{"id":84812,"date":"2024-10-28T00:43:08","date_gmt":"2024-10-28T03:43:08","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=84812"},"modified":"2025-06-09T21:51:16","modified_gmt":"2025-06-10T00:51:16","slug":"entrevista-hurricanes-volta-ao-porao-e-honra-sonoridade-do-rock-setentista-com-segundo-album","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/10\/28\/entrevista-hurricanes-volta-ao-porao-e-honra-sonoridade-do-rock-setentista-com-segundo-album\/","title":{"rendered":"Entrevista: Hurricanes volta ao por\u00e3o e honra sonoridade do rock setentista com segundo \u00e1lbum"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/ociocretino\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Alexandre Lopes<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para muitas pessoas, o por\u00e3o de uma casa pode n\u00e3o ser o c\u00f4modo mais convidativo para se estar &#8211; ou ainda mais para utilizar como local de inspira\u00e7\u00e3o e trabalho. Mas isso n\u00e3o \u00e9 uma m\u00e1xima v\u00e1lida para a banda <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/hurricanes.band\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Hurricanes<\/a>. O grupo de blues e rock emergiu de seu subsolo com for\u00e7a renovada em setembro deste ano com um novo \u00e1lbum, devidamente intitulado &#8220;<a href=\"https:\/\/onerpm.link\/backtothebasement\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Back to the Basement<\/a>&#8221; (2024).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Hurricanes teve suas origens em 2016, em Santa Maria (RS), quando o guitarrista Leo Mayer e o vocalista Rodrigo Cezimbra come\u00e7aram a trabalhar no EP &#8220;Johny Cez &amp; Noz Moscada&#8221;, apresentando letras em portugu\u00eas e uma dire\u00e7\u00e3o puxada para o folk. Ao mudar o nome para Hurricanes e seguir para S\u00e3o Paulo) em 2018, a dupla conheceu o baterista Guilherme Moraes e o baixista Henrique Cezarino. A partir da\u00ed, o grupo come\u00e7ou a fazer shows de releituras de composi\u00e7\u00f5es de v\u00e1rias bandas dos anos 1960 e 1970, como Led Zeppelin, Doors, Beatles, Rolling Stones, entre outros. Mas a vontade de deixar sua marca com can\u00e7\u00f5es autorais falou mais alto, e em 2023 a banda lan\u00e7ou o primeiro disco auto-intitulado, com uma sonoridade bem calcada por suas influ\u00eancias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s uma recep\u00e7\u00e3o calorosa do \u00e1lbum de estreia &#8211; que incluiu elogios dos Black Crowes ap\u00f3s abertura dos shows da banda norte-americana no Espa\u00e7o Unimed em 2023 &#8211; a Hurricanes voltou ao por\u00e3o da casa de seu baixista para trabalhar em um sucessor. &#8220;Back to the Basement&#8221; n\u00e3o \u00e9 apenas uma refer\u00eancia a um local f\u00edsico, mas tamb\u00e9m ao processo criativo no por\u00e3o, onde os membros se reuniram para ensaios despretensiosos. Leo Mayer descreve a experi\u00eancia: \u201cCome\u00e7amos a compor sem pensar em prazos e, para nossa surpresa, as coisas evolu\u00edram rapidamente. Em fevereiro e mar\u00e7o de 2024 j\u00e1 est\u00e1vamos registrando tudo no est\u00fadio\u201d.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-84814\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/CAPA_back-to-the-basement-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/CAPA_back-to-the-basement-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/CAPA_back-to-the-basement-copiar-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/CAPA_back-to-the-basement-copiar-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As oito faixas do novo trabalho foram desenvolvidas de maneira livre e espont\u00e2nea e, durante as grava\u00e7\u00f5es, a banda optou por um formato ao vivo com alguns overdubs adicionais, utilizando alguns instrumentos vintage que conferem timbres