{"id":78195,"date":"2023-11-24T13:47:31","date_gmt":"2023-11-24T16:47:31","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=78195"},"modified":"2023-12-27T00:25:00","modified_gmt":"2023-12-27T03:25:00","slug":"afropunk-bahia-se-consolida-no-calendario-cultural-de-salvador-mas-pode-ir-alem-alcione-vandal-e-baianasystem-se-destacaram","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/11\/24\/afropunk-bahia-se-consolida-no-calendario-cultural-de-salvador-mas-pode-ir-alem-alcione-vandal-e-baianasystem-se-destacaram\/","title":{"rendered":"Afropunk se consolida no calend\u00e1rio cultural de Salvador, mas pode ir al\u00e9m. Alcione, Vandal e BaianaSystem se destacaram"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>\u00a0texto especial por <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/onelsonoliveira\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Nelson Oliveira<\/a><br \/>\nFotos de <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/matheusl8\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Matheus Leite<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/_rafaelphotos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Rafael Soares<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/victorcarvalhoph\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Victor Carvalho<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Virou tradi\u00e7\u00e3o: em novembro, M\u00eas da Consci\u00eancia Negra, o Afropunk, maior festival de cultura preta do mundo, desembarca em Salvador, a cidade mais negra fora da \u00c1frica. Em sua terceira edi\u00e7\u00e3o \u2013 e com mais confirmadas at\u00e9 2026, segundo Helo\u00e1 Sousa, executiva da EDW, ag\u00eancia respons\u00e1vel pela vers\u00e3o brasileira do evento \u2013, o Afropunk Bahia se mostrou consolidado na capital baiana. O que, por um lado, tamb\u00e9m lhe atribui novas responsabilidades, na vis\u00e3o do p\u00fablico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um praticante de discursos simplistas poderia afirmar, levianamente, que produzir um festival de cultura negra na cidade mais preta fora da \u00c1frica seria garantia de sucesso \u2013 o retumbante fracasso do Liberatum, que celebrou a afrodi\u00e1spora e ocorreu em Salvador no in\u00edcio de novembro, prova o contr\u00e1rio. E se tem uma coisa que qualquer um que conhe\u00e7a um pouquinho sobre a Bahia sabe \u00e9 que o estado e seus habitantes t\u00eam uma caracter\u00edstica marcante: fugir da obviedade e surpreender.<\/p>\n<figure id=\"attachment_78231\" aria-describedby=\"caption-attachment-78231\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-78231\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/WhatsApp-Image-2023-11-19-at-20.19.41.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/WhatsApp-Image-2023-11-19-at-20.19.41.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/WhatsApp-Image-2023-11-19-at-20.19.41-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-78231\" class=\"wp-caption-text\"><em>Foto de Matheus Leite<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sem d\u00favidas, o Afropunk vem tendo \u00eaxito em intensificar o turismo negro para a capital baiana e gerar impacto em redes de pequenos neg\u00f3cios voltados \u00e0 moda black, tanto no estado quanto fora dele. Atrav\u00e9s da est\u00e9tica visual e da autoestima, temas recorrentes no hip hop, \u00e9 percept\u00edvel como, nos vag\u00f5es de metr\u00f4 que levam ao Parque de Exposi\u00e7\u00f5es, nas ruas soteropolitanas e nas \u00e1reas comuns do pr\u00f3prio evento, foram pavimentados espa\u00e7os de troca e interc\u00e2mbio de experi\u00eancias entre pessoas de diversas partes do pa\u00eds. Em tese, conex\u00f5es do g\u00eanero deveriam acontecer em qualquer celebra\u00e7\u00e3o desse porte. Mas n\u00e3o \u00e9 o que se tem visto num mundo em que ativa\u00e7\u00f5es de marca t\u00eam sido disfar\u00e7adas de megafestivais de m\u00fasica, com tudo o que isso traz a tiracolo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das coisas mais interessantes do Afropunk Bahia \u00e9 que n\u00e3o se veem igrejinhas de f\u00e3s de alguma das atra\u00e7\u00f5es de cada dia enfadados por uma atra\u00e7\u00e3o anterior ou mesmo desrespeitando quem est\u00e1 no palco. Grande parte do p\u00fablico \u00e9 genuinamente interessado por m\u00fasica e se interessa pela diversidade, por arte feita por gente de diferentes lugares e viv\u00eancias. E, at\u00e9 por isso, nos dias anteriores ao festival \u2013 e durante o pr\u00f3prio \u2013 n\u00e3o era incomum cair numa rodinha de conversa cujo assunto eram as atra\u00e7\u00f5es que a curadoria conseguiu levar para Salvador. Nelas, era frequente o pedido por mais artistas internacionais, sobretudo oriundos da \u00c1frica.<\/p>\n<figure id=\"attachment_78232\" aria-describedby=\"caption-attachment-78232\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-78232\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/D1-AP-581-1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"488\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/D1-AP-581-1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/D1-AP-581-1-300x195.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-78232\" class=\"wp-caption-text\"><em>Foto de Matheus Leite<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/12\/02\/afropunk-bahia-marca-retomada-dos-festivais-em-salvador-com-grandes-shows-de-luedji-luna-mano-brown-e-urias\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Na edi\u00e7\u00e3o de 2021, reduzida em tamanho<\/a> ainda por quest\u00f5es relacionadas \u00e0 Covid-19, n\u00e3o foi poss\u00edvel fechar com artistas do exterior. <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/12\/05\/ao-vivo-mesclando-mainstream-a-apostas-afropunk-bahia-2022-acerta-o-tom-com-belos-shows-de-maga-nic-dias-nelson-rufino-attooxxa-e-karol-conka\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Em 2022, o Afropunk Bahia<\/a> contou com Masego (Jamaica\/Estados Unidos) e Dawer x Damper (Col\u00f4mbia). No \u00faltimo fim de semana, se apresentaram no festival Victoria Mon\u00e9t (Estados Unidos), Noite &amp; Dia (Angola), Patche di Rima (Guin\u00e9-Bissau) e Tash LC (Inglaterra) \u2013 de surpresa, Leigh-Anne, do grupo Little Mix (Inglaterra), tamb\u00e9m apareceu para breve participa\u00e7\u00e3o no show de IZA.