hole e Black Sabbath, essa nova faixa \u00e9 uma express\u00e3o crua de lutas pessoais e supera\u00e7\u00e3o. Segundo Olivia, a composi\u00e7\u00e3o foi um espa\u00e7o onde ela p\u00f4de se confrontar com traumas do passado, em meio \u00e0 busca por aceita\u00e7\u00e3o de sua pr\u00f3pria trajet\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde os 11 anos de idade, Olivia Yells encontrou na m\u00fasica um ref\u00fagio e uma forma de express\u00e3o, transformando experi\u00eancias de vida intensas em composi\u00e7\u00f5es profundas. Com uma carreira recente, mas j\u00e1 marcada por produ\u00e7\u00f5es visuais impactantes e letras confessionais, Olivia \u00e9 uma for\u00e7a emergente na cena independente. Suas influ\u00eancias v\u00e3o do punk e riot grrrl noventistas at\u00e9 o pop das estrelas da Disney que marcaram sua inf\u00e2ncia. Em um caminho que reflete suas viv\u00eancias e inspira\u00e7\u00f5es, a artista tem sido aclamada pela autenticidade de suas performances e pelo impacto visual dos clipes, nos quais consegue imprimir sua identidade de forma visceral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No videoclipe de &#8220;Sedate Me&#8221;, por exemplo, Olivia Yells explora o conceito de \u201csujeira\u201d e os contrastes de sua letra com cenas carregadas de simbolismo e inquietude. A dire\u00e7\u00e3o, assinada pela pr\u00f3pria Olivia ao lado de sua parceira criativa Maju Tohme, traz refer\u00eancias visuais da &#8220;final girl&#8221; dos filmes de terror e da dona de casa dos anos 50, criando uma dualidade que reflete a complexidade de sua m\u00fasica. Na conversa abaixo, Olivia fala sobre o novo single, rememora o que a levou a fazer m\u00fasica, lista nomes novos interessantes da cena da Curitiba e conta como \u00e9 ter can\u00e7\u00f5es suas tocando na BBC!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"OLIVIA YELLS | &quot;SEDATE ME&quot; [Official Video]\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/MJctn-0rdNg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Primeiramente, eu gostaria de saber um pouco mais sobre o novo single, &#8220;Sedate Me&#8221;.<\/strong><br \/>\n\u201cSEDATE ME\u201d \u00e9 a indecis\u00e3o entre querer sentir o tudo e o nada. Essa \u00e9 uma can\u00e7\u00e3o que eu escrevi pensando na possibilidade de se sentir sedada ap\u00f3s anos de muita luta contra experi\u00eancias pessoais traum\u00e1ticas, onde sempre achei um espa\u00e7o pra me culpar por elas, e tamb\u00e9m um pouco sobre assumir entender de onde eu vim, como me criei e acreditar nas minhas escolhas mesmo em momentos horr\u00edveis. O Bruno Sguissardi, meu produtor musical, me pediu refer\u00eancias musicais pra constru\u00e7\u00e3o do som e eu sugeri algo sonoramente parecido com \u201cDoll Parts\u201d do Hole. Dali partimos para ideia: \u201cE se fizermos essa melodia melanc\u00f3lica com letra pesada se juntar \u00e0 uma batida dan\u00e7ante?\u201d Essa produ\u00e7\u00e3o me surpreendeu muito, chegou a um patamar com um gostinho de filme \u201cComing of Age\u201d e tem atra\u00eddo muita gente nova pra escutar meu som.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E como foi a concep\u00e7\u00e3o do clipe que acaba de ser lan\u00e7ado? Como rolou a produ\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nTudo sempre come\u00e7a comigo e com a Maju Tohme, minha melhor amiga e diretora criativa, sentando juntas e fazendo um brainstorm de ideias a partir da minha visualiza\u00e7\u00e3o inicial da m\u00fasica e an\u00e1lise da letra. Nesse clipe n\u00f3s buscamos muito tentar trazer v\u00e1rios tipos de \u201csujeira\u201d, uma vez que o pr\u00e9 refr\u00e3o diz \u201cEu vim da sujeira, da sujeira eu fui feita\u201d. Inclu\u00edmos cenas como: cozinhando algo caoticamente, destruindo um bolo, cavando um buraco na terra e usando sangue falso \u2014 tudo isso amarrado em duas narrativas que se cruzam: a \u201cfinal girl\u201d (a garota que sobrevive em filmes de terror) e a \u201chousewife\u201d (a dona de casa dos anos 50). Esse \u00e9 o maior clipe que j\u00e1 fizemos at\u00e9 agora no meu projeto, 11 pessoas extremamente talentosas participaram desse set lindo que durou dois dias e meio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sua carreira \u00e9 recente, mas j\u00e1 conta com clipes sempre muito bem produzidos, como voc\u00ea citou. Eu vejo gente falando que a cultura do videoclipe est\u00e1 em decad\u00eancia, p\u00f3s-MTv. Qual a import\u00e2ncia dos clipes para voc\u00ea?