{"id":82884,"date":"2024-08-16T12:01:00","date_gmt":"2024-08-16T15:01:00","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=82884"},"modified":"2024-10-16T00:09:45","modified_gmt":"2024-10-16T03:09:45","slug":"entrevista-venham-preparados-para-dancar-diz-vocalista-sobre-estreia-do-bandalos-chinos-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/08\/16\/entrevista-venham-preparados-para-dancar-diz-vocalista-sobre-estreia-do-bandalos-chinos-no-brasil\/","title":{"rendered":"Entrevista: \u201cVenham preparados para dan\u00e7ar\u201d, diz vocalista sobre estreia do Bandalos Chinos no Brasil"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista de <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/brumerang\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bruno Dias<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Venham preparados para dan\u00e7ar&#8221;, \u00e9 assim que Goyo Degano, vocalista do grupo argentino de indie pop Bandalos Chinos, convida os brasileiros para a estreia da banda no Brasil, como uma das atra\u00e7\u00f5es da <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/festivalcarambola\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">oitava edi\u00e7\u00e3o do Festival Carambola<\/a>, que acontece no dia 15 de novembro, em Macei\u00f3, Alagoas, e ter\u00e1 ainda Liniker (SP), Cavalo de Pau (CE), Coletivo AfroCaet\u00e9 convida Chau do Pife (AL), Flora (AL) e Juliana Linhares (RN) + Fernanda Guimar\u00e3es (AL) &#8211; outros nomes ser\u00e3o anunciados. O primeiro lote de ingressos j\u00e1 est\u00e1 dispon\u00edvel exclusivamente via Ingresse. Clientes Nubank t\u00eam desconto especial (<a href=\"https:\/\/ingresse.com\/festival-carambola\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ingressos venda geral<\/a> \/ <a href=\"https:\/\/ingresse.com\/carambola-clientes-nubank\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">clientes Nubank<\/a>)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m de Goyo, o Bandalos Chinos \u00e9 composto por Salvador Colombo (sintetizadores), Tom\u00e1s Verduga (guitarra e coros), Mat\u00edas Verduga (bateria e percuss\u00e3o), I\u00f1aki Colombo (guitarras e sintetizadores) e Nicol\u00e1s Rodr\u00edguez del Pozo (baixo). Formada em 2009, em Beccar, na grande Buenos Aires, a banda faz parte da nova gera\u00e7\u00e3o de artistas argentinos que est\u00e3o movimentando e renovando a cena musical do pa\u00eds, ao lado de nomes como Conociendo Rusia, Usted Se\u00f1alemelo, 1915, Indios, El Zar, Ainda, Dillom, entre outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gra\u00e7as a seus tr\u00eas \u00e1lbuns de est\u00fadio &#8211; \u201cBACH\u201d (2018), \u201cParanoia Pop\u201d (2020), \u201cEl Big Blue\u201d (2022) -, a banda acumula tr\u00eas pr\u00eamios Gardel na categoria de \u201cmelhor \u00e1lbum de grupo pop\u201d, e indica\u00e7\u00e3o ao Grammy Latino. Discos que contam com a produ\u00e7\u00e3o de Ad\u00e1n Jodorowsky, m\u00fasico e produtor franco-mexicano, filho do cineasta chileno Alejandro Jodorowsky, e formam a \u201cTrilogia Jodorowsky\u201d. Trabalhos que ajudaram a cunhar a sonoridade da banda, que transita entre o moderno e o retr\u00f4, criando uma identidade pr\u00f3pria, sem cair em modismos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Bandalos Chinos chega ao nosso pa\u00eds em um dos melhores momentos da banda, ap\u00f3s fazer mais de 70 shows em 2023, incluindo turn\u00eas pelos Estados Unidos e Europa, e uma sequ\u00eancia de seis datas esgotadas no Niceto Club, em Buenos Aires. Fora isso, j\u00e1 estiveram no line-up de grandes festivais como Lollapalooza Argentina e Primavera Sound Barcelona.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para falar sobre a primeira vinda do grupo ao Brasil e a participa\u00e7\u00e3o no Festival Carambola, via sele\u00e7\u00e3o Iberm\u00fasicas 2023 (programa de coopera\u00e7\u00e3o internacional multilateral para estimular a diversidade musical ibero-americana e fomento do mercado na regi\u00e3o), Goyo Degano conversou com o Scream &amp; Yell.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m de celebrar a primeira apresenta\u00e7\u00e3o no Brasil, uma d\u00edvida que tinha com o p\u00fablico brasileiro, o vocalista falou sobre sua inusitada rela\u00e7\u00e3o com Macei\u00f3, m\u00fasica brasileira, arte em tempos de Javier Milei e deu detalhes sobre a produ\u00e7\u00e3o do quarto \u00e1lbum de est\u00fadio do Bandalos Chinos, previsto para 2025.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Bandalos Chinos - El Idolo (video oficial)\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/iypqnDumawM?list=PLv0KAOPwQg3AJJD02kdkWAHJnnrNIOOAv\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Primeira vez dos Bandalos Chinos no Brasil, o que podem esperar os f\u00e3s brasileiros dessa estreia da banda por aqui?