{"id":8322,"date":"2011-04-06T10:19:55","date_gmt":"2011-04-06T13:19:55","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=8322"},"modified":"2021-11-22T01:32:12","modified_gmt":"2021-11-22T04:32:12","slug":"1991-the-year-creation-records-broke","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/04\/06\/1991-the-year-creation-records-broke\/","title":{"rendered":"1991: The Year Creation Records Broke"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-8323 aligncenter\" title=\"tresalbus\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/tresalbus.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"250\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/tresalbus.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/tresalbus-300x100.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"http:\/\/twitter.com\/bartbarbosa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marco Antonio Barbosa<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">1991: o ano em que o punk rock estourou. Em todo o lugar, s\u00f3 se falava\/via\/imitava o que vinha de Seattle. Camisas de flanela, o clipe de \u201cSmells Like Teen Spirit\u201d tornando-se um evento em si mesmo, o underground ianque finalmente emergindo, aquele esp\u00edrito de \u201cagora vai!\u201d capitaneado por Kurt Cobain &amp; Cia. E a\u00ed, quando sai a lista de melhores do ano de 91 da revista Spin, a mesma que tinha trombeteado o ano todo a revolu\u00e7\u00e3o grunge, t\u00e1 l\u00e1, em n\u00famero 1\u2026 \u201cBandwagonesque\u201d, do Teenage Fanclub, uma banda escocesa que professava um power pop barulhento mas acima de tudo doce. WTF?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">WTF tamb\u00e9m para quem esperou por tr\u00eas anos o segundo \u00e1lbum do My Bloody Valentine, salivando por conta dos sons esquisitos e hipn\u00f3ticos contidos em \u201cIsn\u2019t Anything\u201d (1988), dando cambalhotas com o interl\u00fadio ruidoso do single \u201cYou Made Me Realise\u201d e franzindo as sobrancelhas com os EPs \u201cGlider\u201d (1989) e \u201cTremolo\u201d (1990). \u201cLoveless\u201d, o disco que finalmente saiu depois de um entra-e-sai intermin\u00e1vel entre 19 est\u00fadios diferentes, abria com quatro batidas secas de caixa e um som que, bem\u2026 descrever com palavras, como?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais WTF? Bem, na mesma \u00e9poca os f\u00e3s do Primal Scream j\u00e1 deviam estar t\u00e3o bolados quanto, ou mais. Afinal, em menos de dois anos eles sa\u00edram disso aqui\u2026<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Primal Scream - Ivy Ivy Ivy (Official Video)\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/vTUU1H-0F34?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2026para isso aqui\u2026<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Primal Scream - Higher Than the Sun (Official Video)\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/YHjVIBDYgXg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2026transformando-se de uma banda indie revisionistas (entre milhares) para uma das principais for\u00e7as (se n\u00e3o a principal) da nova onda psicod\u00e9lica-dan\u00e7ante que revirou o cen\u00e1rio brit\u00e2nico no fim dos anos 80\/come\u00e7o dos 90. \u201dBetter music, better sex, better drugs\u201d, dizia Bobby Gillespie sobre a virada concretizada no LP (duplo!) \u201cScreamadelica\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cada um desses discos foi uma revolu\u00e7\u00e3o em seus respectivos estilos. \u201cScreamadelica\u201d, lan\u00e7ado em 23 de setembro de 1991, encapsulou perfeitamente o clima neolis\u00e9rgico do segundo Summer of Love: guitarras, synths &amp; loops, ecstasy, black music, indie rock, um olho no futuro e outro no passado, um p\u00e9 no show de rock e outro na pista de dan\u00e7a. \u201cLoveless\u201d, lan\u00e7ado em 4 de novembro, representou o p\u00edncaro de uma \u201clinha evolutiva\u201d da combina\u00e7\u00e3o entre ru\u00eddo e melodia \u2013 uma est\u00e9tica herdada do Velvet Underground e escancarada pelo Jesus &amp; Mary Chain. \u201cBandwagonesque\u201d, que saiu no mesmo dia de \u201cLoveless\u201d, revitalizou o j\u00e1 cansado power pop \u00e0 base de melodias cristalinas e do equil\u00edbrio exato de do\u00e7ura e sujeira. Cada um desses discos foi imitado \u00e0 exaust\u00e3o, mas nunca igualado por seus emuladores. E cada um desses discos, que neste 2011 completam 20 anos de lan\u00e7amento, foram lan\u00e7ados por uma mesma gravadora: a Creation Records.