{"id":81283,"date":"2024-04-25T00:06:00","date_gmt":"2024-04-25T03:06:00","guid":{"rendered":"http:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=81283"},"modified":"2024-06-12T00:11:57","modified_gmt":"2024-06-12T03:11:57","slug":"aumenta-que-e-rocknroll-filme-sobre-a-maldita-radio-fluminense-e-divertido-romantico-e-musicalmente-inveterado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/04\/25\/aumenta-que-e-rocknroll-filme-sobre-a-maldita-radio-fluminense-e-divertido-romantico-e-musicalmente-inveterado\/","title":{"rendered":"&#8220;Aumenta que \u00e9 Rock&#8217;n&#8217;Roll&#8221;, filme sobre a &#8220;Maldita&#8221; R\u00e1dio Fluminense \u00e9 divertido, rom\u00e2ntico e musicalmente inveterado"},"content":{"rendered":"<h2><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-81287 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/maldita3.jpg\" alt=\"\" width=\"532\" height=\"762\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/maldita3.jpg 532w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/maldita3-209x300.jpg 209w\" sizes=\"(max-width: 532px) 100vw, 532px\" \/><\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/leandro_luz\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Leandro Luz<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Aumenta que \u00e9 Rock&#8217;n&#8217;Roll&#8221; (Tom\u00e1s Portella, 2024) chega para somar no groove das cinebiografias musicais brasileiras. Seu diferencial, no entanto, \u00e9 que n\u00e3o acompanhamos a trajet\u00f3ria de uma grande banda ou estrela, mas a de um comunicador ou, o que define ainda melhor o filme, a de uma emissora de r\u00e1dio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A &#8220;Maldita&#8221; \u00e9 o apelido carinhoso da nova R\u00e1dio Fluminense, que come\u00e7ou a operar no dial FM, na 94.9 MHz, em mar\u00e7o do badalado ano de 1982, exatamente no momento em que a m\u00fasica brasileira dava uma guinada em dire\u00e7\u00e3o \u00e0s guitarras &#8211; fossem elas mais soturnas, \u00e1cidas ou new wave. Luiz Antonio Mello (Johnny Massaro), jornalista convidado a assumir a dire\u00e7\u00e3o da r\u00e1dio ao lado do amigo Samuca (George Sauma), estava no olho desse furac\u00e3o, e se juntou \u00e0 uma penca de apaixonados por m\u00fasica para revolucionar a maneira como se ouvia rock no Brasil, g\u00eanero at\u00e9 ent\u00e3o subaproveitado nas r\u00e1dios de massa, que ora reverenciavam os cl\u00e1ssicos da MPB, ora se limitavam aos chav\u00f5es internacionais de sempre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com um repert\u00f3rio que come\u00e7ava em Who, Zeppelin, Clash, passava por Arrigo Barnab\u00e9 e Egberto Gismonti, at\u00e9 culminar em Blitz, Legi\u00e3o Urbana e Plebe Rude, os programas idealizados por Luiz Antonio &amp; Seus Blue Caps fizeram a cabe\u00e7a da juventude de Niter\u00f3i e de parte do Rio de Janeiro &#8211; ao menos daquela que conseguia sintonizar a frequ\u00eancia da r\u00e1dio por culpa de sua prec\u00e1ria, mas tamb\u00e9m coerente e sedutora (porque marginal) estrutura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O filme de Tom\u00e1s Portella, divertido, rom\u00e2ntico e musicalmente inveterado &#8211; caracter\u00edstica surpreendente, diga-se de passagem -, \u00e9 baseado no livro &#8220;A Onda Maldita&#8221;, publicado por Luiz Antonio Mello em 1992, mesma publica\u00e7\u00e3o que serviu de inspira\u00e7\u00e3o para a realizadora Tet\u00ea Mattos dirigir um par de \u00f3timos document\u00e1rios a respeito da hist\u00f3ria da r\u00e1dio, de seus fazedores e, parte fundamental da empreitada, de seus ouvintes (ambos intitulados &#8220;A Maldita&#8221;: o