{"id":77648,"date":"2023-10-30T02:44:23","date_gmt":"2023-10-30T05:44:23","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=77648"},"modified":"2023-12-16T00:18:05","modified_gmt":"2023-12-16T03:18:05","slug":"entrevista-melissa-medroni-e-marcelo-dallegrave-falam-sobre-o-livro-que-disseca-o-disco-as-historias-sao-iguais-da-relespublica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/10\/30\/entrevista-melissa-medroni-e-marcelo-dallegrave-falam-sobre-o-livro-que-disseca-o-disco-as-historias-sao-iguais-da-relespublica\/","title":{"rendered":"Entrevista: Marcelo Dallegrave e Melissa Medroni falam do livro que disseca o disco \u201cAs Hist\u00f3rias S\u00e3o Iguais&#8221;, da Relesp\u00fablica"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leonardo Vinhas<\/a>\u00a0<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<a href=\"https:\/\/www.screamyell.com.br\/musicadois\/rock_curitiba.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">As Hist\u00f3rias S\u00e3o Iguais<\/a>\u201d, da Relespublica, \u00e9 um dos \u00e1lbuns mais celebrados do rock curitibano. Mas para quem est\u00e1 chegando no mundo da m\u00fasica em 2023, \u00e9 prov\u00e1vel que essa frase n\u00e3o queira dizer muita coisa. Relespublica? Rock curitibano?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse leitor hipot\u00e9tico pode ler \u201c<a href=\"https:\/\/www.editorabarbante.com.br\/pd-956174-pre-venda-as-historias-sao-iguais.html?ct=&amp;p=1&amp;s=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">As Hist\u00f3rias S\u00e3o Iguais \u2013 As aventuras da Relespublica na terra da garoa e solid\u00e3o<\/a>\u201d (2023) sem medo de ficar perdido na leitura. Os autores conseguiram fazer um aut\u00eantico resgate hist\u00f3rico, recriando o clima e o contexto da \u00e9poca sem carregar nas tintas saudosistas ou aumentar a dimens\u00e3o dos fatos. Melissa Medroni e Marcelo Dallegrave \u2013 os escritores em quest\u00e3o \u2013 entregam uma hist\u00f3ria viva, e que faz jus a esse que \u00e9, sim, um dos melhores \u00e1lbuns de rock produzidos no Paran\u00e1 (que, casualmente, tamb\u00e9m <a href=\"https:\/\/www.lojamonstro.com.br\/produtos\/pre-venda-lp-relespublica-as-historias-sao-iguaus\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">acaba de ganhar reedi\u00e7\u00e3o em vinil<\/a> pela Monstro Discos). E dependendo das suas prefer\u00eancias, n\u00e3o seria exagero dizer \u201cno Brasil\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O livro \u00e9 o quinto lan\u00e7amento da s\u00e9rie Sound + Vision, da <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/08\/06\/entrevista-alessandro-andreola-editora-barbante\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Editora Barbante<\/a>, na qual os livros s\u00e3o todos dedicados a analisar um disco inteiro. Todos seguem o formato faixa a faixa para a organiza\u00e7\u00e3o de cap\u00edtulos, mas cada um \u00e9 livre para explorar esse formato como quiser (outro deles, voc\u00ea j\u00e1 viu aqui, foi dedicada <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/04\/24\/entrevista-daniel-rezende-fala-sobre-seu-novo-livro-de-onde-vem-a-calma-ventura-e-o-carnaval-particular-dos-los-hermanos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">a \u201cVentura\u201d, dos Los Hermanos<\/a>). De todos os livros lan\u00e7ados at\u00e9 o momento, esse \u00e9 o mais \u201cjornal\u00edstico\u201d, no sentido de trazer vozes diferentes e at\u00e9 vers\u00f5es conflitantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Melissa Medroni e Marcelo Dallegrave haviam inaugurado a s\u00e9rie com o livro \u201cCorredor Polon\u00eas \u2013 Patife Band e a cria\u00e7\u00e3o da obra-prima esquecida do rock brasileiro\u201d, atualmente esgotado. Mas em \u201cAs Hist\u00f3rias S\u00e3o Iguais\u201d, o resultado \u00e9 mais interessante: a leitura \u00e9 fluida, leve, e extremamente afetiva, sem jamais negligenciar a apura\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica. O Scream &amp; Yell conversou com o casal para conhecer mais sobre o processo de escrita do livro. Recomenda-se a leitura dessa entrevista com \u201cAs Hist\u00f3rias S\u00e3o Iguais\u201d rolando ao fundo.