cl\u00e1ssicos \u00e0 obra. Em compara\u00e7\u00e3o ao primeiro disco, &#8220;Back To The Basement&#8221; traz uma sonoridade mais din\u00e2mica, incorporando elementos que antes n\u00e3o eram t\u00e3o explorados, como viol\u00f5es em &#8220;Big Eyes&#8221; e piano el\u00e9trico em &#8220;Down The Street&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A banda conseguiu cobrir os custos de grava\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de uma campanha de crowdfunding que superou suas expectativas; a meta original de R$15 mil foi superada e permitiu uma &#8220;gordurinha&#8221;, segundo Mayer. &#8220;A gente conseguiu passar a meta em um m\u00eas, mais ou menos. Foi muito bom, a galera apoiou muito&#8221;. O m\u00fasico reflete sobre o desafio de ser um m\u00fasico independente em tempos atuais: \u201cA pandemia complicou muito as coisas, mas estamos conseguindo viver de m\u00fasica agora. A parte cansativa \u00e9 trocar a chave do cover para o autoral, mas vale a pena\u201d. Tanto que hoje, todos os membros da Hurricanes vivem exclusivamente da m\u00fasica, fazendo de seis a oito shows por m\u00eas, alternando entre apresenta\u00e7\u00f5es autorais e covers de cl\u00e1ssicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em um papo bem legal com o Scream &amp; Yell, Leo Mayer contou sobre o processo de composi\u00e7\u00e3o e grava\u00e7\u00e3o de &#8220;Back to the Basement&#8221;, a vida na estrada e como foi servir de abertura para o Black Crowes. Confira a conversa abaixo!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Back to the Basement\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=OLAK5uy_nm6hSOQ2wnrQiZDSP4nqyuWEohPOwiDTo\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas lan\u00e7aram recentemente o segundo \u00e1lbum, &#8220;Back to the Basement&#8221;. O que voc\u00ea enxerga que este disco tem de diferente, em rela\u00e7\u00e3o ao anterior?<\/strong><br \/>\nCara, a gente manteve a vibe, a sonoridade. Ent\u00e3o n\u00e3o \u00e9 exatamente um disco muito diferente do primeiro. Mas acho que a grande diferen\u00e7a se deu pelo fato que a gente conseguiu tocar bastante uma boa parte dessas m\u00fasicas nos shows, antes de gravar. Acho que isso tornou o processo um pouco mais espont\u00e2neo e r\u00e1pido. Come\u00e7amos a compor esse disco em dezembro de 2023, que foi o ano do lan\u00e7amento do primeiro \u00e1lbum. Em fevereiro e mar\u00e7o a gente j\u00e1 estava no est\u00fadio gravando. Ent\u00e3o de certa forma foi um \u00e1lbum mais r\u00e1pido; mais &#8216;p\u00e1-pum&#8217;. E a gente conseguiu explorar umas coisas que ainda n\u00e3o tinha conseguido no primeiro; no caso, viol\u00f5es em &#8220;Big Eyes&#8221; e bastante pianos e \u00f3rg\u00e3o hammond, em &#8220;Down the Street&#8221;, por exemplo. Al\u00e9m de mais percuss\u00f5es em &#8220;Over the Moon&#8221;. Ent\u00e3o acho que a vibe segue parecida, mas tem uns elementos diferentes. Na minha vis\u00e3o a gente p\u00f4de explorar algumas coisas e principalmente tocar ao vivo o repert\u00f3rio antes de gravar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea comentou dos teclados e percuss\u00e3o. Essas partes foram gravadas por voc\u00eas ou por convidados?<\/strong><br \/>\nPercuss\u00e3o foi feita pelo nosso batera mesmo, o Moraes. Ele inclusive tem forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica de percussionista, toca marimba e tal. Ele tem esse lado erudito forte, mas nunca tinha explorado isso em m\u00fasicas nossas. Sempre foi naquela coisa mais tradicional da batera, mas nesse \u00e1lbum a gente pode explorar isso com ele. E os teclados foram gravados pelo Jimmy, que j\u00e1 gravou o primeiro disco e vem tocando com a gente h\u00e1 dois anos. \u00c9 um cara que est\u00e1 sempre junto com a gente quando temos shows autorais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mas o Jimmy n\u00e3o \u00e9 um integrante fixo? Ele \u00e9 um contratado? Como que funciona?