{"id":77902,"date":"2023-11-12T09:02:12","date_gmt":"2023-11-12T12:02:12","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=77902"},"modified":"2023-12-09T00:06:58","modified_gmt":"2023-12-09T03:06:58","slug":"preguicoso-rhcp-faz-otimo-e-curto-show-repleto-de-jams-em-sp-com-aula-de-frusciante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/11\/12\/preguicoso-rhcp-faz-otimo-e-curto-show-repleto-de-jams-em-sp-com-aula-de-frusciante\/","title":{"rendered":"(Pregui\u00e7osos?): RHCP faz \u00f3timo (e curto) show repleto de jams em SP com aula de Frusciante"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/paulo.pontes.376\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Paulo Pontes<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cGalera, curtam cada m\u00fasica como se fosse a \u00faltima, porque o show tem s\u00f3 uma hora e meia\u201d<\/em><br \/>\n<em>\u201cS\u00f3 uma hora e meia?\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acima, di\u00e1logo que presenciei ao passar por um grupo de pessoas do lado de fora do Morumbi, algumas horas antes de o Red Hot Chili Peppers subir ao palco; abaixo, conversa que ouvi enquanto deixava o est\u00e1dio C\u00edcero Pompeu de Toledo, poucos minutos ap\u00f3s a banda sair de cena.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cCara, se eles n\u00e3o tivessem tocado tantas jams, caberia mais umas sete m\u00fasicas.\u201d<\/em><br \/>\n<em>\u201cNossa, pode cr\u00ea, mas as jams foram foda pra caralho!\u201d.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos dois casos, quem come\u00e7ou o bate-papo estava correto: o show do RHCP teve apenas uma hora e meia e, se cortassem as jams, daria pra incluir outras faixas criminosamente exclu\u00eddas do setlist (ok, talvez, n\u00e3o seriam sete, mas pelo menos umas quatro, cinco&#8230; ah, isso daria com tranquilidade).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entretanto, talvez seja certo falar que, no geral, s\u00f3 a quest\u00e3o do tempo de apresenta\u00e7\u00e3o realmente incomodou uma parcela do p\u00fablico, at\u00e9 porque as jams (como um dos interlocutores reproduzidos acima comentou), realmente foram foda pra caralho. Ou seja, a banda poderia ter inclu\u00eddo mais m\u00fasicas sem precisar cortar esses momentos de improviso.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-77906\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/rhcp4.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"441\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/rhcp4.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/rhcp4-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cPregui\u00e7a\u201d pode at\u00e9 n\u00e3o ser a melhor palavra pra definir a situa\u00e7\u00e3o, mas fica dif\u00edcil defender (ou encontrar outra defini\u00e7\u00e3o para) uma banda que se prop\u00f5e a lan\u00e7ar dois discos num mesmo ano (2022), que tem praticamente 40 anos de carreira, uma caralhada de hits \u2014 al\u00e9m de \u201clados b\u201d de respeito \u2014 na bagagem e faz uma turn\u00ea em grandes est\u00e1dios com 1h30 de show. Enfim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso quer dizer que a apresenta\u00e7\u00e3o foi ruim? Calma, f\u00e3 de carteirinha. Antes de descer a lenha no redator, j\u00e1 segue o veredito: n\u00e3o, longe disso! Foi um \u00f3timo show. Curto (vale o refor\u00e7o), mas muito bom. E, olha, um dos grandes respons\u00e1veis pelo resultado positivo atende pelo nome <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/08\/31\/algumas-das-melhores-participacoes-de-john-frusciante-em-musicas-de-outros-artistas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">John Anthony Frusciante<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00f3 que antes vamos falar um pouco sobre o Irontom, banda escolhida pra abrir os shows do Red Hot Chili Peppers por aqui. O quarteto, formado em 2012 na Calif\u00f3rnia, \u00e9 capitaneado pelo vocalista Harry Hayes (vocais) e pelo guitarrista Zach Irons, que \u00e9 filho de Jack Irons, ex-baterista do