{"id":80232,"date":"2024-03-04T12:16:55","date_gmt":"2024-03-04T15:16:55","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=80232"},"modified":"2024-04-14T20:09:01","modified_gmt":"2024-04-14T23:09:01","slug":"critica-denis-villeneuve-faz-o-impossivel-e-repete-um-milagre-em-duna-parte-ii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/03\/04\/critica-denis-villeneuve-faz-o-impossivel-e-repete-um-milagre-em-duna-parte-ii\/","title":{"rendered":"Cr\u00edtica: Denis Villeneuve faz o imposs\u00edvel e repete um milagre em \u201cDuna: Parte II\u201d"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto de <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/caro.davii\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Davi Caro<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda que n\u00e3o pare\u00e7a em um primeiro momento, poucos seriam capazes de negar a magnitude do que o diretor Denis Villeneuve conseguiu alcan\u00e7ar em \u201cDuna\u201d (2021). As limita\u00e7\u00f5es impostas pela pandemia acabaram restringindo a experi\u00eancia originalmente planejada, uma vez que as tomadas \u00e9picas e a cinematografia grandiosa do longa n\u00e3o escondiam seu objetivo inicial de ser projetado e assistido nas maiores telas poss\u00edveis, com o melhor sistema de som dispon\u00edvel. Mesmo assim, contra todas as expectativas, a adapta\u00e7\u00e3o do cl\u00e1ssico de 1965 de Frank Herbert conseguiu n\u00e3o apenas escapar do estigma lan\u00e7ado sobre a subestimada e infame primeira transposi\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria para o cinema (realizada por David Lynch, em 1984), como fez o improv\u00e1vel ao, centrando foco apenas na primeira parte da jornada de Paul Atreides (Timoth\u00e9e Chalamet), criar uma identidade visual imersiva e instigante, capaz de cativar mesmo aqueles pouco ou nada familiarizados com o material original. A \u00f3tima receptividade encontrada na cr\u00edtica especializada, por\u00e9m, carregava um mau press\u00e1gio, ou uma esp\u00e9cie de receio: ap\u00f3s uma excelente primeira investida, Villeneuve seria capaz de dar seguimento \u00e0 f\u00e1bula de intrigas pol\u00edticas e alegorias intrincadas disfar\u00e7adas de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica que envolvem a obra de Herbert? Seria a segunda parte desta hist\u00f3ria capaz de fazer jus \u00e0 maestria exibida a princ\u00edpio?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A chegada de \u201cDuna: Parte II\u201d (\u201cDune: Part Two\u201d, 2024) aos cinemas finalmente trouxe a resposta h\u00e1 muito esperada: um jubilante \u201csim\u201d. Mais uma vez superando in\u00fameros obst\u00e1culos impostos desde o in\u00edcio das filmagens, em julho de 2022 \u2013 incluindo greves de roteiristas e atrasos no lan\u00e7amento, originalmente previsto para outubro de 2023 \u2013 o diretor repetiu o feito e construiu um \u00e9pico de propor\u00e7\u00f5es poucas vezes vistas no cinema recente, criando a representa\u00e7\u00e3o definitiva do livro original para o audiovisual e concluindo a narrativa de modo magistral, esmerado e, sim, muito grandioso.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-80234\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/duna2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"556\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/duna2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/duna2-300x222.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo que pare\u00e7a sup\u00e9rflua e \u00f3bvia, a pergunta \u201c\u00c9 preciso ver o primeiro filme para entender o segundo?\u201d encontra sua resposta no pr\u00f3prio t\u00edtulo: sim, n\u00e3o apenas \u00e9 imprescind\u00edvel assistir ao primeiro longa (dispon\u00edvel em streaming via HBO Max), como ver o primeiro antes de assistir ao novo filme torna a experi\u00eancia muito mais enriquecedora. De fato, n\u00e3o existe prepara\u00e7\u00e3o melhor para desfrutar dos muitos desdobramentos mostrados em \u201cParte II\u201d, e \u00e9 bastante poss\u00edvel enxergar os dois filmes como um s\u00f3 ap\u00f3s sair da sala de cinema \u2013 o que tamb\u00e9m faz refletir sobre como poderia ter sido assistir ao primeiro filme dentro de uma sala de cinema (por que n\u00e3o um relan\u00e7amento?), tamanha a diferen\u00e7a sentida na imensid\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro