{"id":82596,"date":"2024-07-24T23:24:45","date_gmt":"2024-07-25T02:24:45","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=82596"},"modified":"2024-09-13T02:19:12","modified_gmt":"2024-09-13T05:19:12","slug":"em-lavaca-clarissa-ferreira-mistura-generos-musicais-numa-jornada-que-discute-os-ditames-da-cultura-gaucha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/07\/24\/em-lavaca-clarissa-ferreira-mistura-generos-musicais-numa-jornada-que-discute-os-ditames-da-cultura-gaucha\/","title":{"rendered":"Em \u201cLaVaca\u201d, Clarissa Ferreira mistura g\u00eaneros musicais em uma jornada que discute os ditames da cultura ga\u00facha"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/renan.machadoguerra\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Renan Guerra<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Crescer no Rio Grande do Sul pode ser um tanto agridoce para quem n\u00e3o se encaixa em determinadas normas. Famoso por ter uma cultura forte e que celebra suas ra\u00edzes, o Rio Grande do Sul \u00e9 constru\u00eddo sobre uma \u00e9gide extremamente patriarcal, algo que remonta a sua forma\u00e7\u00e3o colonial e que seria apenas exacerbado com a chegada de imigrantes italianos e alem\u00e3es \u2013 em um cen\u00e1rio de apagamento de culturas ind\u00edgenas e afro diasp\u00f3ricas presentes na regi\u00e3o. A cultura ga\u00facha \u00e9 remontada no s\u00e9culo XX a partir de um universo que celebra bin\u00f4mios bem estabelecidos do que \u00e9 masculino e do que \u00e9 feminino e de um cen\u00e1rio rural de pecu\u00e1ria e extrativismo. Apesar de existir uma ampla cultura alternativa no estado, que vai da m\u00fasica ao cinema, com uma forte literatura, muitos desses artistas partem de uma perspectiva de afastamento desses cen\u00e1rios cl\u00e1ssicos, alternando ora uma ironia fina sobre essa cultura ora um distanciamento que busca apenas o cosmopolitismo total. Raros artistas se desdobram sobre possibilidades de repensar e remexer nessas ra\u00edzes de forma clara e s\u00e9ria, sem apelar para o humor. Esse \u00e9 o caso do trabalho de <a href=\"https:\/\/www.clarissaferreira.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Clarissa Ferreira<\/a>, que lan\u00e7ou recentemente seu disco de estreia, \u201c<a href=\"https:\/\/www.clarissaferreira.com\/about-1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">LaVaca<\/a>\u201d (2024).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Clarissa \u00e9 doutora em etnomusicologia, pesquisadora e professora da gradua\u00e7\u00e3o em m\u00fasica popular da Universidade Federal de Pelotas. Com um olhar s\u00e9rio e amplo sobre a cultura nativista ga\u00facha, ela pesquisa h\u00e1 anos o cen\u00e1rio musical no interior do estado. Para explicar de forma resumida para quem nunca visitou o interior do RS \u00e9 importante esclarecer que o estado tem uma s\u00f3lida cultura musical que movimenta o mercado interno, com a produ\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de uma s\u00e9rie de artistas e bandas que produzem seus discos, lan\u00e7am suas can\u00e7\u00f5es e circulam por festivais musicais nativistas \u2013 que seguem aquele conceito antigo de festival, isto \u00e9, de competi\u00e7\u00e3o, tipo os festivais da can\u00e7\u00e3o que rolavam na TV nos anos 1960, 1970 e 1980, com composi\u00e7\u00f5es in\u00e9ditas e a apresenta\u00e7\u00e3o de novos artistas. Esse cen\u00e1rio \u00e9 fonte de pesquisa para Clarissa que ainda se debru\u00e7ou sobre outras quest\u00f5es bastante importantes dentro dessa cultura, como a rela\u00e7\u00e3o com o meio ambiente, com o espa\u00e7o e a produ\u00e7\u00e3o rural, bem como a presen\u00e7a e a representa\u00e7\u00e3o feminina. Tudo isso resultou em diferentes projetos e produ\u00e7\u00f5es \u2013 como o livro \u201c<a href=\"https:\/\/www.clarissaferreira.com\/product-page\/livro-gauchismol%C3%ADquido\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Gauchismo L\u00edquido: reflex\u00f5es contempor\u00e2neas sobre a cultura do Rio Grande do Sul<\/a>\u201d, publicado pela Editora Coragem em 2022 \u2013, e que agora des\u00e1gua em m\u00fasica no disco \u201cLaVaca\u201d.