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 poss\u00edvel notar que houve, sim, crescimento num\u00e9rico de atra\u00e7\u00f5es gringas no line-up. Talvez n\u00e3o da maneira desejada em parte da plateia, que imaginava que o festival \u2013 que j\u00e1 faz um \u00f3timo trabalho de levar o melhor da m\u00fasica preta brasileira a seus palcos \u2013 contasse com mais nomes de peso vindos do estrangeiro. A obriga\u00e7\u00e3o da espera, que represa entusiasmo para o ano que vem, talvez justifique o motivo de, no olh\u00f4metro, o festival ter atra\u00eddo um n\u00famero um pouco menor de pessoas em rela\u00e7\u00e3o a sua edi\u00e7\u00e3o anterior \u2013 algo em torno dos 20 mil, contra mais de 25 mil em 2022.<\/p>\n<figure id=\"attachment_78234\" aria-describedby=\"caption-attachment-78234\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-78234\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/AFROPUNKDAY1_III-@workvisuals-@_rafaelphotos_287.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/AFROPUNKDAY1_III-@workvisuals-@_rafaelphotos_287.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/AFROPUNKDAY1_III-@workvisuals-@_rafaelphotos_287-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-78234\" class=\"wp-caption-text\"><em>Foto de Rafael Soares<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 necess\u00e1rio considerar que os anseios do p\u00fablico nem sempre podem (ou devem) ser atendidos e que existem min\u00facias espec\u00edficas para fechar com artistas do exterior, como suas agendas e as log\u00edsticas para transporte de equipamentos e pessoal \u2013 principalmente se lembrarmos que Salvador ainda n\u00e3o est\u00e1 na rota dos grandes shows internacionais, que muitas vezes se viabilizam financeiramente, para os contratantes, apenas por conta de turn\u00eas pelo pa\u00eds. Por outro lado, h\u00e1 de se reconhecer o esfor\u00e7o da produ\u00e7\u00e3o de ter acertado um show \u00fanico com Victoria Mon\u00e9t, em sua primeira vinda ao Brasil, ainda que seja poss\u00edvel discutir se a norte-americana \u2013 em ascens\u00e3o, diga-se de passagem \u2013 tem, no momento, estatura suficiente para ser headliner de grandes eventos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Confira, abaixo, o que de melhor aconteceu nos dois dias do Afropunk Bahia, segundo a reportagem do Scream &amp; Yell.<\/p>\n<figure id=\"attachment_78206\" aria-describedby=\"caption-attachment-78206\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-78206 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/AFROPUNKDAY1-@workvisuals-@_rafaelphotos_134.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/AFROPUNKDAY1-@workvisuals-@_rafaelphotos_134.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/AFROPUNKDAY1-@workvisuals-@_rafaelphotos_134-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-78206\" class=\"wp-caption-text\"><em>Pivoman e Manigga \/ Foto de Rafael Soares<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>S\u00e1bado, dia 1<\/strong><br \/>\nNos dois dias de festival, DJ sets foram respons\u00e1veis por receber o p\u00fablico na abertura dos port\u00f5es do Parque de Exposi\u00e7\u00f5es, por volta das 16 horas. No s\u00e1bado, a dupla formada por Pivoman e Manigga divertiu os primeiros chegados com o Baile Quebradaum, focado em m\u00fasica dan\u00e7ante afrodiasp\u00f3rica, e esquentou as turbinas para um show que provavelmente n\u00e3o estava na lista dos mais aguardados por grande parte da plateia. Entretanto, quem j\u00e1 conhecia a turma do TrapFunk &amp; Alivio sabia que viriam pedradas pela frente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por volta das 17 horas, o coletivo de DJs do Nordeste de Amaralina subiu ao palco Ag\u00f4 \u2013 bastante ampliado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 edi\u00e7\u00e3o de 2022 e do mesmo tamanho do Gira, considerado o principal da noite \u2013 acompanhado da sua hom\u00f3loga brit\u00e2nica Tash LC e privilegiando o verde-cana pivete que os distinguem. A apresenta\u00e7\u00e3o foi morna at\u00e9 a entrada de MC Sagat, do guitarrista Jotaerre, convidado de honra, e do bal\u00e9, que deram mais g\u00e1s e chamaram o p\u00fablico para perto. Em crescendo, encerraram o show com os pagod\u00f5es \u201cBota K\u00e1ra\u201d e \u201c\u00c9 o Biicho\u201d, al\u00e9m do brega funk \u201cMr.Braba\u201d.<\/p>\n<figure id=\"attachment_78207\" aria-describedby=\"caption-attachment-78207\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-78207\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/SRP06740.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/SRP06740.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/SRP06740-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-78207\" class=\"wp-caption-text\"><em>Gaby Amarantos \/ Foto de Rafael Soares<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sem muito tempo de intervalo, Gaby Amarantos subiu ao Gira para realizar uma das mais fren\u00e9ticas apresenta\u00e7\u00f5es do Afropunk Bahia, e certamente a mais impactante no aspecto cenogr\u00e1fico. Ela, que, dias antes, vencera o Grammy Latino na categoria Melhor \u00c1lbum de M\u00fasica de Ra\u00edzes em L\u00edngua Portuguesa, com o \u00e1lbum \u201cTecnoshow&#8221;, conseguiu referenciar a ambi\u00eancia futurista das aparelhagens do Par\u00e1 com um figurino que inclu\u00eda um adere\u00e7o de cabe\u00e7a com tr\u00eas moldes de seu rosto circundando a pr\u00f3pria face, uma enorme saia furtacor, dezenas de tent\u00e1culos prateados e muitos disparos de gelo seco.