{"id":77322,"date":"2023-10-17T00:01:00","date_gmt":"2023-10-17T03:01:00","guid":{"rendered":"http:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=77322"},"modified":"2023-11-06T17:27:23","modified_gmt":"2023-11-06T20:27:23","slug":"entrevista-o-diretor-anderson-soares-e-o-produtor-leo-silva-falam-sobre-a-serie-floradas-na-trilha-da-agroecologia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/10\/17\/entrevista-o-diretor-anderson-soares-e-o-produtor-leo-silva-falam-sobre-a-serie-floradas-na-trilha-da-agroecologia\/","title":{"rendered":"Entrevista: O diretor Anderson Soares e o produtor L\u00e9o Silva falam sobre a s\u00e9rie &#8220;Floradas &#8211; Na Trilha da Agroecologia&#8221;"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/PeliculaVirtual\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Jo\u00e3o Paulo Barreto<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Existe uma not\u00f3ria (e apocal\u00edptica, vale salientar) frase proferida por Albert Einstein na qual ele lan\u00e7a luz para uma possibilidade de extin\u00e7\u00e3o das abelhas. Em sua an\u00e1lise, o not\u00f3rio f\u00edsico alem\u00e3o d\u00e1 um ultimato ao Homem ao afirmar que \u201cse as abelhas desaparecerem da face da Terra, a humanidade ter\u00e1 apenas mais quatro anos de exist\u00eancia&#8221;. Por mais \u00e1spera e desesperan\u00e7osa que sua afirma\u00e7\u00e3o possa parecer, o g\u00eanio, obviamente, n\u00e3o estava errado em seu embasamento para cravar um futuro t\u00e3o nefasto para a ra\u00e7a dominante do planeta Terra em caso de uma extin\u00e7\u00e3o desses pequenos seres. &#8220;Sem abelhas, n\u00e3o h\u00e1 poliniza\u00e7\u00e3o. Sem poliniza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 reprodu\u00e7\u00e3o da flora. Sem flora, n\u00e3o h\u00e1 animais. Sem animais, n\u00e3o haver\u00e1 ra\u00e7a humana\u201d, explicou o criador da Teoria da Relatividade ao desenvolver seu racioc\u00ednio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seguindo uma an\u00e1lise semelhante \u00e0 proposta por Einstein em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o das abelhas, a s\u00e9rie \u201cFloradas &#8211; Na Trilha a Agroecologia\u201d (2023) oferece \u00e0 sua audi\u00eancia essa reflex\u00e3o de maneira documental, em um didatismo (no melhor sentido da palavra) necess\u00e1rio em suas fontes entrevistadas. Al\u00e9m disso, em uma feliz escolha de formato ficcional, na qual os conflitos da protagonista Flora (Carluce Couto), uma ativista ecol\u00f3gica e herdeira das terras de uma fazenda, diante da estagna\u00e7\u00e3o intelectual e prioriza\u00e7\u00e3o capitalista do latifundi\u00e1rio Henrique (Jhoilson Oliveira), ilustram para o telespectador esse choque entre um pensamento progressista contra um retr\u00f3grado, fazendo valer a import\u00e2ncia dos caminhos sugeridos pelo primeiro. Em entrevista ao Scream &amp; Yell, Anderson Soares, diretor e co-roteirista de \u201cFloradas\u201d, aborda esses caminhos de reflex\u00e3o trazidos pela s\u00e9rie, <a href=\"http:\/\/www.irdeb.ba.gov.br\/tveonline\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">atualmente dispon\u00edvel na TVE Bahia<\/a> (hor\u00e1rios da programa\u00e7\u00e3o <a href=\"https:\/\/mi.tv\/br\/canais\/tve-bahia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;A frase de Einstein era um conceito que, inicialmente, era algo muito forte na s\u00e9rie. Se n\u00e3o encontrarmos uma maneira de conviver bem com a natureza, a humanidade vai ser extinta. Mas o interessante \u00e9 que esses mesmos encontros com v\u00e1rias dessas pessoas que j\u00e1 trabalham com agroecologia, eles n\u00e3o s\u00f3 trazem esperan\u00e7a de mudan\u00e7a, mas tamb\u00e9m trazem uma reflex\u00e3o de que n\u00e3o \u00e9 que v\u00e1 acabar a humanidade, mas, sim, a qualidade de vida&#8221;, explica Anderson ao pontuar os encontros que \u201cFloradas\u201d trouxe entre personagens reais que utilizam a agroecologia como modo de produ\u00e7\u00e3o e a presen\u00e7a idealista de sua protagonista, a obstinada