{"id":81243,"date":"2024-04-23T19:00:55","date_gmt":"2024-04-23T22:00:55","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=81243"},"modified":"2024-05-17T14:46:55","modified_gmt":"2024-05-17T17:46:55","slug":"entrevista-leo-moraes-revela-novos-rumos-da-autentica-em-bh-que-comemora-9-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/04\/23\/entrevista-leo-moraes-revela-novos-rumos-da-autentica-em-bh-que-comemora-9-anos\/","title":{"rendered":"Entrevista: Leo Moraes revela novos rumos da Aut\u00eantica, em BH, que comemora 9 anos"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto e fotos por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.phono.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Alexandre Biciati<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta semana, no dia 25 de abril, a <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/autentica.bh\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Aut\u00eantica<\/a> comemora 9 anos de uma bem-sucedida trajet\u00f3ria em prol da m\u00fasica autoral. A casa, que j\u00e1 ocupou dois endere\u00e7os em Belo Horizonte, \u00e9 reconhecida nacionalmente pelo importante papel de ser palco para artistas de todos os g\u00eaneros e de todos os estados do pa\u00eds. Durante os \u00faltimos anos em que ocupou o atual endere\u00e7o, a Aut\u00eantica chamou aten\u00e7\u00e3o pela qualidade curatorial e pela frequ\u00eancia de eventos que oxigenam semanalmente a cena musical da cidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Buscando sempre se adequar \u00e0s demandas do mercado e trabalhando de modo a beneficiar tanto p\u00fablico quanto artistas, a <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/autentica.bh\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Aut\u00eantica<\/a> adaptou formatos e explorou de diversas formas o espa\u00e7oso ambiente com capacidade para 1.200 pessoas. Isso sem nunca renunciar ao prop\u00f3sito por quest\u00f5es mercadol\u00f3gicas, fazendo jus ao pr\u00f3prio nome. Entretanto, desde o in\u00edcio do ano, a casa administrada pelos s\u00f3cios Leo Moraes, Bernardo Dias, Tom\u00e1s Gonzaga, S\u00e9rgio Lopes, Luiz Prestes e Alfredo Lanna, vem adequando sua forma de atua\u00e7\u00e3o na busca por uma gest\u00e3o mais vi\u00e1vel e com o menor risco poss\u00edvel para o empreendimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na v\u00e9spera do nono anivers\u00e1rio da Aut\u00eantica, conversamos com o s\u00f3cio Leo Moraes sobre <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/autentica.bh\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">o evento comemorativo<\/a>, os fatores que levaram \u00e0s mudan\u00e7as de rumo e os impactos da nova atua\u00e7\u00e3o para o mercado da m\u00fasica local.<\/p>\n<figure id=\"attachment_81245\" aria-describedby=\"caption-attachment-81245\" style=\"width: 740px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-81245 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/autentica2.jpg\" alt=\"\" width=\"740\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/autentica2.jpg 740w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/autentica2-300x178.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-81245\" class=\"wp-caption-text\"><em>Leo Moraes<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O Phono, site parceiro do Scream &amp; Yell, fez uma vota\u00e7\u00e3o dos <a href=\"https:\/\/www.phono.com.br\/favoritosbh2023\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">favoritos de Belo Horizonte em 2023<\/a>, e a Aut\u00eantica figurou <a href=\"https:\/\/www.phono.com.br\/favoritosbh2023\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">no topo da lista<\/a> se mostrando uma prefer\u00eancia na noite da cidade quando o assunto \u00e9 m\u00fasica. Conte-nos um pouco das inten\u00e7\u00f5es por tr\u00e1s desse reconhecimento.