<\/p>\n<figure id=\"attachment_78208\" aria-describedby=\"caption-attachment-78208\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-78208 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/SRP06802.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"972\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/SRP06802.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/SRP06802-231x300.jpg 231w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-78208\" class=\"wp-caption-text\"><em>Gaby Amarantos \/ Foto de Rafael Soares<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao mesmo tempo, Gaby Amarantos emendou hits dan\u00e7antes, como \u201cXirlei\u201d, \u201cIlha do Maraj\u00f3\u201d, \u201cCacha\u00e7a de Jambu\u201d e \u201cEla T\u00e1 Beba Doida\u201d, e fez vers\u00f5es de outros artistas, como \u201cSinh\u00e1 Pureza\u201d, de Pinduca, \u201cJamburana\u201d e \u201cBanzeiro\u201d, de Dona Onete, \u201cFrevo Mulher\u201d, de Z\u00e9 Ramalho, \u201cHalo\u201d de Beyonc\u00e9, num belo abrasileiramento (\u201cvou te dar um gelo\u201d) e \u201cMe Libera\u201d, um cl\u00e1ssico do brega com firma da Banda Djavu e do glorioso DJ Juninho Portugal \u2013 ou seria da Ravelly? A paraense ainda clamou pela demarca\u00e7\u00e3o de terras ind\u00edgenas e convidou ao palco o baiano Hiran para soltar umas rimas no feat \u201cPau de Selfie\u201d, gravado originalmente com as Irm\u00e3s de Pau. No fim das contas, um show de uma hora que, por ter sido batizado com o mais forte dos energ\u00e9ticos, pareceu ter sido bem mais longo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O frenesi de Gaby Amarantos acabou contribuindo para que boa parte do p\u00fablico 30+ fosse dar uma volta e recarregar as energias num pit stop durante o show seguinte, de Majur \u2013 outro motivo para o passeio \u00e9 que, em seguida, Carlinhos Brown faria uma das apresenta\u00e7\u00f5es mais esperadas do evento. Espremida nesse hor\u00e1rio, a soteropolitana cantou para uma plateia majoritariamente LGBTQIA+ e bem jovem, j\u00e1 afei\u00e7oada a seu trabalho. Apesar dos esfor\u00e7os para preencher o Parque de Exposi\u00e7\u00f5es com o seu vozeir\u00e3o, foram poucos os momentos que capturaram a aten\u00e7\u00e3o de quem estava mais distante do palco: por exemplo, em \u201cAndarilho\u201d, \u201cColorir\u201d, com participa\u00e7\u00e3o de Hiran, e numa roupagem diferente de \u201cXirlei\u201d, quando Amarantos voltou \u00e0 cena.<\/p>\n<figure id=\"attachment_78209\" aria-describedby=\"caption-attachment-78209\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-78209 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/AFROPUNKDAY1_IIII-@workvisuals-@_rafaelphotos_148.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/AFROPUNKDAY1_IIII-@workvisuals-@_rafaelphotos_148.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/AFROPUNKDAY1_IIII-@workvisuals-@_rafaelphotos_148-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-78209\" class=\"wp-caption-text\"><em>Majur \/ Foto de Rafael Soares<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por volta das 20 horas, Carlinhos Brown entrou no palco Gira tocando berimbau e puxando a bel\u00edssima \u201cArgila\u201d, quinta faixa de &#8220;Alfagamabetizado&#8221; (1996), seu \u00e1lbum de estreia na carreira solo, produzido por Arto Lindsay e respons\u00e1vel por apresent\u00e1-lo como grande compositor para al\u00e9m dos ritmos afrobaianos e do carnaval. E esse seria o Brown visto por cerca de 45 dos 60 minutos de espet\u00e1culo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Claro, \u201cAlfagamabetizado&#8221; n\u00e3o esconde a percuss\u00e3o, as levadas t\u00e3o caras \u00e0 Timbalada ou os ritmos caribenhos que tanto influenciaram o restante da obra do Cacique do Candeal. Ao contr\u00e1rio, o disco enfatiza o quanto Brown \u00e9 capaz de trabalhar com fus\u00f5es estil\u00edsticas e letras herm\u00e9ticas para extrair um suco riqu\u00edssimo em vitaminas pop. Na primeira parte de seu show no Afropunk, foi exatamente o que foi apresentado por uma banda afiad\u00edssima, que contava, por exemplo, com Rowney Scott no saxofone e quatro filhos do cantor \u2013 Miguel na percuss\u00e3o, na bateria e no baixo; Cec\u00edlia, Nina e Clara nos backing vocals.<\/p>\n<figure id=\"attachment_78210\" aria-describedby=\"caption-attachment-78210\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-78210\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/AFROPUNKDAY1_IIIIIII-@workvisuals-@_rafaelphotos_147.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/AFROPUNKDAY1_IIIIIII-@workvisuals-@_rafaelphotos_147.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/AFROPUNKDAY1_IIIIIII-@workvisuals-@_rafaelphotos_147-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-78210\" class=\"wp-caption-text\"><em>Carlinhos Brown \/ Foto de Rafael Soares<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cArgila\u201d, \u201cCovered Saints\u201d, \u201cMares de Ti\u201d, \u201cCumplicidade de Arm\u00e1rio\u201d, Seo Z\u00e9\u201d, \u201cPandeiro-Deiro\u201d, \u201cTour\u201d, \u201cVanju Concesa\u201d, \u201cQuixabeira\u201d, \u201cA Namorada\u201d: foram as 10 primeiras can\u00e7\u00f5es que Carlinhos Brown apresentou. E, infelizmente, as \u00fanicas de \u201cAlfagamabetizado&#8221; (outras seis ficaram de fora).