{"id":77362,"date":"2023-10-19T01:48:00","date_gmt":"2023-10-19T04:48:00","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=77362"},"modified":"2023-11-15T00:09:18","modified_gmt":"2023-11-15T03:09:18","slug":"esse-voce-precisa-ouvir-songs-of-faith-and-devotion-o-disco-que-quase-implodiu-o-depeche-mode","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/10\/19\/esse-voce-precisa-ouvir-songs-of-faith-and-devotion-o-disco-que-quase-implodiu-o-depeche-mode\/","title":{"rendered":"Esse voc\u00ea precisa ouvir: &#8220;Songs of Faith and Devotion&#8221;, o disco que quase implodiu o Depeche Mode &#8211; e se tornou um cl\u00e1ssico"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=100016802896941\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Luciano Ferreira<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na segunda metade da d\u00e9cada de 1980, o Depeche Mode viu sua carreira deslanchar no mundo todo com o lan\u00e7amento de \u00e1lbuns que marcaram uma guinada musical ao mesmo tempo em que a banda passava por uma mudan\u00e7a visual, com o in\u00edcio da parceria com o fot\u00f3grafo Anton Cobijn, e direcionava os temas tratados nas letras para assuntos mais instigantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O in\u00edcio dessa fase se deu com o sombrio &#8220;Black Celebration&#8221; (1986), prosseguiu no poder radiof\u00f4nico de algumas can\u00e7\u00f5es de &#8220;Music for the Masses&#8221; (1987), que tamb\u00e9m reservava momentos experimentais, e culminou no aclamado &#8220;Violator&#8221; (1990), \u00e1lbum de tons soturnos que soa como uma mescla da sonoridade de seus dois antecessores, com o grupo se permitindo aprofundar no uso de elementos que viriam a se tornar constantes em sua m\u00fasica dali em diante, incluindo o uso da guitarra, que j\u00e1 havia dado as caras anteriormente em &#8220;Never Let me Down&#8221;, segundo single do disco anterior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A &#8220;Music For the Masses Tour&#8221;, que come\u00e7ou em outubro de 1987 e terminou em junho de 1988 com um show sold out para mais de 60 mil pessoas na Calif\u00f3rnia, colocou a banda num patamar que seguiria se elevando a cada novo lan\u00e7amento. O document\u00e1rio &#8220;101&#8221;, dirigido por\u00a0 D. A. Pennebaker &#8211; o homem que filmou Bob Dylan em &#8220;<a href=\"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2018\/06\/13\/dylan-com-cafe-dia-65-dont-look-back\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Dont Look Back<\/a>&#8221; (1967), David Bowie em &#8220;<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/01\/11\/11-momentos-emocionantes-de-bowie\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ziggy Stardust and the Spiders from Mars<\/a>&#8221; (1979) e Jimi Hendrix em &#8220;Jimi Plays Monterey&#8221; (1986), entre outrios -, lan\u00e7ado em 1989 e que mostra a turn\u00ea do Depeche nos EUA, d\u00e1 uma dimens\u00e3o da enormidade que a banda havia chegado, com sua popularidade se tornando gigantesca.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Depeche Mode - 101 - A Concert for The Masses - USA 88 -  live Rose Bowl, Pasadena - 18\/06\/1988.\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/qtoHFIF23NU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com os novos enfoques musicais que o grupo explorou em &#8220;Violator&#8221;, surgia uma nova &#8220;f\u00f3rmula&#8221;. Ou melhor, um novo universo de possibilidades para o Depeche Mode, cujo nome estava associado desde o seu in\u00edcio, de forma umbilical, ao que ficou conhecido na primeira metade dos anos 80 como synthpop &#8211; estilo que prima pela vibe totalmente eletr\u00f4nica, impulsionada por camadas de teclados, sintetizadores, batidas eletr\u00f4nicas e elementos de m\u00fasica Industrial -, do qual eram \u00edcones. O \u00eaxito alcan\u00e7ado com &#8220;Violator&#8221; foi enorme, coroando o in\u00edcio da parceria com o produtor Flood e tamb\u00e9m com o fot\u00f3grafo Anton Corbijn, que apresentava a banda em imagens sombrias, quase que exclusivamente em preto e branco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse contexto criou uma press\u00e3o gigantesca sobre a banda para o sucessor de &#8220;Violator&#8221;, principalmente em Martin L. Gore, o respons\u00e1vel pelas composi\u00e7\u00f5es desde a sa\u00edda de Vince Clark l\u00e1 nos prim\u00f3rdios do grupo. Isso influenciou negativamente o processo criativo de Gore e amplificou as tens\u00f5es internas. Mas era apenas o come\u00e7o dos problemas que envolveriam as grava\u00e7\u00f5es de &#8220;Songs of Faith and Devotion&#8221; (1993).