<\/strong><br \/>\nA gente nunca quis ser uma balada. A gente n\u00e3o abriu pensando assim, vamos lotar de s\u00e1bado a s\u00e1bado e vender cerveja pra caramba e ganhar dinheiro. A gente abriu com a seguinte ideia: vamos ser um palco pra m\u00fasica da cidade, pros artistas contempor\u00e2neos que estiverem passando por Belo Horizonte terem um lugar legal, com estrutura bacana pra tocar. A gente sempre teve essa pegada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Obviamente, a gente tem que se preocupar com artistas que vendem ingresso, mas a gente sempre fez a curadoria dando um jeito de encaixar aquelas coisas que a gente acha importante fazer. Tem alguns shows que a gente acredita que precisam acontecer e que, muitas vezes, t\u00eam dificuldade em conseguir esses espa\u00e7os.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pelo nosso porte, eu n\u00e3o conhe\u00e7o outra casa no Brasil e no mundo, na verdade, que faz tantos shows de artistas locais. A gente tem, por exemplo, o Baixo Mezanino [formato que acontece \u00e0s quintas-feiras para at\u00e9 200 pessoas], que \u00e9 um formato que, se \u00e9 um artista de fora tocando, a gente negocia pra entrar um artista local&#8230; ent\u00e3o a gente tem esse carinho, esse cuidado com a cena local.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas se espelharam em outro neg\u00f3cio nos mesmos moldes ou foi pura idealiza\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nFoi idealizado e foi aquela coisa meio de loucura irrespons\u00e1vel mesmo. Acreditando de cora\u00e7\u00e3o. A gente n\u00e3o fez nenhuma pesquisa, n\u00e3o estudou, n\u00e3o conversou com dono de casa de shows, a gente n\u00e3o fez nada. Foi conversa: falta um espa\u00e7o \u201cassim\u201d na cidade, a gente ficava debatendo. Algu\u00e9m tinha que abrir um lugar tipo o Lapa que fosse aberto \u00e0 m\u00fasica contempor\u00e2nea, com uma estrutura legal, que desse pra gente de fora vir&#8230; Cara, por que n\u00e3o a gente? Vamos pegar e vamos abrir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00c9 percept\u00edvel que a Aut\u00eantica mudou a atua\u00e7\u00e3o desde o in\u00edcio do ano. Isso gerou uma s\u00e9rie de boatos sobre as perspectivas da casa. O que mudou e por qu\u00ea?<\/strong><br \/>\nNessa luta de 9 anos e com a experi\u00eancia a gente percebeu que essa conta de pagar isso, vendendo cerveja e vendendo ingresso, n\u00e3o fecha. Com a proposta que a gente tem, a gente faz escolhas que fazem a gente ganhar menos dinheiro. O ticket m\u00e9dio da Aut\u00eantica \u00e9 baix\u00edssimo comparado com baladas, com casas de show com outro perfil. O nosso p\u00fablico vem muito pra assistir ao show e [com isso] nem o bar vende muito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A passagem a\u00e9rea est\u00e1 muito cara e inviabiliza um monte de coisa&#8230; os cach\u00eas est\u00e3o inflacionados, porque teve esse per\u00edodo p\u00f3s-pandemia onde apareceu um monte de festival com apoio de grandes marcas, e que n\u00e3o precisam da venda de ingresso para sobreviver. Claro, entra na planilha a venda de ingresso, mas boa parte dos custos est\u00e3o pagos pelo patrocinador. Ent\u00e3o, isso acabou inflacionando um pouco os cach\u00eas. T\u00e1 dif\u00edcil a gente conseguir concorrer, sabe?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A gente nem pode reclamar tanto porque os artistas gostam muito de tocar na Aut\u00eantica e muitos se esfor\u00e7am, e cobram at\u00e9 menos do que cobrariam em outras situa\u00e7\u00f5es pra tocar na Aut\u00eantica. Tem muito artista que entende a import\u00e2ncia disso, a import\u00e2ncia pra eles de estarem nesse local. Porque tem aquela coisa de festival, o artista est\u00e1 junto com v\u00e1rios outros artistas, ent\u00e3o, o p\u00fablico n\u00e3o \u00e9 aquele p\u00fablico dele, que foi ver ele tocando. Aqui na Aut\u00eantica n\u00e3o, o p\u00fablico \u00e9 o p\u00fablico do artista. \u00c9 uma experi\u00eancia totalmente diferente. A gente tem esse carinho dos artistas, n\u00e9? E a gente sempre tenta fazer a negocia\u00e7\u00e3o que seja o mais vantajosa poss\u00edvel para o artista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-81248\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/autentica3.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/autentica3.