{"id":78804,"date":"2023-12-26T23:42:24","date_gmt":"2023-12-27T02:42:24","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=78804"},"modified":"2024-04-24T23:05:25","modified_gmt":"2024-04-25T02:05:25","slug":"entrevista-mariano-esain-valle-de-munecas-estreia-solo-com-inventario-um-disco-de-cancoes-e-ruidos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/12\/26\/entrevista-mariano-esain-valle-de-munecas-estreia-solo-com-inventario-um-disco-de-cancoes-e-ruidos\/","title":{"rendered":"Entrevista: Mariano Esain \/ manza (Valle de Mu\u00f1ecas) estreia solo com \u201cInventario\u201d, um disco de can\u00e7\u00f5es e ru\u00eddos"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leonardo Vinhas<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/manzaesain\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Mariano Esain<\/a> \u00e9 uma das maiores refer\u00eancias do underground argentino \u2013 e isso j\u00e1 h\u00e1 mais de tr\u00eas d\u00e9cadas. Por\u00e9m, apenas agora, em 2023, ele saiu com seu primeiro disco solo. \u201c<a href=\"https:\/\/onerpm.link\/manza-inventario\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Inventario<\/a>\u201d (Fuego Amigo Discos) \u00e9 uma cole\u00e7\u00e3o de can\u00e7\u00f5es cuja ess\u00eancia folk e pop \u00e9 distorcida por ru\u00eddos, interfer\u00eancias e texturas sonoras. \u00c9 dream pop para essa era onde nem o sonho \u00e9 silencioso, delicadas pe\u00e7as sonoras para embalar ins\u00f4nia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u00e1lbum sai assinado como \u201cmanza \/ Mariano Esain\u201d. O apelido de toda a vida, pelo qual tamb\u00e9m \u00e9 conhecido no mundo musical, se soma ao nome de batismo. Seria uma dupla afirma\u00e7\u00e3o de identidade, mas a verdade \u00e9 que h\u00e1 um terceiro refor\u00e7o pessoal: a m\u00fasica honra a assinatura mel\u00f3dica que fez sua fama \u00e0 frente do quarteto indie <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/01\/25\/entrevista-valle-de-munecas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Valle de Mu\u00f1ecas<\/a>, com o qual gravou quatro discos, fez incont\u00e1veis shows (dois deles no Brasil, ambos em 2013, nos festivais Para\u00edso do Rock e El Mapa de Todos), e firmou um estilo \u00fanico dentro do cen\u00e1rio underground argentino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Manza sempre foi um esteta do pop enquanto compositor, um apreciador de bons refr\u00f5es e de melodias acess\u00edveis. Ou\u00e7a \u201cGrandes \u00c9xitos\u201d ou \u201cDiario de Viajes\u201d, <a href=\"https:\/\/onerpm.link\/manza-inventario\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">desse mais recente lan\u00e7amento<\/a>, e veja que isso n\u00e3o mudou. O que muda \u2013 bastante \u2013 \u00e9 a roupagem que ele decidiu dar \u00e0s suas composi\u00e7\u00f5es, em um disco onde tudo, da execu\u00e7\u00e3o \u00e0 masteriza\u00e7\u00e3o, ficou a seu cargo, sem que em momento algum ele incorresse na armadilha da autoindulg\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por v\u00eddeochamada, o m\u00fasico e compositor conversou com o Scream &amp; Yell contando a g\u00eanese desse disco, os dilemas criativos que enfrentou durante o processo, e o destino do Valle de Mu\u00f1ecas.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Inventario\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/R7Hmnp0vptY?list=OLAK5uy_lNZPTt3TRNe6oEMvD33-XP1IUwktxXkkI\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Apesar da est\u00e9tica mais lo-fi e com bastante espa\u00e7o para ru\u00eddos, me parece que esse disco solo traz muitas das influ\u00eancias que sempre estiveram presentes no seu trabalho. Voc\u00ea diria que est\u00e1 bebendo nas fontes de sempre, mas mirando a cria\u00e7\u00e3o de algo diferente, ou chegou mesmo a buscar outras inspira\u00e7\u00f5es?