{"id":78664,"date":"2023-12-16T00:54:35","date_gmt":"2023-12-16T03:54:35","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=78664"},"modified":"2024-01-13T10:06:25","modified_gmt":"2024-01-13T13:06:25","slug":"meu-disco-favorito-de-2023-red-velvet-por-ana-clara-matta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/12\/16\/meu-disco-favorito-de-2023-red-velvet-por-ana-clara-matta\/","title":{"rendered":"Meu disco favorito de 2023: Red Velvet, por Ana Clara Matta"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>MEU DISCO FAVORITO DE 2023 #5<br \/>\n\u201cChill Kill\u201c, Red Velvet<br \/>\nescolha de\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/_ana_c\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ana Clara Matta<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: center;\">Lan\u00e7amento \u2013 13\/11\/2023<br \/>\nSelo \u2013 S.M. Entertainment<br \/>\nOu\u00e7a \u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/intl-pt\/album\/4UUICitfodUVCNhzmDFbrO\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Spotify<\/a>\u00a0\/\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/playlist?list=OLAK5uy_nRTDiq8a45vkM6faCrzu_v6RVNDnQj1TQ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Youtube<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cMedo, a atra\u00e7\u00e3o do n\u00e3o-usual, acaso, o gosto por coisas extravagantes s\u00e3o todas estrat\u00e9gias que podemos sempre evocar sem o medo de engana\u00e7\u00e3o. Existem contos de fadas a serem escritos para adultos, contos de fada ainda quase azuis\u201d, BRETON, Andr\u00e9<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Talvez voc\u00ea n\u00e3o espere que seu primeiro instinto ap\u00f3s ouvir o novo disco de um veterano \u201cgirl group\u201d de pop sul-coreano seja reler o &#8220;Manifesto Surrealista&#8221; de Andr\u00e9 Breton ou rever um filme de David Lynch.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ilus\u00e3o da ordem causada por regras e categorias \u00e9 uma das for\u00e7as mais presentes na manuten\u00e7\u00e3o da racionalidade e, sinceramente, da paz de esp\u00edrito humana. Ser capaz de olhar para um objeto e dizer, com absoluta certeza, o que ele \u00e9. Qual \u00e9 seu nome. Se ele deveria, ou n\u00e3o, estar naquele local ou contexto. Ser capaz de definir o g\u00eanero do seu interlocutor sem a armadilha da androginia. Saber se uma obra \u00e9 de com\u00e9dia ou drama, e dessa maneira se sentir confort\u00e1vel em rir ou chorar na frente dos seus pares. Saber se uma m\u00fasica \u00e9 feita para dan\u00e7a ou contempla\u00e7\u00e3o, para uma discoteca ou uma orquestra. Prevenir a qualquer custo a disson\u00e2ncia cognitiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Voc\u00ea move um objeto em uma sala sem avisar para a pessoa, ausente no momento, que mora ali. Quando a pessoa chega em seu lar, a d\u00favida paira sobre sua cabe\u00e7a. Algo est\u00e1 diferente? Algo est\u00e1 fora do lugar? Se sim, o que? E se o elemento estranho \u00e9 identificado, que tipo de amea\u00e7a o moveu? A casa \u00e9 o \u00e1pice da sensa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a humana, e qualquer perturba\u00e7\u00e3o nesse ambiente \u00e9 amplificada ao m\u00e1ximo. \u201cA liga\u00e7\u00e3o est\u00e1 vindo de dentro da casa\u201d, j\u00e1 diriam os roteiros de horror.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na arte, as no\u00e7\u00f5es de g\u00eanero e categoria s\u00e3o espa\u00e7os cheios de c\u00f3digos em que voc\u00ea se sente confort\u00e1vel em apertar \u201cplay\u201d sem o risco de alguma disrup\u00e7\u00e3o grande demais. Um desses g\u00eaneros, curiosamente, tende a se passar dentro da casa, dentro da sala, um espa\u00e7o simb\u00f3lico seguro dentro de um espa\u00e7o f\u00edsico seguro &#8211; a Sitcom, com\u00e9dia focada no cotidiano familiar e entre amigos, com situa\u00e7\u00f5es engra\u00e7adas e inofensivas a cada epis\u00f3dio. Em obras como o viral &#8220;Too Many Cooks&#8221;, do canal Adult Swim, e no curta-metragem surrealista &#8220;Rabbits&#8221;, de David Lynch, a amea\u00e7a invade a forma da sitcom, e de repente voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 mais seguro no mais confort\u00e1vel dos ambientes. Lynch, sobre sua obra, afirma: \u201cO lar \u00e9 um local em que as coisas ruins podem acontecer\u201d .