{"id":80400,"date":"2024-03-09T02:57:14","date_gmt":"2024-03-09T05:57:14","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=80400"},"modified":"2024-04-15T01:08:41","modified_gmt":"2024-04-15T04:08:41","slug":"os-10-anos-de-morning-phase-o-acerto-de-contas-de-beck-com-seus-demonios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/03\/09\/os-10-anos-de-morning-phase-o-acerto-de-contas-de-beck-com-seus-demonios\/","title":{"rendered":"Os 10 Anos de \u201cMorning Phase\u201d, o acerto de contas de Beck com seus dem\u00f4nios"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/caro.davii\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Davi Caro<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O lan\u00e7amento de \u201cSea Change\u201d, oitavo disco de est\u00fadio de Beck Hansen, foi recebido com alvoro\u00e7o pela imprensa especializada em setembro de 2002, fascinada (ainda que um pouco incomodada, conforme visto em textos da \u00e9poca) com a brutal honestidade com a qual o compositor americano expunha sua dor e seus sentimentos depressivos em um repert\u00f3rio no qual lidava abertamente <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/10\/30\/esse-voce-precisa-ouvir-os-20-anos-de-sea-change-o-disco-de-fim-de-relacionamento-de-beck\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">com seu ent\u00e3o recente processo de separa\u00e7\u00e3o amorosa<\/a>. Considerado em retrospecto um dos melhores e mais not\u00e1veis discos do cantor, o trabalho explorava can\u00e7\u00f5es bastante baseadas no viol\u00e3o, e se distanciava das texturas dan\u00e7antes e psicod\u00e9licas exibidas no anterior \u201cMidnite Vultures\u201d (1999), ainda que uma faixa chamasse a aten\u00e7\u00e3o por seu delirante arranjo, misturando orquestra\u00e7\u00f5es e solos abstratos de guitarra: al\u00e9m de se concretizar como um dos melhores cortes do \u00e1lbum, \u201cPaper Tiger\u201d tamb\u00e9m finalizava, de modo enigm\u00e1tico, com os versos \u201cExiste uma estrada para a manh\u00e3 \/ Existe uma estrada para a verdade \/ Existe uma estrada de volta \u00e0 civiliza\u00e7\u00e3o \/ Mas n\u00e3o existe estrada de volta para voc\u00ea\u201d.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-80402\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/beck2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"570\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/beck2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/beck2-300x228.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Levariam doze anos, mas Beck encontraria, eventualmente, uma estrada de volta para si mesmo. Ou, pelo menos, para sua vers\u00e3o mais visceral e torturada, ainda que de modo mais reflexivo e menos amargo. Quatro outros discos separam \u201cSea Change\u201d de seu sucessor espiritual, e \u201cMorning Phase\u201d (2014), lan\u00e7ado h\u00e1 dez anos (contando deste \u00faltimo fevereiro) trouxe a reuni\u00e3o de Hansen com boa parte dos colaboradores com os quais havia realizado uma de suas mais celebradas obras, bem como a reconcilia\u00e7\u00e3o \u2013 ou, pelo menos, uma esp\u00e9cie de reavalia\u00e7\u00e3o \u2013 de sua faceta menos irreverente e mais pessoal. Al\u00e9m de ser um dos mais interessantes discos realizados pelo artista na \u00faltima d\u00e9cada, tamb\u00e9m calhou de se tornar um dos mais discutidos, sen\u00e3o o mais discutido, como ser\u00e1 abordado mais \u00e0 frente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O primeiro processo de ruptura, e qui\u00e7\u00e1 o mais surpreendente, seria percebido na produ\u00e7\u00e3o: ao inv\u00e9s de retornar \u00e0 colabora\u00e7\u00e3o com Danger Mouse (que originou o bom \u201cModern Guilt\u201d, de 2008) ou trazer de volta o g\u00eanio maluco e \u201csexto Radiohead\u201d Nigel Godrich (que produziu o \u00e1lbum de 2002), Beck cuidaria do processo por si s\u00f3. Tendo finalizado seu contrato com a gravadora Interscope, ele tamb\u00e9m havia assinado uma nova parceria com a poderosa Capitol Records, que o concedeu carta branca. Com as sess\u00f5es \u2013 notadamente tranquilas \u2013 de grava\u00e7\u00e3o tomando forma nos est\u00fadios Ocean Way, em Los Angeles, ao longo do bi\u00eanio 2012\/2013, os registros se deram simultaneamente ao retorno \u00e0s performances ao vivo do compositor (incluindo seu retorno ao Brasil, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/11\/11\/balancao-planeta-terra-2013\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">na \u00faltima edi\u00e7\u00e3o do extinto festival Planeta Terra<\/a>), \u00e0 medida que os m\u00fasicos escolhidos para acompanh\u00e1-lo j\u00e1 lhe eram mais do que familares: figurinhas carimbadas de uma d\u00e9cada antes, como o guitarrista Smokey Hormel, o tecladista Roger Jospeph Manning, Jr e o baterista Joey Waronker marcaram presen\u00e7a no est\u00fadio, bem como David Campbell, pai de Beck e respons\u00e1vel pelas condu\u00e7\u00f5es orquestrais presentes no tracklist.