<\/strong><br \/>\nTem um mont\u00e3o de m\u00fasicas que escutei na minha vida que de alguma maneira se colou na m\u00fasica que fa\u00e7o. Mas tamb\u00e9m acredito que, em cada projeto, cada um tem algumas influ\u00eancias que prioriza, e que em geral t\u00eam a ver com as pessoas com quem se est\u00e1 tocando. Acho que, neste disco, acabaram saindo algumas coisas que sempre estiveram por aqui, mas de forma mais subliminar, ou que apareciam antes em pequenos momentos. Mas de fato, n\u00e3o tem nada de t\u00e3o novo assim. A maneira de pensar uma can\u00e7\u00e3o, de escrever melodias, \u00e9 a mesma de todos os meus discos anteriores, mas em uma roupagem distinta, digamos. Mas tem algo meio conceitual tamb\u00e9m, que \u00e9 o ponto de partida do disco. Eu sabia que queria trabalhar com ru\u00eddos e com paisagens sonoras, com sons degradados ou distorcidos, e tamb\u00e9m sabia que queria abrir m\u00e3o da ideia de ter uma se\u00e7\u00e3o r\u00edtmica (nota: baixo e bateria) tal qual se costuma pensar em um disco de rock. N\u00e3o queria que soasse como uma banda e, ao mesmo tempo, n\u00e3o queria fazer um disco ac\u00fastico. Ent\u00e3o comecei a procurar um pouco em meio a toda a m\u00fasica que escuto onde estava essa ideia que me interessava, e acabei encontrando as refer\u00eancias que buscava em coisas que estavam no que eu ouvi em toda a minha vida, mas tamb\u00e9m em muita m\u00fasica nova. Quando comecei o disco, eu pensei em mim como um crooner com uma orquestra por tr\u00e1s, s\u00f3 que, em vez de uma sinf\u00f4nica, com cordas e metais, era uma orquestra de colagens e ru\u00eddos, provenientes de acoplamentos de guitarra, grava\u00e7\u00f5es do campo, samples, teclados processados com equipamentos de guitarra e pedais. Essa era a ideia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00c9 um disco que voc\u00ea gravou 100% solo. Quando comp\u00f5e para o Valle de Mu\u00f1ecas, imagino que voc\u00ea j\u00e1 comp\u00f5e pensando em quem vai executar as composi\u00e7\u00f5es. Ent\u00e3o queria saber como foi estar respons\u00e1vel por tudo, como foi compor sabendo que caberia a voc\u00ea executar tudo o que estava criando.<\/strong><br \/>\nN\u00e3o sei se quando eu fa\u00e7o as can\u00e7\u00f5es tenho em mente quem vai tocar o que \u2013 isso pro Valle de Mu\u00f1ecas. A grande novidade disso tudo comparada ao trabalho com a banda \u00e9 colocar-se diante de uma folha completamente em branco. S\u00e3o tantas as possibilidades que \u00e9 meio dif\u00edcil dizer pra onde ir. Quando comecei ainda n\u00e3o tinha bem claro como eu ia fazer. Tem algumas can\u00e7\u00f5es que tiveram muitas vers\u00f5es antes de chegar ao que finalmente ficou no disco. A \u00faltima can\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum foi tamb\u00e9m a \u00faltima que eu terminei, mas foi a primeira em que comecei a trabalhar. A primeira demo dela tinha bateria, baixo e guitarra, como uma base do Valle de Mu\u00f1ecas, e conforme fui armando o disco com as outras can\u00e7\u00f5es, olhei para essa faixa e vi que ela estava totalmente deslocada do contexto. Voltei a pensar nela, e fiz mais umas tr\u00eas vers\u00f5es at\u00e9 chegar a essa \u00faltima, todas bem diferentes. Com uma banda, voc\u00ea j\u00e1 tem uma estrutura b\u00e1sica, e sabe que vai us\u00e1-la para armar a can\u00e7\u00e3o. Pode ser que algumas coisas mudem durante a produ\u00e7\u00e3o, mas voc\u00ea j\u00e1 tem coisas estabelecidas que te ajudam a tomar uma decis\u00e3o. A essa altura, j\u00e1 estou com outro projeto na cabe\u00e7a, e esse disco me serviu um pouco para eu saber mais ou menos qual \u00e9 essa minha base de trabalho [enquanto solista], qual vai ser a minha \u201corquestra\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Gosto