primeiro, um curta-metragem de 2007 <a href=\"https:\/\/vimeo.com\/528058001\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">que pode ser assistido aqui<\/a>; o segundo, um longa lan\u00e7ado em 2019). Para quem j\u00e1 conhece a hist\u00f3ria, seja porque viveu o furdun\u00e7o h\u00e1 \u00e9poca ou pela curiosidade de ler o livro ou de assistir aos document\u00e1rios, &#8220;Aumenta que \u00e9 Rock&#8217;n&#8217;Roll&#8221; pode funcionar como um retrato hist\u00f3rico romanceado, repleto de ternura e energia. J\u00e1 para o restante do p\u00fablico, seja ele composto por pessoas que viveram os anos 1980 alheios \u00e0s ondas da Maldita ou por uma gera\u00e7\u00e3o que nem sequer conheceu o h\u00e1bito de escutar m\u00fasica no r\u00e1dio, o filme deve ser assimilado como uma com\u00e9dia dram\u00e1tica das boas, capaz de (rar\u00edssimo caso brasileiro) retratar muito bem \u00edcones e mitos da nossa cultura popular massiva ao mesmo tempo em que constr\u00f3i uma estrutura dram\u00e1tica harmoniosa, com personagens fortes e que n\u00e3o apenas servem a uma suposta &#8220;fun\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica&#8221;, ainda que todos estejam bem sintonizados com as emo\u00e7\u00f5es minuciosamente calculadas pelos seus realizadores.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-81289 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/maldita4.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/maldita4.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/maldita4-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste contexto, o destaque vai para o roteirista L.G. Bay\u00e3o, que consegue costurar um bom n\u00famero de informa\u00e7\u00f5es e de personagens sem tornar a narrativa excessivamente dispersa, na mesma medida em que sustenta o drama nos elementos certos: a rela\u00e7\u00e3o de amizade entre dois amigos, na parte introdut\u00f3ria da trama, e o romance intermitente vivido pelo protagonista, do meio para o final. Bay\u00e3o \u00e9 um oper\u00e1rio da escrita (al\u00e9m de trabalhar para o cinema, tamb\u00e9m \u00e9 escritor), sempre interessado em projetos de envergadura e com um olho atento para oportunidades que o coloquem em di\u00e1logo com o grande p\u00fablico. Dentre os mais de 20 longas-metragens em que assina como roteirista, s\u00e3o dele os roteiros da \u00f3tima trinca de com\u00e9dia em parceria com Halder Gomes e Edmilson Filho, &#8220;O Shaolin do Sert\u00e3o&#8221; (2016), &#8220;Cine Holli\u00fady 2: A Chibata Sideral&#8221; (2018) e &#8220;Bem-Vinda a Quixeramobim&#8221; (2022), e os dois primeiros filmes de uma das s\u00e9ries infantis mais bem sucedidas no pa\u00eds (&#8220;D.P.A. Detetives do Pr\u00e9dio Azul&#8221;). Al\u00e9m disso, colaborou com nomes interessantes como Jeferson De, Julia Rezende e Helv\u00e9cio Ratton, e j\u00e1 havia se enveredado na escrita de cinebiografias, ajudando a construir as personas do famoso escritor associado ao espiritismo em &#8220;Kardec&#8221; (Wagner de Assis, 2019), e do gigante gentil Erasmo Carlos em &#8220;Minha Fama de Mau&#8221; (Lui Farias, 2019).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre acertos e erros na carreira, Bay\u00e3o tem se mostrado um h\u00e1bil artes\u00e3o que, no projeto e com as parcerias certas, consegue fazer transparecer a sua destreza para contar hist\u00f3rias. Em &#8220;Aumenta que \u00e9 Rock&#8217;n&#8217;Roll&#8221;, a saga para levantar e sustentar comercialmente um projeto ut\u00f3pico e marginal, empreendida pelo protagonista, \u00e9 o sustent\u00e1culo da fic\u00e7\u00e3o, e apesar de alguns deslizes no que tange ao tempo narrativo &#8211; a trama se