{"id":78198,"date":"2023-11-24T02:13:03","date_gmt":"2023-11-24T05:13:03","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=78198"},"modified":"2023-12-26T23:44:19","modified_gmt":"2023-12-27T02:44:19","slug":"critica-cat-power-sings-dylan-the-1966-royal-albert-hall-concert","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/11\/24\/critica-cat-power-sings-dylan-the-1966-royal-albert-hall-concert\/","title":{"rendered":"Cr\u00edtica: \u201cCat Power Sings Dylan: The 1966 Royal Albert Hall Concert\u201d"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\">texto de <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/caro.davii\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Davi Caro<\/a><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pouco resta a dizer <a href=\"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/tag\/bob-dylan-com-cafe\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">sobre Bob Dylan<\/a>, homem e\/ou mito. A trajet\u00f3ria de Robert Allen Zimmerman, lend\u00e1ria por si s\u00f3, \u00e9 constitu\u00edda de momentos hist\u00f3ricos, ainda que, como de costume, poucos pudessem dizer se tratar de estarem vivendo a hist\u00f3ria. E assim foi quando, em meio \u00e0 sua badalada passagem pelo Reino Unido, em 1966, o bardo de Minnesota tocou no Royal Free Trade Hall de Manchester, no dia 17 de maio. Como fez em toda tempestuosa turn\u00ea daquele ano (mapeada com profundidade no box \u201c<a href=\"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2019\/12\/31\/dylan-com-cafe-dia-86-the-1966-live-recordings\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">The 1966 Live Recordings<\/a>\u201d), Bob alternava um primeiro set solo de can\u00e7\u00f5es ac\u00fasticas conduzidas ao viol\u00e3o e gaita com um segundo set ao lado dos fi\u00e9is escudeiros da The Band (ent\u00e3o ainda conhecida como The Hawks, tendo recentemente acompanhado o frontman Ronnie Hawkins) ati\u00e7ando os j\u00e1 numerosos opositores em meio a sua base de f\u00e3s, que se sentiam tra\u00eddos pela recente ado\u00e7\u00e3o de elementos el\u00e9tricos, nos quais seu fiel viol\u00e3o era trocado por uma guitarra e suas apresenta\u00e7\u00f5es assumiam peso e dinamismo estranhos \u00e0s sutis reflex\u00f5es folk atrav\u00e9s das quais se tornou conhecido. Noite ap\u00f3s noite em 1966, \u201cf\u00e3s\u201d pagavam ingresso para vaiar Dylan, expediente que se tornou mitol\u00f3gico neste show em Manchester.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Perpetuando uma rotina que se repetiu durante os shows da turn\u00ea de 1966, com aplausos nas performances solit\u00e1rias e vaias nos momentos el\u00e9tricos, quase ao fim da apresenta\u00e7\u00e3o em Manchester, um homem na plateia chama Dylan de \u201cJudas!\u201d, e Bob vira para a banda e grita um pedido: &#8220;Toquem alto pra caralho!&#8221;. Transformado em \u00e1lbum pirata (erroneamente atribuindo o local do show ao Royal Albert Hall, em Londres), a parte el\u00e9trica desse show circulou em vinil entre f\u00e3s de Dylan j\u00e1 no come\u00e7o dos anos 1970 com os nomes mais variados \u2013 \u201cIn 1966 There Was\u201d, \u201cRoyal Albert Hall Concert 1966\u201d, \u201cRoyal Albert Hall\u201d \u2013 e foi lan\u00e7ado oficialmente pela Columbia apenas em 1998 (incluindo a parte ac\u00fastica) dentro das Bootleg Series do bardo com o t\u00edtulo \u201c<a href=\"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2018\/04\/08\/dylan-com-cafe-dia-40-royal-albert-hall\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Volume 4: Live 1966 The Royal Albert Hall Concert<\/a>\u201d \u2013 transformando esse show em um registro hist\u00f3rico. D.A Pennebaker, que havia filmado a turn\u00ea europeia de Dylan em 1965 para o document\u00e1rio \u201c<a href=\"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2018\/06\/13\/dylan-com-cafe-dia-65-dont-look-back\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Don\u2019t Look Back<\/a>\u201d, lan\u00e7ado apenas em 1967, e acompanhado Dylan na turn\u00ea de 1966, registrou o trecho catacl\u00edsmico do show de Manchester, mas as filmagens permaneceram in\u00e9ditas at\u00e9 2004, quando foram encontradas numa pilha de filmes danificados pela \u00e1gua recuperados do cofre de Dylan e inclusas no document\u00e1rio \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2005\/11\/17\/no-direction-home-bob-dylan-de-martin-scorsese\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">No Direction Home<\/a>\u201d, de Martin Scorsese.