<\/strong><br \/>\nEu acredito muito na for\u00e7a do clipe para ressaltar e nos conectar ainda mais com as hist\u00f3rias embutidas dentro das entrelinhas das m\u00fasicas. A quantidade de material visual que voc\u00ea pode tirar de letras \u00e9 simplesmente incr\u00edvel &#8211; e essas narrativas sempre trazem o ouvinte\/espectador para mais perto ainda. Videoclipes, ao meu ver, servem para fisgar de vez o p\u00fablico. \u00c9 um espa\u00e7o para que ele te conhe\u00e7a melhor, \u00e0s vezes de forma mais crua, fazendo com que a ponte de conex\u00e3o\/identifica\u00e7\u00e3o se torne ainda mais forte e efetiva.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"OLIVIA YELLS | &quot;NAME&quot; [Official Audio]\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/hqWy-P80kjs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Gostaria que voc\u00ea falasse um pouco sobre os trabalhos que j\u00e1 lan\u00e7ou e como cada m\u00fasica reflete sua evolu\u00e7\u00e3o musical.<\/strong><br \/>\nQuando eu comecei a pensar no meu primeiro EP, eu sabia que estaria diante de um compilado de can\u00e7\u00f5es muito antigas minhas que eu precisava que fossem lan\u00e7adas antes para fazer um certo \u201cch\u00e3o\u201d pro meu trabalho, sabe?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cName\u201d foi lan\u00e7ado no final de 2022 como o primeiro single do meu EP \u201cWaiting Room\u201d, e ela foi escrita em 2017 &#8211; talvez uma das minhas m\u00fasicas mais antigas j\u00e1 lan\u00e7adas. Essa can\u00e7\u00e3o reflete um pouco da vis\u00e3o de for\u00e7ar-se a se abrir para algo que voc\u00ea ainda n\u00e3o est\u00e1 preparado emocionalmente para estar. Sonoramente \u00e9 uma m\u00fasica sombria, um vocal mais fr\u00e1gil que vai criando suas amarras aos poucos, backing vocals que soam como corais que abra\u00e7am um instrumental bastante \u2018inseguro\u2019, marcada pela linha de baixo como lead.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Logo em seguida lancei o meu segundo single, \u201cTired\u201d. Esse vem com um contraste gigante diante de \u201cName\u201d &#8211; nuvens de distor\u00e7\u00f5es graves com refer\u00eancia ao Black Sabbath e um vocal completamente raivoso. Essa, particularmente, \u00e9 a m\u00fasica que mais chegou perto da sonoridade que eu eu ando mirando hoje em dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Finalizo o lan\u00e7amento de singles do meu EP de 5 m\u00fasicas com uma que ficou de fora dele chamada \u201cTHEORY OF ENDS\u201d &#8211; mas que mant\u00e9m a vibe de letras doloridas, com instrumentais sonoramente sinistros e, dessa vez, com uma batida punk riot grrrl anos 90 que eu sempre me identifiquei muito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E a\u00ed, partimos para \u201cCLEAN\u201d, o single que inicia os primeiros passos do meu pr\u00f3ximo projeto: algo que vem mais cru, com letras recentes e mais pessoais ainda, contudo mantendo a linha inicial do sinistro que me parece ser algo que vem como minha marca. Gosto de ressaltar sempre os backing vocals fantasmag\u00f3ricos que soam como se fossem vozes em um purgat\u00f3rio, o que faz uma grande refer\u00eancia \u00e0 minhas inf\u00e2ncia cat\u00f3lica que vem com um ponto de partida pra an\u00e1lise da minha vida (e um dos pontos centrais do meu pr\u00f3ximo trabalho)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por \u00faltimo, \u201cSEDATE ME\u201d vem para trazer um pouco do \u2018pop\u2019 pro meu rock malvadinho e sinistro. Acredito que essa \u00e9 uma das m\u00fasicas mais diferentes que eu j\u00e1 lancei e, talvez uma das minhas letras que mais doem. A batida dan\u00e7ante em contraste com a letra extremamente melanc\u00f3lica traz aquele agridoce para a coisa que, particularmente, acho que completa essa assinatura que tenho tentado criar pros meus sons.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"OLIVIA YELLS | &quot;THEORY OF ENDS&quot; [Official Video]\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/F_ph6HZK2hU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea come\u00e7ou a escrever com apenas 11 anos de idade. Voc\u00ea lembra o que te incentivou a se expressar pela m\u00fasica?