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/autentica3-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E quais foram as dificuldades que fizeram rever o modelo de neg\u00f3cio?<\/strong><br \/>\nA gente sempre colocou na conta que entrariam patroc\u00ednios eventuais, entrariam editais e tal, e isso acabou n\u00e3o acontecendo na quantidade que a gente precisava. Os editais a gente n\u00e3o conseguiu. Um dos motivos que eu acho de a gente n\u00e3o ter conseguido esses editais \u00e9 justamente porque a imagem que as pessoas t\u00eam da Aut\u00eantica \u00e9 de um espa\u00e7o muito bem-sucedido. Porque o que a gente faz, mod\u00e9stia \u00e0 parte, \u00e9 muito exuberante. A qualidade do som, a qualidade da luz, a nossa programa\u00e7\u00e3o, a curadoria. As pessoas v\u00eam e veem a casa cheia. \u00c9 um conceito que \u00e9 um pouco relativo. \u00c0s vezes \u00e9 um show que parece ao p\u00fablico que est\u00e1 cheio, mas que n\u00e3o chegou naquele m\u00ednimo que a gente precisava pra pagar as contas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E n\u00e3o tendo entrado esses patroc\u00ednios e esses editais, a gente foi obrigado a rever um pouco o modelo de neg\u00f3cio. E a gente j\u00e1 come\u00e7ou esse ano com uma postura um pouco diferente. Isso envolve mudar um pouco a nossa forma de negociar com os artistas, at\u00e9 estando dispostos a perder alguns shows que a gente gostaria muito de fazer. A quest\u00e3o toda \u00e9 risco. Artistas, por exemplo, que pedem cach\u00ea fixo ou que pedem uma garantia de m\u00ednimo, isso tudo \u00e9 um risco que a gente tem que colocar na balan\u00e7a e que no momento a gente n\u00e3o est\u00e1 podendo se dar ao luxo de correr. A agenda vai diminuir mesmo, vai cair, a gente vai tentar trabalhar com artistas locais, vamos tentar trabalhar com eventos menores, eventos fechados, alugando o espa\u00e7o, para a gente conseguir se manter nessa proposta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0s pessoas me perguntam de forma muito franca se a Aut\u00eantica est\u00e1 quebrando e eu falo assim: gente, n\u00e3o est\u00e1 quebrando, mas a Aut\u00eantica como ela existe, talvez esteja. Talvez a gente n\u00e3o consiga manter ela da forma como ela \u00e9 por muito tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O modelo que vinham praticando n\u00e3o era uma \u201cf\u00f3rmula de sucesso\u201d ou funcionou por um tempo, mas n\u00e3o d\u00e1 pra levar mais?<\/strong><br \/>\nNunca foi. Era uma aposta que a gente fazia. A gente falava que o nosso objetivo nesses dois anos, depois da volta da pandemia, era tentar ficar no zero a zero. Se a gente n\u00e3o tiver muito preju\u00edzo est\u00e1 bom, porque vai vir um patroc\u00ednio, vai vir um edital e isso joga a gente pro azul. E n\u00e3o aconteceu. E a gente ficou, n\u00e9? A gente terminou esse ano de 2023 com dificuldade, mas \u00e9 claro, a gente \u00e9 otimista tamb\u00e9m. Ent\u00e3o, esse ano a gente decidiu fazer um trabalho muito mais pesado, para tentar buscar patroc\u00ednio direto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Porque at\u00e9 nesse aspecto, a Aut\u00eantica \u00e9 atraente para as marcas. A gente tem uma circula\u00e7\u00e3o grande de p\u00fablico, a gente tem uma venda consider\u00e1vel. Se o ticket m\u00e9dio n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o alto, pelo volume a gente vende bastante. Ent\u00e3o, \u00e9 interessante para as marcas tamb\u00e9m estarem com a gente e elas est\u00e3o come\u00e7ando a enxergar isso. A gente est\u00e1 come\u00e7ando a conseguir esses acessos diretos tamb\u00e9m. N\u00f3s estamos nesse momento. Alguma coisa vai ter que acontecer, sabe?<\/p>\n<figure style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/ceu@alexandrebiciati-15.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\"><em>C\u00e9u na Aut\u00eantica<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Do ponto de vista de gest\u00e3o, \u00e9 uma matura\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio, n\u00e9?