{"id":77445,"date":"2023-10-25T08:30:00","date_gmt":"2023-10-25T11:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=77445"},"modified":"2023-12-15T12:47:28","modified_gmt":"2023-12-15T15:47:28","slug":"critica-hackney-diamonds-um-bom-disco-dos-stones-com-producao-porca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/10\/25\/critica-hackney-diamonds-um-bom-disco-dos-stones-com-producao-porca\/","title":{"rendered":"Cr\u00edtica: \u201cHackney Diamonds\u201d, dos Stones, padece do mal do produtor hypado"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto de\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marcelo Costa<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pra come\u00e7o de conversa, toda vez que os Stones lan\u00e7am um disco novo (importante lembrar que, com \u201cHackney Diamonds\u201d, s\u00e3o apenas quatro \u00e1lbuns de in\u00e9ditas em 30 anos) surge aquela frase quase aned\u00f3tica de que o referido \u00e9 \u201co melhor disco dos Rolling Stones desde&#8230; a morte de Tutanc\u00e2mon, em 1.324 a.C.\u201d. Bobagem. Eles quase foram atropelados pelo furac\u00e3o punk e pela disco music no final dos anos 1970, ainda que a segunda tenha lhes rendido um hit poderoso, \u201cMiss You\u201d, mas desde que a banda entrou na sua fase adulta, p\u00f3s \u201climpeza\u201d de Keith Richards, que no come\u00e7o dos anos 1980 observou seu parceiro Mick Jagger fazendo umas bobagens no controle do legado at\u00e9 perder a paci\u00eancia e quase sair no tapa com ele durante as grava\u00e7\u00f5es de \u201cDirty Work\u201d (1986), um disco confuso de ruptura, que os Stones &#8211; agora com lideran\u00e7a dividida entre Mick e Keith &#8211; se concentram em fazer aquilo que sabem ao inv\u00e9s de entrar na onda das modinhas do momento (ok, houve uma r\u00e1pida queda trip hop em &#8220;Bridges To Babylon&#8221; que quase ferrou a banda).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, o primeiro disco de aceno de paz entre o redivivo Keith Richards e o megaloman\u00edaco Mick Jagger depois do circo quase pegar fogo na metade dos anos 1980 seria \u201cSteel Whells\u201d, um disco sessentista para o come\u00e7o dos anos noventa que serviu para colocar o grupo nos eixos. O brilhante \u201cVoodoo Lounge\u201d (1994), que veio na sequ\u00eancia, era muito mais amplo, grandioso e apaixonante, o que fez com que a banda subisse no salto alto e quase desmoronasse com \u201cBridges to Babylon\u201d (1997), e diz muito o fato do hit do \u00e1lbum ser um pl\u00e1gio de k.d. lang perpetrado por Mick que Keith s\u00f3 percebeu quando o disco j\u00e1 estava na f\u00e1brica, e acionou os advogados para evitar processos futuros admitindo a &#8220;parceria&#8221;. \u201cA Bigger Bang\u201d (2005), <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2005\/09\/21\/critica-a-bigger-bang-um-discaco-de-rock-dos-stones\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">o subestimado primeiro disco dos caras no novo mil\u00eanio<\/a>, pecava por ser longo demais, mas era sacana, divertido, um back to basics com produ\u00e7\u00e3o cuidadosa de Don Was, que deixou o som da cozinha gordo, rechonchudo, e das guitarras deliciosamente estridentes. Um disca\u00e7o!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O equ\u00edvoco com \u201cHackney Diamonds\u201d come\u00e7a, segundo algumas fontes, justamente quando Ron Wood reclama para Paul McCartney que o trabalho com Don Was &#8211; parceiro da banda desde &#8220;Voodoo Lounge&#8221; &#8211; no novo disco dos Stones est\u00e1 emperrado, n\u00e3o est\u00e1 funcionando, e de que eles precisam de &#8220;algu\u00e9m para lhes dar um chute na bunda&#8221;. O ex-beatle recomenda testar Andrew Watt, um \u201cjovem de 33 anos\u201d que ganhou um Grammy de Produtor do Ano em 2021 ap\u00f3s trabalhos com Ozzy Osbourne (\u201cOrdinary Man\u201d), Miley Cyrus (\u201cPlastic Hearts\u201d), Justin Bieber (\u201cJustice\u201d) e Eddie Vedder (\u201cEarthling\u201d), algo que o resenhista JR Moores, do The Quietus, <a href=\"https:\/\/thequietus.com\/articles\/33511-rolling-stones-hackney-diamonds-review\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">sugere