{"id":81681,"date":"2024-05-20T01:06:00","date_gmt":"2024-05-20T04:06:00","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=81681"},"modified":"2024-06-18T00:09:35","modified_gmt":"2024-06-18T03:09:35","slug":"entrevista-do-litoral-catarinense-conheca-o-quarteto-de-rock-classico-carmel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/05\/20\/entrevista-do-litoral-catarinense-conheca-o-quarteto-de-rock-classico-carmel\/","title":{"rendered":"Entrevista: Do litoral catarinense, conhe\u00e7a o quarteto de rock cl\u00e1ssico Carmel"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista de\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/BrunoPinguim47\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bruno Moraes<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 imposs\u00edvel n\u00e3o pensar a respeito de toda a hist\u00f3ria e est\u00e9tica da chamada &#8220;era de ouro do rock and roll&#8221; do ao falar do quarteto <a href=\"https:\/\/linktr.ee\/carmelbanda\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Carmel<\/a>, do litoral catarinense. Isto porque, tanto em seu material autoral quanto no repert\u00f3rio vasto executado em seus shows, as conven\u00e7\u00f5es est\u00e9ticas (e alguns dos grandes nomes) das d\u00e9cadas de 1960 e 1970 aparecem com for\u00e7a: da primeira, a criatividade do pensamento livre (ali\u00e1s, nome do EP de estreia da jovem banda); da segunda, o peso e a mescla de sonoridades t\u00e3o marcante no rock setentista tanto internacional quanto aqui no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Scream &amp; Yell conversou com Clifton Macnamara, o \u201cCliff\u201d (bateria), Aline Titon (voz, teclados e percuss\u00e3o), Matheus Lib\u00f3rio (Guitarra e Voz) e Andr\u00e9 Silva (baixo e voz) <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/03\/05\/psicodalia-2024-dia-5-encerrando-o-festival-com-chico-cesar-jogo-duro-nouvella-carmel-e-mais\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ap\u00f3s um show no Psicod\u00e1lia<\/a> que mostrou, assim como o <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/05\/04\/tres-perguntas-de-florianopolis-nouvella-fala-sobre-a-importancia-de-um-rock-and-roll-aberto-a-novas-ideias\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Nouvella<\/a>, que temos artistas jovens trazendo todo esse legado do rock cl\u00e1ssico, mas com uma roupagem de ideias atualizadas. O quarteto que une membros de Itaja\u00ed, Balne\u00e1rio Cambori\u00fa e Itapema bateu um papo sobre influ\u00eancias, o respeito e rever\u00eancia que t\u00eam pela imensa gama de artistas do Brasil dos anos 1970 e mesmo sobre um single ainda in\u00e9dito, \u201cCriatura da Noite\u201d, que logo deve estar nas plataformas (local em que voc\u00ea pode ouvir o EP &#8220;<a href=\"https:\/\/linktr.ee\/carmelbanda\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pensamento Livre<\/a>&#8220;, lan\u00e7ado em 2023).<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Album - Pensamento Livre\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=OLAK5uy_n5U_gc2ehv8Ucthj5wm9gs-cYBDmhlebM\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como surgiu o Carmel?<\/strong><br \/>\nCliff Macnamara: Cara, a gente come\u00e7ou como um trio em 2018, na verdade. A primeira forma\u00e7\u00e3o era diferente: \u00c9ramos eu, o Matheus e o [Fernando Mafra] \u201cSeco\u201d, que era o baixista. E a\u00ed veio a pandemia, a gente acabou mudando a forma\u00e7\u00e3o\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Matheus Lib\u00f3rio: At\u00e9 2020 a gente tocou bastante. Acho que o \u00faltimo show foi em mar\u00e7o de 2020 e a\u00ed logo depois\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cliff Macnamara: Uma semana antes do lockdown a gente fez um \u00faltimo show. E da\u00ed v\u00e1rias coisas rolaram, mudou a forma\u00e7\u00e3o. Entrou primeiro a Aline e depois entrou o Andrez\u00e3o\u2026 E virou isso que \u00e9 hoje, que nem a gente sabe o qu\u00ea que \u00e9 ainda (risos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Matheus Lib\u00f3rio: E mudou totalmente a pegada da banda. Antes, com o trio, era um lance mais blues, rock classiqu\u00eara! N\u00e3o que n\u00e3o seja cl\u00e1ssico hoje em dia, mas o baguio ficou muito mais pesado!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E o nome da banda?