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-82598\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/lavaca.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"530\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/lavaca.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/lavaca-300x212.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/lavaca-120x85.jpg 120w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lan\u00e7ado em abril nas plataformas (e, tamb\u00e9m, <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=SaAZhEqMr3s\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">como \u00e1lbum visual<\/a> no Youtube e <a href=\"https:\/\/www.clarissaferreira.com\/product-page\/livro-conceito-lavaca\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">livro conceito<\/a>), um m\u00eas antes das grandes enchentes que assolaram o estado, \u201cLaVaca\u201d poderia ser visto por alguns como um trabalho que nasce no tempo errado, por ser uma cr\u00edtica direta \u00e0 cultura de uma regi\u00e3o fragilizada. Por\u00e9m, pelo contr\u00e1rio, o disco de Clarissa Ferreira \u00e9 um manifesto ainda mais urgente e ganha contornos ainda mais fortes dentro desse cen\u00e1rio de destrui\u00e7\u00e3o ambiental e descaso governamental. A cr\u00edtica proposta por Clarissa parte de um cen\u00e1rio de respeito total pela hist\u00f3ria e pela cultura nativista local, n\u00e3o por um olhar de nega\u00e7\u00e3o e destrui\u00e7\u00e3o, mas sim por uma perspectiva de apresentar novas narrativas e olhares a essa constru\u00e7\u00e3o do que \u00e9 ser ga\u00facho, ou melhor, ga\u00facha. Tematicamente, o disco prop\u00f5e um olhar diferenciado sobre a figura feminina dentro dessa constru\u00e7\u00e3o do estado, tanto que parte diretamente da figura da vaca, um contraponto direto \u00e0 figura do cavalo, t\u00e3o fortemente celebrado na cultura local. O cavalo \u00e9 celebrado em canto, poesia e imagem, ele \u00e9 a figura nobre do campo, por\u00e9m em contraponto temos a vaca, essa figura atrelada ao feminino e que, curiosamente, \u00e9 um dos pilares da ind\u00fastria agropecu\u00e1ria do estado. O imag\u00e9tico da vaca tamb\u00e9m surge quando colocada nesse espa\u00e7o de xingamento direto a figura da mulher. Enfim, diferentes an\u00e1lises que podem ser desdobradas pelos ouvintes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cLaVaca\u201d tamb\u00e9m prop\u00f5e um outro olhar sobre o campo, cen\u00e1rio tantas vezes cantado na perspectiva de celebra\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m de explora\u00e7\u00e3o. Clarissa foca em um local bastante real, o pampa, um bioma cada vez mais destru\u00eddo. Por n\u00e3o ser uma vegeta\u00e7\u00e3o com grandes \u00e1rvores ou mata fechada, o bioma \u00e9 muitas vezes lido como uma clara forma\u00e7\u00e3o para a explora\u00e7\u00e3o rural e a produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria, por\u00e9m cada vez mais esse bioma sofre diretamente com a extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies de flora e fauna, em um cen\u00e1rio de constante explora\u00e7\u00e3o e de pouco cuidado. Todo esse cen\u00e1rio de n\u00e3o-preserva\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos fatores que influenciam nas complexas experi\u00eancias clim\u00e1ticas que o estado tem enfrentado nos \u00faltimos anos, indo das recentes enchentes \u00e0s repetidas e violentas secas enfrentadas pelo interior do Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tudo isso movimenta as pesquisas e a arte de Clarissa, que transforma esse universo em can\u00e7\u00f5es complexas e instigantes dentro de \u201cLaVaca\u201d. O disco transita, tanto em sentido l\u00edrico quanto sonoro, por caminhos bastante n\u00e3o-\u00f3bvios. \u201cA Vaca\u201d, faixa de abertura, por exemplo, se apresenta de cara como uma esp\u00e9cie de samba, por\u00e9m vai se desdobrando em um encontro de milonga com beats eletr\u00f4nicos. E \u00e9 esse jogo com o inesperado que a artista nos prop\u00f5e. Do nada, em determinadas can\u00e7\u00f5es somos jogados em experi\u00eancias de spoken word, como na pr\u00f3pria \u201cA Vaca\u201d e na caudalosa \u201cFlor Extinta\u201d. Nessa jornada seremos levados por refer\u00eancias que se conectam com a MPB, por\u00e9m tamb\u00e9m navegaremos por ritmos pr\u00f3prios do extremo sul, como o uruguaio candombe e a argentina chacarera.