{"id":81060,"date":"2024-04-17T01:48:47","date_gmt":"2024-04-17T04:48:47","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=81060"},"modified":"2024-07-24T23:27:00","modified_gmt":"2024-07-25T02:27:00","slug":"entrevista-tommy-stinson-fala-sobre-novo-disco-solo-os-anos-com-o-guns-n-roses-e-o-legado-do-replacements","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/04\/17\/entrevista-tommy-stinson-fala-sobre-novo-disco-solo-os-anos-com-o-guns-n-roses-e-o-legado-do-replacements\/","title":{"rendered":"Entrevista: Tommy Stinson fala sobre novo disco solo, os anos com o Guns N\u2019 Roses e o legado do Replacements"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista de <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/LuizMazetto1986\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Luiz Mazetto<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Poucas vezes um relan\u00e7amento de um disco fez tanto barulho no mundo da m\u00fasica quanto a rec\u00e9m-lan\u00e7ada reedi\u00e7\u00e3o de \u201cTim\u201d, cl\u00e1ssico absoluto do <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/08\/28\/para-entender-the-replacements\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Replacements<\/a>. Lan\u00e7ado originalmente em 1985, com produ\u00e7\u00e3o e mixagem de Tommy Erdelyi (mais conhecido como Tommy Ramone), o \u00e1lbum ganhou em 2023 uma nova (e necess\u00e1ria) mixagem, pelas m\u00e3os de Ed Stasyum, que tamb\u00e9m trabalhou com os Ramones e era o escolhido inicialmente para mixar as m\u00fasicas, como revela Tommy Stinson na entrevista abaixo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Chamada de \u201cLet it Bleed Edition\u201d, essa nova edi\u00e7\u00e3o do quarto \u00e1lbum da banda (que saiu um ano depois do terceiro disco do grupo, chamado de \u201cLet it Be\u201d), o primeiro em uma grande gravadora, n\u00e3o apenas foi escolhida como <a href=\"https:\/\/pitchfork.com\/features\/podcast\/the-replacements-tim-reissue\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">o relan\u00e7amento de 2023 pela Pitchfork<\/a>, mas tamb\u00e9m ganhou artigos de destaque em publica\u00e7\u00f5es como a <a href=\"https:\/\/www.newyorker.com\/culture\/listening-booth\/the-replacements-are-still-a-puzzle\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">New Yorker<\/a>, o <a href=\"https:\/\/www.nytimes.com\/2023\/09\/22\/arts\/music\/amplifier-newsletter-the-replacements-tim.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">New York Times<\/a> e este <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/09\/28\/musica-tim-let-it-bleed-edition-do-replacements-e-uma-pequena-reflexao-sobre-o-desejo-de-consertar-erros-do-passado\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Scream &amp; Yell<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na conversa abaixo, feita por telefone no final de fevereiro, um bem-humorado e extremamente simp\u00e1tico Tommy Stinson fala n\u00e3o apenas sobre esse importante relan\u00e7amento e o processo de produ\u00e7\u00e3o de \u201cTim\u201d, que chegou a contar inicialmente com Alex Chilton, do Big Star, como produtor, mas tamb\u00e9m sobre a carreira do Replacements de forma geral, relembra sua longa passagem pelo Guns N\u2019Roses e o processo de cria\u00e7\u00e3o de \u201cChinese Democracy\u201d, al\u00e9m de falar sobre o seu rec\u00e9m-lan\u00e7ado disco \u201cWronger\u201d (2023), com o projeto folk Cowboys in the Campfire, e revela quais discos mudaram a sua vida.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Cowboys in the Campfire - &quot;Here We Go Again&quot; \u2022 Official Video\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ETE7Bte4fnQ?list=OLAK5uy_kLs6JALFbhX0nx-D0eFX5el99TeNGetc4\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A \u00faltima vez que voc\u00ea esteve no Brasil foi h\u00e1 cerca de 10 anos. Voc\u00ea est\u00e1 planejando voltar a tocar por aqui, seja em sua carreira solo ou com algum dos seus projetos, como o Cowboys in the Campfire, que acaba de lan\u00e7ar um disco?<\/strong><br \/>\nTommy : \u00c9, faz tempo demais. Estou tentando pensar em como fazer isso (voltar ao Brasil). O que torna isso um pouco dif\u00edcil \u00e9 que parte de mim quer voltar da maneira que for poss\u00edvel, mas ultimamente estou tentando ver se conseguiria contar com uma banda local \u2013uma banda do Brasil ou da Argentina, por exemplo. Quero pegar uma banda \u201cemprestada\u201d e fazer shows com uma banda completa, para poder tocar tudo da minha carreira. Gostaria de poder tocar um pouco de cada um dos meus discos. E poder fazer isso seria muito mais divertido do que um show sozinho. Por isso, estou vendo isso agora. Tenho um amigo meu, que \u00e9 do Brasil, mas mora na Argentina agora, e ele est\u00e1 vendo como tentar fazer isso acontecer. N\u00f3s estamos basicamente procurando por um grupo de bons m\u00fasicos para eu tocar minhas coisas \u2013 e que possam sair em turn\u00ea por uma ou duas semanas. Porque quero tocar no Brasil, na Argentina e em alguns outros lugares. Se vou at\u00e9 a\u00ed, j\u00e1 quero ir a todos os lugares legais para tocar. Ent\u00e3o estou tentando fazer isso acontecer, seria muito divertido poder descer at\u00e9 a\u00ed e ver meus amigos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E houve alguma coisa espec\u00edfica que chamou a sua aten\u00e7\u00e3o nas vezes que veio ao Brasil com o Guns N\u2019 Roses entre 2001 e 2014?