{"id":79675,"date":"2024-02-26T13:20:52","date_gmt":"2024-02-26T16:20:52","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=79675"},"modified":"2024-04-25T00:09:17","modified_gmt":"2024-04-25T03:09:17","slug":"entrevista-matheus-krempel-the-bombers-lanca-seu-primeiro-trabalho-solo-uma-noite-entre-amigos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/02\/26\/entrevista-matheus-krempel-the-bombers-lanca-seu-primeiro-trabalho-solo-uma-noite-entre-amigos\/","title":{"rendered":"Entrevista: Matheus Krempel (The Bombers) lan\u00e7a seu primeiro trabalho solo, &#8220;Uma Noite Entre Amigos&#8221;"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\">entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/joaopedroramos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Jo\u00e3o Pedro Ramos<\/a><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A palavra &#8220;inquietude&#8221; deveria vir com uma foto do santista <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/matheuskrempel\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Matheus Krempel<\/a> no dicion\u00e1rio. Al\u00e9m de ser o frontman da longeva banda de punk rock The Bombers, ele tamb\u00e9m integra a psychobilly Reverendo Frankenstein, a grunge e rec\u00e9m-formada Crying Pines, al\u00e9m de ser o capit\u00e3o do est\u00fadio e ponto de encontro da cena independente paulista <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/ppmestudio\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Porto Produ\u00e7\u00f5es Musicais<\/a>. Agora, al\u00e9m de tudo isso e de sua participa\u00e7\u00e3o no projeto Karaokillers, ele tamb\u00e9m bota na sua gigante lista de projetos o disco solo &#8220;<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/intl-pt\/album\/68739ZUYaOuRhPye6MIIqQ?si=ysYJvK9GTYK_vKmm6UxoMg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Uma Noite Entre Amigos<\/a>&#8221; (2024), gravada logo ap\u00f3s a reabertura p\u00f3s-pandemia e engavetada desde ent\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diferente dos discos de seus outros projetos, este \u00e1lbum n\u00e3o tem guitarras rasgadas, bateria incessante ou baixo estoura-t\u00edmpanos: em formato ac\u00fastico e rodeado por amigos, Krempel desfila uma verdadeira viagem por sua carreira e por sua principal banda, The Bombers, em vers\u00f5es intimistas que se assemelham ao embri\u00e3o de cada can\u00e7\u00e3o, segundo ele, compostas todas ao viol\u00e3o antes de ganharem o veneno punk rock. O lan\u00e7amento deste disco, segundo ele, al\u00e9m de reviver uma noite divertida e que refor\u00e7ou os motivos pelos quais ele continua a fazer m\u00fasica, \u00e9 o estopim de um futuro projeto solo com m\u00fasicas autorais compostas especialmente para o formato dylanesco de voz, viol\u00e3o, atitude e alma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conversei com Matheus sobre o novo disco, sua carreira com o The Bombers e todos os projetos que ele desenvolve ao mesmo tempo sem deixar a bola cair:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Uma Noite Entre Amigos\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=OLAK5uy_m7EmUFCsvIMr855nEdSqiekzGNLHHQpYs\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Vamos come\u00e7ar falando do seu lan\u00e7amento mais recente, que \u00e9 seu primeiro disco solo. Como rolou essa ideia e como foi a grava\u00e7\u00e3o dele?