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seria imposs\u00edvel fazer um show insuficiente tendo um \u00e1lbum cl\u00e1ssico como base, mas Brown perdeu a chance de beirar a perfei\u00e7\u00e3o ao fazer algumas escolhas mais comerciais na hora de administrar o tempo de sua apresenta\u00e7\u00e3o. Obviamente, o p\u00fablico jamais reclamaria de uma sequ\u00eancia com \u201cMaria Caipirinha\u201d, \u201cDandalunda\u201d e \u201cMaimb\u00ea Dand\u00e1\u201d, mas teria sido mais interessante transitar por \u201cBog La Bag\u201d e a surreal \u201cO Bode\u201d, presentes no disco de 1996, do que lan\u00e7ar uma composi\u00e7\u00e3o de uma das filhas ou fechar o show com a trivial \u201cUma Brasileira\u201d. Na hora de se despedir, o Cacique prometeu mais shows de \u201cAlfagamabetizado&#8221;. Aguardemos.<\/p>\n<figure id=\"attachment_78211\" aria-describedby=\"caption-attachment-78211\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-78211\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/AFROPUNKDAY1_IIIIIII-@workvisuals-@_rafaelphotos_105.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/AFROPUNKDAY1_IIIIIII-@workvisuals-@_rafaelphotos_105.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/AFROPUNKDAY1_IIIIIII-@workvisuals-@_rafaelphotos_105-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-78211\" class=\"wp-caption-text\"><em>Carlinhos Brown \/ Foto de Rafael Soares<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois do show de Brown, o Afropunk Bahia teve algumas horas de shows mais mornos, que n\u00e3o chegaram a causar grande furor geral. Luccas Carlos, com swag, beats interessantes e rimas cantarol\u00e1veis, especialmente as presentes no \u00e1lbum \u201cDois\u201d \u2013 como os pegajosos grimes \u201cexalta\u201d e \u201cNeblina, parte 2\u201d \u2013 ainda n\u00e3o era muito conhecido pelo p\u00fablico que foi ao Parque de Exposi\u00e7\u00f5es. Entretanto, pareceu causar boa impress\u00e3o e ter aproveitado a oportunidade de mostrar o seu trabalho para mais gente. Obviamente, quando O Poeta, convidado da casa, subiu ao palco Ag\u00f4 para uma participa\u00e7\u00e3o curtinha, foi outro sabor \u2013 j\u00e1 a partir do feat \u201c2h na Cama\u201d e, muito mais, quando o pagodeiro soltou \u201cBunda no Pared\u00e3o\u201d, hit que toca em qualquer som de mala que se preze em Salvador.<\/p>\n<figure id=\"attachment_78214\" aria-describedby=\"caption-attachment-78214\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-78214\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/AFROPUNKDAY1_IIIIII-@workvisuals-@_rafaelphotos_311.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/AFROPUNKDAY1_IIIIII-@workvisuals-@_rafaelphotos_311.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/AFROPUNKDAY1_IIIIII-@workvisuals-@_rafaelphotos_311-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-78214\" class=\"wp-caption-text\"><em>Luccas Carlos e O Poeta \/ Foto de Rafael Soares<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na sequ\u00eancia, foi a vez de Victoria Mon\u00e9t chegar ao Afropunk Bahia com seu combo de diva pop \u2013 playback incluso. Os f\u00e3s que se apertavam na grade aplaudiam qualquer movimento da simp\u00e1tica norte-americana, mas de fato foi uma pena n\u00e3o ter podido ouvi-la cantar na \u00edntegra as faixas dos bem produzidos \u00e1lbuns \u201cJaguar\u201d (2020) e \u201cJaguar II\u201d (2023) em detrimento de uma performance mais adaptada \u00e0 ind\u00fastria da m\u00fasica pop. No fim das contas, para o ouvinte m\u00e9dio, os momentos mais interessantes do show se deram nas autorais \u201cSmoke\u201d, \u201cWe Might Even Be Falling in Love\u201d, \u201cJaguar\u201d e \u201cMonopoly\u201d, que gravou com Ariana Grande, e quando brincou com \u201cMagalenha\u201d, de Carlinhos Brown, at\u00e9 arriscando um verso em portugu\u00eas.<\/p>\n<figure id=\"attachment_78215\" aria-describedby=\"caption-attachment-78215\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-78215\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/AFROPUNKDAY1_IIIIIII-@workvisuals-@_rafaelphotos_829.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/AFROPUNKDAY1_IIIIIII-@workvisuals-@_rafaelphotos_829.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/AFROPUNKDAY1_IIIIIII-@workvisuals-@_rafaelphotos_829-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-78215\" class=\"wp-caption-text\"><em>Victoria Mon\u00e9t \/ Foto de Rafael Soares<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 caminhando para os atos finais da primeira noite, o Afropunk Bahia entrou num terreno normalmente obscuro para grandes festivais: dois shows seguidos com rappers acompanhados apenas por DJ. Nem sempre os artistas conseguem criar uma ambi\u00eancia nesse tipo de situa\u00e7\u00e3o, mas Tasha &amp; Tracie deram conta do recado. Numa cidade como Salvador, que v\u00ea o sucesso do projeto Quintas Dancehall h\u00e1 mais de 15 anos, o som das g\u00eameas Okereke \u00e9 muito bem aceito e isso se viu logo de cara, quando a plateia se moveu rapidamente de um palco para o outro para curtir \u201cAs Mais Braba\u201d, \u201cAgouro\u201d e \u201cYvonne Fair\u201d na largada. O clima de flerte bandido e de empoderamento das pretas da favela tomou conta do Parque de Exposi\u00e7\u00f5es em um encadeamento de can\u00e7\u00f5es que colocaram o p\u00fablico para dan\u00e7ar e paquerar \u2013 como \u201cRouff\u201d, \u201cAmarrou\u201d, \u201cWilly\u201d, \u201cSou M\u00e1\u201d, \u201cDiretoria\u201d e o funk \u201cDesce Licor\u201d. A prop\u00f3sito, Tati Quebra Barraco ainda participou rapidamente do show, com \u201cBoladona\u201d e \u201c\u00c9 Por Isso Que Sofre\u201d.<\/p>\n<figure id=\"attachment_78216\" aria-describedby=\"caption-attachment-78216\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-78216\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/@victorcarvalhoph-2973.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/@victorcarvalhoph-2973.