{"id":78647,"date":"2023-12-16T00:01:00","date_gmt":"2023-12-16T03:01:00","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=78647"},"modified":"2024-01-29T00:52:30","modified_gmt":"2024-01-29T03:52:30","slug":"lubrica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/12\/16\/lubrica\/","title":{"rendered":"Entrevista: L\u00fabrica estreia com EP veloz e divertido"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leonardo Vinhas<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cMuitas pessoas que viveram as d\u00e9cadas de 1980 e 1990 tendem a ser puristas, ficam t\u00e3o presas em qual pedal usar, e acabam n\u00e3o trazendo o que considero mais interessante, que \u00e9 ouvir um rock que mexe com as emo\u00e7\u00f5es primeiramente, que te toca, que te faz suspirar seja por conseguir expurgar sentimentos atrav\u00e9s do cantar em coro junto com a banda ou se conectar com o instrumental de forma m\u00e1gica\u201d.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A frase acima \u00e9 de Nath Pollaris, baixista da <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/lubricabanda\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">L\u00fabrica<\/a>, e pode, em boa medida, ser usada para falar do resultado obtido no primeiro EP da banda paulista, \u201c<a href=\"https:\/\/onerpm.link\/373885610802\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Descompasso<\/a>\u201d (2023). N\u00e3o \u00e9 nada de novo, ainda assim soa fresco. N\u00e3o mira a genialidade ou a \u201cesperteza\u201d, e sim o prazer e a frui\u00e7\u00e3o. Antes do conceito, traz a alegria de fazer m\u00fasica, sem ficar ensimesmado na pr\u00f3pria inabilidade de comunica\u00e7\u00e3o ou vaidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Faz tempo que voc\u00ea n\u00e3o v\u00ea esses termos associados a uma banda nova de rock? Se sim, fico feliz por voc\u00ea, e recomendo que d\u00ea uma escutada na banda. Se n\u00e3o, manda a dica dessas bandas pra esse rep\u00f3rter, por favor. M\u00fasica assim \u00e9 sempre bem-vinda, e \u00e9 por isso que o Scream &amp; Yell foi entrevistar a banda para conhecer mais do que se trata.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<a href=\"https:\/\/onerpm.link\/373885610802\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Descompasso<\/a>\u201d abre com uma quase vinheta desnecess\u00e1ria, \u201cMari e Joana\u201d, mas logo engrena em quatro faixas em que as refer\u00eancias do p\u00f3s-punk, da cena nova-iorquina dos anos 2000 e o indie dos anos 2010 se fazem presentes. Por\u00e9m, a crueza e a economia dos ingredientes tiram toda a cara de m\u00fasica requentada que a mistura poderia ter, e o resultado \u00e9 um EP veloz, divertido e com toda a pinta de que pode ser o primeiro passo para composi\u00e7\u00f5es ainda mais interessantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas sem futurologia por ora. O papo online com Nath, Rafaela Antonelli (bateria), e Gabriel Felipe Jacomel (voz) \u2013 ficou de fora o guitarrista Diego Lucon \u2013 foi sobre o breve passado da banda e o momento atual. E, claro, versa sobre a m\u00fasica.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Album - Descompasso\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=OLAK5uy_nZFm4Z0s09JBAnuP_1xwFrF17dGzGBE1A\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Descompasso&#8221; parece um t\u00edtulo adequado para o momento atual, por v\u00e1rias raz\u00f5es \u2013 n\u00e3o faltam coisas descompassadas por a\u00ed (risos). Mas vamos nos ater \u00e0s can\u00e7\u00f5es. Esse t\u00edtulo, de alguma forma, se relaciona com o processo de composi\u00e7\u00e3o ou de produ\u00e7\u00e3o da banda?<\/strong><br \/>\nGabriel: Totalmente! Sempre que tentamos explicar o pr\u00f3prio processo de forma\u00e7\u00e3o do grupo, e o modo como as m\u00fasicas surgiram, a coisa fica t\u00e3o repleta de idas e vindas que at\u00e9 a gente se perde. A primeira vers\u00e3o de \u201cPixels\u201d, por exemplo, \u00e9 de 2014, antes mesmo de a banda nascer oficialmente. De l\u00e1 pra c\u00e1, eu fiquei torrando a paci\u00eancia da Rafa e do Diego pra gente retomar o processo de composi\u00e7\u00e3o \u2013 e tomando ghosting a torto! Em 2019, as macumbas deram certo e surgiu a L\u00fabrica, surgiu Nath, e todas essas m\u00fasicas praticamente com a estrutura que est\u00e3o no EP. A din\u00e2mica de