Flora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;De uma certa forma, Flora existe. N\u00e3o plenamente, mas em v\u00e1rias das mulheres que n\u00f3s entrevistamos. Elas vivenciaram situa\u00e7\u00f5es muito pr\u00f3ximas do que Flora vivenciou. Elas tiveram curas, desencantos, e elas tiveram, tamb\u00e9m, os \u2018Henriques\u2019. Maridos que trabalhavam com agroneg\u00f3cio, altamente machistas, t\u00f3xicos, e que tinham uma vis\u00e3o de mundo muito personal\u00edssima. Esses dois personagens s\u00e3o fruto dessas rela\u00e7\u00f5es. Como n\u00e3o quer\u00edamos tratar da exposi\u00e7\u00e3o ou dar exposi\u00e7\u00e3o a essas pessoas, preferimos ficcionalizar parte das hist\u00f3rias. Fizemos uma forma de narrativa que conduzisse a um outro lugar e a tornasse mais interessante com essa costura da hist\u00f3ria como um todo&#8221;, afirma o diretor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em seus muitos encontros, \u201cFloradas\u201d destaca a presen\u00e7a de Marsha Hanzi, estadunidense de 76 anos que reside em Tucano, interior da Bahia, h\u00e1 d\u00e9cadas. Em sua fala durante a entrevista concedida \u00e0 produ\u00e7\u00e3o, Hanzi pontua seus esfor\u00e7os dentro da agroecologia no s\u00edtio onde mora. Ap\u00f3s anos batalhando em busca de um equil\u00edbrio de plantio e cria\u00e7\u00e3o de animais, Marsha conseguiu criar um o\u00e1sis dentro da aridez da caatinga. O produtor-executivo da s\u00e9rie, L\u00e9o Silva, relembra esse encontro com Marsha e com outros personagens que a s\u00e9rie traz. &#8220;Iniciamos a etapa de pesquisa e desenvolvimento viajando para todos os cantos da Bahia e o que mais me impactou foram as hist\u00f3rias de vida e o entendimento que agroecologia \u00e9 muito mais que plantar, colher e sobreviver daquela colheita&#8221;, esclarece o produtor. &#8220;Aprendemos que, mais que isso, agroecologia \u00e9 uma forma de enxergar o mundo e buscar uma forma harm\u00f4nica de vida na terra. Conhecer Marsha e seu s\u00edtio encantado; Joelson e Solange com a luta pela terra; Dona Maria Muniz com sua espiritualidade e lideran\u00e7a; Edilson e sua sociedade alternativa; Br\u00edgida em sua generosidade; Ana C\u00e9lia e a for\u00e7a da nossa ancestralidade. Al\u00e9m das comunidades e das paisagens que passamos, foi algo que nos arrebatou e me fez perceber que essas hist\u00f3rias seriam potentes e que precis\u00e1vamos fazer uma s\u00e9rie que lan\u00e7asse tudo isso para o mundo&#8221;, comemora L\u00e9o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Escrita antes da pandemia modificar os modos da sociedade encarar a rotina de cuidados preventivos, \u201cFloradas\u201d se passa em um futuro no qual o h\u00e1bito de usar m\u00e1scaras de prote\u00e7\u00e3o diante de um risco de contamina\u00e7\u00e3o se tornou definitivo. J\u00e1 em sua estrutura h\u00edbrida que equilibra fic\u00e7\u00e3o e document\u00e1rio, \u201cFloradas\u201d acaba diluindo seu didatismo e abrangendo as possibilidades de alcance que sua narrativa tem diante de v\u00e1rios p\u00fablicos. Ao unir o drama ficcional de Flora e Henrique aos aspectos reais que a primeira encontra perante os desafios que a diversas fontes entrevistadas t\u00eam em suas lutas di\u00e1rias por uma conscientiza\u00e7\u00e3o da agroecologia, a s\u00e9rie dialoga em uma esfera bem maior de espectadores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Anderson Soares explica o direcionamento do roteiro: &#8220;Essa proposta veio da ideia de querermos expandir esse conceito e n\u00e3o ficar unicamente nas m\u00e3os do document\u00e1rio. Precis\u00e1vamos levar esse conceito, essa est\u00e9tica e, particularmente, trazer essas informa\u00e7\u00f5es bem-sucedidas de agroecologia para um p\u00fablico que n\u00e3o est\u00e1 acostumado a isso. Ent\u00e3o, quer\u00edamos sair dos formatos tradicionais, digamos assim, do que seria o document\u00e1rio. Trazer uma dramaturgia que pudesse dar conta de explicar tudo que acontece nesse mundo da agroecologia, abordando as diverg\u00eancias do agroecol\u00f3gico e tudo mais&#8221;, aponta