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/@victorcarvalhoph-2973-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-78216\" class=\"wp-caption-text\"><em>Tasha e Tracie \/ Foto de Victor Carvalho<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">O tiro no alvo de Tasha &amp; Tracie deixou Djonga numa esp\u00e9cie de saia justa, para responder \u00e0 altura juntamente com seu parceiro Coyote Beatz. No fim das contas, o mineiro fez show oscilante, com muitos momentos de desconex\u00e3o com o p\u00fablico \u2013 n\u00e3o foram poucas as vezes que Gustavo chamou a plateia para chegar junto e se mostrou frustrado com a rea\u00e7\u00e3o pouco calorosa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No in\u00edcio da apresenta\u00e7\u00e3o, nem mesmo uma sequ\u00eancia formada por \u201cHat-Trick\u201d e \u201cO Cara de \u00d3culos\u201d, com \u201cSolto\u201d, alguns minutos depois, empolgou muito a audi\u00eancia. A situa\u00e7\u00e3o mudou de figura quando Dona Maria, av\u00f3 do rapper, subiu ao palco em \u201cBen\u00e7a\u201d, que versa justamente sobre ancestralidade, honradez e legado. Para finalizar, \u201cOlho de Tigre\u201d finalmente gerou uma roda de bate-cabe\u00e7a e o pr\u00f3prio Djonga, como de costume, se juntou \u00e0 plateia para gritar \u201cfogo nos racistas\u201d.<\/p>\n<figure id=\"attachment_78217\" aria-describedby=\"caption-attachment-78217\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-78217\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/@victorcarvalhoph-6686.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/@victorcarvalhoph-6686.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/@victorcarvalhoph-6686-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-78217\" class=\"wp-caption-text\"><em>Djonga trouxe a m\u00e3e para o palco \/ Foto de Victor Carvalho<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em di\u00e1logo com a apresenta\u00e7\u00e3o de Djonga, O Kannalha subiu ao palco Ag\u00f4 juntamente com sua av\u00f3 e sua m\u00e3e, cantando uma ora\u00e7\u00e3o em homenagem a Santo Ant\u00f4nio de Lisboa \u2013 fazendo nos lembrar, o que voltaria a ocorrer na segunda noite do festival, sobre a import\u00e2ncia de figuras maternas na vida dos homens pretos de favela. O pagodeiro, que atende pelo nome de Danrlei Orrico e j\u00e1 foi percussionista da \u00f3tima Afrocidade, tinha a senha para repetir a f\u00f3rmula dos shows de encerramento do \u00faltimo Afropunk Bahia: transform\u00e1-lo numa festa de largo nos minutos finais. E foi assim que fez com sucessos como \u201cFinal de Semana na Favela \u00c9 Assim\u201d e \u201cFraquinha\u201d.<\/p>\n<figure id=\"attachment_78218\" aria-describedby=\"caption-attachment-78218\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-78218\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/@victorcarvalhoph-3334.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/@victorcarvalhoph-3334.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/@victorcarvalhoph-3334-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-78218\" class=\"wp-caption-text\">Foto de Victor Carvalho<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Domingo, dia 2<\/strong><br \/>\nComo se a produ\u00e7\u00e3o quisesse permitir maior tempo de descanso ao p\u00fablico, a programa\u00e7\u00e3o do Afropunk Bahia no domingo atrasou por cerca de 1 hora. Com isso, Lunna Montty, do coletivo Afrobapho, iniciou os trabalhos com seu DJ set para uma quantidade j\u00e1 razo\u00e1vel de p\u00fablico e Karen Francis, amazonense filha de uma mo\u00e7ambicana, pode apresentar o seu show, que teve a faixa \u201cCardume\u201d como destaque, para mais gente.<\/p>\n<figure id=\"attachment_78219\" aria-describedby=\"caption-attachment-78219\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-78219\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/@victorcarvalhoph-5913.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/@victorcarvalhoph-5913.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/@victorcarvalhoph-5913-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-78219\" class=\"wp-caption-text\"><em>Lunna Montty \/ Foto de Victor Carvalho<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">As duas apresenta\u00e7\u00f5es antecederam o show de um Olodum que n\u00e3o fez a menor cerim\u00f4nia. Dan\u00e7ando e brincando com os tambores \u2013 alguns adornados com l\u00e2mpadas de LED e fogos de artif\u00edcio \u2013 e as baquetas, os percussionistas da banda entraram no Parque de Exposi\u00e7\u00f5es fazendo todos os movimentos exuberantes que costumam encantar os turistas, e a banda do bloco afro do Pelourinho se mostrou totalmente disposta a hitar com seus samba-reggaes de maior sucesso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do in\u00edcio ao fim, os vocalistas Lazinho e Lucas Di Fiori, acompanhados pelos disc\u00edpulos de Neguinho do Samba, emendaram pedradas sem dar descanso \u00e0 plateia, que \u2013 obviamente \u2013 tinha tudo na ponta da l\u00edngua. O potente repert\u00f3rio do Olodum teve \u201cAlegria Geral\u201d, \u201cNossa Gente (Avisa L\u00e1)\u201d, \u201cVem Meu Amor\u201d, \u201cV\u00e1rias Queixas\u201d, \u201cRosa\u201d, \u201cDeusa do Amor\u201d, \u201cI Miss Her\u201d, \u201cCanto Ao Pescador\u201d, \u201cFara\u00f3 (Divindade do Egito)\u201d e \u201cOnde For\u201d \u2013 esta \u00faltima um feat com Majur, que subiu ao palco Gira.<\/p>\n<figure id=\"attachment_78220\" aria-describedby=\"caption-attachment-78220\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-78220\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/AFROPUNK-@_rafaelphotos-@workvisuals-_179.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/AFROPUNK-@_rafaelphotos-@workvisuals-_179.