{"id":77392,"date":"2023-10-21T22:55:04","date_gmt":"2023-10-22T01:55:04","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=77392"},"modified":"2023-11-08T13:39:05","modified_gmt":"2023-11-08T16:39:05","slug":"ao-vivo-som-pessimo-deixa-ainda-mais-evidente-as-fraquezas-do-l7-em-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/10\/21\/ao-vivo-som-pessimo-deixa-ainda-mais-evidente-as-fraquezas-do-l7-em-sao-paulo\/","title":{"rendered":"Ao vivo: Som p\u00e9ssimo deixa ainda mais evidente as fraquezas do L7 em S\u00e3o Paulo"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/lvinhas78\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leonardo Vinhas<\/a><br \/>\nfotos por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/fernandoyokota\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fernando Yokota<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Problems&#8230; You know, we have some problems here&#8221;. Essas s\u00e3o as primeiras palavras de uma Donita Sparks completamente puta da cara na primeira apresenta\u00e7\u00e3o do L7 em terras brasileiras. No dia 20 de outubro de 2023, ela, mais as parceiras de sempre Suzi Gardner (voz e guitarra), Jennifer Finch (voz e baixo) e Dee Plakas (bateria) subiram ao palco do Carioca Club para iniciar a tour sul-americana \u201cThe Best of L7\u201d, <a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\/status\/1708878311571575096\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">que passar\u00e1 ainda<\/a> por Ribeir\u00e3o Preto, Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, antes de seguir para Buenos Aires, Santiago e Bogot\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Problemas, de fato, havia. Era o som \u2013 que come\u00e7ou p\u00e9ssimo e, apesar de alguma melhora, seguiu ruim at\u00e9 o fim da apresenta\u00e7\u00e3o. Durante as quase duas horas de show, n\u00e3o se ouviria a guitarra de Suzi Gardner, enquanto a de Donita oscilava entre ficar ch\u00f4cha ou apitando. E \u2013 pecado maior, talvez \u2013 o baixo de Jennifer Finch vinha sem peso em muitas m\u00fasicas, tirando boa parte da for\u00e7a e do atrativo delas.<\/p>\n<figure id=\"attachment_77393\" aria-describedby=\"caption-attachment-77393\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-77393 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/2023-10-20-l7-2048px-_FY_0773-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"938\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/2023-10-20-l7-2048px-_FY_0773-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/2023-10-20-l7-2048px-_FY_0773-copiar-240x300.jpg 240w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-77393\" class=\"wp-caption-text\"><em>Donita Sparks<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas isso estava longe de ser um problema para os f\u00e3s que encheram (mas n\u00e3o abarrotaram) a casa noturna paulistana. Por uma simples raz\u00e3o: f\u00e3 n\u00e3o sai de casa para se incomodar, mas sim para celebrar o encontro com seus \u201c\u00eddolos\u201d \u2013 ou pelo menos, com um peda\u00e7o querido de seu presente (ou passado). O f\u00e3 \u2013 de qualquer g\u00eanero musical, de cinema, de teatro, do que quer que seja \u2013 vai ali pra se esgoelar, cantar junto e, no caso da noite em quest\u00e3o, transformar a frente do palco em uma esp\u00e9cie de passarela onde era \u201cobrigat\u00f3rio\u201d fazer alguma micagem antes de partir para o stage dive.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Est\u00e3o \u201cerrados\u201d? Isso \u00e9 algo que n\u00e3o cabe \u00e0 reportagem avaliar. Mas \u00e9 poss\u00edvel avaliar o show, e esse foi bastante frustrante para qualquer um que n\u00e3o se encaixasse na persona descrita no par\u00e1grafo acima.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O som mal ajustado evidenciou uma caracter\u00edstica do L7 que mesmo seus admiradores menos apaixonados j\u00e1 haviam se ligado: em termos de composi\u00e7\u00e3o, a banda n\u00e3o \u00e9 l\u00e1 essas coisas. \u201cBricks Are Heavy\u201d, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/04\/14\/os-30-anos-de-bricks-are-heavy-do-l7\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00e1lbum de 1992 que deu fama ao grupo,<\/a> tem algumas das can\u00e7\u00f5es mais redondas da banda, mas isso se deve em grande parte \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de Butch Vig, que soube polir arestas e limpar a sujeira excessiva sem tornar o som domesticado ou ass\u00e9ptico.<\/p>\n<figure id=\"attachment_77395\" aria-describedby=\"caption-attachment-77395\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-77395 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/2023-10-20-l7-2048px-_FY_0786-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"740\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/2023-10-20-l7-2048px-_FY_0786-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/2023-10-20-l7-2048px-_FY_0786-copiar-300x296.