muito de uma fala do Florian Schneider na qual ele diz que o Kraftwerk fazia \u201cm\u00fasica folk do s\u00e9culo XX\u201d, e que essa era a ideia deles desde o come\u00e7o, porque lhes parecia absurdo que a m\u00fasica folk de um mundo p\u00f3s-guerra ainda fosse feita com instrumentos do s\u00e9culo anterior. Voc\u00ea gosta muito de folk, tanto que \u00e9 esse o t\u00edtulo do segundo \u00e1lbum do Valle de Mu\u00f1ecas, e fico pensando se esse seu disco n\u00e3o \u00e9, de certa forma, uma vontade de fazer m\u00fasica folk para o s\u00e9culo XXI, um per\u00edodo tomado por ru\u00eddos, disson\u00e2ncias e vazios.<\/strong><br \/>\nNunca tinha pensado dessa maneira (hesita). Mas sim, acredito que \u00e9 um disco de can\u00e7\u00f5es para o s\u00e9culo XXI. A can\u00e7\u00e3o \u00e9 o material principal da m\u00fasica folk, ent\u00e3o poderia ser (risos). H\u00e1 alguns anos, um jornalista argentino escreveu sobre mim e usou a palavra \u201csoundwriter\u201d, e gosto muito dela para me definir, tanto que a emprego nas minhas biografias <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/manzaesain\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">nas redes sociais<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Esse disco come\u00e7ou a ser gestado durante a pandemia?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o, algumas coisas v\u00eam de antes, at\u00e9. As primeiras demos s\u00e3o do ver\u00e3o anterior \u00e0 pandemia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que levou, ent\u00e3o, a que ele demorasse tanto tempo para ser finalizado e lan\u00e7ado? Por que s\u00f3 est\u00e1 saindo agora, no final de 2023?<\/strong><br \/>\nAcontece que em todos os discos do Valle de Mu\u00f1ecas e tamb\u00e9m nesse sou eu quem se ocupa de tudo: as grava\u00e7\u00f5es, a mixagem, a masteriza\u00e7\u00e3o, e me custa encontrar tempo suficiente para dar conta de tudo, porque obviamente tenho que priorizar as pessoas que me pagam para fazer isso. Eu n\u00e3o gosto de dedicar o tempo livre, o tempo que sobra para meus projetos. Eu prefiro pegar um momento quando sei que vou poder ocupar-me exclusivamente dele, tipo ter uma semana inteira para ficar dedicado, para que eu possa me colocar no clima que a m\u00fasica que estou fazendo necessita. \u00c0s vezes n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil encontrar esses momentos. Durante o primeiro ano da pandemia pude desenvolver bastante esse disco, mas quando sa\u00edmos da pandemia, tive uma enxurrada de trabalho. Mesmo com a crise econ\u00f4mica, foi um per\u00edodo muito intenso. Eu tiro meu sustento do trabalho como t\u00e9cnico de som e como produtor, e no primeiro caso, \u00e9 algo que me faz viajar muito, ficar em turn\u00ea por v\u00e1rios lugares, e essa n\u00e3o \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o ideal para encarregar-me de um projeto no qual tem tanto conte\u00fado emocional.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-78811\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/esain.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"250\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/esain.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/esain-300x100.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por falar nisso: a est\u00e9tica sonora pode ter mudado, mas o universo l\u00edrico desse disco est\u00e1 bem dentro do que costumamos ver em suas composi\u00e7\u00f5es: inconst\u00e2ncia, solid\u00e3o, desconex\u00e3o, isolamento. S\u00e3o temas pessoais recorrentes, ou apenas parte de um universo que voc\u00ea gosta de explorar enquanto compositor?