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Paulatinamente, Alan McGee, o dono da Creation, vinha acertando uma s\u00e9rie de home-runs no cen\u00e1rio indie brit\u00e2nico desde a segunda medida dos anos 80. Ele botou o Mary Chain no mapa (Ok, os irm\u00e3os Reid s\u00f3 lan\u00e7aram um single pelo selo, mas\u2026). Ajudou a emplacar a Class of 86 lan\u00e7ando bandas como The Weather Prophets, The Pastels e The Bodines. E preconizou o shoegazing com discos como o j\u00e1 citado \u201cIsn\u2019t Anything\u201d e \u201cNowhere\u201d, do Ride (que ali\u00e1s ganhou uma linda reedi\u00e7\u00e3o h\u00e1 pouco). Essa escalada culminou em 1991, o annus mirabilis da gravadora. Ainda que McGee tenha atingido, posteriormente, um sucesso comercial maior ao revelar o Oasis \u2013 quando o selo j\u00e1 pertencia \u00e0 Sony Music \u2013 essa trinca sagrada formada por \u201cBandwagonesque\u201d, \u201cScreamadelica\u201d e \u201cLoveless\u201d uniu cora\u00e7\u00f5es &amp; mentes (e cr\u00edtica &amp; p\u00fablico) de uma forma insuper\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cLoveless\u201d, \u201cBandwagonesque\u201d e \u201cScreamadelica\u201d n\u00e3o s\u00e3o apenas tr\u00eas dos melhores discos da d\u00e9cada de 90; s\u00e3o marcos que encerram uma era do pop brit\u00e2nico diante da \u201cterra arrasada\u201d deixada pelo grunge. O pr\u00f3ximo suspiro s\u00f3 viria com a gera\u00e7\u00e3o britpop, rea\u00e7\u00e3o sintom\u00e1tica \u00e0 tosqueira importada de Seattle, mas que \u2013 sendo um movimento essencialmente revivalista \u2013 n\u00e3o seguiu o pensamento prafrentex da Class of \u201991. Ali\u00e1s, nem os pr\u00f3prios baluartes da Creation conseguiram seguir a linha que eles mesmos tra\u00e7aram. O Teenage Fanclub faria, eventualmente, can\u00e7\u00f5es melhores do que as de \u201cBandwagonesque\u201d. Mas iriam perdendo a fa\u00edsca ao longo dos anos com o polimento incessante de sua f\u00f3rmula. O Primal Scream, gra\u00e7as a Deus, n\u00e3o cabia em linha alguma, seguia num zigue-zague iconoclasta imposs\u00edvel de ser replicado. E o My Bloody Valentine\u2026 Bem, depois do bem documentado colapso f\u00edsico e mental de Kevin Shields, a banda entrou em coma por quase 20 anos, enquanto dezenas de imitadores tentavam, sem sucesso, copiar seus timbres e climas.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"my bloody valentine \u2013 only shallow (official video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/nwfCoKNI5hs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cLoveless\u201d \u00e9 o manifesto definitivo do chamado (\u00e0s vezes pejorativamente) indie guitar rock. A obsess\u00e3o de Shields, que queria a qualquer custo registrar \u201cos sons que ouvia em sua cabe\u00e7a\u201d, rendeu uma obra na qual esporro guitarr\u00edstico se convertia em beleza sinest\u00e9sica. \u00c9 quase poss\u00edvel \u201cver\u201d, ou melhor, \u201cofuscar-se\u201d com o \u201cbrilho\u201d emanado pelas ondas de feedback de \u201cLoomer\u201d, \u201cI Only Said\u201d, \u201cWhat You Want\u201d e \u201cSometimes\u201d. Por outro lado, o impacto da supracitada \u201cOnly Shallow\u201d \u00e9 literalmente f\u00edsico (algo que, ao vivo, a banda levaria a extremos com sua vers\u00e3o rompe-t\u00edmpanos de \u201cYou Made me Realise\u201d).