<\/strong><br \/>\nEu ainda n\u00e3o tinha ido para a\u00ed (em 2001, quando veio pela primeira com a banda, no Rock in Rio III) e foi impressionante, o jeito como as coisas ficavam loucas. A adora\u00e7\u00e3o dos f\u00e3s e tudo isso \u00e9 algo ok, mas naquele n\u00edvel era um pouco mais do que eu&#8230; Acho que era demais para todos n\u00f3s, sendo honesto com voc\u00ea \u2013 menos para o Axl que j\u00e1 estava acostumado. A coisa realmente incr\u00edvel sobre isso \u00e9 que a Am\u00e9rica do Sul ainda tem pessoas que amam rock. E isso \u00e9 o que eu amo fazer, esse \u00e9 o meu lance. As pessoas aqui nos EUA est\u00e3o um pouco cansadas disso, \u00e9 apenas algo diferente quando voc\u00ea vai para a Am\u00e9rica do Sul. Outro lugar muito interessante \u00e9 a Espanha, as pessoas l\u00e1 s\u00e3o realmente aficionadas por rock.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>No ano passado, voc\u00ea lan\u00e7ou o primeiro disco do Cowboys in the Campfire, intitulado \u201cWronger\u201d (2023). Pelo que entendi, esse projeto come\u00e7ou h\u00e1 algum tempo, inicialmente meio como uma piada, algo divertido entre voc\u00ea e Chip Roberts. Por isso, queria saber como foi finalmente poder entrar em est\u00fadio e, digamos, eternizar essas m\u00fasicas?<\/strong><br \/>\nO engra\u00e7ado \u00e9 que&#8230; eu acho que me expressei mal quando disse que era meio como uma piada. N\u00f3s come\u00e7amos como algo divertido porque os dois estavam entediados em um ver\u00e3o e come\u00e7amos a tocar alguns sons e foi meio como tudo come\u00e7ou. Estivemos gravando coisas o tempo todo, sejam coisas que entrariam nos meus discos solo ou no Bash &amp; Pop. Depois que fizemos isso tempo o bastante, n\u00f3s finalmente t\u00ednhamos material pr\u00f3prio suficiente para um disco e decidimos que era a hora de lan\u00e7ar um \u00e1lbum. Demorou muito tempo para chegarmos a essa conclus\u00e3o, porque eu e o Chip t\u00ednhamos que encontrar tempo, bater as agendas, porque n\u00f3s temos fam\u00edlias e outras coisas acontecendo. Mas sempre que as nossas agendas permitiam, n\u00f3s nos junt\u00e1vamos para fazer m\u00fasica e nos divertir. Agora n\u00f3s sa\u00edmos do outro lado, fizemos um disco, sa\u00edmos em uma pequena turn\u00ea nos EUA e j\u00e1 estamos preparando um segundo \u00e1lbum, realmente mudou de figura. Agora somos um trio, temos um baixista, o Chops LaConte, que est\u00e1 tocando conosco e tornou-se algo mais s\u00e9rio, digamos.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Tommy Stinson\u2019s Cowboys In The Campfire - Full Performance (Live on KEXP)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/bolk0PhVJW8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E como foi isso para voc\u00ea? Voc\u00ea obviamente j\u00e1 navegou por essa praia mais folk antes, mas, se eu n\u00e3o estou enganado, esse \u00e9 o seu primeiro quase todo ac\u00fastico. Acredita que esse \u00e9 o seu disco mais \u00edntimo de certa forma, por conta da diferen\u00e7a da banda e da maneira de pensar sobre os arranjos e as vers\u00f5es finais das m\u00fasicas, como elas v\u00e3o soar?<\/strong><br \/>\nCom certeza, com certeza. Isso \u00e9 outra coisa, \u00e9 engra\u00e7ado porque quando voc\u00ea sobe no palco e toca essas m\u00fasicas ao vivo, voc\u00ea as toca em sua forma mais despida poss\u00edvel. E \u00e9 mais \u00edntimo. Tamb\u00e9m estamos fazendo shows mais intimistas, tocando em locais menores. Estou basicamente tocando para a minha base de f\u00e3s. N\u00e3o estou tentando virar um popstar, atingir um p\u00fablico novo, estou apenas tocando para quem tem comprado meus discos h\u00e1 20, 30 anos. Tocar essas m\u00fasicas de maneira mais \u00edntima, com isso em mente, \u00e9 algo bem diferente, tem sido muito divertido. Tamb\u00e9m tem sido um aprendizado, voc\u00ea precisa realmente estar afiado se tudo que voc\u00ea tem \u00e9 o seu viol\u00e3o, com o Chip tocando solos. N\u00e3o h\u00e1 muito onde se esconder (risos). Tem sido algo bom.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E voc\u00ea se sente mais exposto? Porque deve ser muito diferente ir de uma vida tocando com bandas grandes e muito barulhentas, como Replacements, Guns N`Roses e Soul Asylum, para um ambiente mais calmo em que, como voc\u00ea disse, est\u00e3o apenas voc\u00eas e viol\u00f5es no palco?<\/strong><br \/>\nSim, sim. Por um lado, n\u00e3o \u00e9 diferente de outro show porque dou tudo de mim. Mas, como disse, quando tem apenas alguns instrumentos, voc\u00ea fica muito mais pelado, j\u00e1 que n\u00e3o tem uma banda completa atr\u00e1s da qual pode \u201cse esconder\u201d de alguma maneira. Ent\u00e3o voc\u00ea precisa estar no seu melhor quando est\u00e1 l\u00e1 apenas com um viol\u00e3o (risos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Eu li que o <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/12\/14\/entrevista-john-doe-e-o-novo-disco-do-x\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">John Doe<\/a>, baixista e vocalista do X, canta e toca em algumas m\u00fasicas do disco. Sei que voc\u00eas se conhecem h\u00e1 muito tempo, desde que o X recebeu o Replacements para os primeiros shows da banda na Calif\u00f3rnia no in\u00edcio dos anos 1980. Por isso, queria saber como aconteceu de ele tocar no disco e tamb\u00e9m se os trabalhos solos dele mais recentes, como \u201cThe Westerner\u201d e \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/05\/30\/entrevista-john-doe-x-fala-sobre-novo-disco-solo-musica-folk-covers-e-futebol\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fables in a Foreign Land<\/a>\u201d, que trazem uma sonoridade bastante folk, te influenciaram de alguma forma?