{"id":77460,"date":"2006-02-20T15:38:00","date_gmt":"2006-02-20T18:38:00","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=77460"},"modified":"2023-10-24T15:47:33","modified_gmt":"2023-10-24T18:47:33","slug":"ao-vivo-rolling-stones-desfilam-40-anos-de-hits-em-show-historico-na-praia-de-copacabana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2006\/02\/20\/ao-vivo-rolling-stones-desfilam-40-anos-de-hits-em-show-historico-na-praia-de-copacabana\/","title":{"rendered":"Ao vivo: Rolling Stones desfilam 40 anos de hits em show hist\u00f3rico na praia de Copacabana"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto de\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marcelo Costa<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Voc\u00ea vai se meter naquela roubada?&#8221;, questionou uma amiga, carioca. &#8220;Cuidado, esse show tem cara de Altamont 2&#8221;, recomendou um amigo jornalista, paulista. Na manh\u00e3 de s\u00e1bado, no Rio de Janeiro, jornais de todo pa\u00eds destacavam o poss\u00edvel &#8220;maior show de rock da hist\u00f3ria&#8221; com manchetes que iam de Luciana Gimenez exibindo o &#8220;cofrinho&#8221; na piscina do Hotel Copacabana Palace tanto quanto a op\u00e7\u00e3o da prefeitura carioca em deslocar os 1800 policiais do Core (Coordenadoria de Recursos Especiais) para a \u00e1rea do show, relembrando uma velha piada: &#8220;se todo mundo estava em Copacabana, quem estava tomando conta da lojinha? Ou melhor, da Rocinha?&#8221; Segundo expectativas, o show dos Rolling Stones na praia de Copacabana tinha tudo para ser um caos, mas deu tudo incrivelmente certo. No fim, o fiasco mesmo foi da transmiss\u00e3o da Rede Globo, mas confesse: algu\u00e9m esperava algo diferente?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Logo que o Rio de Janeiro acordou no s\u00e1bado, com os bra\u00e7os do Cristo Redentor abertos acolhendo milhares de \u00f4nibus vindos de toda parte do pa\u00eds, o dia era dos Stones. Vendedores ambulantes tinham de tudo: fitinhas, adesivos, placas de carro, bandanas, tatuagens e v\u00e1rios ziriguiduns e badulaques tendo os Stones como tema. Nas m\u00e3os de camel\u00f4s, camisetas &#8220;Eu Fui&#8221; saiam por R$ 15. J\u00e1 na barraca oficial, era poss\u00edvel comprar uma camiseta da &#8220;Big Bang Tour 2006&#8221; por R$ 35. Enquanto quase todos os bares da Orla vendiam chopp Brahma, a cerveja oficial da festa stoniana era a Skol, talvez pelo prefixo do nome, um \u00f3timo estandarte para o sotaque carioqu\u00eas: &#8220;Tr\u00eassssssss sssssssssssssssssskol por cinco reaissssssssssssssss&#8221;, pregava a promo\u00e7\u00e3o ambulante. Durante o dia, um sol comportado de 32\u00b0 respeitou a pele da turistada que embalava a torre de babel copacabanesca, misturando sotaque espanhol com ingl\u00eas mais russo e franc\u00eas e paulista e ga\u00facho e qualquer outro que voc\u00ea consiga imaginar.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-77462\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/rs2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/rs2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/rs2-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao final da segunda meia-noite (era uma vez mais um hor\u00e1rio de ver\u00e3o), a Policia Militar estimava um p\u00fablico de 1,3 milh\u00f5es de pessoas. A organiza\u00e7\u00e3o tratou de colocar mais 700 mil na avenida Atl\u00e2ntica e na orla de Copa, arredondando o p\u00fablico presente para 2 milh\u00f5es de pessoas. Se pensarmos que no mesmo momento em que o rock exaltava o barulho das guitarras em Copacabana, o bloco &#8220;Simpatia \u00e9 Quase Amor&#8221; arrastava uma multid\u00e3o em Ipanema \u2013 guiadas por um sensacional boteco trailer ambulante (a cerveja tem que ir aonde o povo est\u00e1), brincava um foli\u00e3o \u2013 ao som de batuques, tamborins e gritos de carnaval, daria para dizer que naquele c\u00edrculo de menos de 5 mil quil\u00f4metros havia, ao menos, uns 3 milh\u00f5es de seres humanos (mais meio milh\u00e3o de poodles). Quer saber: &#8220;O Rio de Janeiro continua lindo, o Rio de Janeiro continua sendo&#8221;&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na parte que nos cabe, o palco montado nas areias de Copacabana, em frente ao badalado Copacabana Palace, com uma funcional passarela criada especialmente para que a banda sa\u00edsse do hotel para o show, exibia dois pequenos tel\u00f5es laterais (esque\u00e7am os outros seis tel\u00f5es alardeados pela prefeitura carioca, papo para gringo \u2013 n\u00e3o \u2013 ver), um enorme tel\u00e3o central de 13 metros de altura (s\u00f3 usado no show principal) e um som extremamente potente, cristalino. Ap\u00f3s as apresenta\u00e7\u00f5es do DJ Marcelo Janot e do grupo AfroReggae, os paulistas do Tit\u00e3s entraram no palco dispostos a mostrar que no Brasil tamb\u00e9m se faz rock&#8217;n&#8217;roll. Para tanto, a banda se apoiou em hits antigos como \u201cSon\u00edfera Ilha\u201d, \u201cFam\u00edlia\u201d, \u201cHomem Primata\u201d, \u201cBichos Escrotos\u201d, \u201cLugar Nenhum\u201d, \u201cPol\u00edcia\u201d, \u201cFlores\u201d, \u201cAa-Uu\u201d e \u201cDomingo\u201d, e can\u00e7\u00f5es mais recentes como a bela balada \u201cEpit\u00e1fio\u201d, a cover \u201cAluga-se\u201d (Raul Seixas) e \u201cVossa Excel\u00eancia\u201d, m\u00fasica de trabalho do \u00e1lbum \u201cMTV Ao Vivo\u201d, lan\u00e7ado em 2005. Em uma apresenta\u00e7\u00e3o de 40 minutos, o Tit\u00e3s contou com um coro de 1 milh\u00e3o de pessoas em uma boa apresenta\u00e7\u00e3o de cl\u00e1ssicos, mas que sente falta de boas can\u00e7\u00f5es novas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 os Stones pisaram no palco para apresentar a \u201cA Bigger Bang Tour\u201d, que divulga o \u00e1lbum mais recente dos ingleses, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2005\/09\/21\/critica-a-bigger-bang-um-discaco-de-rock-dos-stones\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">o melhor disco deles em mais de duas d\u00e9cadas<\/a>, cronologicamente, deste \u201cTattoo You\u201d, de 1981. \u201cA Bigger Bang\u2019 foi representado por quatro can\u00e7\u00f5es das vinte que fizeram parte do repert\u00f3rio do show em Copacabana, e que ir\u00e1 virar um DVD, \u00fanico registro da tour, at\u00e9 o meio do ano. Para se ter uma ideia, apenas os \u00e1lbuns cl\u00e1ssicos \u201cLet it Bleed\u201d (1969), \u201cSticky Fingers\u201d (1971) e \u201cExile on Main St.\u201d (1972) cederam duas m\u00fasicas (cada um) para o show, sendo o restante do repert\u00f3rio variado entre discos de 1965 (\u201cGet Off Of My Cloud\u201d, do \u00e1lbum \u201cDecember&#8217;s Children\u201d) at\u00e9 1994 (\u201cYou Got Me Rocking\u201d, do \u00f3timo \u201cVoodoo Lounge\u201d). Entre os dois v\u00e9rtices, uma sucess\u00e3o de hits e cl\u00e1ssicos stonianos para lavar a alma do p\u00fablico, em um show que muitos consideram o \u00faltimo da banda em terras brasileiras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A apresenta\u00e7\u00e3o come\u00e7ou pontualmente \u00e0s 21h45 com as velhuscas e empolgantes \u201cJumpin&#8217; Jack Flash\u201d e \u201cIt&#8217;s Only Rock &#8216;n&#8217; Roll\u201d. Emendou com a forte \u201cYou Got Me Rocking\u201d, a