{"id":8143,"date":"2011-03-07T17:04:09","date_gmt":"2011-03-07T20:04:09","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=8143"},"modified":"2020-11-17T04:27:18","modified_gmt":"2020-11-17T07:27:18","slug":"esse-voce-precisa-ouvir-eskobar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/03\/07\/esse-voce-precisa-ouvir-eskobar\/","title":{"rendered":"Esse voc\u00ea precisa ouvir: Eskobar"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong><a href=\"http:\/\/twitter.com\/jotadablio\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-8144 aligncenter\" title=\"eskobar\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/eskobar.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"202\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/eskobar.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/eskobar-300x100.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/a>por <a href=\"http:\/\/twitter.com\/jotadablio\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Jorge Wagner <\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estados Unidos, Canad\u00e1 e Gr\u00e3-Bretanha. Para a alegria dos mais antenados, ou pelo menos dos &#8220;pseudo-mais-antenados&#8221;, essa \u00faltima op\u00e7\u00e3o j\u00e1 d\u00e1 conta de pa\u00edses como Esc\u00f3cia e Pa\u00eds de Gales.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tente lembrar, entre as grandes bandas gringas contempor\u00e2neas que voc\u00ea conhece (e digo grande no sentido de qualidade, n\u00e3o de fama), quantas n\u00e3o s\u00e3o origin\u00e1rias de uma dessas localidades. E agora conte-me: em quais pa\u00edses, e em quais bandas voc\u00ea pensou? Talvez na Isl\u00e2ndia, e no Sigur R\u00f3s. Ou Dinamarca, caso tenha se lembrado do Mew. Mas&#8230; pensou na Su\u00e9cia?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se a resposta for sim, bom sinal. Significa, pelo menos, que voc\u00ea anda visitando o Scream &amp; Yell e, seguindo as orienta\u00e7\u00f5es de Eduardo Palandi, procurou ouvir o disco &#8220;Vapen Och Ammunition&#8221;, do Kent. Ou nada disso. Talvez voc\u00ea apenas tenha lembrado do Hives. Mas, j\u00e1 que voc\u00ea pensou naquele que \u00e9, segundo Eduardo, o &#8220;pa\u00eds do refr\u00e3o&#8221;, por acaso lembrou de um trio chamado Eskobar? N\u00e3o? Ent\u00e3o ainda h\u00e1 tempo&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No final de 1996, tr\u00eas amigos com m\u00e9dia de 23 anos, residentes da pequena cidade de \u00c5kersberga, a 30 Km de Estocolmo, formam uma banda e come\u00e7am a tocar juntos pelos lados da capital. Tr\u00eas anos depois, ainda sem nome e tendo em m\u00e3os uma demo com tr\u00eas m\u00fasicas, Daniel Bellqvist, Frederik Z\u00e4ll e Robert Birming (voz, guitarra e bateria, respectivamente) conseguem um contrato com a V2 Music.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O nome Escobar foi sugerido por um manager americano. Trocando o &#8220;c&#8221; pelo &#8220;k&#8221;, agora eles tinham um nome. Precedido pelo single &#8220;On A Train&#8221;, lan\u00e7ado quatro meses antes, em 27 de mar\u00e7o de 2000 sai &#8220;Til We&#8217;re Dead&#8221;, disco de estr\u00e9ia do grupo. A sonoridade desse pequeno \u00e1lbum, de apenas 35 minutos, \u00e9 extremamente melanc\u00f3lica, e gira em torno do denominado New Folk, o que os aproximava de grupos como Mazzy Star, Cowboy Junkies, entre outros. J\u00e1 os destaques ficam por conta de &#8220;Good Day for Dying&#8221; &#8211; depois da primeira audi\u00e7\u00e3o \u00e9 quase imposs\u00edvel n\u00e3o se pegar cantarolando os versos do refr\u00e3o (&#8220;It&#8217;s such a good day for dying \/ But still I&#8217;ve never been crying \/ So maybe I should be waiting \/ For god and me to be dating&#8221;) &#8211; e &#8220;So&#8221;, al\u00e9m de &#8220;Love&#8221;, que, assim como &#8220;Poor Boy&#8221;, de Nick Drake, d\u00e1 a impress\u00e3o de ser uma tentativa estrangeira de se compor uma&#8230; Bossa Nova!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em outubro de 2001 \u00e9 lan\u00e7ado &#8220;There&#8217;s Only Now&#8221;, segundo \u00e1lbum do trio. Logo na faixa de abertura, &#8220;Move On&#8221;, com bateria bem mais pulsante que qualquer outra faixa do debute, fica claro que a banda n\u00e3o estava muito interessada em manter o r\u00f3tulo de New Folk. Fazem pop, e ponto!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E \u00e9 assim que este \u00e1lbum segue, com seus refr\u00f5es pegajosos, melodias g\u00e9lidas, teclados e uso de batidas eletr\u00f4nicas, mostrando o porqu\u00ea de suas m\u00fasicas terem sido executadas com boa aceita\u00e7\u00e3o nas principais r\u00e1dios pop da Europa. Aqui Daniel Bellqvist explora bem mais a sua voz (doce, suave e mel\u00f3dica o suficiente pra nos deixar com a impress\u00e3o de que pode ser uma mulher, e n\u00e3o um homem, que se encarrega dos vocais do grupo) do que havia feito no disco anterior, mostrando-se um vocalista t\u00e9cnico e seguro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fica claro tamb\u00e9m que o grupo n\u00e3o est\u00e1 interessado em falar sobre quaisquer outras coisas que n\u00e3o sejam sentimentos. O guitarrista Frederik Zall