{"id":79368,"date":"2024-02-07T00:01:00","date_gmt":"2024-02-07T03:01:00","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=79368"},"modified":"2024-03-07T12:51:25","modified_gmt":"2024-03-07T15:51:25","slug":"entrevista-entre-espelhos-e-acordes-uma-conversa-com-a-poeta-e-musicista-marianna-perna","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/02\/07\/entrevista-entre-espelhos-e-acordes-uma-conversa-com-a-poeta-e-musicista-marianna-perna\/","title":{"rendered":"Entre espelhos e acordes: uma conversa com a poeta e musicista Marianna Perna"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/linktr.ee\/navionoespaco\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marcela G\u00fcther<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desbravando os limites entre poesia e m\u00fasica, o livro-disco &#8220;<a href=\"https:\/\/www.editorapenalux.com.br\/catalogo-titulo\/o-livro-dos-espelhos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O Livro dos Espelhos<\/a>&#8221; (2023), da brasiliense <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/dasvozespoesia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marianna Perna<\/a>, lan\u00e7a um olhar profundo sobre quest\u00f5es existenciais e civilizat\u00f3rias. Publicado pelo Selo Auroras, da Editora Penalux, o projeto faz parte de um cat\u00e1logo exclusivamente \u00e0 literatura produzida por mulheres. Com 136 p\u00e1ginas imersas em versos curtos que desafiam a descoberta do &#8216;Eu&#8217; e do &#8216;Outro&#8217;, a obra explora a alteridade atrav\u00e9s da fus\u00e3o harmoniosa de poesia e m\u00fasica. Dividido em tr\u00eas EPs (&#8220;Filha da Vertigem&#8221;, &#8220;Espelhos S\u00e3o Fic\u00e7\u00f5es&#8221; e &#8220;Memento Mori&#8221;), todos dispon\u00edveis nas <a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/intl-pt\/artist\/6q5Xhwb2LjrlXXfaromBAl\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">principais plataformas de streaming<\/a>, &#8220;O Livro dos Espelhos&#8221; prop\u00f5e-seconduzir os ouvintes por um caminho de reflex\u00e3o po\u00e9tica que culmina na leitura do livro, redefinindo a rela\u00e7\u00e3o entre o textual e o musical.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Marianna Perna \u00e9 uma multiartista e pesquisadora cuja trajet\u00f3ria na cena art\u00edstica paulistana desde 2015 a coloca como uma voz potente na converg\u00eancia entre som, corpo e consci\u00eancia. Al\u00e9m de escritora e poeta, Marianna \u00e9 historiadora, mestre em filosofia, produtora cultural e p\u00f3s-graduanda em Psicologia Transpessoal. Fundadora da Casa Ur\u00e2nia, um espa\u00e7o multiart\u00edstico e terap\u00eautico em S\u00e3o Paulo, a autora revela-se como uma mente criativa, mergulhando nas intercess\u00f5es multidisciplinares entre literatura, m\u00fasica e experi\u00eancia humana.\u00a0 &#8220;O Livro dos Espelhos'&#8221; \u00e9 uma manifesta\u00e7\u00e3o art\u00edstica que vai al\u00e9m da palavra escrita, incorporando a m\u00fasica e a fotografia e desafiando a vis\u00e3o convencional da poesia. Confira a entrevista completa com Marianna Perna.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"O LIVRO DOS ESPELHOS - TEASER#1 - Marianna Perna\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/MoW2Y49PDro?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como voc\u00ea relaciona o seu processo de escrita com o seu processo enquanto musicista?<\/strong><br \/>\nMeu escopo como musicista \u00e9 bastante limitado e rudimentar, trabalho com base na poesia para ent\u00e3o pensar e sentir as nuances e possibilidades sonoras &#8211; e n\u00e3o como composi\u00e7\u00e3o musical, que tenha palavras em linhas de melodia e afins &#8211; ent\u00e3o para mim a escrita sempre vem primeiro, sem vincula\u00e7\u00e3o musical, al\u00e9m do que j\u00e1 seja intr\u00ednseco dela, como sonoridade e ritmo textual, e deixo isso ocorrer de maneira bem livre, consolidando o poema enquanto produto textual e liter\u00e1rio. Depois disso, quando quero explorar e descobrir novas camadas e dimens\u00f5es, eu parto para um processo intuitivo e bastante sensorial onde vou &#8220;escutando&#8221; outros lugares dentro do poema, que me trazem sensa\u00e7\u00f5es sonoras, refer\u00eancias etc&#8230; A verdade \u00e9 que falando assim parece algo deliberado, separado e racional, mas sinto que na verdade \u00e9 bastante org\u00e2nico, pois o estado po\u00e9tico que reside no &#8220;texto&#8221; poema \u00e9 o que se revela e me guia nessa jornada, me mostrando suas paisagens e sua &#8220;cara&#8221; musical.