<\/strong><br \/>\nGoyo Degano &#8211; Sim, primeira vez. Na verdade \u00e9 louco, visto que somos lim\u00edtrofes, estamos muito pr\u00f3ximos. Temos viajado por v\u00e1rios pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina nos \u00faltimos cinco anos e essa vai ser a nossa primeira vez no Brasil. Creio que a barreira idiom\u00e1tica e a m\u00fasica excelente que existe no Brasil nos limita um pouco. Mas, na verdade, \u00e9 que nos escrevem j\u00e1 faz um tempo, j\u00e1 tivemos conversas com f\u00e3s da\u00ed e a expectativa \u00e9 que sempre tivemos desejo de ir (ao Brasil) \u00c9 sempre lindo se encontrar com um p\u00fablico novo e nada como ir assim pela primeira vez ao Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E a primeira vez vai ser dentro de um festival, voc\u00eas gostam de se apresentar em festivais? E falando um pouco mais, vai ser dentro do Festival Carambola, em Macei\u00f3, que \u00e9 uma cidade muito linda, com belas praias e muita cultura. Como se sentem indo para o festival?<\/strong><br \/>\nBom, ir a um festival \u00e9 sempre um lindo desafio. Obviamente, em um festival existe p\u00fablico para muitos artistas, n\u00e3o est\u00e3o l\u00e1 para ver \u00fanica e exclusivamente a voc\u00ea. \u00c9 muito bom esse desafio de, tipo, vamos conquista-los. Se h\u00e1 algu\u00e9m distra\u00eddo que pode passar por ali e podemos seduzir com a nossa m\u00fasica, acaba parando para ver o show. Isso, na verdade, \u00e9 algo que, pessoalmente, me desafia e que eu gosto. Claro que \u00e9 muito lindo poder fazer um concerto pr\u00f3prio, chegar na cena e ter todo um p\u00fablico ali para te ver. Isso \u00e9 muito bom, mas eu gosto desse desafio de conquistar o desprevenido. A ideia de participar desse festival \u00e9 algo que, pessoalmente, eu adoro. Macei\u00f3 \u00e9 uma cidade que j\u00e1 escutei muito \u00e0 respeito em minha vida, porque os meus pais passaram a lua de mel l\u00e1. Por isso, me lembro de escutar desde muito pequeno, \u201cMacei\u00f3, Macei\u00f3, Macei\u00f3\u201d. E n\u00e3o conhe\u00e7o, ent\u00e3o, \u00e9 algo que me encanta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Nossa, j\u00e1 ia te perguntar sobre sua rela\u00e7\u00e3o com o Brasil e voc\u00ea tem uma hist\u00f3ria linda dos seus pais\u2026 Fale um pouco mais sobre essa rela\u00e7\u00e3o que voc\u00ea tem com o nosso pa\u00eds.<\/strong><br \/>\nSim, isso \u00e9 incr\u00edvel. O mais louco \u00e9 que n\u00e3o conhe\u00e7o, nunca viajei ao Brasil. Ent\u00e3o, \u00e9 como se eu tivesse uma d\u00edvida pendente com o Brasil. \u00c9 incr\u00edvel poder ir pela primeira vez com a minha m\u00fasica, com a minha banda, com as nossas can\u00e7\u00f5es. Nesse sentido, para mim, \u00e9 muito bonito, porque tem muito tempo que tenho vontade de conhecer o Brasil. Por algum motivo ou outro\u2026 na verdade tamb\u00e9m porque estive viajando muito com a banda, por trabalho, n\u00e3o tive oportunidade de tirar f\u00e9rias. Ent\u00e3o \u00e9 isso, eu n\u00e3o conhe\u00e7o [o Brasil] e poder chegar com a nossa m\u00fasica me parece espetacular.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E qual a rela\u00e7\u00e3o que voc\u00ea e a banda t\u00eam com a m\u00fasica brasileira? Sabemos que os argentinos gostam muito mais de m\u00fasica brasileira do que os brasileiros gostam de m\u00fasica argentina, n\u00e3o?<\/strong><br \/>\n[rindo] Sim, sim\u2026 Tenho uma hist\u00f3ria de escutar m\u00fasica brasileira desde muito pequeno, a minha m\u00e3e gostava e escutava muita m\u00fasica brasileira, artistas como Caetano [Veloso], Djavan, e todo esse universo de artistas. Depois de grande, pude come\u00e7ar a descobrir artistas de minha gera\u00e7\u00e3o como, talvez, os Boogarins, como Tim Bernardes, Bala Desejo, que s\u00e3o artistas e bandas atuais, pibes e pibas da minha idade e que tamb\u00e9m me inspiram. Acho muito inspiradora a m\u00fasica brasileira. Tamb\u00e9m <strong>comecei<\/strong> a buscar g\u00eaneros um pouco menos \u201cmarqueteiros\u201d como a Bossa Nova, e passei a me aprofundar um pouco mais no samba, e ir atr\u00e1s de ritmos que s\u00e3o mais das ruas, que seriam aqui como a cumbia, o folclore do interior. Tentar ir atr\u00e1s de algo n\u00e3o t\u00e3o mainstream, n\u00e3o t\u00e3o marqueteiro, n\u00e3o tanto a m\u00fasica brasileira para exporta\u00e7\u00e3o, tentar entender o que os locais mais escutam, que \u00e9 o mais lindo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E o que descobriu nessa busca por artistas mais da rua? Quais te encantaram mais?<\/strong><br \/>\nTem um artista que gosto muito, que estou descobrindo agora, que \u00e9 Cartola\u2026 pode ser?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sim, Cartola, um grande mestre da can\u00e7\u00e3o nacional\u2026<\/strong><br \/>\nSim, \u00e9 nisso que estou agora, tratando de me aprofundar nesse universo. E \u00e9 algo que a m\u00fasica n\u00e3o passa [batida] por mim. Inclusive, agora herdei uma cole\u00e7\u00e3o de vinis da minha av\u00f3, de discos, e que nela tinham muitos discos de jazz, mas tamb\u00e9m muitos discos de m\u00fasica brasileira. Ent\u00e3o, nunca deixo de conhecer novos artistas o tempo todo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Inclusive, em um dos v\u00eddeos que voc\u00eas fizeram da turn\u00ea pelos Estados Unidos, quando estavam em Chicago, sa\u00edram pra comprar discos e s\u00f3 tinha coisas de m\u00fasica brasileira, como Tim Maia, Tim Bernardes, Djavan\u2026<\/strong><br \/>\nSim, \u00e9 algo que j\u00e1 estava te dizendo, sobre essa admira\u00e7\u00e3o pela m\u00fasica brasileira, que para n\u00f3s \u00e9 muito inspiradora. Outro dia estava assistindo um cara no Youtube que fazia como que uma an\u00e1lise do rock nacional, de rock argentino, e