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/AFROPUNK-@_rafaelphotos-@workvisuals-_179-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-78220\" class=\"wp-caption-text\"><em>Olodum \/ Foto de Rafael Soares<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">A prop\u00f3sito, tal qual aconteceu com Majur no s\u00e1bado, Ajuliacosta ficou espremida entre duas atra\u00e7\u00f5es grandes, o que diminuiu o fluxo de pessoas que assistiram a seu show. Apesar de compor can\u00e7\u00f5es que versam sobre tem\u00e1ticas similares \u00e0s de Tasha &amp; Tracie, que conseguiram atrair um bom p\u00fablico, Aju ficou um pouco de escanteio na noite devido \u00e0 escala do festival \u2013 ainda que seus f\u00e3s, entusiasmados, tenham se esgoelado em faixas como \u201cN\u00e3o Foi do Nada\u201d, \u201cHomens Como Voc\u00ea\u201d e \u201cQueen Chavosa\u201d.<\/p>\n<figure id=\"attachment_78221\" aria-describedby=\"caption-attachment-78221\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-78221 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/AFROPUNK-II@_rafaelphotos-@workvisuals-_85-Editar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/AFROPUNK-II@_rafaelphotos-@workvisuals-_85-Editar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/AFROPUNK-II@_rafaelphotos-@workvisuals-_85-Editar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-78221\" class=\"wp-caption-text\"><em>Ajuliacosta \/ Foto de Rafael Soares<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por volta das 21 horas, Alcione, que foi homenageada por Ajuliacosta com um trechinho de \u201cA Loba\u201d, deu in\u00edcio ao hor\u00e1rio nobre do Afropunk Bahia \u2013 que agradaria a sambistas, rappers e punks. Primeiramente, a Marrom enfileirou sucessos que fizeram at\u00e9 mesmo os mais jovens abrirem os poros para cantarem, mostrando que ainda pulsa fortemente o romantismo, renovado periodicamente no samba e no pagode por artistas que movem multid\u00f5es, como P\u00e9ricles, Thiaguinho, Ludmilla, Ferrugem e Menos \u00c9 Mais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O samba, que h\u00e1 alguns s\u00e9culos corre solto pelas ruas de Salvador, est\u00e1 em forte alta na cidade \u2013 a quantidade de rodas e eventos do g\u00eanero que pipocam, principalmente \u00e0s sextas, \u00e9 imensa. E a recep\u00e7\u00e3o t\u00e3o calorosa \u00e0 veterana Alcione \u00e9 s\u00f3 mais uma amostra disso, ainda que o seu show redond\u00edssimo venha se destacando por onde passa \u2013 <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/06\/03\/ao-vivo-alcione-leva-seus-sambas-inesqueciveis-para-fortaleza\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">veja aqui<\/a> e <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/03\/08\/balanco-alcione-e-duda-beat-se-destacam-na-segunda-edicao-do-festival-grls-marcado-por-um-line-up-confuso\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>. Mesmo sentada numa cadeira em grande parte do show, a maranhense emplacou v\u00e1rios pontos altos da noite, como a combina\u00e7\u00e3o entre \u201cIlha de Mar\u00e9\u201d e \u201cAra-K\u00eato\u201d, \u201cEstranha Loucura\u201d, \u201cFaz Uma Loucura Por Mim\u201d, \u201cSufoco\u201d, \u201cRetalhos de Cetim\u201d, \u201cA Loba\u201d, \u201cVoc\u00ea Me Vira a Cabe\u00e7a\u201d, \u201cMeu \u00c9bano\u201d, \u201cGostoso Veneno\u201d e \u201cN\u00e3o Deixe O Samba Morrer\u201d.<\/p>\n<figure id=\"attachment_78222\" aria-describedby=\"caption-attachment-78222\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-78222 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/AFROPUNK-II@_rafaelphotos-@workvisuals-_187.jpg\" alt=\"Alcione \/ Foto de Rafael \" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/AFROPUNK-II@_rafaelphotos-@workvisuals-_187.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/AFROPUNK-II@_rafaelphotos-@workvisuals-_187-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-78222\" class=\"wp-caption-text\"><em>Alcione \/ Foto de Rafael Soares<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta \u00faltima antecipou a entrada da Esta\u00e7\u00e3o Primeira de Mangueira, escola do cora\u00e7\u00e3o de Alcione, que ser\u00e1 tema da agremia\u00e7\u00e3o no pr\u00f3ximo carnaval. Para acelerar o passo para o show seguinte, de Vandal, a verde-e-rosa apresentou os enredos \u201cA Negra Voz do Amanh\u00e3\u201d, em homenagem \u00e0 Marrom, \u201cBrazil Com Z \u00e9 Pra Cabra da Peste, Brasil Com S \u00e9 a Na\u00e7\u00e3o do Nordeste\u201d, referente ao desfile campe\u00e3o de 2002, e \u201cAtr\u00e1s da Verde-e-Rosa S\u00f3 N\u00e3o Vai Quem J\u00e1 Morreu\u201d (1994), de autoria do baiano Caetano Veloso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jogando em casa, Vandal preparou um show dividido em duas partes. A primeira, apenas com vocal e bases eletr\u00f4nicas, especialmente de drill e grime, foi marcada pelo encadeamento de trechos de v\u00e1rias faixas, com foco nos refr\u00f5es e em versos que o rapper criou para can\u00e7\u00f5es de outros artistas \u2013 \u201cPuxutriuh\u201d, \u201cTirasuapazh\u201d, \u201cCorehardcoreh\u201d, \u201cDizkordiah\u201d, \u201cTropah dah V\u00edrgulah\u201d, \u201cNaztyh\u201d e \u201cAmorezh\u201d, por exemplo, compuseram essa fase.<\/p>\n<figure id=\"attachment_78224\" aria-describedby=\"caption-attachment-78224\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-78224\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/AFROPUNK-II_II-@_rafaelphotos-@workvisuals-_283.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/AFROPUNK-II_II-@_rafaelphotos-@workvisuals-_283.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/AFROPUNK-II_II-@_rafaelphotos-@workvisuals-_283-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-78224\" class=\"wp-caption-text\"><em>Vandall \/ Foto de Rafael Soares<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como algu\u00e9m que utiliza o complemento nominal \u201cde verdade\u201d para se definir e afirma ser da MPB, a \u201cm\u00fasica pra baga\u00e7ar\u201d, Vandal costuma cuspir agressivamente o que pensa para que fique dif\u00edcil n\u00e3o pegar a vis\u00e3o: seu desejo \u00e9 \u201cser tudo o que eles n\u00e3o querem\u201d, incomodar mesmo, como os pensamentos intrusivos. Nesse sentido, o seu show foi ganhando camadas de crueza e brutalidade, com tons de revolta que pouco haviam dado as caras no festival at\u00e9 o momento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s versos da diss track \u201cS\u00f3 Eu Sei\u201d, que Vandal gravou com Diomedes Chinaski, Junior Lord e Devastoprod, o show entrou na sua segunda parte, embalada pela banda Bagum, com a qual o rapper vem desenvolvendo proveitoso interc\u00e2mbio, o percussionista \u00cdcaro S\u00e1, do BaianaSystem e participa\u00e7\u00f5es surpresa, como as de Liz Reis em \u201cVingadorah\u201d \u2013 e uma outra que merece destaque \u00e0 parte.