<\/strong><br \/>\nEu sempre fui uma crian\u00e7a mais t\u00edmida, esse fator acabou influenciando muito em como eu me portava socialmente, principalmente com coisas posteriores que me aconteceram depois (por exemplo, ter passado por bullying no per\u00edodo da escola). Eu j\u00e1 tinha um certo interesse pela m\u00fasica, meu passatempo favorito era ficar dentro do meu quarto ouvindo meus CD&#8217;s e vendo meus posters de cantoras pop ansiando por um dia poder ser como elas. Eu n\u00e3o entendia muito bem o que elas diziam nas m\u00fasicas, mas lembro de ter ajuda dos meus irm\u00e3os para pesquisar um pouco mais sobre suas vidas e suas letras mais a fundo. At\u00e9 que percebi que algumas delas falavam muito sobre suas vidas e suas batalhas pessoais, e isso para mim foi t\u00e3o importante e poderoso! Era exatamente o que eu queria fazer! Comecei a pegar as estruturas das m\u00fasicas delas na internet e escrever meus pr\u00f3prios versos sobre minhas pr\u00f3prias dificuldades &#8211; mas, por hora, sem melodias. Eu consegui musicar minha primeira m\u00fasica sozinha apenas em 2015 quando comprei um viol\u00e3o usado e aprendi alguns acordes mais simples. Esse momento mudou tudo na minha vida!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E quais foram os artistas que mais te influenciaram nesse come\u00e7o (incluindo as cantoras pop dos posters, claro)?<\/strong><br \/>\nEu ouvia muitos artistas como Selena Gomez, Miley Cyrus&#8230; por conta da Disney. Mas a que mais me brilhou os olhos e mexeu profundamente comigo por conta da forma que ela trabalhava era a Demi Lovato. Sempre muito aberta sobre suas pr\u00f3prias batalhas, sobre suas ansiedades e sofrimentos&#8230; aquilo me marcou de maneiras irrevers\u00edveis. Depois disso, comecei a me sentir bastante influenciada pelos gostos dos meus irm\u00e3os mais velhos. Eles ouviam muito rock cl\u00e1ssico e indie rock. Quando cresci um pouco mais, fui introduzida ao &#8220;Guitar Hero&#8221; &#8211; e ali eu entendi de onde saiu tudo aquilo. Esse jogo me apresentou para v\u00e1rios tipos de rock e me deu um norte para onde eu queria chegar. Descobri uma das minhas bandas favoritas, o Queens of the Stone Age, que segue sendo uma das minhas influ\u00eancias mais fortes. Dali fui tentando me aprofundar mais e, mais velha, descobri um monte de bandas que mexem muito comigo musicalmente. Black Sabbath, Alice in Chains, Soundgarden, Nirvana, etc. Tive minha fase punk\/riot grrrl em 2018, descobri Bikini Kill, Bratmobile, Hole&#8230; e depois PJ Harvey e Fiona Apple. Essas \u00faltimas s\u00e3o as que mais me influenciam hoje em dia.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"OLIVIA YELLS | &quot;CLEAN&quot; [Official Video]\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/egmz2NjyT_g?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como anda a cena independente de Curitiba? Quais bandas e artistas da regi\u00e3o mais te inspiram?<\/strong><br \/>\nA cena aqui em Curitiba t\u00e1 cada vez maior e mais potente, mas o que me deixa feliz pra caralho \u00e9 poder ver cada vez mais minas em cima de palco. Esse \u00e9 um dos meus maiores prop\u00f3sitos sendo musicista e botando minha cara t\u00edmida pra jogo: poder causar uma pulguinha atr\u00e1s da orelha daquelas que tem vontade e gostariam de fazer o mesmo. Anna Gerber, Mariposa Alice, Disk Mandy, Vic Wendler, Banda Patada, Banda Demos e Favourite Dealer s\u00e3o nomes muito fortes e promissores da cena. Me inspiro um pouco em cada um deles e os vejo chegando em lugares gigantes!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Saindo um pouco de Curitiba para o mundo: queria saber um pouco mais como foi sua estadia na Inglaterra e como rolou de seu som ir parar na BBC!