<\/strong><br \/>\nEntre 2008 e 2010 rolou um hiato do Bombers. Tudo foi meio traum\u00e1tico pra mim. Decidi que n\u00e3o queria mais ter contato com m\u00fasica e foquei em escrever algumas cr\u00f4nicas, para dar vaz\u00e3o \u00e0 minha criatividade de alguma forma. N\u00e3o demorou muito e eu voltei a compor, mas ainda assim n\u00e3o queria mais tocar por conta de todo o estresse que envolve ter banda. Ent\u00e3o, ap\u00f3s assistir um show do Vic Ruggiero no Bleecker Street, percebi que tudo o que eu precisava era de uma guitarra e cara de pau. Ent\u00e3o eu inventei que iria fazer isso&#8230; ap\u00f3s tr\u00eas apresenta\u00e7\u00f5es. eu j\u00e1 estava tocando com banda de novo, e da\u00ed at\u00e9 voltar com o Bombers foi um processo r\u00e1pido. De qualquer forma, o clima intimista e as m\u00fasicas em formato ac\u00fastico sempre me atra\u00edram. E ent\u00e3o, j\u00e1 com o Bombers de volta e tudo o mais, percebi que havia uma cena ac\u00fastica se formando com Gritando HC, Badke, \u00c1lvaro Dutra, Pedroluts, Dom Orione e Felipe Bueno. Eu disse para mim mesmo: &#8220;Hey! Tamb\u00e9m quero fazer isso a\u00ed!&#8221; Fiz algumas apresenta\u00e7\u00f5es e achei que seria legal captar esse momento. Marquei um show no meu est\u00fadio, a Porto Produ\u00e7\u00f5es Musicais, com Pedroluts e Dom Orione, e resolvi gravar a apresenta\u00e7\u00e3o de todos. Meu amigo Raul Zanardo operou a capta\u00e7\u00e3o e o resultado ficou muito legal. Pedroluts e o Orione lan\u00e7aram o deles e eu engavetei o meu. Por que? Porque eu sou muito cr\u00edtico ao meu desempenho em tudo o que eu fa\u00e7o. O que alivia fazer parte de uma banda, \u00e9 que se o trabalho ficar uma merda, \u00e9 culpa do conjunto. Agora se o trabalho fica uma merda, em um formato de viol\u00e3o e voz&#8230; Meu amigo&#8230; A\u00ed \u00e9 foda! E eu sei que ningu\u00e9m nunca fala que o disco X ou Y ficou uma merda. Porque existe essa cultura de peninha do artista independente, onde tudo que \u00e9 feito com o cora\u00e7\u00e3o \u00e9 maravilhoso. Ent\u00e3o eu travei. N\u00e3o queria me expor. Me distanciei deste trabalho por uns 4 anos e um belo dia resolvi ouvir de novo. Para minha surpresa, eu achei que ficou muito legal. Eu achei minha voz ok, o repert\u00f3rio bem diversificado, apesar de um errinho aqui e outro ali&#8230; e o principal&#8230; a participa\u00e7\u00e3o do p\u00fablico e o clima de bagun\u00e7a. O motivo principal de lan\u00e7ar esse disco, veio da vontade de compartilhar esse astral festeiro com todo mundo. A vida anda t\u00e3o pesada, n\u00e3o \u00e9 mesmo? Quis contribuir com um pouquinho de alegria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Me conta um pouco mais sobre como foi escolhido o repert\u00f3rio para o disco. Ele conta com m\u00fasicas de diversos momentos da sua carreira, n\u00e9&#8230;<\/strong><br \/>\nSim sim\u2026Tem um pouco de tudo que j\u00e1 fiz com o Bombers. E isso \u00e9 tranquilo porque quase todas as m\u00fasicas do Bombers foram compostas no viol\u00e3o, ent\u00e3o n\u00e3o tive trabalho de transpor nada. O repert\u00f3rio foi escolhido com base nas m\u00fasicas que eu mais estava no clima de cantar naquele dia, como a \u201c29 de Outubro\u201d, in\u00e9dita. E algumas entraram durante o show. Por exemplo\u2026 eu toquei \u201cWithout a Trace\u201d do Soul Asylum e no final, o p\u00fablico estava acompanhando com palmas. Eu achei aquele instante muito foda e pedi para n\u00e3o pararem e emendei \u201cWould Do It Again\u201d (do nosso disco &#8220;All About Love&#8221;), que nem estava no repert\u00f3rio. No final tamb\u00e9m toquei \u201c\u00daltima Esta\u00e7\u00e3o\u201d (do nosso \u00e1lbum &#8220;Embracing the Sun&#8221;), meio que por sugest\u00e3o do pessoal que assistia o show.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea pretende retomar essas apresenta\u00e7\u00f5es solo?<\/strong><br \/>\nDefinitivamente. Quero usar esse disco como pontap\u00e9 inicial para produzir mais coisas nesse formato e obviamente fazer mais shows.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voltando um pouco no tempo, o Bombers \u00e9 uma banda bem longeva, estando na ativa desde o final dos anos 90. Como voc\u00ea resumiria a trajet\u00f3ria da banda at\u00e9 aqui?