{"id":82249,"date":"2024-06-24T16:11:14","date_gmt":"2024-06-24T19:11:14","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=82249"},"modified":"2024-09-16T15:13:07","modified_gmt":"2024-09-16T18:13:07","slug":"entrevista-fazer-cinema-requer-muito-esforco-trabalho-e-pensamento-diz-o-diretor-claudio-marques","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/06\/24\/entrevista-fazer-cinema-requer-muito-esforco-trabalho-e-pensamento-diz-o-diretor-claudio-marques\/","title":{"rendered":"Entrevista: &#8220;Fazer cinema requer muito esfor\u00e7o, trabalho e pensamento&#8221;, diz o diretor Cl\u00e1udio Marques"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista de <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/PeliculaVirtual\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Jo\u00e3o Paulo Barreto<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Presente como um dos destaques da Mostra Competitiva da edi\u00e7\u00e3o 2024 do tradicional festival curitibano Olhar de Cinema, \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/06\/20\/cinema-a-mensageira-de-claudio-marques-e-as-engrenagens-manchadas-de-sangue-de-uma-metropole\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">A Mensageira<\/a>\u201d, filme do diretor Cl\u00e1udio Marques, convida o espectador a uma imers\u00e3o em um cinema cujo ritmo de uma montagem atenta \u00e0s atua\u00e7\u00f5es, juntamente a uma op\u00e7\u00e3o de raz\u00e3o de aspecto de tela a criar uma sensa\u00e7\u00e3o de sufocamento, prima por salientar a reflex\u00e3o de seu tema central. No caso, as engrenagens de um sistema judici\u00e1rio corrompido e apodrecido a esmagar quem mais precisa dele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na trama, uma oficial de justi\u00e7a se v\u00ea diante da in\u00e9rcia de tentar sobreviver a esse esmagamento e, confrontada pela suposta isen\u00e7\u00e3o de como encara seu trabalho e, ao mesmo tempo, percebendo-se como uma futura vitima fatal desse sistema corrupto, decide lutar contra. No processo, um reencontro com sua ancestralidade, religiosidade e ra\u00edzes familiares lhe ajudam a seguir adiante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta entrevista ao Scream &amp; Yell, o diretor abordou um pouco do processo de cria\u00e7\u00e3o deste mais novo trabalho al\u00e9m de citar referencias elencando nomes como Orson Welles (\u201cA refer\u00eancia mais evidente\u201d), o cinema portugu\u00eas e \u201cRobert Bresson e Aki Kaurismaki. Jamais fui t\u00e3o radical quanto eles, claro. Mas s\u00e3o inspira\u00e7\u00f5es\u201d, confessa, contando ainda que \u201c\u2019Ida\u2019, de Pavel Pawlikowski \u00e9 uma refer\u00eancia est\u00e9tica muito forte\u201d para \u201cA Mensageira\u201d. Tem mais! Leia abaixo!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"A MENSAGEIRA\/ Trailer\" src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/943405222?dnt=1&amp;app_id=122963\" width=\"747\" height=\"420\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write\"><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ap\u00f3s \u201cDepois da Chuva\u201d, \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/05\/19\/tres-filmes-you-were-never-really-here-a-cidade-do-futuro-e-o-dia-depois\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Cidade do Futuro<\/a>\u201d e \u201cGuerra de Algod\u00e3o\u201d, voc\u00ea apresenta em \u201cA Mensageira\u201d um filme com um tempo mais estendido tanto em metragem quanto ritmo de cena, enquadramentos sempre concisos, planos com uma economia de imagem palp\u00e1vel, sutis panor\u00e2micas e at\u00e9 mesmo a op\u00e7\u00e3o de um formato de tela reduzido. Como se deu a decis\u00e3o de seguir por essa op\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nEm todos os filmes que voc\u00ea mencionou, (a produtora) Mar\u00edlia (Hughes) e eu sempre pensamos planos com um tempo que possibilite o espectador observar os atores\/ atrizes, a fotografia, a arte, al\u00e9m de escutar o som em cena. Fazer cinema requer muito esfor\u00e7o, trabalho e pensamento. N\u00f3s precisamos de tempo para observar tal elabora\u00e7\u00e3o f\u00edlmica. Quanto ao sil\u00eancio e pausas, s\u00e3o elementos que acentuam a a\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de fazerem parte da vida. Creio que algo que difere, em \u201cA Mensageira\u201d, \u00e9 que busquei trabalhar com uma movimenta\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica de c\u00e2mera, recuperando o cinema dos norte-americano dos anos 1940 e 1950. A tela 4&#215;3 de \u201cA Mensageira\u201d \u00e9 a janela mais antiga e tradicional do cinema. Buscamos ela por se tratar de um formato que privilegia os personagens e tamb\u00e9m nos confere a sensa\u00e7\u00e3o de confinamento no plano, no\u00e7\u00e3o dramat\u00fargica importante para o longa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea divide a montagem com o cineasta portugu\u00easJo\u00e3o Salaviza, cujos filmes t\u00eam muitas dessas caracter\u00edsticas citadas. Como foi a influ\u00eancia dele nesse processo de escolha para o corte final de \u201cA Mensageira\u201d?<\/strong><br \/>\nJo\u00e3o Salaviza \u00e9 muito jovem e extremamente inteligente. Seus filmes s\u00e3o brilhantes. Citaria a incr\u00edvel parceria com Ren\u00e9e Nader, nos \u00faltimos dois longas (\u201cChuva e Cantoria na Aldeia dos Mortos\u201d, de 2018, e \u201cA Flor do Buriti\u201d, de 2023). Eu estive em Portugal para vermos as imagens e trocarmos longas conversas. Depois, montamos aqui no Brasil em momentos distintos, mas tamb\u00e9m juntos. Jo\u00e3o deu muita for\u00e7a para que o projeto se mantivesse em sua integridade. O cinema portugu\u00eas, como um todo, nos d\u00e1 exemplos de vitalidade e cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica no cinema h\u00e1 d\u00e9cadas. Em particular, eu gosto muito da busca por representa\u00e7\u00f5es distintas do naturalismo\/realismo ou mesmo barroco (teatro), algo muito pr\u00f3prio ao cinema e que tendemos a n\u00e3o trabalhar tanto no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Nessa escolha, o ritmo do filme, o modo como os personagens surgem em cena, suas falas pausadas, suas entona\u00e7\u00f5es que remetem a uma qualidade teatral, bem como as op\u00e7\u00f5es de mise en sc\u00e8ne que voc\u00ea traz (n\u00e3o pude deixar de perceber uma refer\u00eancia a \u201cPersona\u201d, de Bergman, em alguns enquadramentos de rostos femininos), criam para \u201cA Mensageira\u201d um aspecto bem singular. Voc\u00ea poderia falar um pouco sobre essas escolhas?<\/strong><br \/>\n\u201cA Mensageira\u201d se alimenta do cinema. O meu trabalho junto aos atores\/ atrizes foi justamente fazer com eles esquecessem teatro e TV. Sobretudo com Clara Paix\u00e3o, protagonista do longa. N\u00f3s passamos meses trabalhando para tirar a dramaticidade excessiva de falas, controlando gestos e express\u00f5es. Temos que lembrar que qualquer m\u00ednimo gesto no cinema j\u00e1 significa muito! Da\u00ed, que uma simples pausa ou sil\u00eancio ecoam fortemente no espectador. Essa \u00e9 a linha mais instigante e desafiadora para um ator, no cinema. Eu percebo que eles amam esse desafio. Minhas refer\u00eancias, al\u00e9m do citado cinema portugu\u00eas, s\u00e3o, evidentemente, Robert Bresson e Aki Kaurismaki. Jamais fui t\u00e3o radical quanto eles, claro. Mas s\u00e3o inspira\u00e7\u00f5es. Bem observada a rela\u00e7\u00e3o com \u201cPersona\u201d. Mas, existem outras refer\u00eancias cinematogr\u00e1ficas t\u00e3o ou mais fortes. \u201cO Processo\u201d, de Orson Welles, \u00e9 a refer\u00eancia mais evidente. O cinema de g\u00eanero e noir norte-americano \u00e9 muito expressivo, no longa. <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/02\/15\/tres-filmes-tangerines-leviata-ida\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u201cIda\u201d, de