composi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m ficou mais aberta, e atualmente acredito que todos se sentem mais \u00e0 vontade pra mostrar composi\u00e7\u00f5es, j\u00e1 que o estilo da banda foi irremediavelmente se expandindo. Quer dizer, entre o surgimento da L\u00fabrica em 2019 e o lan\u00e7amento em 2023, muita coisa aconteceu (cof), mas parece esses dias&#8230; rola um descompasso interno tamb\u00e9m, a vida como um sonho de algu\u00e9m que est\u00e1 pra acordar hora dessas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Percebi uma influ\u00eancia tanto do p\u00f3s-punk original como de bandas que beberam nessa fonte em anos mais recentes \u2013 a cena nova-iorquina dos anos 2000, por exemplo. Digo isso pelos timbres, pela condu\u00e7\u00e3o r\u00e1pida das melodias e at\u00e9 pela est\u00e9tica dos vocais masculino e feminino em contraste\/complementa\u00e7\u00e3o. \u00c9 um dos referentes musicais da banda mesmo, ou a mira era outra?<\/strong><br \/>\nGabriel: Com certeza. Eu inclusive assisti neste ano \u00e0quele document\u00e1rio \u201cMeet me in the Bathroom\u201d (nota: baseado no livro do mesmo nome, cobre os bastidores \u2013 e muitas fofocas \u2013 da cena nova-iorquina do come\u00e7o do s\u00e9culo). Pra mim, que tinha 15 anos em 2000, ano em que fiz meu primeiro show, essa cena de NY foi muito formadora de car\u00e1ter. Ent\u00e3o, claro, temos uma camada de refer\u00eancias mais \u00f3bvias do p\u00f3s-punk e do rock alternativo (The Smiths, Pixies, The Smashing Pumpkins, Nirvana, Hole e John Frusciante, na minha opini\u00e3o, s\u00e3o as mais gritantes), e depois uma camada de refer\u00eancias mais sutis onde o bicho pega mesmo. O Diego tem um talento enciclopedista pra tudo que \u00e9 banda obscura de vertentes posteriores ao punk, gringas e nacionais. Rafa tem um ouvido mais voltado ao rock cl\u00e1ssico, e a Nath, pro indie pop. Eu sou obcecado por Fiona Apple e Miles Davis em igual medida&#8230; da\u00ed j\u00e1 viu! Pessoal que foi nos shows j\u00e1 falou que lembra Terno Rei, Sonic Youth, Charlie Brown Jr. (risos). E, \u00f3bvio, a coisa dos vocais dialoga muito com a galera new wave. Mas tamb\u00e9m sempre tive como um norte a coisa do Queen, de todo mundo cantar, trazer composi\u00e7\u00f5es, e total liberdade est\u00e9tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Os registros da banda em est\u00fadio seguem aquele que, hoje, \u00e9 o caminho inescap\u00e1vel: primeiro os singles, agora um EP, quem sabe um \u00e1lbum algum dia. Pra voc\u00eas, que n\u00e3o viveram essa &#8220;era do disco&#8221;, faz sentido pensar em \u00e1lbum, ou isso s\u00f3 \u00e9 papo de jornalista e m\u00fasico v\u00e9ios? (risos)<\/strong><br \/>\nGabriel: Olha, n\u00e3o quero expor ningu\u00e9m aqui, mas todo mundo j\u00e1 est\u00e1 com um pezinho na casa de repouso&#8230; Geral viveu os loucos anos 80 (risos)! Nosso produtor fala que fazemos \u201crock jovem\u201d, ent\u00e3o creio que a gente engana bem. Mas sim, eu mesmo sou um aficionado por LPs e por essa rela\u00e7\u00e3o mais estendida e contemplativa junto a uma obra, de mergulhar em um \u00e1lbum por sucessivas audi\u00e7\u00f5es, e concordo que h\u00e1 a\u00ed uma quest\u00e3o geracional com tudo que \u00e9 m\u00eddia convergindo para a hiperatividade e o d\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o. D\u00e1 at\u00e9 uma tristeza quando voc\u00ea v\u00ea uma artista de que voc\u00ea gosta largando m\u00e3o de projetos com mais f\u00f4lego em prol de uma sucess\u00e3o de petiscos desconexos que n\u00e3o saciam a fome de tudo. Muitos argumentam com a rela\u00e7\u00e3o custo\/benef\u00edcio, o que d\u00e1 pra entender, mas n\u00e3o acho que tudo se resuma a termos mercadol\u00f3gicos. Por sorte, vivemos em uma \u00e9poca em que tamb\u00e9m existe a possibilidade de um Mac DeMarco lan\u00e7ar um \u00e1lbum excelente com 199 m\u00fasicas. Long live long play! Como n\u00e3o sofremos de forma alguma com bloqueio criativo, material pra isso a gente tem!