{"id":78756,"date":"2023-12-22T23:55:08","date_gmt":"2023-12-23T02:55:08","guid":{"rendered":"http:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=78756"},"modified":"2024-01-19T01:42:13","modified_gmt":"2024-01-19T04:42:13","slug":"the-cure-e-os-40-anos-de-japanese-whispers","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/12\/22\/the-cure-e-os-40-anos-de-japanese-whispers\/","title":{"rendered":"The Cure e os 40 Anos de \u201cJapanese Whispers\u201d"},"content":{"rendered":"<h2><\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-78767 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/thecure3.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"563\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/thecure3.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/thecure3-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">texto de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/caro.davii\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Davi Caro<\/a><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Poucos artes\u00e3os do pop j\u00e1 demonstraram gostar tanto de um desafio como Robert Smith. O l\u00edder e fundador do The Cure, no alto de suas mais de quatro d\u00e9cadas de atividade, segue sendo um po\u00e7o de contradi\u00e7\u00f5es que, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/04\/23\/discografia-comentada-the-cure\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">seja gra\u00e7as \u00e0 sua extensa discografia<\/a> ou \u00e0 constante renova\u00e7\u00e3o de sua j\u00e1 massiva base de f\u00e3s, segue conquistando novos admiradores e se faz presente, ainda que por meio do esp\u00edrito que guiou seus trabalhos desde o debut de sua banda (\u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/11\/29\/a-capa-do-disco-three-imaginary-boys-e-a-tentativa-de-acentuar-as-raizes-suburbunas-do-the-cure\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Three Imaginary Boys<\/a>\u201d, 1979). Um homem de 60 anos que, ao mesmo tempo, n\u00e3o alterou sequer minimamente suas escolhas est\u00e9ticas desde o in\u00edcio dos anos 1980; o c\u00e9rebro por tr\u00e1s de uma institui\u00e7\u00e3o da m\u00fasica \u201calternativa\u201d (em meio aos muitos outros r\u00f3tulos que se queira aplicar) que lan\u00e7ou seu \u00faltimo trabalho de in\u00e9ditas em 2008, e simultaneamente conseguiu e consegue n\u00e3o saturar sua presen\u00e7a na divisa entre o mainstream que os acolheu com estranheza e o underground que os reverencia, fazendo shows elogiad\u00edssimos at\u00e9 os dias atuais; figura central de turn\u00eas milion\u00e1rias e paladino pelo direito de seus f\u00e3s conseguirem ingressos a pre\u00e7os justos; uma figura lend\u00e1ria que, al\u00e7ada ao status de \u00edcone g\u00f3tico, descarta o ep\u00edteto com veem\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O The Cure se encontra atualmente em sua turn\u00ea \u201cShows of A Lost World\u201d, que (em teoria) funciona como um prel\u00fadio ao novo e j\u00e1 incansavelmente prometido novo \u00e1lbum \u2013 similarmente chamado \u201cSongs of A Lost World\u201d. A esta altura, n\u00e3o \u00e9 como se Robert e seus asseclas devessem nada a ningu\u00e9m: uma banda respons\u00e1vel por algo como \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/06\/14\/esse-voce-precisa-ouvir-disintegration-o-apice-do-the-cure\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Disintegration<\/a>\u201d (1989) ou \u201cThe Head on The Door\u201d (1985) deveria estar acima de algo assim. Mas isso nem sempre foi uma realidade. H\u00e1 quarenta anos, Smith se viu com as costas contra a parede, pressionado para dar continuidade a um legado que havia se convertido em uma esp\u00e9cie de trauma. Desafiado a fazer aquilo que jamais havia tentado \u2013 uma can\u00e7\u00e3o pop \u201cboba\u201d \u2013 o cantor, no alto de seus 20 e poucos anos, iniciou um per\u00edodo que, ao longo do lan\u00e7amento de tr\u00eas singles muito destoantes de seu trabalho mais conhecido, desencadeou um processo que os levaria ao n\u00edvel de perenidade dos quais pouqu\u00edssimos de seus co-geracionais podem se orgulhar. \u201cJapanese Whispers\u201d, lan\u00e7ado em dezembro de 1983 e compilando os tr\u00eas singles j\u00e1 citados, ainda \u00e9 uma das maiores anomalias em um cat\u00e1logo mais do que farto delas.