{"id":82311,"date":"2024-06-29T00:02:27","date_gmt":"2024-06-29T03:02:27","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=82311"},"modified":"2024-08-17T00:39:22","modified_gmt":"2024-08-17T03:39:22","slug":"entrevista-o-musica-pernambucano-ugo-barra-limpa-fala-sobre-seu-disco-voz-violao-e-lombra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/06\/29\/entrevista-o-musica-pernambucano-ugo-barra-limpa-fala-sobre-seu-disco-voz-violao-e-lombra\/","title":{"rendered":"Entrevista: O m\u00fasico pernambucano Ugo Barra Limpa fala sobre seu disco \u201cVoz, Viol\u00e3o e Lombra\u201d"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>\u00a0entrevista de <a href=\"https:\/\/www.hominiscanidae.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Diego Albuquerque<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/ugobarralimpa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ugo Barra Limpa<\/a> \u00e9 violonista, compositor, arranjador e professor no Recife, Pernambuco. Foi aluno na escola Tritonis, onde cursou harmonia contempor\u00e2nea, arranjo e harmonia avan\u00e7ada. Se formou em Licenciatura em M\u00fasica pela UFPE e p\u00f3s-graduado em Produ\u00e7\u00e3o Cultural pela Fafire. Seu primeiro feito autoral foi ser finalista do concurso de m\u00fasica carnavalesca da prefeitura da cidade do Recife na categoria Maracatu com a can\u00e7\u00e3o &#8220;Pindorama&#8221;, defendida por Mevinha Queiroga e executada pela Banda Sinf\u00f4nica do Recife, no ano do centen\u00e1rio do frevo. Ainda integrou as bandas Carranca, Relampejo e o Grupo c\u00eanico-musical-perform\u00e1tico A Besta Fera e a Peleja de Todo Dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seu som passeia entre as influ\u00eancias da psicodelia nordestina e da m\u00fasica Armorial, da Tropic\u00e1lia, Jovem Guarda, Bossa Nova e muito da cultura oriental. Agora, Ugo Barra Limpa dedica-se ao \u201cVoz, Viol\u00e3o e Lombra\u201d, seu primeiro \u00e1lbum solo, que re\u00fane 12 faixas feitas e gravadas apenas utilizando a voz e o viol\u00e3o como instrumentos. A \u00fanica interfer\u00eancia \u00e9 o outro m\u00fasico presente no \u00e1lbum, o cantor, compositor e produtor pernambucano D Mingus. Para entender um pouco mais sobre essa nova fase de Ugo, ele fala sobre o novo \u00e1lbum, sobre m\u00fasica em geral e outras doideiras \u2013 <a href=\"https:\/\/onerpm.link\/146272486938\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ou\u00e7a \u201cVoz, Viol\u00e3o e Lombra\u201d em seu streaming favorito<\/a>.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Aboio Lunar\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/FmHSN-1hmwY?list=OLAK5uy_lLin78HDG4RjE6CRGaLjjjfIG_vzQynhQ\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que te inspirou a criar este \u00e1lbum com uma abordagem de voz e viol\u00e3o?<\/strong><br \/>\nDurante o per\u00edodo pand\u00eamico fui levado a passar mais tempo \u201ccomigo mesmo\u201d sem ensaiar com nenhum outro m\u00fasico. Mais tempo tocando viol\u00e3o e cantando sozinho em casa. J\u00e1 tinha esse conceito de \u00e1lbum na cabe\u00e7a que sabia que um dia gravaria, mas acho que esse ar mais intimista do envolvimento com a m\u00fasica durante o isolamento foi o impulso que faltava para cair a ficha de que havia chegado o momento de preparar esse trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como surgiu a ideia de misturar estilos t\u00e3o diversos como folk, bossa nova, samba, MPB, reggae e experimental, com ar lo-fi?<\/strong><br \/>\nOs estilos foram surgindo organicamente a partir do que eu escutava, por ter m\u00fasicas compostas em todos os diferentes per\u00edodos da minha vida. Minhas diversas influ\u00eancias como artista se refletem nessa variedade estil\u00edstica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea pode nos contar mais sobre o conceito por tr\u00e1s do \u00e1lbum? H\u00e1 uma hist\u00f3ria ou tema central que conecta as m\u00fasicas?