{"id":82790,"date":"2024-08-06T00:02:12","date_gmt":"2024-08-06T03:02:12","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=82790"},"modified":"2024-09-04T16:52:48","modified_gmt":"2024-09-04T19:52:48","slug":"entrevista-royel-otis-comenta-sobre-sucesso-covers-e-o-disco-pratts-pain","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/08\/06\/entrevista-royel-otis-comenta-sobre-sucesso-covers-e-o-disco-pratts-pain\/","title":{"rendered":"Entrevista: Royel Otis comenta sobre sucesso, covers e o disco &#8220;Pratts &amp; Pain&#8221;"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/ociocretino\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Alexandre Lopes<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Os bares me deixaram b\u00eabado, mas tudo bem \/ Est\u00e1 tudo bem&#8221;. Estas frases do single &#8220;IHYSM&#8221;, d\u00e3o um r\u00e1pido vislumbre do clima \u00e9brio de &#8220;<a href=\"https:\/\/royelotis.ffm.to\/prattsandpain\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pratts &amp; Pain<\/a>&#8220;, o primeiro disco cheio lan\u00e7ado em fevereiro deste ano pela dupla australiana <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/royelotis\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Royel Otis<\/a>. N\u00e3o por acaso, o \u00e1lbum \u00e9 batizado por um trocadilho com Pratts &amp; Payne, o pub londrino onde Royel Maddell (guitarra solo, baixo, sintetizadores) e Otis Pavlovic (vocais, guitarra, piano) escreveram parte das letras em meio \u00e0s sess\u00f5es de grava\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Considerando que a dupla j\u00e1 declarou ter se conhecido em um bar na cidade litor\u00e2nea de Byron Bay, na Austr\u00e1lia, pergunto se n\u00e3o seriam muitas coincid\u00eancias e refer\u00eancias a bodegas na hist\u00f3ria do grupo. &#8220;Talvez\u2026 Quer dizer, somos australianos, ent\u00e3o sempre h\u00e1 muitos bares e pubs&#8221;, justifica Royel. Sendo tamb\u00e9m proveniente de um munic\u00edpio praieiro, acho que consigo compreender um pouco da conjuntura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O duo segue surfando na repercuss\u00e3o viral de dois covers que soltou este ano: &#8220;Murder on the Dancefloor&#8221; (famosa na voz de Sophie Ellis-Bextor, em 2001, e recentemente ressuscitada pela trilha do filme &#8220;<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/01\/04\/critica-saltburn-de-emerald-fennell-e-o-botafogo-da-temporada-2023-de-cinema\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Saltburn<\/a>&#8220;, em 2023) e &#8220;Linger&#8221;, dos Cranberries. As vers\u00f5es foram feitas ao vivo e de forma descompromissada em programas das r\u00e1dios Triple J e SiriusXM, mas viraram sucessos no Tik Tok, fazendo com que o Royel Otis entrasse na parada Rock &amp; Alternative Airplay da Billboard e at\u00e9 o momento acumule mais de nove milh\u00f5es de ouvintes mensais no Spotify.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Royel Otis cover Sophie Ellis-Bextor&#039;s &#039;Murder on the Dancefloor&#039; for Like A Version\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/sQyL3mUVDWA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A aten\u00e7\u00e3o sobre eles tamb\u00e9m se manifestou al\u00e9m do ambiente digital, com o esgotamento de ingressos em v\u00e1rios shows nos Estados Unidos no primeiro semestre e participa\u00e7\u00f5es em festivais na Europa ao longo do ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas embora estes &#8220;hits acidentais&#8221; tenham impulsionado a carreira do Royel Otis, a musicalidade da dupla vai bem al\u00e9m destes covers. Os dois m\u00fasicos come\u00e7aram a trabalhar juntos em 2019, depois que Otis enviou por e-mail a Royel algumas ideias que tinha gravado. O guitarrista gostou do que ouviu e come\u00e7ou a trabalhar em novas demos destas composi\u00e7\u00f5es. A parceria desembocou nos EPs &#8220;Campus&#8221; (2021), &#8220;Bar n Grill&#8221; (2022) e &#8220;Sofa Kings&#8221; (2023), que j\u00e1 traziam algumas p\u00e9rolas do indie pop, p\u00f3s-punk e alguma psicodelia, auxiliados pelo produtor Chris Collins em seu est\u00fadio em Byron Bay.