o diretor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante de um presente que beira o dist\u00f3pico, no qual v\u00edrus letais s\u00e3o vistos como &#8220;gripezinhas&#8221; trat\u00e1veis com verm\u00edfugos e negacionistas plantam ideias terraplanistas e de anti-ci\u00eancia, a cat\u00e1strofe do futuro imaginado por Albert Einstein com poss\u00edveis extin\u00e7\u00f5es de esp\u00e9cies, infelizmente, se torna cada vez mais real. Neste papo com o Scream &amp; Yell, Anderson e L\u00e9o aprofundam a experi\u00eancia conscientizadora que a produ\u00e7\u00e3o da s\u00e9rie lhes trouxe. Confira!<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">&#8211; <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/10\/18\/entrevista-carluce-couto-protagonista-de-floradas-fala-sobre-a-serie-sua-carreira-e-festeja-o-sucesso-de-cangaco-novo\/\"><em>Leia tamb\u00e9m entrevista com a atriz Carluce Couto, protagonista de &#8220;Floradas&#8221;<\/em><\/a><br \/>\n<em>&#8211; <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/10\/21\/entrevista-co-roteirista-de-floradas-vitor-sousa-fala-da-emergencia-em-repensar-a-maneira-como-lidamos-com-a-agroecologia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Co-roteirista, Vitor Sousa fala da emerg\u00eancia em repensar a maneira como lidamos com a agroecologia<\/a><\/em><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Trailer Floradas\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Mx1nfSeTHpM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Qual o embri\u00e3o de desenvolvimento da s\u00e9rie \u201cFloradas: Na Trilha da Agroecologia\u201d dentro de um tema t\u00e3o urgente relacionado \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o ambiental?<\/strong><br \/>\nAnderson Soares \u2013 \u201cFloradas\u201d come\u00e7a com um convite de uma colega minha, a Lala, que \u00e9 diretora de Arte. Ela veio do Paraguai com duas amigas e, tamb\u00e9m, colegas de profiss\u00e3o. Ambas latinas, sendo uma da Espanha e outra da Argentina. As tr\u00eas, a partir de Lala, me convidaram para fazer esse projeto sobre a Agroecologia. O in\u00edcio da pesquisa que elas trouxeram era muito pautada em experi\u00eancias agroecol\u00f3gicas bem ao estilo europeu, com uma constru\u00e7\u00e3o de uma classe dominante que est\u00e1 trazendo uma solu\u00e7\u00e3o para o mundo. E ali, quando come\u00e7amos a fazer nossa pesquisa, j\u00e1 identificamos que tinha muito desse olhar euroc\u00eantrico mais uma vez. Mas topamos fazer. Partimos para construir o projeto e, nesse momento, elas tiveram algumas quest\u00f5es e n\u00e3o conseguiram permanecer na pesquisa e, tamb\u00e9m, no projeto. Acabou que tivemos que desenvolv\u00ea-lo separado delas. Nessa pesquisa, a primeira experi\u00eancia que pegamos aqui no Brasil, j\u00e1 sentimos que ter\u00edamos um olhar diferente. Essa coisa de agroecologia, esses conceitos, essas ideias, tinham uma inspira\u00e7\u00e3o muito forte nos povos origin\u00e1rios, particularmente os povos ind\u00edgenas do Brasil e em como \u00e9 que eles viviam em harmonia com a natureza. Eles conseguiam plantar, conseguiam colher, conseguiam cultivar e fazer todos os processos sem essa necessidade de ter que destruir, ter que matar a floresta e tudo mais. Esses ensinamentos foram passados e o plantio antigo, que chamavam de plantio caboclo, mesmo os povos brasileiros j\u00e1 descendentes j\u00e1 cultivavam. Foi quando a gente foi atr\u00e1s dessas informa\u00e7\u00f5es, dessas pessoas que tivessem boas experi\u00eancias agroecol\u00f3gicas e constru\u00edmos a ideia de trazer uma narrativa de fic\u00e7\u00e3o. Isso j\u00e1 foi uma outra coisa que trouxemos. Essa proposta veio da ideia de querermos expandir esse conceito e n\u00e3o ficar unicamente nas m\u00e3os do document\u00e1rio. Precis\u00e1vamos levar esse conceito, essa est\u00e9tica e, particularmente, trazer essas informa\u00e7\u00f5es bem-sucedidas de agroecologia para um p\u00fablico que n\u00e3o est\u00e1 acostumado a isso. Ent\u00e3o, quer\u00edamos sair dos formatos tradicionais, digamos assim, do que seria o document\u00e1rio. Trazer uma dramaturgia que pudesse dar conta de explicar tudo que acontece nesse mundo da agroecologia, abordando as diverg\u00eancias do agroecol\u00f3gico e tudo mais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leonardo, voc\u00ea atuou como produtor-executivo da s\u00e9rie. Como foi esse processo de descoberta dos personagens entrevistados e das hist\u00f3rias reais que poderiam ser contadas?