{"id":77697,"date":"2023-11-01T02:21:14","date_gmt":"2023-11-01T05:21:14","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=77697"},"modified":"2023-12-21T02:00:16","modified_gmt":"2023-12-21T05:00:16","slug":"alzira-e-comenta-faixa-a-faixa-mata-grossa-seu-novo-disco-ao-lado-da-banda-corte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/11\/01\/alzira-e-comenta-faixa-a-faixa-mata-grossa-seu-novo-disco-ao-lado-da-banda-corte\/","title":{"rendered":"Alzira E comenta faixa a faixa &#8220;Mata Grossa&#8221;, seu novo disco ao lado da Corte"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>introdu\u00e7\u00e3o por\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marcelo Costa<\/a><\/strong><br \/>\nfaixa a faixa por <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/alziraEespindola2\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Alzira E<\/a><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2017, Alzira E surpreendeu a todos ao pegar seu repert\u00f3rio mais lado B e se unir ao grupo Corte num disco hom\u00f4nimo, gravado ao vivo e de maneira crua em quatro dias \u2013 e presente em diversas listas de melhores discos daquele ano. \u201cEm seu car\u00e1ter mais indefin\u00edvel, \u2018CORTE\u2019 consegue soar um olhar interessante sobre nosso tempo: n\u00e3o h\u00e1 defini\u00e7\u00f5es bem estabelecidas de certo ou errado em suas composi\u00e7\u00f5es, h\u00e1 aqui uma tentativa de tatear a nossa exist\u00eancia em tempos t\u00e3o difusos\u201d, pontuava Renan Guerra aqui mesmo no Scream &amp; Yell.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agora, seis anos depois, surge \u201c<a href=\"https:\/\/links.altafonte.com\/5kq99p6\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Mata Grossa<\/a>\u201d, a sequ\u00eancia discogr\u00e1fica do projeto que une a sul mato-grossense Alzira a Marcelo Dworecki (baixo e guitarra), Cuca Ferreira (sax processado), Daniel Verano (trompete, teclado, synth e metalofone) e Fernando Thomaz (bateria) com colabora\u00e7\u00f5es de Alice Ruiz, Tigan\u00e1 Santana, Iara Renn\u00f3, arrudA, a cineasta Marina Thom\u00e9 e o engenheiro de som e mixador Bernardo Pacheco, e participa\u00e7\u00e3o de Ney Matogrosso, Tet\u00ea Espindola, Jerry Esp\u00edndola, Peri Pane, Iara Renn\u00f3 e Luz Marina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mantendo o peso e as disson\u00e2ncias em destaque, e em alguns momentos os ampliando, \u201cMata Grossa\u201d soa deliciosamente inquieto enquanto promove reflex\u00f5es sobre a vida, o tempo e a natureza. Abaixo, Alzira E comenta as nove faixas do disco, destaca sua parceria (de tanto e de vida) com Tigan\u00e1 Santana, elogia a desconstru\u00e7\u00e3o e provoca\u00e7\u00e3o promovida pela banda Corte nos arranjos, celebra a poesia de arrudA, o glamour de ter Ney Matogrosso cantando uma m\u00fasica, a parceria com Alice Ruiz e muito mais. Mergulhe!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Mata Grossa\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=OLAK5uy_l3vRREIvcVFDmcXZW3pVpvg10lJ1mDHJs\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>01) \u201cMata Rara\u201d:<\/strong> O curioso dessa parceria \u00e9 que ela nasceu inspirada na denomina\u00e7\u00e3o que Tigan\u00e1 Santana fez sobre eu ser \u201cda Mata Grossa\u201d, e isso me arrebatou, fiquei discursando sobre essa mata grossa e o tanto que eu me identificava com ela. Isso foi um pouco antes da pandemia, falei com Iara Renn\u00f3 sobre fazer uma m\u00fasica disso e logo depois ela me mandou \u201cNa mata grossa a m\u00e1tria goza\u201d, que de impactante virou o refr\u00e3o, e na sequ\u00eancia ela descreve essa linda, selvagem e forte descida pelo rio Paraguai, adentrando no nosso pantanal! N\u00e3o foi diferente quando o Corte fez o arranjo, nessa mesma viagem, provocando um retrato desconstru\u00eddo, de sonoridade \u00fanica, tribal, que percorre um fio, como um rio descendo suas \u00e1guas caudalosas!! \u201cMata Rara\u201d foi se desdobrando at\u00e9 virar o t\u00edtulo do \u00e1lbum e mudar seu nome para \u201cMata Rara\u201d, pois quando nasceu chamava-se \u201cMata Grossa\u201d!! Viva minha parceira de tanto e de vida!!