<\/strong><br \/>\n\u00c9 isso sim. \u00c9 um neg\u00f3cio que envolve muita paix\u00e3o tamb\u00e9m. E quando envolve paix\u00e3o, \u00e9 um perigo. Porque a gente brinca que a Aut\u00eantica \u00e9 como se fosse um artista independente. \u00c9 aquela coisa, tem aquele sonho, tem aquele ideal. Voc\u00ea acredita que voc\u00ea vai conseguir atingir um determinado lugar, n\u00e9? E voc\u00ea quer que aquilo aconte\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sabe, a gente poderia colocar tipos de eventos aqui que a gente n\u00e3o quer porque a gente acha que n\u00e3o encaixa e que s\u00e3o muito lucrativos. E a gente tem propostas, mas a gente n\u00e3o faz porque isso a\u00ed \u00e9 afastar demais do nosso ideal. A gente faz concess\u00f5es at\u00e9 certo ponto sem afetar o nosso prop\u00f3sito. Se a coisa come\u00e7a a machucar o nosso prop\u00f3sito, come\u00e7a a perder o sentido. A\u00ed come\u00e7a a virar um neg\u00f3cio com um outro qualquer. E a\u00ed n\u00e3o sei se eu quero gastar meu tempo e minha energia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Com essa mudan\u00e7a, o que permanece do ideal, do prop\u00f3sito da Aut\u00eantica? Imagino que voc\u00eas nunca far\u00e3o um bail\u00e3o sertanejo ou um festival de bandas cover&#8230;<\/strong><br \/>\nEu vou fazer uma confiss\u00e3o aqui. Em janeiro desse ano, no pior momento, quando veio aquela conta do ano passado na cabe\u00e7a, arrega\u00e7ando&#8230; e a\u00ed vieram as negativas dos editais e a gente teve uma decep\u00e7\u00e3o muito grande porque a gente estava com muita expectativa. Claro que, \u00e9 aquela coisa, voc\u00ea n\u00e3o pode contar com o ovo no cu da galinha, mas n\u00e3o \u00e9 que a gente estava contando. A gente estava com essa esperan\u00e7a. A\u00ed, a gente atolado naquele monte de problema, eu cheguei e propor: vamos fazer um suic\u00eddio cultural, vamos amanh\u00e3 transformar a Aut\u00eantica no Bail\u00e3o Sertanejo todo dia, \u201cnovo Chalezinho\u201d, sabe? Um posicionamento art\u00edstico, um suic\u00eddio cultural. Ent\u00e3o, a gente n\u00e3o \u00e9 espa\u00e7o cultural? A gente n\u00e3o \u00e9 palco permanente? Ent\u00e3o, a gente \u00e9 uma boate. Vamos virar isso. Vamos fazer isso para mostrar, para gerar discuss\u00e3o, para falar: n\u00e3o \u00e9 importante para a cidade, para o poder p\u00fablico, ajudar a Aut\u00eantica? Entende? Era uma provoca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A gente foi acalmando&#8230; tamb\u00e9m n\u00e3o precisa ser t\u00e3o radical! [risos] Vamos manter a proposta, mas vamos reduzir a nossa margem de risco. Ent\u00e3o, evento um pouquinho mais arriscado a gente j\u00e1 n\u00e3o vai fazer, infelizmente. \u201cNossa, mas seria t\u00e3o legal fazer esse show\u201d! Seria, mas a gente n\u00e3o vai fazer porque a gente n\u00e3o pode. A gente n\u00e3o tem tempo e condi\u00e7\u00f5es de encarar esse risco. E vamos trabalhar mais com o artista local, vamos focar nos nossos eventos nas outras fontes de renda que a gente tem. O restaurante, a Paralela [espetinho rec\u00e9m-inaugurado ao lado da casa], o Baixo Mezanino, que s\u00e3o eventos menores que a gente tem muito menos custo e que a gente consegue movimentar dentro do nosso prop\u00f3sito. E vamos fazer os shows que aparecer. Quando vier um show patrocinado, vamos fazer.<\/p>\n<figure style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/jards_joao@alexandrebiciati-4.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\"><em>Jo\u00e3o Donato e Jards Macal\u00e9 na Aut\u00eantica<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A gente optou assim. Vamos pisar no freio, vamos baixar a bola um pouquinho. Vai reduzir o n\u00famero de eventos?<\/strong> Vai. Vai ser mais dif\u00edcil trazer certos artistas? Vai. Mas a gente vai conseguir manter a nossa proposta. E a\u00ed, paralelamente a isso, vamos buscar os patroc\u00ednios diretos. Ent\u00e3o, a gente est\u00e1 exatamente nesse momento, tentando buscar esses patroc\u00ednios, essas parcerias financeiras com marcas. A gente est\u00e1 indo para o mercado mesmo de uma forma diferente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ainda sobre a negocia\u00e7\u00e3o de cach\u00eas art\u00edsticos e o impacto dos festivais, como buscar o equil\u00edbrio da balan\u00e7a?