<\/strong><br \/>\nH\u00e1 duas coisas. A primeira sess\u00e3o de grava\u00e7\u00e3o que eu e o Chip fizemos para o disco do Cowboys in the Campfire foi quando est\u00e1vamos viajando por Austin, no Texas \u2013 acho que h\u00e1 7 ou 8 anos. N\u00f3s est\u00e1vamos em turn\u00ea e \u00edamos passar por Austin, para onde o John Doe tinha acabado de mudar. Ent\u00e3o entrei em contato com ele para dar um oi e nos encontrarmos. E uma outra amiga minha estava trabalhando em um est\u00fadio em Austin na \u00e9poca e eu e o Chip t\u00ednhamos cinco ou seis m\u00fasicas para gravar. Fomos para Austin, falamos com o John Doe, fomos conhecer o est\u00fadio da minha amiga e gravamos l\u00e1 mesmo. O John veio ao est\u00fadio com um baixo vertical, que ele nunca tinha tocado antes em nenhum disco, mas acho que ele tinha aprendido por conta pr\u00f3pria. Ent\u00e3o ele (John) trouxe o baixo para tocar no nosso disco e apenas nos divertimos muito. Al\u00e9m de tocar baixo, o John tamb\u00e9m cantou. Foi uma grava\u00e7\u00e3o realmente muito divertida. Isso se tornou o come\u00e7o do disco, essas cinco ou seis m\u00fasicas que foram gravadas l\u00e1. Gravamos \u201cKarma\u2019s Bitch\u201d&#8230; Ah, n\u00e3o consigo lembrar o nome de todas as m\u00fasicas do meu disco (risos). Mas foi muito divertido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre os discos solo do John Doe, h\u00e1 muitos punks das antigas que eu conhe\u00e7o que seguiram o mesmo caminho. Isso \u00e9 realmente sobre tocar as suas m\u00fasicas punk em um viol\u00e3o na maior parte. \u00c9 algo diferente, mas \u00e9 a mesma forma de compor, apenas muito mais despida. Se voc\u00ea assistir a um show do John Doe, poder\u00e1 ver ele tocando m\u00fasicas do X em vers\u00f5es ac\u00fasticas e pensar algo como \u201cAh, foi assim que ele escreveu essas m\u00fasicas. \u00c9 simples assim\u201d. E a\u00ed voc\u00ea adiciona guitarras, bateria e tudo mais e consegue ver o caminho. Mas \u00e9 basicamente a mesma coisa. Eu n\u00e3o me preparei para realmente fazer um disco de \u201camericana\u201d, porque eu realmente odeio esse termo (risos). Eu e o Chip quer\u00edamos manter as coisas simples, porque na maior parte seria apenas eu e ele nos shows. Ent\u00e3o percebemos que seria \u00f3timo ter algu\u00e9m fazendo backing vocals e tocando baixo. Foi a\u00ed que adicionamos o nosso amigo Chops.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Hold My Life (Ed Stasium Mix)\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/A99QdbpiNXU?list=PLqLWAYZKUxAdwYtmKTTEnaMXCxoITTnQb\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>No fim do ano passado, o \u201cTim\u201d (1985), do Replacements, foi relan\u00e7ado com uma nova mixagem feita pelo Ed Stasyum (Ramones). Por isso, queria saber o que achou dessa nova vers\u00e3o do disco e qual foi o seu envolvimento nesse processo?<\/strong><br \/>\nMe envolvi muito nesse processo. Porque, em primeiro lugar, quando falaram originalmente sobre remixar o disco, fiquei um pouco c\u00e9tico, me perguntando: \u201cPor que voc\u00ea remixaria um disco 30 anos depois?\u201d. Mas o fato \u00e9 que existem dois discos do Replacements dos quais nunca gostei do som. E acho que posso falar por muita gente quando digo isso. Acho que muitas pessoas concordariam que a vers\u00e3o original do \u201cTim\u201d (1985) n\u00e3o soava muito bem. Eu tamb\u00e9m achava que o \u201cDon\u2019t Tell a Soul\u201d (1989) soava terr\u00edvel, acho que foi muito mixado. Para mim, esses dois discos precisavam de ajuda e eles receberam isso. N\u00f3s remixamos o \u201cDon\u2019t Tell a Soul\u201d (relan\u00e7ado em 2019 na forma de um box chamado \u201cDead Man\u2019s Pop\u201d) com o cara com quem come\u00e7amos a trabalhar nesse disco. Acho que isso fez com que essas m\u00fasicas soassem da maneira certa, meio que corrigiu o problema que sempre existiu com esse disco na minha opini\u00e3o. N\u00f3s fizemos a mesma coisa com o \u201cTim\u201d. O Ed Stasyum deveria mixar esse disco quando o fizemos originalmente \u2013 era um pacote, dever\u00edamos ter o Tommy Erdelyi (Tommy Ramone) e o Ed Stasyum nesse \u00e1lbum. Mas, por alguma raz\u00e3o, o cronograma n\u00e3o bateu com o Ed e o Tommy foi meio que for\u00e7ado a mixar o disco. Se ele estivesse aqui hoje, acho que o Tommy seria o primeiro a dizer que n\u00e3o \u00e9 um engenheiro que faz mixagens, ele \u00e9 um produtor. Mas ele fez o seu melhor para finalizar o disco, finalizar o projeto. Agora n\u00f3s tivemos a oportunidade de remixar o disco com o Ed Stasyum, como deveria ter acontecido, e o disco soa correto, soa como deveria agora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00c9, quando ouvi esse relan\u00e7amento h\u00e1 alguns meses, fiquei impressionado em como tudo soa maior, pensando \u201cUau, como isso aqui soa gigante\u201d.<\/strong><br \/>\n\u00c9, houve muitas coisas diferentes que o Tommy Erdelyi tentou fazer para o disco dar certo. Ele deu o seu melhor, mas, como eu disse, ele n\u00e3o era realmente um engenheiro de som de mixagem, ele era um produtor. Ele fez o melhor que podia, mas agora que temos o disco mixado pelo Ed, acho que \u00e9 como o \u00e1lbum deveria soar.