{"id":82267,"date":"2024-06-25T03:17:45","date_gmt":"2024-06-25T06:17:45","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=82267"},"modified":"2024-08-04T10:08:59","modified_gmt":"2024-08-04T13:08:59","slug":"lolla-a-historia-do-lollapalooza-equilibra-o-passado-comovente-e-o-futuro-relutante-do-sonho-de-uma-geracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/06\/25\/lolla-a-historia-do-lollapalooza-equilibra-o-passado-comovente-e-o-futuro-relutante-do-sonho-de-uma-geracao\/","title":{"rendered":"\u201cLolla: A Hist\u00f3ria do Lollapalooza\u201d equilibra o passado comovente e o futuro relutante do sonho de uma gera\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/caro.davii\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Davi Caro<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cMuito dinheiro mata a arte\u201d, contemporiza Perry Farell ainda no in\u00edcio da s\u00e9rie \u201cLolla: A Hist\u00f3ria do Lollapalooza\u201d (2024), uma co-produ\u00e7\u00e3o entre a MTV e a Paramount (e dispon\u00edvel via Paramount+) que procura, ao longo de tr\u00eas epis\u00f3dios, narrar as muitas hist\u00f3rias por tr\u00e1s das mais de tr\u00eas d\u00e9cadas de um dos mais not\u00e1veis e not\u00f3rios festivais de m\u00fasica do mundo. Farell, idealizador original da empreitada \u2013 que veio ao mundo, \u00e0 princ\u00edpio, como uma despedida em alto estilo para sua banda, o Jane\u2019s Addiction, em 1991 \u2013 consegue, em m\u00edseras cinco palavras, sintetizar bem a maior virtude de sua concep\u00e7\u00e3o (seja como performer, \u00e0 frente do p\u00fablico) enquanto totem m\u00e1ximo da revolu\u00e7\u00e3o comportamental e art\u00edstica que tomou de assalto a cultura popular estadunidense e mundial no come\u00e7o da \u00faltima d\u00e9cada do s\u00e9culo passado: sim, m\u00fasica \u201calternativa\u201d \u2013 palavra esta que, por si s\u00f3, soa como uma rel\u00edquia diante da realidade atomizada dos dias atuais \u2013 tamb\u00e9m pode, e deve, ser elevada ao mais alto grau de Arte, com A mai\u00fasculo, e a maneira como a cria\u00e7\u00e3o de Perry arrebatou e ainda arrebata multid\u00f5es pelo planeta \u00e9 prova viva disso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 no subtexto do que o cantor e performer diz, no entanto, que mora o tema que acaba por permear a narrativa abordada aqui: realmente, dinheiro demais \u00e9 mais do que capaz de matar, ou pelo menos subjugar, a arte, em prol de estrat\u00e9gias corporativistas e comodidades mainstream que descaracterizam, distorcem e superprocessam informa\u00e7\u00f5es e identidades culturais inteiras. Qualquer um que tenha presenciado alguma (ou algumas) das edi\u00e7\u00f5es do festival de Farrel por aqui tem tudo para ficar de queixo ca\u00eddo ao se deparar com imagens de \u00e9poca do festival inaugural, ent\u00e3o uma turn\u00ea itinerante com um line up fixo e apenas um palco. Uma olhada r\u00e1pida no elenco de 1991 basta para compreender o qu\u00e3o distante estamos da realidade intencionada por Perry: de lendas do underground, como Siouxsie &amp; The Banshees, a artistas que, mesmo que remotamente, flertavam com o mainstream seguindo suas pr\u00f3prias regras, tal qual o Living Colour, e entre estes dois polos, nomes com certo n\u00edvel de experi\u00eancia (como Henry Rollins ou os Butthole Surfers) e artistas iniciantes que viriam a marcar a hist\u00f3ria do festival e da cultura que o evento celebrava como um todo (caso do Nine Inch Nails).