balada bluezy \u201cTumbling Dice\u201d e a primeira das novas can\u00e7\u00f5es, a \u00f3tima \u201cOh No, Not You Again\u201d, com letra que sacaneia Luciana Giminez (&#8220;Oh n\u00e3o, voc\u00ea de novo \/ Fodendo com minha vida \/ Foi ruim da primeira vez \/ Melhor seguir meu pr\u00f3prio conselho \/ Tudo est\u00e1 perfeito \/ Mas eu sou al\u00e9rgico \/ Ao seu olhar Mercen\u00e1rio&#8221;, diz a letra). Neste primeiro quarto do show j\u00e1 foi poss\u00edvel sacar a real da banda: Mick Jagger \u00e9 mesmo o centro das aten\u00e7\u00f5es. Ele dan\u00e7a, corre, rebola e canta, mas canta muito. T\u00eam controle total da plateia. Keith Richards posa de excessos, um cabra marcado para morrer, jogado em um canto do palco. Em muitas can\u00e7\u00f5es, Keith acaba obscurecido por Ron Wood, que solou muito, e bem. J\u00e1 o baterista Charlie Watts \u00e9 um gentleman, um lorde que bate nas peles de sua bateria como se estivesse fazendo um carinho no rosto de uma menina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na primeira troca de roupas da noite, Jagger volta com uma camisa azul sobre uma malha preta, e canta a linda \u201cWild Horses\u201d, com Keith no viol\u00e3o e \u00f3timos solos de Ron Wood. O momento de calma \u00e9 sacudido pela funkeada \u201cRain Fall Down\u201d, uma das melhores can\u00e7\u00f5es de \u201cA Bigger Bang\u201d, com Jagger na terceira guitarra auxiliando o riff forte da m\u00fasica, e o baixista Darryl Jones dando um show particular. Ap\u00f3s o agito, o improviso de \u201cMidnight Ramber\u201d, com Jagger desta vez empunhando uma harm\u00f4nica, e arrasando em 12 minutos de blues. A seq\u00fc\u00eancia n\u00e3o poderia ser mais apropriada: \u201cNightime&#8217;s the Right Time\u201d, cover homenagem para Ray Charles, que s\u00f3 foi tocada tr\u00eas vezes na \u201cA Bigger Bang Tour\u201d, e destacou o vozeir\u00e3o e as belas pernas da backing vocal Lisa Fischer. O segundo quarto do show terminou com o momento &#8220;solo&#8221; de Keith Richards, emendando com seu vocal rouco a nova \u2013 e sixtie \u2013 \u201cThis Place Is Empty\u201d (do deliciosamente constrangedor verso: &#8220;ora, vamos, docinho, desnude seus mel\u00f5es e me fa\u00e7a sentir em casa novamente&#8221;) com o sucesso \u201cHappy\u201d, esta \u00faltima destacando um arrasador solo na slide guitar de Ron Wood.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-77463\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/rs3.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/rs3.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/rs3-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cMiss You\u201d fez a festa do p\u00fablico e serviu de cama para que a banda entrasse em seu mini palco, deixasse para tr\u00e1s a \u00e1rea vip (com 2400 convidados e 300 jornalistas) e chegasse na beira do gargarejo para tocar a potente \u201cRough Justice\u201d (outra das can\u00e7\u00f5es novas), e as antigas \u201cGet Off Of My Cloud\u201d e \u201cHonky Tonk Women\u201d, esta \u00faltima, segundo Bob Dylan, respons\u00e1vel pela levada de bateria mais foda\u00e7a da hist\u00f3ria do rock&#8217;n&#8217;roll. De volta ao superpalco, e com uma nova troca de roupa no script, Jagger se apresenta vestido de Dem\u00f4nio, com chap\u00e9u e capa, e canta, para alegria dos f\u00e3s, a can\u00e7\u00e3o mais brasileira de todo repert\u00f3rio stoniano: \u201cSympathy For The Devil\u201d. Para o final do show, dois hits arrasa-quarteir\u00e3o: \u201cStart Me Up\u201d e \u201cBrown Sugar\u201d. No bis, Mick Jagger exibiu uma camiseta com a bandeira do Brasil, estilo camel\u00f4, e