Pavel Pawlikowski<\/a> \u00e9 uma refer\u00eancia est\u00e9tica muito forte. Tanto quanto \u201cA Mensageira\u201d, trata-se de um filme que deixa evidente as for\u00e7as que enquadram e deslocam a protagonista no plano (fotografia centr\u00edfuga). Discutimos muito sobre isso, Fl\u00e1vio Rebou\u00e7as (fot\u00f3grafo do filme) e eu. Lembraria ainda de \u201cOuro Carmim\u201d (Crimson Gold), de Jafar Panahi, que est\u00e1 na origem desse projeto. Importante, esteticamente, lembrar dos filmes com a fotografia de Bradford Young (\u201cPariah\u201d, \u201cA Chegada\u201d, \u201cSelma\u201d). A fotografia de \u201cA Mensageira\u201d busca, num jogo de claro\/ escuro, criar volumetria e densidade nos planos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Dividindo o filme em um vi\u00e9s de den\u00fancia para a corrup\u00e7\u00e3o dentro do sistema judici\u00e1rio e penal, bem como em uma abordagem voltada para a cultura afrodescendente e para a religi\u00e3o de matriz africana, voc\u00ea consegue encontrar um equil\u00edbrio bem percept\u00edvel dentro desses dois caminhos. Desde a ideia original passando pela estrutura\u00e7\u00e3o do roteiro, essa mescla de elementos mundanos com outros ancestrais e espirituais sempre foi uma meta para o resultado final? Como foi buscar esse un\u00edssono entre tais aspectos?<\/strong><br \/>\nO judici\u00e1rio se tornou protagonista pol\u00edtico no Brasil. Bastaram algumas pesquisas para encontrar muitas situa\u00e7\u00f5es de irregularidade que envolvem o judici\u00e1rio n\u00e3o apenas na Bahia, mas em todo o pa\u00eds. Essa realidade kafkiana est\u00e1 em \u201cA Mensageira\u201d. Interessei-me logo pelo oficial de justi\u00e7a, figura singular, desprovido de poder de decis\u00e3o e testemunha de um caos social que beira a trag\u00e9dia, diariamente. De certa forma, somos n\u00f3s em nossa impot\u00eancia diante de um pa\u00eds ca\u00f3tico. Mas, em uma posi\u00e7\u00e3o ainda mais delicada. Foram anos de entrevistas, sa\u00eddas \u00e0 rua com os oficiais, passei muitos dos meus dias visitando f\u00f3rum\u2026 contei com a colabora\u00e7\u00e3o preciosa de um grande juiz, que possui forte propens\u00e3o \u00e0s artes, Maur\u00edcio Brasil. Sem eles, n\u00e3o haveria filme. Desde sempre, uma das id\u00e9ias centrais do filme dizia respeito a uma oficial adormecida que se dopava cotidianamente para escapar \u00e0 dureza do dia-a-dia. E que esse alheamento a levasse a desconhecer sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria. Dai, aos poucos, ela acorda para ambas. Conhecer a si e a sociedade. A quest\u00e3o afro-descendente veio ap\u00f3s definir a personagem principal. As conversas com poss\u00edveis protagonistas foram me ajudando a dar corpo e alma para essa personagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O fator denunciat\u00f3rio do filme, inclusive, remete a casos como o de Giovane Mascarenhas, que Bernard Attal ilustrou com esmero em um dos seus document\u00e1rios. Em uma entrevista que fiz com ele em 2020, falamos de diversos aspectos relacionados a toda a in\u00e9rcia de investiga\u00e7\u00e3o e como o sistema policial \u00e9 algo apodrecido.<\/strong><br \/>\nCreio que \u201cA Mensageira\u201d espelha o que foi o Brasil na d\u00e9cada passada: a proemin\u00eancia do judici\u00e1rio e o desaparecimento\/ assassinato de militantes. E continua a ser assim, infelizmente. O filme de Bernard nos oferece pistas para pensarmos o pa\u00eds em que vivemos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Falando sobre a presen\u00e7a de Hamilton Borges, militante t\u00e3o importante em Salvador, queria lhe perguntar como se deu o processo de casting do filme, que traz, al\u00e9m dele, Clara Paix\u00e3o em seu primeiro papel como protagonista, Evelin Buchegger, Heraldo de Deus, al\u00e9m de Vladimir Brichta em uma inspirada participa\u00e7\u00e3o especial. Como foi o processo de escolha n\u00e3o somente dos nomes centrais da trama, mas de diversos outros atores negros baianos?