{"id":84462,"date":"2024-10-18T00:20:00","date_gmt":"2024-10-18T03:20:00","guid":{"rendered":"http:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=84462"},"modified":"2024-11-22T00:14:12","modified_gmt":"2024-11-22T03:14:12","slug":"faixa-a-faixa-reiner-apresenta-ela-seu-primeiro-disco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/10\/18\/faixa-a-faixa-reiner-apresenta-ela-seu-primeiro-disco\/","title":{"rendered":"Ou\u00e7a &#8220;EL\u00c3&#8221;, disco em que Reiner explora o colorismo, o racismo e os desafios da meritocracia no contexto amaz\u00f4nico"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto de abertura por <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/damasound\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marcelo Damaso<\/a><br \/>\nfaixa a faixa por <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/tocareiner\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Reiner<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O nome &#8220;<a href=\"https:\/\/play.shakemusic.com.br\/elaalbum\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">EL\u00c3<\/a>&#8220;, escolhido para batizar o projeto, n\u00e3o \u00e9 mera coincid\u00eancia. Ele representa a for\u00e7a vital e indom\u00e1vel que permeia o povo amaz\u00f4nico e sua cultura distintiva. Assim como Henri Bergson, pensador franc\u00eas do s\u00e9culo XX, argumentava que o &#8220;El\u00e3 Vital&#8221; era a ess\u00eancia da pr\u00f3pria vida, o projeto &#8220;<a href=\"https:\/\/play.shakemusic.com.br\/elaalbum\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">EL\u00c3<\/a>&#8221; reconhece essa mesma vitalidade intr\u00ednseca na riqueza cultural amaz\u00f4nica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com produ\u00e7\u00e3o musical de L\u00e9o Chermont (STROBO, os Amantes), m\u00fasico com reconhecimento nacional e internacional por sua abordagem da m\u00fasica amaz\u00f4nica, &#8220;<a href=\"https:\/\/play.shakemusic.com.br\/elaalbum\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">EL\u00c3<\/a>&#8221; explora temas como colorismo, racismo e os desafios da meritocracia no contexto amaz\u00f4nico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Contando com participa\u00e7\u00f5es dos artistas amaz\u00f4nidas Eliakin Rufino, Bruna BG e Iris da Selva, a inten\u00e7\u00e3o de Reiner \u00e9 mostrar uma Amaz\u00f4nia diversa que n\u00e3o se limita a g\u00eaneros musicais, experimentando com o rap, poesia roraimeira e boi-bumb\u00e1, por exemplo. O \u00e1lbum n\u00e3o apenas aborda quest\u00f5es s\u00e9rias, mas tamb\u00e9m toca em temas de afeto e cuidado, h\u00e1 uma verdadeira declara\u00e7\u00e3o de amor \u00e0 cidade de Bel\u00e9m, com todas as suas contradi\u00e7\u00f5es e complexidades, presente na vers\u00e3o da m\u00fasica \u201cCoisa de Louco\u201d, do cantor Robson, brega lan\u00e7ado em 1985 que est\u00e1 no disco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O disco &#8220;<a href=\"https:\/\/play.shakemusic.com.br\/elaalbum\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">EL\u00c3<\/a>&#8221; \u00e9 uma express\u00e3o vibrante da cultura amaz\u00f4nica que se baseia na filosofia do &#8220;El\u00e3 Vital&#8221; de Bergson. Seu compromisso em abordar quest\u00f5es raciais, culturais e sociais relevantes, juntamente com suas iniciativas de engajamento e trabalho de base, torna-o uma for\u00e7a valiosa na promo\u00e7\u00e3o da compreens\u00e3o desses temas em Bel\u00e9m do Par\u00e1 e em toda a regi\u00e3o amaz\u00f4nica. Abaixo, Reiner comenta todas as can\u00e7\u00f5es do disco!