{"id":84876,"date":"2024-10-31T00:24:35","date_gmt":"2024-10-31T03:24:35","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=84876"},"modified":"2025-01-18T01:23:05","modified_gmt":"2025-01-18T04:23:05","slug":"tres-filmes-da-48a-mostra-sp-atraves-do-fluxo-sol-de-inverno-o-senhor-dos-mortos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/10\/31\/tres-filmes-da-48a-mostra-sp-atraves-do-fluxo-sol-de-inverno-o-senhor-dos-mortos\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas filmes da 48\u00aa Mostra SP: &#8220;Atrav\u00e9s do Fluxo&#8221;, &#8220;Sol de Inverno&#8221;, &#8220;O Senhor dos Mortos&#8221;"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>textos de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/leandro_luz\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Leandro Luz<\/a><\/strong><\/h2>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-84878\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/atravesdofluxo1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"331\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/atravesdofluxo1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/atravesdofluxo1-300x132.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Atrav\u00e9s do Fluxo \/ By The Stream \/ Suyoocheon&#8221;, de Hong Sang-soo (2024)<\/strong><br \/>\nEis um dos filmes mais brilhantes da fase mais recente do cineasta sul-coreano Hong Sang-soo, qui\u00e7\u00e1 de todas as suas fases. Em atividade desde os anos 1990, Sang-soo hoje \u00e9 reconhecido e celebrado pela sua economia narrativa, por trabalhar basicamente com uma mesma trupe de colaboradores e pela rapidez com que roda e lan\u00e7a seus filmes (nos \u00faltimos 4 anos, a t\u00edtulo de exemplo, ele colocou no mundo 8 longas-metragens, uma m\u00e9dia de fazer inveja a muito cineasta em atividade, sobretudo pela qualidade alt\u00edssima dos trabalhos). Com o passar do tempo, essas caracter\u00edsticas foram se intensificando em virtude da op\u00e7\u00e3o do diretor em acumular cada vez mais fun\u00e7\u00f5es &#8211; desde \u201cIntroduction\u201d (2021), por exemplo, ele passou a se responsabilizar, al\u00e9m dos habituais cargos de dire\u00e7\u00e3o e de roteiro, tamb\u00e9m pela montagem, pela dire\u00e7\u00e3o de fotografia e pela composi\u00e7\u00e3o da trilha sonora de seus filmes. Decis\u00e3o que se deu de forma gradual, intensificada pela necessidade de se filmar em digital e pelo advento da pandemia, que o fez reduzir ainda mais a escala de produ\u00e7\u00e3o, ao passo que o levou a refinar ainda mais o seu estilo. Em seu novo filme, o segundo lan\u00e7ado em 2024 (o outro se chama \u201cAs Aventuras de uma Francesa\u201d, exibido recentemente no Festival do Rio), Jeon-im (Kim Min-hee) \u00e9 uma professora que convida seu tio, Chu Si-eon (Kwon Hae-hyo), um respeitado diretor teatral para comandar uma resid\u00eancia art\u00edstica com os seus alunos. O objetivo \u00e9 montar uma apresenta\u00e7\u00e3o para o tradicional festival de esquetes promovido pela escola do qual Si-eon j\u00e1 havia participado na sua juventude, evocando lembran\u00e7as complexas que mexem com o personagem e garante um peso que Sang-soo n\u00e3o faz quest\u00e3o de sublinhar, como de praxe em seus filmes. Tudo se d\u00e1 com sutileza, at\u00e9 mesmo um esc\u00e2ndalo sexual revelado em determinado momento da trama, como se o fluxo do c\u00f3rrego que aparece algumas vezes fosse o grande respons\u00e1vel por ditar o ritmo e a ordem dos acontecimentos. Entre ensaios e conversas prosaicas, testemunhamos Jeon-im fazendo o poss\u00edvel para deixar o tio confort\u00e1vel (e ele fica mesmo \u00e0 vontade, sobretudo na rela\u00e7\u00e3o que estabelece com a chefe da sobrinha). O plano final, que termina com um congelamento de imagem entre um passo e outro de Kim Min-hee, que sorri enquanto caminha pelas pedras do c\u00f3rrego, \u00e9 das coisas mais emocionantes do cinema recente. Em seus \u00faltimos filmes, o diretor sul-coreano vinha apostando em narrativas bem mais curtas e diretas. Este, em contrapartida, volta a adotar uma estrutura espiralar t\u00edpica dos seus filmes at\u00e9 mais ou menos 2017, quando ele come\u00e7a a trabalhar com uma equipe mais reduzida e a adotar um processo de trabalho mais \u201csolto\u201d. N\u00e3o que esta obra se destaque do modo de produ\u00e7\u00e3o mais recente do cineasta, mas \u00e9 empolgante voltar a reconhecer uma elabora\u00e7\u00e3o maior tamb\u00e9m no roteiro para al\u00e9m das incr\u00edveis experimenta\u00e7\u00f5es que vinha fazendo com a fotografia (&#8220;In Water&#8221;), com os atores (&#8220;In Front of Your Face&#8221;) ou com a manipula\u00e7\u00e3o do tempo (&#8220;Introduction&#8221;).<\/p>\n<hr \/>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-84880\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/sunshine.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"331\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/sunshine.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/sunshine-300x132.