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aten\u00e7\u00e3o especial \u00e9 concedida ao rapper Ice-T, que marcou presen\u00e7a junto de seu grupo de thrash metal\/crossover, Body Count \u2013 e protagonizou um dos mais memor\u00e1veis (ou infames) momentos da hist\u00f3ria do Lollapalooza ao participar, durante um dos shows do Jane\u2019s Addiction, de uma vers\u00e3o de \u201cDon\u2019t Call Me Whitey\u201d, can\u00e7\u00e3o originalmente composta por Sly Stone, e entoada em dueto com Farell. Carregada de tens\u00e3o racial e fazendo uso da not\u00f3ria \u201cN-word\u201d, a colabora\u00e7\u00e3o \u00e9 relembrada pelos envolvidos em depoimentos atuais como algo que seria imposs\u00edvel nos dias de hoje, por raz\u00f5es mais do que \u00f3bvias. No entanto, o mesmo talvez possa ser dito n\u00e3o apenas sobre este e muitos outros momentos muito bem registrados da edi\u00e7\u00e3o original, como tamb\u00e9m sobre todas as primeiras itera\u00e7\u00f5es do evento, conforme seu nome se distanciava da banda em torno do qual havia sido concebido e passava a se tornar sin\u00f4nimo de um tipo de cultura subterr\u00e2nea que, gradualmente, passava a ser mais e mais dominante. Afinal, j\u00e1 em 1992, a segunda turn\u00ea a carregar os ideais defendidos por seu organizador j\u00e1 contava com dois nomes da ent\u00e3o emergente cena de Seattle (Pearl Jam e Soundgarden) que, ao menos em partes, conseguiam eclipsar o poder de fogo dos headliners \u2013 ningu\u00e9m mais do que os Red Hot Chili Peppers.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao mesmo tempo em que o primeiro epis\u00f3dio se dedica inteiramente \u00e0 g\u00eanese da ideia inicial de Farell e os muitos percal\u00e7os (e vit\u00f3rias) do primeiro Lolla, a segunda parte se dedica aos anos de amadurecimento \u2013 processo esse que, tal qual a vida de todos, \u00e9 feito de experi\u00eancias muitas vezes dolorosas, e sempre marcantes. \u00c9 dif\u00edcil n\u00e3o citar o depoimento bem-humorado de Tom Morello ao se recordar do protesto silencioso conduzido por ele, junto de seus colegas de Rage Against the Machine, durante a edi\u00e7\u00e3o de 1993 (onde os quatro membros se prostraram, completamente nus e amorda\u00e7ados, em uma manifesta\u00e7\u00e3o anti-PMRC, em refer\u00eancia \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o moralista de controle parental encabe\u00e7ada por Tipper Gore), ou as recorda\u00e7\u00f5es da baixista Maureen Herman, ex-Babes In Toyland, sobre como precisou recorrer a hot\u00e9is para poder utilizar banheiros limpos no mesmo ano (uma vez que sua banda era a \u00fanica composta s\u00f3 por mulheres em um line up predominantemente masculino) e terminou o ciclo de shows tendo que pedir empr\u00e9stimos \u00e0 m\u00e3e para pagar o aluguel.<\/p>\n<figure style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/lollapalooza.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"6803\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/10\/16\/infografico-lollapalooza-1991-2013\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Infogr\u00e1fico publicado no Scream &amp; Yell em 2012<\/em><\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">A n\u00e3o-participa\u00e7\u00e3o do Nirvana ap\u00f3s negocia\u00e7\u00f5es para encabe\u00e7arem a turn\u00ea de 1994 e o subsequente suic\u00eddio de Kurt Cobain s\u00e3o tratados de modo quase solene, refletindo apenas um dos traumas conquistados nos primeiros anos do evento \u2013 embora n\u00e3o o \u00faltimo, nem o mais pol\u00eamico: a escala\u00e7\u00e3o, em 1996, do Metallica, ent\u00e3o j\u00e1 visto como s\u00edmbolo m\u00e1ximo do mainstream, em um festival que se propunha a evidenciar a cultura alternativa \u00e9 tema de pontos de vista discordantes; enquanto alguns enxergam a controversa decis\u00e3o como uma resposta \u00e0 recep\u00e7\u00e3o menos calorosa recebida no ano anterior (onde o posto de atra\u00e7\u00e3o principal foi reservado ao Sonic Youth), outros v\u00eaem a escolha como