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea mencionou que \u00e9 autora de dois livros-disco. O que seria exatamente um livro-disco? Qual \u00e9 a experi\u00eancia proposta por ele?<\/strong><br \/>\nUm livro-disco \u00e9 uma tentativa de descompartimentar a leitura e a aprecia\u00e7\u00e3o musical. Outros jeitos de ler e outros jeitos de escutar m\u00fasica. Antigamente, no mundo antigo greco-romano, por exemplo, a poesia, ou teatro, se quiser chamar assim, era uma cerim\u00f4nia que envolvia texto, m\u00fasica, dan\u00e7a, encena\u00e7\u00e3o, mitologia, onde sagrado e profano n\u00e3o estavam separados e a poesia era tudo isso, n\u00e3o apenas p\u00e1ginas de um livro. Posteriormente, conforme nossa cultura cartesiana dualista foi se consolidando como paradigma, que molda toda nossa vis\u00e3o de mundo, a poesia foi um dos of\u00edcios reduzidos a um entendimento racional, um jogo de palavras que se tornou cada vez mais elitizado e dif\u00edcil&#8230; Sobre esse assunto, que \u00e9 bastante vasto e interessante, recomendo inclusive o livro do Octavio Paz \u201cO arco e a lira\u201d, riqu\u00edssimo em contar essa hist\u00f3ria, de maneira inspiradora e sens\u00edvel, enaltecendo a poesia e o estado po\u00e9tico. Meu interesse \u00e9 nessa reconex\u00e3o entre as linguagens &#8211; nesse campo e em muitos outros, por exemplo, enquanto artista e pesquisadora, vindo de uma forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica &#8211; n\u00e3o uma coisa OU outra, e sim &#8220;E&#8221; outra. \u00c9 t\u00e3o mais interessante e edificante pensar &amp; sentir, e n\u00e3o s\u00f3 pensar OU s\u00f3 sentir. O livro-disco me aconteceu naturalmente como fruto dessa busca pessoal de conectar, e talvez seja bom que eu n\u00e3o tenha dons musicais de composi\u00e7\u00e3o, pois assim me finquei na palavra po\u00e9tica original e pude descobrir \u201cmais coisas\u201d e possibilidades, pois sinto que se compusesse can\u00e7\u00e3o, talvez isso se perdesse e j\u00e1 acessasse mais rapidamente o registro mais universal de canto\/can\u00e7\u00e3o. E o que almejo \u00e9 que a pr\u00f3pria poesia se torne m\u00fasica, que torne a ser acess\u00edvel, democr\u00e1tica, porque acredito muito em seu poder de transforma\u00e7\u00e3o da vida, do mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como voc\u00ea explorou o conceito do espelho &#8211; um elemento mais comumente associado ao visual &#8211; que define seu segundo livro na m\u00fasica?<\/strong><br \/>\nA grande for\u00e7a da poesia, para mim, reside justamente em seu poder imag\u00e9tico. Quanto mais ela percorre caminhos que nos trazem imagens inusitadas, inesperadas, novas, que escapam do registro cotidiano e inserem nele o m\u00e1gico ou o surreal, mais isso me interessa e fascina. Me causa um grande impacto na leitura. Espelho \u00e9 um desses objetos, ao mesmo tempo t\u00e3o &#8220;simples&#8221;, e t\u00e3o complexo em seu poder m\u00e1gico e misterioso de mexer com nossas representa\u00e7\u00f5es, de si e do outro, e isso me instigou bastante. Percebi como aparecia muito na obra de v\u00e1rias e v\u00e1rios poetas que j\u00e1 li. E fui em busca disso. Originalmente, essa pesquisa come\u00e7ou espontaneamente a partir de uma resid\u00eancia art\u00edstica de dan\u00e7a e performance que fiz em 2018, logo ap\u00f3s lan\u00e7ar meu primeiro livro-disco&#8230; O objeto de trabalho era justamente o espelho, e isso teve um efeito hipn\u00f3tico em mim. N\u00e3o por um envolvimento narc\u00edsico, mas por estar com v\u00e1rias mulheres naquele processo, de aprofundar cada vez mais no \u201cver o outro\u201d, as outras, quando me via. Foi o efeito oposto do espelho em sua via ordin\u00e1ria e cotidiana: se ver. Foi me ver e me ver muito al\u00e9m. Me conhecer para al\u00e9m de mim mesma, para al\u00e9m dos habituais caminhos e representa\u00e7\u00f5es. Foi algo muito m\u00e1gico que me aconteceu e mexeu muito comigo. Tive v\u00e1rios momentos de escrever enquanto me observava e observava a movimenta\u00e7\u00e3o das outras na sala de ensaio. Os poemas, as palavras e as imagens iam brotando de mim. S\u00e3o os poemas do primeiro cap\u00edtulo do livro, &#8220;S\u00e9rie dos espelhos&#8221;. Tiveram outros textos tamb\u00e9m e eles entraram na dramaturgia da performance-investiga\u00e7\u00e3o que est\u00e1vamos criando e que apresentamos como \u201cwork in progress\u201d. E com os textos que resultaram disso, soube na hora que seriam meu pr\u00f3ximo livro, que ele se chamaria &#8220;O livro dos espelhos &#8220;, reunindo toda essa jornada reflexiva (reflexo e reflex\u00e3o), foi algo que se apresentou intuitivamente para mim, uma jornada a que fui convocada.