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rafaela: Aprofundando essa quest\u00e3o, acho que vale enfatizar o quanto gostamos daquela ideia de \u00e1lbum-conceito, de juntar outras artes, refer\u00eancias paralelas etc. Aceitamos bem o formato atual de singles isolados, mas tamb\u00e9m temos essa preocupa\u00e7\u00e3o com produzir uma \u201cobra completa\u201d&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gabriel: Exato, a pr\u00f3pria ordem das m\u00fasicas no EP foi pensada no intuito de sugerir uma esp\u00e9cie de continuidade em torno de uma narrativa maior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nath: Eu super curto estar em um momento em que podemos tanto apreciar os formatos mais atuais de reprodu\u00e7\u00e3o que facilitam a experi\u00eancia musical de forma din\u00e2mica, como super amaria poder ter um material f\u00edsico com tudo que tem direito (encarte com letra, cifra, fotos, etc), e ficaria mais feliz ainda de saber que em algum lugar do planeta, pessoas se conectam com nosso trabalho a ponto de querer ter essa \u201cexperi\u00eancia completa\u201d que vivemos alguns anos atr\u00e1s de ver, pegar, folhear&#8230; Se um dia conseguirmos ter condi\u00e7\u00f5es de preparar esse tipo de material com um \u00e1lbum de 12 faixas, vou dar um check na minha lista de coisas a serem conquistadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Descompasso&#8221; \u00e9 o primeiro registro formal da banda. O quanto ele correspondeu \u00e0s pr\u00f3prias expectativas da banda? Deu aquela satisfa\u00e7\u00e3o completa, ou veio j\u00e1 aquela coisa de &#8220;hmmm, o pr\u00f3ximo vamos ter que mudar isso e aquilo&#8221;?<\/strong><br \/>\nGabriel: Superou nossas mais altas expectativas. T\u00ednhamos total confian\u00e7a na qualidade das m\u00fasicas, mas quando o Henrique assumiu a produ\u00e7\u00e3o, foi a hora de se olhar e falar: \u201cOK, apertem os cintos!\u201d Ele tem uma abordagem quase arquitet\u00f4nica do som, um ouvido muito atencioso pra timbragem e uma boa no\u00e7\u00e3o de onde queria chegar. Isso tornou a capta\u00e7\u00e3o mais robusta, com uma sobreposi\u00e7\u00e3o de takes muito bem cuidada. Antes a gente estava pensando em algo mais cru, com os vocais enterrados na mix&#8230; Ele falou que a voz estava muito bonita pra fazer uma sandice dessas (risos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nath: Tenho muito orgulho desse material, realmente superou todas as expectativas! Na real, do jeito que sou ansiosa e neurada, pra mim o sentimento \u00e9 de \u201ccaramba, vamos conseguir fazer algo t\u00e3o gostoso no pr\u00f3ximo lan\u00e7amento?\u201d. Acho muito massa como conseguimos, mesmo sendo t\u00e3o \u201cexperientes de vida\u201d (risos), fazer m\u00fasica com essa sensa\u00e7\u00e3o de \u201crock jovem\u201d, como o Gabs comentou. Muitas pessoas que viveram as d\u00e9cadas de 1980 e 1990 tendem a ser puristas, ficam t\u00e3o presas em qual pedal usar, e acabam n\u00e3o trazendo o que considero mais interessante, que \u00e9 ouvir um rock que mexe com as emo\u00e7\u00f5es primeiramente, que te toca, que te faz suspirar seja por conseguir expurgar sentimentos atrav\u00e9s do cantar em coro junto com a banda ou se conectar com o instrumental de forma m\u00e1gica. Nos poucos shows que fizemos eu senti essas emo\u00e7\u00f5es ali como a pessoa que executa parte dessa obra, mas tamb\u00e9m senti a conex\u00e3o com as pessoas que estavam curtindo de uma forma que me pegou profundamente. Ent\u00e3o sim, pra mim esse trabalho est\u00e1 do jeito que deveria ser!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Agora, falando um pouco mais amplamente sobre isso, tem uma quest\u00e3o que sempre me chama aten\u00e7\u00e3o quando vejo bandas novas (de forma\u00e7\u00e3o e de idade). O rock est\u00e1 cada vez mais nichado, com p\u00fablico e proje\u00e7\u00e3o menores, escassas chances de tocar sem tomar preju\u00edzo e, dependendo do ambiente, gozando de grande m\u00e1 vontade por parte dos ouvintes. Como \u00e9 tentar construir uma carreira com uma banda no meio disso tudo?<\/strong><br \/>\nGabriel: Nossa, \u00e9 um equil\u00edbrio sutil\u00edssimo. Porque adoramos tocar ao vivo, tem ali uma magia insubstitu\u00edvel quando n\u00f3s quatro nos juntamos pra fazer m\u00fasica, ent\u00e3o sempre faremos o poss\u00edvel pro convite virar em meio a todas essas situa\u00e7\u00f5es adversas que atingem a cadeia de ponta a ponta. Mas tamb\u00e9m chegamos a um ponto em que passamos mais da metade das nossas vidas fazendo corre de show e fomos aprimorando nosso faro pra roubada (risos). Ningu\u00e9m merece chegar na hora de tocar e estar esgotada porque passou o dia inteiro pra cima e pra baixo, montando e desmontando. Temos conseguido n\u00e3o ficar respons\u00e1veis pela produ\u00e7\u00e3o dos eventos, o que tira um enorme peso das costas. Mas isso frequentemente gera algum tipo de \u00f4nus, quando a gente v\u00ea estamos subindo novamente no palco sem uma m\u00edsera passagem de som. E segue o baile!