{"id":8042,"date":"2011-02-14T19:15:30","date_gmt":"2011-02-14T21:15:30","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=8042"},"modified":"2017-03-08T11:26:31","modified_gmt":"2017-03-08T14:26:31","slug":"o-discurso-do-rei-tom-hooper","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/02\/14\/o-discurso-do-rei-tom-hooper\/","title":{"rendered":"O Discurso do Rei, Tom Hooper"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-8043\" title=\"discuro_rei\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/02\/discuro_rei.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"http:\/\/twitter.com\/jukiddo\" target=\"_blank\">Juliana Torres<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E se o seu maior desafio fosse vencer o medo de ser quem voc\u00ea \u00e9? Um microfone, um ter\u00e7o do mundo, o maior imp\u00e9rio da \u00e9poca: a fam\u00edlia real. Esse era o universo de Bertie (Colin Firth) quando descobre que seu doente pai deixar\u00e1 um cargo vago: o de Rei. O resultado final de \u201cO Discurso do Rei\u201d (\u201cThe King&#8217;s Speech\u201d, 2010) novo longa de Tom Hooper \u2013 muito mais conhecido por seus trabalhos para a TV como a s\u00e9rie da HBO \u201cElizabeth\u201d \u2013 \u00e9 espantosamente bonito e veros\u00edmil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os cr\u00e9ditos tamb\u00e9m devem ser repassados ao roteirista David Seidler. Embora n\u00e3o discorra o suficiente sobre o importante cen\u00e1rio da Europa durante a Segunda Guerra Mundial, o que pode tornar o contexto do filme um pouco incompleto, \u201cO Discurso do Rei\u201d narra com riqueza de detalhes o ambiente da fam\u00edlia real durante esse per\u00edodo hist\u00f3rico que definitivamente mudou o curso da hist\u00f3ria inglesa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O t\u00edtulo do filme \u00e9 auto-explicativo. A dificuldade na dic\u00e7\u00e3o de Albert Frederick Arthur George, pai da atual Elizabeth II, tornaram a transi\u00e7\u00e3o do trono muito mais traum\u00e1tica. E \u00e9 da\u00ed que a trama se desenrola. Ap\u00f3s diversas tentativas de tratamentos alternativos (que chegaram ao ponto de obrigar Albert a inserir oito bolas de vidro em sua boca) sua esposa Elizabeth (a brilhante  Helena Bonham Carter) encontra Lionel Logue (o n\u00e3o menos brilhante Geoffrey Rush), um humilde e frustrado ator australiano que adota Bertie imediatamente por acreditar \u2013 ainda mais que o pr\u00f3prio futuro Rei \u2013 em sua cura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O filme tem alguns destaques que explicam o favoritismo no Oscar, a come\u00e7ar pelas atua\u00e7\u00f5es. Geoffrey Rush (que j\u00e1 tem um Oscar em casa por sua atua\u00e7\u00e3o em &#8220;Shine &#8211; Brilhante&#8221;), muito conhecido por ser o perverso Capit\u00e3o Barbosa da sequ\u00eancia de \u201cPiratas do Caribe\u201d, beira a perfei\u00e7\u00e3o com sua candura t\u00e3o naturalmente interpretada. Durante todo o filme mostra-se um ator capaz de ser incessantemente vers\u00e1til e sincero em sua atua\u00e7\u00e3o. Sua rela\u00e7\u00e3o quase paterna com Bertie \u00e9 proporcional a sua grandeza enquanto homem. Logue toma o papel de rei. Se torna um lorde, no m\u00ednimo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Colin Firth havia acabado de sair de uma roubada: Lord Henry Wotton na re-re-re-refilmagem de \u201cDorian Gray\u201d, filme incapaz de comover at\u00e9 mesmo um pr\u00e9-adolescente que acabou de descobrir a s\u00e9tima arte. Como Bertie, e posteriormente George VI, mostra toda a sua grandeza e genialidade, principalmente por ter de interpretar um membro da realeza inglesa que, al\u00e9m de ter problemas com a fala, tem problemas consigo mesmo. Sua evolu\u00e7\u00e3o durante o filme foi t\u00e3o natural que se tornou praticamente uma metamorfose. Talvez esse papel fosse a parcela dram\u00e1tica que faltava em sua carreira. O Oscar deve coroar a atua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Helena Bonham Carter j\u00e1 \u00e9 um personagem. Sua destreza em mudar completamente entre um filme e outro a torna uma personalidade do cinema. Sua identidade ficou em algum lugar entre sua atua\u00e7\u00e3o em \u201cClube da Luta\u201d e \u201cA Fant\u00e1stica F\u00e1brica de Chocolate\u201d ou ainda entre \u201cSweeney Todd\u201d e \u201cO Discurso do Rei\u201d. Ela consegue provar que \u00e9 ainda melhor quando n\u00e3o precisa ser t\u00e3o exc\u00eantrica \u2013 fica uma dica ao (marido e cineasta) Tim Burton. Tom Hooper tamb\u00e9m surpreende. Pouco conhecido e sem grandes trabalhos, o diretor est\u00e1 a beira de um Oscar. Por puro merecimento. Melhor Fotografia e Melhor Roteiro Original tamb\u00e9m devem estar a caminho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Colocar o n\u00famero de indica\u00e7\u00f5es ao Oscar como o resultado para o brilhante resultado de \u201cO Discurso do Rei\u201d seria, al\u00e9m de redundante, desnecess\u00e1rio. O longa cumpre com todos os requisitos para se tornar um dos grandes filmes do cinema ingl\u00eas e, certamente, tornou a disputa pela estatueta mais querida do mundo cinematogr\u00e1fico um pouco mais valiosa. Depois de um grande tempo de seca, chegar com sono no trabalho na segunda-feira p\u00f3s-Oscar parece que vai valer a pena.