conduziu o p\u00fablico em outro longo improviso, desta vez ao som da \u00f3tima \u201cYou Can&#8217;t Always Get What You Want\u201d. O circo rock&#8217;n&#8217;roll se fechou, como era esperado, ao som de \u201c(I Can&#8217;t Get No) Satisfaction\u201d, com 1 milh\u00e3o e 300 mil pessoas cantando e gritanto &#8220;Hey hey hey, that&#8217;s what I say&#8221;, um fecho de ouro para uma apresenta\u00e7\u00e3o irretoc\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No fim das contas, n\u00e3o foi uma roubada, n\u00e3o morreu ningu\u00e9m, e na hora do show, com os t\u00eanis enfiados na areia de Copacabana, foi poss\u00edvel assistir \u2013 e principalmente ouvir com perfei\u00e7\u00e3o \u2013 a maior banda de rock da hist\u00f3ria desfilar um repert\u00f3rio de exatos 40 anos de m\u00fasica (\u201cSatisfaction\u201d \u00e9 de 1965, \u201cRough Justice\u201d de 2005). Desconfio que at\u00e9 os traficantes da Rocinha (que dias antes estouraram a bala todas as caixas de luz de v\u00e1rios bairros perif\u00e9ricos, deixando milhares de pessoas na escurid\u00e3o e sem energia el\u00e9trica) abriram uma exce\u00e7\u00e3o e respeitaram os ingleses, porque se h\u00e1 uma banda nessa hist\u00f3ria toda de rock&#8217;n&#8217;roll que merece respeito, essa banda \u00e9 o Stones. Eles poderiam cuspir no monumento, mas, durante 120 minutos, se entregaram de corpo e alma para o p\u00fablico. Com quase todos os integrantes na casa dos 60 e poucos anos, fica dif\u00edcil prever \u2013 e esperar \u2013 uma nova turn\u00ea mundial da banda. Se for assim, quem viu, viu. Quem n\u00e3o viu&#8230; pode se contentar com o DVD, mas ele dever\u00e1 transmitir apenas uma part\u00edcula do que foi a emo\u00e7\u00e3o de se presenciar a hist\u00f3ria do rock sendo escrita na sua frente. E, melhor, fazer parte disso. Um show hist\u00f3rico, com pinta de &#8220;gran finalle&#8221;, como deveria ser.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"How The Rolling Stones Put On The World&#039;s Biggest Rock Show!\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/AczQDwH97CM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Rolling Stones (Live At Rio 2006 completo)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/pt-TXDHQN1E?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>\u2013 Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@screamyell<\/a>) \u00e9 editor do Scream &amp; Yell e assina a\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Calmantes com Champagne<\/a>.\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"texto de\u00a0Marcelo Costa &#8220;Voc\u00ea vai se meter naquela roubada?&#8221;, questionou uma amiga, carioca. &#8220;Cuidado, esse show tem cara de Altamont 2&#8221;, recomendou um \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2006\/02\/20\/ao-vivo-rolling-stones-desfilam-40-anos-de-hits-em-show-historico-na-praia-de-copacabana\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":77461,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[1260],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/77460"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=77460"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/77460\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":77464,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/77460\/revisions\/77464"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/77461"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=77460"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=77460"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=77460"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}