<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"my bloody valentine \u2013 soon (official video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/gU7tX5YJghc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A simplicidade das melodias e a impenetrabilidade dos vocais ampliavam o potencial de transe das can\u00e7\u00f5es em \u201cLoveless\u201d: \u00e9 f\u00e1cil perder-se na hipnose induzida por \u201cSoon\u201d, \u201cI Only Said\u201d e \u2013 a mais radical de todas \u2013 \u201cTo Here Knows When\u201d. Todas as guitarras do mundo parecem caber na barragem sonora de \u201cLoomer\u201d; n\u00e3o h\u00e1 ponteiro de V.U. que resista ao overdrive de \u201cWhat You Want\u201d; \u201cOnly Shallow\u201d traz um ru\u00eddo que j\u00e1 foi descrito pela revista Guitar World como \u201celefantino\u201d. E apesar desses excessos, nada disso soa agressivo, e sim sedutor. Fa\u00e7a o teste: pegue uma can\u00e7\u00e3o, digamos, \u201cI Only Said\u201d, e concentre sua aten\u00e7\u00e3o apenas no melodioso assobio em loop que serve de \u201crefr\u00e3o\u201d para a m\u00fasica. Aos poucos, o ru\u00eddo guitarr\u00edstico perde o foco, se dissolve, e voc\u00ea mal consegue notar os decib\u00e9is e a disson\u00e2ncia (funciona melhor com bons fones). Noise esculpido cuidadosamente para gerar encantamento\u2026 e dor de ouvido.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Teenage Fanclub - Star Sign\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/xw49UgKoZnQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m ruidoso e tamb\u00e9m encantador era \u201cBandwagonesque\u201d. S\u00f3 que enquanto o objetivo do My Bloody Valentine era a transcend\u00eancia, n\u00e3o poderia haver banda mais p\u00e9-no-ch\u00e3o que o Teenage Fanclub. O segundo \u00e1lbum do grupo (e, a rigor, toda a sua discografia) \u00e9 a evid\u00eancia de que, no rock, muitas vezes a qualidade (e a sinceridade) t\u00eam primazia sobre a originalidade. N\u00e3o h\u00e1 coisa alguma no disco que n\u00e3o tenha sa\u00eddo diretamente da escola BBB (Beatles + Byrds + Big Star) de power pop. Mas todo o vanguardismo do mundo derrete-se diante do talento ineg\u00e1vel dos tr\u00eas \u2013 isso mesmo: tr\u00eas \u2013 compositores da banda. Norman Blake, Gerard Love e Raymond McGinley nasceram com O DOM.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Teenage Fanclub - The Concept\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/7JYH1pVbqpQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A equa\u00e7\u00e3o \u00e9 aparentemente simples: pegue can\u00e7\u00f5es pop perfeitas, gire o bot\u00e3o dos amplificadores at\u00e9 11 e vambora. \u201cThe Concept\u201d, \u201cWhat You Do to Me\u201d, \u201cAlcoholiday\u201d, \u201cStarsign\u201d, \u201cMetal Baby\u201d; n\u00e3o tem segredo nem na do\u00e7ura das melodias, nem na sujeira das guitarras. Mas vai tentar fazer igual, pra tu ver. Os longos interl\u00fadios instrumentais, recheados de solos qualquer-nota (influenciados por Neil Young, sem d\u00favida), complementavam a beleza dos refr\u00f5es. \u201cGrand Prix\u201d, de 1995, \u00e9 o disco no qual o Teenage Fanclub atinge a perfei\u00e7\u00e3o. Mas o charme r\u00fastico de \u201cBandwagonesque\u201d j\u00e1 havia esmaecido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 o Primal Scream vinha de um ponto de partida parecido com o do Teenage\u2026 e decolava rumo ao espa\u00e7o. A banda de Bobby Gillespie, projetada no boom do rock regressivo, mirava v\u00e1rios alvos (jangle pop, riff\u00f5es stonianos, garage rock sessentista) sem acertar em quase nada. At\u00e9 que, em 1990, come\u00e7aram a frequentar raves \u2013 e a colaborar com o produtor Andy Weatherall, que na base do corta-copia-cola-embaralha transformou a can\u00e7\u00e3o \u201cI\u2019m Losing More Than I\u2019ll Ever Hav\u201d em \u201cLoaded\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cScreamadelica\u201d \u00e9 o document\u00e1rio aural do verdadeiro warp temporal que o grupo protagonizou naqueles anos. O Primal Scream modernizou seu som de forma radical, mas sem deixar de lado a obsess\u00e3o com os anos 60. H\u00e1 samples de Peter Fonda discursando, cover do 13th Floor Elevators, uma c\u00edtara riponga na foto principal do vinil. E tacou mais um monte de refer\u00eancias no caldeir\u00e3o: kraut, dub, gospel, blues, Stones fase Exile, muuuuuuuita m\u00fasica eletr\u00f4nica. Al\u00e9m de psicodelia de verdade, inspirada n\u00e3o mais pelo \u00e1cido lis\u00e9rgico, mas pelos efl\u00favios da metilenedioximetanfetamina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">T\u00edtulos como \u201cHigher than the Sun\u201d, \u201cInner Flight\u201d, \u201cI\u2019m Comin\u2019 Down\u201d e \u201cLoaded\u201d n\u00e3o poderiam ser mais bandeirosos. Uma brigada de produtores (Weatherall, o duo The Orb, o stoniano Jimmy Miller, Hypnotone, Hugo Nicholson), mais uma brigada de convidados (incluindo o baixista Jah Wooble) ajudaram a dar o(s) tom(ns). O terceiro disco do Primal Scream \u00e9 daqueles rar\u00edssimos trabalhos que conseguem retratar todo o esp\u00edrito e a cultura de uma \u00e9poca e, duas d\u00e9cadas depois, n\u00e3o soar nem um pouco datado.