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">*********<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-8044 aligncenter\" title=\"discuro_rei2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/02\/discuro_rei2.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"396\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/02\/discuro_rei2.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/02\/discuro_rei2-300x198.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"http:\/\/twitter.com\/cinezen\" target=\"_blank\">Andr\u00e9 Azenha<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na pol\u00edtica, n\u00e3o basta tra\u00e7ar planos, estrat\u00e9gias, definir os passos de uma na\u00e7\u00e3o. \u00c9 preciso o dom da orat\u00f3ria para cativar as massas. E a m\u00eddia desempenha papel fundamental no processo. Ao longo da hist\u00f3ria, n\u00e3o s\u00e3o poucos os exemplos positivos e negativos de pessoas que levaram milh\u00f5es de pessoas a reboque gra\u00e7as ao poder discursivo. Um dos epis\u00f3dios mais tristes da influ\u00eancia pol\u00edtica sobre as massas foi Adolf Hitler. Algu\u00e9m com ideias e ideais radicais e preconceituosos, mas que obteve sucesso gra\u00e7as ao seu talento como orador e ao uso da for\u00e7a midi\u00e1tica. Caso contr\u00e1rio, milhares de soldados alem\u00e3es n\u00e3o teriam lutado sob sua tutela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em determinado momento de \u201cO Discurso do Rei\u201d, George VI (Colin Firth), ou Berty, precisa declarar guerra \u00e0 Alemanha nazista de Hitler. Mas sua gagueira o impede de discursar. Berty \u00e9 bom sujeito, correto, marido amoroso e se v\u00ea al\u00e7ado a rei da Inglaterra quando seu irm\u00e3o, Edward (Guy Pearce), abdica do trono em 1936. Ele quer o melhor para a na\u00e7\u00e3o, mas para cativar a confian\u00e7a dos ingleses, o novo rei precisa aprender a falar em p\u00fablico. Assim, pede aux\u00edlio a um especialista em discursos, Lionel Logue (Geoffrey Rush), conhecido por seus m\u00e9todos nada convencionais. E \u00e9 da rela\u00e7\u00e3o entre os dois que nasce a magia do filme.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dirigido com maestria por Tom Hooper, cujos principais trabalhos at\u00e9 ent\u00e3o se deram na tev\u00ea brit\u00e2nica, \u201cO Discurso do Rei\u201d remete ao cinema cl\u00e1ssico. Um exemplo recente desse tipo de cinema \u00e9 o bonito \u201cO Despertar de Uma Paix\u00e3o\u201d, que acabou n\u00e3o obtendo o merecido sucesso. Afinal, vivemos uma \u00e9poca em que a tecnologia avan\u00e7a abruptamente, atores e atrizes aparecem com os corpos e rostos cada vez mais perfeitos. Ent\u00e3o quem estaria interessado em filmes simples sobre \u00e9pocas passadas, que ignoram a presen\u00e7a de musas e gal\u00e3s e seus corpos expostos, efeitos visuais, catarses, momentos eloquentes, exageros para impressionar o p\u00fablico? Produ\u00e7\u00f5es que se garantem simplesmente pelo seu conte\u00fado e a forma como ele \u00e9 exteriorizado na tela. \u201cO Discurso do Rei\u201d se destaca por ter alcan\u00e7ado esse feito. N\u00e3o tem cenas de sexo nem rostos perfeitos. \u00c9 um drama de \u00e9poca, por\u00e9m conseguiu \u00f3tima bilheteria, 12 indica\u00e7\u00f5es ao Oscar e outros pr\u00eamios importantes. \u00c9 o filme certo na hora certa, que devolve ao cinem\u00e3o aquilo que nunca poderia ou poder\u00e1 ser esquecido: sua ess\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0 primeira vista, ou para quem ler somente a sinopse, pode parecer mais uma trama baseada em fatos reais sobre algu\u00e9m que supera um problema pessoal para depois ter sucesso. A mesma primeira impress\u00e3o passada, para os menos atentos, pelo \u00f3timo \u201cO Vencedor\u201d, tamb\u00e9m em cartaz no Brasil. Mas quem assistir ao longa de Hooper encontrar\u00e1 uma obra bem escrita, com ambienta\u00e7\u00e3o de \u00e9poca e figurinos corretos, dire\u00e7\u00e3o