<\/strong><br \/>\nEu fui em busca de \u00cdris, em um primeiro momento. Conversei com muitas atrizes daqui e de fora da Bahia. Logo, percebi que a protagonista precisava ser baiana. Era estranhamente diferente e n\u00e3o condizia com o filme conversar e ensaiar com atrizes de fora para esse papel. Entre muitas atrizes apaixonadas e talentosas, Clara foi se impondo para Mar\u00edlia e para mim. N\u00f3s percebemos, aos poucos, que ela estaria comprometida at\u00e9 a alma com o filme. N\u00e3o apenas ela, mas Evelin Buchegger, Daniel Farias, Heraldo de Deus, M\u00e1rcia Limma, Edvana Carvalho\u2026 Os atores e atrizes baianos n\u00e3o s\u00e3o apenas talentosos, mas muito apaixonados. O envolvimento de todos eles e o desejo em contribuir com o projeto s\u00e3o emocionantes! Hamilton Borges \u00e9 uma refer\u00eancia de talento e intelig\u00eancia. Ele \u00e9 um militante conhecido, um artista como poucos e possui corpo e alma esculpidos para a arte. N\u00e3o tenho palavras para descrev\u00ea-lo. \u00c9 uma honra contar com ele no filme. \u00c9 uma ben\u00e7\u00e3o contar com ele em uma cidade como a nossa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Citando a participa\u00e7\u00e3o de Brichta, voc\u00ea poderia abordar um pouco sobre a cria\u00e7\u00e3o de seu personagem, suas nuances e o simbolismo que ele possui no filme?<\/strong><br \/>\nBrichta \u00e9 o del\u00edrio, a corrup\u00e7\u00e3o, a sedu\u00e7\u00e3o sem vergonha, o pr\u00f3prio capeta orsowelliano. \u00c9 Kafka. \u00c9 a vertigem, o pesadelo que se confunde com a irrealidade. Contente em ter Vlad nesse filme. Ele me confidenciou que a linha adotada de atua\u00e7\u00e3o \u00e9 a mais desafiadora para um ator.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Depois da Chuva - Trailer oficial\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Csmkl8sRS2A?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"A Cidade do Futuro - Trailer\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/lAYuQjRe7us?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"GUERRA DE ALGOD\u00c3O | Trailer Oficial\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/murCrzWvvqw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=100009655066720\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Jo\u00e3o Paulo Barreto\u00a0<\/a>\u00e9 jornalista, cr\u00edtico de cinema e curador do\u00a0<a href=\"http:\/\/coisadecinema.com.br\/xiii-panorama\/apresentacao\/panorama-2017\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Festival Panorama Internacional Coisa de Cinema<\/a>. Membro da Abraccine, colabora para o Jornal A Tarde, de Salvador.\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;Creio que &#8216;A Mensageira&#8217; espelha o que foi o Brasil na d\u00e9cada passada: a proemin\u00eancia do judici\u00e1rio e o desaparecimento\/ assassinato de militantes&#8221;, conta o diretor\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/06\/24\/entrevista-fazer-cinema-requer-muito-esforco-trabalho-e-pensamento-diz-o-diretor-claudio-marques\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":21,"featured_media":82253,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4],"tags":[7270],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82249"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/21"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=82249"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82249\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":82343,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82249\/revisions\/82343"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/82253"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=82249"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=82249"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=82249"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}