<\/strong><br \/>\n\u00c9, ainda n\u00e3o. Tipo assim, em todos os shows autorais ele est\u00e1 presente, mas ele n\u00e3o \u00e9 um membro oficial. Existe o n\u00facleo do quarteto e existem esses convidados. E isso \u00e9 muito mais por log\u00edstica; a gente viaja muito de carro e ainda n\u00e3o conseguimos ter a estrutura necess\u00e1ria para isso, mas gostaria muito que ele tivesse em todos! \u00c0s vezes a gente vai viajar e n\u00e3o consegue ir com todo mundo. Enfim, o n\u00facleo s\u00e3o os quatro, mas a\u00ed tem os convidados. Tem as backing vocals que tamb\u00e9m viajam com a gente \u00e0s vezes. Hoje em dia, o Jimmy \u00e9 um m\u00fasico convidado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Soube que houve uma campanha para financiamento pro disco. Como \u00e9 que funcionou? Deu certo?<\/strong><br \/>\nDeu certo sim! A gente conseguiu passar a meta em um m\u00eas, mais ou menos. Foi muito bom, muito bom mesmo. E a gente colocou aquela coisa tradicional de oferecer recompensas, como uma pr\u00e9-venda. Ent\u00e3o a galera apoiou muito, foi muito foda mesmo. A gente ficou feliz. Sempre d\u00e1 aquela inseguran\u00e7a, &#8216;p\u00f4 \u00e9 uma grana&#8217;, sabe? N\u00e3o \u00e9 t\u00e3o simples fazer isso, mas a gente bateu a meta e passou um pouquinho. Deu uma &#8220;gordurinha&#8221; ainda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00c9 bom isso, porque m\u00fasico independente j\u00e1 n\u00e3o ganha muita coisa, e com a situa\u00e7\u00e3o da pandemia a situa\u00e7\u00e3o piorou. At\u00e9 queria perguntar isso: tem sido cada vez mais dif\u00edcil fazer shows e turn\u00eas, mas como \u00e9 que est\u00e1 sendo agora para voc\u00eas?<\/strong><br \/>\nEnt\u00e3o, a nossa banda come\u00e7ou em 2016 e 2017 fazendo releituras dos anos 1960 e 1970. Ent\u00e3o a gente tem um show que conseguimos rodar bastante no interior de S\u00e3o Paulo e na capital em que tocamos Led Zeppelin, The Doors, Beatles, Rolling Stones\u2026 Enfim, nossas refer\u00eancias. Isso ajuda a manter a banda na estrada. Hoje em dia a gente tem feito de um a dois shows por m\u00eas do lance autoral e outros seis pelo menos de releituras, ent\u00e3o a gente consegue viver de m\u00fasica e pagar nossas contas. Mas isso \u00e9 como se fosse uma &#8216;escadinha&#8217;; come\u00e7amos h\u00e1 pouco tempo esse esquema autoral e ainda estamos entendendo esse nicho, que \u00e9 outra parada. O lance do autoral e do cover s\u00e3o coisas muito diferentes. Mas pra gente est\u00e1 come\u00e7ando a ficar legal sim. Est\u00e1 tendo show sempre, tem uma procura. A gente conseguiu rodar bastante o primeiro disco. Tocamos no Rio Grande do Sul, em Belo Horizonte (MG), tocamos no Rio [de Janeiro] e bastante no interior de S\u00e3o Paulo. Ent\u00e3o a gente j\u00e1 conseguiu dar um rol\u00ea e levar esse disco para outros lugares. Aos poucos as coisas est\u00e3o acontecendo. Mas vendo em um panorama geral, todo esse sucateamento das pol\u00edticas p\u00fablicas e principalmente para a Cultura, a gente sabe que \u00e9 um fato. Muitas bandas terminaram inclusive durante ou p\u00f3s pandemia por isso. Foi muito complicado. Mas aos pouquinhos eu vejo tamb\u00e9m algumas coisas voltando, coisas acontecendo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mas ainda nesse assunto, como \u00e9 para voc\u00eas? Voc\u00eas t\u00eam outros trampos fora o lance da m\u00fasica?