uma op\u00e7\u00e3o natural em uma realidade onde \u201calternativa\u201d era uma palavra com um significado muito mais abstrato do que jamais tivera. Seja como for, a estrat\u00e9gia acabou determinando o distanciamento de Perry Farell de seu pr\u00f3prio filhote, ainda que ele tenha retornado para a tour de 1997, quase toda dominada por artistas ligados \u00e0 m\u00fasica eletr\u00f4nica. Apesar de desafiador, o caminho escolhido acabou cobrando seu pre\u00e7o, e o festival passaria por um hiato de seis anos que veria a ascens\u00e3o de outros eventos mais alinhados com as experi\u00eancias que influenciaram na concep\u00e7\u00e3o original do Lollapalooza (os eventos realizados desde os anos 1970 em Reading e Glastonbury, na Inglaterra, que impactaram diretamente na cria\u00e7\u00e3o do Coachella, por exemplo).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A segunda fase da hist\u00f3ria do Lolla, no entanto, toma um car\u00e1ter coadjuvante nesta produ\u00e7\u00e3o, ao ponto de sua representa\u00e7\u00e3o soar apressada e quase obrigat\u00f3ria. A tentativa fracassada em manter o aspecto itinerante que marcou suas primeiras investidas, em 2003, \u00e9 citada como o principal motivo pela escolha de Chicago como sede para todas as edi\u00e7\u00f5es a partir de 2005 (ap\u00f3s o cancelamento da edi\u00e7\u00e3o de 2004). Al\u00e9m de reposicionar o Lollapalooza, j\u00e1 entendido coletivamente como marco importante na constru\u00e7\u00e3o da cultura independente, junto ao grande p\u00fablico, a remodela\u00e7\u00e3o de seu conceito passa a assumir um novo papel, principalmente em meio \u00e0queles que o frequentaram como parte da audi\u00eancia e foram, gradativamente, al\u00e7ados ao status de artistas que agregam multid\u00f5es em suas pr\u00f3prias carreiras musicais: afinal, desde sua concep\u00e7\u00e3o inicial \u2013 conforme a produ\u00e7\u00e3o faz quest\u00e3o de deixar claro \u2013 o conceito por tr\u00e1s do evento tinha a inten\u00e7\u00e3o de ser mais do que simplesmente um festival de m\u00fasica, focando em arte para al\u00e9m dos confins do que atrai as grandes massas (como profissionais da pirotecnia e mesmo ONGs que trabalham em prol da preserva\u00e7\u00e3o ambiental e do controle de armas de fogo). Not\u00e1veis s\u00e3o os exemplos tanto de Chance The Rapper, que exp\u00f5e em seu honest\u00edssimo depoimento ao document\u00e1rio a experi\u00eancia de invadir as barreiras que isolavam o festival em sua nova sede, a fim de ver os shows, e que eventualmente se transformou em um comunicador capaz de movimentar legi\u00f5es de jovens, quanto de Lady Gaga, que \u00e9 vista tocando para pouqu\u00edssimas pessoas em um palco secund\u00e1rio de um j\u00e1 distante 2007, contrastando com sua performance matadora enquanto headliner apenas alguns poucos anos depois.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Talvez o maior pecado de \u201cLolla: A Hist\u00f3ria do Lollapalooza\u201d seja justamente percept\u00edvel em seu trecho final: ao inv\u00e9s de evocar, ou mesmo sequer acenar, em dire\u00e7\u00e3o aos muitos avan\u00e7os relativos \u00e0s suas primeiras edi\u00e7\u00f5es, na forma de cada vez mais diversidade tanto em seu p\u00fablico quanto em seus elencos e atra\u00e7\u00f5es principais (contrastando com anos onde mulheres, por exemplo, eram raridade em meio aos artistas que se apresentavam, e sempre em posi\u00e7\u00f5es secund\u00e1rias), os tr\u00eas epis\u00f3dios muitas vezes se assemelham a uma biografia de seu porta-voz, para o bem e para o mal. Claro, \u00e9 necess\u00e1rio muita coragem, e sorte, para transformar o que poderia ser uma j\u00e1 atrativa despedida dos palcos em um dos maiores fen\u00f4menos culturais das \u00faltimas d\u00e9cadas, ao ponto