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-77395\" class=\"wp-caption-text\"><em>Jennifer Finch<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cMonster\u201d, \u201cShitlist\u201d e \u201cWargasm\u201d, algumas das faixas mais emblem\u00e1ticas do disco, dificilmente teriam sido hits se n\u00e3o tivessem tido um tratamento sonoro que as prepararam tanto para as r\u00e1dios da \u00e9poca como para shows de arena. Outras, como \u201cOne More Thing\u201d e \u201cSlide\u201d, s\u00e3o roquinhos gen\u00e9ricos, que qualquer Gang Green da vida faria, e que devem ao talento de Vig o fato de serem um tiquinho mais distingu\u00edveis. Quem \u00e9 Gang Green, voc\u00ea pergunta? \u00c9 exatamente este o meu ponto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00f3 que Vig n\u00e3o \u00e9 o t\u00e9cnico de som do show, e ao vivo, a coisa n\u00e3o demorou muito a ficar gen\u00e9rica. N\u00e3o ajudava o fato de Donita abra\u00e7ar com gosto alguns clich\u00eas \u00e0 Spinal Tap (\u201cvoc\u00eas est\u00e3o nos fazendo trabalhar muito aqui, estamos tendo que suar a camisa\u201d \/ \u201c\u00e9 bom ver \u2018dirtbags\u2019 como n\u00f3s no p\u00fablico\u201d, esse tipo de coisa). Ajudou menos ainda que boa parte do repert\u00f3rio n\u00e3o seja da altura de \u201cBricks Are Heavy\u201d (que cedeu 9 das suas 11 faixas para o setlist).\u201dAndres\u201d, \u201cFuel My Fire\u201d e \u201cShove\u201d s\u00e3o algumas das poucas que se destacaram na sequ\u00eancia de rocks gen\u00e9ricos.<\/p>\n<figure id=\"attachment_77394\" aria-describedby=\"caption-attachment-77394\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-77394 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/2023-10-20-l7-2048px-_FY_0781-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"751\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/2023-10-20-l7-2048px-_FY_0781-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/2023-10-20-l7-2048px-_FY_0781-copiar-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/2023-10-20-l7-2048px-_FY_0781-copiar-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-77394\" class=\"wp-caption-text\"><em>Suzi Gardner <\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse \u201cbrilhantismo disperso\u201d n\u00e3o seria problema se estiv\u00e9ssemos diante de uma banda que conseguisse botar convic\u00e7\u00e3o nessa sonoridade. E o quarteto de Los Angeles foi essa banda durante boa parte de sua carreira \u2013 quem j\u00e1 as viu ao vivo em outras ocasi\u00f5es sabe muito bem disso. O L7 nunca se destacou por genialidade, mas sim pelo punch, pelo volume e pelo vigor. S\u00f3 que essas tr\u00eas coisas estiveram em falta na noite paulistana. Sim, o vigor tamb\u00e9m foi sumindo: l\u00e1 pela metade do show, a baterista Dee Plakas come\u00e7ou a perder significativamente o andamento e a velocidade de suas batidas, \u201csegurando\u201d as can\u00e7\u00f5es como um freio de m\u00e3o semi-levantado. E no ter\u00e7o final, foi a voz de Donita que foi come\u00e7ando a perder alcance e volume. Quando chegou a hora de \u201cShitlist\u201d \u2013 a \u00faltima antes de sa\u00edrem pro bis \u2013 estava mais pra cantora de bar em fim de noite que pra Donita Sparks.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Claro que o L7 tem \u201cdireito\u201d a sentir a passagem do tempo. Donita, Suzi e Jennifer tocam juntas desde 1985 (Dee entraria em 1989), ou seja, s\u00e3o quase 40 anos de carreira nas costas. E \u00e9 razo\u00e1vel supor que ningu\u00e9m na plateia, f\u00e3 ou n\u00e3o, estivesse esperando por uma jovialidade ilus\u00f3ria e for\u00e7ada \u2013 como eu disse, o f\u00e3 estava l\u00e1 para gritar, suar, pular, ou simplesmente encher a cara enquanto ficava apontando o celular pro palco. Mas era s\u00f3 prestar um pouco de aten\u00e7\u00e3o em Jennifer Finch e Suzi Gardner para perceber o descompasso entre a estamina delas e a da dupla supracitada. Nem a idade \u2013 Jennifer tem 57, e Suzi, 63 (!) \u2013 impedia que as duas, cada qual a seu modo, fizessem o poss\u00edvel para manter a din\u00e2mica do show. E, n\u00e3o fossem os onipresentes problemas de som, \u00e9 prov\u00e1vel que essa perda de g\u00e1s no final fosse um problema menor, talvez a nem ser levado t\u00e3o em conta. Mas o tempo n\u00e3o volta atr\u00e1s, e o resultado final foi um show muito aqu\u00e9m do que poderia ter sido.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-77396\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/2023-10-20-l7-2048px-_FY_0815-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/2023-10-20-l7-2048px-_FY_0815-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/2023-10-20-l7-2048px-_FY_0815-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><br \/>\n<em>\u2013 Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@leovinhas<\/a>) \u00e9 produtor e assina a se\u00e7\u00e3o Conex\u00e3o Latina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/05\/03\/tag\/conexao_latina\/\">aqui<\/a>) no Scream &amp; Yell.<\/em><br \/>\n<em>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/fernandoyokotafotografia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Fernando Yokota<\/a>\u00a0\u00e9 fot\u00f3grafo de shows e de rua. Conhe\u00e7a seu trabalho:\u00a0<a href=\"http:\/\/fernandoyokota.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/fernandoyokota.com.br<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O L7 nunca se destacou por genialidade, mas sim pelo punch, pelo volume e pelo vigor. 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