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"GATILHEIRO\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Db5zWfLOqXo?list=OLAK5uy_m_SJldJmxEhvgxMlFPEGOU-ndih7OGDI4\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>01. \u201cGATILHEIRO\u201d feat Mainumy &#8211;<\/strong> Essa m\u00fasica foi a escolhida para abrir o disco e &#8220;aben\u00e7o\u00e1-lo&#8221; com a energia de luta de Quintino Lira, conhecido como Quintino Gatilheiro, uma figura que lutou contra a grilagem de terras no interior do Par\u00e1, tendo um ex\u00e9rcito de guerrilheiros de em m\u00e9dia duzentas pessoas. Quintino foi assassinado de forma covarde pela Pol\u00edcia Militar do Estado do Par\u00e1, sob ordens de Jader Barbalho, pai do atual governador do Estado. Ele foi enterrado em uma cova rasa muito longe dos palcos de suas lutas, mas foi achado por seus seguidores, o que resultou em uma prociss\u00e3o at\u00e9 Our\u00e9m, cidade onde teve uma conex\u00e3o bastante forte com a sua popula\u00e7\u00e3o. A figura de Quintino \u00e9 vista como emblem\u00e1tica e muitos dizem que ele foi o \u00faltimo cabano&#8230; isso tudo \u00e9 curioso pois Quintino foi morto no dia que o monumento em homenagem \u00e0 cabanagem, projetado por Oscar Niemayer, foi inaugurado em Bel\u00e9m. Nessa m\u00fasica, trouxe um sample de Portishead, da m\u00fasica \u201cThreads\u201d, e percuss\u00f5es ind\u00edgenas tocadas por Isma Rodrigues de forma genial.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>02. \u201cEL\u00c3\u201d \u2013<\/strong> A faixa-t\u00edtulo vem pra fazer um &#8220;resumo&#8221; do que vir\u00e1 no disco. Usando a c\u00e9lula do congo de ouro no in\u00edcio e desembocando em funk carioca nas duas partes iniciais, o intuito era fazer um paralelo entre o tamborz\u00e3o dos anos 90 com o congo, um ritmo sagrado das religi\u00f5es de matriz africana. O interl\u00fadio da m\u00fasica apresenta um carimb\u00f3 com vozes harmonizadas em que me inspirei bastante em Os Tinco\u00e3s. O carimb\u00f3 \u00e9 um ritmo tradicional da minha regi\u00e3o e trazer essa inten\u00e7\u00e3o sagrada com essa batida ao fundo \u00e9 como eu vejo e sinto a import\u00e2ncia de valorizar o que \u00e9 nosso aqui na Amaz\u00f4nia. A letra fala de como n\u00f3s, amaz\u00f4nidas, sa\u00edmos atr\u00e1s na corrida de galgar nosso lugar na m\u00fasica brasileira e que s\u00f3 nos conhecendo e valorizando a nossa cultura \u00e9 que conseguiremos fazer um som realmente nosso. O coro de crian\u00e7as foi gravado na comunidade da Vila da Barca em Bel\u00e9m, uma das maiores comunidades em palafitas da Am\u00e9rica Latina, pra fortalecer o conceito do El\u00e3, conceito que peguei emprestado do fil\u00f3sofo Henri Bergson, que \u00e9 uma for\u00e7a que inexplicavelmente guia a exist\u00eancia, por\u00e9m, no mundo do disco, o El\u00e3 \u00e9 o tambor que n\u00e3o deixou a cultura tradicional morrer e perdura at\u00e9 os dias de hoje, algo como um El\u00e3 caboco.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"EL\u00c3 - Reiner (visualizer)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/snvUQOe9qV0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>03. \u201cPALAVRAS\u201d feat. Jayme Katarro \u2013<\/strong> Nessa m\u00fasica tentei trazer um pouco da raiva que sinto em ser amaz\u00f4nida e ter que me explicar toda vez sobre isso. A fala no meio da m\u00fasica \u00e9 da minha companheira, Iah Ara\u00fajo, em que ela fez um texto falando um pouquinho de como os sudestinos se portam em rela\u00e7\u00e3o a nortistas no geral e a fala do final, em espanhol, expressa muito o que eu tento trazer no disco: &#8220;ser amaz\u00f4nico e n\u00e3o ser revolucion\u00e1rio \u00e9 uma contradi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica&#8221;. A m\u00fasica foi composta na resid\u00eancia art\u00edstica LabSonora e \u00e9 um desdobramento dessa experi\u00eancia. Por meio de guitarras e contrabaixo distorcido, tentei representar a terra por meio de um som pesado e uma letra direta. Percebi que as trilhas que fizemos foram umas das coisas que mais me impactaram devido \u00e0 receptividade da mata, mas tamb\u00e9m com alguns momentos que ela foi &#8220;agressiva&#8221; tanto quanto eu tento expressar nessa m\u00fasica. Por isso, trouxe a musicalidade dos Tatuyo que nos receberam de uma forma incr\u00edvel e a presen\u00e7a do p\u00e1ssaro Capit\u00e3o do Mato, representando