<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse ambiente tamb\u00e9m pode ser a can\u00e7\u00e3o pop, a sempre segura can\u00e7\u00e3o pop, que voc\u00ea escuta desde a inf\u00e2ncia em cada r\u00e1dio e plano de fundo, algo harm\u00f4nico e mel\u00f3dico interrompido pela agressividade de um ru\u00eddo inesperado. Ouvindo &#8220;Chill Kill&#8221;, \u00e1lbum novo do quinteto Red Velvet, meu c\u00e9rebro retomava sempre imagens do curta &#8220;Rabbits&#8221; de David Lynch, de algo estranho e amea\u00e7ador acontecendo dentro do mais familiar dos ambientes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As cores sempre foram importantes para a compreens\u00e3o da obra da Red Velvet. Desde a estreia do grupo foi determinado que a concep\u00e7\u00e3o de cada novo lan\u00e7amento oscilaria entre o conceito \u201cVermelho\u201d, animado, alegre, otimista, dan\u00e7ante, e o conceito \u201cVeludo\u201d, sempre de tons escuros, temas sombrios, perigo, sensualidade e imagens remetentes ao universo noir. Pouco antes do lan\u00e7amento de &#8220;Chill Kill&#8221;, a integrante Kang Seulgi disse aos f\u00e3s que eles poderiam, pela primeira vez na carreira da Red Velvet, esperar a uni\u00e3o dos dois conceitos. A entrada do perigo no universo do \u201cvermelho\u201d Red Velvetiano, ou, de maneira ainda mais desconcertante, otimismo e alegria presentes em plenos temas sombrios do \u201cVeludo\u201d. Foi exatamente o que &#8220;Chill Kill&#8221;, a m\u00fasica-t\u00edtulo do terceiro \u00e1lbum completo do girl group, entregou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cEu n\u00e3o saberia o que fazer com cores. Cor para mim \u00e9 real demais. \u00c9 limitador. N\u00e3o permite muito do sonho. Quanto mais preto voc\u00ea joga em uma cor, mais on\u00edrico fica\u2026 preto tem profundidade. \u00c9 como uma pequena sa\u00edda; voc\u00ea pode entrar nela, e porque continua a ficar mais escura, a mente \u00e9 ativada, e muitas coisas que est\u00e3o acontecendo ali se manifestam. E voc\u00ea come\u00e7a a ver o que voc\u00ea teme. Voc\u00ea come\u00e7a a ver o que voc\u00ea ama, e se torna como um sonho.\u201d David Lynch em &#8220;Lynch on Lynch&#8221;.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Chill Kill&#8221; come\u00e7a com floreios instrumentais dignos da trilha sonora de um conto de fadas e um suspiro limpo de Wendy, vocalista principal, interrompidos por Seulgi acompanhada da entrada do denso contrabaixo &#8211; \u201cChill kill entra como trov\u00e3o\u201d &#8211; uma cena tr\u00e1gica se desenhando. Toda a estrutura instrumental da m\u00fasica pinga reverb e distor\u00e7\u00e3o. A cada pr\u00e9-refr\u00e3o, a acelera\u00e7\u00e3o instrumental e notas altas repentinas perturbam a superf\u00edcie at\u00e9 que a tens\u00e3o esteja m\u00e1xima, uma crise prestes a irromper no refr\u00e3o. Mas o refr\u00e3o traz no primeiro plano apenas euforia &#8211; \u201cN\u00e3o pense sobre amanh\u00e3, se esque\u00e7a da sua tristeza\u201d &#8211; enquanto no background se escondem sussurros amea\u00e7adores e ataques de synth distorcido que trazem desconforto e estranhamento enquanto a letra reafirma sua seguran\u00e7a e tranquilidade. A ponte \u00e9 interrompida por uma nota alta &#8211; um grito? &#8211; uma batida antes do esperado. Um jump scare, estrat\u00e9gia dos filmes de horror, transformada em estrat\u00e9gia musical.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cEu n\u00e3o sei. (Pausa) Eu tive um sonho. Na verdade, foi na noite em que conheci voc\u00ea. (Olha para cima atrav\u00e9s do p\u00e1ra-brisa, gradualmente se encantando enquanto explica o sonho) No sonho, existia o nosso mundo, e o mundo era escuro pois n\u00e3o existiam rouxin\u00f3is, e os rouxin\u00f3is representavam amor, e por muito tempo, existia apenas essa escurid\u00e3o, e de repente, milhares de rouxin\u00f3is foram soltos, e eles mergulharam dos c\u00e9us e trouxeram essa luz cegante de amor, e parecia que amor seria a \u00fanica coisa que faria qualquer diferen\u00e7a. E fez.\u201d Veludo Azul (Dir. David Lynch)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">.A tens\u00e3o dos versos escuros \u00e9 sempre interrompida pelo otimismo e calor dos refr\u00f5es em &#8220;Chill Kill&#8221;, mas nem tudo \u00e9 luz. Algo est\u00e1 \u00e0 espreita em cada canto do [\u00e1lbum, mesmo quando a perfei\u00e7\u00e3o vocal dos \u201crouxin\u00f3is\u201d do Red Velvet nos asseguram que tudo est\u00e1 bem. O clipe da can\u00e7\u00e3o tira essa an\u00e1lise do campo da suposi\u00e7\u00e3o e coloca as cinco membros em um cen\u00e1rio de viol\u00eancia e crise, encobrindo um assassinato.