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Chan \u201cCat Power\u201d Marshall com certeza entende o status do concerto de Dylan com devo\u00e7\u00e3o quase religiosa. Cada vez mais pr\u00f3xima do trig\u00e9simo anivers\u00e1rio de seu primeiro disco, \u201cDear Sir\u201d (1995), a vocalista e instrumentista \u00e9, por si s\u00f3, protagonista de alguns discos not\u00e1veis da discografia indie. Tendo iniciado seus trabalhos na mitol\u00f3gica gravadora Matador, transita entre o mainstream (de trilhas sonoras para filmes de Hollywood) e o underground (\u00e0s vezes, literalmente&#8230; como em seu show no metr\u00f4 de S\u00e3o Paulo em 2014), num movimento que a diferencia em meio a seus co-geracionais \u2013 um avatar do sonho da independ\u00eancia criativa, t\u00e3o batalhado, conquistado com louvor. N\u00e3o que a cantora tenha, em momento algum, sido capaz de esconder sua devo\u00e7\u00e3o por Dylan, ou a influ\u00eancia que este teve em sua pr\u00f3pria trajet\u00f3ria: um retorno ao in\u00edcio dos anos 1990 j\u00e1 mostraria a artista fazendo shows inteiros ao som de um viol\u00e3o de duas cordas e repetindo a exaust\u00e3o a palavra \u201cn\u00e3o\u201d \u2013 uma pista ineg\u00e1vel da natureza disruptiva herdada de Bob. Sob esta \u00f3tica, o lan\u00e7amento de seu \u201cCat Power Sings Dylan: The 1966 Royal Albert Hall Concert\u201d como o primeiro \u00e1lbum ao vivo de sua carreira poderia at\u00e9 parecer \u00f3bvio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao mesmo tempo, por\u00e9m, tamanha devo\u00e7\u00e3o ao prestar tributo a um \u00eddolo, embora possa evocar cinismo e at\u00e9 desd\u00e9m por parte dos menos flex\u00edveis, tamb\u00e9m n\u00e3o deixa de suscitar certo n\u00edvel de admira\u00e7\u00e3o e simpatia: aqui est\u00e1, afinal, algu\u00e9m compelido a celebrar o legado de Dylan ao ponto n\u00e3o apenas de manter o mesmo t\u00edtulo (a despeito do j\u00e1 citado equ\u00edvoco relacionado a sua localiza\u00e7\u00e3o \u2013 Marshall, de fato, gravou seu show no local indicado) e o mesmo repert\u00f3rio, como, em in\u00fameros momentos, tamb\u00e9m mostra sua rever\u00eancia ao material original adaptando sua pr\u00f3pria interpreta\u00e7\u00e3o \u00e0quilo preferido por Bob quando de sua performance original. Ou seja: mesmo sendo uma cantora de registro vocal mais \u201ctradicional\u201d (ou \u201capraz\u00edvel\u201d, para alguns), Cat Power se aproxima dos tons de seu her\u00f3i o suficiente para deixar sua devo\u00e7\u00e3o brilhar, sem nunca descambar em dire\u00e7\u00e3o ao pastiche.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-78204\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/CatPower_44927d25-9a74-420f-9d26-2ddf39a83e43.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/CatPower_44927d25-9a74-420f-9d26-2ddf39a83e43.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/CatPower_44927d25-9a74-420f-9d26-2ddf39a83e43-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira parte do set, devotada \u00e0s sele\u00e7\u00f5es puramente ac\u00fasticas, \u00e9 um exemplo primoroso disso: o sil\u00eancio que se imp\u00f5e entre os aplausos iniciais e a execu\u00e7\u00e3o de \u201cShe Belongs To Me\u201d, por si s\u00f3, j\u00e1 enuncia a atmosfera quase ecum\u00eanica do show. A delicadeza firme de seu desempenho em \u201cVisions of Johanna\u201d n\u00e3o apenas a aproxima de Dylan, como tamb\u00e9m deixa fluir suas auspiciosas