<\/strong><br \/>\nCara, hoje os quatro membros da banda vivem exclusivamente de m\u00fasica e da Hurricanes. A gente consegue, e \u00e9 cansativo porque rodamos bastante. Entre seis a oito shows por m\u00eas fazendo esse esquema de releituras. Mas \u00e9 muito bom, ao mesmo tempo. A parte que eu digo que \u00e9 cansativa \u00e9 que voc\u00ea tem que &#8216;virar as chavinhas&#8217;: voc\u00ea est\u00e1 fazendo um cover no final de semana, voltando \u00e0s 6 horas da manh\u00e3 para casa e segunda-feira tem que estar no est\u00fadio para compor e ser criativo para gravar um \u00e1lbum. Mas \u00e9 isso; hoje os quatro membros vivem exclusivamente da banda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Vi que o disco saiu pela ForMusic Records, assim como o primeiro. Como que rolou esse contato com eles? Voc\u00eas s\u00e3o amigos?<\/strong><br \/>\nQuando est\u00e1vamos com o primeiro disco gravado mas ainda n\u00e3o lan\u00e7ado, eu sabia da necessidade de ter algum profissional para trabalhar esse disco, seja um selo ou uma assessoria de imprensa. A banda tem um p\u00fablico legal, mas a gente tamb\u00e9m precisava de algo mais profissional, mais s\u00e9rio. Eu n\u00e3o conhecia muita gente, mas conversei com o (Roberto) Maia, da [r\u00e1dio] 89 FM, que \u00e9 um grande amigo nosso. Ele estava discotecando em um dos primeiros shows que fizemos em S\u00e3o Paulo, ent\u00e3o criamos uma amizade bem legal. E a\u00ed o Maia me falou &#8216;cara, fala com a galera da ForMusic&#8217;. E a\u00ed rolou o contato, a gente conseguiu conversar perto ali do show de abertura do Black Crowes. Acho que a gente j\u00e1 tinha at\u00e9 fechado parceria quando rolou esse show, j\u00e1 estava nos tr\u00e2mites. Mas foi muito importante, porque \u00e9 aquela coisa: a gente j\u00e1 faz tudo sozinho. A gente produz, faz v\u00eddeo, a arte de capa vem do nosso n\u00facleo, n\u00f3s e nossos amigos. Ent\u00e3o ter profissionais para nos ajudar a divulgar esse \u00e1lbum foi essencial sim, muito importante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O novo disco n\u00e3o foi gravado no por\u00e3o da casa do baixista, mas ele foi composto l\u00e1, \u00e9 isso?<\/strong><br \/>\nIsso! Algumas coisas foram gravadas l\u00e1, mas n\u00e3o inteiramente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E como funcionou? Voc\u00eas gravaram linhas de guitarra, umas guias e levaram pro est\u00fadio depois, algo meio h\u00edbrido assim?<\/strong><br \/>\nBasicamente \u00e9 assim: o nome \u00e9 &#8220;Back to the Basement&#8221; porque a gente realmente passou meses compondo e gravando o primeiro \u00e1lbum. Ent\u00e3o quando ele finalmente saiu, tacamos pau na divulga\u00e7\u00e3o do disco, nos shows e tudo. \u00c9 como se a gente tivesse fechado o nosso por\u00e3o, sabe? E depois disso, quando percebi, a gente estava com a guitarra e amplificador descendo aquela escada, que \u00e9 a capa do \u00e1lbum, voltando ao por\u00e3o, para escrever um novo disco. A gente n\u00e3o tinha muita ideia do que ia acontecer. Ent\u00e3o essa cena foi muito clara na nossa cabe\u00e7a, tipo &#8216;t\u00e1, tamo descendo, estamos de volta no por\u00e3o, falou&#8217;. O nome tem a ver com isso. A gente realmente retornando ao nosso por\u00e3o, onde tudo foi feito, tanto o primeiro \u00e1lbum quanto o segundo. Mas o disco mesmo foi gravado no Ekord, um est\u00fadio aqui em S\u00e3o Paulo. E boa parte dele, como guitarras e baterias, a gente gravou naquele esquema meio &#8216;ao viv\u00e3o&#8217;. Baixos e algumas vozes gravamos no por\u00e3o porque quer\u00edamos trazer essa caracter\u00edstica tamb\u00e9m, de um jeito bem &#8216;roots&#8217;. A gente ligou as caixas e o Rodrigo cantou em cima. Foi uma coisa bem n\u00e3o convencional. Normalmente \u00e9 com fonezinho, microfonezinho paradinho\u2026 E algumas coisas de percuss\u00e3o de &#8220;Over the Moon&#8221; a gente gravou no por\u00e3o tamb\u00e9m. Ent\u00e3o al\u00e9m de ter sido criado l\u00e1, retornamos tamb\u00e9m para fazer alguns overdubs. Os teclados foram gravados no Orra Meu Est\u00fadios aqui em S\u00e3o Paulo, que tem os instrumentos de teclas antigos e isso deu um molho massa tamb\u00e9m.