<\/strong><br \/>\nSomos uma banda que se diverte criando as m\u00fasicas que n\u00f3s mesmos gostar\u00edamos de ouvir. M\u00fasicas com refr\u00e3o, melodias assobi\u00e1veis, batidas dan\u00e7antes e letras que refletem a mentalidade de algu\u00e9m da nossa idade. Foi assim quando t\u00ednhamos 16 anos e segue assim. Obviamente, hoje estamos evoluindo nas tem\u00e1ticas, \u00e0 medida que n\u00f3s mesmos estamos todos na casa dos 30, 40 anos. Adoramos nos desafiar a cada disco e adoramos questionar, com os nossos trabalhos e a nossa atitude, todo o status quo do que se espera de uma banda punk convencional. Para quem n\u00e3o \u00e9 do meio, isso n\u00e3o faz muita diferen\u00e7a, mas para n\u00f3s \u00e9 uma del\u00edcia. Eu acredito que nessa brincadeira, acabamos criando uma sonoridade bem pr\u00f3pria e que no fundo, n\u00e3o passa de uma grande colcha de retalhos, com tudo o que gostamos de ouvir. Eu me orgulho da nossa trajet\u00f3ria meio errante\u2026 kamikaze\u2026 E principalmente da nossa integridade art\u00edstica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Muitas das bandas independentes do cen\u00e1rio brasileiro come\u00e7am suas carreiras compondo em ingl\u00eas, para depois assumirem de vez as letras em portugu\u00eas como carro chefe. Isso tamb\u00e9m ocorreu com os Bombers. Porque voc\u00ea acha que essa estrutura portugu\u00eas\/ingl\u00eas se repete em tantas bandas? Qual foi o estopim da mudan\u00e7a no caso dos Bombers?<\/strong><br \/>\nEu comecei a compor as m\u00fasicas do Bombers quando eu tinha 16 anos. Eu tinha vergonha de me expor e eu sabia que cantando em ingl\u00eas, ningu\u00e9m se ligaria muito nas letras. Assim eu poderia p\u00f4r pra fora meus sentimentos sem grandes problemas. No entanto, isso sempre me incomodou. Durante uma \u00e9poca, ali entre 2016 e 2017, eu escrevia umas cr\u00f4nicas sobre o meu dia a dia para o Guitar Talks. De repente os feedbacks foram muito legais e eu percebi que estava me conectando com as pessoas, escrevendo em portugu\u00eas.<br \/>\nFoi a\u00ed que eu decidi que iria levar essa comunica\u00e7\u00e3o para as m\u00fasicas do Bombers. Para estabelecer uma conex\u00e3o maior com as pessoas. Foi o fim da vergonha de expor meus pensamentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E foi no fim desse receio tamb\u00e9m que voc\u00ea escreveu o livro &#8220;<a href=\"https:\/\/www.santos.sp.gov.br\/static\/files_www\/files\/portal_files\/hotsites\/aldirblancprojetos\/literatura_e_quadrinhos_nao_vencer_nao_e_perder_-_matheus_krempel_pereira.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">N\u00e3o Vencer N\u00e3o \u00c9 Perder<\/a>&#8220;?<\/strong><br \/>\nTamb\u00e9m! Eu amo escrever. Durante a pandemia, eu escrevi um roteiro para uma live em formato storytelling. A experi\u00eancia foi t\u00e3o boa, que eu resolvi aprofundar. Quando eu comecei a escrever, n\u00e3o sabia exatamente o que estava fazendo. A\u00ed l\u00e1 pela metade, eu achei interessante contar a hist\u00f3ria da &#8220;incr\u00edvel banda que n\u00e3o fez sucesso&#8221; e a minha rela\u00e7\u00e3o com o Bombers. Todo mundo conta a hist\u00f3ria dos grandes vencedores, mas ningu\u00e9m conta as hist\u00f3rias dos, digamos assim, perdedores. E o mundo tem muito mais perdedores do que grandes vencedores. Em uma maratona, correm centenas de pessoas. S\u00f3 uma \u00e9 a vencedora. O resto \u00e9 tudo perdedor. E os perdedores se unem e v\u00e3o pro bar comemorar (risos). Agora, sem zoeira&#8230; Eu usei o livro para contar a minha hist\u00f3ria, a hist\u00f3ria dos primeiros 13 anos do Bombers, meus erros, minhas conquistas e principalmente para mostrar que independente de voc\u00ea fazer ou n\u00e3o sucesso, o foco de todo mundo que decide criar m\u00fasica \u00e9 fazer arte.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-79677\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/matheus3.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"1038\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/matheus3.