come\u00e7ou a tocar a can\u00e7\u00e3o fundacional do rock [argentino] que \u00e9 a \u201cLa Balsa\u201d, de Los Gatos, e come\u00e7ava a encaixar com \u201cGarota de Ipanema\u201d e falava: \u201cVeja a conex\u00e3o que existe com a m\u00fasica do Brasil e o nosso rock, como que \u00e9 a mesma progress\u00e3o de acordes\u201d. Pensei, \u201cuau, at\u00e9 o nosso rock est\u00e1 metido com a m\u00fasica brasileira\u201d. Ent\u00e3o existe a\u00ed uma admira\u00e7\u00e3o profunda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E queria falar especialmente de Djavan, tinha o \u00e1lbum \u201cLil\u00e1s\u201d do Djavan nos discos que voc\u00eas compraram, seus pais escutavam Djavan, e outra coincid\u00eancia muito grande foi eles passarem a lua de mel em Macei\u00f3, cidade do Djavan&#8230;<\/strong><br \/>\nFoi o que falamos quando come\u00e7amos a conversar, h\u00e1 uma conex\u00e3o quase inevit\u00e1vel que tem a ver por estarmos t\u00e3o pr\u00f3ximos. Tamb\u00e9m h\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o da minha fam\u00edlia que \u00e9 do norte da Argentina, que viajam muito ao Brasil. Ao inv\u00e9s de irem a Mar del Plata, v\u00e3o de f\u00e9rias para o Brasil. Ent\u00e3o, h\u00e1 toda uma tradi\u00e7\u00e3o que pra mim n\u00e3o me tocou porque minha fam\u00edlia acabou vindo viver em Buenos Aires, n\u00e3o me tocou t\u00e3o de perto. Ent\u00e3o, me encanta essa oportunidade que tenho de ir conectar com o Brasil pela m\u00fasica. Pra mim n\u00e3o me conectou \u00e0s praias, n\u00e3o me conectou ao futebol, me conectou a m\u00fasica do Brasil. Ent\u00e3o, para mim, tem essa coisa de poder conhecer um pa\u00eds atrav\u00e9s das can\u00e7\u00f5es e levando as nossas can\u00e7\u00f5es, me parece um privil\u00e9gio enorme.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E voc\u00eas v\u00e3o ser a primeira atra\u00e7\u00e3o internacional do Festival Carambola, \u00e9 uma honra pra voc\u00eas, n\u00e3o?<\/strong><br \/>\nSim, existe uma can\u00e7\u00e3o que eu gosto [\u201cDije Tu Nombre\u201d, 2016], que \u00e9 bastante antiga no nosso repert\u00f3rio que em um momento a letra diz, \u201cSer\u00e1 como la primeira vez\u201d. E [ao mesmo tempo] \u00e9 algo que nunca \u00e9 como se fosse a primeira vez. Ent\u00e3o, veja, que na verdade \u00e9 lindo chegar pela primeira vez em um lugar, essa adrenalina de como ser\u00e1 esse encontro, se v\u00e3o gostar, se n\u00e3o v\u00e3o gostar da gente. Da equipe t\u00e9cnica, da m\u00fasica em seu idioma. S\u00e3o muitos desafios e a mim me divertem os desafios.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Bandalos Chinos - Show en Niceto Club 27-11-20\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/sONDJCdnJPM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Falando um pouco agora sobre os Bandalos. Ano passado voc\u00eas fizeram mais de 70 shows, passaram por grandes festivais, turn\u00ea nos Estados Unidos e Europa. Fizeram seis datas seguidas esgotadas no Niceto Club [tradicional casa de shows de Buenos Aires com capacidade para 1.500 pessoas], que foi algo incr\u00edvel. Pode se dizer que foi o melhor ano dos Bandalos Chinos? Como voc\u00eas se sentem com rela\u00e7\u00e3o a isso?<\/strong><br \/>\nNa verdade, [acho] que sim e gosto disso, porque ao longo dos \u00faltimos cinco anos [as pessoas] v\u00eam me perguntando, \u201ce a\u00ed, como foi o ano passado? Um ano tremendo\u201d. Eu olho para tr\u00e1s e cada ano que passa est\u00e1 sendo o melhor ano da nossa carreira. Assim, uma ascens\u00e3o, sem parar de crescer, a passos lentos, por\u00e9m firmes. Creio que isso \u00e9 lindo, porque esse ano que passou fizemos mais de 70 shows, em um monte de pa\u00edses de todo o mundo, que pra gente \u00e9 incr\u00edvel, \u00e9 um privil\u00e9gio. Esse ano decidimos frear um pouco e n\u00e3o excursionar tanto, com a inten\u00e7\u00e3o de focarmos em nossa mu\u015bica, estamos come\u00e7ando a gravar um novo \u00e1lbum. V\u00ednhamos sobrepondo o processo, entende. Era turn\u00ea e no meio da turn\u00ea gravar um \u00e1lbum e depois voltar a viajar. Ent\u00e3o, era tour e disco, tour e disco, e esse ano resolvemos tirar um pouco o p\u00e9 do acelerador e n\u00e3o fazer tantas turn\u00eas. Apenas acertar essas contas pendentes, como ir ao Brasil, voltar a tocar na Espanha, ano passado n\u00e3o conseguimos ir ao Peru, ent\u00e3o, vamos voltar a tocar no Peru. O certo \u00e9 que estamos colocando o foco para fazer as can\u00e7\u00f5es para em 2025 sair com tudo, com um novo \u00e1lbum, e tratar de ir a um outro n\u00edvel musical e ver como anda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Antes de falar mais sobre o novo disco, mas falando ainda sobre os shows do ano passado. Em 2023, voc\u00eas fizeram uma turn\u00ea de 22 dias pelos Estados Unidos. Bastante tempo na estrada juntos, como foi isso? Aumenta a amizade, a intimidade da banda\u2026<\/strong><br \/>\nFoi uma confus\u00e3o. [risos] Brincadeira, foi lindo. Porque tem de encontrar, tem de buscar a intimidade, porque no momento em que n\u00e3o est\u00e1 no show, est\u00e1 em grupo. Foram quase dois meses que estivemos viajando por 22 cidades de todos os Estados Unidos. Na verdade, foi uma surpresa para n\u00f3s, porque recebemos muito apoio, com muitos shows esgotados, com p\u00fablico de todo o lado, muita