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-81064\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/replacements2.jpg\" alt=\"\" width=\"1052\" height=\"831\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/replacements2.jpg 1052w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/replacements2-300x237.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 1052px) 100vw, 1052px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ali\u00e1s, como foi para voc\u00eas trabalharem com o Tommy nessa oportunidade \u2013 sei que voc\u00eas todos eram grandes f\u00e3s dos Ramones. E acho que voc\u00eas foram uma das primeiras bandas que ele produziu depois dos Ramones (nota: tamb\u00e9m nos anos 1980, Tommy produziu o <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/05\/19\/entrevista-steven-mcdonald-redd-kross-melvins-off\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Redd Kross<\/a>). Ent\u00e3o imagino que tamb\u00e9m foi uma experi\u00eancia bastante interessante para ele.<\/strong><br \/>\nClaro que n\u00f3s \u00e9ramos f\u00e3s dos Ramones, para come\u00e7ar, mas na verdade n\u00f3s come\u00e7amos a trabalhar nesse disco com o Alex Chilton (Big Star) como produtor. E foi rapidamente percebido que o Alex n\u00e3o era o cara certo para o projeto, por mais que n\u00f3s tamb\u00e9m am\u00e1ssemos o Alex Chilton e tudo mais. Mas sentimos que precis\u00e1vamos de algu\u00e9m que fosse mais um produtor do que um compositor. Ent\u00e3o o Tommy Erdelyi fez sentido na \u00e9poca. E acho que era uma aposta tanto do nosso lado quanto do lado da Sire (gravadora da banda). Acho que fazia sentido para o Seymour (Stein, dono da Sire, gravadora que lan\u00e7ou os Ramones nos anos 1970) porque ele fez todos aqueles discos com o Tommy para os Ramones. Ent\u00e3o acho que o Seymour tamb\u00e9m se envolveu nessa decis\u00e3o, era algo que fazia sentido.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Replacements - Bastards Of Young (Video) [HD Remaster]\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/fl9KQ1Mub6Q?list=PLmXxqSJJq-yVEr1xlU-z5VC-6z_KAglXn\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea mencionou que o Alex Chilton deveria ter sido o produtor do disco, mas queria saber o quanto voc\u00eas conseguiram trabalhar com ele.<\/strong><br \/>\nN\u00f3s come\u00e7amos o disco com ele, gravamos v\u00e1rias coisas. Bom, n\u00e3o v\u00e1rias coisas, mas gravamos algumas com ele (Nota: essas grava\u00e7\u00f5es est\u00e3o dispon\u00edveis no box da edi\u00e7\u00e3o de relan\u00e7amento de \u201cTim\u201d). Mas a gravadora meio que falou \u201c\u00c9\u00e9\u00e9, n\u00e3o \u00e9 bem isso\u201d. Ent\u00e3o n\u00f3s chegamos a um impasse, porque, como a gravadora basicamente estava investindo muito dinheiro para fazermos um disco, eles queriam algo a mais. Ent\u00e3o eles trouxeram o Tommy. Ou n\u00f3s concordamos em trazer o Tommy. Porque n\u00f3s tamb\u00e9m sab\u00edamos que o Alex n\u00e3o era exatamente a melhor combina\u00e7\u00e3o. Sab\u00edamos que precis\u00e1vamos de algo a mais do que o Alex. Foi assim que foi decidido. E apenas de pensar nisso agora, acho que n\u00f3s est\u00e1vamos buscando por ajuda e direcionamento para fazer um disco. Mas n\u00e3o acho que n\u00f3s sab\u00edamos o que seria isso. Quando voc\u00ea \u00e9 jovem e pensa algo na linha \u201cOk, um produtor vai vir aqui e nos ajudar, vai adicionar algo \u00e0 essa equa\u00e7\u00e3o para que possamos fazer o melhor disco poss\u00edvel\u201d. Na \u00e9poca, n\u00f3s ach\u00e1vamos que algu\u00e9m chegaria trazendo muita coisa para a mesa. Voc\u00ea pensava, em primeiro lugar, \u00e9 um m\u00fasico. Depois, em segundo lugar, \u00e9 algu\u00e9m que sabe fazer discos, que j\u00e1 fez v\u00e1rios discos. Ent\u00e3o voc\u00ea esperava ter uma colabora\u00e7\u00e3o com algu\u00e9m quando est\u00e1 fazendo isso. Especialmente naquela \u00e9poca, n\u00f3s realmente quer\u00edamos colaborar e ter algu\u00e9m nos levando para um outro lugar com aquelas m\u00fasicas. Quando n\u00f3s entendemos que o Alex Chilton n\u00e3o faria isso, a decis\u00e3o seguinte foi o Tommy. Vou ser honesto, acho que o que acabou saindo disso \u00e9 que entendemos que tudo se resume ao que n\u00f3s temos. Acho que talvez estiv\u00e9ssemos pensando que um produtor traria algo. Mas rapidamente entendemos que o produtor n\u00e3o traria e que n\u00f3s precis\u00e1vamos trazer isso. \u00c9 voc\u00ea precisa que entender do que essa m\u00fasica precisa, do que essa grava\u00e7\u00e3o precisa. E voc\u00ea meio que precisa entender isso \u00e0 medida que as coisas acontecem. E n\u00f3s meio nos acostumamos com isso assim que assinamos com a Warner.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Replacements on MTV News in 1989 | MTV News\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/2bynCBrzDec?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2024 marca os 40 anos do \u201cLet it Be\u201d (1984), outro disco muito importante do Replacements. Como voc\u00ea v\u00ea o \u00e1lbum hoje, tanto tempo depois?