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/matheus3-217x300.jpg 217w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>J\u00e1 que voc\u00ea citou o in\u00edcio do Bombers, vamos voltar pra l\u00e1: a banda fez parte de uma cena bem efervescente de Santos, de onde o maior &#8220;vencedor&#8221;, por assim dizer, foi o Charlie Brown Jr. Por\u00e9m, dos ditos &#8220;perdedores&#8221;, acho que voc\u00eas e o <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/07\/25\/entrevista-garage-fuzz-na-estrada-com-novo-vocalista-e-novo-ep\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Garage Fuzz<\/a> s\u00e3o as mais longevas, n\u00e3o? Como era essa cena na \u00e9poca, com tantos nomes surgindo e buscando espa\u00e7o na cena rock do mainstream, que na \u00e9poca era forte?<\/strong><br \/>\nCara&#8230; era uma cena borbulhante! Santos tem uns 400 mil habitantes&#8230; Se voc\u00ea pegar a popula\u00e7\u00e3o na subprefeitura da Penha (bairro da cidade de S\u00e3o Paulo), tem mais gente que isso. Mesmo assim, toda classe de ensino m\u00e9dio, de todo col\u00e9gio da cidade, tinha algu\u00e9m que tocava em alguma banda. Olhando pra tr\u00e1s, \u00e9 meio que impressionante. N\u00e3o \u00e0 toa, Santos se tornou na \u00e9poca cidade obrigat\u00f3ria nas rotas dos grandes shows de punk rock\/hardcore. Muito doido pensar que recebemos NOFX, Fugazi, Bad Religion, Madball, Voodoo Glow Skulls, Down By Law, Man or Astroman, Shelter, Dog Eat Dog, Biohazard, Backyard Babies, Satanic Surfers, MxPx, The Donnas, No fun at All, dentre tantos outros na nossa son\u00edfera ilha. Esses shows internacionais geralmente aconteciam durante a semana e aos finais de semana, t\u00ednhamos os shows das bandas nacionais e locais. T\u00ednhamos fanzines, programas na r\u00e1dio FM e nas piratas tamb\u00e9m. As pessoas se reuniam basicamente nos mesmos lugares e troc\u00e1vamos flyers de shows, que n\u00f3s mesmos faz\u00edamos. Sa\u00edamos para colar cartaz, com cola de farinha, por todos os postes da cidade. Desbrav\u00e1vamos locais novos para shows o tempo inteiro. Triste ver que hoje isso n\u00e3o existe mais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea acha que isso n\u00e3o existir mais impacta na constru\u00e7\u00e3o de uma cena rock independente mais forte?<\/strong><br \/>\nIsso n\u00e3o existe por v\u00e1rios motivos. Santos envelheceu. A vida jovem noturna foi expulsa da regi\u00e3o da orla da praia e jogada quase que para a entrada da cidade. Infelizmente, o sucesso do Charlie Brown Jr fez um monte de moleque pegar a guitarra para fazer sucesso, e n\u00e3o para fazer arte. De repente todo mundo queria ser o &#8220;novo Charlie Brown&#8221; e viver de m\u00fasica, e essa frustra\u00e7\u00e3o acabou desmotivando muita gente que se envolveu com as motiva\u00e7\u00f5es erradas. Al\u00e9m do desinteresse mundial pelo rock. O que por um lado \u00e9 ok. Rock \u00e9 coisa de velho. Punk Rock \u00e9 coisa de velho. O que mais incomoda \u00e9 ver que a minha gera\u00e7\u00e3o n\u00e3o passou o bast\u00e3o pra frente. N\u00e3o soubemos incentivar a molecada para continuar fazendo a coisa acontecer. Ainda tem boas bandas, mas que nem se preocupam mais em tocar em Santos. Porque ali, infelizmente, show de banda de rock virou Baile da Saudade. \u00d3bvio que eu n\u00e3o sou o dono da verdade. Sou s\u00f3 um velho bocudo e reclam\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voltando ao seu primeiro disco solo: neste \u00e1lbum, as m\u00fasicas s\u00e3o de sua carreira com o Bombers. Voc\u00ea pretende lan\u00e7ar autorais solo no futuro?<\/strong><br \/>\nCom certeza. Na minha cabe\u00e7a, esse disco meio que me for\u00e7a a dar esse passo. E eu acho \u00f3timo. Al\u00e9m disso, quero trazer coisas do Reverendo Frankenstein, da Crying Pines (que \u00e9 um projeto meio grunge pop) para os shows e principalmente focar em gravar mais m\u00fasicas nesse formato. O pr\u00f3ximo passo tem que ser um disco de in\u00e9ditas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Opa, ent\u00e3o chegou a hora de falarmos disso: me conta um pouco mais sobre os outros projetos musicais dos quais voc\u00ea faz parte hoje em dia e como eles s\u00e3o diferentes do Bombers e do seu trabalho solo.