{"id":82087,"date":"2024-06-13T00:25:26","date_gmt":"2024-06-13T03:25:26","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=82087"},"modified":"2024-07-30T13:10:24","modified_gmt":"2024-07-30T16:10:24","slug":"cinema-a-semente-do-mal-acerta-quando-utiliza-o-humor-e-o-melodrama-sob-a-logica-contestadora-do-horror","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/06\/13\/cinema-a-semente-do-mal-acerta-quando-utiliza-o-humor-e-o-melodrama-sob-a-logica-contestadora-do-horror\/","title":{"rendered":"Cinema: &#8220;A Semente do Mal&#8221; acerta quando utiliza o humor e o melodrama sob a l\u00f3gica contestadora do horror"},"content":{"rendered":"<h2><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-82088 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/A_Semente_do_Mal_Poster-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"732\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/A_Semente_do_Mal_Poster-copiar.jpg 500w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/A_Semente_do_Mal_Poster-copiar-205x300.jpg 205w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto de&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/leandro_luz\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Leandro Luz<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;A Semente do Mal&#8221; (Gabriel Abrantes, 2023), que estreou no MOTELX (Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa) e chega agora aos cinemas brasileiros, corre o risco de ser enquadrado como um mero exemplar do &#8220;terror de shopping&#8221; da temporada e, consequentemente, tende a ser descartado por boa parte dos cr\u00edticos. O cartaz sombrio composto por uma mulher vestida de branco e posicionada entre duas paredes sim\u00e9tricas sujas de sangue, com dois beb\u00eas que rastejam em sua dire\u00e7\u00e3o, somado ao t\u00edtulo do filme que grita em neon vermelho corroboram com esse objetivo marqueteiro de se comunicar com as massas. O trailer tamb\u00e9m provoca uma sensa\u00e7\u00e3o de d\u00e9j\u00e0-vu, e mesmo evitando revelar o principal mist\u00e9rio da trama, constr\u00f3i um paralelo cr\u00edvel entre o filme independente europeu com o cinem\u00e3o americano que chega semana sim, outra tamb\u00e9m nos quatro cantos do mundo. N\u00e3o obstante, esses t\u00f3picos extra-filme escondem algumas das principais qualidades do longa-metragem portugu\u00eas, que se sai bem em boa parte das coisas que experimenta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o que o filme se distancie tanto de um padr\u00e3o do cinema de horror mainstream. Na verdade, o diretor Gabriel Abrantes se mostra muito consciente de uma tradi\u00e7\u00e3o &#8211; ou, para os mais rabugentos, de uma linha de produ\u00e7\u00e3o &#8211; e consegue navegar bem pelos c\u00f3digos do g\u00eanero, ao passo que traz refer\u00eancias que v\u00e3o desde &#8220;O Iluminado&#8221; (Stanley Kubrick, 1980) e &#8220;Suspiria&#8221; (Dario Argento, 1977) at\u00e9 &#8220;Arraste-me para o Inferno&#8221; (Sam Raimi, 2009). Ainda que se contenha demais em momentos-chave, Abrantes consegue estabelecer atmosferas e se enveredar por algumas ideias grotescas que fazem de &#8220;A Semente do Mal&#8221; um exemplar que se destaca dos lan\u00e7amentos do tipo em 2024.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;A Semente do Mal&#8221; come\u00e7a com um pr\u00f3logo inteligente que introduz a sua principal loca\u00e7\u00e3o, um palacete situado em uma floresta ao norte de Portugal, e garante algumas pistas e contra-pistas para o que veremos a seguir. A sequ\u00eancia mostra uma m\u00e3e cuidando de seus dois beb\u00eas. Ela os acaricia, os alimenta e, quando decide coloc\u00e1-los para dormir, \u00e9 surpreendida por um casal de invasores que consegue roubar uma das crian\u00e7as. O clima estabelecido \u00e9 de pura tens\u00e3o, calcado na l\u00f3gica dos filmes de home-invasion (subg\u00eanero do horror que traz a invas\u00e3o domiciliar para o centro da a\u00e7\u00e3o). No entanto, a abordagem que veremos a seguir ser\u00e1 outra.