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"GUITARRAS DUNAMIZ E O AMPLIFICADOR FENDER DE 1968 DO LEO MAYER, HURRICANES\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/49mWDi8vlbU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Eu vi que voc\u00eas tem bastante o lance do vintage e etc. Eu tinha visto um v\u00eddeo em um canal do YouTube que mostra as suas guitarras, se n\u00e3o me engano umas tr\u00eas\u2026<\/strong><br \/>\nSim, sim! Isso. Guitarras da Dunamiz [marca brasileira de instrumentos fabricados \u00e0 m\u00e3o, inspirados nas d\u00e9cadas de 1950 e 1960].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E voc\u00ea utilizou todas essas tr\u00eas guitarras no disco?<\/strong><br \/>\nFoi at\u00e9 mais, na verdade. Porque quando vamos gravar \u00e9 quase uma Disneyl\u00e2ndia, n\u00e9? (risos) Vem um amigo que tem uma guitarra vintage, um brother que trouxe uma Gibson, se eu n\u00e3o me engano um outro amigo trouxe um amplificador Gibson GA40 de 1959\u2026 Ent\u00e3o a gente vai juntando equipamento e tal. Foi uma del\u00edcia gravar, muito bom mesmo. Mas eu usei basicamente a minha SG velha de guerra, somado a alguns timbres de outras guitarras. <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/leomayerf\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Se procurar no meu Instagram<\/a>, tem l\u00e1 v\u00eddeos mostrando s\u00f3 essas coisas (risos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Essa SG \u00e9 como se fosse uma SG J\u00fanior, com captador P90? Eu curto muito o som do P90.<\/strong><br \/>\nSim, nossa, eu acho foda! Das duas SGs que eu usei para gravar, as duas tinham P90. Era uma original de 1966 e a minha agora, de 2019.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"BAIXO GIANNINI C\u00d3PIA DE RICKENBACKER COM FUZZ E O AMPLIFICADOR DOS MUTANTES DO HENRIQUE, HURRICANES\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/5zAPZA8yLxg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tamb\u00e9m vi um v\u00eddeo do baixista, mostrando que ele toca com um baixo Giannini e um amplificador feito pelo irm\u00e3o dos Mutantes. Ele tamb\u00e9m foi utilizado na grava\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nSim, 100% daquele equipamento que a gente mostrou est\u00e1 na grava\u00e7\u00e3o, com alguma coisa extra ou outra. O gear do Henrique \u00e9 aquele Giannini Rickenbacker com o amplificador CCDB [Claudio Cesar Dias Baptista], que foi feito pelo irm\u00e3o do S\u00e9rgio e do Arnaldo. Isso e a caixa Vox. O Henrique usa aquele setup, eu basicamente tamb\u00e9m: a Dunamiz com o Fender 68. &#8220;Over The Moon&#8221; tem uma guitarra Fender de doze cordas. &#8220;Down the Street&#8221; tem uma Stratocaster de 1962. Ent\u00e3o a gente vai brincando com esses elementos. A guitarra tem essa possibilidade de colocar mais camadas. Mas a gente gosta muito desse timbre. E o baixo do Henrique tamb\u00e9m \u00e9 anos 70, se eu n\u00e3o me engano. A gente gosta bastante porque \u00e9 o som dos discos que a gente sempre escutou. A gente toca e fala &#8220;\u00f3 Isso aqui, \u00e9 aquele som&#8221;. Aquele timbre, aquela textura. Para a batera, a bateria que a gente gravou foi uma Ludwig 65 original, do est\u00fadio Ekord. Por isso tamb\u00e9m que muita gente fala assim &#8216;voc\u00eas lembram essa sonoridade vintage&#8217;, apesar da gente n\u00e3o buscar isso numa mixagem assim. Tem gente que quer buscar exatamente aquele som de se escutar e falar &#8216;anos 70&#8217;. N\u00e3o \u00e9 exatamente isso, mas tem a textura, tem o timbre, mas com uma mixagem mais moderna tamb\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas t\u00eam o apego ao instrumento vintage, mas n\u00e3o necessariamente aos formatos de grava\u00e7\u00f5es, visto que os \u00e1lbuns foram feitos de forma digital. Ou voc\u00eas fizeram alguma coisa com fita de rolo tamb\u00e9m?