<\/strong><br \/>\nCliff Macnamara: O nome foi um processo longo! Arrumar nome para as coisas \u00e9 sempre muito dif\u00edcil. Nome para banda ainda, \u00e9 horr\u00edvel. A gente tentou e tentou e n\u00e3o ia. Recorremos aos discos e l\u00e1 estava uma pessoa que se chamava Carmel [Williams], num disco bem lado B chamado \u201cPollen\u201d [da banda francesa Pulsar]. A gente bateu o olho e virou o nome da banda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Eu curti muito que voc\u00eas t\u00eam um estilo que \u00e9 muito estruturado, mas tem umas levadas que sugerem que tem muito de jam, de voc\u00eas tocarem improvisando e depois trabalharem em cima, com o som ganhando mais forma no processo. \u00c9 isso mesmo, essa pegada mais livre?<\/strong><br \/>\nMatheus Lib\u00f3rio: Posso dizer assim. A gente \u00e9 muito feliz que, pelo menos nessa forma\u00e7\u00e3o, todos s\u00e3o compositores. Todos t\u00eam ideias muito criativas! Ent\u00e3o o que acontece \u00e9 que, quando a gente se re\u00fane justamente com esse intuito de tocar, \u00e9 muito interessante que \u00e0s vezes vem de um riff de guitarra, \u00e0s vezes vem de uma frase da voz, uma levada de batera\u2026 E a\u00ed, do nada, o neg\u00f3cio vai se transformando cada vez mais. E v\u00e3o surgindo as can\u00e7\u00f5es&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aline Titon: A gente trabalha bastante junto mesmo, com essa abertura de improvisar, ver o que acontece, testar ideias de cada um.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Matheus Lib\u00f3rio: Na maioria das vezes a gente elabora depois. Surge alguma ideia nos ensaios, a gente grava ali no telefone mesmo e leva pra casa. E ela [Aline] \u00e9 que tem bolado as letras, a partir do momento que ela entrou na banda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Eu tinha uma leve suspeita que voc\u00ea estava por tr\u00e1s das letras, Aline. E isso \u00e9 uma coisa que me chamou aten\u00e7\u00e3o, porque voc\u00eas fazem um som que est\u00e1 muito voltado para rock cl\u00e1ssico, mas com ideias renovadas (nas letras). Esse rock com essa pegada setentista \u00e0s vezes \u00e9 muito retr\u00f3grado e quadrado, e n\u00e3o \u00e9 o caso de voc\u00eas. Como \u00e9 carregar esse legado do rock cl\u00e1ssico e trazer ideias que transgridam esse conservadorismo que est\u00e1 muito presente no estilo?<\/strong><br \/>\nAline Titon: Perfeito! Isso \u00e9 incr\u00edvel. Porque a gente adora um som cl\u00e1ssico, anos 1960 e 1970, nacionais e internacionais tamb\u00e9m. Mas \u00e9 um cuidado que tem de trazer o que era bom do passado para hoje em dia, e colocar em pauta as coisas de uma forma rica, de uma forma pura, bonita\u2026 Tanto as m\u00fasicas felizes, alegres e legais quanto as que trazem dor tamb\u00e9m. Porque criar \u00e9 canalizar energia, n\u00e9? \u00c0s vezes tem uma musiquinha super dan\u00e7ante, e a outra j\u00e1 \u00e9 AAAAAAAAAH!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>No show de voc\u00eas teve muito destaque as cita\u00e7\u00f5es musicais. Parece que durante as jams a banda meio que \u201cbrinca de pique-pega\u201d com os nossos ouvidos. Da\u00ed entra um riff de \u201cWithin You, Without You\u201d, como na abertura do show. Ou no meio de outra m\u00fasica entra um riff de Led Zeppelin! Isso enriquece a apresenta\u00e7\u00e3o. E, no caso, voc\u00eas trouxeram cita\u00e7\u00f5es de uma forma diferente para o repert\u00f3rio, compondo uma m\u00fasica em homenagem ao Som Nosso de Cada Dia. Voc\u00eas poderiam falar sobre o impacto dessa banda na vida de voc\u00eas?<\/strong><br \/>\nCliff Macnamara: O Som Nosso \u00e9 uma grande refer\u00eancia pra gente! E muitos outros, a gente gosta de Made in Brazil, Casa das M\u00e1quinas <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/03\/04\/psicodalia-2024-dia-4-casa-das-maquinas-francois-muleka-as-aventuras-e-confraria-da-costa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">que tocou no Psicod\u00e1lia ontem<\/a>. A gente ama o rock nacional, porque s\u00e3o her\u00f3is. Fazer o que eles fizeram l\u00e1 atr\u00e1s\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Andr\u00e9 Silva: E com as condi\u00e7\u00f5es e os recursos que eles tinham, ainda\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cliff Macnamara: \u00c9! E a gente est\u00e1 numa onda de tentar relembrar, trazer de volta de alguma maneira esses sons.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aline Titon: \u00c9 incr\u00edvel quando a gente pensa que a galera mais nova n\u00e3o conhece O Som Nosso, Made in Brazil&#8230; S\u00e3o bandas sensacionais e a galera n\u00e3o fala sobre isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Matheus Lib\u00f3rio: O Som Imagin\u00e1rio tamb\u00e9m \u00e9 outro som super louco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aline Titon: Pois \u00e9, e muita gente n\u00e3o conhece as bandas, que s\u00e3o bandas nossas e fizeram a hist\u00f3ria do rock no Brasil. A gente traz isso tamb\u00e9m pra tentar resgatar e mostrar \u201cMeu, olha o que tinha aqui de massa!