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-82089\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/MAMA_R02_STILL_0010557-1-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/MAMA_R02_STILL_0010557-1-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/MAMA_R02_STILL_0010557-1-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ed e Riley est\u00e3o apaixonados um pelo outro e vivem uma boa vida em Nova York. Sem saber a respeito de suas pr\u00f3prias origens nem sequer conhecer algu\u00e9m de sua fam\u00edlia, Ed \u00e9 presenteado por Riley com uma esp\u00e9cie de artefato tecnol\u00f3gico que promete analisar o seu DNA e revelar as suas ra\u00edzes. Ed, portanto, descobre a exist\u00eancia de um irm\u00e3o g\u00eameo, Manuel, e parte para o norte de Portugal para encontr\u00e1-lo. L\u00e1 chegando, conhece tamb\u00e9m sua m\u00e3e, Am\u00e9lia, em uma das cenas mais aterrorizantes e desconfort\u00e1veis do ano: Am\u00e9lia, moribunda e acamada, derrama l\u00e1grimas ao encontrar seu filho h\u00e1 tantos anos perdido; Ed olha para a m\u00e3e com um misto de repulsa e resigna\u00e7\u00e3o, evidentemente emocionado com o encontro apesar de identificar algo muito estranho em seu semblante, um rosto marcado e envelhecido pelo tempo, mas esticado e desfigurado pelo que aparenta um sem n\u00famero de interven\u00e7\u00f5es cir\u00fargicas que esticaram, puxaram e encheram os seus l\u00e1bios, nariz e olhos. O trabalho de maquiagem, aliado \u00e0s interven\u00e7\u00f5es do figurino e da dire\u00e7\u00e3o de arte, contribuem para a aura de f\u00e1bula estabelecida no minuto em que Ed e Riley pisam na casa da fam\u00edlia, ainda que as conex\u00f5es com certo realismo jamais sejam deixadas de lado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Paula Szabo, diretora de arte, povoa a mans\u00e3o com padronagens e itens de decora\u00e7\u00e3o que unem o luxo de uma fam\u00edlia de posses (na sala de estar ergue-se um retrato de fam\u00edlia supostamente pintado por Goya) com o ins\u00f3lito t\u00edpico de uma boa hist\u00f3ria de bruxas (o piso que forma um s\u00edmbolo estranho, as paredes carmim, o por\u00e3o que esconde segredos por tr\u00e1s das sombras), tudo muito bem ressaltado pela eficiente fotografia assinada por Vasco Viana, que joga com as luzes e as sombras para garantir o equil\u00edbrio de tom e de ritmo impresso no filme pela dire\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Abrantes \u00e9 o diretor, ao lado de Daniel Schmidt, de &#8220;Diamantino&#8221; (2018), longa-metragem que chamou a aten\u00e7\u00e3o h\u00e1 alguns anos e conta a hist\u00f3ria de uma estrela do futebol em decad\u00eancia, vivida por Carloto Cotta, que tamb\u00e9m protagoniza &#8220;A Semente do Mal&#8221;. O tipo f\u00edsico e o rosto quadrado de gal\u00e3 do ator s\u00e3o elementos explorados com muita sagacidade por ambos os filmes, mais ainda neste \u00faltimo, no qual Cotta precisa interpretar irm\u00e3os g\u00eameos que falam, se portam e se vestem de forma oposta, e o faz com uma maestria ao mesmo tempo austera e c\u00f4mica assombrosa. Surpreendentemente, Abrantes se revela um prodigioso oper\u00e1rio do horror, super consciente do papel do suspense, da com\u00e9dia, do camp e at\u00e9 do melodrama em sua artesania.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aos estudiosos do cinema de horror, pode interessar uma investiga\u00e7\u00e3o pela hist\u00f3ria do cinema portugu\u00eas com o g\u00eanero. Hist\u00f3ria esta n\u00e3o t\u00e3o prol\u00edfica, sobretudo sob um ponto de vista mais comercial, por\u00e9m com alguns marcos interessantes. O primeiro e talvez mais importante deles seja o longa-metragem &#8220;O Crime de Aldeia Velha&#8221;, obra-prima dirigida por Manuel Guimar\u00e3es em 1964 sobre um vilarejo religioso que acusa uma mulher de estar possu\u00edda pelo dem\u00f4nio. Outro filme nesta mesma linha \u00e9 &#8220;A Maldi\u00e7\u00e3o de Marialva&#8221;, realizado por Antonio de Macedo em 1989 sobre uma condessa acusada de ter poderes sobrenaturais, inspirado na lenda da Dama P\u00e9-de-Cabra e nos escritos de Alexandre Herculano. Ainda, mais recentemente, &#8220;O Bar\u00e3o&#8221; (Edgar P\u00eara, 2011), uma alegoria ao Salazarismo que bebe do imagin\u00e1rio barroco para construir a sua fantasia tamb\u00e9m \u00e9 um \u00f3timo exemplo de como o cinema de horror se desenvolveu ao longo dos anos em Portugal.