<\/strong><br \/>\nUm pouco das duas coisas, acho. Mas no que diz respeito ao lado mais confessional, isso n\u00e3o quer dizer que eu esteja vivendo ou sentido isso todos os dias o tempo todo. Como o mel\u00f4mano que sou, gosto muito das m\u00fasicas com letras que falam disso, e sei que criei um corpo de obra no qual muitas letras est\u00e3o centradas nesses t\u00f3picos. Ent\u00e3o \u00e9 bem meio a meio: metade vem de ter vivido situa\u00e7\u00f5es semelhantes e a outra metade vem por eu ter consumido um monte de obras que giram em torno disso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00c9 um trabalho totalmente solo, de est\u00fadio, como j\u00e1 falamos. Ainda assim, voc\u00ea pensa em algum formato no qual ele pode funcionar ao vivo?<\/strong><br \/>\nSim, \u00e9 um \u201cwork in progress\u201d, mas estou pensando (risos). Fiz alguns shows com guitarra el\u00e9trica, disparando algumas texturas de fundo, alguns momentos instrumentais. Agora em dezembro fa\u00e7o uns shows em Buenos Aires e vou ser acompanhado por um m\u00fasico amigo, mas estou pensando em armar alguma estrutura&#8230; N\u00e3o acho que as vers\u00f5es ao vivo tenham que ser fi\u00e9is \u00e0s do disco, o que me parece \u00e9 que tenho que capturar o esp\u00edrito que \u00e9 transmitido por essas can\u00e7\u00f5es e trazer uma est\u00e9tica similar, mas n\u00e3o que sejam os mesmos sons ou os mesmos instrumentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Estamos terminando a entrevista, mas \u00e9 inevit\u00e1vel perguntar: e o Valle de Mu\u00f1ecas? Voc\u00eas est\u00e3o em um desses \u201chiatos indefinidos\u201d que viraram moda recentemente? (risos) Ou pararam de vez?<\/strong><br \/>\nAcho que vamos voltar a tocar, mas me parece que, para que isso aconte\u00e7a, n\u00f3s quatro temos que estar com vontade ao mesmo tempo. Mas n\u00e3o acho que isso seja dif\u00edcil. Nos damos bem, sempre um sabe o que o outro est\u00e1 fazendo, e Fernando [Blanco, guitarrista] e Mariano [L\u00f3pez Gringauz, baixista) est\u00e3o tocando juntos em uma banda que ainda n\u00e3o estreou ao vivo (Viaje Rel\u00e1mpago), mas que tem boas perspectivas. O que eu tenho dificuldade \u00e9 de imaginar o Valle de Mu\u00f1ecas como uma banda em funcionamento constante, com dois ensaios por semana, como era at\u00e9 2019, mas n\u00e3o me custa nada voltar a tocar a cada tanto com a banda. Uma coisa que me veio \u00e0 mente quando comecei a pensar em um disco solo foi que eu tinha feito discos muito bons com a banda, e que para o formato de duas guitarras, baixo e bateria, a gente tinha chegado muito perto do teto: eu n\u00e3o sabia o quanto melhor eu poderia fazer em um novo disco. Por isso eu precisava buscar novos formatos, outras cores para as can\u00e7\u00f5es. \u201cLa Autopista Corre del Oc\u00e9ano hasta el Amanecer\u201d (2011) e \u201cEl Final de las Primaveras\u201d (2015) eram discos muito bons, e eu n\u00e3o sabia se iria poder fazer algo t\u00e3o criativo sem me repetir. Eu teria que dar um salto muito maior. Ainda assim, tenho ideias de can\u00e7\u00f5es o tempo todo, e tem uma s\u00e9rie de can\u00e7\u00f5es para as quais eu digo, \u201cn\u00e3o, isso \u00e9 para uma banda\u201d, e quando imagino uma banda, imagino o Valle de Mu\u00f1ecas.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"manza \/ Hoteles en Silencio\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/7AsomM-dHuM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>\u2013 Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@leovinhas<\/a>) \u00e9 produtor e assina a se\u00e7\u00e3o Conex\u00e3o Latina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/05\/03\/tag\/conexao_latina\/\">aqui<\/a>) no Scream &amp; Yell.\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Mariano Esain \u00e9 uma das maiores refer\u00eancias do underground argentino \u2013 e isso j\u00e1 h\u00e1 mais de tr\u00eas d\u00e9cadas. 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