abertamente como sabotagem<\/a>: Paul teria indicado um cara pros Stones visando ferrar a banda. Poderia soar plaus\u00edvel, mas \u00e9 sempre importante lembrar que a \u00faltima coisa que todo rockstar que se preze quer \u00e9 algu\u00e9m enchendo o saco no est\u00fadio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u00faltimo grande disco solo de Paul, \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/06\/22\/discografia-comentada-paul-mccartney\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Chaos and Creation in the Backyard<\/a>\u201d (2005), foi produzido por Nigel Godrich, famoso por seus trabalhos com o Radiohead, e mesmo com os elogios ao \u00e1lbum, Paul classificou as sess\u00f5es como estafantes e n\u00e3o animou a trabalhar com ele novamente. O \u00fanico disco absolutamente cl\u00e1ssico do Foo Fighters, \u201cThe Colour and the Shape\u201d (1997), foi produzido por Gil Norton (que tem outro disco cl\u00e1ssico no curr\u00edculo, \u201cDoolittle\u201d, do Pixies), que exigiu tanto da banda <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/10\/10\/literatura-dave-grohl-testemunha-ocular-das-mudancas-no-rock-e-na-musica-pop\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">que Dave Grohl pegou um trauma do processo<\/a>, e passou a autoproduzir os discos seguintes de seu grupo, mesmo caminho que Bob Dylan tomou ap\u00f3s dois discos antol\u00f3gicos com Daniel Lanois: \u201cOh Mercy\u201d (1989) e \u201c<a href=\"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2018\/04\/06\/dylan-com-cafe-dia-39-time-out-of-mind\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Time Out of Mind<\/a>\u201d (1997). Ou seja, os caras at\u00e9 querem parir um grande disco, mas n\u00e3o est\u00e3o necessariamente prontos para mergulhar num processo exigente e cansativo com algu\u00e9m que exiga mais deles do que eles est\u00e3o afim de dar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sob o comando da produ\u00e7\u00e3o de \u201cHackney Diamonds\u201d, Andrew Watt dispensou o grande baixista Darryl Jones (colaborador dos Stones desde 1993!) para assumir a fun\u00e7\u00e3o, o que por si s\u00f3 j\u00e1 \u00e9 bizarro, e deixou o som da bateria seco, espa\u00e7oso, vazio e absolutamente sem gra\u00e7a, tudo aquilo que n\u00e3o era quando o falecido Charlie Watts (que deixou dois sons p\u00f3stumos para o \u00e1lbum, &#8220;Mess It Up&#8221; and &#8220;Live by the Sword&#8221;) era o respons\u00e1vel pelas baquetas \u2013 e que fez Bob Dylan, certa vez, classificar o hino \u201cHonky Tonk Women\u201d como a condu\u00e7\u00e3o mais tesuda do rock. Para uma banda cujo sexo \u00e9 um ingrediente essencial, falta tes\u00e3o e desejo a \u201cHackney Diamonds\u201d. \u00c9 poss\u00edvel vislumbrar que as can\u00e7\u00f5es s\u00e3o boas, mas sua for\u00e7a ficou na mesa de mixagem em prol de um som mais na cara, mas confuso. Nenhuma faixa aqui arranha o status de arrasa quarteir\u00e3o de, por exemplo, &#8220;Rain Fall Down&#8221;, de \u201cA Bigger Bang\u201d, com seu riff que \u201cune INXS com Franz Ferdinand e que metade das novas bandas dariam a vida para ter escrito\u201d. Veja bem: a compara\u00e7\u00e3o aqui n\u00e3o \u00e9 com nenhum cl\u00e1ssico inconteste dos Glimmer Twins, mas com uma m\u00fasica que os Stones tocaram 40 vezes na turn\u00ea de 2005\/2006 \u2013 <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2006\/02\/20\/ao-vivo-rolling-stones-desfilam-40-anos-de-hits-em-show-historico-na-praia-de-copacabana\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">no Rio, inclusive<\/a>.