{"id":8252,"date":"2011-03-29T18:57:49","date_gmt":"2011-03-29T21:57:49","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=8252"},"modified":"2016-08-31T03:25:30","modified_gmt":"2016-08-31T06:25:30","slug":"entrevista-orelha-negra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/03\/29\/entrevista-orelha-negra\/","title":{"rendered":"Entrevista: Orelha Negra"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-8253 aligncenter\" title=\"orelha_negra2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/orelha_negra2.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"432\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/orelha_negra2.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/orelha_negra2-300x214.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"http:\/\/twitter.com\/woorman\" target=\"_blank\">Pedro Salgado<\/a>, especial de Lisboa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com os p\u00e9s no hip-hop, paix\u00e3o pela m\u00fasica negra e uma preocupa\u00e7\u00e3o alternativa, formou-se um dos projetos mais originais da nova m\u00fasica portuguesa. A base instrumental e a preocupa\u00e7\u00e3o em centrar as aten\u00e7\u00f5es na cria\u00e7\u00e3o, levaram os membros do grupo a omitirem as suas caras na capa do disco hom\u00f3nimo, de 2010.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De \u201cOrelha Negra\u201d, recorda-se o labor de \u201cBarrio Blue\u201d, disseminando a soul music, com a preponder\u00e2ncia do baixo e o teclado a marcar o ritmo ou, ainda, a percussiva \u201cA For\u00e7a da Raz\u00e3o\u201d e a quase roqueira \u201cA Cura\u201d. De uma forma ou outra, estava encontrada a matriz que unia grandes talentos e que se expressava num coletivo unificado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na base desta revolu\u00e7\u00e3o de sonoridade e conceito, encontravam-se o mais famoso rapper portugu\u00eas: Sam The Kid (Mira Professional), o baterista Fred Ferreira (Ferrano), o baixista Francisco Rebelo (Rebelo Jazz Bass), o tecladista Jo\u00e3o Gomes (Gomes Prodigy) e o dj Cruzfader. E recorda-se a experi\u00eancia de alguns dos seus membros em bandas como o Buraka Som Sistema e Cool Hipnoise.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante os shows do Orelha Negra \u00e9 poss\u00edvel encontrar tribos que v\u00e3o dos b-boys, ao jazz e \u00e0 m\u00fasica indie. O caldeir\u00e3o instrumental \u00e9 beneficiado em larga medida dos samples portugueses e loops que o produtor Sam The Kid transportou para o coletivo. O som do conjunto representa a m\u00fasica e a cidade de Lisboa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A mais recente aventura do grupo \u00e9 \u201cMixtape\u201d, trabalho que ser\u00e1 editado em abril (2011), coincidindo com o primeiro anivers\u00e1rio do disco \u201cOrelha Negra\u201d. O trabalho resulta de uma iniciativa de releitura de temas anteriores, com remixes, e tem a participa\u00e7\u00e3o do rapper Valete, Nerve, Tiago Bettencourt e L\u00facia Moniz, entre outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O tema \u201cSince You\u00b4ve Been Gone \/ A Mem\u00f3ria\u201d, com a participa\u00e7\u00e3o vocal de Orlando Santos, est\u00e1 dispon\u00edvel para audi\u00e7\u00e3o na p\u00e1gina da banda do myspace: <a href=\"http:\/\/www.myspace.com\/orelhanegra\" target=\"_blank\">http:\/\/www.myspace.com\/orelhanegra<\/a>. De Lisboa para o Brasil, Jo\u00e3o Gomes, do Orelha Negra, conversou com o Scream &amp; Yell. Confira:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"605\" height=\"400\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/t6FU1Fvn9Nk\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"605\" height=\"400\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/t6FU1Fvn9Nk\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #000000;\">Como voc\u00eas classificam o resultado de releitura dos temas antigos da \u201cMixtape\u201d ?