<\/strong><br \/>\nEu realmente aprecio o fato de que n\u00f3s ainda somos relevantes musicalmente de alguma forma \u00fanica. N\u00e3o sei como isso aconteceu, mas conseguimos nos conectar com muita gente com a m\u00fasica que faz\u00edamos. Podemos dizer que deixamos a nossa marca na cena musical dos anos 1980. E n\u00e3o \u00e9 muita gente que fez isso. Ent\u00e3o eu respeito isso, n\u00f3s tentamos ter em mente que isso \u00e9 algo especial, um momento especial, mas tentamos n\u00e3o passar do ponto com esses relan\u00e7amentos. Acho que, at\u00e9 agora, a Warner est\u00e1 fazendo um \u00f3timo trabalho com essas reedi\u00e7\u00f5es em formato de boxes, de forma que as pessoas est\u00e3o realmente recebendo algo diferente do que receberiam normalmente, do que receberiam apenas tendo as vers\u00f5es originais desses discos. Acho que eles fizeram um \u00f3timo trabalho com esses relan\u00e7amentos, n\u00f3s trabalhamos com eles para que essas reedi\u00e7\u00f5es saiam da melhor forma poss\u00edvel, sem estragar o nome da banda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O ano de 1984, ali\u00e1s, marcou uma leva de discos incr\u00edveis no punk\/hardcore dos EUA, especialmente de bandas que come\u00e7avam a buscar alternativas para sair do som j\u00e1 consagrado do punk dos 1970 e hardcore do in\u00edcio dos 1980, com voc\u00eas com o \u201cLet it Be\u201d, o H\u00fcsker D\u00fc com o \u201cZen Arcade\u201d, o Black Flag com o \u201cMy War\u201d, o Meat Puppets com o \u201cII\u201d, Minutemen com o \u201cDouble Nickels on the Dime\u201d. Por que acha que tantos lan\u00e7amentos importantes culminaram nesse ano especifico?<\/strong><br \/>\nPenso que muita coisa dessa \u00e9poca se tornou muito antipop, se quiser chamar assim. Era mais uma declara\u00e7\u00e3o contra o que a m\u00fasica pop estava se tornando. O hype exagerado, coisas que n\u00e3o eram muito cr\u00edveis, que n\u00e3o eram muito legais, para n\u00f3s pelo menos. Muitas pessoas, muitas dessas bandas que voc\u00ea mencionou eram contra o ethos da m\u00fasica pop e tudo mais. Os punks dessa \u00e9poca tinham muito skinheads e eram tamb\u00e9m contra a moda, mas essa pegada antimoda fez com que come\u00e7assem a parecer uma juventude hitlerista em muitos aspectos. \u00c9 engra\u00e7ado que essa declara\u00e7\u00e3o \u201canti\u201d acabou se tornando uma moda por si s\u00f3 (risos). N\u00f3s n\u00e3o \u00e9ramos realmente parte de nada disso, n\u00f3s viaj\u00e1vamos e toc\u00e1vamos com todas essas bandas que voc\u00ea acabou de mencionar. N\u00f3s \u00e9ramos meio que os estranhos, o filho adotivo ileg\u00edtimo na sala. N\u00f3s n\u00e3o \u00e9ramos \u201canti\u201d nada em particular, n\u00f3s apenas am\u00e1vamos m\u00fasica e tamb\u00e9m n\u00e3o gost\u00e1vamos de toda a besteira da m\u00fasica pop que estava rolando na \u00e9poca. Mas n\u00e3o t\u00ednhamos a necessidade ou a vontade de ser contra algo, apenas de ser n\u00f3s mesmos. N\u00f3s j\u00e1 \u00e9ramos problem\u00e1ticos o bastante da forma como \u00e9ramos, a ponto de as pessoas ainda falarem hoje sobre isso (risos).<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Husker Du and The Replacements segment from &quot;The Minneapolis Sound&quot; documentary.\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/uRIhtn-SWLI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea \u00e9 de Minneapolis, uma cidade que, al\u00e9m de voc\u00eas e do H\u00fcsker D\u00fc, tamb\u00e9m contou com outras bandas importantes de rock alternativo e punk, como Soul Asylum e Babes in Toyland. Na sua opini\u00e3o, o que a cidade tinha de diferente, qual a import\u00e2ncia da cidade em si para as bandas? Pensa que seria poss\u00edvel o Replacements existir da forma como existiu em outra cidade dos EUA?<\/strong><br \/>\nAcho que uma coisa que era muito importante para todas essas bandas \u00e9 que Minneapolis tinha uma comunidade musical muito diversa. Todos se \u201calimentavam\u201d uns dos outros de certa forma. N\u00f3s todos sa\u00edamos juntos, curt\u00edamos juntos, todas essas bandas. E n\u00f3s todos sab\u00edamos que \u00e9ramos diferentes, que t\u00ednhamos aspira\u00e7\u00f5es diferentes, de uma maneira ou de outra. Mas na \u00e9poca Minneapolis era muito&#8230; Quer dizer, nunca vi uma cena como aquela, que era t\u00e3o diversa e em que todos estavam meio que em uma cena centralizada, mesmo que todos tocassem e tivessem aspira\u00e7\u00f5es fora dela. Acho que o Prince teve muito a ver com isso. N\u00f3s nunca realmente conhecemos ou sa\u00edmos com o Prince, mas todo mundo se \u201calimentava\u201d do Prince \u2013 e do H\u00fcsker D\u00fc, de n\u00f3s (Replacements). E todos meio que escutavam uns aos outros e segu\u00edamos com coisas diferentes. Era realmente um lugar muito especial naquela \u00e9poca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Depois do fim do Replacements, voc\u00ea passou de ser o baixista da banda para ser o l\u00edder e vocalista principal no Bash &amp; Pop. Como foi para voc\u00ea encontrar a sua voz como um vocalista nessa \u00e9poca? \u00c9 claro que voc\u00ea tamb\u00e9m cantava no Replacements, mas principalmente backing vocals. Como foi essa mudan\u00e7a para voc\u00ea, de literalmente encontrar a sua voz?