{"id":82930,"date":"2024-08-20T01:50:02","date_gmt":"2024-08-20T04:50:02","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=82930"},"modified":"2024-09-24T00:57:03","modified_gmt":"2024-09-24T03:57:03","slug":"especial-axe-cafe-por-luiz-gabriel-lopes-aka-luizga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/08\/20\/especial-axe-cafe-por-luiz-gabriel-lopes-aka-luizga\/","title":{"rendered":"Especial: &#8220;Ax\u00e9 Caf\u00e9&#8221;, por Luiz Gabriel Lopes (aka &#8220;LUIZGA&#8221;)"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto por <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/luizga.music\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Luiz Gabriel Lopes<\/a> (aka &#8220;LUIZGA&#8221;)<br \/>\nfotos do show de <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/heberb4rros\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Heber Barros<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vivi, essa semana, em Londres, a experi\u00eancia de fazer o show de abertura de Saulo Fernandes, \u00edcone da m\u00fasica baiana, revelado como cantor da Banda Eva logo ap\u00f3s a sa\u00edda da (incontorn\u00e1vel e cabulosa) Ivete Sangalo &#8211; imagine a responsa. Isso numa casa de shows cabulosona e tradicional de Londres: o lend\u00e1rio &#8220;<a href=\"https:\/\/thejazzcafelondon.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">The Jazz Cafe<\/a>&#8220;, onde j\u00e1 tocaram figuras tipo Amy Winehouse e Mulatu Astatke. Enredo f\u00e9rtil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E quis escrever, com as impress\u00f5es ainda quentes, uma tentativa de &#8220;leitura cr\u00edtica&#8221; (totalmente parcial e emocionada, claro) sobre esse acontecimento, a partir do meu lugar de <em>artista brasileiro independente<\/em> trabalhando no exterior, e colocando em quest\u00e3o a singularidade da for\u00e7a da m\u00fasica brasileira na gringa &#8211; uma parada extremamente singular e \u00fanica, cuja for\u00e7a, vou percebendo mais e mais com os anos, \u00e9 bastante diferenciada.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-82932\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/luiz.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"749\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/luiz.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/luiz-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/luiz-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De cara, tive a bonita &#8211; e sortuda &#8211; constata\u00e7\u00e3o de que, sim, a plateia demonstrou comigo um (surpreendente?) acolhimento, sens\u00edvel, at\u00e9 carinhoso, diria. Simpatizou. Se envolveram pra cantarolar junto comigo alguns refr\u00f5es das can\u00e7\u00f5es que eu ia mostrando, no meu pequeno set de <em>warm up<\/em> &#8211; m\u00fasicas totalmente desconhecidas, claro, pra grande maioria que estava ali. De fato, essa onda de fazer &#8220;show de abertura&#8221;, em geral, ou pode ser uma grande roubada, ou acaba sendo uma conquista her\u00f3ica, \u00e0s vezes dura: porque a plateia em geral est\u00e1 exclusivamente interessada no artista principal &#8211; por raz\u00f5es \u00f3bvias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m por isso, obviamente optei por n\u00e3o fazer um set totalmente de can\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias (como de costume), mas contribuir tamb\u00e9m com algo familiar para aquela celebra\u00e7\u00e3o &#8211; e sim, o p\u00fablico vibrou forte nas poucas covers que xuxei pelo repert\u00f3rio adentro. <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/C-YSBrCtxsJ\/?img_index=8\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Uma de Caetano<\/a>, &#8220;Desde que o Samba \u00e9 Samba&#8221;, e a classiqu\u00eara golden hits do Olodum (da caneta sagrada de Adailton Poesia e Valter Farias) &#8220;Deusa do Amor&#8221;. A escolha das duas foi caixa, geral cantou. Ent\u00e3o meio que tentei dar o melhor do meu #carisma, estabelecer o titio comunica\u00e7\u00e3o com a galera, e acho que fiz um trabalho razo\u00e1vel, digno. Tudo, at\u00e9 a\u00ed, portanto e de qualquer jeito, j\u00e1 tinha me deixado muito, muito grato e emocionado com a dimens\u00e3o do #moments.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas minha vontade de escrever esse texto foi mais pra comentar sobre o show de Saulo, e a dimens\u00e3o de sua for\u00e7a de conex\u00e3o com o p\u00fablico. Pois o fato \u00e9 que ele \u00e9 um representante muito particular da chamada m\u00fasica baiana, extremamente querido por figuras de seu entorno e tamb\u00e9m por um p\u00fablico amplo e bastante popular. \u00c9, tamb\u00e9m, algu\u00e9m que emana um sentimento grande de simpatia, de tal maneira amplificado pelo alcance da grande ind\u00fastria do ax\u00e9 music, que faz dele, ainda hoje, um de seus grandes nomes reconhec\u00edveis.