<\/span><\/strong><br \/>\nAgrada-nos. Estiv\u00e9mos envolvidos na produ\u00e7\u00e3o da maior parte das m\u00fasicas. Foram vozes que n\u00f3s convid\u00e1mos ou que se tinham proposto a fazer as coisas e acab\u00e1mos por fazer o trabalho no nosso est\u00fadio, uma vez que tinhamos l\u00e1 os instrumentais. Quando o resultado saiu n\u00e3o foi uma grande novidade para n\u00f3s, porque j\u00e1 est\u00e1vamos trabalhando neste projeto h\u00e1 mais de seis meses. A \u201cMixtape\u201d tem algumas remixagens, de produtores que pegaram nos instrumentais e que recriaram o tema com as pistas que n\u00f3s fornecemos, e manipularam e acrescentaram elementos ou vozes. Al\u00e9m desta ideia, de esp\u00edrito normal da remixagem, tivemos alguns participantes que gravaram com os seus pr\u00f3prios meios, por cima dos nossos instrumentais, e m\u00fasicos que se deslocaram ao nosso est\u00fadio para gravar esses mesmos vocais. De um modo geral, s\u00e3o situa\u00e7\u00f5es um pouco h\u00edbridas. Envi\u00e1mos o disco a v\u00e1rias pessoas e elas foram escolhendo as m\u00fasicas. No caso de Tiago Bettencourt, fizemos-lhe um convite para a faixa \u201cSaudade\u201d, que achamos que podia funcionar bem, e L\u00facia Moniz mostrou-se interessada em fazer uma colabora\u00e7\u00e3o conosco em \u201cTripical\u201d. Outros m\u00fasicos nos disseram que, se fizessemos a \u201cMixtape\u201d, estariam interessados em temas espec\u00edficos, para al\u00e9m de volunt\u00e1rios que nos enviaram material e que em um ou dois casos conseguimos incluir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como foi a colabora\u00e7\u00e3o com Orlando Santos em \u201cSince You\u00b4ve Been Gone \/ A Mem\u00f3ria\u201d?<\/strong><br \/>\nEu e o Francisco Rebelo conhecemos muito bem o Orlando. Durante alguns anos ele trabalhou com o Cool Hipnoise, por vezes toco no seu projeto, e sempre achei que o instrumental dessa m\u00fasica seria \u00f3timo para a voz dele. Havia potencial para fazer uma can\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o desafiei-o. Mandei-lhe a m\u00fasica e disse-lhe para ele fazer o seu vudu e a sua magia sobre ele, porque achei que o resultado pudesse ser bom. Passado uma semana ele mandou a sua vers\u00e3o e ficamos todos boquiabertos, principalmente o pessoal da banda que n\u00e3o o conhecia. Ficou perfeito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Est\u00e3o satisfeitos com a receptividade ao vosso primeiro trabalho?<\/strong><br \/>\nSim! De certa forma foi uma surpresa para n\u00f3s. Tinhamos a consci\u00eancia e o receio de que um projeto instrumental \u00e9 sempre mais dif\u00edcil de ser absorvido pelas pessoas do que um modelo que tenha base numa voz ou num discurso qualquer. Nesse sentido, tinh\u00e1mos expectativas com a rea\u00e7\u00e3o das pessoas. E correu tudo bem. Em parte, porque a estrat\u00e9gia que criamos em volta da capa do \u00e1lbum, da sleeveface e do poster, conferiu um certo carinho pelo objeto. Um dos objetivos que tinh\u00e1mos era que o p\u00fablico se relacionasse com a obra enquanto disco completo. Hoje em dia as coisas est\u00e3o muito encaminhadas para o download, o MP3 e faixas avulsas. E as pessoas t\u00eam muito pouca disponibilidade e tempo para ouvir um trabalho inteiro. Nossa maior admira\u00e7\u00e3o foi o fato de ter existido uma aproxima\u00e7\u00e3o ao \u00e1lbum na sua integridade com f\u00e3s para todas as m\u00fasicas. Se calhar, a nossa m\u00fasica ao ser ouvida, e n\u00e3o tendo o peso da letra, possibilita um certo espa\u00e7o para fantasiar