motivo para assistir aos dois filmes um logo ap\u00f3s o outro tem a ver com a hist\u00f3ria em si. Tomando (pela primeira, por\u00e9m n\u00e3o \u00fanica vez) liberdades em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 obra original, o novo filme se inicia exatamente onde o anterior parou: Paul e sua m\u00e3e, Lady Jessica (Rebecca Ferguson) lutam para encontrar seu lugar em meio aos Fremen, tribo nativa do planeta Arrakis, ap\u00f3s o ataque perpetrado pelos Harkonnen, com o sinistro Bar\u00e3o Vladimir (Stellan Skarsgard) \u00e0 frente, aniquilando quase todo o cl\u00e3 Atreides, incluindo sua figura central, Duque Leto (Oscar Isaac). \u00c0 medida que se adapta \u00e0 vida no deserto e passa a integrar as linhas de combate contra os sanguin\u00e1rios inimigos, o jovem Paul encontra, na figura do l\u00edder Stilgar (Javier Bardem), um devoto da cren\u00e7a de que seu povo ser\u00e1 salvo por uma figura messi\u00e2nica, destinada a liderar os Fremen ao para\u00edso. Tal devo\u00e7\u00e3o se mostra bastante interessante \u00e0 pr\u00f3pria m\u00e3e do jovem guerreiro, por si s\u00f3 membro da irmandade Bene Gesserit, que v\u00ea na f\u00e9 do povo de Arrakis uma forma de beneficiar seu filho, e a si mesma, a longo prazo. Conforme a devo\u00e7\u00e3o por Paul, agora denominado Muad\u2019Dib e completamente integrado aos Fremen, se espalha rapidamente, tal cren\u00e7a cega tamb\u00e9m atrai a desconfian\u00e7a do pr\u00f3prio rapaz e de sua companheira, Chani (Zendaya), que v\u00eaem as segundas inten\u00e7\u00f5es tanto de Stilgar quanto de Jessica como oportunistas e vamp\u00edricas.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-80238\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/duna6.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/duna6.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/duna6-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A lenda do salvador Fremen se espalha ao longo dos planetas e passa a provocar medo tanto aos Harkonnen \u2013 sobretudo ao sobrinho de Vladimir, o brutamontes Rabban (Dave Bautista) \u2013 quanto ao pr\u00f3prio Imperador, Shaddam IV (Christopher Walken), que se revela como principal orquestrador ao ataque seguido de massacre contra os Atreides, e cuja filha, a astuta Irulan (Florence Pugh) se depara uma forma de combater a cada vez mais m\u00edtica figura de Paul no mais jovem e mais sanguin\u00e1rio dos Harkonnen, Feyd-Rautha (Austin Butler). O reencontro de Paul com Gurney Halleck (Josh Brolin), antigo aliado de seu pai e sobrevivente do ataque, adiciona mais uma pe\u00e7a no delicado jogo que levar\u00e1 o jovem ao papel que tantos acreditam ser seu destino \u2013 apesar de premoni\u00e7\u00f5es apocal\u00edpticas acompanharem sua ascens\u00e3o \u00e0 lideran\u00e7a dos Fremen.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 dif\u00edcil, sen\u00e3o imposs\u00edvel, sintetizar a hist\u00f3ria concebida por Frank Herbert sem soar no m\u00ednimo insano aos n\u00e3o-iniciados, e Denis Villeneuve mostra saber disso melhor do que ningu\u00e9m. Trata-se de mais um dos acertados motivos pelos quais o primeiro volume da saga foi dividido em dois longa-metragens. Evitando excessos, intercalando cenas de a\u00e7\u00e3o eletrizantes e di\u00e1logos carregados de tens\u00e3o e peso, e fazendo leves adapta\u00e7\u00f5es em prol de um melhor ritmo, o diretor concretiza o que muitos j\u00e1 julgaram imposs\u00edvel: traduzir de modo ao mesmo tempo fidedigno e inovador um dos trabalhos mais influentes da hist\u00f3ria da fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. E boa parte disso tem a ver com seus \u00e1geis desvios do manique\u00edsmo tradicional, exibindo os violentos Harkonnen como vil\u00f5es enquanto mostra em primeira m\u00e3o a ascendente megalomania do her\u00f3i Paul, conforme os primeiros lutam para assegurar sua soberania e o \u00faltimo pula do ceticismo para a aceita\u00e7\u00e3o de seu papel designado \u2013 e as irrevers\u00edveis consequ\u00eancias para os dois lados.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-80237\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/duna4.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/duna4.