<\/strong><br \/>\nFoi tudo digital mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas pensam em fazer de forma anal\u00f3gica tamb\u00e9m? Tem alguma tara com isso?<\/strong><br \/>\nCara, tem e n\u00e3o tem, sabe? Quero experimentar um dia de fazer com a banda, mas eu n\u00e3o me prendo muito a isso. \u00c9 tipo gravar em pel\u00edcula: \u00e9 do caralho, \u00e9 lindo, mas \u00e9 caro. Quem sabe no dia que a gente tiver or\u00e7amento e tempo para fazer isso? Acho super v\u00e1lido o teste, amo grava\u00e7\u00e3o em fita, em pel\u00edcula. Mas hoje em dia d\u00e1 para buscar bons resultados com digital tranquilamente. O que a gente n\u00e3o abre m\u00e3o mesmo \u00e9 dos instrumentos e amplificadores, que realmente eu acho que faz muito mais diferen\u00e7a. Pegar um amplificador moderno e gravar na fita eu acho que n\u00e3o \u00e9 uma equa\u00e7\u00e3o que eu gostaria. Mas um dia eu quero experimentar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E como que voc\u00eas fazem com esses instrumentos mais antigos na turn\u00ea? Voc\u00eas levam? Eu vi que voc\u00ea costuma usar uma guitarra para cada afina\u00e7\u00e3o, mas em shows fora da cidade voc\u00eas levam um set de equipamentos menor?<\/strong><br \/>\nNo geral, quando a gente viaja, levamos uma guitarra s\u00f3. A\u00ed a gente monta um repert\u00f3rio de acordo com isso. O primeiro \u00e1lbum tem realmente umas tr\u00eas afina\u00e7\u00f5es, neste novo tem tr\u00eas, mas s\u00e3o mais f\u00e1ceis porque \u00e9 coisa de mudar apenas uma corda, ent\u00e3o \u00e9 mais tranquilo. O primeiro era mais dif\u00edcil, ent\u00e3o tinha que montar um setlist com intro de bateria para eu afinar rapid\u00e3o, sabe? A gente moldava de acordo com o show. N\u00e3o tem como ir pegar um voo e levar quatro guitarras porque fica caro\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E \u00e9 arriscado tamb\u00e9m.<\/strong><br \/>\n\u00c9 arriscado e eu n\u00e3o despacho guitarra n\u00e3o, porque j\u00e1 vi muitas hist\u00f3rias de quebrar guitarra na estrada. Enfim, eu levo uma guitarra, pedal e bora! E o Henrique tamb\u00e9m tem um baixo s\u00f3 e \u00e9 isso. Apesar de eu ter outras guitarras, n\u00e3o sou desses caras que curte ter vinte guitarras n\u00e3o. Eu gosto de ter duas ou tr\u00eas, no m\u00e1ximo. Para poder dar aten\u00e7\u00e3o a elas tamb\u00e9m. Hoje em dia eu estou com duas s\u00f3. E gosto dessa coisa de ter uma guitarra s\u00f3 pro show, de brincar com ela, de trocar afina\u00e7\u00e3o na hora, de ter essa essa intera\u00e7\u00e3o com ela. No pr\u00f3prio show que a gente fez na abertura do Black Crowes, eu levei tr\u00eas ou quatro, peguei umas emprestadas, porque era um show de meia hora e n\u00e3o tinha muito tempo para ficar afinando. E muitas vezes eu pegava guitarra afinada pelo roadie, chegava do backstage at\u00e9 o palco e j\u00e1 dava uma desafinada, eu tinha que conferir\u2026 Ent\u00e3o no final das contas d\u00e1 para fazer show com apenas uma guitarra tranquilo, n\u00e3o tem muito galho n\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>J\u00e1 que voc\u00ea comentou da abertura pro show do Black Crowes: queria saber como \u00e9 que foi essa experi\u00eancia. Voc\u00eas conseguiram trocar uma ideia com eles, rolou alguma intera\u00e7\u00e3o com a banda?<\/strong><br \/>\nP\u00f4, rolou super. Eles foram muito receptivos, desde o in\u00edcio. Sempre existe uma hist\u00f3ria de boicote, aquele limite de som para a abertura e a aparelhagem toda apenas para a banda principal. Mas com eles n\u00e3o foi assim, estava tudo no mesmo n\u00edvel de volume. Em todo o decorrer do rol\u00ea eles trocaram ideia com a gente, mas mais no final, porque da passagem de som at\u00e9 a hora do show n\u00e3o deu muito tempo de conversar. A gente deu um al\u00f4 e tudo mais, mas no final o produtor chegou no camarim e falou &#8220;\u00f3, a galera da banda quer trocar uma ideia com voc\u00eas, eles curtiram o som e querem conversar, voc\u00eas est\u00e3o indo embora?