e sonhar. Tentamos fazer uma fus\u00e3o de estilos e do hip-hop na sua forma genu\u00edna, com DJ e instrumentos reais. Trabalh\u00e1mos muito para ter um som homog\u00e9neo, onde a mistura seja esteticamente funcional, e deixa as pessoas um pouco na d\u00favida sobre o que \u00e9 real em termos de sampling e o que \u00e9 exatamente tocado. Esse mist\u00e9rio agradou as pessoas e da\u00ed sua identifica\u00e7\u00e3o com a sonoridade. Outra coisa que ajudou foi a uni\u00e3o dos p\u00fablicos que cada um de n\u00f3s j\u00e1 tinha antes. J\u00e1 eramos todos conhecidos e o Samuel (Sam The Kid) \u00e9 o maior produtor de hip hop portugu\u00eas. Ele \u00e9 um grande talento e trouxe ideias muito criativas, loops principalmente. Eu e Francisco Rebelo tocamos juntos h\u00e1 15 anos, fazendo grooves, trabalhando nesta linguagem de funk e soul. J\u00e1 fizemos v\u00e1rios \u00e1lbuns e trabalh\u00e1mos com o Samuel como banda de apoio do projeto dele h\u00e1 quatro anos. O pr\u00f3prio Frederico j\u00e1 tem uma grande experi\u00eancia e um p\u00fablico assegurado.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"605\" height=\"400\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/BgCwTrsVe5Y\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"605\" height=\"400\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/BgCwTrsVe5Y\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas sentem que conseguiram transportar o melhor da m\u00fasica negra americana para esse \u00e1lbum ?<\/strong><br \/>\nSentimos que conseguimos trazer uma grande parte dessa sonoridade, que n\u00f3s gostamos e nos tem influenciado e motivado pela vida fora, enquanto m\u00fasicos e artistas. Na realidade, achamos que \u00e9 uma pequena parte, mas uma parcela t\u00e3o importante como as outras (risos). Curtis Mayfield e Isaac Hayes s\u00e3o duas das maiores influ\u00eancias que n\u00f3s temos e ainda consigo citar mais nomes: The Meters, James Brown, Bob Marley, J Dilla, Fela Kuti, etc, etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #000000;\">Tendo em conta que a m\u00fasica de voc\u00eas tem uma forte componente instrumental e dan\u00e7ante, ser\u00e1 legitimo pensar que foi concebida para funcionar como uma m\u00fasica ambiente da vida noturna lisboeta?<\/span><\/strong><br \/>\nN\u00e3o foi concebida com esse conceito. Sempre diss\u00e9mos que a forma como criamos este disco foi muito genu\u00edna e foi o resultado de muitas jam sessions. Ou seja, nunca dissemos: \u201cVamos fazer uma m\u00fasica para a noite ou para o dia!\u201d. Fomos cozinhando as ideias numa base experimental e chegamos a um ponto em que fizemos o nosso primeiro show, e tivemos que fazer escolhas. A decis\u00e3o n\u00e3o foi feita em termos de pista. O disco n\u00e3o \u00e9 especialmente dan\u00e7\u00e1vel, a n\u00e3o ser que vivessemos numa cidade cheia de b-boys, que adoram a nossa m\u00fasica para dan\u00e7ar. N\u00e3o h\u00e1 muitos djs em Lisboa tocando o Orelha Negra. A n\u00e3o ser em pequenos bares, numa cena mais calma e muito Chillout. A nosso som funciona mais para tomar um copo, embora possa ser m\u00fasica dan\u00e7\u00e1vel, mas em Lisboa h\u00e1 poucas noites de hip-hop. Agora existem as r&amp;b sessions que s\u00e3o um sucesso, mas tamb\u00e9m n\u00e3o tocam tanto assim o Orelha Negra. De certa forma, a sonoridade do Orelha Negra representa um pouco a cidade e a m\u00fasica que se faz em Lisboa. O Sam The Kid, como produtor, estabeleceu um padr\u00e3o de linguagem hip-hop portuguesa. Ele foi o primeiro a usar regularmente samples de m\u00fasica nacional e de discos comprados em Portugal. A sua sonoridade \u00e9 bem patente no trabalho do Orelha Negra, que tem muitas refer\u00eancias aos discos instrumentais