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Cure - Hanging Garden\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/yEH5jReEkSk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Basta olhar o que precedeu o ent\u00e3o novo lan\u00e7amento para come\u00e7ar a entender \u201cJapanese Whispers\u201d como um ponto muito fora da curva. Com \u201cPornography\u201d (de 1982), o The Cure \u2013 ent\u00e3o um trio, com Smith nos vocais, guitarras e teclados, Simon Gallup no baixo e Lol Tolhurst na bateria \u2013 conclu\u00eda uma trilogia antecedida por \u201cSeventeen Seconds\u201d e \u201cFaith\u201d (de 1980 e 1981, respectivamente). A trinca, hoje aclamada como pilares do rock g\u00f3tico, do dreampop e do shoegaze (entre muitos outros) documentava a guinada da banda em dire\u00e7\u00e3o a uma sonoridade enevoada, macabra e repleta de desilus\u00e3o, paran\u00f3ia e desespero. Diante de plat\u00e9ias estupefatas frente \u00e0 apar\u00eancia chocante dos m\u00fasicos, que passavam a adotar os cabelos e a maquiagem que os tornaria figuras de fasc\u00ednio, a tens\u00e3o presente no material finalmente transbordou para fora dos palcos e das furiosas execu\u00e7\u00f5es das novas m\u00fasicas. Ap\u00f3s um desentendimento no qual chegaram \u00e0s vias de fato, Gallup deixou o grupo, essencialmente impondo um hiato \u00e0 uma hist\u00f3ria que come\u00e7ava a tomar propor\u00e7\u00f5es maiores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Frustrado e esgotado, Smith se distanciou temporariamente da banda que fundou e de sua fun\u00e7\u00e3o como frontman, mas n\u00e3o da m\u00fasica: ao mesmo tempo em que a sa\u00edda de Simon for\u00e7ava a paralisa\u00e7\u00e3o das atividades, Robert receberia um convite de Steve Severin para integrar oficialmente a banda na qual este tocava baixo, o Siouxsie and the Banshees. Vendo a oportunidade de se integrar a uma forma\u00e7\u00e3o na qual era apenas o guitarrista, o m\u00fasico vestiu a camisa: gravou um disco ao vivo (\u201cNocturne\u201d, 1983) e ainda participaria do maior \u00eaxito comercial da banda de Siouxsie Sioux (a cover para \u201cDear Prudence\u201d, dos Beatles, presente em \u201cHyena\u201d, de 1984). O n\u00edvel de performance de seus novos companheiros, ali\u00e1s, serviu como uma demonstra\u00e7\u00e3o do potencial que uma banda como a sua pr\u00f3pria poderia desenvolver, tanto em shows quanto em est\u00fadios. Foi quando pressionado por Chris Parry (empres\u00e1rio do The Cure e diretor do selo Fiction, ao qual a banda pertencia) a escrever algo como nunca antes havia feito, um single pop t\u00edpico, que Robert voltou seus pensamentos ao seu grupo original. Pelo menos por enquanto, o The Cure passaria a ser um duo, com o remanescente Tolhurst redesignado da bateria (onde era eficiente, embora limitado) para os teclados (com os quais tinha pouca familiaridade em compara\u00e7\u00e3o) enquanto Smith cuidaria do resto. Ainda dividido entre suas duas fun\u00e7\u00f5es separadas, os dois parceiros retornaram ao est\u00fadio ainda em 1982.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Japanese Whispers\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=OLAK5uy_mq253ufILl37tTJ_WGDGdAKMuYj_TiwpQ\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lan\u00e7ado em novembro, \u201cLet\u2019s Go To Bed\u201d marcou o primeiro lan\u00e7amento da nova forma\u00e7\u00e3o da banda (mesmo que contasse com o aporte do baterista Steve Goulding em conjun\u00e7\u00e3o com percuss\u00e3o eletr\u00f4nica), e, logo de cara, o contraste era inevit\u00e1vel: o mesmo cidad\u00e3o que havia aberto seu \u00faltimo disco com \u201cIt doesn\u2019t matter if we all die\u201d, agora soava inquieto, jovial e, talvez, at\u00e9 feliz. Com sintetizadores tomando a frente de um arranjo discretamente funky, e letras que faziam refer\u00eancias a um amor levemente obsessivo, o single ditava o reposicionamento da banda junto a contempor\u00e2neos como New Order e Soft Cell, chamando a aten\u00e7\u00e3o tanto do p\u00fablico j\u00e1 devoto do The Cure quanto de DJs interessados em sonorizar pistas de dan\u00e7a. Ningu\u00e9m parecia se importar com a aparente desola\u00e7\u00e3o do lado B, que remetia ao passado recente com a soturna \u201cJust One Kiss\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alguns devem ter pensado na ado\u00e7\u00e3o de elementos alinhados ao synthpop como uma coisa passageira, apenas um desvio breve na progress\u00e3o criativa de um g\u00eanio em ebuli\u00e7\u00e3o. F\u00e1cil, ent\u00e3o, imaginar o choque que a primeira audi\u00e7\u00e3o de \u201cThe Walk\u201d deve ter causado: aqui, a aposta na sonoridade quase eletr\u00f4nica foi dobrada, com tempos mais acelerados e escolhas de timbres ainda mais afinadas com o que se ouvia na \u00e9poca. Mais impressionista e menos alegre que a antecessora, a can\u00e7\u00e3o conseguiu superar qualquer ceticismo quando de seu lan\u00e7amento, j\u00e1 em junho de 1983, e o estranhamento se dissipou \u2013 pelo menos o suficiente para que os f\u00e3s deixassem passar a p\u00e9rola psicod\u00e9lica que \u00e9 \u201cLament\u201d, presente no outro lado da prensagem (todos os b-sides dessa \u00e9poca seriam reunidos no box qu\u00e1druplo &#8220;<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=vBsrG5ATbUA&amp;list=OLAK5uy_niAwtfCun_FWRO_m9ndXuMqU7-K_6zezY\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Join The Dots<\/a>&#8220;, um tesouro).<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Cure - The Walk\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/gkCYh1x44G8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas Robert Smith, claro, j\u00e1 era algu\u00e9m que preferia confundir a explicar, e n\u00e3o deixa de ser apropriado que o \u00faltimo lan\u00e7amento dessa nova fase fosse tamb\u00e9m o mais distinto: concebida com foco nos gatos e na forma como estes superam as mais cru\u00e9is adversidades que se imp\u00f5em em seu caminho sem deixarem de ser fi\u00e9is a seus instintos, \u201cThe Lovecats\u201d \u00e9 uma j\u00f3ia quase jazz que abusa de efeitos mil e tem arranjos enriquecidos por linhas de piano deslizantes e hipn\u00f3ticas, assim como a mais descontra\u00edda das performances vocais de Smith at\u00e9 ent\u00e3o. Al\u00e9m disso, a faixa tamb\u00e9m traz a primeira participa\u00e7\u00e3o como instrumentista do co-produtor do disco, Phil Thornalley (que j\u00e1 havia assinado \u201cPornography\u201d) que contribui com el\u00e1sticas linhas de baixo ac\u00fastico, bem como conta com o apoio do tamb\u00e9m estreante baterista Andy Anderson, com seus ritmos caminhantes e que remontam \u00e0 destreza dos felinos que d\u00e3o t\u00edtulo \u00e0 m\u00fasica. Os dois, inclusive, tamb\u00e9m aparecem no verso do vinil, com \u201cSpeak My Language\u201d sendo um perfeito exemplo do n\u00edvel de dinamismo rec\u00e9m-alcan\u00e7ado pelos m\u00fasicos em conjun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Cure - The Lovecats\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/mcUza_wWCfA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando do lan\u00e7amento de \u201cJapanese Whispers\u201d, o objetivo de preservar os tracklists originais mesmo compilados foi mantido \u00e0 medida do poss\u00edvel, trazendo um balan\u00e7o completo do qu\u00e3o longe o The Cure havia chego em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua sonoridade mais conhecida at\u00e9 ali. A \u00fanica exce\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o, acabou sendo a esquisita e doce \u201cMr. Pink Eyes\u201d, egressa de \u201cThe Lovecats\u201d e substitu\u00edda por \u201cThe Upstairs Room\u201d, das mesmas sess\u00f5es. N\u00e3o que a mudan\u00e7a tenha impactado a performance comercial do disco em qualquer aspecto: combinar os lan\u00e7amentos se provou uma decis\u00e3o acertada quando \u201cJapanese Whispers\u201d se tornou o primeiro disco do The Cure a entrar na parada de \u00e1lbuns da Billboard, j\u00e1 na virada para 1984, e os v\u00eddeos produzidos para cada uma das can\u00e7\u00f5es principais, cheios de cores e cen\u00e1rios criativos e bem produzidos, ajudaram muito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Visto hoje em dia, por\u00e9m, o \u00e1lbum surpreende por causa das duas contradi\u00e7\u00f5es presentes no cerne de sua cria\u00e7\u00e3o: primeiro, porque apesar de ser uma cole\u00e7\u00e3o de alguns dos singles mais marcantes e inimit\u00e1veis da banda (inclusive presentes regularmente em muitas de suas apresenta\u00e7\u00f5es desde ent\u00e3o), raramente figura como o que se poderia chamar de \u201cporta de entrada\u201d para novos f\u00e3s. Enquanto compila\u00e7\u00e3o, \u00e9 normalmente preterido neste sentido em favor da posterior \u201cStanding On A Beach: The Singles\u201d, que, em 1986, revelou o grupo a uma nova mar\u00e9 de novos admiradores do outro lado do Atl\u00e2ntico \u2013 inclusive no Brasil, que visitariam um ano depois pela primeira vez.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-78770 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/thecure5.