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/duna4-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Falando em ceticismo, qualquer desconfian\u00e7a relativa ao desempenho do protagonista na segunda e primordial etapa de sua jornada se dissipa ainda nos primeiros minutos do filme: Timoth\u00e9e Chalamet encanta em sua ingenuidade e honestas inten\u00e7\u00f5es ao lado do ex\u00e9rcito de nativos, e sua expressiva atua\u00e7\u00e3o s\u00f3 faz da evolu\u00e7\u00e3o de seu personagem mais palp\u00e1vel e mais emp\u00e1tica, mesmo que n\u00e3o menos conflituosa. Um curto, por\u00e9m poderos\u00edssimo mon\u00f3logo na metade do filme, por\u00e9m, \u00e9 o momento chave de seu amadurecimento no papel. Mais do que seu trabalho individual, a riqueza de suas rela\u00e7\u00f5es com os colegas de elenco s\u00e3o singulares, e servem para destacar o rico desenvolvimento de figuras j\u00e1 presentes no trabalho original: Rebecca Ferguson causa calafrios conforme ascende \u00e0 posi\u00e7\u00e3o de Reverenda Madre, e principal arauto do novo salvador, ao mesmo tempo que serve aos pr\u00f3prios prop\u00f3sitos; de forma parecida, a incredulidade de Josh Brolin conforme o estrategista Gurney se d\u00e1 conta da devo\u00e7\u00e3o do povo por seu antigo protegido \u00e9 latente, bem como a perplexidade do Rabban de Dave Bautista, at\u00f4nito frente ao potencial de guerra dos seguidores de Muad\u2019Dib. De lados opostos, a personagem de Chani vivida por Zendaya e o Stilgar de Javier Bardem ajudam a representar a dualidade do conflito exibido aqui: ao passo que a primeira luta pela causa de seu povo, sem se importar com profecias opressoras, o abandono com o qual o segundo se entrega \u00e0 causa de seu Messias (sem deixar seus interesses pessoais de lado) \u00e9 contagiante, embora em determinados momentos exagerada, e ajuda a trazer um pouco de al\u00edvio (mesmo que n\u00e3o t\u00e3o c\u00f4mico) a alguns trechos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m merecedoras de destaque s\u00e3o as novas adi\u00e7\u00f5es ao elenco, bem como personagens com pap\u00e9is mais reduzidos no filme anterior: a repugn\u00e2ncia do Bar\u00e3o Vladimir \u00e9 um testamento \u00e0 entrega e ao talento de Stellan Skarsgard, e Charlotte Rampling assombra no papel da veterana Bene Gesserit Gaius Helen, que se prova instrumental na manuten\u00e7\u00e3o do conflito e fundamental para a constru\u00e7\u00e3o do desfecho. A figura ao mesmo tempo imponente e vaidosa de Shaddam IV \u00e9 magistralmente trazida \u00e0 vida por Christopher Walken, que transp\u00f5e com perfei\u00e7\u00e3o a impot\u00eancia de seu personagem diante de um conflito de tamanha magnitude, e seu contraste junto \u00e0 princesa Irulan de Florence Pugh \u00e9 repleto de frescor em seu conflito, mais do que geracional, \u00e9tico. Por\u00e9m, o destaque fica mesmo para Austin Butler, na pele do psic\u00f3tico Feyd-Rautha: deixando definitivamente para tr\u00e1s a performance um tanto caricata de Sting no mesmo papel em 1984, sua interpreta\u00e7\u00e3o (ausente no primeiro filme) \u00e9 amea\u00e7adora e perturbadora em propor\u00e7\u00f5es iguais, com sua introdu\u00e7\u00e3o fazendo justi\u00e7a a um dos mais singulares personagens do livro original \u2013 tanto como a ant\u00edtese do campe\u00e3o dos Atreides quanto como a s\u00edntese do que h\u00e1 de mais mal\u00e9fico no cl\u00e3 Harkonnen. Tamb\u00e9m presentes no elenco, L\u00e9a Seydoux e Anya Taylor-Joy fazem valer suas breves, por\u00e9m decisivas apari\u00e7\u00f5es, suas personagens envoltas em mist\u00e9rios que apontam para o futuro, mas j\u00e1 conhecidas pelos f\u00e3s mais familiarizados com a mitologia de \u201cDuna\u201d.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-80236\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/duna5.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/duna5.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/duna5-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como no primeiro filme, a cinematografia \u2013 a cargo de Greig Fraser \u2013 \u00e9 fundamental para a tangibilidade do universo representado na tela, e a grandiosidade tanto do planeta Arrakis quanto do lar dos Harkonnen, Giedi Prime, \u00e9 de encher os olhos. A transi\u00e7\u00e3o para o preto-e-branco na introdu\u00e7\u00e3o de Feyd-Rautha, inclusive, \u00e9 um dos momentos de maior destaque do filme, e o conflito final, intercalando ambienta\u00e7\u00f5es fechadas e tomadas abertas nas vastas dunas do planeta central \u00e0 hist\u00f3ria, tamb\u00e9m \u00e9 repleto de trechos deslumbrantes. Imposs\u00edvel n\u00e3o ressaltar a recompensadora e impressionante representa\u00e7\u00e3o dos Shai-Hulud (os populares vermes gigantes que habitam Arrakis) em passagens j\u00e1 mostradas brevemente nos trailers, mas que ganham em propor\u00e7\u00e3o e signific\u00e2ncia junto ao enredo como um todo. \u201cSignific\u00e2ncia\u201d, ali\u00e1s, \u00e9 um termo que se aplica com perfei\u00e7\u00e3o \u00e0 trilha sonora de Hans Zimmer, marcante tal qual no primeiro longa, e que aqui ganha novas pinceladas de instrumenta\u00e7\u00e3o que ajudam a aprofundar a hist\u00f3ria e a sensa\u00e7\u00e3o de imers\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sutis mudan\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o ao primeiro livro e chocantes revela\u00e7\u00f5es tomam conta do roteiro, sobretudo conforme o filme se encaminha para seu antol\u00f3gico, sombrio e inevit\u00e1vel, cl\u00edmax. Domando todas as reviravoltas que tomam conta de seus personagens com desenvoltura e espontaneidade, Denis Villeneuve cumpre o que promete, de maneira memor\u00e1vel, e entrega uma segunda parte digna da faceta aleg\u00f3rica da obra original, em seus sutis coment\u00e1rios sobre opress\u00e3o, aniquila\u00e7\u00e3o cultural e imperialismo (que n\u00e3o devem passar despercebidos aos mais atentos, sobretudo \u00e0queles que v\u00eam acompanhando o que acontece ao redor do mundo; qualquer semelhan\u00e7a, afinal, n\u00e3o \u00e9 mera coincid\u00eancia). Ao mesmo tempo bastante conclusiva e repleta de acenos a poss\u00edveis futuras adapta\u00e7\u00f5es dos livros seguintes, \u201cDuna: Parte II\u201d fecha o c\u00edrculo iniciado em 2021 de forma graciosa e \u00e9pica, desafiando todos aqueles descrentes numa adapta\u00e7\u00e3o digna de uma obra elementar como esta, naquele que pode ser, desde j\u00e1, um dos filmes do ano. E n\u00e3o h\u00e1 ceticismo que aguente: Villeneuve n\u00e3o fez quaisquer promessas para o futuro, mas, caso seja de interesse do p\u00fablico (e certamente ser\u00e1), esta n\u00e3o deve ser sua \u00faltima passagem pela mitologia de Frank Herbert. A julgar pelo por seu mais novo \u00e9pico, afinal, o diretor pode passar longe de ser messi\u00e2nico, mas j\u00e1 se provou capaz de realizar uma ou duas obras, no m\u00ednimo, milagrosas.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Duna: Parte 2 | Trailer Oficial\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/QqmbrvluQRA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Duna Parte 2 | Sneak Peek\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/nMAjAiyIAvw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Duna: Parte 2 | Trailer Oficial 3\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ncwsW3qxQlo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/caro.davii\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Davi Caro<\/a>\u00a0\u00e9 professor, tradutor, m\u00fasico, escritor e estudante de Jornalismo.\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/author\/davi-caro\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leia outros textos de Davi aqui.<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Mais uma vez superando in\u00fameros obst\u00e1culos impostos desde o in\u00edcio das filmagens, em julho de 2022, o diretor repetiu o feito e construiu um \u00e9pico de propor\u00e7\u00f5es poucas vezes vistas no cinema recente\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/03\/04\/critica-denis-villeneuve-faz-o-impossivel-e-repete-um-milagre-em-duna-parte-ii\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":134,"featured_media":80233,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4],"tags":[7064],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/80232"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/134"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=80232"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/80232\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":80239,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/80232\/revisions\/80239"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/80233"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=80232"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=80232"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=80232"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}