<\/strong><br \/>\nEm dezembro do ano passado eu tive o privil\u00e9gio de fazer uma viagem que eu sempre sonhei em fazer. Me programei para ir para Inglaterra com o objetivo de tentar ao m\u00e1ximo promover meu som por l\u00e1 e fazer contatos. Esses dois meses e meio me renderam coisas t\u00e3o fodas que at\u00e9 hoje n\u00e3o consigo acreditar. Eu consegui fazer dois shows e dividi palco junto de bandas como Emma and The Fragments, Room11 e The Kut! Consegui tamb\u00e9m deixar meus CD&#8217;s \u00e0 venda na All Ages Records, em Camden Town, bairro conhecido por ter sido morada dos punks e da Amy Winehouse&#8230; Mas acho que o acontecimento mais marcante foi ter tido duas m\u00fasicas minhas tocando na r\u00e1dio BBC Introducing In Solent, a vertente da BBC que toca novos artistas. Recentemente eles tocaram &#8220;SEDATE ME&#8221; e me colocaram como a &#8220;Hot Tip of the Week&#8221; (A Dica Quente da Semana) e isso me trouxe um senso de valida\u00e7\u00e3o de todo meu trabalho que eu mal consigo por em palavras. \u00c9 simplesmente surreal ter crescido com tantas refer\u00eancias internacionais, ter demorado para entender suas letras pelas barreiras de linguagem e hoje em dia ter meu trabalho sendo tocado junto a outros artistas internacionais ascendentes com o mesmo objetivo que o meu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>N\u00e3o sei a quantas pessoas isso vai interessar, mas vamos com uma pergunta n\u00e3o relacionada sobre um gosto que eu sei que temos em comum: como foi ver o Skating Polly ao vivo?<\/strong><br \/>\nFoi foda demais! Que showza\u00e7o que eu experienciei, a energia deles \u00e9 simplesmente algo contagiante. A Skating Polly \u00e9 uma banda em ascend\u00eancia e, desde que eu conheci, fiquei bastante vidrada na atitude que \u00e9 uma marca da banda e o quanto era algo em comum entre n\u00f3s. Eu conversei com Kelli e a Peyton depois do show, elas foram extremamente receptivas comigo e disseram que amariam tocar aqui no Brasil. Torcendo pra que a gente veja esse show juntos, Jo\u00e3o!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pra terminar, algo que \u00e9 sempre bom perguntar: o que voc\u00ea tem ouvido de novo e gostaria de recomendar para todos?<\/strong><br \/>\nEu tenho ouvido sem parar o \u00faltimo \u00e1lbum do Jack White, o &#8220;<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/07\/29\/musica-em-no-name-jack-white-volta-ao-rock-basico-de-garagem-lembra-de-white-stripes-num-dos-melhores-discos-do-ano\/\">No Name<\/a>&#8221; e o &#8220;Girl With No Face&#8221; da Allie X. Uma artista que eu tenho ouvido, tamb\u00e9m, \u00e9 a Amyl and the Sniffers, t\u00f4 completamente obcecada por ela!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-84889\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/@leticiaf-2-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"1125\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/@leticiaf-2-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/@leticiaf-2-copiar-200x300.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013&nbsp;<em><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/joaopedroramos84\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Jo\u00e3o Pedro Ramos<\/a>&nbsp;\u00e9 jornalista, redator, social media, colecJionador de vinis, CDs e m\u00fasica em geral. E \u00e9 um dos respons\u00e1veis pelo podcast Troca Fitas!&nbsp;<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/show\/1x1aN5D1qWkQFOSvOpV2RC?si=ef225a0d555f4fa5\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ou\u00e7a aqui<\/a>. Fotos de @leticiaf<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Desde os 11 anos de idade, Olivia Yells encontrou na m\u00fasica um ref\u00fagio e uma forma de express\u00e3o, transformando experi\u00eancias de vida intensas em composi\u00e7\u00f5es profundas. Aqui ela conta um pouco essa hist\u00f3ria.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/10\/31\/entrevista-de-curitiba-olivia-yells-lanca-sedate-me-e-conta-como-e-ser-a-hot-tip-of-the-week-da-radio-bbc\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":95,"featured_media":84888,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[7442],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84887"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/95"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=84887"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84887\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":84974,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84887\/revisions\/84974"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/84888"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=84887"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=84887"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=84887"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}