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Beck - Heart Is A Drum\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/_6Zp84XH6Eo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 quase imposs\u00edvel dissociar \u201cMorning Phase\u201d de seu antecessor tem\u00e1tico, mesmo porque o novo disco foi descrito no pr\u00f3prio press-release como uma obra complementar a \u201cSea Change\u201d. E isso \u00e9 uma realidade percept\u00edvel desde a primeira faixa: ainda que se diferencie deste \u00faltimo por conter uma vinheta introdut\u00f3ria, a atmosfera de \u201cCycle\u201d \u00e9 perceptivelmente parecida com a encontrada em \u201cThe Golden Age\u201d, ao passo do andamento da primeira faixa propriamente dita, \u201cMorning\u201d, ser igualmente lento e cadenciado, mesmo que menos desesperan\u00e7oso: \u201cMas podemos come\u00e7ar tudo de novo \/ Esta manh\u00e3 \/ Eu perdi minhas defesas\u201d. A desesperan\u00e7a, ali\u00e1s, \u00e9 substitu\u00edda pela busca por auto-compreens\u00e3o na can\u00e7\u00e3o seguinte, o single \u201cHeart Is A Drum\u201d (acompanhado por um \u00f3timo v\u00eddeo cheio de refer\u00eancias ao clipe da imortal \u201cLoser\u201d, de 1993 \u2013 com direito a Beck \u201cinteragindo\u201d com seu eu mais novo). Menos arrastada, por\u00e9m n\u00e3o menos reflexiva, a faixa \u00e9 como um respiro de agita\u00e7\u00e3o antes que os viol\u00f5es quase-country de \u201cSay Goodbye\u201d tomem conta do ouvinte.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Music Video - Beck - Blue Moon\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/LB9tymZzxjQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das faixas mais interessantes do trabalho, \u201cBlue Moon\u201d tem sua arma secreta nas delicadas linhas de bandolim e em sua percuss\u00e3o mais cadenciada, e os backing vocals mais et\u00e9reos tamb\u00e9m n\u00e3o fazem feio. \u201cEt\u00e9rea\u201d, ali\u00e1s, \u00e9 uma palavra que cai como uma luva em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 performance do cantor no groove narc\u00f3tico de \u201cUnforgiven\u201d, com seus pianos cheios de efeitos, antecipando as cordas cinematogr\u00e1ficas que abrem \u201cWave\u201d (que, no entanto, n\u00e3o salvam a faixa de ser a menos memor\u00e1vel no repert\u00f3rio). Dif\u00edcil julgar algu\u00e9m que pularia, ap\u00f3s audi\u00e7\u00f5es repetidas, diretamente para os dedilhados e harmonias lindas de \u201cDon\u2019t Let It Go\u201d. O viol\u00e3o, mais uma vez protagonista, divide protagonismo com interven\u00e7\u00f5es de guitarras el\u00e9tricas em \u201cBlackbird Chain\u201d, apenas para dar lugar mais uma vez aos violinos da vinheta \u201cPhase\u201d, que precede as \u00faltimas tr\u00eas can\u00e7\u00f5es \u2013 onde, ali\u00e1s, Hansen soa mais energizado: \u201cTurn Away\u201d traz alguns dos mais intrigantes versos encontrados aqui, com linhas como \u201cD\u00ea as costas\/Do peso de seu pr\u00f3prio passado\/\u00c9 magia para o dem\u00f4nio\u201d. Parece um di\u00e1logo do narrador consigo mesmo, que se reconcilia com mem\u00f3rias de locais id\u00edlicos na nost\u00e1lgica \u201cCountry Town\u201d e finalmente exorciza seus tormentos na delicada \u201cWaking Light\u201d, uma escolha certeira, e redentora, para encerrar o disco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Morning Phase&#8221; pode ter at\u00e9 parecido uma decep\u00e7\u00e3o frente ao j\u00fabilo encontrado pelo trabalho com o qual \u00e9 mais relacionado, mas chamar o disco de \u201cinjusti\u00e7ado\u201d seria for\u00e7ar a barra. Boas cr\u00edticas ajudaram a construir hype, e um bom terceiro lugar na parada de \u00e1lbuns da Billboard evidenciou bastante