<\/strong><br \/>\nFoi grande, foi grande. Mas foi uma progress\u00e3o natural para mim, porque eu realmente sentia que queria fazer algo diferente. Eu j\u00e1 estava escrevendo minhas m\u00fasicas na \u00e9poca, ent\u00e3o pareceu uma progress\u00e3o natural de fazer o meu pr\u00f3prio lance. Quando fomos fazer o \u201cAll Shook Down\u201d (1990, o \u00faltimo disco do Replacements), o Paul, o Chris e eu sab\u00edamos que o Paul iria produzir esse disco e que podia ser o nosso \u00faltimo disco. N\u00f3s n\u00e3o falamos sobre isso realmente, do tipo \u201cAh, esse vai ser o \u00faltimo disco da nossa carreira\u201d. Mas n\u00f3s meio que sab\u00edamos naquele momento que poderia ser o \u00faltimo, acho que tamb\u00e9m era o nosso \u00faltimo \u00e1lbum pelo contrato com a Warner \u2013 n\u00e3o que a gente realmente ligasse para isso necessariamente. Mas sab\u00edamos que n\u00f3s tr\u00eas est\u00e1vamos crescendo e mudando de uma maneira que eventualmente seguir\u00edamos em frente em algum ponto. Ent\u00e3o sab\u00edamos disso quando esse disco foi feito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quando voc\u00ea viu o Nirvana explodir alguns meses depois do \u00faltimo show do Replacements, em 1991, voc\u00ea sentia que era algo que estava prestes a acontecer a qualquer momento? Porque voc\u00eas estavam envolvidos nessa cena independente underground desde o in\u00edcio dos anos 1980. O que voc\u00ea sentiu quando isso aconteceu, quando uma banda de Seattle tomou o primeiro lugar das paradas do Michael Jackson? Isso era algo que voc\u00ea meio que esperava ou foi um choque de certa forma?<\/strong><br \/>\nQuando tudo isso aconteceu, todo mundo come\u00e7ou a relacionar com um tipo de continua\u00e7\u00e3o do que o Replacements ou o H\u00fcsker D\u00fc tinham meio que constru\u00eddo de uma certa forma, em termos de m\u00fasica alternativa ou algo assim. Mas n\u00e3o sei se olhava para isso dessa maneira. N\u00e3o sei se pensava que era necessariamente uma extens\u00e3o de algo que n\u00f3s fizemos \u2013 ou que n\u00f3s iniciamos. Vou ser honesto com voc\u00ea, eu n\u00e3o era um grande f\u00e3 do Nirvana quando eles ficaram conhecidos. N\u00e3o gostava deles at\u00e9 algu\u00e9m me apresentar o \u201cBleach\u201d (1989), muito tempo depois de ele ter sido lan\u00e7ado. Eu gostei do \u201cBleach\u201d e tamb\u00e9m gostei muito do \u201cNevermind\u201d (1991). Na minha mente, era como um heavy metal mais despido. E essa \u00e9 apenas a minha opini\u00e3o sobre isso, acho todo mundo tem a sua opini\u00e3o sobre o assunto. N\u00e3o achava que tudo isso tinha algo a ver com a gente, necessariamente.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"On The Road With Tommy Stinson &amp; Guns N&#039; Roses - Episode 1\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/XkdK9qcdLTw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2024 marca 10 anos desde a sua sa\u00edda do Guns\u2019N Roses. Como voc\u00ea v\u00ea a sua passagem pela banda depois desse tempo? H\u00e1 algo em especial que te marcou mais? E qual sua opini\u00e3o sobre o disco que voc\u00ea gravou com a banda, o \u201cChinese Democracy\u201d (2008), acha que as pessoas olhar\u00e3o para ele de outra maneira no futuro?<\/strong><br \/>\nAcho que sim. Acho que j\u00e1 est\u00e3o (olhando), na verdade. Penso que fizemos um \u00f3timo disco diante das circunst\u00e2ncias. E havia muitas circunst\u00e2ncias durante a cria\u00e7\u00e3o desse disco que n\u00e3o estavam nas nossas m\u00e3os (risos). As batalhas da gravadora com o Axl, ele s\u00f3 queria fazer uma porra de um disco e parecia que cada passo no caminho era como um processo em forma de pesadelo. Mas conseguimos fazer o disco, no fim das contas. E acho que as pessoas olhar\u00e3o para ele como um \u00f3timo disco com o passar do tempo, porque ele \u00e9 um \u00f3timo disco. Eu aprendi muito, fazer esse \u00e1lbum foi algo enorme para todos os envolvidos. N\u00e3o sei se algu\u00e9m fala sobre esse aspecto, mas eu aprendi muito fazendo esse disco, coisas que me ajudaram muito enquanto m\u00fasico e artista. Apenas em termos de conseguir reunir entre 6 e 8 caras de diferentes backgrounds musicais para fazerem um disco. Isso foi algo incr\u00edvel por si s\u00f3. \u00c9ramos todos muito diferentes na banda, independente de qual tour, qual \u00e9poca voc\u00ea viu a banda, \u00e9ramos todos de backgrounds totalmente diferentes. Acho que eu, o Frank (Ferrer, baterista) e o Richard Fortus (guitarrista) t\u00ednhamos talvez os backgrounds mais parecidos, porque traz\u00edamos meio que uma pegada mais de punk e rock alternativo. Mas foi uma \u00f3tima experi\u00eancia fazer esse disco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E voc\u00ea tem alguma m\u00fasica favorita no disco?<\/strong><br \/>\nJesus&#8230; Estou tentando lembrar dos nomes das m\u00fasicas. Eu tenho sim, me d\u00ea um minuto. Vou olhar aqui no meu celular. Estou trapaceando, cara, estou trapaceando (risos). Me d\u00ea mais um minuto. Hmm, acho que \u201cThere Was a Time\u201d \u00e9 uma das minhas favoritas. \u201cCatcher in a Rye\u201d tinha uma letra muito interessante. Acho que essas seriam as minhas favoritas assim de cara. Uau, essas m\u00fasicas s\u00e3o longas (risos).<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Guns N&#039; Roses - Live at Rock in Rio III, Brazil 2001\/01\/14\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/bycNCmNvL9E?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Estava revendo o show da banda no Rock in Rio III, de 2001, e h\u00e1 um momento em que o Axl se refere a voc\u00ea como \u201cGeneral Tommy Stinson\u201d, te apontando como o respons\u00e1vel por comandar os ensaios. Voc\u00ea pensa que o fato de ter tocado em uma banda como o Replacements, com quatro personalidades muito diferentes, te ajudou a lidar com todas essas personalidades diferentes no Guns`N Roses, como voc\u00ea acabou de falar?