<\/p>\n<figure id=\"attachment_78225\" aria-describedby=\"caption-attachment-78225\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-78225\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/@victorcarvalhoph-9353.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/@victorcarvalhoph-9353.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/@victorcarvalhoph-9353-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-78225\" class=\"wp-caption-text\"><em>Foto de Victor Carvalho<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">O peso e a ambi\u00eancia com notas de post-rock presente na impetuosa \u201cBikinih Ih Cerolh\u201d foi transportado a \u201cVemh Nih Mimh\u201d e a \u201cTiroh Ih Kedah\u201d, antecipando uma emocionante e intensa contribui\u00e7\u00e3o de Giovani Cidreira. Apenas com teclado e voz, ele entoou a bel\u00edssima \u201cJoias\u201d, presente em \u201cNebulosa Baby\u201d (2021) \u2013 com arranjo melanc\u00f3lico, mais similar \u00e0 vers\u00e3o gravada sob o nome \u201cFlashback D\u00e9j\u00e0 Vu\u201d, no EP \u201cMano*Mago\u201d (2020) \u2013 e introduziu as linhas do dono do show em \u201cVida Real\u201d. Para finalizar, Vandal emulou Djonga: antes do hit \u201cBalah Ih Fogoh\u201d, regravado justamente num feat com o mineiro, chamou a m\u00e3e, aniversariante da semana, para o palco e, em seguida, se atirou nos bra\u00e7os do povo para bater cabe\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Caminhando para a reta final do Afropunk Bahia, IZA subiu ao palco como headliner do domingo e fez um show com muita simpatia, dan\u00e7a, compet\u00eancia e zero playback, baseado no camale\u00f4nico \u201cAfrodhit\u201d (2023) e em hits mais antigos de sua carreira, como \u201cPesad\u00e3o\u201d, \u201cBrisa\u201d e \u201cDona de Mim\u201d. Entre os destaques do show, fugindo do \u00f3bvio, ficaram \u201cQue Se V\u00e1\u201d, \u201cF\u00e9 Nas Maluca\u201d, \u201cFiu Fiu\u201d e o combo com pagod\u00e3o e dancehall que uniu \u201cGueto\u201d e \u201cMega da Virada\u201d \u2013 esta, com participa\u00e7\u00e3o de Russo Passapusso.<\/p>\n<figure id=\"attachment_78226\" aria-describedby=\"caption-attachment-78226\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-78226\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/@victorcarvalhoph-4971.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/@victorcarvalhoph-4971.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/@victorcarvalhoph-4971-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-78226\" class=\"wp-caption-text\"><em>Iza \/ Foto de Victor Carvalho<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bem em sua metade, a apresenta\u00e7\u00e3o chegou a ser interrompida por alguns minutos devido a um inc\u00eandio num ponto de alimenta\u00e7\u00e3o pr\u00f3ximo ao port\u00e3o de entrada do festival \u2013 nada que a comprometesse ou que levasse a maiores problemas, j\u00e1 que as chamas foram debeladas rapidamente e n\u00e3o houve feridos. Logo em seguida, com o clima j\u00e1 tranquilo, IZA trouxe uma surpresa: a brit\u00e2nica Leigh-Anne subiu ao palco para participar com \u201cMy Love\u201d e ainda fez dueto com a carioca em \u201cMeu Talism\u00e3\u201d, quando cantou o refr\u00e3o em portugu\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Parte do p\u00fablico que foi ao Afropunk Bahia para ver IZA se dirigiu ao palco Ag\u00f4 na sequ\u00eancia, onde KayBlack e MC Caverinha fizeram um show de repert\u00f3rio baseado em ostenta\u00e7\u00e3o, autotune e trap an\u00f3dino, que faz sucesso apesar da aus\u00eancia de personalidade \u2013 ou justamente por causa dela. Outra parte consider\u00e1vel optou por recarregar as baterias, j\u00e1 que o show seguinte, de encerramento do festival, seria o do BaianaSystem, sempre potente.<\/p>\n<figure id=\"attachment_78227\" aria-describedby=\"caption-attachment-78227\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-78227\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/AFROPUNK-II_IIIII-@_rafaelphotos-@workvisuals-_227.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/AFROPUNK-II_IIIII-@_rafaelphotos-@workvisuals-_227.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/AFROPUNK-II_IIIII-@_rafaelphotos-@workvisuals-_227-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-78227\" class=\"wp-caption-text\"><em>Foto de Rafael Soares<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">O BaianaSystem come\u00e7ou o seu show no backstage, fazendo as honras para que Patche di Rima, de Guin\u00e9-Bissau, iniciasse os trabalhos em parceria com as Ganhadeiras de Itapu\u00e3, ressignificando o Atl\u00e2ntico Negro e unindo o oeste da \u00c1frica e a Am\u00e9rica \u2013 mais tarde, o guineense voltaria ao palco e a angolana Noite &amp; Dia tamb\u00e9m teria a oportunidade de mostrar o seu kuduro. No fim das contas, isso seria uma pr\u00e9via da divis\u00e3o de uma apresenta\u00e7\u00e3o em atos, como o \u00e1lbum \u201cOXEAXEEXU\u201d (2021): dois deles voltados majoritariamente \u00e0s interse\u00e7\u00f5es entre os dois continentes e um \u00e0 evoca\u00e7\u00e3o do Brasil como latino-americano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 chover no molhado falar sobre a magnitude do \u201cfen\u00f4meno Baiana\u201d. Primeiramente, considerando o que a banda consegue transmitir conceitos atrav\u00e9s de elementos cenogr\u00e1ficos, discursos e, sobretudo, da celebra\u00e7\u00e3o. E, claro, levando em conta o que o pr\u00f3prio p\u00fablico devolve, de maneira simbi\u00f3tica, atrav\u00e9s da insanidade gostosa das rodas, das descargas de dopamina causadas pelo pula-pula ou da energia positiva e de respeito \u00e0 coletividade que leva os f\u00e3s erguerem cadeirantes e os permitem curtir o som navegando sobre o mar de gente \u2013 fato que, durante o Afropunk, aconteceu pela terceira vez numa apresenta\u00e7\u00e3o do grupo em Salvador.