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para &#8220;<a href=\"https:\/\/royelotis.ffm.to\/prattsandpain\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pratts &amp; Pain<\/a>&#8221; o duo optou por gravar a maior parte das faixas em Londres com o vencedor do Grammy Dan Carey (respons\u00e1vel por discos bombados de Wet Leg, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/04\/04\/c6-fest-2024-cinco-curiosidades-sobre-os-indies-do-squid-que-tocam-na-noite-de-jair-naves-cat-power-e-pavement\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Squid<\/a>, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/06\/07\/entrevista-fontaines-d-c-adianta-o-que-vem-por-ai-em-seu-novo-album-e-o-baterista-tom-coll-comenta-ligacao-com-o-samba\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fontaines D.C.<\/a> e <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/12\/01\/primavera-sound-black-midi-vai-do-inferno-a-broadway-em-show-insano-e-divertido\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Black Midi<\/a>), que tamb\u00e9m assumiu o baixo em algumas faixas. Essa nova produ\u00e7\u00e3o resultou em uma sonoridade um pouco mais org\u00e2nica do que nos trabalhos anteriores, com menor presen\u00e7a de synths e uma sensa\u00e7\u00e3o de banda ao vivo com toques de indie pop inspirado em <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/12\/05\/primavera-sound-sp-the-cure-lava-a-alma-dos-fas-em-fim-de-semana-de-grandes-shows\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">The Cure<\/a>, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/02\/20\/a-estreia-dos-smiths-completa-30-anos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Smiths<\/a>, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/01\/14\/is-this-it-e-realmente-importante\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Strokes<\/a> e <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/10\/20\/tres-filmes-schumacher-val-the-velvet-underground\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Velvet Underground<\/a>, entre outros. E no meio disso tudo, o duo tamb\u00e9m aproveitou para surrupiar espertamente suas refer\u00eancias: &#8220;Sofa King&#8221; cont\u00e9m um sample de bateria de &#8220;Fools Gold&#8221; dos <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/08\/04\/a-capa-do-disco-the-stone-roses-e-jackson-pollock\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Stone Roses<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas agora que o Royel Otis est\u00e1 ficando cada vez mais conhecido, como a dupla lida com isso? &#8220;Eu pessoalmente queria fazer m\u00fasica para n\u00e3o ter que trabalhar, mas na verdade eu n\u00e3o percebia o quanto de trabalho estava envolvido em fazer m\u00fasica&#8221;, diz Maddell, entre o desabafo e a piada. A banda parece um pouco atordoada pelos compromissos de v\u00e1rias entrevistas e apresenta\u00e7\u00f5es seguidas, mas tamb\u00e9m segue cautelosa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 press\u00e3o que vem recebendo.&#8221;Eu acho que sempre h\u00e1 press\u00e3o, mas tudo bem&#8221;, opina Pavlovic. &#8220;Qualquer trabalho que voc\u00ea fizer, haver\u00e1 press\u00e3o. Seja uma press\u00e3o que voc\u00ea mesmo se imp\u00f5e ou de outras pessoas, mas continuamos fazendo o que sempre fazemos e veremos o que acontece&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em meio a todo o hype recente, a dupla ainda consegue manter um pouco de mist\u00e9rio: em fotos, clipes e apresenta\u00e7\u00f5es ao vivo, Royel Maddell sempre mant\u00e9m os cabelos tingidos de vermelho cobrindo o rosto, revelando muito pouco de sua face \u2013 chegando a lembrar um pouco Kurt Cobain. E durante todo o papo que Scream &amp; Yell teve com a dupla via Zoom, o duo manteve a c\u00e2mera desligada. Mas na r\u00e1pida conversa que tivemos, os dois at\u00e9 entregaram outros covers que chegaram a brincar nos ensaios e at\u00e9 t\u00edtulos de can\u00e7\u00f5es que n\u00e3o entraram no \u00faltimo \u00e1lbum. Segue abaixo.