<\/strong><br \/>\nEu n\u00e3o culpo os artistas por estarem querendo aproveitar a onda boa, as vacas gordas. Eu, como artista, entendo perfeitamente. Por outro lado, acho tamb\u00e9m que oportunidades \u00e0s vezes s\u00e3o perdidas. A gente quer que todo mundo ganhe, todo mundo saia feliz. E acho que para o artista tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 legal vir tocar, p\u00f4r o dinheiro dele no bolso e saber que quem o contratou tomou preju\u00edzo. Porque a\u00ed j\u00e1 dificulta uma pr\u00f3xima conversa. O que eu tento sempre estimular \u00e9 essa compreens\u00e3o entre artista, casa de show, festival, que est\u00e1 todo mundo no mesmo barco. O mercado tem que ser bom pra todo mundo e tem que est\u00e1 todo mundo bem. Se um est\u00e1 levando ferro e o outro est\u00e1 ganhando, n\u00e3o \u00e9 legal. E tem v\u00e1rios perfis. Tem artista que a gente entende que j\u00e1 est\u00e1 numa fase da carreira que ele n\u00e3o est\u00e1 mais nessa guerrilha, n\u00e3o precisa mais. Agora, a gente v\u00ea outros artistas que n\u00e3o. Poxa, a gente n\u00e3o est\u00e1 com o burro na sombra assim n\u00e3o! Poderia estar construindo, fazendo uma rela\u00e7\u00e3o com o p\u00fablico, n\u00e9? Porque a gente pensa muito nisso, cara. E v\u00e1rios artistas falam isso com a gente. A experi\u00eancia de tocar num lugar desse do tamanho da Aut\u00eantica, para mil pessoas, \u00e9 muito diferente de tocar num est\u00e1dio gigante pra aquele p\u00fablico muito diversificado, muito ecl\u00e9tico e que foi l\u00e1 pra ver outros artistas e n\u00e3o [somente] voc\u00ea. Ent\u00e3o, os artistas falam isso pra gente e a gente entende. Tanto que, muitos se esfor\u00e7am pra estar aqui e a gente fica muito orgulhoso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Entre oportunidades e amea\u00e7as, acaba que a cena local pode se privilegiar desse momento da Aut\u00eantica, certo?<\/strong><br \/>\nCom certeza, com certeza. \u00c9 o momento, inclusive. A gente est\u00e1 pra chamar os produtores locais, a galera da cena da cidade e falar: gente, vem aqui! Vamos fazer um bem bolado, vamos ocupar esse espa\u00e7o. J\u00e1 temos iniciativas fazendo isso. O Baixo Mezanino est\u00e1 cada vez melhor, em termos de p\u00fablico, e os artistas da cidade tamb\u00e9m descobriram que est\u00e1 rolando. T\u00e1 come\u00e7ando a ter um burburinho mesmo, as pessoas est\u00e3o come\u00e7ando a vir e saber que est\u00e1 rolando. Artistas de um outro patamar est\u00e3o come\u00e7ando a procurar querendo fazer o Baixo Mezanino. Porque \u00e9 um formato super legal pra 200 pessoas. A Aut\u00eantica tamb\u00e9m pode ser ocupada dessa outra forma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>J\u00e1 est\u00e3o rolando algumas instala\u00e7\u00f5es durante o Mezanino. \u00c9 poss\u00edvel explorar o espa\u00e7o com outras formas de manifesta\u00e7\u00e3o art\u00edstica?<\/strong><br \/>\nCom certeza. A gente \u00e9 muito aberto a isso. Acontece at\u00e9 menos do que a gente gostaria. A gente j\u00e1 est\u00e1 tentando, tem um ano, fazer um projeto de cinema aqui. Porque aqui era um cinema, n\u00e9? Mas a gente ainda n\u00e3o achou os parceiros. Porque tem que ser a galera do cinema que tem que ocupar. A gente n\u00e3o tem know-how pra fazer um evento de cinema sozinho. A gente precisa de um parceiro pra vir fazer junto com a gente e usar a estrutura da casa.<\/p>\n<figure style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/otto@alexandrebiciati-3-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\"><em>Lav\u00ednia e Otto na Aut\u00eantica<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>N\u00e3o seria um momento prop\u00edcio para se falar novamente em coletivos?