gente expatriada, vivendo no pa\u00eds, mas tamb\u00e9m muita gente local que acaba, por curiosidade, escutando a m\u00fasica. \u00c9 dif\u00edcil, porque est\u00e1 por muito tempo na estrada, as dist\u00e2ncias nos Estados Unidos s\u00e3o muito longas, viagens de 8 horas. \u00c9 uma viagem muito longa pela estrada e tem de ir um pouco mais lento, porque vai em uma van e n\u00e3o em um carro, que tem outra velocidade permitida. Est\u00e1 dormindo em hotel todo tempo, \u00e9 dif\u00edcil de se alimentar bem, de descansar. Mas \u00e9 como viver em um filme, sabe. Um filme daquelas bandas que assistimos quando \u00e9ramos chicos, entrar em um \u00f4nibus e viajar pelos Estados Unidos tocando por todo lado. Foi um sonho pra gente, com muito desgaste f\u00edsico, mas tamb\u00e9m encontrar momentos de equil\u00edbrio, fazer alguma atividade f\u00edsica, comer bem, dormir bem, \u00e0s vezes tamb\u00e9m fazer festa, porque isso tamb\u00e9m faz falta. Ent\u00e3o, \u00e9 tratar de encontrar um equil\u00edbrio em tudo isso. Agora, vendo em perspectiva, o resultado foi super positivo e, como voc\u00ea disse, se aprofundam os v\u00ednculos, se aprofundam as amizades. H\u00e1 dois pares de irm\u00e3os na banda [Salvador e I\u00f1aki Colombo, Tom\u00e1s e Mat\u00edas Verduga], ent\u00e3o, \u00e9 como uma situa\u00e7\u00e3o familiar, que \u00e9 linda. Mas, como toda fam\u00edlia, os limites se cruzam, extrapolam pouco, mandam todos a merda, mas depois j\u00e1 est\u00e1 tudo bem. [risos] Nesse processo, tentar fazer ele sustent\u00e1vel, fazer com que todos fiquem bem com as emo\u00e7\u00f5es e que gostem de faz\u00ea-lo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Falando sobre isso, vi uma vez voc\u00ea falando sobre o Bandalos Chinos fazer terapia em grupo. Como \u00e9 isso?<\/strong><br \/>\nH\u00e1 alguns anos, n\u00f3s vimos um document\u00e1rio do Metallica [\u201cSome Kind of Monster\u201d, de 2004], em que fizeram uma tour de dois anos com um terapeuta os acompanhando . A\u00ed pensamos, \u201cimagina, que loucura tudo isso\u201d. Um pouco tempo depois, come\u00e7ou a pandemia e me recordo que, antes da pandemia, est\u00e1vamos fazendo muitos planos, como todo mundo. Est\u00e1vamos em uma etapa de crescimento, armando uma equipe, contratando gente, amigos, gente que estava sonhando. De repente falamos, \u201ctch\u00ea, isso est\u00e1 demorando, ent\u00e3o porque n\u00e3o buscamos um acompanhamento terap\u00eautico?\u201d. Ent\u00e3o, \u00e9 uma equipe, uma senhora que \u00e9 uma psic\u00f3loga e um coach, que \u00e9 um espa\u00e7o muito bom, porque rec\u00e9m conversamos sobre a turn\u00ea e na turn\u00ea est\u00e1vamos muito tempo um com o outro. Mas, talvez, durante essa proximidade se perde um pouco de profundidade, porque estamos no dia a dia, porque se fala onde vamos comer, onde vamos dormir, temos um show, precisamos estar bem. E a\u00ed se perde um pouco desse espa\u00e7o de falar sobre algo que voc\u00ea est\u00e1 passando, contar da sua vida, de seus problemas pessoais, de suas expectativas, seus objetivos, o que tiver. E tamb\u00e9m faz mais de dez anos que estamos juntos, que tocamos juntos e as pessoas v\u00e3o evoluindo, os objetivos v\u00e3o mudando. Ent\u00e3o, \u00e9 um espa\u00e7o muito s\u00e3o, para ocuparmos de nossas emo\u00e7\u00f5es como pessoas, mais acima da entidade Bandalos Chinos. Eu n\u00e3o gostava de falar sobre isso, porque em princ\u00edpio nos dava um pouco de vergonha. Hoje, vendo em perspectiva, \u00e9 algo que nos ajuda muito a nos mantermos unidos como grupo humano, porque \u00e9 o que somos, definitivamente. \u00c9 uma ferramenta que termina sendo chave, porque hoje as emo\u00e7\u00f5es\u2026 est\u00e1 sendo muito bom se ocupar delas, sabe.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>No caso do Metallica, tiveram que fazer terapia para continuarem juntos, e voc\u00eas fazem terapia justamente para n\u00e3o brigarem\u2026<\/strong><br \/>\nSim, total.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E na estrada, tiveram tempo de escrever novas can\u00e7\u00f5es? Como \u00e9 o processo de composi\u00e7\u00e3o da banda?<\/strong><br \/>\nCome\u00e7a como um processo bastante individual, onde cada um vai tendo suas pr\u00f3prias ideias, vai gravando coisas no computador, no celular, em voice note, algo assim muito rudimentar, em uma primeira inst\u00e2ncia. Depois nos juntamos, criamos um drive e come\u00e7amos a fazer algumas demos, para em algum momento escutarmos em conjunto e come\u00e7ar a filtrar. Ent\u00e3o, numa primeira inst\u00e2ncia, \u00e9 um trabalho muito pessoal de cada um, e depois levamos e iniciamos o trabalho grupal. Nesse disco estamos produzindo com mais tempo. Ent\u00e3o, estamos tentando desenvolver tudo desde a g\u00eanese de cada ideia, para que possamos estar embebidos de cada processo. Eu mesmo tenho escutado cada demo umas dez vezes, \u00e9 diferente de escutar uma s\u00f3 vez. Ent\u00e3o, vai escutar um monte de coisas que talvez voc\u00ea n\u00e3o percebesse. Tratar de estar todos na mesma p\u00e1gina antes de entrar no est\u00fadio. Ent\u00e3o, sim, come\u00e7a em um processo muito individual, para depois come\u00e7ar um trabalho coletivo.