{"id":80410,"date":"2024-03-11T10:20:41","date_gmt":"2024-03-11T13:20:41","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=80410"},"modified":"2024-06-10T00:49:54","modified_gmt":"2024-06-10T03:49:54","slug":"entrevista-retrato-equilibra-psicodelia-pop-e-experimentalismo-em-o-enigma-de-um-dia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/03\/11\/entrevista-retrato-equilibra-psicodelia-pop-e-experimentalismo-em-o-enigma-de-um-dia\/","title":{"rendered":"Entrevista: Retrato equilibra psicodelia pop e experimentalismo em \u201cO Enigma de Um Dia\u201d"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/ociocretino\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Alexandre Lopes<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre fevereiro e mar\u00e7o de 1967, os Beatles e o Pink Floyd foram \u201cvizinhos de porta\u201d dentro do Abbey Road Studios, em Londres. Enquanto \u201cSgt Pepper &#8216;s Lonely Hearts Club Band\u201d recebia retoques finais no est\u00fadio dois, do outro lado do corredor o conjunto liderado por Syd Barrett trabalhava em \u201cThe Piper At The Gates of Dawn\u201d. Reza a lenda que Paul McCartney visitou diversas vezes as grava\u00e7\u00f5es no est\u00fadio tr\u00eas \u2013 talvez preocupado se o grupo perif\u00e9rico representaria uma amea\u00e7a ao reinado do fab four nas paradas. Especula\u00e7\u00f5es \u00e0 parte, a verdade \u00e9 que o Floyd gozava de status no underground londrino, com longas apresenta\u00e7\u00f5es barulhentas no clube UFO e, paralelamente, optou por seguir uma dire\u00e7\u00e3o bem mais pop e enxuta com o lan\u00e7amento de seu primeiro single \u201cArnold Layne\u201d. Segundo o produtor Joe Boyd, \u201co Floyd costumava tocar uma vers\u00e3o que durava dez minutos, mas quando a gravamos fizemos uma de tr\u00eas minutos\u201d, seguindo uma estrat\u00e9gia do empres\u00e1rio Peter Jenner.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se para o manager do Pink Floyd essa era uma manobra deliberada para conseguir sucesso comercial, para a <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/retrato________\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Retrato<\/a> essa receita funciona de maneira instintiva e natural durante o processo de composi\u00e7\u00e3o e grava\u00e7\u00e3o. \u201cVer um show com a banda improvisando \u00e9 incr\u00edvel, mas, \u00e0s vezes, ouvir isso numa grava\u00e7\u00e3o pode cansar. Preferimos deixar uma estrutura de can\u00e7\u00e3o que tem um \u2018come\u00e7o, meio e fim\u2019, que seja sucinta e que ainda assim tenha os espa\u00e7os de improviso para criarmos ao vivo\u201d, opinam Ana Zumpano e Beeau Gomez, a dupla de musicistas fundadora do grupo paulistano. \u201cIsso faz com que as pessoas tenham uma experi\u00eancia diferente em cada show e as apresenta\u00e7\u00f5es se tornem \u00fanicas\u201d.<\/p>\n<figure id=\"attachment_80416\" aria-describedby=\"caption-attachment-80416\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-80416\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/2Retrato.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/2Retrato.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/2Retrato-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/2Retrato-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-80416\" class=\"wp-caption-text\"><em>Capa de &#8220;O Enigma de Um Dia&#8221;<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em seu disco de estreia, \u201c<a href=\"https:\/\/linktr.ee\/Retrato________?lt_utm_source=lt_share_link#348052760\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O Enigma de Um Dia<\/a>\u201d (2023), a Retrato apresenta can\u00e7\u00f5es curtas embebidas em belas texturas psicod\u00e9licas que remetem a essa fase inicial do Pink Floyd, al\u00e9m de Mutantes, 13th Floor Elevators e Soft Machine, mas que tamb\u00e9m possuem tra\u00e7os de nomes mais recentes como o Broadcast e at\u00e9 mesmo algo do atualmente incensado Bar Italia. Ao vivo, o grupo adiciona algumas jams e experimenta\u00e7\u00f5es a la Grateful Dead e Velvet Underground ao seu som, com Elisa Moos na segunda guitarra, Victor Jos\u00e9 (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?s=Antiprisma\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Antiprisma<\/a>) no baixo e as participa\u00e7\u00f5es selvagens de John Di Lallo nos synths e noises. O resultado \u00e9 uma atmosfera sonora que deve bastante \u00e0 d\u00e9cada de 1960 e aponta para o shoegaze e lo-fi de bandas noventistas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO Enigma de Um Dia\u201d foi gravado utilizando um processo h\u00edbrido entre equipamentos anal\u00f3gicos e digitais, durante aproximadamente um ano no Est\u00fadio Mem\u00f3ria (S\u00e3o Paulo, SP) e lan\u00e7ado em dezembro de 2023 pelo selo <a href=\"https:\/\/transfusaonoiserecords.bandcamp.