<\/strong><br \/>\nAh nem \u00e9 tanta coisa assim (risos)! Al\u00e9m do Bombers e da carreira solo rec\u00e9m iniciada, tamb\u00e9m sou vocalista do Reverendo Frankenstein. No momento estamos fazendo bastante shows e produzindo m\u00fasicas para o pr\u00f3ximo trabalho. Segue uma linha Psycho Horror Pop Punk. E tem a rec\u00e9m criada Crying Pines. Inicialmente era para ser um projeto solo, mas optei por montar uma banda. At\u00e9 porque n\u00e3o toco sozinho: sou eu, Alexandre Saldanha (Reverendo Frankenstein\/Garotos Podres), Azedo (Trovadores de Bordel) e o Fernando (ex-The Bombers). O som \u00e9 um grungezinho de Sess\u00e3o da Tarde com letras em ingl\u00eas e ainda esse ano deve sair o primeiro disco, que j\u00e1 estamos gravando.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Queria que voc\u00ea falasse um pouco sobre a Porto Produ\u00e7\u00f5es Musicais, um projeto que voc\u00ea leva h\u00e1 tempos e aos poucos foi se tornando mais do que um est\u00fadio de grava\u00e7\u00e3o e ensaios.<\/strong><br \/>\nA Porto \u00e9 o est\u00fadio que al\u00e9m de receber bandas para ensaios e grava\u00e7\u00f5es, tamb\u00e9m serve como espa\u00e7o para shows de bandas iniciantes. L\u00e1 ningu\u00e9m \u00e9 tratado como estrela do rock (nem mesmo as estrelas) e nem \u00e9 tratado como lixo. O tratamento l\u00e1 \u00e9 de amigo. A privacidade de cada cliente \u00e9 a prioridade. E n\u00e3o \u00e0 toa, a maioria acaba virando grandes amigos. Vem sendo extremamente cansativo ter que morar e trabalhar l\u00e1. Mas o prazer de poder ajudar a fomentar um cen\u00e1rio, como venho fazendo h\u00e1 longos seis anos, \u00e9 imensur\u00e1vel. Eu adoro fazer parte disso. \u00c9 a minha contribui\u00e7\u00e3o ao rol\u00ea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pra finalizar, vamos falar tamb\u00e9m do futuro do Bombers, n\u00e9? Quais os pr\u00f3ximos passos dos Bombers de Santos?<\/strong><br \/>\nMais shows e mais lan\u00e7amentos! Temos um clipe para estrear que foi dirigido pelo Furukawa (da blackcoffee). Gravamos uma m\u00fasica com o Marzela para o Tributo ao Blind PIgs. E vamos lan\u00e7ar quatro EPs que no final v\u00e3o se tornar o disco novo. Cada EP ser\u00e1 produzido por um integrante em conjunto com a banda e deve contar com 3 faixas cada um. Tudo em portugu\u00eas e j\u00e1 em fase de pr\u00e9 produ\u00e7\u00e3o. Ah, e eventualmente integro o Karaokillers, que \u00e9 um projeto do Edgar Avian.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Calma, ent\u00e3o vamos falar desses quatro EPs a\u00ed. O projeto \u00e9 interessante. Me lembra conceitos que o Kiss e o Molotov, do M\u00e9xico, fizeram, com quatro lan\u00e7amentos que remetem a cada membro. Como vai rolar essa divis\u00e3o?<\/strong><br \/>\nExatamente isso. Inspirado nos discos do Kiss. Cada um trar\u00e1 a sua vers\u00e3o de como gostaria que o Bombers soasse. Um disco solo dentro do Bombers, com a pr\u00f3pria banda tocando. Um do Trivela (guitarrista), um meu, um do Signorini (baixista) e um do Junior (baterista).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O vocal vai ser seu em todos ou eles v\u00e3o poder dar um tost\u00e3o de suas vozes?<\/strong><br \/>\nEu deixei eles livres para decidirem, mas aparentemente eu devo cantar em todos. Estou me esfor\u00e7ando para faz\u00ea-los cantarem pelo menos um som nos seus respectivos EPs. No final, vamos selecionar as mais legais e juntar com mais tr\u00eas sons que j\u00e1 est\u00e1vamos desenvolvendo ano passado e isso vai ser o disco novo. \u00c9 \u00f3timo exercitar a criatividade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Karaokiller \u00e9 mais um projeto para shows e eventos, correto? Me conta como t\u00e1 rolando. Vi que voc\u00eas chegaram a tocar com gente como o Foga\u00e7a, do Masterchef e Oit\u00e3o.