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Paranoia Pop\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=OLAK5uy_n0sSSPTjYdp2IxKxW7g4Au31X73TpS_hk\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E j\u00e1 sabem como vai soar o novo \u00e1lbum? Porque no \u00faltimo, \u201cEl Big Blue\u201d (2022), era quase como um regresso ao \u201cBACH\u201d (2018), algo menos experimental do que foi o \u201cParanoia Pop\u201d (2020). J\u00e1 sabem como vai soar esse quarto \u00e1lbum de in\u00e9ditas?<\/strong><br \/>\nVeja, ainda n\u00e3o tenho ideia de como ir\u00e1 soar, porque justamente estamos em busca de uma nova sonoridade, obviamente, sem perder nossa identidade, nosso DNA. Estamos em uma busca mais parecida com \u201cParanoia Pop\u201d, de experimentar um pouco mais, sem perder de vista a can\u00e7\u00e3o, que \u00e9 como que um norte que n\u00f3s temos, uma can\u00e7\u00e3o precisa funcionar em viol\u00e3o e voz, em uma situa\u00e7\u00e3o de fogueira, tocar em uma roda. A ideia que temos de certo para esse \u00e1lbum \u00e9 dedicar um pouco mais de tempo na produ\u00e7\u00e3o, ao inv\u00e9s de gravar como fizemos nos tr\u00eas discos, que fomos gravar nos Estados Unidos, em um est\u00fadio no meio do deserto, Sonic Ranch. Gravamos em 20, 25 dias, t\u00ednhamos que gravar o disco todo e voltar. Nesse caso, \u00e9 estender um pouco mais esse processo, e ir buscando \u00e0 sonoridade, que a m\u00fasica v\u00e1 nos dizendo qual \u00e9 a sonoridade de cada can\u00e7\u00e3o, e tratar de ser fiel a isso, tratar de experimentar um pouco. Ver at\u00e9 onde pode ir a sonoridade dos Bandalos Chinos nessa nova etapa. Al\u00e9m disso, nos \u00faltimos tr\u00eas discos trabalhamos com a produ\u00e7\u00e3o do Ad\u00e1n Jodorowsky e, nesse caso, n\u00e3o vamos fazer, todavia estamos definindo com quem vamos trabalhar. H\u00e1 uma sensa\u00e7\u00e3o de p\u00e1gina em branco, de ver qual \u00e9 a hist\u00f3ria que vamos escrever agora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A sonoridade dos Bandados Chinos \u00e9 algo que por vezes soa muito retr\u00f4, mas tamb\u00e9m bastante moderna. Mas ao ouvir uma faixa, j\u00e1 sabe que se trata dos Bandados Chinos, uma identidade. Tem essa mistura do rock nacional cl\u00e1ssico, mas tamb\u00e9m muito contempor\u00e2neo. Como funciona isso pra voc\u00eas?<\/strong><br \/>\n\u00c9 uma busca para tentar n\u00e3o ceder \u00e0 moda da sonoridade, n\u00e3o ter que soar super HD ou uma faixa que soe algo do universo urbano. \u00c9 essa busca para encontrar a nossa sonoridade e, tamb\u00e9m, a m\u00fasica que n\u00f3s gostamos perdura no tempo, al\u00e9m de sua \u00e9poca, s\u00e3o cl\u00e1ssicos em n\u00edvel de composi\u00e7\u00e3o. N\u00e3o vou dizer que fizemos cl\u00e1ssicos, mas fazemos m\u00fasicas que sejam atemporais em algum ponto. Foi como voc\u00ea disse, soa retr\u00f4, mas \u00e0s vezes soa moderno. Tratar de encontrar o equil\u00edbrio entre essas sonoridades que nos inspiraram e como est\u00e3o gravados esses discos que n\u00f3s gostamos. Como fizemos em \u201cEl Big Blue\u201d, com a banda tocando ao vivo, sem click, sem metr\u00f4nomo, gravando em fita, tudo junto, como se gravava antigamente. Ent\u00e3o, acho que a\u00ed est\u00e1 a chave, a\u00ed est\u00e1 a busca, tratar de encontrar uma sonoridade que seja cl\u00e1ssica e moderna.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ia perguntar justamente se voc\u00eas iriam trabalhar novamente com o Ad\u00e1n [Jodorowsky], j\u00e1 que pra mim existe um Bandalos Chinos antes e depois dos \u00e1lbuns produzidos pelo Ad\u00e1n, uma evolu\u00e7\u00e3o muito grande. Por que n\u00e3o v\u00e3o trabalhar mais com ele no pr\u00f3ximo disco? E como foi trabalhar com ele nos tr\u00eas \u00e1lbuns?<\/strong><br \/>\nTrabalhar com Ad\u00e1n \u00e9 muito bonito e seguiria trabalhando com ele, n\u00e3o descartamos. Ano passado estivemos no M\u00e9xico e gravamos algumas sess\u00f5es em seu novo est\u00fadio, existe uma inten\u00e7\u00e3o de seguir vinculados musicalmente com ele, mas j\u00e1 h\u00e1 um v\u00ednculo humano, porque Ad\u00e1n \u00e9 um amigo. \u00c9 um v\u00ednculo que se aprofundou ao longo dos discos. As pessoas mudam, de repente escutamos uma m\u00fasica, agora escutamos outra, agora temos vontade de soar de outra maneira. Ent\u00e3o, \u00e9 como\u2026 n\u00e3o sei, se relacionar com pessoas que podem te levar a lugares novos. Sentimos que com Ad\u00e1n fizemos uma busca muito legal, que nos fez crescer muito, mas tamb\u00e9m temos o desejo de gravar na Argentina e o Ad\u00e1n est\u00e1 baseado no M\u00e9xico, traz\u00ea-lo para Argentina por dois meses tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 muito f\u00e1cil. Ent\u00e3o, seguimos nossa intui\u00e7\u00e3o, se agora temos um est\u00fadio em Buenos Aires, se o produtor n\u00e3o quer vir, busquemos outra pessoa e seguimos em frente. N\u00e3o descartamos de no futuro voltar a trabalhar com Ad\u00e1n, porque trabalhar com Ad\u00e1n foi algo de muita aprendizagem de nivel t\u00e9cnico, mas tamb\u00e9m de muita aprendizagem de n\u00edvel emocional, de como se relacionar com a m\u00fasica, de como se relacionar com as pessoas que n\u00e3o fazem m\u00fasica, de onde colocar o foco. Qui\u00e7\u00e1 viemos de um processo de busca muito perfeccionista e o Ad\u00e1n nos ensinou a colocar o foco na emo\u00e7\u00e3o, no que te faz sentir mais pra c\u00e1 do que \u00e9 perfeito, do que \u00e9 imperfeito, isso que est\u00e1 fazendo a nivel m\u00fasica. Ent\u00e3o, penso que nos fez crescer muito, como voc\u00ea disse, existe um antes e depois de nosso caminho como artistas a partir do momento em que trabalhamos com Ad\u00e1n. N\u00f3s, internamente, brincamos que os tr\u00eas discos que fizemos com o Ad\u00e1n \u00e9 a \u201cTrilogia Jodorowsky\u201d, existe ali um grande selo de Ad\u00e1n, mesmo sendo o nosso aporte, mas h\u00e1 um selo de Ad\u00e1n, como sua forma de abordar a m\u00fasica que \u00e9 [imitando a voz grave de Ad\u00e1n], \u201cmuito Jodorowsky\u201d. \u00c9 muito filho de seu pai.