passa em um per\u00edodo de tr\u00eas anos, de 1982, estreia da Maldita, a 1985, ano da primeira edi\u00e7\u00e3o do Rock in Rio &#8211; o filme consegue incorporar o esp\u00edrito de uma \u00e9poca importante para a m\u00fasica e para a sociedade brasileiras e faz cada minuto de suas duas horas de dura\u00e7\u00e3o soarem imprescind\u00edveis, aspecto raro em projetos como esse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este \u00e9 o segundo trabalho de Bay\u00e3o com o diretor Tom\u00e1s Portella (o outro se chama &#8220;4&#215;100: Correndo por um Sonho&#8221;, de 2021), cuja carreira, por sua vez, nunca gozou de grandes \u00eaxitos por parte da cr\u00edtica. Ainda assim, h\u00e1 um sopro de vida aqui que decorre n\u00e3o s\u00f3 da sintonia entre roteirista e diretor, como tamb\u00e9m do primoroso trabalho da equipe de dire\u00e7\u00e3o de arte e figurino, que reconstr\u00f3i os anos 1980 com vigor e confian\u00e7a. \u00c9 prazeroso assistir a uma boa encena\u00e7\u00e3o de shows da Legi\u00e3o Urbana e d&#8217;Os Paralamas do Sucesso, por exemplo, utilizando-se do Teatro Rival (bem marcado para quem conhece a vida cultural do Rio de Janeiro) como loca\u00e7\u00e3o e de atores que sutilmente aproveitam-se de trejeitos marcantes de seus frontman para colocar o espectador no clima certo. Falando nisso, o elenco como um todo tamb\u00e9m se revela coeso e muito engajado em navegar pelos dramas apresentados, sejam eles reais ou fict\u00edcios, mais ou menos calcados nos eventos biogr\u00e1ficos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Johnny Massaro interpreta Luiz Antonio Mello com desenvoltura, caracterizando-o como um jovem &#8220;meio inconsequente, meio careta&#8221;, que est\u00e1 disposto a arriscar tudo pela m\u00fasica, mas sequer consegue frequentar os shows que a sua equipe organiza por conta de sua fobia de multid\u00f5es. Quem o leva a confrontar os seus medos \u00e9 a explosiva Alice, uma das locutoras da Maldita cuja insubordina\u00e7\u00e3o e rebeldia provocam &#8211; e encantam &#8211; Luiz Antonio, que logo se v\u00ea perdidamente apaixonado por ela. A personagem \u00e9 vivida por Marina Provenzzano, que adota uma postura equilibrada entre o deslumbramento e a excita\u00e7\u00e3o de fazer parte de um projeto inovador e a lassid\u00e3o de ter que administrar uma vida dupla, trama que se desenvolve mais adiante e que se torna um obst\u00e1culo para o casal. Ali\u00e1s, um dos trunfos do filme \u00e9 esse romance, constru\u00eddo de forma bastante tang\u00edvel, bem temperado com sentimentos facilmente reconhec\u00edveis para qualquer pessoa que j\u00e1 tenha se apaixonado na vida. \u00c9 uma pena que, logo no finalzinho, em sua resolu\u00e7\u00e3o, o roteirista prefira se auto sabotar e, ao inv\u00e9s de aproveitar uma conclus\u00e3o coerente com as turbul\u00eancias vividas pelos dois &#8211; melanc\u00f3lica, sim, mas verdadeira -, ceda lugar para uma catarse clich\u00ea. Escolha perdo\u00e1vel, mas indigesta.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-81286 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/maldita2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/maldita2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/maldita2-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E n\u00e3o s\u00e3o apenas os atores principais que se destacam. Caso nem sempre comum, praticamente todos os coadjuvantes fazem um \u00f3timo trabalho, com men\u00e7\u00e3o especial ao grupo de mulheres locutoras (sim, na Maldita, a locu\u00e7\u00e3o era majoritariamente feminina, contrariando todas as &#8220;regras&#8221; da comunica\u00e7\u00e3o vigente), que ganham uma penca