<\/strong><br \/>\nLeonardo Silva \u2013 Produzir \u201cFloradas\u201d veio como um grande desafio quando a tem\u00e1tica do document\u00e1rio se mostrou para mim, que nunca tive nenhuma rela\u00e7\u00e3o direta com o campo e seus meios de produ\u00e7\u00e3o e de vida. Iniciamos a etapa de pesquisa e desenvolvimento viajando para todos os cantos da Bahia e o que mais me impactou foram as hist\u00f3rias de vida e o entendimento que agroecologia \u00e9 muito mais que plantar, colher e sobreviver daquela colheita. Aprendemos que, mais que isso, agroecologia \u00e9 uma forma de enxergar o mundo e buscar uma forma harm\u00f4nica de vida na terra. Conhecer Marsha e seu s\u00edtio encantado; Joelson e Solange com a luta pela terra; Dona Maria Muniz com sua espiritualidade e lideran\u00e7a; Edilson e sua sociedade alternativa; Br\u00edgida em sua generosidade; Ana C\u00e9lia e a for\u00e7a da nossa ancestralidade. Al\u00e9m das comunidades e das paisagens que passamos, foi algo que nos arrebatou e me fez perceber que essas hist\u00f3rias seriam potentes e que precis\u00e1vamos fazer uma s\u00e9rie que lan\u00e7asse tudo isso para o mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como surgiu a ideia original do roteiro? A abordagem relacionada ao (des)equil\u00edbrio da natureza com uma possibilidade de extin\u00e7\u00e3o das abelhas sempre foi uma premissa b\u00e1sica?<\/strong><br \/>\nAnderson Soares \u2013 Esse in\u00edcio da pesquisa trazia uma frase do Albert Einstein: &#8220;Se as abelhas desaparecerem da face da terra, a humanidade ter\u00e1 apenas mais quatro anos de exist\u00eancia.&#8221; Esse era um conceito que, inicialmente, era algo muito forte. Se n\u00e3o encontrarmos uma maneira de conviver bem com a natureza, a humanidade vai ser extinta. Mas o interessante \u00e9 que esses mesmos encontros com v\u00e1rias dessas pessoas que j\u00e1 trabalham com agroecologia, eles n\u00e3o s\u00f3 trazem esperan\u00e7a de mudan\u00e7a, mas tamb\u00e9m trazem uma reflex\u00e3o de que n\u00e3o \u00e9 que v\u00e1 acabar a humanidade, mas, sim, a qualidade de vida. As diferen\u00e7as sociais, o custo de vida, a qualidade como um todo, ou seja, cada vez mais, voc\u00ea vai lutar e trabalhar mais por menos. E a\u00ed \u00e9 isso que eles trazem. Ou seja, vai diminuir a diversidade da comida, vai diminuir a quantidade de \u00e1gua pot\u00e1vel, os bens de consumo v\u00e3o subir elevadamente. Acaba que voc\u00ea vai ter uma qualidade de vida muito ruim. E s\u00e3o poucos aqueles que ter\u00e3o uma boa qualidade de vida. Esse foi o entendimento ao qual chegamos. Um futuro sem agroecologia, um futuro sem o homem repensar sobre como tratar a natureza, ele n\u00e3o vai trazer uma extin\u00e7\u00e3o da humanidade, mas vai trazer uma extin\u00e7\u00e3o de um modo de vida mais harm\u00f4nico, com qualidade, uma coisa em que as pessoas possam viver bem, inclusive as pessoas de classes mais pobres, aquelas do interior, as que vivem do plantio.<\/p>\n<figure id=\"attachment_77327\" aria-describedby=\"caption-attachment-77327\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-77327 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Anderson-e-Leo-no-set-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Anderson-e-Leo-no-set-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Anderson-e-Leo-no-set-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-77327\" class=\"wp-caption-text\"><em>Equipe de &#8220;Floradas&#8221; em a\u00e7\u00e3o<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Do mesmo modo, a uni\u00e3o narrativa entre document\u00e1rio e fic\u00e7\u00e3o foi o ponto inicial da proposta de escrita?