\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Matheus Lib\u00f3rio: Honrar aqueles que vieram antes da gente, n\u00e9? Porque se n\u00e3o fosse por essa galera, acho que nenhum de n\u00f3s estaria aqui fazendo isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aline Titon: Nossas refer\u00eancias do cen\u00e1rio nacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pois \u00e9! Eu estava conversando com um grande amigo que \u00e9 f\u00e3 de prog-rock, mandando uns discos pra ele de progressivo nacional e falei que \u00e9 impressionante como d\u00e1 para ficar um ano inteiro ouvindo progressivo dos anos 70 e 80 sem precisar ouvir uma banda de fora do Brasil.<\/strong><br \/>\nMatheus Lib\u00f3rio: Total, cara! Nossa!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aline Titon: Exato, e fica bem no submundo. Ningu\u00e9m conhece quase.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Andr\u00e9 Silva: E em rela\u00e7\u00e3o ao Som Nosso, \u00e9 legal dizer que a gente tem realmente essa rela\u00e7\u00e3o. Tanto \u00e9 que a m\u00fasica que voc\u00ea falou, a \u201cFramboesa\u201d, ela tem essa cita\u00e7\u00e3o \u00e0s m\u00fasicas do Som Nosso. \u00c9 realmente uma homenagem. Ela faz uma cita\u00e7\u00e3o \u00e0 \u201cPra Segurar\u201d, do Som Nosso. N\u00f3s entramos em contato com a filha do Pedr\u00e3o Baldanza! At\u00e9 para pedir uma autoriza\u00e7\u00e3o e tudo mais. Depois mandamos o EP pra ela, porque \u00e9 uma influ\u00eancia que n\u00e3o tem como fugir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Matheus Lib\u00f3rio: Essa m\u00fasica quem escreveu foi o Seco, junto com o Clifton da forma\u00e7\u00e3o original. E tinham algumas palavras na \u201cPra Segurar\u201d que cabiam perfeitamente na se\u00e7\u00e3o final da m\u00fasica, combinavam com o que j\u00e1 tinha sido escrito antes. E n\u00e3o tinha sa\u00edda! Ficamos muito felizes de ter conseguido gravar desse jeito, porque \u00e9 uma banda que a gente respeita e gosta muito!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E nessa m\u00fasica todos voc\u00eas tiveram uma chance de mostrar algo de destaque. O Cliff com um prato de ataque fant\u00e1stico, essa dupla vocal da Aline e do Matheus, que tamb\u00e9m \u201ctaca fogo\u201d na guitarra e, o groove de baixo do Andr\u00e9, que muitas vezes \u00e9 deixado de lado por quem curte rock cl\u00e1ssico, mas eu peguei porque adoro baixo. E, para al\u00e9m do groove, voc\u00ea encerrou a m\u00fasica com um jeito bem suave de tocar, que chega a lembrar algo de folk. O folk e o folk rock t\u00eam uma influ\u00eancia significativa no Carmel?<\/strong><br \/>\nAndr\u00e9 Silva: \u00c9 muito doido porque, quando a gente pensa nesse rock dos anos 1970, esse foi um per\u00edodo t\u00e3o rico culturalmente, que tinha desde esse hard-rock mais ousado, tinha o progressivo que a gente gosta muito\u2026 Eu sou f\u00e3 de Yes, e toda vez que eu come\u00e7o a falar de Yes a galera j\u00e1 fica com cara de \u201cl\u00e1 vem ele falar de Yes\u201d (risos). Ent\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil [destacar uma coisa espec\u00edfica]. Ainda tem o lado do funk, do James Brown e tudo mais. Ent\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil cravar \u201cvoc\u00eas s\u00e3o uma banda de hard-rock\u201d, porque tem de tudo. Se a gente come\u00e7ar a dissecar mesmo as m\u00fasicas, as composi\u00e7\u00f5es e a vis\u00e3o de cada um, sempre tem uma surpresinha. Sempre tem uma coisinha que vai virando uma novidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E voc\u00eas t\u00eam interesse em pegar mais a m\u00fasica de raiz brasileira para projetos futuros? Acho que d\u00e1 uma mescla bem bacana, os nossos ritmos populares.<\/strong><br \/>\nAndr\u00e9 Silva: Ah, com certeza. A gente j\u00e1 faz isso. N\u00e3o tem como fugir do rock brasileiro, porque a gente cresceu ouvindo Mutantes, Novos Baianos, e a gente toca bastante som deles. E n\u00e3o tem como, Brasil \u00e9 Brasil, n\u00e9?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Matheus Lib\u00f3rio: E mesmo o nosso rock do Brasil pega qualquer coisa, desde o samba, MPB, o choro. Porque o Brasil \u00e9 maravilhoso, e tem um tempero especial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E voc\u00eas t\u00eam alguma influ\u00eancia mais lado B, C, D que gostariam de destacar?