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Sol de Inverno \/ My Sunshine \/ Boku no Ohisama&#8221;, de Hiroshi Okuyama (2024)<\/strong><br \/>\nA boy meets a girl. No caso, Takuya conhece Sakura em uma cidade rural no Jap\u00e3o. Os dois pr\u00e9-adolescentes, mergulhados no inverno severo do local, n\u00e3o seguir\u00e3o exatamente os passos de uma t\u00edpica hist\u00f3ria de amor, mas far\u00e3o com que os cora\u00e7\u00f5es dos espectadores se sintam suficientemente acalentados pela espontaneidade de sua rela\u00e7\u00e3o, ainda que os percal\u00e7os no caminho sejam duros e provoquem rupturas irreconcili\u00e1veis. \u201cSol de Inverno\u201d (2024), escrito e dirigido por Hiroshi Okuyama, chama imediatamente a aten\u00e7\u00e3o pelo trabalho minucioso de fotografia, que ganha um protagonismo bel\u00edssimo e bem ajustado \u00e0 atmosfera da hist\u00f3ria contada. Okuyama tamb\u00e9m assina a dire\u00e7\u00e3o de fotografia e aproveita com graciosidade a luz natural que invade a raz\u00e3o de aspecto reduzida escolhida para dar conta das emo\u00e7\u00f5es profundas da protagonista, um garoto fofo que joga hockey no gelo, mas que decide aprender patina\u00e7\u00e3o art\u00edstica para ficar perto de uma garota. As coisas d\u00e3o certo para ele at\u00e9 certo ponto, como j\u00e1 era de se esperar nesse tipo de trama. Takuya n\u00e3o lida exatamente bem com o esporte que pratica &#8211; n\u00e3o que seja um fardo para ele, pois o filme n\u00e3o est\u00e1 interessado em criar contrastes \u00f3bvios &#8211; e se v\u00ea impelido a se aproximar de Sakura por meio da nova atividade. O grande barato \u00e9 como o garoto de fato parece gostar do esporte para al\u00e9m do investimento rom\u00e2ntico, algo que traz um frescor para esse tipo de obra, ajudado pelo personagem do professor, Arakawa, sens\u00edvel e benevolente em seu gesto de aproximar os dois e de fazer com que Takuya domine as t\u00e9cnicas da patina\u00e7\u00e3o. O estilo que Okuyama adota para o seu filme valoriza a quietude e a contempla\u00e7\u00e3o, optando pela utiliza\u00e7\u00e3o de planos fixos na maior parte das vezes, e se distancia da pieguice e da arrog\u00e2ncia com certa facilidade, preservando, ainda assim, uma beleza que elimina as dist\u00e2ncias entre o natural e o artificial. O filme evita armadilhas bobas que poderiam estragar completamente as suas inten\u00e7\u00f5es: se por um lado corria o risco de buscar solu\u00e7\u00f5es f\u00e1ceis de roteiro para provocar conflitos e criar uma montanha-russa de emo\u00e7\u00f5es desnecess\u00e1rias, por outro tamb\u00e9m poderia deixar de tensionar alguns temas importantes. Felizmente, sai ileso desses problemas, ainda que caia em outros, como a dificuldade para estabelecer um desfecho \u00e0 altura de seu desenvolvimento e o pouco tempo de tela que concede ao relacionamento de Arakawa com o seu companheiro. Se as subtramas s\u00e3o evitadas a todo custo &#8211; um acerto para uma obra como esta &#8211; faltou ao diretor encontrar uma maneira direta de dar conta das complexidades das personagens coadjuvantes, bem resolvidas no seu di\u00e1logo com o protagonista, mas insuficientemente desenvolvidas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s suas pr\u00f3prias vidas.<\/p>\n<hr \/>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-84881\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/cronenberg1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"331\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/cronenberg1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/cronenberg1-300x132.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;O Senhor dos Mortos \/ Les Linceuls \/ The Shrouds&#8221;, de David Cronenberg (2024)<\/strong><br \/>\nDavid Cronenberg em sua jornada verborr\u00e1gica sobre o luto e o amor. S\u00f3 se exorciza um fantasma cuja materialidade se percebe, e as imagens que nos s\u00e3o expostas da esposa do protagonista logo nos primeiros quinze minutos de filme (seu esqueleto em decomposi\u00e7\u00e3o registrado por uma c\u00e2mera instalada dentro do t\u00famulo, exibida em um ins\u00f3lito ecr\u00e3 fixado na pr\u00f3pria l\u00e1pide e controlada via aplicativo de celular) s\u00e3o para l\u00e1 de concretas. Em \u201cO Senhor dos Mortos\u201d (2024), o diretor mais se interessa pelo tato do que pelo metaf\u00edsico, e n\u00e3o faz concess\u00f5es para habitar um lugar situado entre o mundo dos vivos e o mundo dos mortos. Vincent Cassel \u00e9 Karsh, um vi\u00favo que tenta colocar a sua vida nos eixos ap\u00f3s um longo processo de luto que o levou a inventar uma tecnologia capaz de monitorar corpos em decomposi\u00e7\u00e3o no leito de morte. Nos familiarizamos com todas essas novidades por meio de um di\u00e1logo entre o protagonista e uma amiga (amante em potencial, descobrimos ao longo da conversa): \u201cO qu\u00e3o sombrio voc\u00ea est\u00e1 disposta a ir?