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-82091\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/MAMA_R01_STILL_0002977-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/MAMA_R01_STILL_0002977-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/MAMA_R01_STILL_0002977-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deixando de lado as terras lusitanas e trazendo a conversa para o Brasil, tamb\u00e9m \u00e9 curiosa a semelhan\u00e7a tem\u00e1tica com o curta-metragem &#8220;Amor S\u00f3 de M\u00e3e&#8221;, grande exemplar do cinema brasileiro dirigido por Dennison Ramalho em 2003. No slogan presente no cartaz de &#8220;A Semente do Mal&#8221; lemos os seguintes dizeres: &#8220;Amor de m\u00e3e \u00e9 para sempre&#8221;. Am\u00e9lia, m\u00e3e de Ed e Manuel, ama-os fervorosa e alucinadamente, e na medida em que avan\u00e7amos na trama e descobrimos um pouco mais do segredo que rege esta rela\u00e7\u00e3o familiar mais apreensivos e perplexos ficamos. N\u00f3s, espectadores, e a namorada de Ed, que logo cedo nota a enrascada em que se meteu. A atriz Brigette Lundy-Paine interpreta Riley com carisma e seguran\u00e7a, e \u00e9 respons\u00e1vel por guiar o espectador pelo turbilh\u00e3o de emo\u00e7\u00f5es que a narrativa prop\u00f5e. Aqui, uma m\u00e1 escala\u00e7\u00e3o faria todo o projeto naufragar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas nem tudo s\u00e3o flores em &#8220;A Semente do Mal&#8221;. Gabriel Abrantes, apesar de muito habilidoso, \u00e0s vezes se mostra acad\u00eamico demais, organizando a a\u00e7\u00e3o de maneira excessivamemte met\u00f3dica, seguindo tanto as regras invis\u00edveis do g\u00eanero que perde a chance de se aventurar por \u00e1guas mais fantasiosas. Um exemplo desse desperd\u00edcio \u00e9 o in\u00edcio da sequ\u00eancia cl\u00edmax do filme, na qual uma montagem paralela &#8211; que vai durar praticamente at\u00e9 a cena final antes do ep\u00edlogo &#8211; mostra Riley lutando pela pr\u00f3pria vida enquanto Ed encara os &#8220;verdadeiros encantos&#8221; de sua m\u00e3e; para quem assistiu a &#8220;X &#8211; A Marca da Morte&#8221; (Ti West, 2022), a cena n\u00e3o vai parecer t\u00e3o surpreendente assim, e Abrantes bem que poderia ter brincado um pouco mais com a representa\u00e7\u00e3o de uma ideia de possess\u00e3o e controle, mas acaba apostando no b\u00e1sico, ainda que algumas imagens guardem certa for\u00e7a repugnante. Abrantes afirma em entrevistas que se inspirou na sequ\u00eancia final de &#8220;O Iluminado&#8221; para conceber esse artif\u00edcio narrativo t\u00e3o caro \u00e0 constru\u00e7\u00e3o do suspense, mas o seu desfecho, diferente do filme do Kubrick, precisava de uma base bem mais s\u00f3lida para funcionar do ponto de vista dram\u00e1tico. A \u00fanica personagem que reivindica o nosso desassossego \u00e9 Riley, mas o filme tamb\u00e9m tenta nos impactar por meio de outros eventos e personagens, inclusive apari\u00e7\u00f5es novas que foram apresentadas de forma t\u00e3o rasa e mec\u00e2nica que jamais soam apropriadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em resumo, &#8220;A Semente do Mal&#8221; preza mais pela harmonia do que pelo risco, garantindo uma estrutura dramat\u00fargica eficiente, por\u00e9m com um estilo evidentemente acanhado, em uma tentativa at\u00e9 bastante \u00f3bvia de se adequar ao mercado internacional &#8211; a pr\u00f3pria escolha do ingl\u00eas como idioma central adotado pelos personagens, ainda que narrativamente justificada, corrobora com essa ideia. De todo modo, o longa portugu\u00eas reclama um espa\u00e7o estimulante entre a ind\u00fastria e a artesania, lan\u00e7a indaga\u00e7\u00f5es a respeito de quest\u00f5es t\u00e3o em voga como a no\u00e7\u00e3o de ancestralidade e acerta sobretudo quando utiliza o humor e o melodrama, sob a l\u00f3gica contestadora do horror, para cozinhar as emo\u00e7\u00f5es de seus personagens e cravar as unhas na alma de seu espectador.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"A Semente do Mal | Trailer Legendado | 13 de junho nos cinemas\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/GnHrK1LRedM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013 Leandro Luz (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/leandro_luz\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@leandro_luz<\/a>) escreve e pesquisa sobre cinema desde 2010. Coordena os projetos de audiovisual do Sesc RJ desde 2019 e exerce atividades de cr\u00edtica nos podcasts&nbsp;<a href=\"https:\/\/podcasters.spotify.com\/pod\/show\/plano-sequencia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Plano-Sequ\u00eancia<\/a>&nbsp;e&nbsp;<a href=\"https:\/\/podcasters.spotify.com\/pod\/show\/plano-sequencia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">1 disco, 1 filme<\/a>.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Longa preza mais pela harmonia do que pelo risco e reclama um espa\u00e7o estimulante entre a ind\u00fastria e a artesania. 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