precisa, montagem eficiente e, claro, um elenco em estado de gra\u00e7a, reconhecido pelo Sindicato dos Atores como o melhor time de int\u00e9rpretes do ano. Come\u00e7ando pela dupla protagonista. Cada cena estrelada por Colin Firth e Geoffrey Rush \u00e9 memor\u00e1vel. O primeiro nos transmite toda a dificuldade encontrada pelo personagem em se superar. O segundo nos cativa com sua forma inusitada em tratar o \u201cpaciente\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E ainda h\u00e1 Helena Bonham Carter, mais contida que o habitual, como a esposa que apoia incondicionalmente o marido. E at\u00e9 Guy Pierce, algu\u00e9m que d\u00e1 sorte ao filmes em que atua. Se ano passado ele teve pequena participa\u00e7\u00e3o em \u201cGuerra ao Terror\u201d, ganhador do Oscar, aqui ele novamente surge em poucas cenas, num outro trabalho que deve levar o pr\u00eamio m\u00e1ximo da Academia. Ser\u00e1 o bicampe\u00e3o na principal festa do cinema.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O sucesso de \u201cO Discurso do Rei\u201d pode ser visto como contraponto ao \u00eaxito de \u201cA Rede Social\u201d e \u00e0 moda do 3D. P\u00fablico e m\u00eddia internacional, ap\u00f3s tantos lan\u00e7amentos descolados e antenados com a tecnologia, encontraram na obra de Tom Hooper a deixa para expressar sua saudade ao cinema cl\u00e1ssico. \u00c9 aquela velha hist\u00f3ria: \u201cO Discurso do Rei\u201d vale pelo conjunto da obra. E \u00e0queles que conseguirem ver al\u00e9m ainda descobrir\u00e3o no longa uma bela met\u00e1fora atemporal \u00e0 maneira como nossos l\u00edderes pol\u00edticos necessitam da m\u00eddia para convencer a sociedade.<\/p>\n<p align=\"center\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"605\" height=\"400\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/P68BF3_de84?fs=1&amp;hl=pt_BR\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"605\" height=\"400\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/P68BF3_de84?fs=1&amp;hl=pt_BR\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">******<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Andr\u00e9 Azenha (<a href=\"http:\/\/twitter.com\/cinezen\" target=\"_blank\">@cinezen<\/a>) \u00e9 jornalista e editor do site <a href=\"http:\/\/cinezencultural.com.br\/site\/\" target=\"_blank\">CineZen Cultural <\/a><br \/>\n&#8211; Juliana Torres (<a href=\"http:\/\/twitter.com\/#!\/jukiddo\" target=\"_blank\">@jukidd<\/a>o) \u00e9 jornalista e assina o <a href=\"http:\/\/jukiddo.tumblr.com\/\" target=\"_blank\">http:\/\/jukiddo.tumblr.com\/<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">******<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; &#8220;Clube da Luta&#8221;, de David Fincher, por Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/cinema\/clube.htm\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; &#8220;Piratas do Caribe &#8211; O Ba\u00fa da Morte&#8221;, por Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/cinemadois\/piratasdocaribe2.htm\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cO Vencedor&#8221;, de David O. Russell, por Andr\u00e9 Azenha (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/02\/08\/o-vencedor-david-o-russell\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; &#8220;Guerra ao Terror&#8221;, de Kathryn Bigelow, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/02\/16\/guerra-ao-terror-de-kathryn-bigelow\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; &#8220;Sweeney Todd &#8211; O Barbeiro Demon\u00edaco da Rua Fleet&#8221;, por Andr\u00e9 Azenha (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/cinemadois\/sweeney_todd.htm\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Andr\u00e9 Azenha e Juliana Torres\nColocar o n\u00famero de indica\u00e7\u00f5es ao Oscar como o resultado para o brilhante resultado do filme seria redundante e desnecess\u00e1rio. \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/02\/14\/o-discurso-do-rei-tom-hooper\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":39,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8042"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/39"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8042"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8042\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":42255,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8042\/revisions\/42255"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8042"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8042"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8042"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}