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Os Garotos S\u00e3o Espertos?! (Remaster)\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/VXhSyo83Xpk?list=OLAK5uy_kqW_pbnVceNfSPwPmP7-VPlsKsvduWDRA\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A s\u00e9rie Sound + Vision n\u00e3o tem nenhuma pretens\u00e3o de falar sobre \u00e1lbuns famos\u00edssimos ou \u201cessenciais\u201d. A ideia \u00e9 sempre fala de um \u00e1lbum que tenha signific\u00e2ncia ou para o autor ou para um determinado grupo de pessoas. \u201cAs Hist\u00f3rias S\u00e3o Iguais\u201d est\u00e1 circunscrito a um momento muito particular na hist\u00f3ria da produ\u00e7\u00e3o autoral de Curitiba, no qual havia uma grande efervesc\u00eancia e se acreditava que essas bandas podiam sair do Paran\u00e1 para ter uma proje\u00e7\u00e3o maior. Mas fosse qual fosse o resultado, quem estava por l\u00e1 parecia gostar muito dessa movimenta\u00e7\u00e3o toda. Qual desses aspectos voc\u00eas buscaram resgatar com o livro?<\/strong><br \/>\nMelissa Medroni: Como voc\u00ea disse, \u00e9 uma escolha mais afetiva. O disco foi lan\u00e7ado em 2003, justamente o ano em que a gente se conheceu. N\u00e3o pensamos na efem\u00e9ride, de que o \u00e1lbum est\u00e1 completando 20 anos. A Reles era uma banda de quem a gente gostava muito, e esse disco \u00e9 inteiro bom, n\u00e9? Porque tem bandas locais, ou de outros lugares, das quais a gente gosta, mas n\u00e3o do disco inteiro. Geralmente \u00e9 uma faixa, duas, tr\u00eas&#8230; \u00c9 dif\u00edcil hoje em dia um \u00fanico disco inteiro te agradar, n\u00e9? Esse \u00e9 um raro onde todas as faixas s\u00e3o super legais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cAll killer no filler\u201d, como se dizia antigamente.<\/strong><br \/>\nMelissa: Isso. E esse livro, que \u00e9 o segundo que escrevemos pra cole\u00e7\u00e3o, veio tamb\u00e9m no contexto de pandemia. A gente \u00e9 funcion\u00e1rio p\u00fablico, e queria resgatar alguma atividade nessa \u00e1rea de criatividade, de produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica. Al\u00e9m disso, tem algo da minha parte, como jornalista, de ter uma preocupa\u00e7\u00e3o de deixar um registro hist\u00f3rico de algum peda\u00e7o da hist\u00f3ria que a gente viveu, coisas das quais a gente foi testemunha ocular e que n\u00e3o t\u00eam registro ainda. Sei que tem algum levantamento da hist\u00f3ria da banda feito pelo [jornalista paranaense] Sandro Moser, mas com a hist\u00f3ria do disco, como a gente fez, n\u00e3o tinha nada. Eu e o Marcelo sentimos falta de ter coisas que valorizem a produ\u00e7\u00e3o local de Curitiba e do Paran\u00e1. Tem cenas que s\u00e3o muito valorizadas pelas pessoas do lugar, mas em Curitiba, mesmo tendo muita produ\u00e7\u00e3o bacana, as coisas acabam ficando \u00e0 margem. As pessoas n\u00e3o valorizam tanto as coisas que s\u00e3o feitas aqui. O Festival de Teatro \u00e9 muito conhecido por aplaudir e receber bem os artistas, mas os pr\u00f3prios artistas daqui nem sempre tem a repercuss\u00e3o que eles mereciam ter. Isso \u00e9 o que gente n\u00e3o queria para a Relesp\u00fablica. Essa banda e esse disco mereciam ter um carinho, uma abordagem que registrasse a hist\u00f3ria e fosse uma homenagem decente para eles, porque eles mereciam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00c9 curioso voc\u00ea ter falado que o disco \u00e9 inteiro bom, porque a pr\u00f3pria Reles nunca mais conseguiu fazer outro disco assim, desse mesmo n\u00edvel. Tanto que uma boa parte do repert\u00f3rio de qualquer show que eles fa\u00e7am \u00e9 tirada de \u201cAs Hist\u00f3rias S\u00e3o Iguais\u201d.<\/strong><br \/>\nMelissa: Sim, e voc\u00ea pega o primeiro livro que a gente escreveu, \u00e9 sobre o \u201cCorredor Polon\u00eas\u201d, outro disco que tamb\u00e9m \u00e9 assim. Mas j\u00e1 \u00e9 bem dif\u00edcil pegar uma banda que tem um disco inteiro bom, n\u00e9?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>J\u00e1 que voc\u00ea falou do \u201cCorredor Polon\u00eas\u201d, queria comentar sobre uma diferen\u00e7a que vejo entre ele e esse \u00faltimo. Em \u201cAs Hist\u00f3rias S\u00e3o Iguais\u201d, a gente tem as vozes de todos os integrantes da Reles, do [produtor] Marcelo Crivano, de colaboradores da banda, de muita gente. E senti que o livro anterior dava total protagonismo ao Paulo Barnab\u00e9, vocalista da Patife Band.