<\/strong><br \/>\nDe quando a abriu a Aut\u00eantica, em 2015, pra hoje&#8230; teve a pandemia no meio, que foi uma ruptura muito brusca e a cena voltou diferente depois da pandemia. Teve um corte mesmo. Mas comparando, na \u00e9poca que a gente come\u00e7ou existiam mais iniciativas coletivas. E a\u00ed eu tenho uma teoria&#8230; n\u00e3o sei nem se cabe na entrevista. Eu acho que tem a ver com o fato do Facebook ter cedido espa\u00e7o pro Instagram como a rede social principal. Porque o Facebook, ele tinha as comunidades l\u00e1 dentro. Tinha os eventos que as pessoas falavam se iam ou n\u00e3o iam. Ele tinha um funcionamento que propiciava as pessoas se agruparem em coletivos ali dentro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E a din\u00e2mica de rede do Instagram \u00e9 oposta, \u00e9 individualista, n\u00e9?<\/strong><br \/>\n\u00c9 muito mais a coisa narcisista do que de conversar, de debater. Ent\u00e3o, eu vejo nessa gera\u00e7\u00e3o mais nova um olhar mais individualista. A mo\u00e7ada mais nova aprendeu a usar o streaming pra ganhar dinheiro e tem gente que nem faz quest\u00e3o de fazer show, o que eu acho que \u00e9 uma pena. Aquilo foi um mantra nosso, \u201cA vida \u00e9 ao vivo\u201d, durante a pandemia. A gente falava sempre, no grupo das casas de shows, que o encontro, a experi\u00eancia de voc\u00ea assistir um show ao vivo \u00e9 insubstitu\u00edvel, n\u00e3o tem live que resolva. A gente viu isso da pandemia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A gente viu tamb\u00e9m muitos eventos voltados \u00e0 classe art\u00edstica que desapareceram.<\/strong><br \/>\nA gente j\u00e1 tem idade pra ter visto v\u00e1rios ciclos acontecerem, n\u00e9? Eu acho que \u00e9 um ciclo, a gente est\u00e1 num momento que est\u00e1 assim, mas eu acredito muito nisso que a gente est\u00e1 fazendo aqui. Sentar, comer um espetinho, tomar uma cerveja, ir num lugar pra ver um show junto com as pessoas&#8230; e o artista est\u00e1 ali na sua frente, ele n\u00e3o est\u00e1 na casa dele l\u00e1 em Nova York. Ele est\u00e1 ali no palco, a poucos metros de voc\u00ea. Isso \u00e9 insubstitu\u00edvel, n\u00e3o tem intelig\u00eancia artificial, n\u00e3o tem tecnologia que substitua isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na pandemia as pessoas entenderam o tanto que isso \u00e9 importante. Antes da pandemia, o pr\u00f3prio neg\u00f3cio de casa de show estava sendo questionado, se fazia sentido ter ainda. A gente falava disso nos grupos porque as pessoas n\u00e3o estavam mais dando tanto valor pra isso. E quando veio a pandemia as pessoas sentiram o que era e quando voltaram, voltaram numa sede de estarem juntas, de estarem nos lugares. A gente apostou nisso tamb\u00e9m de uma forma, de novo, irrespons\u00e1vel e sonhadora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando voc\u00ea faz uma coisa que \u00e9 meio contra a corrente, tem duas chances. Ou voc\u00ea se d\u00e1 muito mal, ou voc\u00ea pega uma onda dessas e se d\u00e1 bem. A gente deu essa sorte quando a gente abriu. Cara, a gente ouviu cada coisa durante a pandemia! \u201cVoc\u00eas s\u00e3o burros? Falar de evento agora? Falar de casa de show? Tem v\u00e1rias casas de show pensando em reduzir para lugares menores, e voc\u00eas indo para um lugar maior\u201d! Ent\u00e3o, a gente foi meio na contram\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pra ficar claro, como a casa est\u00e1 funcionando hoje? Que tipo de evento interessa? Qual perfil de produtor deve procurar a Aut\u00eantica?<\/strong><br \/>\nA sociedade [da Aut\u00eantica] \u00e9 a mesma. A gente continua com o mesmo ideal: de ser a casa que abre espa\u00e7o para os artistas da cidade e para os artistas de fora que n\u00e3o t\u00eam outro lugar para tocar. A gente quer continuar ocupando esse lugar. Quem deve procurar a gente? Quem estiver disposto a parcerias. A gente est\u00e1 se afastando do lugar de contratante para passar pro lugar de parceiro de iniciativas. Vamos fazer um neg\u00f3cio junto? Vamos fazer junto e vamos trabalhar pra dar certo. \u00c9 uma mudan\u00e7a de mentalidade. Uma marca quer fazer um evento, quer fazer um investimento? Estamos aqui e vamos fazer como j\u00e1 fizemos v\u00e1rias vezes. \u00c9 isso. [Queremos] Produtores que estejam dispostos a parcerias e a empreender juntos naquela noite, naquele evento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Vamos falar do anivers\u00e1rio. Como \u00e9 comemorar 9 anos com a presen\u00e7a do Pato Fu? Qu\u00e3o especial \u00e9 receber uma banda t\u00e3o simb\u00f3lica para a m\u00fasica de Beag\u00e1?