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para as primeiras grava\u00e7\u00f5es, tomando como exemplo algo feito com resultados positivos pelo U2, Flood sugeriu que a banda se enfurnasse numa casa em Madrid onde todos passariam a morar\/gravar por algumas semanas. A ideia que parecia promissora na teoria, na pr\u00e1tica se mostrou desastrosa, criando uma tens\u00e3o enorme entre Alan Wilder e Martin Gore. Essa nova din\u00e2mica de grava\u00e7\u00e3o acabou se tornando um verdadeiro inferno para todos os envolvidos. Sem um trabalho de pr\u00e9-produ\u00e7\u00e3o, como eles costumavam fazer antes das grava\u00e7\u00f5es dos \u00e1lbuns, o grupo se viu preso num ambiente sufocante, marcado pela falta direcionamento, o que, inclusive, minou parte da confian\u00e7a dos integrantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em muitos momentos a rotina no est\u00fadio consistia de jams, com Gore tocando guitarra, Wilder no baixo e algu\u00e9m operando uma drum machine ou algo do tipo, enquanto outra tocava pandeiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao mesmo tempo, Dave Gahan, que na \u00e9poca havia fixado resid\u00eancia em Los Angeles, mostrava-se extremamente influenciado pelo contato com o grunge e a sonoridade de bandas como Jane\u2019s Addiction e Soundgarden. Gahan queria que o Depeche fizesse um \u00e1lbum de rock, diferente do que o restante da banda tinha em mente. Nesse per\u00edodo, Gahan tinha se viciado em hero\u00edna, mudado completamente seu visual (deixando a barba e cabelo crescerem) e perdido bastante peso, chegando a pesar apenas 55 quilos. Sua rotina durante boa parte do per\u00edodo de grava\u00e7\u00f5es em Madrid consistia em trancar-se em seu quarto, enquanto Wilder e Gore travavam discuss\u00f5es ferrenhas, situa\u00e7\u00e3o que levou Flood a testar seus limites, e a chorar com toda a situa\u00e7\u00e3o em que o grupo estava envolvido (esse seria seu \u00faltimo trabalho com a banda). Ao abandonar tudo que deu certo em &#8220;Violator&#8221;, banda e produtor pareciam num caminho sem sa\u00edda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se essas primeiras grava\u00e7\u00f5es serviram para algo, foi mostrar o qu\u00e3o equivocado foi todo o processo de grava\u00e7\u00e3o do disco. Gore diria, posteriormente, que &#8220;Songs of Faith and Devotion&#8221; foi o \u00e1lbum mais dif\u00edcil de fazer at\u00e9 ent\u00e3o e que, apesar de tudo, era um dos seus favoritos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ambiente t\u00f3xico das grava\u00e7\u00f5es deixou uma marca negativa indel\u00e9vel em Wilder, que decidiu que n\u00e3o permaneceria mais na banda, embora s\u00f3 fosse deixar grupo dois anos depois, em 1995. Para o multi-instrumentista, esse per\u00edodo serviu de aprendizado, um alerta para que nunca esquecesse daqueles momentos, considerando-o o pior pelo qual j\u00e1 havia passado na banda, e uma grande perda de tempo. De todo modo, as dez longas e tortuosas semanas em Madrid renderam a grava\u00e7\u00e3o de tr\u00eas can\u00e7\u00f5es, &#8220;Walking in my Shoes&#8221; dentre elas.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Depeche Mode: 1991-94 We Were Going to Live Together and It Was Going to be Wonderful (Documental)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/gvB9BS3Kxuk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No document\u00e1rio &#8220;We Were Going to Live Together and It Was Going to be Wonderful&#8221;, lan\u00e7ado em DVD, em 2006, na vers\u00e3o Collector&#8217;s Edition do \u00e1lbum, banda, produtor, empres\u00e1rio, jornalistas e t\u00e9cnicos envolvidos no processo contam sobre o terror que foram as grava\u00e7\u00f5es. O pr\u00f3prio t\u00edtulo \u00e9 uma frase dita por Alan Wilder em uma de suas falas, e \u00e9 uma completa ironia: &#8216;Vamos morar juntos e ser\u00e1 maravilhoso&#8217;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O processo de grava\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum s\u00f3 come\u00e7aria a funcionar quando a banda voltou para a rotina normal de est\u00fadio, j\u00e1 no Chateau du Pape, em Hamburgo, na Alemanha. Apesar de todo o pesadelo inicial, ocasionado por essa s\u00e9rie de mudan\u00e7as, &#8220;Songs of Faith and Devotion&#8221; redefiniu a trajet\u00f3ria da banda e se tornou, na \u00e9poca, o \u00e1lbum mais bem sucedido do Depeche Mode, atingindo o topo das paradas em diversos pa\u00edses simultaneamente, algo at\u00e9 ent\u00e3o in\u00e9dito para o grupo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por\u00e9m, apesar da aclama\u00e7\u00e3o do disco, a rela\u00e7\u00e3o do quarteto estava desgastada, e corro\u00eda cada um dos integrantes, cada um a seu modo, com rumores alardeando que a banda iria se separar. A turn\u00ea de divulga\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum, a gigantesca (e cara) &#8220;Devotional Tour&#8221;, seguida pela &#8220;Exotic Tour\/Summer Tour&#8221;, a mais extensa feita pelos ingleses \u2013 durou 14 meses somando mais de 150 apresenta\u00e7\u00f5es -, acabou por esfacelar o grupo f\u00edsica e psicologicamente, com Gore se entregando ao v\u00edcio em \u00e1lcool, Fletcher sendo afastado de v\u00e1rios shows (substitu\u00eddo por Daryl Bamonte), Gahan cada vez mais se afundando no v\u00edcio e Wilder, no \u00edntimo, esperando o momento de deixar a banda.