&#8221;. E a\u00ed a gente p\u00f4de conversar com calma mesmo, principalmente com o Rich que \u00e9 o guitarrista. Cara muito legal, trocamos ideias de v\u00e1rios assuntos assim. Ele gostou muito da banda e agradeceu por a gente estar fazendo rock and roll. Ele falou que eles rodam muito o mundo e ele est\u00e1 ligado que est\u00e1 cada vez mais em falta um som com essas influ\u00eancias. Foi muito massa, a realiza\u00e7\u00e3o de um grande sonho.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Hurricanes - S\u00e3o Paulo, Brasil | Aftermovie Abertura The Black Crowes |\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/d1C_zlmcjR4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Imagino o que isso deve ter significado para voc\u00eas! Achei uns v\u00eddeos dessa apresenta\u00e7\u00e3o no YouTube e o som parecia estar redondinho mesmo. E agora que voc\u00eas j\u00e1 conquistaram isso do Black Crowes, com quem mais voc\u00eas pensariam em tocar?<\/strong><br \/>\nEu acho que qualquer troca entre bandas assim \u00e9 legal. Desde uma banda grande ou uma banda pequena. A gente j\u00e1 dividiu a noite com v\u00e1rias bandas aqui de S\u00e3o Paulo tamb\u00e9m, mas obviamente que uma banda internacional traz esse neg\u00f3cio de puxar um p\u00fablico maior. O show com o Black Crowes nos trouxe muito p\u00fablico. Em nossos shows autorais em S\u00e3o Paulo tem sempre muita gente com camiseta do Black Crowes e que nos fala que nos conheceu l\u00e1 e que agora est\u00e1 acompanhando direto, comprando CD, camiseta&#8230; Realmente virou f\u00e3. E cara, de verdade, de sonho mesmo de tocar junto, recentemente veio o Deep Purple para c\u00e1. Rolou uma campanha de f\u00e3s na internet e a gente ficou empolgado, porque deu uma galera comentando no post da produtora. A gente at\u00e9 conseguiu entrar em contato, mas rolou a resposta que n\u00e3o ia ter banda de abertura no Brasil. Mas cara, dividir a noite com qualquer um desses \u00eddolos \u00e9 uma experi\u00eancia muito, muito foda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pena que n\u00e3o rolou com o Deep Purple aqui. Mas voc\u00eas t\u00eam planos de tocar fora do Brasil ou algo assim? De repente assim acontece\u2026<\/strong><br \/>\nJ\u00e1 teve um convite para fazer uma turn\u00ea. A gente est\u00e1 analisando, porque tem quest\u00f5es de custos, n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o simples assim. Mas sim, seria um neg\u00f3cio bem legal. Mas por enquanto n\u00e3o tem nada de concreto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Parece que aumentou o valor do visto para tocar como m\u00fasico nos Estados Unidos. E para a Europa tem a quest\u00e3o do euro ser mais caro, mas ainda assim parece que para a Europa compensa mais porque o pessoal recebe melhor as bandas, em quest\u00e3o fornecer lugar para dormir e coisas assim. Voc\u00eas pensam em Estados Unidos ou Europa?<\/strong><br \/>\nEu acho que est\u00e1 mais na Europa mesmo. Esse convite que tivemos foi para a Europa mesmo, com v\u00e1rios pa\u00edses de l\u00e1. O legal da Europa \u00e9 isso: voc\u00ea pega um carro e roda v\u00e1rios pa\u00edses, n\u00e3o s\u00f3 estados. Vai de um pa\u00eds para o outro. E pelo que eu pesquiso, l\u00e1 ainda tem um p\u00fablico grande e que \u00e9 receptivo. Acho que isso \u00e9 muito importante: um p\u00fablico que vai no rol\u00ea \u00e0s vezes sem conhecer a banda mesmo. Vai lotar uma casa de show grande, paga ingresso para conhecer as bandas. Na Fran\u00e7a, por exemplo, tem uns rol\u00eas no centro da cidade que tem m\u00fasica de quarta a domingo, m\u00fasica autoral nova, m\u00fasica de todos os estilos, todos derivados do rock. Mas