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>02) \u201cCh\u00e3o do Abandono\u201d:<\/strong> Certo dia, ou talvez noite, Tigan\u00e1 Santana foi at\u00e9 minha casa (apelidada de mini-sitio). Invadimos a madrugada, disso me lembro! Quando ele foi embora deixou um dos meus caderninhos (esse era bem pequeno) aberto em cima da mesa da cozinha, com essa maravilha escrita! Foi ler e fiquei a vagar com o poema me entranhando&#8230; pelas noites, meses, anos (3)&#8230; Me cutucou fundo, queria cantar esse poema, n\u00e3o dava mais, ele dizia tudo que preciso cantar agora, eu sempre soube \u201c&#8230;amor serve na mesa, c\u00e9u cria defesa\u2026\u201d. A paix\u00e3o por essa m\u00fasica despertou no Corte que deu peso certo e leveza de lindas frases mel\u00f3dicas, ual como gosto desse arranjo! Ela tamb\u00e9m despontou em plena pandemia, como se esperando esse certo abandono, para se propagar!! Meu amado e gigante Tigan\u00e1, \u00e9 parceiro nessa e outras tantas do \u00e1lbum \u201cMata Grossa\u201d! Agrade\u00e7o!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>03) \u201cFilha da M\u00e3e\u201d:<\/strong> Coisa linda essa m\u00fasica sair do ineditismo, com glamour e participa\u00e7\u00e3o de Ney Matogrosso!! Acontece que ela foi resgatada dos arquivos do filme de Marina Thom\u00e9 (2021) \u201cAquilo que eu nunca perdi\u201d, numa fita cassete de um show que montamos entre irm\u00e3os (eu, Tet\u00ea e Jerry Espindola) na d\u00e9cada de 1990, mas ela demorou uns 10 anos pra ficar pronta, desde 1980 venho trabalhando nela! Veja quanto tempo demorou, assim ela quis!! Sinto que foi a ancestralidade que guiou essa m\u00fasica para que ela chegasse at\u00e9 aqui, n\u00e3o dava pra ser diferente, ela veio na hora certa pra complementar essa vis\u00e3o de ra\u00edzes e prote\u00e7\u00e3o da natureza que o \u00e1lbum aborda com peso e amplitude que o Corte provoca na sonoridade. Agrade\u00e7o \u00e0 ancestralidade e a sincronicidade das participa\u00e7\u00f5es de Jerry e Ney Matogrosso!!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>04) \u201cCoiote\u201d:<\/strong> Nessa parceria com Tigan\u00e1 Santana, a letra cantarolava na minha cabe\u00e7a desde que a li. Ap\u00f3s um tempo queria nascer, como um animal, com a sua natureza implac\u00e1vel! Acompanhei com o baixo, mais como um apoio, e quando foi parar no Corte, pedi ao Marcelo Dworecki que fizesse o baixo, ele tinha que fazer, o meu era apenas uma guia, era com o baixo dele que eu sonhava canta-la, mesmo no momento da composi\u00e7\u00e3o. \u201cPorque cantar porque n\u00e3o se guiar pelo mapa que altera o lugar\u201d fez ainda mais sentido pra mim, quando o arranjo do Corte veio na pegada do baixo, selvagem, acho que veio da Am\u00e9rica Central, nosso lobo, a nossa Coiote, para ser abra\u00e7ada pela \u201cMata Grossa\u201d. E, ainda, Bernardo Pacheco liberou o l\u00e1 l\u00e1 l\u00e1 no final, que me soa como uma homenagem a dona Alba, minha m\u00e3el! Tigan\u00e1 me surpreendendo com sua profundidade!!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>05) \u201cCena\u201d:<\/strong> Foi muito fluida essa nossa parceria, eu estava em 2021 vivendo o lan\u00e7amento do document\u00e1rio \u201cAquilo que eu nunca perdi\u201d de Marina Thom\u00e9, per\u00edodo de isolamento social, muita tela&#8230; quando recebo por e-mail esse lindo escrito, como costumo dizer, do meu amigo Tigan\u00e1 Santana! Pareceu m\u00e1gica e o viol\u00e3o soou, deu tudo certo t\u00e3o rapidamente, tem disso tamb\u00e9m, integrada nos meus dias, ele antenado no filme&#8230; deu nisso!! E s\u00f3 depois fiz esse arranjo no baixo, quando ela me pediu que o Corte entrasse em cena arrasando!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>06) \u201cPalavra de Honra\u201d:<\/strong> \u201cPalavra de Honra\u201d no Corte, marca uma trajet\u00f3ria desde 2017, inclu\u00edda nos nossos shows! Fico feliz em dizer isso e acho bonito, que a palavra de honra nos acompanha desde muito! Tivemos a honra de ouvi-la gravada por Tigan\u00e1 Santana no \u00e1lbum \u201cVida C\u00f3digo\u201d (2020), maravilhoso, som que n\u00e3o me canso de ouvir!! E veio em \u201cMata Grossa\u201d na vers\u00e3o guita e bari, resultando nesse registro, carregado de intimidade e liberdade criada nesse arranjo, por esses anos todos! Tigan\u00e1 \u00e9 inspirador!