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-77368\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/depechemode2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"507\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/depechemode2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/depechemode2-300x203.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como todo esse cen\u00e1rio ca\u00f3tico pintado, ainda assim n\u00e3o h\u00e1 como n\u00e3o pensar que, de muitas formas, Gahan conseguiu seu intento inicial, j\u00e1 que, at\u00e9 ali, esse era o disco mais rock do Depeche Mode, com o uso de riffs distorcidos de guitarras em algumas faixas (&#8220;I Feel You&#8221;, &#8220;Rush&#8221;), balan\u00e7o funk em outras (&#8220;Mercy in You&#8221;), uso da bateria org\u00e2nica se misturando ao lado eletr\u00f4nico (que pode ser conferido no excelente &#8220;Devotional&#8221;), corais gospel e ritmos de blues (&#8220;Condemnation&#8221;, &#8220;Get Right With Me&#8221;), algo que os f\u00e3s mais puristas olharam com certa desconfian\u00e7a, mas que permitiu ao grupo expandir ainda mais seu p\u00fablico, n\u00e3o s\u00f3 pela densidade das can\u00e7\u00f5es como pelos temas tratados nas letras: culpa, d\u00favida, dor, prazer, religi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u00e1lbum renderia hits poderosos e atemporais como &#8220;Walking in my Shoes&#8221; (para alguns a melhor can\u00e7\u00e3o do grupo), &#8220;In Your Room&#8221;, &#8220;Judas&#8221; e &#8220;Condemnation&#8221;, faixa que impactou Gahan de uma forma t\u00e3o positiva que ele lutou (e conseguiu) que Gore cedesse para ele cantar, e o resultado \u00e9 realmente sublime.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Songs of Faith and Devotion&#8221; foi lan\u00e7ado no dia 22 de mar\u00e7o de 1993, alcan\u00e7ando 30 anos em 2023. Suas refer\u00eancias seriam mantidas na m\u00fasica do Depeche Mode em \u00e1lbuns posteriores, e sua influ\u00eancia, que atingiria artistas ao redor do mundo, pode ser resumida na declara\u00e7\u00e3o do m\u00fasico ingl\u00eas Gary Numan, contempor\u00e2neo dos rapazes de Basildon: &#8220;Eu senti aquela m\u00fasica [Walking in My Shoes] profundamente e ela me atraiu para o resto do \u00e1lbum que, junto com algumas outras, me ajudou a reformular o tipo de m\u00fasica que eu estava fazendo e assim me levou \u00e0 m\u00fasica que fiz nos \u00faltimos 20 anos&#8221;. Um cl\u00e1ssico que voc\u00ea precisa ouvir.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Songs Of Faith And Devotion\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=OLAK5uy_k9vDkC9kG2mksuL47KZ3tVEH8bk345v4A\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013<em>\u00a0Luciano Ferreira \u00e9 editor e redator na empresa\u00a0<a href=\"https:\/\/www.urgesite.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Urge :: A Arte nos conforta<\/a>\u00a0e colabora com o Scream &amp; Yell.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Na segunda metade da d\u00e9cada de 1980, o Depeche Mode viu sua carreira deslanchar no mundo todo com o lan\u00e7amento de \u00e1lbuns que marcaram uma guinada musical ao mesmo tempo em que a banda passava por uma mudan\u00e7a visual&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/10\/19\/esse-voce-precisa-ouvir-songs-of-faith-and-devotion-o-disco-que-quase-implodiu-o-depeche-mode\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":91,"featured_media":77365,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[5407,4782],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/77362"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/91"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=77362"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/77362\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":77370,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/77362\/revisions\/77370"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/77365"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=77362"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=77362"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=77362"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}