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Rolling Stones - Angry (Official Music Video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/_mEC54eTuGw?list=OLAK5uy_nsgVCCHAcnZQSMaZXY62TYNUrtLifHMHM\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cAngry\u201d, single que abre o disco, uma colabora\u00e7\u00e3o de Jagger e Richards com Watt (sempre desconfie quando compositores de alto calibre recrutam servi\u00e7os de hitmakers da modinha em momentos de inseguran\u00e7a criativa) \u2013 o produtor assina mais duas participa\u00e7\u00f5es no \u00e1lbum \u2013 \u00e9 retrato da falta de tes\u00e3o do disquinho. Os riffs de guitarra s\u00e3o fortes, a voz de Mick est\u00e1 no ponto, mas a bateria de Steve Jordan \u00e9 fraquinha e n\u00e3o representa a letra que conta a hist\u00f3ria de um homem que est\u00e1 puto porque est\u00e1 sem sexo em casa h\u00e1 mais de m\u00eas e ainda tem que tomar comprimidos e, contrariado, ir ao Brasil lidar com Luciana Gimenez. \u00c9 daquelas can\u00e7\u00f5es que deveriam pegar o ouvinte pelo pesco\u00e7o e balan\u00e7\u00e1-lo, mas a mix n\u00e3o colabora. \u201cGet Close\u201d, outra com Watt, tem um riffz\u00e3o de Keith, um refr\u00e3o \u00f3bvio e uma bateria confusa. O country \u201cDepending on You\u201d (terceira e \u00faltima parceria com Watt: sim, as tr\u00eas dele abrem o disco &#8211; haja ego) \u00e9 muito mais interessante pela letra confessional de Mick, que lamenta que seu par o tenha trocado por algu\u00e9m mais novo, e crava, genial: \u201cEu inventei o jogo, mas perdi como um idiota \/ Agora sou jovem demais para morrer e velho demais para perder\u201d. Palmas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O rockinho &#8220;Bite My Head Off&#8221; traz o amigo (da on\u00e7a?) Paul McCartney numa levada atipicamente sujona de baixo enquanto a boa &#8220;Whole Wide World&#8221; busca memorias do passado e o blues &#8220;Dreamy Skies&#8221; soa um rascunhozinho de uma verdadeira can\u00e7\u00e3o: assim como em outras, \u00e9 possivelmente ver o potencial dela, mas a sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 de uma demo tape gravada com o descaso t\u00edpico de algo que n\u00e3o \u00e9 um produto final. &#8220;Mess It Up&#8221; traz Charlie Watts para o rol\u00ea, e d\u00e1 certa pista do que pode ter dado t\u00e3o errado no \u00e1lbum: Charlie tem uma condi\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica, limpa, direta, enquanto Jordan sempre faz umas viradinhas que embolam o som. Ainda assim, &#8220;Mess It Up&#8221; carece de for\u00e7a, como todo \u00e1lbum, algo que tamb\u00e9m acomete a boa &#8220;Live by the Sword&#8221;, a outra com Watts na bateria, e, aqui, Elton John no piano (ele tamb\u00e9m toca em \u201cGet Close&#8221;), Bill Wyman no baixo e produ\u00e7\u00e3o adicional de Don Was (quest\u00e3o: ser\u00e1 ela uma sobra retrabalhada de &#8220;Steel Wheels&#8221;?). &#8220;Driving Me Too Hard&#8221; \u00e9 aquela balada n\u00e3o balada em que os riffs parecem flutuar, e aqui Jordan conduz de maneira mais limpa, a l\u00e1 Charlie. \u00c9 outra\u00a0 que poderia crescer nas m\u00e3os certas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O trecho final do \u00e1lbum traz o momento Keith Richards cantando &#8220;Tell Me Straight&#8221;, mais uma n\u00edtida can\u00e7\u00e3o que parece ir de nenhum lugar para lugar nenhum \u2013 coloque-a antes de \u201cThru and Thru\u201d, de \u201cVoodoo Lounge\u201d, numa audi\u00e7\u00e3o que ficar\u00e1 bastante percept\u00edvel o tamanho do buraco. Um dos singles do \u00e1lbum, o blues &#8220;Sweet Sounds of Heaven&#8221;, que traz Lady Gaga aos berros e Stevie Wonder no piano e nos teclados, e mais uma can\u00e7\u00e3o com potencial presa a uma mixagem que parece impedir que o som circule livremente: a sensa\u00e7\u00e3o nela assim como em todo o \u00e1lbum \u00e9 de que as can\u00e7\u00f5es, tal qual um prisioneiro antigo numa penitenciaria, est\u00e3o amarradas a uma grande bola de ferro que as impede de soar livre. \u201cRolling Stone Blues\u201d, que se conecta diretamente ao \u00faltimo \u00e1lbum de est\u00fadio da banda, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/10\/24\/o-blues-dos-rolling-stones\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">o \u00f3timo \u201cBlue &amp; Lonesome\u201d<\/a>, feito s\u00f3 de covers, \u00e9 mais uma can\u00e7\u00e3o que carece de emo\u00e7\u00e3o, e blues sem emo\u00e7\u00e3o \u00e9 o fim do mundo, n\u00e3o d\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Prov\u00e1vel \u00faltimo disco da carreira dos Stones \u2013 Mick est\u00e1 com 80, Keith