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Royel Otis - Adored (Official Music Video)\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/NbORHQk88-s?list=OLAK5uy_kWJOm4i1OHbM0VEtuB7UQeaadrNWpnk1Y\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Bom, pode-se dizer que voc\u00eas est\u00e3o passando por um momento muito crucial na sua carreira, com shows esgotados, n\u00fameros em plataformas de streaming crescendo, entrevistas o tempo todo&#8230; Como vai tudo isso? Incomoda voc\u00eas?<\/strong><br \/>\nRoyel: Definitivamente n\u00e3o \u00e9 algo que incomoda, mas acho que ainda estamos nos adaptando ao quanto ocupadas e loucas nossas agendas est\u00e3o ficando. Eu acho bom. Pessoalmente queria fazer m\u00fasica para n\u00e3o ter que trabalhar, mas na verdade eu n\u00e3o percebia o quanto de trabalho estava envolvido em fazer m\u00fasica (risos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Otis: Acho que ainda estamos descobrindo enquanto tudo acontece.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas gravaram esse \u00faltimo \u00e1lbum em tr\u00eas semanas em Londres. Como foi?<\/strong><br \/>\nOtis: Foi bom, est\u00e1vamos quase todos os dias no est\u00fadio, gravando. Cheg\u00e1vamos l\u00e1 \u00e0s 10h e depois sa\u00edamos \u00e0s 18h, mas foi divertido. Trabalhar com Dan foi muito legal e ele estava com sua cachorra Poppy no est\u00fadio o tempo todo, o que \u00e9 bom porque ela recebeu bons carinhos!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Royel: Sim, algumas das faixas foram feitas com Chris Collins na Austr\u00e1lia, o que foi \u00f3timo. Ele \u00e9 um cavalheiro absoluto, mas foi meio louco porque sentimos que havia muita press\u00e3o sobre n\u00f3s na \u00e9poca. Tentamos fazer com que sent\u00edssemos o m\u00ednimo de press\u00e3o poss\u00edvel e apenas tentamos ir com calma. Acho que Dan meio que sentiu isso tamb\u00e9m e ele tinha a mesma mentalidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Dan Carey trabalhou em discos de muitas bandas legais, como Wet Leg, Squid, Fontaines D.C. e Black Midi. Como foi trabalhar com ele?<\/strong><br \/>\nRoyel: N\u00f3s j\u00e1 t\u00ednhamos trabalhado bastante com Chris, ent\u00e3o era algo novo trabalhar com Dan. Foi intimidante no come\u00e7o porque, como voc\u00ea disse, ele fez tantas coisas legais e somos grandes f\u00e3s de tudo isso. Ent\u00e3o foi intimidante no come\u00e7o, mas depois que o conhecemos, ele \u00e9 um querido com um olhar muito intenso. Ele olha diretamente para sua alma, mas ele est\u00e1 apenas enxergando a beleza dela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Notei que neste primeiro \u00e1lbum voc\u00eas est\u00e3o em uma abordagem diferente, \u00e9 como se houvesse menos sintetizadores e a bateria se sobressai mais. Ouvi dizer que o sobrinho de 11 anos de Dan Carey, Archie, tocou bateria em duas faixas. Como isso aconteceu?<\/strong><br \/>\nOtis: Archie apareceu e n\u00f3s t\u00ednhamos essas duas faixas, &#8220;Velvet&#8221; e &#8220;Big Ciggie&#8221; e pensamos que seria legal para a vibe dessas can\u00e7\u00f5es, porque elas poderiam ser um pouco mais ruidosas e\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Royel: Ao vivo!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Otis: Isso, ao vivo. E Dan disse &#8220;esse \u00e9 meu sobrinho Archie, ele poderia tocar bateria nelas, seria t\u00e3o legal&#8221;. E ent\u00e3o Archie entrou, pulou na bateria e mandou bem demais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Royel: Foi t\u00e3o legal, foi \u00f3timo!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Otis: Ele estava t\u00e3o animado e n\u00f3s ficamos todos animados com isso tamb\u00e9m. Foi como se tiv\u00e9ssemos gravado tudo ao vivo e sim, foi incr\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Royel: Foi muito divertido e n\u00f3s definitivamente quer\u00edamos ter esse som mais org\u00e2nico ao inv\u00e9s de muitos instrumentos tipo synths no \u00e1lbum.