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Transfus\u00e3o Noise Records<\/a> &#8211; do m\u00fasico carioca <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/le-almeida\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">L\u00ea Almeida<\/a> (Oru\u00e3), que assina a mixagem e colabora na faixa \u201cInterl\u00fadio\u201d, juntamente com Bigu Medine. A masteriza\u00e7\u00e3o ficou a cargo de Jo\u00e3o Casaes (Oru\u00e3 e Echo Upstairs). A sonoridade final do registro tamb\u00e9m conferiu um certo efeito de mist\u00e9rio sobre as letras, que apesar de serem em portugu\u00eas, permanecem herm\u00e9ticas ao citar misticismo, passagens surrealistas e momentos lis\u00e9rgicos. Esse forte car\u00e1ter imag\u00e9tico n\u00e3o \u00e9 acidental, visto que tanto Beeau quanto Ana tamb\u00e9m s\u00e3o artistas visuais. \u201cTentamos trazer essas imagens de forma que n\u00e3o seja um discurso literal, e sim algo que abrir\u00e1 uma nova perspectiva em quem ouvir a can\u00e7\u00e3o\u201d, justificam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No papo abaixo, Ana e Beeau contam ao Scream &amp; Yell um pouco como foi o processo de grava\u00e7\u00e3o do debut do grupo, como funcionam as apresenta\u00e7\u00f5es ao vivo e o sobre o que esperar para o pr\u00f3ximo trabalho da banda &#8211; as novas can\u00e7\u00f5es j\u00e1 foram incorporadas ao repert\u00f3rio dos shows.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Retrato - Voo (Official Video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/_Cecllnr4-c?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cO Enigma de Um Dia\u201d tem uma sonoridade que remete bastante a bandas psicod\u00e9licas dos anos 1960. Quais seriam as inspira\u00e7\u00f5es (sendo bandas ou n\u00e3o) diretas disso? Essas grava\u00e7\u00f5es foram feitas de forma anal\u00f3gica ou digital?<\/strong><br \/>\nAcho que tudo que estava envolvido nessa \u00e9poca \u00e9 uma inspira\u00e7\u00e3o para n\u00f3s: som, literatura, poesia, pintura. Al\u00e9m de todes da Retrato ouvirem muito qualquer tipo de m\u00fasica desse per\u00edodo, a forma como as bandas costumavam gravar seus discos, os instrumentos utilizados, t\u00e9cnicas e equipamentos tamb\u00e9m servem muito de inspira\u00e7\u00e3o. O nosso som vem como uma consequ\u00eancia disso tudo; a sonoridade da \u00e9poca tem uma caracter\u00edstica que vem de uma limita\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica para se gravar, o que hoje conseguimos enxergar como est\u00e9tica sonora para chegar em texturas e timbres que remetem \u00e0quela sonoridade. Parte disso vem da escolha de gravarmos o disco utilizando equipamentos anal\u00f3gicos. O processo como um todo \u00e9 totalmente h\u00edbrido, captamos a maior parte da grava\u00e7\u00e3o no anal\u00f3gico, mas depois vai tudo para o computador. O que de certa forma n\u00e3o muda muito, pois o som j\u00e1 chega pronto. Cada equipamento que passamos o som d\u00e1 uma textura e caracter\u00edstica diferentes, deixa a grava\u00e7\u00e3o mais &#8220;suja&#8221;, quente, lo-fi. A etapa do computador ajudou, pois dessa forma conseguimos enviar os arquivos de grava\u00e7\u00e3o para o L\u00ea Almeida mixar, e ele estava em uma tour com o Oru\u00e3 nos Estados Unidos e Europa e conseguiu fazer a mix na estrada, no tempo livre entre os shows.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Geralmente bandas psicod\u00e9licas fazem longas jams e esticam suas m\u00fasicas, mas a maioria das faixas de \u201cO Enigma de Um Dia\u201d \u00e9 curta e n\u00e3o chega a quatro minutos (descontando a \u00faltima, \u201cV\u00e9u\u201d) e o \u00e1lbum todo passa bem pouco dos 30 minutos. Isso foi uma decis\u00e3o deliberada ou aconteceu de forma espont\u00e2nea?