chegou a declarar na \u00e9poca: &#8220;Algumas bandas usam sua fama para espalhar mensagens sociais ou pol\u00edticas e n\u00f3s respeitamos isso&#8221;. E foi endossado por Daniel: &#8220;Mas nossa m\u00fasica \u00e9 a express\u00e3o dos nossos sentimentos, e preferimos n\u00e3o misturar as coisas&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os pontos altos ficam por conta da citada &#8220;Move On&#8221;, &#8220;On The Ground&#8221; (onde Daniel faz bom uso de falsetes e mostra realmente o grande vocalista que \u00e9), &#8220;Tell Me I am Wrong&#8221; (&#8220;Eu estou errado, mas me sinto livre e pequeno ao mesmo tempo&#8221;), &#8220;Save The Day&#8221; e &#8220;Someone New&#8221;, faixa em que o grupo recebe Heather Nova (diga-se de passagem, sua influ\u00eancia mais evidente), para um dueto com Daniel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar do \u00e1lbum apresentar apenas cinco minutos a mais que o anterior, cinco m\u00fasicas surgem como &#8220;pontos altos&#8221;, e as outras n\u00e3o ficam atr\u00e1s, em um CD de 11 faixas. N\u00e3o por acaso. Este \u00e9 sim um grande disco, e um tanto superior ao primeiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;A Thousand Chances chegou&#8221; \u00e0s lojas em 31 de mar\u00e7o de 2004, quase exatos quatro anos ap\u00f3s &#8220;Til We&#8217;re Dead&#8221;, e parece ser a perfeita jun\u00e7\u00e3o de tudo que a banda fez ao longo desse tempo, como uma mistura dos dois discos anteriores. Como que de prop\u00f3sito, a primeira faixa, &#8220;Cold Night&#8221;, que d\u00e1 destaque ao viol\u00e3o e tem ao fundo uma bela steel guitar (ali\u00e1s, Frederik Zall utiliza bastante o instrumento, desde o primeiro trabalho da banda), remete \u00e0 &#8220;&#8216;Til We&#8217;re Dead&#8221; e \u00e0 clara influ\u00eancia folk de artistas como Nick Drake e The Byrds, seguida de &#8220;Big Sleeper&#8221;, que caberia perfeitamente em &#8220;There&#8217;s Only Now&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;You Got Me&#8221;, terceira faixa, traz na introdu\u00e7\u00e3o uma linha de baixo interessante, quase oitentista, retomada no refr\u00e3o, enquanto Daniel declara: &#8220;Well hey you got me right where you want me \/ You knock me out, but you still haunt me \/ Well hey you got right where you want me, to be&#8221;. Mais uma vez, quando repete, voc\u00ea se pega cantando junto. E ao longo das demais oito faixas (entre as quais \u00e9 poss\u00edvel destacar &#8220;Violence&#8221;, &#8220;Love Strikes&#8221; &#8211; que chega a lembrar os bons tempos do U2 na introdu\u00e7\u00e3o &#8211; e a ac\u00fastica &#8220;Freedon&#8221;) est\u00e1 tudo ali: melodias doces e tristes, t\u00e9cnicas vocais apuradas, letras que tratam unicamente de sentimentos, rela\u00e7\u00f5es. Tudo entrela\u00e7ado com refer\u00eancias folk, e influencia de Heather Nova, numa receita capaz de transformar um trio do interior sueco em uma das bandas pop de maior qualidade de sua gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se por um lado \u00e9 interessante descobrir em pa\u00edses distantes, improv\u00e1veis ou n\u00e3o, bandas de tamanha qualidade, por outro, \u00e9 lament\u00e1vel que grandes gravadoras desprezem, na \u00edntegra, a discografia de um grupo t\u00e3o bom quanto o Eskobar, enquanto muitas vezes gastam rios de dinheiro para promover bandas de qualidade extremamente duvidosa, apenas por virem desse ou daquele outro lugar. Corrija este erro voc\u00ea mesmo, pois aqui est\u00e3o tr\u00eas discos que voc\u00ea precisa ouvir.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>Texto publicado originalmente na vers\u00e3o 1.0 do Scream &amp; Yell em 20\/01\/2006<\/em><\/strong><\/p>\n<p>*******<\/p>\n<p><strong>Leia Tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; &#8220;Vapen Och Ammunition&#8221;, do Kent, por Eduardo Palandi (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/12\/27\/vapen-och-ammunition-do-kent\/\" target=\"_self\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; &#8220;Eskobar&#8221;, o quarto \u00e1lbum do trio sueco, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2006\/11\/06\/disco-da-semana-13\/\" target=\"_self\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Jorge Wagner\nTr\u00eas amigos residentes da pequena cidade de \u00c5kersberga, a 30 Km de Estocolmo, formam uma banda muito interessante.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/03\/07\/esse-voce-precisa-ouvir-eskobar\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":20,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[4937,4783,4854,4782],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8143"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/20"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8143"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8143\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":57861,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8143\/revisions\/57861"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8143"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8143"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8143"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}