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-79369\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/livrodosespelhos.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"355\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/livrodosespelhos.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/livrodosespelhos-300x142.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em &#8220;O Livro dos Espelhos&#8221;, h\u00e1 tamb\u00e9m fotografias-performance que atravessam a obra. Como surge esse processo?<\/strong><br \/>\nA forma como vejo e sinto a poesia \u00e9 bastante sensorial e sinest\u00e9sica. Poemas possuem cores, texturas, paisagens, atmosferas, caligrafia, sons, vozes. A fotografia e o v\u00eddeo surgiram naturalmente desde o primeiro livro-disco. Ao estruturar o corpo de poemas, busquei imagens que os poemas pintavam em minha mente, criando uma narrativa po\u00e9tica visual. No processo de &#8220;O Livro dos Espelhos&#8221;, a composi\u00e7\u00e3o visual e fotogr\u00e1fica foi uma extens\u00e3o natural.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como a foto-performance entra, de forma multilinguagem, no conceito musical da obra?<\/strong><br \/>\nSinto que as v\u00e1rias linguagens conduzem a uma apreens\u00e3o po\u00e9tica expandida, que gosto de chamar de estado po\u00e9tico ancestral. Ancestral porque de alguma forma remete a algo muito antigo em n\u00f3s, algo primordial e imemorial, que sinto que nossos ancestrais tamb\u00e9m sentiam e traduziam em suas cria\u00e7\u00f5es art\u00edsticas e em sua forma de ver o mundo, em sintonia com a natureza. Nisso tamb\u00e9m enxergo esse estado po\u00e9tico expandido como um alargamento da percep\u00e7\u00e3o do agora, um estado em que, ainda que dure mil\u00e9simos de segundos, estamos totalmente imersos no presente, no agora, e sentimos-percebemos algo brilhar, algo diferente se pronuncia, percebemos a conex\u00e3o entre tudo e algo muito al\u00e9m da linguagem e das palavras brota. Sinto que o poema \u00e9 uma tentativa de express\u00e3o, de trazer para o reino das palavras, algo intraduz\u00edvel que est\u00e1 al\u00e9m delas. Mas a tentativa \u00e9 v\u00e1lida, bela e inspiradora. Assim como uma bela imagem ou fotografia, ou paisagem, ou um som, uma m\u00fasica, que nos mobilizam de alguma forma, e por alguns instantes estamos inteiramente imersos e tomados por aquilo &#8211; estamos apenas ali, sentindo e apreendendo com todo nosso ser. Sinto cada linguagem do livro-disco como uma faceta do caleidosc\u00f3pio, tudo junto comp\u00f5e um universo po\u00e9tico naveg\u00e1vel, n\u00e3o h\u00e1 hierarquia, ainda que haja pontos de partida, mas n\u00e3o \u00e9 algo &#8220;dentro &#8221; de uma percep\u00e7\u00e3o de outra coisa, como a foto \u201cdentro da concep\u00e7\u00e3o musical\u201d. Elas caminham lado a lado, s\u00e3o facetas de uma mesma coisa, um mesmo universo, acredito que seja algo mais do sinest\u00e9sico e que eu tente propor como um objeto f\u00edsico-sonoro, mas que sei que nem todos ir\u00e3o se conectar de maneira integral com todas as linguagens e express\u00f5es, talvez tenham sua preferida, ou mais acess\u00edvel, ou talvez se encantem e se desafiem a novas percep\u00e7\u00f5es. Acho tudo v\u00e1lido e muito rico. N\u00e3o h\u00e1 hierarquia de percep\u00e7\u00e3o na recep\u00e7\u00e3o tampouco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Al\u00e9m de escritora e performer, voc\u00ea \u00e9 pesquisadora. Poderia falar um pouco mais a respeito de como explorar m\u00faltiplas linguagens tamb\u00e9m alimenta o processo da pesquisa?