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Pampa (Clarissa Ferreira part. Vitor Ramil)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/2KT0NHHsmy0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vale destacar aqui a conex\u00e3o de Clarissa com Vitor Ramil na faixa \u201cPampa\u201d, can\u00e7\u00e3o de car\u00e1ter fortemente ecol\u00f3gico e que questiona a explora\u00e7\u00e3o e destrui\u00e7\u00e3o do pampa, cen\u00e1rio constante da obra de Vitor e fundamental para a constru\u00e7\u00e3o do que o artista chamaria de \u201cA est\u00e9tica do frio\u201d \u2013 ele possui um ensaio extremamente rico sobre o tema (<a href=\"https:\/\/www.vitorramil.com.br\/d\/Vitor%20Ramil%20-%20A%20estetica%20do%20frio.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">conhe\u00e7a aqui<\/a>). Vitor \u00e9 essa figura extremamente interessante que dialoga com a cultura nativista ga\u00facha da mesma forma que a questiona, por isso \u00e9 esp\u00e9cie de nome amb\u00edguo perante seus pares locais e que nem sempre veem com bons olhos as experimenta\u00e7\u00f5es sonoras e tem\u00e1ticas de Ramil. Clarissa, de alguma forma, expande essas explora\u00e7\u00f5es propostas por Vitor indo mais fundo ao inserir aqui uma perspectiva feminina que \u00e9 extremamente rica. E junto dela traz uma gama de jovens e interessantes artistas ga\u00fachos \u2013 mulheres e homens \u2013, que tamb\u00e9m tem repensado a identidade ga\u00facha por perspectivas m\u00faltiplas. Clarissa apresenta um novo olhar sobre a gauchidade, mas traz ao seu lado diferentes nomes que prop\u00f5em outros e outros olhares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando pensamos nos temas explorados em \u201cLaVaca\u201d, Clarissa navega por can\u00e7\u00f5es autorais, mas tamb\u00e9m se aventura em di\u00e1logos interessantes com autores marcantes dessa diversidade ga\u00facha. \u201cA Vaca\u201d, por exemplo, parte da poesia de M\u00e1rio Quintana, j\u00e1 \u201cChurrascos\u201d parte da poesia de Ang\u00e9lica Freitas \u2013 j\u00e1 musicada de forma magistral por Vitor Ramil. Na can\u00e7\u00e3o de Clarissa, dividida com a uruguaia Ana Prada, os geniais versos \u201cos churrascos s\u00e3o de Marte \/ e as saladas s\u00e3o de V\u00eanus\u201d s\u00e3o tamb\u00e9m cantados em espanhol, mantendo ainda a ironia e sagacidade de Ang\u00e9lica, talvez a poeta mais inventiva e an\u00e1rquica advinda dos pampas \u2013 pense, que ousadia de Ang\u00e9lica mexer no t\u00e3o sagrado churrasco ga\u00facho e que ousadia maior de Clarissa de cantar isso. Ousadias maiores se encontram pelo final do disco, como em \u201cTiranas\u201d, de autoria de Clarissa e Maria Gabriela Santana, que sa\u00fada as mulheres que fogem \u00e0 norma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-82600\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/clarissaferreira2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"937\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/clarissaferreira2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/clarissaferreira2-240x300.jpg 240w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para fechar o disco temos \u201cChinaredo de Alpargata\u201d, assina por Clarissa, Ana Matielo, Bel Medula, Brenda Billmann, Mar\u00edlia Kosby, Paola Matos e Pyetra Hermes, em uma ousadia que a artista classifica como um exerc\u00edcio de trabalhar com \u201cpalavras menos bonitas de estar numa can\u00e7\u00e3o\u201d. Para esclarecimento, \u201cchina\u201d, no RS, \u00e9 uma palavra que se refere a prostituta; a etimologia da palavra tem diverg\u00eancias, mas podemos dizer que \u00e9 uma palavra que inicialmente foi usada para se referir \u00e0 mulher, e mais especificamente \u00e0s mulheres ind\u00edgenas e pobres, mas que hoje se entende como uma palavra chula para mulheres que exercem a prostitui\u00e7\u00e3o ou que s\u00e3o vistas como \u201cimorais\u201d. Na can\u00e7\u00e3o ouvimos \u201cas bruxa v\u00e9ia e as viada \/ as cadela e as vaca \/ chinaredo de alpargata\u201d, em uma constru\u00e7\u00e3o sem\u00e2ntica que repete o falar coloquial ga\u00facho, com suas falhas gramaticais, por\u00e9m em uma perspectiva l\u00edrica que congrega essas figuras marginalizadas e ignoradas numa esp\u00e9cie de m\u00fasica-bruxaria dessas figuras, com sua sonoridade festiva, como se o disco se fechasse em uma dan\u00e7a de figuras marginais em torno de uma fogueira \u2013 as eternas bruxas dentro de uma sociedade patriarcal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De forma mais direta, \u201cLaVaca\u201d deve dialogar de forma clara com todas essas figuras outras que experienciaram a cultura ga\u00facha de diferentes formas, sejam pessoas que cresceram \u00e0 margem dessa cultura ou mesmo migrantes que experimentaram a complexidade dessas rela\u00e7\u00f5es. Por\u00e9m, o trabalho art\u00edstico de Clarissa segue aquela m\u00e1xima atribu\u00edda a Tolst\u00f3i de que se deve come\u00e7ar falando sobre sua aldeia para ser universal, e no final das contas \u00e9 bem isso, pois a artista se coloca geograficamente no pampa, por\u00e9m cria can\u00e7\u00f5es que tocam diretamente pessoas em diferentes cen\u00e1rios geogr\u00e1ficos, mas que s\u00e3o movimentados pelos mesmos questionamentos. Ou\u00e7a com bastante aten\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Clarissa Ferreira - LaVaca (\u00c1lbum Visual)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/SaAZhEqMr3s?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/renan.machadoguerra\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Renan Guerra<\/a>\u00a0\u00e9 jornalista<\/em>\u00a0e<em>\u00a0escreve para o Scream &amp; Yell desde 2014. Faz parte do\u00a0<a href=\"http:\/\/vamosfalarsobremusica.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=http:\/\/vamosfalarsobremusica.com.br\/&amp;source=gmail&amp;ust=1630729890879000&amp;usg=AFQjCNGttyQx5OWOAKRyi7iGq8E4oacvuw\">Podcast Vamos Falar Sobre M\u00fasica<\/a>\u00a0e colabora com o\u00a0<a href=\"https:\/\/monkeybuzz.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/monkeybuzz.com.br\/&amp;source=gmail&amp;ust=1630729890879000&amp;usg=AFQjCNFjG1FOw9vBGrawiUhocH4mshwTtw\">Monkeybuzz<\/a>\u00a0e a\u00a0<a href=\"https:\/\/revistabalaclava.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/revistabalaclava.com\/&amp;source=gmail&amp;ust=1630729890879000&amp;usg=AFQjCNFqHswo4qEcyg8fw9VPM8IWsRH5oQ\">Revista Balaclava<\/a>. As fotos s\u00e3o de <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/vitoriaproenca\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Vit\u00f3ria Proen\u00e7a<\/a>.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Clarissa se coloca geograficamente no pampa, por\u00e9m cria can\u00e7\u00f5es que tocam diretamente pessoas em diferentes cen\u00e1rios geogr\u00e1ficos, mas que s\u00e3o movimentados pelos mesmos questionamentos. \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/07\/24\/em-lavaca-clarissa-ferreira-mistura-generos-musicais-numa-jornada-que-discute-os-ditames-da-cultura-gaucha\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":3,"featured_media":82599,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[7299],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82596"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=82596"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82596\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":82603,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82596\/revisions\/82603"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/82599"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=82596"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=82596"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=82596"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}