<\/strong><br \/>\nAchamos um tanto chato as bandas psicod\u00e9licas &#8220;cansadas&#8221;, que \u00e0s vezes ficam improvisando longos per\u00edodos e o som parece n\u00e3o ir para lugar nenhum. Quase todas as can\u00e7\u00f5es da Retrato t\u00eam um espa\u00e7o para improviso, nunca tocamos igual e gostamos de deixar esse espa\u00e7o de cria\u00e7\u00e3o para os shows ao vivo. O improviso tem um car\u00e1ter do momento, ver um show com a banda improvisando \u00e9 incr\u00edvel, mas, \u00e0s vezes, ouvir isso numa grava\u00e7\u00e3o pode cansar. Preferimos deixar uma estrutura de can\u00e7\u00e3o que tem um &#8220;come\u00e7o, meio e fim&#8221;, que seja sucinta e que ainda sim tenha os espa\u00e7os de improviso para criarmos ao vivo. Isso faz com que as pessoas tenham uma experi\u00eancia diferente em cada show e as apresenta\u00e7\u00f5es se tornem \u00fanicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Lendo as letras, achei que a parte literal segue uma abordagem nem t\u00e3o direta, com uso de imagens meio surrealistas, lis\u00e9rgicas e at\u00e9 mesmo algo de misticismo. Quem \u00e9 o respons\u00e1vel pelas letras? Como elas surgiram?<\/strong><br \/>\nAs letras s\u00e3o escritas majoritariamente pelo Beeau e a Ana sempre traz algum complemento para fecharmos a can\u00e7\u00e3o. \u00c0s vezes a Ana traz um riff, uma melodia, uma frase ou refr\u00e3o e o restante se desenvolve a partir da\u00ed. Mas as can\u00e7\u00f5es sempre se d\u00e3o pela dupla. Ambos gostam muito de poesia e literatura, principalmente as que se podem criar m\u00faltiplas imagens a partir de diferentes interpreta\u00e7\u00f5es. Tentamos trazer essas imagens de forma que n\u00e3o seja um discurso literal, e sim algo que abrir\u00e1 uma nova perspectiva em quem ouvir a can\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Este \u00e1lbum de estreia foi concebido inicialmente por Ana e Beeau e depois contou com as contribui\u00e7\u00f5es de Elisa Moos, Victor Jos\u00e9 e John Di Lallo. A ideia no est\u00fadio \u00e9 sempre centralizar o processo de composi\u00e7\u00e3o na dupla de vocalistas ou as pr\u00f3ximas obras devem contar com maior participa\u00e7\u00e3o da banda completa?<\/strong><br \/>\nExistem variadas formas de se criar um som ou can\u00e7\u00e3o que gostamos de explorar. Desde gravar v\u00e1rios instrumentos sozinhos, tocar ao vivo com a banda ou gravar loops em fita cassete. N\u00f3s (Ana e Beeau) gravamos uma demo do que viria a ser \u201cO Enigma de Um Dia\u201d a partir de um ensaio entre os dois, com bateria, guitarra e vozes. Quando Victor e Elisa se juntaram \u00e0 banda, o disco tinha iniciado suas grava\u00e7\u00f5es e eles puderam contribuir com seus respectivos instrumentos em todas as faixas. Durante o processo, a John tamb\u00e9m come\u00e7ou a tocar com a gente e gravou os synths na fase final de produ\u00e7\u00e3o do disco. Para o pr\u00f3ximo disco, j\u00e1 temos boa parte do material novo gravado com a banda tocando as faixas ao vivo em est\u00fadio. Mesmo as faixas que s\u00e3o loops ou colagens sonoras, elas fazem parte do material ao vivo que fomos gravando durante os ensaios com essa forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-80415\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Retrato.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"938\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Retrato.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Retrato-240x300.jpg 240w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como foi que aconteceu essa participa\u00e7\u00e3o do L\u00ea Almeida e Bigu Medine na faixa 5, \u201cInterl\u00fadio\u201d?<\/strong><br \/>\nTemos uma rela\u00e7\u00e3o que vai al\u00e9m da m\u00fasica. Sempre quando o pessoal est\u00e1 em S\u00e3o Paulo, eles se hospedam em nossas casas. Gostamos de cozinhar, ouvir discos, tocar. \u00c9 muito natural a forma como as coisas acontecem. Antes mesmo de gravarmos o disco, o L\u00ea estava acompanhando o processo do nosso lado e se prop\u00f4s a ajudar com qualquer coisa. O Bigu e o Jo\u00e3o Casaes (que masterizou o disco) tocam na Echo Upstairs tamb\u00e9m, ent\u00e3o sempre estamos criando algo juntos. Essa faixa surgiu de um improviso, que gravamos com o Bigu na fita cassete. Gravamos outras coisas em cima, mas n\u00e3o tinha como o L\u00ea mixar pois a faixa n\u00e3o tinha seus canais separados. A sugest\u00e3o foi que o L\u00ea gravasse outras coisas por cima, j\u00e1 que seria uma forma de trabalhar essa m\u00fasica. Ele gravou uns synths e passou novamente pelo toca fita dele, cortando algumas partes e tocando em reverso algumas coisas. Ana, John e Beeau tamb\u00e9m gravaram algumas faixas do disco solo do L\u00ea, &#8220;<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/12\/09\/faixa-a-faixa-i-fell-in-the-sky-de-le-almeida-ou-ensaio-sobre-o-ceu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">I Feel In the Sky<\/a>&#8220;. Essa colabora\u00e7\u00e3o \u00e9 m\u00fatua e vem como consequ\u00eancia da nossa rela\u00e7\u00e3o. Com certeza teremos mais dessas trocas nos pr\u00f3ximos trabalhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Al\u00e9m da Retrato, voc\u00eas t\u00eam outros projetos musicais, como Antiprisma, Echo Upstairs, etc. Como voc\u00eas fazem para tocar tudo isso? Tem algum planejamento de tempo e ensaios para cada banda ou v\u00e3o apenas seguindo o fluxo para ver no que d\u00e1?