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>D\u00e1 para perceber isso ouvindo o &#8220;Pratts &amp; Pain&#8221;. E acho que isso tamb\u00e9m serviu para refor\u00e7ar o sentimento das letras, que s\u00e3o bem cruas e honestas. Voc\u00eas escrevem as letras juntos, como funciona?<\/strong><br \/>\nOtis: Sim (escrevemos juntos), mas depende das m\u00fasicas\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Royel: \u00c0s vezes juntos, \u00e0s vezes separados. Mas em algumas m\u00fasicas deste \u00e1lbum, n\u00f3s simplesmente jog\u00e1vamos as frases e cuspimos umas ideias enquanto est\u00e1vamos em um pub chamado Pratts &amp; Payne.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O pub que deu o nome do disco, certo? Eu li que voc\u00eas decidiram come\u00e7ar a banda quando se conheceram em um bar, voc\u00eas j\u00e1 eram amigos, mas n\u00e3o t\u00e3o pr\u00f3ximos. E agora o \u00faltimo \u00e1lbum leva o nome de um bar onde voc\u00eas escreveram as letras. N\u00e3o s\u00e3o muitas coincid\u00eancias tudo girar ao redor de bares? J\u00e1 pensaram nisso? (risos)<\/strong><br \/>\nRoyel: Talvez\u2026 Quer dizer, somos australianos, ent\u00e3o sempre h\u00e1 muitos bares e pubs\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Otis: Muitos bares e pubs!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Royel: Acho que todos eles s\u00e3o ambientes sociais. Mas quando est\u00e1vamos escrevendo algumas letras e outras coisas no pub, n\u00e3o havia mais ningu\u00e9m l\u00e1. Ent\u00e3o n\u00e3o era com essa fun\u00e7\u00e3o social, era mais como um lugar para ficar um tempo fora do est\u00fadio, porque est\u00e1vamos sempre na sala de est\u00fadio gravando e era mais como uma pausa, para ir a outro lugar para sentar e escrever um pouco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tamb\u00e9m ouvi dizer que voc\u00eas cortaram tr\u00eas m\u00fasicas do \u00e1lbum, \u00e9 verdade?<\/strong><br \/>\nOtis: Isso \u00e9 verdade sim, houve tr\u00eas que ficaram de fora sim<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por que? Voc\u00eas acharam que isso n\u00e3o se encaixava no contexto do \u00e1lbum? Voc\u00eas pretendem lan\u00e7\u00e1-las de alguma outra forma?<\/strong><br \/>\nOtis: Talvez. Acho que tinha uma m\u00fasica chamada &#8220;Rhino&#8221;, a outra se chamava &#8220;Slushy&#8221; e n\u00e3o consigo me lembrar da outra\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Royel: &#8220;Big Boy&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Otis: Isso, &#8220;Big Boy&#8221;. Talvez a gente lance um dia. Mas acho que n\u00e3o entraram porque n\u00e3o necessariamente funcionavam naquela sequ\u00eancia do disco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Royel: Acho que ainda n\u00e3o fizemos justi\u00e7a ao potencial que as m\u00fasicas poderiam ter alcan\u00e7ado.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Royel Otis \u2014 Linger (The Cranberries Cover) [Live @ SiriusXM]\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/JGUVB19e13s?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas gravaram as vers\u00f5es de &#8220;Murder on the Dancefloor&#8221; e &#8220;Linger&#8221;, mas parece que voc\u00eas tamb\u00e9m consideraram &#8220;Build Me Up, Butter Cup&#8221; do The Foundations e uma m\u00fasica do The Hives. Qual seria essa do Hives (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/07\/29\/entrevista-um-bate-papo-exclusivo-com-the-hives-sobre-a-morte-do-rock-e-ninjas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">eles v\u00e3o tocar no Brasil logo mais<\/a>)?<\/strong><br \/>\nRoyel: Ah, est\u00e1vamos apenas nos divertindo no est\u00fadio, tocando &#8220;Hate to Say I Told You So&#8221;. Mas est\u00e1vamos apenas esquentando um pouco e nos divertindo, apenas gritando. Mas era num ensaio, n\u00e3o no est\u00fadio de grava\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Otis: Mas sim, est\u00e1vamos apenas tentando tocar umas m\u00fasicas e vendo o que funcionaria ou n\u00e3o, mas acho que &#8220;Murder on the Dancefloor&#8221; foi a que acabou dando mais certo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Acho que a m\u00fasica dos Foundations poderia ser uma \u00f3tima escolha tamb\u00e9m. Eu ficaria curioso para ouvir uma vers\u00e3o de voc\u00eas.