semelhan\u00e7as com a tamb\u00e9m dylan\u00f3fila Patti Smith, a tangibilidade de sua voz e respira\u00e7\u00e3o em evid\u00eancia. Escapar de um documento de import\u00e2ncia hist\u00f3rica ao realizar uma reinterpreta\u00e7\u00e3o \u00e9 um jogo arriscado, e Chan sabe disso: basta escutar tanto a cortante \u201cIt\u2019s All Over Now, Baby Blue\u201d quanto a cinematogr\u00e1fica \u201cDesolation Row\u201d para perceber como a enuncia\u00e7\u00e3o da influenciada caminha ao lado daquela de seu inspirador; ali\u00e1s, no que tange os dois segmentos do show, vale muito a pena analisar com aten\u00e7\u00e3o as interpreta\u00e7\u00f5es tanto do nativo de Duluth quanto da int\u00e9rprete de Atlanta, e escutar como a \u00eanfase em determinadas palavras se mant\u00e9m tanto em um quanto em outro. Mais do que admira\u00e7\u00e3o levada \u00e0s \u00faltimas consequ\u00eancias, o tenro fim da parte viol\u00e3o-e-gaita (com a dobradinha das indefect\u00edveis \u201cJust Like A Woman\u201d e \u201cMr. Tambourine Man\u201d) mostra um alinhamento de ambi\u00e7\u00f5es e uma declara\u00e7\u00e3o de m\u00e1ximo respeito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mesmo detalhamento e esmero se reflete, de modo diferente (como n\u00e3o haveria de ser diferente) na segunda parte do repert\u00f3rio: enfileirando as delirantes \u201cTell Me Momma\u201d e \u201cI Don\u2019t Believe You (She Acts Like We\u2019ve Never Met)\u201d, Power conjura imagens do Dylan carregado em anfetaminas de 1966, mas com uma tridimensionalidade que a afasta do rigor preto e branco de Pennebaker e a aproxima das imagens vistas em \u201cNo Direction Home\u201d, de Martin Scorcese, que trata do mesmo per\u00edodo \u2013 ainda que Dylan pare\u00e7a ter vivido 10 anos entre 1965 e 1966. A virul\u00eancia que a cantora exprime nos versos de \u201cJust Like Tom Thumb\u2019s Blues\u201d por si s\u00f3 j\u00e1 faria com que seu registro valesse a pena independentemente do m\u00edtico registro original. O vigor dos arranjos preservados na impressionista \u201cLeopard-Skin Pill-Box Hat\u201d surpreende os menos preparados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A conclus\u00e3o do disco, por\u00e9m, \u00e9 onde as m\u00faltiplas diferen\u00e7as entre as performances de Dylan e Marshall se fazem mais n\u00edtidas: talvez por causa de sua intepreta\u00e7\u00e3o menos d\u00fabia (favorecida pelo magn\u00edfico trabalho de mixagem), \u201cBallad of A Thin Man\u201d foge da dubiedade arrastada (em compara\u00e7\u00e3o) do concerto original e alcan\u00e7a n\u00edveis de intensidade menos amb\u00edguos e mais claros; a cantora, ao contr\u00e1rio de Bob, n\u00e3o age como se precisasse se provar a ningu\u00e9m, tampouco como se tivesse legi\u00f5es de f\u00e3s inflex\u00edveis diante de si. E as distin\u00e7\u00f5es que separam o ouvido em 1966 do escutado em 2023, se ainda n\u00e3o estivessem evidentes, s\u00e3o escancaradas na imortal \u201cLike A Rolling Stone\u201d: \u00e9 claro que, dada a natureza celebrat\u00f3ria e devocional da ocasi\u00e3o, algu\u00e9m n\u00e3o perderia a chance de gritar \u201cJudas!\u201d; diferente de Dylan, por\u00e9m, que fez hist\u00f3ria ao responder, desafiador, \u201cEu n\u00e3o acredito em voc\u00ea. Voc\u00ea \u00e9 um mentiroso\u201d, Cat Power se contenta em devolver um semi-surpreso \u201cJesus\u201d. O que se segue \u00e9 um dos pontos altos do show, conduzido por uma artista que n\u00e3o se v\u00ea t\u00e3o desafiada \u2013 a performance, portanto, perde em peso, mas n\u00e3o em riqueza, e o que poderia ser um dem\u00e9rito faz as vezes de uma carinhosa lembran\u00e7a de que o mundo, e suas audi\u00eancias, definitivamente n\u00e3o s\u00e3o mais os mesmos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 dif\u00edcil definir \u00e0 quem \u201cCat Power Sings Dylan\u201d deve apelar mais. Os f\u00e3s de Dylan, fervorosos como s\u00e3o, ser\u00e3o tentados a fazerem compara\u00e7\u00f5es que, inevitavelmente, ser\u00e3o