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-82933\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/saulo2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"856\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/saulo2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/saulo2-263x300.jpg 263w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fazendo de seu show uma esp\u00e9cie de gira \/ ritual \/ festa \/ talk show , com uma din\u00e2mica incr\u00edvel e um envolvimento sem igual por parte da plat\u00e9ia &#8211; &#8220;eles s\u00e3o os artistas, n\u00e3o eu&#8221; , me disse ele, nalgum momento, no camarim &#8211; Saulo navegou com flu\u00eancia e naturalidade pelo cancioneiro de dezenas de autores, dando voz a muitos dos &#8220;santos&#8221; da Bahia &#8211; de Dorival Caymmi a Dod\u00f4 &amp; Osmar, de Caetano e Gil ao Olodum e \u00e0 Banda Eva, de Carlinhos Brown a Ger\u00f4nimo &#8211; num espet\u00e1culo em que o p\u00fablico canta junto praticamente 100% do tempo, e acaba por se tornar, de fato, t\u00e3o protagonista quanto quem est\u00e1 no palco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 uma atmosfera pulsante de alegria, ao celebrar essa raiz comum, que transborda pertencimento &amp; ancestralidade. Can\u00e7\u00f5es que falam quase sempre de Salvador, da Bahia, do baiano, do carnaval, da malemol\u00eancia, da beleza, da negritude, do candombl\u00e9, da africanidade, da comida, da paisagem, dos blocos, de todos os &#8220;santos&#8221; da Bahia. E n\u00e3o deixa de ser, sim, curioso, notar que parece n\u00e3o haver quest\u00e3o com o fato de que ele, um porta-voz concreto e atuante na vocaliza\u00e7\u00e3o dessa identidade, seja um homem branco, de cabelos e olhos claros. Aquela complexidade sociol\u00f3gica da Bahia. Brasilz\u00e3o estralado na tela. Mist\u00e9rios do ax\u00e9. Pra esticar ainda mais a corda, eu chutaria que possivelmente foi uma das noites em que o Jazz Cafe mais teve gente preta e imigrante no p\u00fablico &#8211; brasileiros principalmente, claro. Mas isso \u00e9 apenas uma suposi\u00e7\u00e3o da minha mem\u00f3ria sensorial, sem bases estat\u00edsticas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E fiquei ali, vendo a for\u00e7a de uma literatura que \u00e9 cantada aos berros por multid\u00f5es de pessoas. N\u00e3o \u00e9 mesmo qualquer coisa: presenciar isso ao vivo, numa das maiores e mais importantes capitais culturais do hemisf\u00e9rio norte, numa casa de jazz das mais importantes de Europa, \u00e9 algo que talvez n\u00f3s, brasileiros, a princ\u00edpio n\u00e3o consigamos dimensionar em sua significa\u00e7\u00e3o real e profunda, mas que sem d\u00favida soa encantador (ou mesmo assustador), em sua for\u00e7a de intensidade, para o &#8220;europeu m\u00e9dio&#8221;. O cara que est\u00e1 ali, de bobeira, que n\u00e3o saca de m\u00fasica brasileira, que foi porque um amigo levou: esse cara possivelmente vai ficar chocado, vai amar ou detestar, pode apostar. Porque \u00e9 simplesmente &#8220;<em>too much<\/em>&#8220;, rasga emo\u00e7\u00e3o al\u00e9m dos <em>standarts<\/em> do hemisf\u00e9rio norte.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"A bit of Bahia\u2019s carnival \ud83c\udde7\ud83c\uddf7\ud83c\udde7\ud83c\uddf7 with Saulo Fernandes  #shorts #london\" width=\"563\" height=\"1000\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/_Undz-da9cE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso porque a for\u00e7a dessa conex\u00e3o, de sua express\u00e3o concreta (musical &#8211; social &#8211; perform\u00e1tica), tamb\u00e9m nos mostra algumas das s\u00ednteses est\u00e9ticas e pol\u00edticas que a chamada &#8220;brasilidade&#8221; criou, em seu singular\u00edssimo trajeto hist\u00f3rico, como uma identidade fundamentalmente h\u00edbrida e diversa, somando tra\u00e7os de suas muitas matrizes africanas, ind\u00edgenas e tamb\u00e9m europ\u00e9ias de maneira muito \u00fanica, principalmente na m\u00fasica. Isso, tamb\u00e9m em reflexo e resposta, claro, ao tr\u00e1gico processo da coloniza\u00e7\u00e3o, da escravid\u00e3o e seus muitos desdobramentos traum\u00e1ticos na cultura e na linguagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma vez, ouvi algo curioso de um amigo jornalista, um polon\u00eas que mora e trabalha na r\u00e1dio nacional da Alemanha. Eu tinha, nessa noite, tamb\u00e9m feito a abertura (al\u00e1 nois partindo pedra de novo), de um show do Gilsons em Berlim. Foi no momento em que a plat\u00e9ia cantava as melodias da introdu\u00e7\u00e3o de &#8220;Palco&#8221; (cl\u00e1ssico do Gilberto Gil que estava no bis final do show), ele me olhou e disse &#8220;I\u00b4ve never seen anything like this in my life&#8221;. Talvez, realmente, essa disponibilidade e consci\u00eancia mel\u00f3dica do p\u00fablico, essa conex\u00e3o entre palco e plat\u00e9ia, esse groove, essa alegria, coisas comuns que costumam acontecer nos shows de m\u00fasica brasileira, n\u00e3o sejam mesmo algo t\u00e3o cotidiano de presenciar nestas cidades frias. Esse mesmo amigo, esticando a corda, comentou tamb\u00e9m que via que muitas quest\u00f5es raciais e culturais talvez encontrassem, nessa <em>cultura da m\u00fasica popular brasileira<\/em>, uma proposta mais eloquente e eficaz de &#8220;harmoniza\u00e7\u00e3o&#8221; do que jamais visto em qualquer outro contexto p\u00f3s-colonial no mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Some-se a isso tudo o fato de que sim, a Bahia , enquanto imagem po\u00e9tica, e ainda mais fora do Brasil, \u00e9 um estado de esp\u00edrito. Uma palavra que instaura uma celebra\u00e7\u00e3o permanente e orgulhosa, sobre essa possibilidade, essa janela pro mundo. E investiga e exercita suas potencialidades, como puls\u00e3o de vida. Acessa uma mitologia larga e riqu\u00edssima, muito pr\u00f3pria e singular em termos musicais. Mesmo sendo o setup de Saulo dos mais simples, a teia dos grooves e melodias e palavras florescia na boca do povo numa facilidade extrema naquela noite. Magia. O poder de um songwriting brabo e amado pelo povo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Talvez, para algu\u00e9m mais aborrecido, o trabalho de Saulo poderia ser entendido como um desfile meramente comercial de can\u00e7\u00f5es conhecidas e apelativas para um nicho geracional de brasileiros vivendo no exterior com saudade de seu pa\u00eds. Eu, claramente, n\u00e3o consigo n\u00e3o enxerg\u00e1-lo como uma esp\u00e9cie de alquimia, de feiti\u00e7aria sonora: um mergulho profundo num legado, a atualiza\u00e7\u00e3o de um repert\u00f3rio que traduz o sentimento da alma de um povo, sua autoestima e sua mem\u00f3ria afetiva, socialmente compartilhada atrav\u00e9s de melodias e letras de imensa personalidade, que desenham uma mitologia ultra original e profundamente brasileira, no que isso tem de mais rico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nalgum momento do show, Saulo disse que, naquela noite, o Jazz Caf\u00e9 tinha se transformado no &#8220;Ax\u00e9 Caf\u00e9&#8221; e sim, devo dizer que bateu. Senti com meu corpo a for\u00e7a dessa onda, desse ax\u00e9, aben\u00e7oando o rol\u00ea. E reverenciei mais uma vez o grande mist\u00e9rio do Brasil. Que alegria e que privil\u00e9gio fazer parte disso tudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A m\u00fasica popular brasileira tem em seu DNA qualquer coisa mesmo muito \u00fanica; transborda imensa for\u00e7a espiritual, sendo profundamente festiva e alegre. Isso porque o carnaval \u00e9 toda uma epistemologia, mas isso \u00e9 algo que n\u00e3o nos ensinam na escola.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-82934\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/saulo3.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"856\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/saulo3.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/saulo3-263x300.jpg 263w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Luiz Gabriel Lopes (<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/luizga.music\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">instagram.com\/luizga.music<\/a>) \u00e9 m\u00fasico e produtor musical e vive em Lisboa.<\/span><\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A m\u00fasica popular brasileira tem em seu DNA qualquer coisa mesmo muito \u00fanica; transborda imensa for\u00e7a espiritual, sendo profundamente festiva e alegre.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/08\/20\/especial-axe-cafe-por-luiz-gabriel-lopes-aka-luizga\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":82931,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[2444,7322],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82930"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=82930"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82930\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":82935,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82930\/revisions\/82935"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/82931"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=82930"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=82930"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=82930"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}