<\/strong><br \/>\nAcho que o que une tudo \u00e9 o fato de que foram todas compostas, arranjadas e executadas pela mesma pessoa se utilizando somente da pr\u00f3pria voz e do acompanhamento do viol\u00e3o de nylon. N\u00e3o acho que haja conex\u00f5es entre as letras. Tentei, ali\u00e1s, reunir as can\u00e7\u00f5es que fossem as mais diferentes entre si pra que fosse poss\u00edvel um vislumbre de todas as faces do meu trabalho de compositor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como foi o processo de grava\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum? Teve algum desafio pra achar a est\u00e9tica ideal?<\/strong><br \/>\nSim, quando comecei a gravar fui achando que a textura das can\u00e7\u00f5es somente com o registro da voz acompanhada pelo viol\u00e3o estava muito \u201clisinha\u201d. Fui acrescentando camadas tanto vocais quanto do mesmo viol\u00e3o de nylon que havia utilizado para as bases. Mas s\u00f3 em alguns momentos, pois n\u00e3o quis deixar com a apar\u00eancia de que havia v\u00e1rios m\u00fasicos tocando. Ainda assim continuava achando que faltava algo. Foi ent\u00e3o que tive a ideia de incluir os sons ambientes que estavam ao meu redor enquanto cantava as m\u00fasicas sozinho no meu quarto, canto de passarinhos, vozes de crian\u00e7as, sons de chuva, etc. Acabou que essas ambi\u00eancias se tornaram um terceiro elemento, formando uma esp\u00e9cie de \u201cpower trio\u201d junto com o viol\u00e3o e a minha voz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quais s\u00e3o suas expectativas para a recep\u00e7\u00e3o do p\u00fablico em rela\u00e7\u00e3o a este trabalho?<\/strong><br \/>\nAcho que em tempos de Tiktok a juventude est\u00e1 carente de escutar melodias mais elaboradas, de enxergar rela\u00e7\u00f5es entre diferentes frequ\u00eancias e, consequentemente, gerar mais sinapses. Hoje em dia muito do que \u00e9 consumido pelas massas parece ter como finalidade o superficial, como por exemplo as dancinhas viraliz\u00e1veis, mesmo em constru\u00e7\u00f5es r\u00edtmicas paup\u00e9rrimas. E em termos de melodia, boa parte do que os jovens escutam hoje parece ser derivado do rap e do hip hop, os intervalos mel\u00f3dicos s\u00e3o m\u00ednimos. As estruturas harm\u00f4nicas s\u00e3o de pouco movimento. Acho que, para quem tiver oportunidade de ouvir, esse \u00e1lbum vai funcionar como uma esp\u00e9cie de (re)encontro com o s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quais s\u00e3o suas principais influ\u00eancias musicais e como elas se refletem neste \u00e1lbum?<\/strong><br \/>\nCaetano e Gil sempre est\u00e3o em tudo que fa\u00e7o. Hermeto Pascoal na experimenta\u00e7\u00e3o. Bob Marley e Beatles pela veia pop. Jo\u00e3o Gilberto pela est\u00e9tica solit\u00e1ria da instrumenta\u00e7\u00e3o escolhida. Capiba, pelo lirismo e pela \u201cpernambucanidade\u201d. Ravi Shankar, Steve Reich, John Cage e Arnold Schoenberg como material de refer\u00eancia para as quatro vinhetas presentes no disco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea pode compartilhar alguma experi\u00eancia ou hist\u00f3ria espec\u00edfica que inspirou uma das m\u00fasicas do \u00e1lbum?<\/strong><br \/>\nHouve um tempo em que eu toquei numa banda em que alguns integrantes, suas namoradas e outros amigos em comum chegavam sempre contando relatos sobre suas experi\u00eancias com subst\u00e2ncias psicoativas, ente\u00f3genos, etc. Fiquei curioso e, enquanto ouvia, fui pensando em escrever algo que abordasse esse tema, mas sem explicit\u00e1-lo. Talvez uma f\u00e1bula infantil ou algo assim. Acabou que se tornou uma das can\u00e7\u00f5es que est\u00e1 no \u00e1lbum.