<\/strong><br \/>\nO Pato Fu \u00e9, pessoalmente, t\u00e3o importante na minha forma\u00e7\u00e3o! N\u00e3o s\u00f3 musical, mas como Belo Horizontino. Eu tinha vindo do interior. Cheguei aqui em BH em 1990 e estava aquele per\u00edodo com a (gravadora) Cogumelo bombando ainda. Tinha tudo, o Sepultura surgindo, metal e v\u00e1rias coisas acontecendo. E tem uma hist\u00f3ria engra\u00e7ada com o Pato Fu, porque eu morava no centro e eu j\u00e1 estava tocando. Eu ia muito na Guitar Shop, que era ali na Galeria S\u00e3o Paulo, e quem me vendia encordoamento, paleta, essas coisas, era o Koctus (baixista do Pato Fu(. E eu n\u00e3o sabia na \u00e9poca, n\u00e9?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Pato Fu estava come\u00e7ando a surgir, j\u00e1 estava rolando \u201cA Unimed \u00e9 quem vai pagar\u201d. E toda vez que eu ia l\u00e1 comprar corda, o Koctus falava assim, \u201ca gente vai tocar em tal lugar, vai l\u00e1 ver\u201d. A\u00ed o primeiro show do Pato Fu que eu fui ver, de fato, foi l\u00e1 na Escola de Arquitetura, que era onde eu estudava. Era uma festa das bruxas. Eles n\u00e3o tinham baterista, eles tocavam com os \u201c128 japoneses\u201d. E o show foi em cima da laje do D.A. da Arquitetura. Eu j\u00e1 estava curtindo a banda de ouvir. Eu tinha visto um clipe que \u00e9 meio aquela linguagem VHS, n\u00e3o d\u00e1 pra ver muito as pessoas. A\u00ed quando eles sobem na laje eu vejo o Koctus. \u201cCara, esse \u00e9 um cara que me vende corda l\u00e1! Eu converso com ele todo dia\u201d! Ent\u00e3o, o Pato Fu tem essa coisa pra mim que marcou mesmo, marcou minha vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E eles s\u00e3o muito \u00e0 cara de Belo Horizonte, n\u00e9? Eles t\u00eam orgulho disso, eles frequentam a cena. O John e a Fernanda tocaram algumas vezes na Aut\u00eantica antiga, n\u00e3o como o Pato Fu, mas fazendo participa\u00e7\u00f5es em shows de outros artistas, de parceiros, ent\u00e3o a gente j\u00e1 tinha uma rela\u00e7\u00e3o. Quando a gente anunciou o nosso encerramento, a gente fez a #FoinaAutentica, para as pessoas contarem casos da Aut\u00eantica. A Fernanda postou que tocou com o Humberto Effe e tal, ent\u00e3o, assim, essa rela\u00e7\u00e3o j\u00e1 existia. A gente j\u00e1 tenta trazer o Pato Fu desde que a gente abriu a nova Aut\u00eantica aqui. E o Richard, que \u00e9 o tecladista, vive vindo aqui. \u201cQuando \u00e9 que n\u00f3s vamos fazer o Pato Fu?\u201d Eu falo, cara, eu \u00e9 que pergunto! [risos] S\u00f3 faltava aquele empurr\u00e3o. E o anivers\u00e1rio da Aut\u00eantica \u00e9 uma data que a gente sempre comemorou muito, desde o primeiro ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi aquilo, a gente come\u00e7ou meio no escudo sem saber o que ia acontecer e no primeiro ano a gente j\u00e1 tinha entendido o tamanho da encrenca que era. Ent\u00e3o, cada ano a gente comemora assim: mais um ano, mais um ano, mais um ano&#8230; E a gente sempre fez eventos muito especiais. No anivers\u00e1rio de dois anos foi O Terno convidando Tulipa Ruiz. A gente gostava de promover uns encontros inusitados. E esse show deu t\u00e3o certo que eles acabaram fazendo em outras casas pelo Brasil. A gente j\u00e1 teve a Ju Perdig\u00e3o convidando a Ava Rocha, que tamb\u00e9m rendeu um monte de coisas. Esse dia foi incr\u00edvel, porque por coincid\u00eancia a Tulipa estava aqui em BH tocando em outro lugar e o Lucas Santtana tamb\u00e9m estava tocando em outro lugar. E a\u00ed eles foram l\u00e1 para a Aut\u00eantica depois e acabaram subindo no palco. Foi um encontro hist\u00f3rico tamb\u00e9m. Ent\u00e3o, assim, a gente gosta do anivers\u00e1rio. A gente adora celebrar. Quando chega o anivers\u00e1rio, joga pra cima.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-81250\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/autentica4.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/autentica4.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/autentica4-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como rolou o convite para o Mike Stern?