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nath: O Gabs resumiu bem! (risos)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Todos os integrantes estavam envolvidos em outras bandas antes do L\u00fabrica, todas bem underground. Esse \u00e9 o espa\u00e7o onde voc\u00eas querem transitar com o L\u00fabrica, ou h\u00e1 ambi\u00e7\u00f5es de procurar ir al\u00e9m disso?<\/strong><br \/>\nGabriel: N\u00f3s temos uma esp\u00e9cie de acordo t\u00e1cito que gira em torno de um respeito profundo pelo tempo de cada um, da manuten\u00e7\u00e3o da sa\u00fade material, mental e espiritual de todo mundo. Cada membro da banda tem mil projetos outros, e sempre ser\u00e1 livre pra outros mil, o que s\u00f3 refor\u00e7a a lealdade para com a L\u00fabrica, torna nossos la\u00e7os mais fortes e resistentes a intemp\u00e9ries clim\u00e1ticas, simplesmente porque a gente se d\u00e1 bem e consegue extrair bastante alegria mesmo do nosso material mais melanc\u00f3lico. Agora, creio que cada pessoa tem suas pr\u00f3prias proje\u00e7\u00f5es e \u201ccen\u00e1rios ideais\u201d na cabe\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 nossa trajet\u00f3ria. Sei que o Diego \u00e9 muito desconfiado de quaisquer unanimidades do mainstream&#8230; Claro, o mainstream sempre tentou fagocitar o underground quando conveniente \u2013 e, com as possibilidades da internet, a descartabilidade do novo tomou com certeza outras dimens\u00f5es. Ent\u00e3o a gente joga o jogo das redes sociais, mas queremos poder dar as cartas tamb\u00e9m. Sem se humilhar por rea\u00e7\u00f5es, buscando chegar em pessoas que se conectem de maneira mais profunda com o que fazemos e evitando imediatismos pra que o trampo perdure e chegue a quem tem que chegar no momento mais apropriado, conforme as leis universais do eletromagnetismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nath: Exatamente isso! Gabs sempre consegue sintetizar muito bem as coisas, ele tem o dom! (risos) Se consigo acrescentar algo, \u00e9 que n\u00e3o odiamos a ideia de sermos notados e conseguirmos tocar em diversos canais que tragam grandes proje\u00e7\u00f5es, por\u00e9m se isso compromete nossa forma de levar nossos projetos pessoais ou a nossa pr\u00f3pria sa\u00fade, n\u00e3o tem motivos pra fazer da L\u00fabrica um peso. Ent\u00e3o at\u00e9 o momento, estamos em paz com a maneira que temos levado a L\u00fabrica.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-78648\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lubrica-Promo-62-1-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"563\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lubrica-Promo-62-1-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Lubrica-Promo-62-1-copiar-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p><em style=\"font-size: 1rem;\">\u2013 Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@leovinhas<\/a>) \u00e9 produtor e assina a se\u00e7\u00e3o Conex\u00e3o Latina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/05\/03\/tag\/conexao_latina\/\">aqui<\/a>) no Scream &amp; Yell.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"As refer\u00eancias do p\u00f3s-punk, da cena nova-iorquina dos anos 2000 e o indie dos anos 2010 se fazem presentes em \u201cDescompasso\u201d, primeiro EP da L\u00fabrica, um disquinho bastante recomend\u00e1vel.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/12\/16\/lubrica\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":6,"featured_media":78649,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[6965],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/78647"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=78647"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/78647\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":78652,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/78647\/revisions\/78652"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/78649"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=78647"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=78647"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=78647"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}