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>07) \u201cDose Exata\u201d:<\/strong> Quando abri a p\u00e1gina 76 do livro \u201cA representa\u00e7\u00e3o matem\u00e1tica das nuvens\u201d (2014), de arrudA,.. adoro esse livro!! Ap\u00f3s tr\u00eas anos do seu lan\u00e7amento, parei nesse poema, t\u00e3o gigante em tr\u00eas versos, a m\u00fasica foi organicamente procurando um grande refr\u00e3o para o verso de conclus\u00e3o do poema, enquanto o som deveria perambular atras dos dois versos iniciais e assim nasceu esse encontro do baixo com o poema! Ela j\u00e1 est\u00e1 na estrada com o Corte a alguns anos, abrilhantando nossos palcos e agora foi abra\u00e7ada pela \u201cMata Grossa\u201d, com seu grito de urg\u00eancia por equil\u00edbrio! Viva o poeta arrudA!!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>08 \u201cBeab\u00e1\u201d:<\/strong> Olha s\u00f3 a pequena est\u00f3ria dessa m\u00fasica: em 2013 mais ou menos, mandei por email um escrito, assim eu chamo, pro Peri. Cheguei a esquece-lo totalmente, mas eis que em meio a pandemia recebo a m\u00fasica fant\u00e1stica que ele colocou nesse escrito, a m\u00fasica atualizou o texto imediatamente&#8230; \u201cnenhuma l\u00edngua sem saliva me traduz\u201d, me apaixonei na nossa parceria Peri Pane e senti presente a escola de Itamar na sua m\u00fasica! Marcelo Dworecki j\u00e1 estava antenado, tem intimidade com as composi\u00e7\u00f5es do Peri, e veio o arranjo do Corte para deixar o dito bem dito!! \u00c9 nossa primeira parceria bem vinda!! Quero mais Peri!!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>09) \u201cSobra Falta\u201d:<\/strong> L\u00e1 atras, me recordo de ser come\u00e7o do mil\u00eanio, Alice falou sobre \u201cSobra Falta\u201d e combinamos de fazer uma m\u00fasica sobre isso\u2026 e assim passou anos at\u00e9 que retomamos em 2017 ou 2018, e ela veio completa e nos surpreendeu, algo faltava ou algo sobrava?? o que importa \u00e9 que essa parceria responde a muitas perguntas e nos enche de vida!!! Ficou assim s\u00f3 com o baixo, mas o Corte nos surpreendeu com esse arranjo que nada falta e nada sobra! N\u00e3o por acaso, a participa\u00e7\u00e3o da poeta Alice Ruiz fecha o \u00e1lbum \u201cMata Grossa\u201d, \u201cn\u00e3o falta nada\u201d!<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-77699\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/alzira2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"677\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/alzira2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/alzira2-300x271.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p><em>\u2013 Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@screamyell<\/a>) \u00e9 editor do Scream &amp; Yell e assina a\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Calmantes com Champagne<\/a>.\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Mantendo o peso e as disson\u00e2ncias em destaque, e em alguns momentos os ampliando, \u201cMata Grossa\u201d soa deliciosamente inquieto enquanto promove reflex\u00f5es sobre a vida, o tempo e a natureza\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/11\/01\/alzira-e-comenta-faixa-a-faixa-mata-grossa-seu-novo-disco-ao-lado-da-banda-corte\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":77698,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[2072],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/77697"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=77697"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/77697\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":77701,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/77697\/revisions\/77701"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/77698"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=77697"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=77697"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=77697"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}