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como ser pernambucano influencia ou ecoa na sua m\u00fasica e neste \u00e1lbum em particular?<\/strong><br \/>\nH\u00e1 muito de Pernambuco neste trabalho, seja no ritmo de bai\u00e3o de uma das faixas, seja nas refer\u00eancias ao manguebeat na letra de outra. \u00c9 algo que acompanha o que fa\u00e7o desde sempre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Qual m\u00fasica do \u00e1lbum voc\u00ea acha que melhor representa sua identidade art\u00edstica e por qu\u00ea?<\/strong><br \/>\n\u2060Acho que n\u00e3o saberia responder, rs. Seria como optar por um entre outros filhos. Qualquer uma delas que eu escolhesse como principal nesse sentido n\u00e3o contemplaria tudo que enxergo como identidade em mim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>H\u00e1 algum artista ou banda com quem voc\u00ea gostaria de colaborar no futuro?<\/strong><br \/>\n\u2060Sim. J\u00e1 trabalhei com muita gente bacana, mas a cena atual de Recife tem v\u00e1rios artistas que eu acharia interessante fazer alguma coisa juntos como Henrique Albino, Graxa, Flaira Ferro, Orquestra Malassombro e a banda Verdes &amp; Valterianos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como foi equilibrar a simplicidade do voz e viol\u00e3o com os elementos experimentais do \u00e1lbum?<\/strong><br \/>\nTentei explorar todos os recursos poss\u00edveis dos dois instrumentos escolhidos. Fiz baixarias, bends, harm\u00f4nicos, ru\u00eddos de corda abafada, percuti a madeira, etc. Nos vocais, al\u00e9m das linhas m\u00e9dias principais, h\u00e1 falas, gritos, sussurros e muitos assovios. N\u00e3o satisfeito, tentei integrar essas camadas ao conceito que chamo de ambi\u00eancias. Em algumas faixas pela capta\u00e7\u00e3o de sons ambientes que compunham paisagens sonoras condizentes com o que era dito na letra. Em outras, pela op\u00e7\u00e3o de simular os ru\u00eddos de equipamentos anal\u00f3gicos como r\u00e1dio AM ou fita cassete.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea poderia descrever seu processo de composi\u00e7\u00e3o? Alguma m\u00fasica deste \u00e1lbum teve um processo criativo diferente do usual?<\/strong><br \/>\nGeralmente fa\u00e7o melodia e harmonia primeiro e vou fazendo a letra depois. Mas tamb\u00e9m pode vir tudo junto. A letra vir antes \u00e9 mais raro, mais j\u00e1 aconteceu. Uma das vinhetas chamada Sonata em free bemol foi peculiar, por ter sido toda composta j\u00e1 dentro da sala de grava\u00e7\u00e3o, durante as sess\u00f5es. As outras eu j\u00e1 trazia de casa prontas, geralmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como voc\u00ea escolhe os temas e letras das suas m\u00fasicas?<\/strong><br \/>\nEu vou falando sobre o que me vem \u00e0 cabe\u00e7a naquele determinado momento. N\u00e3o conseguiria falar exclusivamente de amor ou sempre insistir numa tem\u00e1tica social, por exemplo. Gosto da pluralidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Qual foi a m\u00fasica mais desafiadora de compor ou gravar e por qu\u00ea?<\/strong><br \/>\nAcho que foi \u201cIlus\u00f5es\u201d, por ter que recordar toda a harmonia de uma m\u00fasica que fiz h\u00e1 uns 15 anos e de l\u00e1 pra c\u00e1 n\u00e3o vinha tocando-a. Ent\u00e3o, relembrar acorde por acorde foi uma trabalheira. Geralmente costumo anotar em algum caderno para evitar isso, rs<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que voc\u00ea acha que o lo-fi traz para a sua m\u00fasica que outros estilos de produ\u00e7\u00e3o talvez n\u00e3o trariam?