RHCP. Apesar de certa desconfian\u00e7a inicial, principalmente por aqueles que n\u00e3o conheciam o som dos caras, o Irontom conseguiu conquistar o p\u00fablico no decorrer do show, que contou com 10 m\u00fasicas, muito bem executadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E o grupo conquistou tanto pelo som quanto pelo carisma, sobretudo por parte do vocalista Harry Hays, que arriscou algumas frases em portugu\u00eas e estava visivelmente empolgado e feliz por tocar para o p\u00fablico paulista. Podemos dizer que a m\u00fasica do Irontom traz elementos de post-punk e rock psicod\u00e9lico com algumas pitadas de funk rock aqui e ali. Um som que combina muito com a banda principal da noite, detalhe que colaborou com a boa aceita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Destaques para \u201cCommon Chaos\u201d, \u201cSuper\/\/Star\u201d, \u201cBe Bold Like Elijah\u201d e para o excelente (e acertado) cover de \u201cFeel Good Inc.\u201d do Gorillaz. Um \u00f3timo show. Ah, fica o recado pra quem for procurar a banda nas plataformas digitais: ao vivo o Irontom soa bem mais pesado e direto. E se eles colarem por aqui em alguma outra oportunidade, vale dar uma espiada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">P\u00fablico devidamente aquecido para o Red Hot Chili Peppers, com apenas cinco minutos de atraso, subir ao palco do Morumbi. Flea entrou plantando bananeira, Chad Smith apareceu acenando pra geral e John Frusciante chegou na sua, de boa. E a\u00ed rolou a primeira jam, ainda sem Anthony Kiedis. Ali j\u00e1 deu pra sentir a qualidade do som e a entrega do trio de instrumentistas.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-77905\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/rhcp3.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"441\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/rhcp3.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/rhcp3-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Evidentemente, boa parte das aten\u00e7\u00f5es estavam voltadas ao cara que ficou tanto tempo fora do RHCP e que h\u00e1 mais 20 anos n\u00e3o pisava no Brasil com a banda: Frusciante.. E o guitarrista n\u00e3o decepcionou, fez valer a espera. Que timbre, que pegada, que guitarrista. Se as \u00faltimas vindas da banda pra c\u00e1 renderam apresenta\u00e7\u00f5es mornas, a aus\u00eancia desse cara pode ter sido a causa (ou pelo menos grande parte dela).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s alguns minutos da jam, eis que Anthony Kiedis surge pra comandar o quarteto em \u201cCan\u2019t Stop\u201d. Nessa, a massa que lotava o est\u00e1dio j\u00e1 tava no papo, rendida aos quatro. \u00c9 claro que rolaram algumas decis\u00f5es bem question\u00e1veis no setlist, como a desnecess\u00e1ria vers\u00e3o de \u201cHavana Affair\u201d, do Ramones, a morna \u201cHere Ever After\u201d, faixa presente no primeiro dos dois discos lan\u00e7ados pelo grupo em 2022 e a cadenciada \u201cDon\u2019t Forget Me\u201d \u2014, mas, de modo geral, o p\u00fablico estava entregue \u00e0 banda, cantando cada m\u00fasica (um pouco menos as novas), iluminando o est\u00e1dio com lanternas de celulares, pulando, gritando o nome dos m\u00fasicos (em especial Frusciante) etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 aqui durante a tour pelo Brasil (ap\u00f3s o show em SP a banda ainda passaria por Curitiba e Porto Alegre), o setlist sofreu altera\u00e7\u00f5es dr\u00e1sticas. O p\u00fablico paulista acabou sendo positivamente surpreendido com a inclus\u00e3o de \u201cParallel Universe\u201d, por exemplo. Por outro lado, levou a pior com a aus\u00eancia de hits absolutos, como \u201cDani California\u201d, \u201cAround The World\u201d e \u201cOtherside\u201d (essa eu senti menos, confesso). S\u00f3 com essas tr\u00eas j\u00e1 ter\u00edamos quase 15 minutos a mais de show (nem \u00e9 muito, n\u00e9, Red Hot Chili Peppers?) e pouco gente reclamaria, pode apostar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De qualquer forma, ainda teve as \u00f3timas \u201cSoul to Squeeze\u201d e \u201cTell Me Baby\u201d, al\u00e9m das cl\u00e1ssicas \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2002\/08\/17\/by-the-way-red-hot-chili-peppers\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">By The Way<\/a>\u201d e \u201cCalifornication\u201d. E tome jam entre as m\u00fasicas. A sensa\u00e7\u00e3o que d\u00e1 \u00e9 que o RHCP est\u00e1 num momento s\u00f3 seu, como se o p\u00fablico fosse, literalmente, espectador, como se tivesse visitando a banda no est\u00fadio, durante um grande ensaio em que quase n\u00e3o h\u00e1 troca ou intera\u00e7\u00e3o, n\u00e3o como o motivo para os quatro estarem ali.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas \u00e9 o que eu disse antes e ressalto, as jams s\u00e3o sensacionais e mostram aquilo que o Red Hot (principalmente o trio de instrumentistas) n\u00e3o precisa provar pra mais ningu\u00e9m: que \u00e9 uma banda formada por m\u00fasicos muito acima da m\u00e9dia. No final, \u00e9 uma escolha, uma forma diferente que eles t\u00eam de encarar o espet\u00e1culo. \u00c9 at\u00e9 uma fuga do padr\u00e3o que estamos acostumados nesse tipo de show (talvez estejamos apenas mal-acostumados, n\u00e9? Vale a d\u00favida).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pra encerrar a noite, o bis veio de forma apote\u00f3tica com \u201cUnder The Bridge\u201d e \u201cGive It Away\u201d. A\u00ed \u00e9 pra qualquer f\u00e3 ir \u00e0 loucura. E fim. Fecha a conta e passa a r\u00e9gua. Uma hora e meia (n\u00e3o me canso de lembrar). Valeu pra galera acostumada com show em est\u00e1dio voltar pra casa mais cedo, n\u00e9? Ah, mas o veredito j\u00e1 foi dado, n\u00e9, e o saldo foi positivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00d3timo show, aula de John Frusciante (que n\u00e3o saia mais da banda, por favor), <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/11\/28\/em-autobiografia-sincera-michael-balzary-conta-como-se-transformou-em-flea\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Flea<\/a> destruindo tudo (pra variar), Chad Silva, ops, Smith (rolou cartaz transferindo o sobrenome brasileiro para o batera) cheio de carisma e Anthony Kiedis segurando bem. Alguns v\u00e3o dizer que foi uma esp\u00e9cie de reden\u00e7\u00e3o <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/11\/03\/red-hot-chili-peppers-fracassa-em-bh\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">pelos \u00faltimos shows em terras tupiniquins<\/a> (e a banda nem precisou de muito tempo de palco pra isso, n\u00e3o \u00e9 mesmo?). J\u00e1 valeu!<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-77903\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/rhcp1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/rhcp1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/rhcp1-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/rhcp1-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013 Paulo Pontes \u00e9 colaborador do\u00a0<a href=\"http:\/\/whiplash.net\/autores\/paulopontes.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Whiplash,\u00a0<\/a>assina a\u00a0<a href=\"http:\/\/lounge.obviousmag.org\/kontratak_kultural\/autor\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Kontratak Kultural<\/a>\u00a0e escreve de rock, hard rock e metal no Scream &amp; Yell. \u00c9 autor do livro \u201c<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/photo.php?fbid=2123311197759382&amp;set=a.356284934462026&amp;type=3&amp;theater\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A Arte de Narrar Vidas: hist\u00f3rias al\u00e9m dos biografados<\/a>\u201c. Fotos: <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/chilipeppers\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Instagram RHCP<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Alguns v\u00e3o dizer que foi uma esp\u00e9cie de reden\u00e7\u00e3o pelos \u00faltimos shows em terras tupiniquins (e a banda nem precisou de muito tempo de palco pra isso, n\u00e3o \u00e9 mesmo?). 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