que h\u00e1 visitantes ou &#8220;invasores&#8221; dependendo da perspectiva. Al\u00e9m disso, a m\u00fasica come\u00e7a com elementos tradicionais do lundu, um marabaixo, um caxixi e um milheiro mesclado \u00e0s distor\u00e7\u00f5es. Tamb\u00e9m misturei trap com percuss\u00f5es de afox\u00e9. A letra \u00e9 uma reflex\u00e3o que tive que mesmo tendo todas as palavras do mundo para descrever o que foi vivido na resid\u00eancia, seria imposs\u00edvel traduzir por meio de texto falado ou escrito e pensei que a Amaz\u00f4nia tamb\u00e9m \u00e9 isso, muito sentir e pouco falar. A m\u00fasica \u00e9 uma mistura de rock pesado como a m\u00fasica \u201cDa Lama ao Caos\u201d com o trap, m\u00fasica eletr\u00f4nica e tradicional como est\u00e1 no texto, mas fui al\u00e9m disso e trouxe Jayme pra pesar ainda mais o refr\u00e3o da m\u00fasica com seus vocais guturais caracter\u00edsticos, como se fosse o canto da terra mesmo.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>04. \u201ceu sou o EL\u00c3\u201d \u2013<\/strong> Aqui \u00e9 a repeti\u00e7\u00e3o do &#8220;outro&#8221; de EL\u00c3 que vem com o intuito de abaixar UM POUCO a energia do disco e trazer de forma direta para o ouvinte a mensagem do EL\u00c3<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>05. \u201cMITOS Y GRITOS\u201d feat Bruna BG \u2013<\/strong> A m\u00fasica \u00e9 uma viagem experimental do rock piscod\u00e9lico ao jazz de \u201cTo Pimp a Butterfly\u201d, tudo sobre o acorde de r\u00e9 menor. As guitarras pesadas foram lapidadas pensando bastante na sonoridade do \u201cRoots\u201d, do Sepultura, mas pensando no meu jeito de tocar. A m\u00fasica foi inspirada na dan\u00e7a dos ind\u00edgenas Tatuyo e em como eles tocam instrumentos de sopro harmonizando tudo de uma forma que n\u00e3o \u00e9 nem um pouco convencional. Por isso, meus versos falam sobre o genoc\u00eddio ind\u00edgena e o quanto esse assunto me atravessa. Para trazer a sensa\u00e7\u00e3o dos instrumentos de sopro dos Tatuyo, convidei o saxofonista franc\u00eas Benoit Crauste que esteve na resid\u00eancia LabSonora para contribuir na faixa. Os versos da Bruna focam muito na experi\u00eancia que tivemos na resid\u00eancia e trazendo versos psicod\u00e9licos sobre a Amaz\u00f4nia. Fico feliz que nunca tinha visto a Bruna ser t\u00e3o psicod\u00e9lica e ao mesmo tempo agressiva nos versos dela. Sou f\u00e3 do trabalho dela h\u00e1 muito tempo e ter compartilhado da resid\u00eancia com ela, me enche de orgulho.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>06. \u201c\u00bfbrasil PROFUNDO\u201d feat Eliakin Rufino \u2013<\/strong> O beat feito em cima do poema genial de Eliakin tenta expressar o \u00f3dio que senti quando vi o v\u00eddeo dele no Instagram postado l\u00e1 pelos idos de 2021. A poesia de Eliakin \u00e9 cortante e ir\u00f4nica e tentei trazer isso na m\u00fasica com um solo de bateria de Isma e usando tamb\u00e9m o mesmo sample de \u201cThreads\u201d do Portishead e trazendo mais uma vez o ijex\u00e1 como ritmo dedicado a Xang\u00f4, orix\u00e1 da justi\u00e7a, dos raios&#8230; como Tup\u00e3. A m\u00fasica \u00e9 como se fosse uma transi\u00e7\u00e3o para o lado B do disco.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>07. \u201cindau\u00ea-tup\u00e3\u201d feat Patr\u00edcia Bastos \u2013<\/strong> \u201cIndau\u00ea-tup\u00e3\u201d \u00e9 a primeira m\u00fasica do primeiro disco de Faf\u00e1 de Bel\u00e9m e apresenta os compositores Ruy Barata e Paulo Andr\u00e9 Barata para o Brasil. A dupla, de pai e filho, comp\u00f4s hinos da m\u00fasica paraense e venho com o intuito de renovar a vis\u00e3o sobre a obra desses dois baluartes da cultura amaz\u00f4nica, ao lado de Patr\u00edcia Bastos, a maior cantora da Amaz\u00f4nia atualmente. A m\u00fasica \u00e9 como se fosse um triphop caboco em que tentamos construir uma sonoridade que tentasse mesclar esses dois mundos. Ela abre o lado B do disco e tem o mesmo intuito de &#8220;pedir licen\u00e7a&#8221; que existe na primeira m\u00fasica do disco, pedindo que Tup\u00e3 aben\u00e7oe a entrada nos rios\u2026 eu tenho chamado este lado do disco de lado \u201c\u00e1gua\u201d, por ter uma sonoridade mais suave etc ent\u00e3o nada mais justo do que pedir ao maior deus ind\u00edgena que tudo corra bem nos caminhos dessas \u00e1guas.