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Primal Scream - Loaded (Official Video)\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Y3ixEzKA4k0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cada single de \u201cScreamadelica\u201d era uma surpresa. O balan\u00e7o chupado dos Stones que move \u201cMovin\u2019 on Up\u201d n\u00e3o se repete no space lounge de \u201cHigher Than the Sun\u201d; o groove chapado de \u201cLoaded\u201d n\u00e3o escorre para a beatitude radiante de \u201cCome Together\u201d (que s\u00f3 comparece no disco em sua vers\u00e3o mais longa, sem o vocal de Gillespie). Mesmo assim, h\u00e1 uma coer\u00eancia interna que une n\u00e3o s\u00f3 essas can\u00e7\u00f5es, mas tamb\u00e9m serve de fio para outras viagens como a recria\u00e7\u00e3o ultradan\u00e7ante de \u201cStep Inside this House\u201d (do 13th Floor Elevators), a balada \u201cDamaged\u201d e a mastod\u00f4ntica \u201cHigher Than the Sun (A Dub Symphony in Two Parts)\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O paroxismo de inspira\u00e7\u00e3o que a Creation atingiu h\u00e1 duas d\u00e9cadas tamb\u00e9m deflagrou o processo de desmanche da gravadora. As cabriolas sonoras registradas em \u201cLoveless\u201d e \u201cScreamadelica\u201d custaram caro, a ponto de levar McGee perigosamente perto da fal\u00eancia. Sucessos no circuito indie, nenhum dos tr\u00eas \u00e1lbuns chegou a ser um campe\u00e3o de vendas. As brigas constantes com Kevin Shields (que n\u00e3o entregava o disco nunca), os excessos qu\u00edmicos e a egotrip foram demais para a cabe\u00e7a do chefe do selo, que se viu obrigado, em 1992, a vender o selo para a major Sony. A ironia das ironias \u00e9 que McGee seria salvo pelo britpop. E logo pelo Oasis, que, de toda aquela gera\u00e7\u00e3o, era justamente a banda que mais reverenciava o passado, contrariando o legado deixado por estes tr\u00eas discos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Teenage Fanclub tornou-se uma das mais amadas bandas indie do mundo. Mesmo fazendo discos cada vez menos marcantes. Kevin Shields conseguiu catar os peda\u00e7os de sua sanidade e levar o My Bloody Valentine a uma esporrenta turn\u00ea de comeback em 2008, depois de passar 13 anos longe dos palcos. Bobby Gillespie seguiu inquieto como sempre, pulando de rock retr\u00f4 para o funk para a eletr\u00f4nica para o blues\u2026 E a Creation teve sua hist\u00f3ria relembrada em &#8220;Upside Down&#8217; &#8211; The Creation Records Story&#8221;, document\u00e1rio de Danny O&#8217;Connor lan\u00e7ado em 2010.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foram (<del>20 \/<\/del>\u00a0<del>25 )<\/del> 30 anos que passaram voando, n\u00e9?<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"&#039;Upside Down&#039; - The Creation Records Story\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/quC36o_9ZLo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"my bloody valentine \u2013 to here knows when (official video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/PpXZAmeQDqY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Teenage Fanclub - What You Do To Me\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/SmJ3zOn9RD8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p>&#8211; Marco Antonio Bart (<a href=\"http:\/\/twitter.com\/BartBarbosa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@bartbarbosa<\/a>) \u00e9 jornalista e assina o blog <a href=\"http:\/\/fubap.org\/telhadodevidro\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Telhado de Vidro<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"1991: o ano em que o punk rock estourou com Nirvana. 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