<\/strong><br \/>\nSim, ponto final (risos). O lance com o Guns N\u2019 Roses \u00e9 que todos n\u00f3s v\u00ednhamos de lugares diferentes e t\u00ednhamos temperamentos diferentes. O Axl era um pouco gratuito ao me chamar de General e coisas assim. Mas teve algo que eu trouxe para a mesa, que foi ajudar a desembara\u00e7ar as sess\u00f5es de grava\u00e7\u00e3o, ajudar a fazer as pessoas estarem l\u00e1. Voc\u00ea tinha muitas personalidades envolvidas. Eu meio que assumi o papel de ser o pacificador, para tentar obter o melhor das pessoas quando estava por perto. E isso era muito, voc\u00ea tinha muitas personalidades realmente diferentes naquele grupo de pessoas. E em alguns momentos eu realmente precisei me afastar, me retirar da equa\u00e7\u00e3o para fazer as coisas funcionarem. Mas foi \u00f3timo. Foi uma \u00f3tima experi\u00eancia de aprendizado. Provavelmente o meu maior aprendizado disso tudo foi de fazer m\u00fasica com um grupo de pessoas de personalidades muito diferentes. E era isso, tentar conseguir fazer uma m\u00fasica sair a partir de oito personalidades diferentes.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Guns n&#039; Roses - &quot;Motivation&quot; (Tommy Stinson) live in Paris - France 05\/06\/2012\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/1PjtJGz1l20?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea come\u00e7ou a tocar baixo quando era bastante novo, por causa do seu irm\u00e3o. Pelo que li, em entrevistas e na biografia da banda, desde que come\u00e7ou a tocar voc\u00ea dizia que gostaria seguir uma carreira no mundo da m\u00fasica. Voc\u00ea acredita que, se n\u00e3o fosse pelo seu irm\u00e3o, voc\u00ea teria acabado trabalhando com m\u00fasica pela sua vida toda, como aconteceu?<\/strong><br \/>\nEu nunca teria feito nada disso se n\u00e3o fosse ele (o Bob Stinson, guitarrista do Replacements) me ensinar a tocar baixo. Eu n\u00e3o era uma pessoa inclinada para a m\u00fasica naquela \u00e9poca. E eu estava realmente em um caminho muito ruim quando ele veio para casa. Ele tinha ficado longe, em um tipo de abrigo. Mandaram ele para longe porque estava se envolvendo em muitos problemas quando era crian\u00e7a. Ent\u00e3o quando ele finalmente voltou, quis cuidar de mim um pouco e colocou um baixo na minha m\u00e3o. Aos 10 anos de idade, eu j\u00e1 tinha sido preso tr\u00eas vezes, estava realmente em um caminho perigoso. E isso me ajudou. Se n\u00e3o fosse pelo meu irm\u00e3o, provavelmente eu teria morrido ou estaria preso hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E voc\u00ea lembra da primeira m\u00fasica que ele te ensinou no baixo?<\/strong><br \/>\nSim, acho que a primeira m\u00fasica que ele me ensinou foi \u201cBony Moronie\u201d, basicamente a escala blues (nessa hora Tommy come\u00e7a a cantarolar as linhas da m\u00fasica). Era um exerc\u00edcio simples para os dedos, mas que se aplicava a muito do que est\u00e1vamos tocando na \u00e9poca, tanto que eu meio que tocava a mesma coisa na maior parte do tempo (risos).<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"WEB EXTRA: Peter Jesperson talks The Replacements, Dylan, Bowie with A.J. Hilton\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/x0E-5Ri6wX4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>H\u00e1 alguns meses, o Peter Jesperson, que foi o primeiro empres\u00e1rio do Replacements, lan\u00e7ou uma autobiografia, intitulada \u201cEuphoric Recall\u201d. Queria saber se voc\u00eas ainda se falam e como voc\u00ea v\u00ea a import\u00e2ncia dele para voc\u00ea e para a banda de forma geral.<\/strong><br \/>\nCara, essa \u00e9 grande. N\u00f3s ainda somos melhores amigos. Acabo de fazer uma tour com ele, para o livro dele. Temos feitos alguns lances promocionais em conjunto para o livro, porque eu o apoio como ele nos apoiou por todos aqueles anos. Ele \u00e9 a raz\u00e3o pela qual n\u00f3s estamos aqui. Ele assinou o nosso primeiro contrato de grava\u00e7\u00e3o, fez com que sent\u00edssemos que o que n\u00f3s faz\u00edamos era algo que tinha import\u00e2ncia. E voc\u00ea n\u00e3o pode subestimar isso, \u00e9 o que tornou tudo poss\u00edvel.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-81063\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/replacements.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"501\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/replacements.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/replacements-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sempre gosto de perguntar essa. Me diga, por favor, tr\u00eas discos que mudaram a sua vida e porque eles fizeram isso.<\/strong><br \/>\nTr\u00eas discos que mudaram a minha vida? Bom, um deles seria o Terry Reid. Eu n\u00e3o sabia que era chamado de outra coisa al\u00e9m de \u201cTerry Reid\u201d, acho que ele fez o disco em 1969 (nota: o disco saiu como \u201cTerry Reid\u201d no Reino Unido, mas ganhou o t\u00edtulo de \u201cMove Over for Terry Reid\u201d nos EUA). O Peter Jesperson me apresentou esse disco na \u00e9poca do Replacements. E ele (Terry) me fez querer ser um vocalista, apesar de eu n\u00e3o conseguir cantar de forma parecida com ele nem de longe. Ele apenas tem essa voz incr\u00edvel pra caralho. Ele escreveu uma m\u00fasica chamada \u201cSpeak Now or Forever Hold Your Peace\u201d, que fez um certo sucesso com o Cheap Trick.