<\/strong><br \/>\nCliff Macnamara, Matheus Lib\u00f3rio e Andr\u00e9 Silva: O Peso!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aline Titon: Chegou esse momento! (risos) Todo show a gente faz uma vers\u00e3o nossa de uma m\u00fasica do Led Zeppelin e coloca no meio uma m\u00fasica d\u2019O Peso. Eles s\u00e3o uma banda que tem um disco s\u00f3, que est\u00e1 nos servi\u00e7os de streaming e tal. Mas quase ningu\u00e9m conhece. Lado B, Lado C do Brasil, e \u00e9 incr\u00edvel. O Peso \u00e9 a nossa indica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Gente, uma \u00faltima pergunta muito corrida. Mas acho muito importante, porque voc\u00eas apresentaram a can\u00e7\u00e3o \u201cCriatura da Noite\u201d dizendo que ela \u00e9 sobre vampiros. E esses mitos de v\u00e1rias criaturas da noite muitas vezes v\u00eam de algum cerceamento de pessoas que viviam de um modo diferente. O Dr\u00e1cula de Bram Stoker \u00e9 um pouco sobre xenofobia. As ca\u00e7as \u00e0s bruxas tamb\u00e9m tinham a ver com cren\u00e7as, uso de plantas curativas ou com potencial psicotr\u00f3pico que iam contra dogmas da Igreja. E aqui no Psicod\u00e1lia a gente est\u00e1 vendo uma certa classifica\u00e7\u00e3o do Festival <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/02\/29\/psicodalia-2024-dia-1-caravanas-atrasos-caes-farejadores-e-black-pantera-marcaram-primeiro-dia-do-festival\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">como se tamb\u00e9m f\u00f4ssemos criaturas da noit<\/a>e, sobrenaturais. E temos de \u201ctomar cuidado\u201d, como diz a letra! Voc\u00eas gostariam de comentar sobre essas pessoas super perigosas do Psicod\u00e1lia?<\/strong><br \/>\nAline Titon: Ent\u00e3o, \u201cCriatura da Noite\u201d \u00e9 sobre vampiros, mas tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 sobre vampiros. Como todas as m\u00fasicas. A interpreta\u00e7\u00e3o \u00e9 livre. A gente come\u00e7ou essa letra de modo meio aleat\u00f3rio. Eu comecei, o Matheus continuou, foi dando ideias. A gente tem sombras de todas as formas. Mas \u00e9 muito natural se sentir bem na noite.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Matheus Lib\u00f3rio: P\u00f4, somos bo\u00eamios, n\u00e9? Somos artistas, e a noite \u00e9 parte disso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aline Titon: \u201cO Dia me assusta, a Noite me cura\u201d. Ent\u00e3o n\u00f3s n\u00e3o somos t\u00e3o maus assim&#8230;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-81684\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/carmel12.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"684\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/carmel12.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/carmel12-300x274.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/BrunoPinguim47\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bruno de Sousa Moraes<\/a>\u00a0migrou das ci\u00eancias biol\u00f3gicas para a comunica\u00e7\u00e3o depois de um curso de jornalismo cient\u00edfico. Desde ent\u00e3o, publica mat\u00e9rias sobre ecologia e conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade, e est\u00e1 se arriscando pelo jornalismo musical.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O Scream &#038; Yell conversou com Clifton Macnamara, o \u201cCliff\u201d (bateria), Aline Titon (voz, teclados e percuss\u00e3o), Matheus Lib\u00f3rio (Guitarra e Voz) e Andr\u00e9 Silva (baixo e voz) nos bastidores do Psicodalia\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/05\/20\/entrevista-do-litoral-catarinense-conheca-o-quarteto-de-rock-classico-carmel\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":136,"featured_media":81683,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[7068,2643],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81681"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/136"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=81681"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81681\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":81768,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81681\/revisions\/81768"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/81683"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=81681"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=81681"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=81681"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}