isso. Mesmo os mais c\u00e9ticos (ou com menos boa vontade) relutariam em chamar o novo lan\u00e7amento de indigno de aten\u00e7\u00e3o e respeito, fosse como um trabalho isolado de um dos mais iconoclastas artistas de sua gera\u00e7\u00e3o, fosse como uma sequ\u00eancia a um outro disco marcante. Em suma, \u201cMorning Phase\u201d foi t\u00e3o bem recebido quanto todos poderiam esperar, dadas as devidas propor\u00e7\u00f5es e expectativas trazidas por uma fanbase que, apesar de n\u00e3o t\u00e3o numerosa, sempre acompanhou de perto, e com entusiasmo, a carreira de Hansen. E, ainda assim, mesmo tudo isso n\u00e3o poderia explicar o que aconteceria cerca de um ano depois de seu lan\u00e7amento.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Album Of The Year: Beck | GRAMMYs\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/V4jEpVCGqSM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ningu\u00e9m esperaria muito de um \u00e1lbum de Beck junto a uma premia\u00e7\u00e3o como o Grammy. Um pr\u00eamio de Melhor \u00c1lbum Alternativo ou de Rock n\u00e3o desagradaria tantas pessoas, claro \u2013 mas a m\u00eddia mainstream com certeza foi pega de cal\u00e7as curtas quando o disco recebeu, na 57\u00aa edi\u00e7\u00e3o da cerim\u00f4nia de maior prest\u00edgio do mundo da m\u00fasica pop, a honraria de \u00e1lbum do ano. E ningu\u00e9m parece ter ficado t\u00e3o surpreso quanto o pr\u00f3prio Beck, que pareceu muito mais a vontade interpretando \u201cHeart Is A Drum\u201d em um dueto com Chris Martin, do Coldplay, na mesma noite. Provocando apenas um dos v\u00e1rios surtos p\u00fablicos de Kanye West (com os quais o mundo aprenderia a se familiarizar), a vit\u00f3ria do \u00e1lbum, apesar de celebrada, viria a eclipsar sua reputa\u00e7\u00e3o como uma boa sele\u00e7\u00e3o de can\u00e7\u00f5es, realizadas por um compositor comprovadamente repleto delas.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Beck On Writing Morning Phase In His Kitchen | GRAMMYs\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/QQk2EjMV4Rs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seja como for, \u00e9 ineg\u00e1vel o impacto que \u201cMorning Phase\u201d teria na carreira de Beck desde ent\u00e3o. Ao passo que \u201cColors\u201d (2017) tenha trazido de volta as tend\u00eancias dan\u00e7antes, seu \u00faltimo disco, \u201cHyperspace\u201d (2019) trouxe Hansen lidando com uma nova separa\u00e7\u00e3o, ainda que, dessa vez, deixando a melancolia de lado em favor de aproxima\u00e7\u00f5es com o hyperpop e a new wave. Hoje em dia, \u201cMorning Phase\u201d parece bastante distante do momento presente, onde Beck se mostra mais confort\u00e1vel com seu status enquanto lenda da m\u00fasica alternativa (como comprovado em sua recente e \u00f3tima apresenta\u00e7\u00e3o <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/12\/05\/primavera-sound-sao-paulo-os-10-melhores-shows\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">no Primavera Sound de 2023<\/a> \u2013 onde nenhuma das can\u00e7\u00f5es do trabalho em quest\u00e3o marcou presen\u00e7a, ali\u00e1s). Uma d\u00e9cada depois de um de seus momentos mais reflexivos, Beck parece feliz em ter encontrado a estrada para a manh\u00e3. Resta saber qual o caminho a ser seguido no futuro; a estrada para a verdade, afinal, continua sendo trilhada tanto por ele, quanto por seus seguidores, sem que ningu\u00e9m saiba, de fato, qual seja esta verdade.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Morning Phase\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=OLAK5uy_mLGPyNfLTJrsZFGwV_vuS9YKEl4hB9Hjs\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/caro.davii\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Davi Caro<\/a>\u00a0\u00e9 professor, tradutor, m\u00fasico, escritor e estudante de Jornalismo.\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/author\/davi-caro\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leia outros textos de Davi aqui.<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;Morning Phase&#8221; pode ter at\u00e9 parecido uma decep\u00e7\u00e3o frente ao j\u00fabilo encontrado pelo trabalho com o qual \u00e9 mais relacionado, &#8220;Sea Change&#8221;, mas chamar o disco de \u201cinjusti\u00e7ado\u201d seria for\u00e7ar a barra. 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