<\/strong><br \/>\nEu acho que nem tudo que fa\u00e7o est\u00e1 inserido nesse vi\u00e9s do lo-fi, mas nesse trabalho especificamente foi meio que se adequando espontaneamente pelo fato de ser gravado num home-studio, pelas texturas de equipamentos anal\u00f3gicos em algumas faixas, pela atmosfera intimista na qual foram preparados os arranjos das can\u00e7\u00f5es, etc. Tem tudo um clima meio handmade da idealiza\u00e7\u00e3o at\u00e9 a capa. Ent\u00e3o acho que as caracter\u00edsticas dessa est\u00e9tica lo-fi vieram bem a calhar e n\u00e3o haveria como ser diferente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como voc\u00ea v\u00ea a evolu\u00e7\u00e3o do seu estio musical ao longo dos anos? Este \u00e1lbum representa uma mudan\u00e7a de dire\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nSim, h\u00e1 can\u00e7\u00f5es compostas para as bandas que eu toquei e que foram pensadas nas forma\u00e7\u00f5es instrumentais dispon\u00edveis e outras que j\u00e1 foram pensadas para tocar sozinho mesmo. Acho que o repert\u00f3rio consegue abarcar v\u00e1rios direcionamentos diferentes ao longo do tempo que venho compondo, desde o final da d\u00e9cada de 90 at\u00e9 o p\u00f3s-pandemia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Que instrumentos e equipamentos voc\u00ea utilizou na produ\u00e7\u00e3o deste \u00e1lbum?<\/strong><br \/>\nDe instrumentos musicais somente a voz e o viol\u00e3o unicamente. Mas, em alguns momentos a superposi\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias camadas de cada um deles. De equipamentos al\u00e9m dos microfones do est\u00fadio, D Mingus utilizou um gravador port\u00e1til para captar alguns sons ambientes que funcionaram como um background para as can\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que voc\u00ea espera transmitir para o ouvinte com esse trabalho?!<\/strong><br \/>\nApenas exprimir o meu desejo de compartilhar o que venho compondo nesses 25 anos de viv\u00eancia musical e mostrar que existe m\u00fasica sendo feita aqui em PE de todos os estilos, abrangendo vertentes populares e eruditas, antigas e contempor\u00e2neas, convencionais e experimentais, parnasianas e tronxas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Existe alguma ideia de show\/ tour ou alguma pretens\u00e3o nesse sentido?<\/strong><br \/>\nSim, recentemente recebi duas propostas de festivais e j\u00e1 estou me articulando com excelentes m\u00fasicos recifenses para essas e outras apresenta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-82313\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/ugo2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/ugo2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/ugo2-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;H\u00e1 muito de Pernambuco neste trabalho, seja no ritmo de bai\u00e3o de uma das faixas, seja nas refer\u00eancias ao manguebeat em outra. \u00c9 algo que acompanha o que fa\u00e7o desde sempre&#8221;, diz Ugo\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/06\/29\/entrevista-o-musica-pernambucano-ugo-barra-limpa-fala-sobre-seu-disco-voz-violao-e-lombra\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":103,"featured_media":82312,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[7282],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82311"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/103"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=82311"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82311\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":82333,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82311\/revisions\/82333"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/82312"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=82311"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=82311"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=82311"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}