dele, pela forma como ele usa e manipula os samples. Isso remete para o nosso universo, porque s\u00e3o coisas de easy listening, can\u00e7onetas nacional dos anos 60. Ele procura coisas portuguesas e vai buscar elementos urbanos da segunda metade do s\u00e9culo XX. Al\u00e9m dos samples em portugu\u00eas. A\u00ed foi mais Orelha Negra, ao procurar cita\u00e7\u00f5es e frases de pessoas do mundo lus\u00f3fono, abordando a m\u00fasica ou assuntos que nos interessavam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #000000;\">Para mim, \u201cBarrio Blue\u201d \u00e9 um dos temas mais cativantes do primeiro disco. Que ideia voc\u00eas procuraram transmitir com a can\u00e7\u00e3o ?<\/span><\/strong><br \/>\nA ideia \u00e9 a \u00faltima coisa em que pensamos quando estamos compondo. N\u00e3o procuramos transmitir ideias, mas sim fazer m\u00fasica. Normalmente, juntamo-nos e come\u00e7amos a tocar a partir do zero. Outra forma de trabalho \u00e9 quando algu\u00e9m tem uma ideia sonora e os outros desenvolvem-na. Nesse caso, foi uma ideia baseada em samples que o Samuel trouxe, com uma certa sequ\u00eancia, e n\u00f3s toc\u00e1mos por cima e fomos fabricando algo a partir dessa base. As vozes em \u201cBarrio Blue\u201d n\u00e3o s\u00e3o muito concretas e n\u00e3o h\u00e1 nenhuma frase chave. Aquilo foi um groove e pode-se dizer que o nome surgiu, porque sentimos que o tema estava muito ligado \u00e0 rua. Lembrava-nos um b-boy dan\u00e7ando em um guetto. A linha de baixo sugeria uma aproxima\u00e7\u00e3o com \u201cInner City Blues\u201d, de Marvin Gaye. Por esse fato, e por acharmos que havia uma liga\u00e7\u00e3o com um bairro ou ou guetto \u201cBarrio Blue\u201d. Pelo fato de ter um piano, tamb\u00e9m nos lembra a salsa de Nova Iorque dos anos 70.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-8254 aligncenter\" title=\"orelha_negra1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/orelha_negra1.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"605\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">*******<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Especial: A nova cena portuguesa, por Pedro Salgado (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/12\/11\/especial-como-anda-a-cena-portuguesa\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Deolinda ao vivo em Lisboa: o triunfo do fado pop (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/01\/30\/deolinda-o-triunfo-do-fado-pop\/\" target=\"_self\">aqui<\/a>)<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">*******<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Pedro Salgado (<a href=\"http:\/\/twitter.com\/woorman\" target=\"_blank\">@woorman<\/a>) \u00e9 jornalista, reside em Lisboa e ir\u00e1 contar as novidades da m\u00fasica lusitana aos leitores do Scream &amp; Yell.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Pedro Salgado\n&#8220;A sonoridade do Orelha Negra representa um pouco a cidade e a m\u00fasica que se faz em Lisboa&#8221;, diz Jo\u00e3o Gomes em entrevista\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/03\/29\/entrevista-orelha-negra\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[47],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8252"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8252"}],"version-history":[{"count":12,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8252\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":39628,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8252\/revisions\/39628"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8252"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8252"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8252"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}