<\/strong><br \/>\nMarcelo Dallegrave: Na verdade, o livro do \u201cCorredor Polon\u00eas\u201d tem mais entrevistados. Eu procurei ir atr\u00e1s de todo mundo, entrevistei a banda inteira. O Andr\u00e9 [Fonseca, guitarrista], o Paulo [Barnab\u00e9], o Sidney [Giovenazzi, baixista], o Paulo Melo [baterista], o [produtor] Pena Schmidt, a pessoa que fez a capa&#8230; Foi mais gente, mas o problema \u00e9 que o Paulo Barnab\u00e9 entende que a Patife \u00e9 ele. E quando ele leu o livro e viu que tinha depoimentos de outras pessoas, ele ficou um pouco chateado. E isso \u00e9 o que eu tenho para falar sobre o \u201cCorredor\u201d por enquanto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>N\u00e3o vou duvidar de que voc\u00ea tenha feito mais entrevistas, mas o texto final desse livro da Reles tem muito mais aspas. Tem espa\u00e7o pra contradi\u00e7\u00f5es, vers\u00f5es diferentes, n\u00e3o tem ningu\u00e9m assumindo um protagonismo. Por isso eu senti que teve mais um contraponto de outras vozes, a hist\u00f3ria ficou mais viva.<\/strong><br \/>\nMelissa: Mas tem umas coisas que podem ter gerado isso que voc\u00ea percebeu. Porque, com a Reles, j\u00e1 rolava uma proximidade. \u00c9 uma banda de Curitiba, s\u00e3o amigos do Marcelo, ent\u00e3o a gente teve essa abertura que n\u00e3o tinha com a Patife. A gente at\u00e9 desenvolveu uma amizade, uma intimidade, com o Sidney Giovenazzi, mas isso foi depois. E tem a situa\u00e7\u00e3o na qual as bandas se encontram hoje em dia. A Patife se desfez logo depois que o disco saiu; a Relespublica est\u00e1 junta at\u00e9 hoje. O di\u00e1logo entre eles \u00e9 f\u00e1cil, e entre os ex-integrantes da Patife n\u00e3o \u00e9, ali\u00e1s, n\u00e3o est\u00e1 sendo f\u00e1cil at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-77651\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/garoa2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"507\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/garoa2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/garoa2-300x203.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>De fato, esse livro da Reles tem algo not\u00e1vel: os depoimentos t\u00eam muito carinho. Existe um respeito pela \u00e9poca, n\u00e3o existe um amargor por coisas que n\u00e3o aconteceram \u2013 embora a hist\u00f3ria da banda seja cheia de muita coisa que se prometeu e n\u00e3o aconteceu. Mesmo com isso, o livro tem uma leveza muito grande, no texto de voc\u00eas e nas vozes dos entrevistados.<\/strong><br \/>\nMarcelo: Os dois livros foram feitos com muito carinho, o nome dos nossos filhos est\u00e1 ali nos agradecimentos, na introdu\u00e7\u00e3o. Mas os dois foram feitos de maneiras diferentes. Eu entrevistei separadamente os integrantes para o \u201cCorredor Polon\u00eas\u201d, enquanto o da Reles eu formei um grupo com os tr\u00eas integrantes e o Crivano, tudo que se falava ali estava claro para todos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Melissa: Outra coisa que eu acho que fez diferen\u00e7a \u00e9 que tanto os tr\u00eas m\u00fasicos da Reles quanto o produtor s\u00e3o pessoas muito bem resolvidas na vida hoje em dia. O F\u00e1bio [Elias] \u00e9 o \u00fanico que vive de m\u00fasica, mas todo mundo ali, o F\u00e1bio inclusive, tem uma atividade laboral na qual \u00e9 bem sucedido. Por isso eu acho que n\u00e3o existe frustra\u00e7\u00e3o, n\u00e3o existe amargor da parte deles. Eles t\u00eam muito carinho por esse trabalho, se emocionam para falar, se emocionaram v\u00e1rias vezes ao longo das entrevistas, mandavam \u00e1udio com voz embargada&#8230; E depois que o livro saiu, eles se emocionaram muito tamb\u00e9m. \u00c9 uma hist\u00f3ria bonita, a gente j\u00e1 via dessa forma, e eles nos passaram isso, essa beleza toda. Ent\u00e3o essa leveza que ficou impressa veio de todos os lados, eles tratam aquilo como um filho deles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voltando ao papo de \u201cdiscos inteiramente bons\u201d (risos). Claro que n\u00e3o existe uma f\u00f3rmula para se chegar a isso, sen\u00e3o toda banda j\u00e1 teria usado. Mas queria ouvir de voc\u00eas, como jornalistas e como ouvintes apaixonados por m\u00fasica, quais os fatores, as circunst\u00e2ncias, que voc\u00eas acham que contribuem para o nascimento desses discos t\u00e3o particulares, que se tornam emblem\u00e1ticos para o artista?