<\/strong><br \/>\nRoyel: Legal!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Otis: Eu amo essa m\u00fasica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>De volta ao \u00e1lbum: como surgiu a foto da capa? Parece que voc\u00eas est\u00e3o ali esperando para serem chicoteados&#8230; Ou como se voc\u00eas estivessem se segurando para n\u00e3o cair. Qual \u00e9 o conceito real?<\/strong><br \/>\nOtis: Originalmente, aquela foto nossa segurando na parede deveria ter sido cortada e editada para parecer que est\u00e1vamos nos segurando ali, mas&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Royel: \u2026mas ent\u00e3o pensamos que seria engra\u00e7ado e interessante deix\u00e1-la por inteiro, para mostrar que nossos p\u00e9s est\u00e3o realmente firmes no ch\u00e3o (risos)<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-82794\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/royelotis.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/royelotis.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/royelotis-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/royelotis-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas j\u00e1 mencionaram Alessi Brothers e The Vines como bandas que t\u00eam em comum. Que outras bandas e artistas voc\u00eas gostam e acham que influenciam voc\u00eas direta ou indiretamente?<\/strong><br \/>\nOtis: S\u00e3o tantas coisas, e se n\u00e3o nos influenciou intencionalmente eu n\u00e3o saberia dizer, mas&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Royel: The Cure, eu acho. DIIV tamb\u00e9m, o primeiro \u00e1lbum deles eu acho que definitivamente foi bem importante para mim. E os Strokes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Otis: Sim, Strokes, The Vines\u2026 Modern Lovers tamb\u00e9m!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>J\u00e1 que voc\u00eas mencionaram o DIIV, <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/C7WpOzduAqo\/?img_index=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">eles v\u00e3o tocar aqui no Brasil em setembro<\/a>. Por acaso voc\u00eas tem planos de vir ao Brasil tamb\u00e9m?<\/strong><br \/>\nOtis: Ah, n\u00f3s queremos ir!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Royel: N\u00f3s definitivamente queremos ir. Mas com todos os shows que faremos este ano, n\u00f3s n\u00e3o teremos nenhum tempo livre para isso. J\u00e1 estava tudo agendado antes de termos qualquer tipo de sucesso. Ent\u00e3o n\u00e3o sab\u00edamos na \u00e9poca de agendamento que haveria uma base de f\u00e3s no Brasil. Mas \u00e9 legal saber que existe e o apoio que recebemos de voc\u00eas \u00e9 incr\u00edvel, ent\u00e3o obrigado por isso, chegaremos a\u00ed o mais r\u00e1pido poss\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ap\u00f3s a pandemia, muitos m\u00fasicos relataram problemas com turn\u00eas interestaduais e internacionais, devido aos altos custos. Como isso est\u00e1 indo para voc\u00eas?<\/strong><br \/>\nOtis: \u00c9, definitivamente est\u00e1 caro. Eu n\u00e3o sei como dizer isso, mas sim, \u00e9 uma coisa cara de se fazer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Royel: Felizmente temos muita ajuda de nossa equipe e de nossa gravadora [Ourness], que conseguiram encontrar subs\u00eddios do governo [australiano] e coisas assim, ent\u00e3o para qualquer banda que voc\u00ea conhece que esteja procurando fazer uma turn\u00ea ou algo do tipo, eu sugeriria se inscrever para receber subs\u00eddios do governo, pois muitas vezes s\u00e3o concedidos e que ajudam muito com o lado financeiro disso. Caso contr\u00e1rio, voc\u00ea tamb\u00e9m precisa ter um estado mental muito forte porque \u00e9 dif\u00edcil superar tudo isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas come\u00e7aram a lan\u00e7ar m\u00fasicas durante a pandemia, e agora voc\u00eas embarcaram em v\u00e1rias turn\u00eas com o primeiro disco. Quais s\u00e3o os pr\u00f3ximos passos para voc\u00eas?