{"id":83244,"date":"2024-09-02T11:58:50","date_gmt":"2024-09-02T14:58:50","guid":{"rendered":"http:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=83244"},"modified":"2024-09-21T03:02:18","modified_gmt":"2024-09-21T06:02:18","slug":"ao-vivo-em-otima-forma-sepultura-refestela-fas-da-musica-pesada-em-passagem-da-turne-de-despedida-pelo-rio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/09\/02\/ao-vivo-em-otima-forma-sepultura-refestela-fas-da-musica-pesada-em-passagem-da-turne-de-despedida-pelo-rio\/","title":{"rendered":"Ao vivo: Em \u00f3tima forma, Sepultura refestela f\u00e3s da m\u00fasica pesada em passagem da turn\u00ea de despedida pelo Rio"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto por\u00a0<a href=\"http:\/\/www.rockemgeral.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marcos Bragatto<\/a><\/strong><br \/>\n<strong>fotos de <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/michaelmeneses29\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Michael Meneses<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">As imagens de floresta e mata virgem parecem sair do tel\u00e3o e invadir o ambiente como numa retomada de poder da natureza sonorizada \u2013 quem diria \u2013 por um metal extremo que, n\u00e3o por coincid\u00eancia, \u00e9 umas das caras do Brasil, assim como a pr\u00f3pria floresta. A m\u00fasica, contudo, ajeitada no meio da noite, tem introdu\u00e7\u00e3o quase erudita a custa de um guitarrista que parece iluminado em noite de performance acima da m\u00e9dia. Mas que, curiosamente, soa como uma despedida em alto n\u00edvel, sonoro, de esporro e de qualidade musical de uma carreira atribulada de mais de 40 anos. Estamos na Farmasi Arena, no Rio, a m\u00fasica \u00e9 \u201cGuardians of Earth\u201d, o guitarrista \u00e9 Andreas Kisser e \u00e9 assim que o Sepultura d\u00e1 o recado de que realmente vai encerrar as atividades, nessa turn\u00ea do adeus <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/03\/22\/sepultura-se-despede-de-porto-alegre-com-um-show-bem-pensado-e-uma-performance-entrosada\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">que est\u00e1 rodando o pa\u00eds<\/a>. Ser\u00e1 mesmo?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O bom p\u00fablico que enche o maior lugar em que a banda j\u00e1 tocou na cidade, exceto festivais, n\u00e3o parece muito preocupado com a quest\u00e3o. Ou por outra, sem rem\u00e9dio remediado est\u00e1 e o neg\u00f3cio \u00e9 se acabar durante essas duas horas de puro bater de cabe\u00e7a. Rodas de dan\u00e7a amig\u00e1veis, sim, mas truculentas ao mesmo tempo, como bem manda o thrash metal de raiz que deu origem \u00e0 banda, se multiplicam. Da\u00ed o cuidado em desenrolar um repert\u00f3rio \u2013 tarefa \u00e1rdua &#8211; que pega quase todos os \u00e1lbuns deixando de fora apenas tr\u00eas: \u201cNation\u201d (2001), o complicado disco ap\u00f3s a sa\u00edda de Max Cavalera; \u201cA-Lex (2009)\u201d; e \u201cThe Mediator&#8230;\u201d (2013). Sem problemas, considerando os \u00f3timos discos mas recentes da banda, e o manancial de hits do metal da \u00e9poca de maior sucesso do Sepultura, quando a banda circulou pela vanguarda do metal mundial, at\u00e9 chegar ao topo, sem exageros, ali entre o final dos anos 1980 e meados dos 1990.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-83249\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/WhatsApp-Image-2024-09-02-at-11.51.53.jpeg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"1004\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/WhatsApp-Image-2024-09-02-at-11.51.53.jpeg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/WhatsApp-Image-2024-09-02-at-11.51.53-224x300.jpeg 224w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Das recentes, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/03\/19\/entrevista-andreas-kisser-sepultura\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">do \u00f3timo \u00e1lbum \u201cQuadra\u201d<\/a>, de 2020, al\u00e9m de \u201cGuardians of Earth\u201d, \u201cAgony of Defeat\u201d \u00e9 escolha certeira, real\u00e7ando a \u00f3tima performance de palco, com destaque para os vocais supreendentemente limpos de Derrick Green, o meticuloso trabalho de guitarras de Andreas, adicionado por efeitos incomuns at\u00e9 ent\u00e3o na banda, e bom baterista Greyson Nekrutman, que segura bem a barra de substituir Eloy Casagrande. Pe\u00e7a fundamental nas composi\u00e7\u00f5es mais recentes do Sepultura, Eloy deu baixa na carteira e se evadiu sem aviso pr\u00e9vio para tocar com os mascarados do Slipknot. \u201cMeans to an End\u201d, ainda do \u201cQuadra\u201d, e a \u00f3tima \u201cPhantom Self\u201d, do \u00e1lbum \u201cMachine Messiah\u201d (2017), com um \u201cqu\u00ea\u201d de Chico Science, fecham o bloco das recentes, sendo todas elas, dada a arrojada produ\u00e7\u00e3o dos \u00e1lbuns, turbinadas com efeitos extras de guitarras ou pr\u00e9-gravados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A novidade do repert\u00f3rio \u00e9 a inclus\u00e3o, pela primeira vez nessa turn\u00ea, a \u201cCelebrating Life Through Death Tour\u201d, de \u201cOrgasmatron\u201d, cover do Mot\u00f6rhead, numa vers\u00e3o bem curta. A m\u00fasica, grande sucesso da fase Max, poucas vezes foi tocada depois da sa\u00edda dele. Outra pouco inclu\u00edda no giro e reinserida nessa noite \u00e9 \u201cDead Embryonic Cells\u201d, uma pedrada thrash metal cl\u00e1ssico que jamais poderia ficar de fora, o que se comprova em um dos grandes momentos de enlouquecimento geral da plateia, na longa e pesada introdu\u00e7\u00e3o, no vocal ritmado e no refr\u00e3o preciso da composi\u00e7\u00e3o. Mais da metade das m\u00fasicas do set, diga-se de passagem, s\u00e3o da fase \u201cRoots\u201d pra tr\u00e1s, e \u00e9 assim que dever ser, sendo que as m\u00fasicas s\u00e3o tocadas na \u00edntegra, deixando de lado o expediente de fazer alguns medleys, usado no passado.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-83250\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/WhatsApp-Image-2024-09-02-at-11.51.58.jpeg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"1061\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/WhatsApp-Image-2024-09-02-at-11.51.58.jpeg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/WhatsApp-Image-2024-09-02-at-11.51.58-212x300.jpeg 212w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que conta \u00e9 que a banda &#8211; e quase sempre \u00e9 assim &#8211; toca com uma energia singular no palco, com boas perfomances instrumentais. O fato \u00e9 que Andreas Kisser aparece tanto como \u201ca cara da banda\u201d que por vezes se esquece que \u00e9 ex\u00edmio guitarrista. Ali em cima do palco, ele lembra isso a cada acorde, a cada solo, a cada palhetada. Em \u201cEscape to the Void\u201d, desenterrada do \u00e1lbum \u201cSchizophrenia\u201d (1987), machuca o cora\u00e7\u00e3o dos mais experientes ao citar o lan\u00e7amento no Circo Voador, na \u00e9poca, e isso depois de se lembrar do primeiro show do Sepultura na cidade, no inesquec\u00edvel Caverna 2. Desse per\u00edodo, tem tamb\u00e9m a cl\u00e1ssica \u201cTroops O Doom\u201d, ambas tocas em velocidade extrema, refor\u00e7ando que a idade parece n\u00e3o pesar, tanto para Andreas quanto para o discreto, mas eficiente baixista Paulo Jr e seus segredos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Imposs\u00edvel deixar de lado o in\u00edcio matador com a dobradinha \u201cRefuse\/Resist\u201d\/\u201cTerritory\u201d, que detona rodas de dan\u00e7a sem fim e imp\u00f5e a eterna d\u00favida: seria o \u00e1lbum \u201cChaos A.D.