<\/strong><br \/>\nMarcelo: Eu tenho uma teoria sobre isso (ri), que \u00e9: os caras eram jovens quando fizeram isso, entendeu? (risos) \u00c9 um entrosamento dos caras. Tipo, talvez quando eles ficam mais velhos, s\u00f3 v\u00e3o tocar junto, eles n\u00e3o saem mais, saca? Os caras se encontravam e compunham e sa\u00edam todo dia, iam beber, e tocavam, e iam para um churrasco e tocavam mais, entendeu? Quando cada um tem a sua pr\u00f3pria vida, fica mais dif\u00edcil ter esse entrosamento, essa conviv\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Melissa: Tem a quest\u00e3o do contexto tamb\u00e9m, a coisa do artista que consegue materializar alguma coisa que est\u00e1 no ar. E naquele final dos anos 1980, come\u00e7o dos anos 90, tinha muita coisa acontecendo no Brasil. O pa\u00eds estava saindo de um per\u00edodo pol\u00edtico muito dif\u00edcil, a juventude super entediada, sem op\u00e7\u00f5es de lazer, n\u00e3o existia um mercado de entretenimento como o de hoje. O pessoal da Reles ficava de bobeira nas pracinhas, n\u00e3o tinham o que fazer, n\u00e3o tinha internet, n\u00e3o tinha nada do que tem hoje. O que eles fizeram? Arrumaram instrumentos para tocar e foram beber nessa fonte mod, e fizeram uma coisa muito bem costurada entre som e est\u00e9tica. \u00c9 a est\u00e9tica da Londres dos mods com a est\u00e9tica paulista do Ira! e a est\u00e9tica de Curitiba. Todos com o c\u00e9u cinza, a chuva, a umidade essa coisa de sair com a garota, de respirar fuma\u00e7a. Ent\u00e3o eu acho que eles conseguiram sintetizar realmente isso tudo, e \u00e9 isso que o bom artista faz: ele pega alguma coisa que t\u00e1 no ar e materializa aquilo de alguma forma. No caso da Reles, foi na forma da m\u00fasica. \u00c9 a autenticidade que faz desse disco algo realmente t\u00e3o bom.<\/p>\n<figure id=\"attachment_77652\" aria-describedby=\"caption-attachment-77652\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-77652 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/melissamarcelo.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"525\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/melissamarcelo.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/melissamarcelo-300x210.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/melissamarcelo-120x85.jpg 120w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-77652\" class=\"wp-caption-text\"><em>Melissa Medroni (foto de Sandra Nascimento) e Marcelo Dallegrave (foto de Theo Marques)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p><em>\u2013 Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@leovinhas<\/a>) \u00e9 produtor e assina a se\u00e7\u00e3o Conex\u00e3o Latina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/05\/03\/tag\/conexao_latina\/\">aqui<\/a>) no Scream &amp; Yell.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Os autores conseguiram fazer um aut\u00eantico resgate hist\u00f3rico, recriando o clima e o contexto da \u00e9poca sem carregar nas tintas saudosistas ou aumentar a dimens\u00e3o dos fatos.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/10\/30\/entrevista-melissa-medroni-e-marcelo-dallegrave-falam-sobre-o-livro-que-disseca-o-disco-as-historias-sao-iguais-da-relespublica\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":6,"featured_media":77650,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[9,3],"tags":[4591,2429],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/77648"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=77648"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/77648\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":77657,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/77648\/revisions\/77657"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/77650"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=77648"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=77648"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=77648"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}