<\/strong><br \/>\nNa maioria das vezes batemos as agendas para encaixar os compromissos de cada projeto nos momentos livres. Cada projeto tem seu tempo e suas tarefas que precisamos executar. Estamos ensaiando com o Antiprisma para os shows do novo disco que sai agora em 2024 [<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\/status\/1761044028068430124\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ou\u00e7a o primeiro single aqu<\/a>i], estamos gravando um EP novo da Echo Upstairs e ensaiando novas m\u00fasicas da Retrato, al\u00e9m de tocarmos em projetos ou participa\u00e7\u00f5es de amigues. Basicamente estamos tocando quando n\u00e3o estamos tocando (risos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Nos shows voc\u00eas j\u00e1 tocam algumas m\u00fasicas novas. O que voc\u00eas acham que elas diferem das do primeiro disco?<\/strong><br \/>\nUm dos fatos \u00e9 que as m\u00fasicas novas s\u00e3o tocadas pela primeira vez nos ensaios com a banda toda, ent\u00e3o vamos trabalhando para entender como ela soa ao vivo. As m\u00fasicas anteriores j\u00e1 tinham uma base de bateria e guitarra gravadas por n\u00f3s dois, o que de certa forma torna mais f\u00e1cil voc\u00ea assimilar o som ouvindo a grava\u00e7\u00e3o repetidas vezes. Mas dessa forma atual, em cada ensaio a m\u00fasica vai se desenhando aos poucos por cada um at\u00e9 tomar uma forma \u00fanica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quais os pr\u00f3ximos passos da Retrato em termos de shows e lan\u00e7amentos? Devemos esperar um segundo \u00e1lbum em breve?<\/strong><br \/>\nAtualmente vamos tocar pelo Brasil at\u00e9 o meio do ano para divulgar \u201cO Enigma de Um Dia\u201d, nesse per\u00edodo teremos o lan\u00e7amento f\u00edsico do disco e vamos focar em finalizar o novo \u00e1lbum para o segundo semestre de 2024.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Voo\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/CdD_GE8HzKs?list=OLAK5uy_nynetTykA8D7TdH7EO8czzG0wc9bYomx8\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Retrato - Espelho (Official Video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/jZk273SwVl0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Retrato - live at fffront\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/iIuWVeICO-Y?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>\u2013 Alexandre Lopes (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/ociocretino\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">@ociocretino<\/a>) \u00e9 jornalista e assina o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ociocretino.blogspot.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">www.ociocretino.blogspot.com.br<\/a>. A foto que abre o texto \u00e9 de Vitor Cohen. Foto da banda em formato quinteto por Ana Zumpano<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Em seu disco de estreia, \u201cO Enigma de Um Dia\u201d (2023), a Retrato apresenta can\u00e7\u00f5es curtas embebidas em belas texturas psicod\u00e9licas que remetem a essa fase inicial do Pink Floyd, al\u00e9m de Mutantes, 13th Floor Elevators e Soft Machine&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/03\/11\/entrevista-retrato-equilibra-psicodelia-pop-e-experimentalismo-em-o-enigma-de-um-dia\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":101,"featured_media":80412,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[7095],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/80410"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/101"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=80410"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/80410\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":80417,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/80410\/revisions\/80417"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/80412"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=80410"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=80410"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=80410"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}