de cenas divertidas e fundamentais para que o esp\u00edrito daquele coletivo seja adequadamente transmitido ao espectador. Os momentos mais legais e que melhor ajudam a instaurar esse esp\u00edrito s\u00e3o os que mostram as confus\u00f5es durante a transmiss\u00e3o dos programas, desde uma promo\u00e7\u00e3o com camisetas da banda londrina Adam and the Ants que d\u00e1 muito errado pelo envolvimento de formigas de verdade (em ingl\u00eas, &#8220;ant&#8221; \u00e9 o nome dado para o inseto), at\u00e9 uma conversa extremamente \u00edntima entre duas locutoras que termina vazando pelo microfone, e consequentemente chegando aos ouvintes, por causa de um defeito no equipamento da transmiss\u00e3o. Esses epis\u00f3dios n\u00e3o servem simplesmente como al\u00edvio c\u00f4mico, e sim est\u00e3o muito conectados com a arte &#8211; um tanto esquecida &#8211; de se fazer r\u00e1dio no Brasil. Outros atores fazem breves, contudo \u00f3timas interven\u00e7\u00f5es, como \u00e9 o caso de Charles Fricks interpretando um Roberto Medina canastr\u00e3o e alucinado, e de Or\u00e3 Figueiredo dando vida ao superintendente respons\u00e1vel pela Fluminense FM. S\u00f3 um adendo: v\u00e1rios atores de &#8220;Magn\u00edfica 70&#8221; (2015-2018), \u00f3tima s\u00e9rie brasileira da HBO, participam do filme; al\u00e9m de Fricks, j\u00e1 citado acima, Adriano Garib, Hamilton Vaz Pereira, Bella Camero e Raoni Seixas comp\u00f5em o elenco &#8211; isto se deve, possivelmente, \u00e0 atua\u00e7\u00e3o deste \u00faltimo como diretor de elenco tanto na s\u00e9rie quanto no longa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Vamos fazer tudo ao contr\u00e1rio, tocar a \u00faltima faixa do lado B&#8221;. Frases marcantes como essa, declaradas pelas pessoas que fizeram hist\u00f3ria na nova forma de comunica\u00e7\u00e3o radiof\u00f4nica implementada pela Maldita, d\u00e3o conta do tipo de revolu\u00e7\u00e3o que estava em curso. Pouco restou desse jeito de se comunicar com o p\u00fablico, e n\u00e3o tem como n\u00e3o citar o <a href=\"https:\/\/www.roncaronca.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">RoNca RoNca<\/a> como uma das \u00fanicas pe\u00e7as de resist\u00eancia que ainda habitam as frequ\u00eancias sonoras brasileiras. Mesmo que fora do dial, preservado pelas possibilidades da web, Maur\u00edcio Valladares &#8211; fot\u00f3grafo, DJ e radialista incontorn\u00e1vel na m\u00fasica brasileira &#8211; continua at\u00e9 hoje o legado dos programas colocados no ar pela Maldita no auge da emissora. \u00c9 uma pena que ele apare\u00e7a no filme apenas como o &#8220;primo de um amigo da galera&#8221; que est\u00e1 morando em Londres e manda not\u00edcias frescas da terra da rainha (por outro lado, algu\u00e9m que conhe\u00e7a minimamente essa lenda da radiodifus\u00e3o brasileira poderia imaginar algum ator interpretando o cabra? &#8211; melhor assim!). Na verdade, al\u00e9m de ter sido respons\u00e1vel por lan\u00e7ar bandas internacionais desconhecidas do p\u00fablico brasileiro at\u00e9 ent\u00e3o, coisas do naipe de The Cure, New Order e U2, foi tamb\u00e9m das m\u00e3os de Maur\u00edcio e de Liliane Yusim, no programa Rock Alive, que sa\u00edram as primeiras fitinhas K7 das bandas underground absolutamente desconhecidas de Renato Russo e Herbert Vianna, s\u00f3 para ficar nesses dois exemplos que pesam, em retrospecto, mais de uma tonelada!