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"375\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/thecure5.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/thecure5-300x150.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo, porque embora pensado desde o in\u00edcio como um esfor\u00e7o um tanto displicente de lidar com demandas comerciais, \u201cJapanese Whispers\u201d tornou-se o catalisador de uma nova era para o The Cure. Determinado a fazer um disco com maior uniformidade conceitual, Robert trouxe Lol Tolhurst consigo para o est\u00fadio mais uma vez em 1984, desta vez contando tamb\u00e9m com o efetivado Andy Anderson. Thornalley foi mantido como membro mesmo preterido durante as grava\u00e7\u00f5es de \u201cThe Top\u201d, e uma nova figura passou a frequentar as sess\u00f5es: Pearl Thompson, um antigo colaborador, participa adicionando saxofone, e tamb\u00e9m seria incorporado ao grupo, agora um quinteto, como guitarrista e tecladista. Phil e Andy eventualmente sairiam logo em 1985, substitu\u00eddos pelo retornante Simon Gallup (que permanece at\u00e9 hoje) e pelo estreante Boris Williams. Com uma nova e est\u00e1vel forma\u00e7\u00e3o, Smith come\u00e7aria a compor as can\u00e7\u00f5es para \u201cThe Head On The Door\u201d, o disco que, em breve, escancararia as portas de grandes audi\u00eancias para o The Cure a n\u00edvel global.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 f\u00e1cil imaginar uma realidade alternativa onde \u201cJapanese Whispers\u201d nunca existiu; dif\u00edcil \u00e9 pensar em como muito de uma das mais inacredit\u00e1veis discografias na hist\u00f3ria da m\u00fasica pop tampouco existiria, neste caso. A redentora apresenta\u00e7\u00e3o recente no festival Primavera Sound Brasil, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/12\/05\/primavera-sound-sp-the-cure-lava-a-alma-dos-fas-em-fim-de-semana-de-grandes-shows\/\">que deve permanecer na mem\u00f3ria de todos os presentes por muitos e muitos anos<\/a>, \u00e9 prova de como o The Cure, e Robert Smith em particular, continuam sendo t\u00e3o desafiadores quanto se mostraram em seu momento mais incerto, h\u00e1 quatro d\u00e9cadas. E que assim permane\u00e7a \u2013 afinal, o que n\u00e3o falta s\u00e3o evid\u00eancias de que Robert Smith ainda tem muito a dizer, seja cantando a plenos pulm\u00f5es no topo de um penhasco ou, porque n\u00e3o, simplesmente sussurrando.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Cure   1984   Live in Japan\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/KGOBZrGW1a8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-78764 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/thecure2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"1066\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/thecure2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/thecure2-211x300.jpg 211w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p><em>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/caro.davii\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Davi Caro<\/a>\u00a0\u00e9 professor, tradutor, m\u00fasico, escritor e estudante de Jornalismo.\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/author\/davi-caro\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leia outros textos de Davi aqui.<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u201cJapanese Whispers\u201d, lan\u00e7ado em dezembro de 1983 e compilando  tr\u00eas singles badalados do Cure, ainda \u00e9 uma das maiores anomalias em um cat\u00e1logo mais do que farto delas.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/12\/22\/the-cure-e-os-40-anos-de-japanese-whispers\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":134,"featured_media":78758,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[4782,2580],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/78756"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/134"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=78756"}],"version-history":[{"count":11,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/78756\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":78781,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/78756\/revisions\/78781"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/78758"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=78756"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=78756"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=78756"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}