far\u00e1 80 em dezembro e Ron Wood est\u00e1 com 76), \u201cHackney Diamonds\u201d exibe um monte de ideias boas que se perderam na mesa de produ\u00e7\u00e3o. <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/04\/26\/filmografia-todo-o-cinema-de-woody-allen\/a\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Woody Allen disse<\/a>, certa vez, que ele ama quando tem a ideia, mas sabe que pouco dela estar\u00e1 no produto final, pois o processo de se fazer um filme (e, tamb\u00e9m, um disco) envolve tanta gente que muito daquele brilho inicial se perder\u00e1 nas fases do projeto. \u201cHackney Diamonds\u201d carece de brilho. \u00c9 mais um daqueles discos em que um produtor badaladinho usa uma banda de sucesso a seu bel prazer para realizar desejos pessoais (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/06\/09\/titas-dado-villa-lobos-e-nando-reis\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aconteceu at\u00e9 com o Tit\u00e3s em \u201cSacos Pl\u00e1sticos\u201d<\/a>). N\u00e3o chega a soar inferior a \u201cBridges to Babylon\u201d, mas est\u00e1 a quil\u00f4metros de \u201cA Bigger Bang\u201d e \u201cVoodoo Lounge\u201d \u2013 que dir\u00e1 de \u201cTatoo You\u201d (1981), \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/05\/11\/garimpo-sonoro-os-50-anos-de-exile-on-main-street-dos-rolling-stones\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Exile on Main St.<\/a>\u201d (1972) e \u201cSticky Fingers\u201d (1971). \u00c9 s\u00f3 mais um disco para lev\u00e1-los para a estrada, e esse, sim, \u00e9 o grande m\u00e9rito de \u201cHackney Diamonds\u201d, o de ser um \u00e1lbum para uma turn\u00ea. Daqui tr\u00eas meses, ningu\u00e9m vai se lembrar desse disco.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/10\/25\/critica-hackney-diamonds-nao-e-uma-obra-prima-mas-e-um-trabalho-respeitavel-dos-stones\/\"><em>Leia tamb\u00e9m:\u00a0\u201cHackney Diamonds\u201d, dos Stones, n\u00e3o \u00e9 uma obra-prima, mas \u00e9 respeit\u00e1vel, por Davi Caro<\/em><\/a><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Rolling Stones &amp; Lady Gaga \u2013 Sweet Sounds Of Heaven (Live from Racket NYC)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Wt3ISLkIS38?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Rolling Stones LIVE in conversation with Jimmy Fallon \/\/ New album \u2018Hackney Diamonds\u2019\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/NSzJhzfDtS4?list=PLIEx7PjdcpR5y1epIcij-7sjzIajzJYnV\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Hackney Diamonds \u2014 Unboxing the new album\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/e1VxxlEnQns?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>\u2013 Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@screamyell<\/a>) \u00e9 editor do Scream &amp; Yell e assina a\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Calmantes com Champagne<\/a>.\u00a0<\/em><\/p>\n<p>]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Prov\u00e1vel \u00faltimo disco da carreira dos Stones \u2013 Mick est\u00e1 com 80, Keith far\u00e1 80 em dezembro e Ron Wood est\u00e1 com 76), \u201cHackney Diamonds\u201d exibe um monte de ideias boas que se perderam na mesa de produ\u00e7\u00e3o.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/10\/25\/critica-hackney-diamonds-um-bom-disco-dos-stones-com-producao-porca\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":77446,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[1260],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/77445"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=77445"}],"version-history":[{"count":42,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/77445\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":77609,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/77445\/revisions\/77609"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/77446"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=77445"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=77445"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=77445"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}