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que mais? Deixa-me pensar. Provavelmente o Big Star. Acho que o Big Star me fez querer ser um compositor de muitas maneiras, quando os conheci. E tamb\u00e9m o The Clash. Ah, e tamb\u00e9m o Slade. O Slade era gigante para mim. Eles s\u00e3o um pouco menos conhecidos do que outros nomes da \u00e9poca. Mas eles eram meio que a banda quintessencial de glam rock da Inglaterra nos anos 1970. Eles n\u00e3o fizeram tanto sucesso nos EUA, mas eram uma banda fant\u00e1stica de rock, realmente muito boa. Eu era realmente maluco por eles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Essa \u00e9 a \u00faltima pergunta. Voc\u00ea fundou e tocou em uma das bandas mais importantes do rock dos \u00faltimos 40 anos, o Replacements, depois voc\u00ea fundou a sua pr\u00f3pria banda, quando tamb\u00e9m passou a ser um vocalista, o Bash &amp; Pop, esteve presente por mais de 10 anos na segunda fase de uma das bandas mais importantes dos anos 1980 e 1990, o Guns N\u2019 Roses, tamb\u00e9m tocou no Soul Asylum, e ainda conta com uma carreira solo consistente j\u00e1 h\u00e1 algum tempo. Por isso, queria saber do que voc\u00ea tem mais orgulho na sua carreira?<\/strong><br \/>\nDo que eu tenho mais orgulho? Sabe, o que tenho mais orgulho \u00e9 de ainda poder fazer isso \u2013 e de ainda me sentir inspirado para fazer isso. Quando voc\u00ea pensa sobre o que eu fiz, ou quando eu penso sobre o que eu fiz, eu n\u00e3o olho para tr\u00e1s e penso \u201cUau, eu preciso competir de alguma maneira com o que eu fiz antes\u201d. Estou feliz apenas pelo fato de ainda poder fazer isso, tenho orgulho de poder continuar tocando. Sou muito sortudo pelo fato de que ainda h\u00e1 pessoas que querem comprar a minha m\u00fasica, em um certo ponto. N\u00e3o \u00e9 um p\u00fablico como o do Guns\u2019N Roses, mas ainda consigo fazer discos e o meu lance. Me sinto inspirado pelo processo: eu gosto de tocar, de compor, de tudo. Ent\u00e3o \u00e9 isso, funciona para mim.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Tommy Stinson - What&#039;s in My Bag?\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/curfuU6CNVc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Replacements - set one - live at the 7th Street Entry (1981)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/DHBE7o_WWsI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Story Behind The Replacements - Tim: Let It Bleed Edition\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/88wgMJH7rks?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Replacements - Live New York 1989\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/k_bjvkIbUhY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Replacements - Riot Fest - Byers, CO - 9\/21\/13 [multicam edit]\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/LrdyTou0EQw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013\u00a0\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/LuizMazetto1986\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Luiz Mazetto<\/a>\u00a0\u00e9 autor dos livros \u201c<a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/Somos-Tempestade-Conversas-Sobre-Alternativo\/dp\/8562885339\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">N\u00f3s Somos a Tempestade \u2013 Conversas Sobre o Metal Alternativo dos EUA<\/a>\u201d e \u201c<a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/Somos-Tempestade-Conversas-Sobre-Alternativo\/dp\/8562885649\/ref=pd_lpo_14_t_0\/145-6204651-9007215?_encoding=UTF8&amp;pd_rd_i=8562885649&amp;pd_rd_r=0e02080e-01a3-422c-9e95-933a79ef9d17&amp;pd_rd_w=qJ5vJ&amp;pd_rd_wg=0obt1&amp;pf_rd_p=6102dabe-0e19-4db6-8e11-875a53ad30be&amp;pf_rd_r=K14PYCR8ZPPETTCCKYMH&amp;psc=1&amp;refRID=K14PYCR8ZPPETTCCKYMH\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">N\u00f3s Somos a Tempestade, Vol 2 \u2013 Conversas Sobre o Metal Alternativo pelo Mundo<\/a>\u201d, ambos pela Edi\u00e7\u00f5es Ideal. Tamb\u00e9m colabora coma a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.vice.com\/pt_br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Vice Brasil<\/a>, o\u00a0<a href=\"https:\/\/cvltnation.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">CVLT Nation<\/a>\u00a0e a\u00a0<a href=\"http:\/\/www.loudmagazine.net\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Loud!<\/a> A foto que abre o texto \u00e9 de Vivian Wang \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Em conversa exclusiva, o lend\u00e1rio m\u00fasico de Minneapolis comenta o relan\u00e7amento de \u201cTim\u201d (1985), cl\u00e1ssico do Replacements, o seu disco com o Cowboys in the Campfire, e relembra suas vindas ao Brasil com a banda de Axl Rose\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/04\/17\/entrevista-tommy-stinson-fala-sobre-novo-disco-solo-os-anos-com-o-guns-n-roses-e-o-legado-do-replacements\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":88,"featured_media":81065,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[2720,130,7155],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81060"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/88"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=81060"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81060\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":81069,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81060\/revisions\/81069"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/81065"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=81060"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=81060"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=81060"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}