<\/strong><br \/>\nSim! Existem forma\u00e7\u00f5es diferentes, para eventos diferentes. Eu eventualmente integro uma vers\u00e3o mais voltada para o punk rock. Mas \u00e9 um processo genial e muito legal do Edgar que exige que a gente saia da zona de conforto, aprendendo a tocar em m\u00e9dia 50 m\u00fasicas para apresenta\u00e7\u00f5es que geralmente variam entre 30 minutos at\u00e9 1 hora e meia. De Avril Lavigne e Paramore a Buzzcocks e tudo o que tem no meio disso. A banda disponibiliza o repert\u00f3rio e as pessoas escolhem a m\u00fasica que querem cantar. \u00c9 bem desafiador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ent\u00e3o pra n\u00e3o perder a viagem, queria que voc\u00ea fechasse a entrevista deixando pra gente algumas recomenda\u00e7\u00f5es de bandas e artistas independentes que aparecem no seu radar por a\u00ed.<\/strong><br \/>\nTem muita coisa legal acontecendo: tem o Edgar e a Lua, Flusser, Two Kims, Alfa Zulu, Los Tres&#8230; Tudo banda iniciante e com muita vontade de tocar e produzir. O pessoal do Marrones est\u00e1 produzindo coisa nova tamb\u00e9m, al\u00e9m do Social Breakdown, Classe A e o Electric Punks. Tem o Marzela, o Poplars e a Magarude na linha do ska. Sem ser autoral, tem o Wonder Maidens, que \u00e9 um projeto de cover do Iron Maiden feito s\u00f3 por mulheres. Olha&#8230; ainda existem muitas pessoas interessadas em fazer a coisa acontecer!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Bombers - Desplugado no Espac\u0327o Coletivo\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/HdmOVJaWYtE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Reverendo Frankenstein - Lado Escuro (ao vivo no Red Star Studios) 20 de janeiro de 2023\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/GCqv4NTy37k?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Bombers - O Fantasma\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/HOGU072NJLQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Bombers Ao Vivo no Centro Cultural Penha\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/tsNOpIC5Jqc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; <em><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/joaopedroramos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Jo\u00e3o Pedro Ramos<\/a>\u00a0\u00e9 jornalista, redator, social media, colecJionador de vinis, CDs e m\u00fasica em geral. E \u00e9 um dos respons\u00e1veis pelo podcast Troca Fitas!\u00a0<a href=\"https:\/\/anchor.fm\/trocafitaspod\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ou\u00e7a aqui<\/a>.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Diferente de seus outros projetos, este \u00e1lbum n\u00e3o tem guitarras rasgadas, bateria incessante ou baixo estoura-t\u00edmpanos: em formato ac\u00fastico, Krempel desfila uma verdadeira viagem por sua carreira e pela da The Bombers\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/02\/26\/entrevista-matheus-krempel-the-bombers-lanca-seu-primeiro-trabalho-solo-uma-noite-entre-amigos\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":95,"featured_media":79676,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[7039,2339],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/79675"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/95"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=79675"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/79675\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":79679,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/79675\/revisions\/79679"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/79676"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=79675"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=79675"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=79675"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}