<\/p>\n<figure id=\"attachment_78228\" aria-describedby=\"caption-attachment-78228\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-78228\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/AFROPUNK-II_IIIII-@_rafaelphotos-@workvisuals-_58.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/AFROPUNK-II_IIIII-@_rafaelphotos-@workvisuals-_58.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/AFROPUNK-II_IIIII-@_rafaelphotos-@workvisuals-_58-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-78228\" class=\"wp-caption-text\"><em>BaianaSystem \/ Foto de Rafael Soares<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">No encerramento do festival, Russo Passapusso, Roberto Barreto, Seko Bass, Jo\u00e3o Milet Meirelles, Ubiratan Marques, \u00cdcaro S\u00e1, Junix e Claudia Manzo largaram uma pedrada atr\u00e1s da outra \u2013 \u201cReza Forte\u201d, \u201cCabe\u00e7a de Papel\u201d, \u201cSaci\u201d e \u201cLucro\u201d, por exemplo. O p\u00fablico j\u00e1 estava ganho, \u00e9 claro, como em qualquer ocasi\u00e3o em que o BaianaSystem pisar em Salvador. Entre as novidades, destacaram-se os arranjos de cordas mais orientados ao rock, e as participa\u00e7\u00f5es de Patche di Rima e Noite &amp; Dia em \u201cCapim-Guin\u00e9\u201d \u2013 e a do pr\u00f3prio guineense em \u201cMi\u00e7anga\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m disso, nas cl\u00e1ssicas interpola\u00e7\u00f5es de versos em can\u00e7\u00f5es j\u00e1 gravadas pela banda, Russo Passapusso apresentou novas linhas novas de composi\u00e7\u00f5es, dando a entender que m\u00fasicas novas devem chegar \u00e0s plataformas de streaming em breve. E, para quem \u00e9 mais antigo, evocando tempos em que o BaianaSystem vivia recheando os repert\u00f3rios de seus shows no Pelourinho com letras e sonoridades que s\u00f3 viriam a ser lan\u00e7adas em \u00e1lbuns bem depois. Por fim, a banda terminou o festival de forma cl\u00e1ssica: tocou \u201cForasteiro\u201d, para mandar todo mundo para casa pingando de suor e com alguns hematomas como recorda\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria do terceiro Afropunk Bahia.<\/p>\n<figure id=\"attachment_78229\" aria-describedby=\"caption-attachment-78229\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-78229\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/AFROPUNK-II@_rafaelphotos-@workvisuals-_681.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"1125\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/AFROPUNK-II@_rafaelphotos-@workvisuals-_681.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/AFROPUNK-II@_rafaelphotos-@workvisuals-_681-200x300.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-78229\" class=\"wp-caption-text\"><em>Foto de Rafael Soares<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Top 5 Afropunk Bahia 2023, Nelson Oliveira<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">1 \u2013 Alcione convida Esta\u00e7\u00e3o Primeira de Mangueira<br \/>\n2 \u2013 Vandal<br \/>\n3 \u2013 BaianaSystem convida Patche di Rima e Noite &amp; Dia<br \/>\n4 \u2013 Olodum<br \/>\n5 \u2013 Carlinhos Brown<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Gaby Amarantos canta Xirley | Afropunk Bahia 2023 | M\u00fasica Multishow #Shorts\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/e_oQjtniNCA?list=PLiGv1WDK09xYUT55pTMVH625uNyacNW8u\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013 <a href=\"https:\/\/twitter.com\/nelsonoliveira_\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Nelson Oliveira<\/a> \u00e9 jornalista e fot\u00f3grafo residente em Salvador. \u00c9 diretor da <a href=\"https:\/\/calciopedia.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Calciop\u00e9dia<\/a>, foi correspondente de esportes do Terra na Bahia e colaborou com UOL, VICE e Trivela.\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Uma das coisas mais interessantes do Afropunk Bahia \u00e9 que n\u00e3o se veem igrejinhas de f\u00e3s de alguma das atra\u00e7\u00f5es de cada dia. Grande parte do p\u00fablico \u00e9 genuinamente interessado por m\u00fasica&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/11\/24\/afropunk-bahia-se-consolida-no-calendario-cultural-de-salvador-mas-pode-ir-alem-alcione-vandal-e-baianasystem-se-destacaram\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":79,"featured_media":78235,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[5383,6938,6597,1127,3528,6940,4452,2858,6931,3290,1869,2375,6939,6937,6942,6941,3442,6936,4256,6929,6943,6932,6935,6933,3301,6928,6303,3757,6930,6419,6934],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/78195"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/79"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=78195"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/78195\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":78239,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/78195\/revisions\/78239"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/78235"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=78195"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=78195"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=78195"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}