ent\u00e3o pensa em S\u00e3o Paulo; olha o tamanho da cidade. Honestamente n\u00e3o temos aqui um lugar desses, que tenha de quarta a domingo um p\u00fablico interessado em bandas novas. Ent\u00e3o, realmente aqui no Brasil a coisa \u00e9 mais dif\u00edcil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sim, e tem rolado uma coisa muito esquisita com o p\u00fablico: tem muita gente que est\u00e1 preferindo n\u00e3o sair mais de casa, ou pelo menos n\u00e3o na mesma frequ\u00eancia de antes. Voc\u00eas perceberam algo assim ou pro som que voc\u00eas fazem ainda t\u00e1 t\u00e1 rolando nos lugares de boa?<\/strong><br \/>\nO que eu percebi \u00e9 que muitas casas fecharam na pandemia, tanto por grana quanto por ficar tudo caro. A galera \u00e0s vezes fica com medo, n\u00e3o sei. Mas eu senti que com certeza ainda tem o rock em S\u00e3o Paulo. Foi um dos motivos pelos quais a gente mudou para c\u00e1. Existe um cen\u00e1rio bem forte da m\u00fasica, principalmente do cover. Ent\u00e3o num raio de 100 Km da capital, existem muitas casas. Tanto \u00e9 que a gente consegue manter uma agenda grande. E \u00e9, digamos assim, de certa forma confort\u00e1vel voc\u00ea n\u00e3o ter que viajar horrores para isso. \u00c9 uma horinha, uma hora e meia. Mas pra m\u00fasica autoral, que muita gente fala que em 2018 e 2019 para tr\u00e1s era legal, que tinham v\u00e1rias casas\u2026 Eu sei que muitas delas fecharam. Ent\u00e3o hoje em dia \u00e9 como eu te falei: n\u00e3o tem uma casa para a m\u00fasica nova. N\u00e3o falando de bandas que j\u00e1 tem p\u00fablico e tudo mais, mas uma casa para bandas que est\u00e3o come\u00e7ando, que tem um trabalho legal e com uma curadoria boa, sabe? Hoje n\u00e3o tem em S\u00e3o Paulo, e olha o tamanho da cidade, o tanto de gente que tem aqui n\u00e9?<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Hurricanes - Big Eyes | Live @ Dunamiz Guitars\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/bO6oa3nzKGA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Hurricanes | The Bird&#039;s Gone (Official Video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/_-Il2-dA4uc?list=OLAK5uy_nFYRbln8nTb_pARWF9daIInwRrNO0FWe4\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>\u2013 Alexandre Lopes (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/ociocretino\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">@ociocretino<\/a>) \u00e9 jornalista e assina o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ociocretino.blogspot.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">www.ociocretino.blogspot.com.br<\/a>.\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Em um papo bem legal com o Scream &#038; Yell, Leo Mayer contou sobre o processo de composi\u00e7\u00e3o e grava\u00e7\u00e3o de &#8220;Back to the Basement&#8221;, a vida na estrada, como foi servir de abertura para o Black Crowes e muito mais.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/10\/28\/entrevista-hurricanes-volta-ao-porao-e-honra-sonoridade-do-rock-setentista-com-segundo-album\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":101,"featured_media":84815,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[7434],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84812"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/101"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=84812"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84812\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":89703,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84812\/revisions\/89703"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/84815"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=84812"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=84812"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=84812"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}