favor\u00e1veis ao essencial documento de 1966. Tal prefer\u00eancia, embora esperada, n\u00e3o deve deixar de trazer doses generosas de elogios \u00e0 reinterpreta\u00e7\u00e3o (s\u00f3 se pode sonhar em saber o que Zimmerman dir\u00e1 a respeito). A extensa base de f\u00e3s de Cat Power, por sua vez, talvez tenha menos facilidade em digerir um repert\u00f3rio que se distancia \u2013 pelo menos de forma conceitual \u2013 do mostrado em \u201cYou Are Free\u201d (2006) ou \u201cMoon Pix\u201d (1998). Os mais atentos, no entanto, perceber\u00e3o caminhos anteriormente j\u00e1 apontados nos dois discos de covers &#8211; <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/05\/03\/entrevista-cat-power-fala-sobre-a-sua-paixao-em-fazer-covers-redes-sociais-maternidade-e-sua-amizade-com-lana-del-rey\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">uma paix\u00e3o assumida<\/a> &#8211; j\u00e1 lan\u00e7ados pela cantora (em 2000, 2008 \u2013 incluindo vers\u00f5es de \u201cPaths of Victory\u201d e \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2008\/08\/26\/disco-da-semana-jukebox-cat-power\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">I Believe In You<\/a>\u201d, respectivamente \u2013 e 2022), e, com sorte, se sentir\u00e3o compelidos a buscarem as grava\u00e7\u00f5es originais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mantendo arranjos fi\u00e9is ao documentado h\u00e1 quase 60 anos e buscando espa\u00e7os para respirar em pontos chave, \u201cThe 1966 Royal Albert Hall Concert\u201d trilha o caminho da celebra\u00e7\u00e3o de um momento transgressor, \u00edmpar e determinante para a hist\u00f3ria da m\u00fasica popular como um todo, fazendo jus a seu autor original ao mesmo tempo em que cria seu pr\u00f3prio espa\u00e7o. Marshall n\u00e3o \u00e9 Dylan, e ela, mais do que qualquer outro, demonstra saber disso. E, seja Dylan quem for, seu legado permanece sendo celebrado por m\u00e3os mais do que competentes. E Cat Power, corajosa e desafiadora ao desbravar algumas das mais longevas e transformadoras can\u00e7\u00f5es do \u00faltimo s\u00e9culo, se mostra mais do que capaz (espelhando o pr\u00f3prio Zimmerman) em sua busca por algum tipo de verdade, seja ela qual for.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Cat Power - Mr. Tambourine Man (Live At The Royal Albert Hall) (Official Audio)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/yxabZ2fqAVA?list=PLoVqewAGgkv9jhNYbgHjBFpIIs8ilAwIJ\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<div class=\"entry-content\">\n<p><em>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/caro.davii\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Davi Caro<\/a> \u00e9 professor, tradutor, m\u00fasico, escritor e estudante de Jornalismo<\/em><\/p>\n<\/div>\n<p>a<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Mantendo arranjos fi\u00e9is ao documentado h\u00e1 quase 60 anos e buscando espa\u00e7os para respirar em pontos chave, \u201cThe 1966 Royal Albert Hall Concert\u201d trilha o caminho da celebra\u00e7\u00e3o\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/11\/24\/critica-cat-power-sings-dylan-the-1966-royal-albert-hall-concert\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":134,"featured_media":78203,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[1320,3165],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/78198"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/134"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=78198"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/78198\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":78242,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/78198\/revisions\/78242"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/78203"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=78198"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=78198"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=78198"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}