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>08. \u201ccor\u201d \u2013<\/strong> Segundo single do disco e carrega uma letra pol\u00edtica e pessoal ao mesmo tempo. Discutir sobre ra\u00e7a na Amaz\u00f4nia ainda \u00e9 um tema extremamente complexo e \u00e9 importante saber que n\u00e3o se pode aplicar aqui o que se aplica ao sudeste e em outros lugares do mundo. O branco e o preto aqui s\u00e3o extremos que existem em nossa sociedade, mas n\u00e3o chegam nem perto de definir racialmente o que se passa por aqui. O samba e a c\u00fambia v\u00eam para mostrar essa dicotomia existente na nossa cidade. O samba como ritmo que teve em suas origens a m\u00fasica preta que acabou sendo incorporada por brancos e a cumbia que \u00e9 um ritmo fundamental pra definir a musicalidade amaz\u00f4nida.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"cor - Reiner (visualizer)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/4fWJ9ypkTlI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>09. \u201ctambor\u201d feat \u00cdris da Selva \u2013<\/strong> Parceria especial\u00edssima com \u00cdris em que trazemos um carimb\u00f3 exaltando o maior dos instrumentos de nossa cultura: o curimb\u00f3. O curimb\u00f3 \u00e9 o centro de tudo, o come\u00e7o e o fim da nossa identidade, \u00e9 por onde nos comunicamos e o que guia nossa cultura at\u00e9 hoje. Curimb\u00f3 \u00e9 um tambor grave que d\u00e1 a pulsa\u00e7\u00e3o nas rodas de carimb\u00f3 e apenas os mais habilidosos dos grupos se sentem \u00e0 vontade de toc\u00e1-lo&#8230; os calos nas m\u00e3os t\u00eam que estar bastante em dia! O ritmo dessa m\u00fasica \u00e9 um carimb\u00f3, mas sinto muita coisa de Clube da Esquina nela e tamb\u00e9m algo de \u201cNude\u201d, do Radiohead, tamb\u00e9m, acho que \u00e9 a m\u00fasica mais bonita que j\u00e1 compus e que sorte a minha ter \u00cdris ao meu lado nessa.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>10. \u201c&lt;&lt;uryb\u00f3ka&gt;&gt;\u201d \u2013<\/strong> Faixa voz e viol\u00e3o que encerra o disco, composta em Benevides e captada por l\u00e1 apenas em um gravador Zoom usado para realizar externas de audiovisual, a m\u00fasica \u00e9 como uma vinheta para concluir e se despedir de quem ouviu at\u00e9 aqui. M\u00fasica de esperan\u00e7a e finaliza\u00e7\u00e3o inspirada em \u201cHunter\u201d do Portishead. N\u00e3o existe finaliza\u00e7\u00e3o nenhuma na m\u00fasica, apenas a masteriza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>11. \u201cCoisa de Louco\u201d \u2013<\/strong> Vers\u00e3o de um brega cl\u00e1ssico que toca por Bel\u00e9m. M\u00fasica que me toca infinitamente, tento pensar nela n\u00e3o como uma can\u00e7\u00e3o de amor, mas sim a loucura vista da perspectiva de que minha cultura me encantou tanto a ponto de me enlouquecer da melhor maneira poss\u00edvel&#8230; como se tivesse cruzado uma linha em que n\u00e3o pudesse mais retornar, um Syd Barrett ou Arnaldo Baptista \u00e0s avessas, em busca da minha verdade que reside aqui em Bel\u00e9m, lugar onde nasci e finquei meus p\u00e9s para conseguir realizar esse disco.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-84464 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/capa-ela-v3-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/capa-ela-v3-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/capa-ela-v3-copiar-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/capa-ela-v3-copiar-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O nome &#8220;EL\u00c3&#8221; representa a for\u00e7a vital e indom\u00e1vel que permeia o povo amaz\u00f4nico e sua cultura distintiva. 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