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sempre tive a curiosidade em saber porque tantas bandas argentinas gravam no Sonic Ranch. Voc\u00eas gravaram l\u00e1, Conociendo Rusia, \u00c9l Mat\u00f3 a un Polic\u00eda Motorizado\u2026<\/strong><br \/>\nE existem outras mais. Come\u00e7a, em primeiro lugar, por causa do [Eduardo] Bergallo, que \u00e9 um engenheiro, produtor, um craque, que trabalha com um monte de artistas muito grandes, que \u00e9 argentino e ele come\u00e7ou a levar suas bandas para o Sonic Ranch. Penso que, depois, o outro lado \u00e9 que criou-se tamb\u00e9m uma certa empatia entre o dono do est\u00fadio, Tony [Rancich], e toda sua equipe, de nos receber. Porque, na verdade, \u00e9 muito caro para gente ir at\u00e9 l\u00e1 gravar. A esse dono [Tony] primou o art\u00edstico, a m\u00fasica e a inten\u00e7\u00e3o mais do que o econ\u00f4mico e foi dando oportunidade a todos para poder faz\u00ea-lo. Tem tamb\u00e9m uma certa m\u00edstica, porque tem um monte de artistas que gravaram ali, tem uma boa t\u00e9cnica, est\u00e1 localizado no meio do nada, em um povoado muito pequeno chamado Tornillo, que \u00e9 na fronteira com M\u00e9xico. Est\u00e1 totalmente ilhado, n\u00e3o tem transporte para ir a outros lugares, tem que viver dentro do est\u00fadio. Ent\u00e3o, est\u00e1 ali em contato com a m\u00fasica e com os artistas o tempo todo, \u00e9 muito nutritivo, \u00e9 como um camp, um retiro, para estar conectado com a m\u00fasica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Foco total na m\u00fasica\u2026<\/strong><br \/>\nSuper, super, e pra gente sempre nos pareceu muito sedutor desde o come\u00e7o. Depois, tamb\u00e9m \u00e9 como a Disney para os m\u00fasicos, todos os plugins que voc\u00ea tem no computador, ali voc\u00ea tem tudo f\u00edsico. Tem amplificador Leslie, v\u00e1rios pianos, v\u00e1rios pedais, console de grava\u00e7\u00e3o que pertenceu a Motown, onde gravaram, n\u00e3o sei, os Jackson 5, e depois foi da Madonna. Ent\u00e3o, tem toda a carga emotiva dos artistas que utilizam esses instrumentos. \u00c9 como um parque de divers\u00f5es, todas as vezes que fomos, n\u00e3o quer\u00edamos ir embora. Ent\u00e3o, agora mudamos o cen\u00e1rio, mudamos o contexto, e ver em outro contexto para onde vai a m\u00fasica dos Bandalos Chinos. Simplesmente isso, n\u00e3o \u00e9 que n\u00e3o queremos tudo isso, apenas queremos algo novo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Claro\u2026 E j\u00e1 pensaram em algu\u00e9m? Porque existem muitos produtores bons aqui na Argentina.<\/strong><br \/>\nEstamos iniciando uma etapa de composi\u00e7\u00e3o e pr\u00e9-produ\u00e7\u00e3o com FERMIN, n\u00e3o sei se voc\u00ea o conhece. \u00c9 um artista jovem, bastante novo, que \u00e9 o produtor de Dillom e trabalha nesse universo, a ideia \u00e9 nos vermos, come\u00e7ar a nos conhecer, para ver se funciona, se evoluiu com ele, sen\u00e3o iremos para outro lado.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Emmanuel Horvilleur, Bandalos chinos - Llamame LOLLAPALOOZA 2022\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/M94KxfpCJIE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Queria que voc\u00ea falasse um pouco sobre essa fraternidade que existe na cena argentina. Voc\u00ea mesmo toca com muita gente, estive em um show do Emmanuel Horvilleur no Niceto e voc\u00ea subiu para cantar &#8220;Llamame&#8221; com ele. Al\u00e9m disso, voc\u00ea e o Bandalos t\u00eam parcerias com com Miranda!, C\u00edtrico, Isla de Caras, Ainda, El Zar, Massacre, uma lista grande. Como \u00e9 essa integra\u00e7\u00e3o entre as m\u00fasicas da cena? N\u00e3o s\u00f3 a nova cena, mas tamb\u00e9m com o pessoal da velha guarda do rock nacional\u2026<\/strong><br \/>\nAcho que tem a ver como uma resposta, talvez, a falta de propostas que havia, s\u00f3 existiam os festivais mainstream como Lollapalooza, e o \u00fanico que podia fazer era esperar que um dia te chamasse para participar disso. Na verdade, isso [a fraternidade] surgiu como uma busca e uma necessidade de come\u00e7ar a criar nossos pr\u00f3prios espa\u00e7os. Ent\u00e3o, para isso, foi necess\u00e1rio come\u00e7ar a cruzar com bandas que n\u00f3s gost\u00e1vamos, que nos inspiraram, e de repente armar uma data em conjunto ou come\u00e7ar o nosso pr\u00f3prio festival. Come\u00e7ar a trazer artistas de C\u00f3rdoba e Mendoza para fazer um show em conjunto, come\u00e7ar a armar uma comunidade e um c\u00edrculo de artistas que se pode ir retroalimentando. Ent\u00e3o, voc\u00ea convida um artista de Mendoza e, quando vai a Mendoza, faz um concerto em conjunto para que se mesclem os p\u00fablicos. Isso foi se formando naturalmente, por