<\/strong><br \/>\nMinha forma\u00e7\u00e3o \u00e9 como historiadora, mas nesse percurso de forma\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m me descobri poeta e artista, me aventurando em v\u00e1rias linguagens art\u00edsticas &#8211; estudo m\u00fasica desde os 12 anos, passei por alguns instrumentos, canto l\u00edrico, corais, fiz forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica em cinema, em fotografia&#8230; Sempre tive uma vasta gama de interesses, inclusive pelo universo m\u00edstico, oriental &#8211; filosofias, mitologias, medita\u00e7\u00e3o, yoga, etc. Pareceu um caminho natural ent\u00e3o fazer as coisas dialogarem, apesar de perceber a tend\u00eancia reducionista e de especializa\u00e7\u00e3o nas v\u00e1rias \u00e1reas, sobretudo na academia. Mas procurei n\u00e3o me prender em nada, em ser ultra especialista de algo, mas sim em me \u201cespecializar em me expandir\u201d. Depois aos poucos fui me aprofundando na senda da poesia, onde encontrei uma possibilidade de experimenta\u00e7\u00e3o e liberdade que acolheu essas vis\u00f5es amplas e multidimensionais e as coisas &#8220;se encaixaram&#8221;, fizeram sentido pra mim: colocar v\u00e1rias linguagens em justaposi\u00e7\u00e3o, conduzindo a uma aprecia\u00e7\u00e3o expandida da arte e da pr\u00f3pria vida, uma esp\u00e9cie de contempla\u00e7\u00e3o po\u00e9tica que tamb\u00e9m conduz a uma transforma\u00e7\u00e3o da forma como vemos o mundo, como somos ensinados em uma cultura repressiva, dualista e racionalista. E isso me alimenta num lugar de pesquisa de vida, de vivenciar para criar e criar para seguir vivenciando outras formas de existir. Tenho uma passagem pela academia, no mestrado, onde realizei, entre 2016 e 2019 uma pesquisa multidisciplinar de m\u00fasica, hist\u00f3ria, sociologia urbana, filosofia, com an\u00e1lise de can\u00e7\u00e3o, e que me trouxe um grau de mestre em filosofia, mas vejo a pesquisa como uma forma de vida muito al\u00e9m de uma ocupa\u00e7\u00e3o ou profiss\u00e3o, ou um \u00e2mbito restrito: vejo a pesquisa como algo que deve alimentar o viver, uma postura reflexiva e filos\u00f3fica que necessitamos para reinventar nossos modos de existir. Atualmente estou finalizando uma p\u00f3s gradua\u00e7\u00e3o em Psicologia Transpessoal, em um chamado que venho atendendo de conectar esses viv\u00eancias e \u00e2mbitos distintos em um processo terap\u00eautico e integrativo que leve \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o do ser e do viver, no qual conhecimento hist\u00f3rico, social, filos\u00f3fico, viv\u00eancias contemplativas e expansivas, criatividade e linguagens art\u00edsticas, tudo em conex\u00e3o e se retroalimentando reeducam nosso ser a um viver mais pleno, emp\u00e1tico e potente, nos trazem autoconhecimento e liberdade. Essa \u00e9 a pesquisa a que venho me dedicando: a pesquisa da viv\u00eancia, o laborat\u00f3rio da vida, refletir sobre a exist\u00eancia e encontrar\/experimentar novas formas de vivenciar quem somos.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Marianna Perna - Assombros da Pele\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/-uMUGnuXyoU?list=PL8EaHn_WNh-23MYrLQGeigC66v93M0dYz\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Marianna Perna - Se\u0301rie Hilstianas\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/vUZr6O-KPIs?list=PL8EaHn_WNh-102Z4sCC7SRSCjXePn3Jrk\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Marianna Perna - Memento Mori\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/mD8aoJUlMxs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/linktr.ee\/navionoespaco\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marcela G\u00fcther<\/a>\u00a0\u00e9 jornalista, produtora de conte\u00fado, assessora de imprensa e mediadora do\u00a0<a href=\"https:\/\/leiamulheres.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leia Mulheres<\/a>.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Desbravando os limites entre poesia e m\u00fasica, o livro-disco &#8220;O Livro dos Espelhos&#8221; (2023), da brasiliense Marianna Perna, lan\u00e7a um olhar profundo sobre quest\u00f5es existenciais e civilizat\u00f3rias.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/02\/07\/entrevista-entre-espelhos-e-acordes-uma-conversa-com-a-poeta-e-musicista-marianna-perna\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":107,"featured_media":79371,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[9,3],"tags":[2651,6441],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/79368"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/107"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=79368"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/79368\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":79378,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/79368\/revisions\/79378"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/79371"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=79368"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=79368"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=79368"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}