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta \u00e9, inclusive, a melhor maneira de apreciar a faixa-t\u00edtulo do novo disco da Red Velvet, num processo de expans\u00e3o da m\u00fasica atrav\u00e9s do YouTube. O clipe refor\u00e7a sua mensagem, uma vers\u00e3o com \u201csons ocultos\u201d expandidos produzida por um f\u00e3 aumenta sua compreens\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o, e o \u201cBehind the scenes\u201d da grava\u00e7\u00e3o mostra o processo criativo de int\u00e9rpretes que, com altera\u00e7\u00f5es em melodias, cria\u00e7\u00f5es de adlibs e desenhos de harmonias, se tornam co-criadores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A segunda m\u00fasica do \u00e1lbum d\u00e1 continuidade a essa brincadeira de luz e sombras. Em &#8220;Knock Knock (Who\u2019s There?)&#8221;, o Red Velvet mais uma vez reinventa uma can\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica (recentemente lan\u00e7aram &#8220;Birthday&#8221; sobre uma base de Gershwin e &#8220;Feel My Rhythm&#8221; sobre uma base de Bach). A obra em quest\u00e3o, dessa vez, \u00e9 a &#8220;Dan\u00e7a da Fada A\u00e7ucarada&#8221;, do bal\u00e9 &#8220;O Quebra-Nozes&#8221;, de Tchaikovsky. Nessa m\u00fasica, o uso da celesta buscava trazer leveza e encantamento para a personagem, fada que atrai crian\u00e7as para um mundo de doces e balas, mas esse mesmo uso de celesta influenciou anos e anos de trilhas sonoras de filmes de horror e \u00e9 usada pelo Red Velvet numa hist\u00f3ria de atra\u00e7\u00e3o fatal, rom\u00e2ntica, sexual e perigosa. Um outro tipo de encantamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse tema de truques, ilus\u00e3o e magia percorre o \u00e1lbum em faixas como a r&amp;b descaradamente jazzy de &#8220;One Kiss&#8221; e nas camadas de synth-pop, guitarra e batidas de deep house do destaque hipn\u00f3tico &#8220;Will I ever see you again?&#8221;. A produ\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m faz sua parte para esse show de ilusionismo &#8211; em &#8220;Underwater&#8221;, can\u00e7\u00e3o sensual sobre se apaixonar e afogar no outro, o processamento do \u00e1udio cria a sensa\u00e7\u00e3o de algo que se ouve embaixo d\u2019\u00e1gua.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mundo dos sonhos, t\u00e3o caro a qualquer surrealista, Breton, Lynch ou o Red Velvet, \u00e9 o protagonista em &#8220;Nightmare&#8221; &#8211; cantada como uma inocente can\u00e7\u00e3o de ninar, celebrando o pesadelo, unindo sinos agudos e drones de baixo, e falando com uma casualidade assustadora \u201cTudo \u00e9 pesadelo, pesadelo, apenas desaparece\u2026 s\u00f3 tente aproveitar.\u201d O Red Velvet quer que enxerguemos o perverso por tr\u00e1s do verniz de normalidade, claro. Mas n\u00e3o quer que apenas enxerguemos &#8211; quer que aproveitemos um pouco tamb\u00e9m. Toda beleza tem um pouco de terror. Toda seguran\u00e7a tem um pouco de ambiguidade. A escurid\u00e3o \u00e9 bonita pois nela podemos ver o que quisermos &#8211; um pouco de amor, um grande perigo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cA imagem \u00e9 uma pura cria\u00e7\u00e3o da mente. Ela n\u00e3o pode nascer de uma compara\u00e7\u00e3o e sim da justaposi\u00e7\u00e3o de duas ou mais realidades distantes. Quanto mais a rela\u00e7\u00e3o entre as duas realidades sobrepostas \u00e9 distante e real, mais forte a imagem ser\u00e1 &#8211; maior \u00e9 seu poder emocional e realidade po\u00e9tica.\u201d REVERDY, Pierre<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p><em>\u2013 Ana Clara Matta (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/_ana_c\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@_ana_c<\/a>) \u00e9 editora do \u00a0<a href=\"http:\/\/ovodefantasma.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Ovo de Fantasma<\/a>\u00a0e escreve para o Scream &amp; Yell desde 2016.<\/em><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Chill Kill - The 3rd Album\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=OLAK5uy_nRTDiq8a45vkM6faCrzu_v6RVNDnQj1TQ\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/favorito\/\"><strong>CONHE\u00c7A OUTROS DISCOS FAVORITOS<\/strong><\/a><\/h2>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O Red Velvet quer que enxerguemos o perverso por tr\u00e1s do verniz de normalidade, claro. 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