necessidade, tipo, eu n\u00e3o posso fazer um concerto solo em C\u00f3rdoba, ent\u00e3o, nos juntamos com um artista de C\u00f3rdoba e compartilhamos a casa de show, fazemos um show com o p\u00fablico das duas bandas. Ent\u00e3o, come\u00e7ou por essa necessidade de ocupar esses espa\u00e7os e tamb\u00e9m uma resposta ao p\u00fablico. Porque existia um p\u00fablico que queria ver essas bandas ao vivo, que tinha vontade de ir a um festival que tocasse a gente, tocasse o Ruso [Conociendo Rusia], que tenha Marilina Bertoldi, que tenha Chechi [de Marcos], Ainda, etc, etc\u2026 Ent\u00e3o, vem desse lado e depois de uma coisa genu\u00edna de admira\u00e7\u00e3o. Eu gosto do que voc\u00ea faz e te digo. Entender que h\u00e1 lugar para todos, que n\u00e3o temos que competir por esse mini lugarzinho que existe, mostrar os dentes e se matar. Ningu\u00e9m se salva sozinho, ent\u00e3o, vamos fazer juntos. Foi algo que foi acontecendo naturalmente em resposta a uma \u00e9poca, a uma necessidade, tanto do p\u00fablico quanto das bandas. N\u00e3o foi algo pensado, foi mais uma resposta a uma realidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E, por exemplo, Bandalos e o Ruso tem carreiras que andam muito em paralelo, n\u00e3o? O Ruso foi ficando maior, o Bandalos tamb\u00e9m\u2026<\/strong><br \/>\nTotal, e \u00e9 muito lindo. Isso \u00e9 b\u00e1rbaro, uma situa\u00e7\u00e3o que se numa outra \u00e9poca, na velha guarda, existia um pouco mais de competi\u00e7\u00e3o e que hoje nessa gera\u00e7\u00e3o se traduz como algo mais fraterno, que compartilhamos os espa\u00e7os, porque h\u00e1 espa\u00e7o para todos. A Internet nos deu a oportunidade de democratizar tudo, que pode democratizar a m\u00fasica, mesmo que n\u00e3o fa\u00e7a sucesso discogr\u00e1fico, que n\u00e3o tenha nada, as pessoas podem te escutar e creio que foi isso que aconteceu na Argentina, que gerou essa cena de bandas alternativas, independentes, que n\u00e3o p\u00e1ra de crescer. Estamos conquistando lugares cada vez maiores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E tem outra coisa sobre o p\u00fablico da Argentina tamb\u00e9m, que \u00e9 muito apaixonado por suas bandas locais. Semanas atr\u00e1s, estive em shows no Niceto do Emmanuel Horvilleur (tr\u00eas datas esgotadas) e do Indios (duas datas esgotadas). Al\u00e9m deles, fui ver Babas\u00f3nicos e \u00c9l Mat\u00f3 na Movistar Arena, tamb\u00e9m esgotados. Como se explica essa paix\u00e3o dos argentinos pelo rock nacional? Porque \u00e9 algo louco, existe uma explica\u00e7\u00e3o pra isso?<\/strong><br \/>\nNa verdade \u00e9 que n\u00e3o [risos]. Se voc\u00ea vai ao est\u00e1dio tem gente apaixonada pelo River. Se vai ao est\u00e1dio voc\u00ea passa pelo mesmo, as pessoas cantando do come\u00e7o at\u00e9 o fim. Ou com a sele\u00e7\u00e3o passa o mesmo. Ou algo do tipo, tocam os Los Piojos e n\u00e3o se encontram mais entradas, as pessoas ficam loucas. Porque existe a\u00ed uma coisa que \u00e9 uma paix\u00e3o pelo local, pelo pr\u00f3prio, que \u00e9 algo que acaba se traduzindo, que devolve o p\u00fablico, que te devolve um monte de energia, te devolve um monte de apoio, te devolve tamb\u00e9m essa coisa que te confirma o caminho que voc\u00ea est\u00e1. Na verdade, \u00e9 que isso est\u00e1 muito bom, porque existe muita demanda, ent\u00e3o, \u00e9 uma selva e \u00e9 lindo. Como te disse, porque h\u00e1 lugar para muitos tipos de g\u00eaneros de m\u00fasica, de abordagens, e nos agrada fazer parte disso. N\u00e3o encontro uma explica\u00e7\u00e3o para pertencer a essa confraria de artistas que seguem cantando.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Falando ainda do rock nacional da Argentina, existe toda uma tradi\u00e7\u00e3o da can\u00e7\u00e3o propriamente dita, algo que vem de Luis Alberto Spinetta, Bandalos, passando por 1915, o Ruso, Fito Paez. Como \u00e9 fazer parte dessa tradi\u00e7\u00e3o e mant\u00ea-la viva?<\/strong><br \/>\nAcho que em algum momento da hist\u00f3ria existiu uma rejei\u00e7\u00e3o forte ao anglo, seguramente tem a ver com a Guerra das Malvinas [conflito armado entre Reino Unido e Argentina pelas Ilhas Malvinas, em 1982], mas antes j\u00e1 existia uma busca muito forte pelo rock em espanhol, rock daqui, feito aqui e cantado em nosso idioma. Penso que, por causa das Malvinas, isso se exacerba um pouco, se aprofunda e faz com que n\u00e3o exista espa\u00e7o para que venham esses supergrupos de rock dos anos 80. Ent\u00e3o, teve essa coisa de come\u00e7armos a fazer o nosso. Inconsciente, digo, que estava no inconsciente coletivo, n\u00e3o era algo que as pessoas estivessem de acordo, que foi acontecendo. Mas, vendo em perspectiva, acho que responde um pouco a isso, a reten\u00e7\u00e3o que houve em algum momento para consumir m\u00fasica feita em outros lugares, ou que estava mal visto, talvez, e a partir disso uma resposta dos jovens que disseram, \u201cbom, ok, temos um vazio neste lugar, agora que n\u00e3o v\u00e3o vir essas superbandas, toquemos n\u00f3s mesmos\u201d. Creio que foi uma resposta a isso e com os anos foi se aprofundando e, tamb\u00e9m, bandas como Soda Stereo, Los Enanitos Verdes, que conquistaram a regi\u00e3o, que viajavam a qualquer pa\u00eds da Am\u00e9rica Latina. Se voc\u00ea entrasse em uma verdureria, kiosco, ou clube de praia, poderia