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro acerto dessa transposi\u00e7\u00e3o dos fatos em prol de uma ficcionaliza\u00e7\u00e3o digna do bom cinema \u00e9 a forma como o filme lida com a institui\u00e7\u00e3o &#8220;ouvintes da r\u00e1dio&#8221;. Nota-se, a partir de in\u00fameras escolhas narrativas, a import\u00e2ncia dos ouvintes para a concep\u00e7\u00e3o da programa\u00e7\u00e3o da Maldita, tornando-se praticamente &#8220;coprodutores&#8221;, como afirma Luiz Antonio Mello em entrevistas, algo que se revela no interesse que ainda parece haver em torno do imagin\u00e1rio que circunda as hist\u00f3rias da r\u00e1dio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois de narrar uma longa jornada que carrega a Maldita do pen\u00faltimo lugar \u00e0 terceira posi\u00e7\u00e3o na audi\u00eancia, &#8220;Aumenta que \u00e9 Rock&#8217;n&#8217;Roll&#8221; culmina no quinto dia do Rock in Rio, no qual milhares de pessoas vibraram ao som de, entre outros hits brasileiros e gringos, &#8220;Pro Dia Nascer Feliz&#8221;, do Bar\u00e3o Vermelho, ao mesmo tempo em que comemoravam a escolha de Tancredo Neves como o primeiro presidente civil desde 1964. O diretor escolheu utilizar imagens de arquivo do evento, num movimento que imediatamente faz o cora\u00e7\u00e3o do espectador bater mais forte, combinadas com filmagens (pelo que parece) feitas durante alguma edi\u00e7\u00e3o recente do festival. Na mesma noite, os australianos do AC\/DC (banda que protagoniza duas das numerosas cenas de discuss\u00e3o entre Luiz Antonio e Alice ao longo da trama) fariam um concerto marcante que entrou para a hist\u00f3ria da rela\u00e7\u00e3o do brasileiro com o rock&#8217;n&#8217;roll, mas isso o filme n\u00e3o precisa mostrar, deixa para que a mem\u00f3ria ou a imagina\u00e7\u00e3o do espectador preencha com prazer a lacuna.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"AUMENTA QUE \u00c9 ROCK &#039;N ROLL | Trailer Oficial\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/RUh73O-I8Ik?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013 Leandro Luz (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/leandro_luz\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@leandro_luz<\/a>) escreve e pesquisa sobre cinema desde 2010. Coordena os projetos de audiovisual do Sesc RJ desde 2019 e exerce atividades de cr\u00edtica nos podcasts\u00a0<a href=\"https:\/\/podcasters.spotify.com\/pod\/show\/plano-sequencia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Plano-Sequ\u00eancia<\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"https:\/\/podcasters.spotify.com\/pod\/show\/plano-sequencia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">1 disco, 1 filme<\/a>.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;Aumenta que \u00e9 Rock&#8217;n&#8217;Roll&#8221; pode funcionar tanto como um retrato hist\u00f3rico romanceado, repleto de ternura e energia quanto uma com\u00e9dia dram\u00e1tica das boas\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/04\/25\/aumenta-que-e-rocknroll-filme-sobre-a-maldita-radio-fluminense-e-divertido-romantico-e-musicalmente-inveterado\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":137,"featured_media":81285,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4],"tags":[7170],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81283"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/137"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=81283"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81283\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":81290,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81283\/revisions\/81290"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/81285"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=81283"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=81283"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=81283"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}