<\/strong><br \/>\nA gente tem uma conex\u00e3o com o jazz por causa de Serginho [s\u00f3cio]. Porque o Serginho, l\u00e1 em Vi\u00e7osa, tem o festival ViJazz, que j\u00e1 est\u00e1 na 17\u00aa edi\u00e7\u00e3o, se n\u00e3o me engano. Ele sempre traz artistas internacionais. Tanto que a inaugura\u00e7\u00e3o da Aut\u00eantica l\u00e1 na [Rua] Alagoas foi com o [baterista] Billy Coban. Ent\u00e3o, o Serginho est\u00e1 sempre ligado nesses caras que t\u00e3o circulando pelo Brasil. \u201cE a\u00ed, o Mike Stern, vamos fazer, n\u00e3o vamos?\u201d&#8230; conversa daqui, conversa dali, e finalmente conseguimos chegar num meio termo com ele. Mas a\u00ed que est\u00e1, de novo, quando o artista tem essa disposi\u00e7\u00e3o facilita tudo. E vai ser incr\u00edvel, vai ter o Dennis Chambers, o baterista que fez um workshop na Aut\u00eantica antiga. E vai ter o Black Alien!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ent\u00e3o, o final de semana do anivers\u00e1rio vai ser o Pato Fu, o Black Alien e o Mike Stern. Arremata uma cara de Aut\u00eantica, sabe? Vai ter o Pato Fu, que \u00e9 a banda local que cresceu, a\u00ed tem um artista internacional do jazz e vai ter um rapper que tem uma conex\u00e3o. Essa Aut\u00eantica, nesse novo local, criou uma conex\u00e3o tamb\u00e9m com o p\u00fablico do rap, que l\u00e1 na antiga a gente n\u00e3o tinha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E qual a expectativa daqui pra frente pra chegar aos 10 anos da Aut\u00eantica?<\/strong><br \/>\nPois \u00e9, a\u00ed que est\u00e1, cara, \u00e9 um ano decisivo. Pra quem est\u00e1 perguntando: a Aut\u00eantica n\u00e3o vai fechar! Mas esse ano \u00e9 decisivo, pra saber como que a gente vai conseguir continuar fazendo o que a gente faz. Se a gente vai continuar fazendo da mesma forma ou se a gente vai ter que ter alguma mudan\u00e7a. Alguma coisa vai acontecer. A gente est\u00e1 nesse momento decisivo, entrando no d\u00e9cimo ano da Aut\u00eantica e a gente gosta do desafio. Eu brinco que aqui na Aut\u00eantica tem euforia, tem caga\u00e7o, tem tristeza, tem alegria, tem desespero, tem tranquilidade, tem comemora\u00e7\u00e3o, tem tudo. T\u00e9dio n\u00e3o.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-81251\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Snapinsta.app_438108848_18415716076070763_7532201360987342807_n_1080-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"938\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Snapinsta.app_438108848_18415716076070763_7532201360987342807_n_1080-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Snapinsta.app_438108848_18415716076070763_7532201360987342807_n_1080-copiar-240x300.jpg 240w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p><em>Alexandre Biciati \u00e9 fot\u00f3grafo e editor da Phono: <a href=\"https:\/\/www.phono.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.phono.com.br\/<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Na v\u00e9spera do nono anivers\u00e1rio da Aut\u00eantica, conversamos com o s\u00f3cio Leo Moraes sobre o evento comemorativo, os fatores que levaram \u00e0s mudan\u00e7as de rumo e os impactos da nova atua\u00e7\u00e3o\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/04\/23\/entrevista-leo-moraes-revela-novos-rumos-da-autentica-em-bh-que-comemora-9-anos\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":113,"featured_media":81246,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[3041,7161],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81243"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/113"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=81243"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81243\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":81252,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81243\/revisions\/81252"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/81246"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=81243"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=81243"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=81243"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}