estar tocando Soda Stereo, Los Enanitos ou mais artistas, nesse momento, como Los Aut\u00e9nticos Decadentes, Babas\u00f3nicos, os Los Caligaris, que no M\u00e9xico s\u00e3o enormes. Foi uma resposta a um momento e isso foi se aprofundando com o tempo. Ao mesmo tempo, estamos no cu do mundo, ent\u00e3o, bem, geramos o nosso, estamos aqui no fundo, geramos n\u00f3s mesmos ou n\u00e3o haver\u00e1 ningu\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como est\u00e1 sendo fazer m\u00fasica e cultura nesses seis meses de governo de Javier Milei? Uma crise que se estende do social ao cultural, com ataques \u00e0 artistas, como a Lali Esp\u00f3sito, e desmonte de \u00e1reas importantes que v\u00e3o do teatro ao cinema, na m\u00fasica\u2026 S\u00e3o apenas seis meses, mas, n\u00f3s, aqui no Brasil, passamos por quatro anos uma situa\u00e7\u00e3o parecida e n\u00e3o foi f\u00e1cil. Como est\u00e3o fazendo para resistir mentalmente e para seguir fazendo o que gostam, seguir fazendo cultura?<\/strong><br \/>\nSim, est\u00e1 sendo um momento muito complicado, est\u00e3o acontecendo muitas travas, se trouxe a mesa como que esse debate de que a arte \u00e9 exclusivamente proselitista e partid\u00e1ria e, na verdade, n\u00e3o poderia discordar mais desse discurso. Por sua vez, tamb\u00e9m \u00e9 que aqui na Argentina j\u00e1 estamos acostumados a todo tipo de crises e que a arte vai resistir, que a cultura vai resistir. Nesse momento, v\u00e3o se desenvolver os espa\u00e7os mais paraculturais e v\u00e3o aparecer espa\u00e7os independentes, penso que vai impulsionar o desenvolvimento de novos espa\u00e7os porque, economicamente, n\u00e3o est\u00e3o pegando um pouco de financiamento. Todos festivais e todas as festas que existem, nos povoados do interior, existe todo um circuito de shows gratuitos para o povo e, obviamente, se desfinanciou e n\u00e3o est\u00e1 acontecendo. O pior de tudo \u00e9 ter acontecido todo esse ataque aos artistas, normalizar esse discurso no qual diz que n\u00f3s artistas vivemos na teta do Estado, que somos flagelos que vivem somente da grana do Estado, o que n\u00e3o \u00e9 certo. Como voc\u00ea mesmo disse, existe um monte de eventos acontecendo e a maioria s\u00e3o privados, h\u00e1 uma crise econ\u00f4mica, mas as pessoas compram igual seus ingressos, \u00e9 mais dif\u00edcil vender ingressos, mais do que nos \u00faltimos anos, porque com a \u1e55andemia houve um florescimento de shows ao vivo. As pessoas gastavam at\u00e9 o que n\u00e3o tinham para ir a um concerto. Acho que agora acalmou um pouco e, acompanhado por esse momento pol\u00edtico, est\u00e1 vindo menos impulso e menos desenvolvimento. Mas, como te dizia, acho que \u00e9 um bom momento para desenvolver a paracultura e creio que estamos acostumados \u00e0s crises.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Esse momento pol\u00edtico de alguma forma vai influenciar nas novas composi\u00e7\u00f5es dos Bandalos?<\/strong><br \/>\nSim, isso \u00e9 ineg\u00e1vel que aconte\u00e7a e \u00e9 como algo inevit\u00e1vel, que sucede, que passa e que nos toca de perto. Qui\u00e7\u00e1, em outro momento n\u00e3o sent\u00edamos tanto a necessidade de sair a falar, mas hoje acho que sim, est\u00e1 mudando um pouco isso, porque nos sentimos atacados indireta ou diretamente. Ent\u00e3o, acho que isso vai terminar traduzindo em nossa m\u00fasica, como fizemos em outro momento, em outras can\u00e7\u00f5es, em outras circunst\u00e2ncias que nos atravessaram. Mas, todavia, ainda n\u00e3o est\u00e3o feitas as nossas can\u00e7\u00f5es, come\u00e7am a se formar, come\u00e7am a se formar como conceito, como uma busca em n\u00edvel po\u00e9tico, mas creio que sim, n\u00e3o estranhe que isso acabe refletido em nossa m\u00fasica e na m\u00fasica de v\u00e1rios artistas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Para finalizar, queria que voc\u00ea deixasse uma mensagem para os f\u00e3s brasileiros dos Bandalos Chinos que finalmente v\u00e3o poder ir a um show de voc\u00eas.<\/strong><br \/>\nQueria deixar essa mensagem de gratid\u00e3o aos nossos f\u00e3s brasileiros, que nos t\u00eam apoiado, que tem nos escutado. Aos produtores que contam com a gente para esse festival em Macei\u00f3. Temos uma expectativa muito alta, temos muita vontade desse encontro, essa primeira vez com o p\u00fablico brasileiro. Vamos dar tudo de si como fazemos em todos os concertos e venham preparados para dan\u00e7ar.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Bandalos Chinos - &quot;Departamento&quot; (en vivo Isle of Light 2024)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/S7Y8pAayzgs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Bandalos Chinos - Full Performance (Live on KEXP)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/sNUJG5eAjkQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"BANDALOS CHINOS | \u00a1Show Completo! en el Festival Futurock en Tecn\u00f3polis 2023\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/tXylZYhTqJI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>&#8211; <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/brumerang\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bruno Dias<\/a> \u00e9 jornalista e um dos respons\u00e1veis pelo lend\u00e1rio Urbanaque. 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