\u201d, de 1993, melhor que o grande sucesso da banda, \u201cRoots\u201d, de 1996? Assunto que n\u00e3o passa pela cabe\u00e7a de quem se estapeia tamb\u00e9m no desfecho da noite, com a sequ\u00eancia \u201cInner Self\u201d e \u201cArise\u201d. \u201cKaiowas\u201d, antes, inclui aquela batucada infernal com tambores extras e convidados no palco, assim como, j\u00e1 no bis, em \u201cRatamahatta\u201d, com Fred (ex-Raimundos) e Chico Brown, filho dele mesmo, Carlinhos, um dos autores da m\u00fasica. O desfecho \u2013 tinha que ser assim \u2013 \u00e9 com \u201cRoots Bloody Roots\u201d, no sprint final do p\u00fablico, e cujo refr\u00e3o segue ecoando pelas nossas cabe\u00e7as para todo o sempre. Como se sabe, a cada vez que uma banda encerra as atividades, se inicia uma contagem regressiva imagin\u00e1ria para o retorno. Mas dessa vez a coisa promete ser bem diferente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-83248\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/WhatsApp-Image-2024-09-02-at-11.52.36.jpeg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"1084\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/WhatsApp-Image-2024-09-02-at-11.52.36.jpeg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/WhatsApp-Image-2024-09-02-at-11.52.36-208x300.jpeg 208w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Set list completo<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1- Refuse\/Resist<br \/>\n2- Territory<br \/>\n3- Propaganda<br \/>\n4- Phantom Self<br \/>\n5- Dusted<br \/>\n6- Attitude<br \/>\n7- Spit<br \/>\n8- Kairos<br \/>\n9- Means to an End<br \/>\n10- Convicted in Life<br \/>\n11- Guardians of Earth<br \/>\n12- Mind War<br \/>\n13- False<br \/>\n14- Choke<br \/>\n15- Escape to the Void<br \/>\n16- Kaiowas<br \/>\n17- Dead Embryonic Cells<br \/>\n18- Biotech Is Godzilla<br \/>\n19- Agony of Defeat<br \/>\n20- Orgasmatron<br \/>\n21- Troops of Doom<br \/>\n22- Inner Self<br \/>\n23- Arise<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bis<br \/>\n24- Ratamahatta<br \/>\n25- Roots Bloody Roots<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-83246\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/WhatsApp-Image-2024-09-02-at-11.52.37.jpeg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"1067\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/WhatsApp-Image-2024-09-02-at-11.52.37.jpeg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/WhatsApp-Image-2024-09-02-at-11.52.37-211x300.jpeg 211w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013\u00a0<a href=\"http:\/\/www.rockemgeral.com.br\/curriculo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marcos Bragatto<\/a>\u00a0\u00e9 um dos jornalistas mais importantes a cobrir rock no pa\u00eds. Come\u00e7ou em 1993 e segue mantendo o barulho em alta em sua p\u00e1gina, a\u00a0<a href=\"http:\/\/www.rockemgeral.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Rock em Geral<\/a>.\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A cada vez que uma banda encerra as atividades, se inicia uma contagem regressiva imagin\u00e1ria para o retorno. Mas dessa vez a coisa pode ser diferente.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/09\/02\/ao-vivo-em-otima-forma-sepultura-refestela-fas-da-musica-pesada-em-passagem-da-turne-de-despedida-pelo-rio\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":141,"featured_media":83247,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[974],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/83244"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/141"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=83244"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/83244\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":83252,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/83244\/revisions\/83252"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/83247"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=83244"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=83244"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=83244"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}