de se expandir para outros continentes (como a Europa, a \u00c1sia e, sim, a <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?s=Lolla\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Am\u00e9rica do Sul<\/a>). Mas Perry Farell se mostra, em v\u00e1rios momentos, absorto em seus pr\u00f3prios feitos e vontades de modo quase sham\u00e2nico, alternando entre a descontra\u00e7\u00e3o e uma seriedade desconcertante que pode inclusive esconder alguns equ\u00edvocos, exibindo-o como uma esp\u00e9cie de Messias p\u00f3s-moderno que conduziu toda uma gera\u00e7\u00e3o a uma terra prometida que muitos teriam julgado imposs\u00edvel de existir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As bem-compiladas imagens de arquivo e excelentes depoimentos gravados nos dias atuais, que ainda incluem Flea, Lars Ulrich e Donita Sparks, al\u00e9m dos executivos da C3 (empresa que vem coordenando o festival juntamente com Farell) e de muitos dos membros da equipe que esteve l\u00e1 no in\u00edcio (juntamente com diversas hist\u00f3rias que ficam entre o hil\u00e1rio e o tocante \u2013 o apocal\u00edptico ano de 2020 n\u00e3o passa inc\u00f3lume, claro) fazem valer a experi\u00eancia de assistir aos tr\u00eas cap\u00edtulos sem receio. Apesar de tudo, \u201cLolla: A Hist\u00f3ria do Lollapalooza\u201d retrata um ponto de vista que em muito contrasta com a pretensa faceta muito criticada do festival como \u00e9 reconhecido hoje, com suas in\u00fameras ativa\u00e7\u00f5es de marcas famosas e an\u00fancios corporativos que, bem sabemos, s\u00e3o lugar comum e necess\u00e1rios nos dias atuais. Ao inv\u00e9s disso, parece padecer de um excesso de passado, ou uma relut\u00e2ncia em encarar o futuro, sobretudo no que tange sua principal figura. Sim, muito dinheiro mata a arte. Mas o ego, se n\u00e3o mata, ao menos corrompe \u2013 algumas vezes, de maneira irrevers\u00edvel, n\u00e3o importando as transgress\u00f5es e inova\u00e7\u00f5es de um passado que, sabemos, n\u00e3o volta mais.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"LOLLA: A HIST\u00d3RIA DO LOLLAPALOOZA | TRAILER OFICIAL | Paramount Plus Brasil\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/oNlPBZmJgEA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/caro.davii\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Davi Caro<\/a>\u00a0\u00e9 professor, tradutor, m\u00fasico, escritor e estudante de Jornalismo.\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/author\/davi-caro\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leia outros textos de Davi aqui.<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Especial parece padecer de um excesso de passado, ou uma relut\u00e2ncia em encarar o futuro, sobretudo no que tange sua principal figura\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/06\/25\/lolla-a-historia-do-lollapalooza-equilibra-o-passado-comovente-e-o-futuro-relutante-do-sonho-de-uma-geracao\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":134,"featured_media":82270,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[36,3,7497],"tags":[190],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82267"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/134"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=82267"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82267\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":82271,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82267\/revisions\/82271"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/82270"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=82267"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=82267"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=82267"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}