\u201d, pergunta ele, antes de constrang\u00ea-la (e de alimentar a repulsa do espectador) com as imagens do corpo em putrefa\u00e7\u00e3o da esposa morta. Karsh \u00e9 um empres\u00e1rio bem sucedido e o seu empreendimento \u00e9 cobi\u00e7ado por empresas de v\u00e1rios pa\u00edses, por mais peculiar e chocante que a ideia possa parecer. Enquanto tenta levar uma vida normal, com flertes espor\u00e1dicos com diversas mulheres e uma rela\u00e7\u00e3o a princ\u00edpio saud\u00e1vel com a cunhada (id\u00eantica \u00e0 falecida esposa &#8211; ambas interpretadas pela atriz Diane Kruger, inteligente na maneira como calculadamente as diferencia), ele se v\u00ea preso em uma espiral de sonhos muito v\u00edvidos que mexem com a sua cabe\u00e7a &#8211; em resumo, Karsh recebe visitas noturnas e calientes da esposa, a cada noite com o corpo cada mais \u201cmodificado\u201d (digamos assim, para evitar estragar a surpresa de quem ainda n\u00e3o viu). Outro elemento que move a trama para frente &#8211; por mais que Cronenberg insista em trabalhar em c\u00edrculos &#8211; \u00e9 o fato de algum v\u00e2ndalo an\u00f4nimo depredar as l\u00e1pides de Karsh, o que o leva a entrar em uma trama intrincada de investiga\u00e7\u00e3o envolvendo um personagem um tanto indecifr\u00e1vel, interpretado por Guy Pearce, ex-marido da cunhada e g\u00eanio da inform\u00e1tica que o ajuda a construir todo o aparato tecnol\u00f3gico, e uma mulher com defici\u00eancia visual, vivida por Sandrine Holt, na qual ele deposita suas parcas esperan\u00e7as afetivas. Misturando temas como intelig\u00eancia artificial e virtualidade das imagens com a boa e velha obsess\u00e3o com o corpo e com os prazeres perigosos que nos mant\u00e9m conectados com a vida, Cronenberg d\u00e1 uma passo al\u00e9m na sua escava\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica, pouco preocupado com o que as pessoas v\u00e3o achar de sua melancolia e disposto a se enrolar na arriscada mortalha que ele mesmo confeccionou. Uma dica final: caso tenha chegado atrasado na sess\u00e3o e perdido a primeira cena, sugiro que assista novamente, pois este \u00e9 um dos melhores e mais representativos momentos do cinema de Cronenberg.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><em><a style=\"color: #ff0000;\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/mostra-de-cinema\/\">Leia mais sobre a Mostra Internacional de Cinema de S\u00e3o Paulo<\/a><\/em><\/span><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"BY THE STREAM Trailer | TIFF 2024\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/XG1FHO4S368?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"My Sunshine (2024) Japanese Movie Trailer English Subtitles (\u307c\u304f\u306e\u304a\u65e5\u3055\u307e\u3000\u672c\u4e88\u544a\u3000\u82f1\u8a9e\u5b57\u5e55)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/XufDJxhN9kg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Shrouds new clip official - Cannes Film Festival 2024 (2\/3)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/OyGu-lPW3wU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013 Leandro Luz (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/leandro_luz\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@leandro_luz<\/a>) escreve e pesquisa sobre cinema desde 2010. Coordena os projetos de audiovisual do Sesc RJ desde 2019 e exerce atividades de cr\u00edtica nos podcasts\u00a0<a href=\"https:\/\/podcasters.spotify.com\/pod\/show\/plano-sequencia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Plano-Sequ\u00eancia<\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"https:\/\/podcasters.spotify.com\/pod\/show\/plano-sequencia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">1 disco, 1 filme.<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;Suyoocheon&#8221; \u00e9 dos filmes mais brilhantes da fase mais recente do cineasta sul-coreano Hong Sang-soo; &#8220;Boku no Ohisama&#8221; \u00e9 um &#8216;a boy meets a girl&#8217; de Hiroshi Okuyama; &#8220;The Shrouds&#8221; \u00e9 Cronenberg em sua jornada verborr\u00e1gica sobre o luto e o amor&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/10\/31\/tres-filmes-da-48a-mostra-sp-atraves-do-fluxo-sol-de-inverno-o-senhor-dos-mortos\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":137,"featured_media":84886,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4],"tags":[5916,7441,7440,226],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84876"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/137"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=84876"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84876\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":84885,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84876\/revisions\/84885"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/84886"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=84876"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=84876"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=84876"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}