<\/strong><br \/>\nOtis: Vamos viajar at\u00e9 o final de dezembro, estamos fazendo um festival agora na Europa e no Reino Unido, ent\u00e3o estamos indo para a Am\u00e9rica do Norte e faremos outra turn\u00ea e depois voltando para o Reino Unido e Europa para sermos headliners em outra turn\u00ea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Royel: N\u00e3o teremos nenhuma folga at\u00e9 o in\u00edcio do pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas pretendem gravar material novo depois disso ou apenas descansar? Ou seria muito cedo para saber?<\/strong><br \/>\nOtis: Provavelmente gravaremos algo durante as turn\u00eas. \u00c0s vezes aparece algum tempo para fazer isso. N\u00e3o muito tempo, mas quando terminarmos as turn\u00eas tamb\u00e9m devemos gravar algo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Royel: Temos que continuar escrevendo, continuar criando.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A banda ao vivo \u00e9 complementada por mais m\u00fasicos, mas voc\u00eas acham que \u00e9 mais f\u00e1cil de trabalhar em duas pessoas? Ou voc\u00eas pretendem compor com os outros caras para o pr\u00f3ximo lan\u00e7amento?<\/strong><br \/>\nOtis: Acho que para algumas de nossas coisas provavelmente \u00e9 melhor ser uma dupla, porque nem tudo precisa ser muito complicado. Trabalhamos geralmente assim, mas quem sabe o que o futuro reserva? Talvez sim, porque quando todos n\u00f3s tocamos juntos \u00e9 bem mais divertido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Royel: Eu definitivamente acho mais f\u00e1cil escrever can\u00e7\u00f5es com menos pessoas. Mas o processo de grava\u00e7\u00e3o delas \u00e9 muito mais f\u00e1cil com os outros caras. Quero dizer, ainda n\u00e3o gravamos com eles, mas sim, tenho certeza de que seria muito mais f\u00e1cil do que ter que gravar todos os instrumentos n\u00f3s mesmos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tempos atr\u00e1s na ind\u00fastria musical, o segundo \u00e1lbum de uma banda era considerado o momento crucial de uma carreira, com a press\u00e3o para continuar o sucesso. J\u00e1 que voc\u00eas lan\u00e7aram tr\u00eas EPs antes, voc\u00ea acha que foi uma boa maneira de evitar esse tipo de coisa? Ou ainda existe muita press\u00e3o do mesmo jeito?<\/strong><br \/>\nRoyal: Muita press\u00e3o! Vou me transformar em um diamante a qualquer minuto com toda essa press\u00e3o, sabe? (risos)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Otis: Eu acho que sempre h\u00e1 press\u00e3o, mas tudo bem. Qualquer trabalho que voc\u00ea fizer, haver\u00e1 press\u00e3o. Seja uma press\u00e3o que voc\u00ea mesmo se imp\u00f5e ou de outras pessoas, mas continuamos fazendo o que sempre fazemos e veremos o que acontece.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Royel Otis - Live at Pratts &amp; Payne\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/76LMlVPekiw?list=PLHv0MmYNXvzWDP3D5XKnzcYyWwl1ONvO9\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Royel Otis - Full Performance (Live from the KROQ Helpful Honda Sound Space)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/hdwoODrueFE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Behind Royel Otis&#039; cover of Sophie Ellis-Bextor&#039;s &#039;Murder on the Dancefloor&#039; for Like A Version\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/WGF7eHffE_I?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>\u2013 Alexandre Lopes (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/ociocretino\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">@ociocretino<\/a>) \u00e9 jornalista e assina o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ociocretino.blogspot.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">www.ociocretino.blogspot.com.br<\/a>.\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;Os bares me deixaram b\u00eabado, mas tudo bem \/ Est\u00e1 tudo bem&#8221;. 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