<\/strong><br \/>\nAnderson Soares &#8211; Sim. A narrativa documental j\u00e1 era a proposta inicial de tratar com personagens, que eu vou colocar aqui como reais, no sentido de que s\u00e3o pessoas que vivem, realmente, da agroecologia, que t\u00eam suas experi\u00eancias agroecol\u00f3gicas e que isso \u00e9 o sustento delas e de suas fam\u00edlias. Mas a gente, j\u00e1 nas primeiras propostas, quando a Cine Art&#8217;s come\u00e7a a desenvolver esse projeto, ela j\u00e1 traz esse pensamento de ser&#8230; (pausa) vou chamar de fic\u00e7\u00e3o. Demorei muito para aceitar, porque tudo o que a gente criou na fic\u00e7\u00e3o foi fruto da pesquisa. De uma certa forma, Flora existe. N\u00e3o plenamente, mas em v\u00e1rias das mulheres que n\u00f3s entrevistamos. Elas vivenciaram situa\u00e7\u00f5es muito pr\u00f3ximas do que Flora vivenciou. Elas tiveram curas, elas tiveram desencantos, e elas tiveram, tamb\u00e9m, os &#8220;Henriques&#8221;. Maridos que trabalhavam com agroneg\u00f3cio, altamente machistas, t\u00f3xicos, e que tinham uma vis\u00e3o de mundo muito personal\u00edssima. Ent\u00e3o, esses dois personagens s\u00e3o fruto dessas rela\u00e7\u00f5es. Como a gente n\u00e3o queria tratar da exposi\u00e7\u00e3o ou dar exposi\u00e7\u00e3o a essas pessoas, preferimos ficcionalizar parte das hist\u00f3rias. Fizemos uma forma de narrativa que conduzisse a um outro lugar e a tornasse mais interessante com essa, digamos, costura da hist\u00f3ria como um todo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A cria\u00e7\u00e3o do choque entre os dois personagens ficcionais serviu para espelhar muito do que \u00e9 visto em situa\u00e7\u00f5es reais desse ambiente, ent\u00e3o?<\/strong><br \/>\nAnderson Soares \u2013 Isso. Na s\u00e9rie, a fic\u00e7\u00e3o \u00e9 o ponto central da hist\u00f3ria. Ela est\u00e1 no futuro, quando j\u00e1 temos uma qualidade de vida muito ruim por conta da degrada\u00e7\u00e3o da atmosfera, dos ambientes e dos lugares, mas ela tem uma esperan\u00e7a. A personagem da Flora traz uma esperan\u00e7a de repovoar as abelhas, de come\u00e7ar a plantar, de ter as experi\u00eancias agroecol\u00f3gicas a partir do que ela vivenciou no seu passado. E a\u00ed, com esse intuito, ela quer voltar e fazer a terra respirar novamente, reviver, encontrar \u00e1gua, e trazer todos esses conceitos. E o Henrique, que, de alguma forma, cuidou das terras dos pais dela, e hoje est\u00e1 assentado no lugar, continua nas terras dele. O personagem dele tem dificuldade n\u00e3o s\u00f3 de compreens\u00e3o desse novo olhar, mas, tamb\u00e9m, dificuldade de olhar para ela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como foi o processo de pesquisa de campo e busca pelos personagens que seriam entrevistados pelos seus trabalhos com a agroecologia na cria\u00e7\u00e3o da estrutura h\u00edbrida entre document\u00e1rio e fic\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nAnderson Soares \u2013 N\u00f3s j\u00e1 t\u00ednhamos entendido que n\u00e3o \u00edamos dar conta dessas hist\u00f3rias somente em buscas pela internet ou atrav\u00e9s dos livros. Claro que pegamos boas refer\u00eancias em conceitos sobre agroecologia, sobre a revolu\u00e7\u00e3o verde que, na verdade, n\u00e3o \u00e9 agroecologia, mas traz a quest\u00e3o do plantio, do agroneg\u00f3cio e como forma de, digamos, alimentar a humanidade. Nesse processo, a (pesquisadora) Ana Primavesi foi fundamental para o que buscamos. E isso, inicialmente ainda, como uma leitura te\u00f3rica. Mas sentimos, ali, que se n\u00e3o f\u00f4ssemos \u00e0 campo, se n\u00e3o entend\u00eassemos isso, como \u00e9 que estava sendo aplicado, n\u00e3o seria suficiente para poder escrever um projeto como esse. E a\u00ed, realmente, fizemos os primeiros contatos, encontramos as Teias dos Povos, que \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o que tem a ideia de juntar os povos origin\u00e1rios e, de alguma forma, esses povos poderem propor mudan\u00e7as e se organizar. E j\u00e1 dali n\u00f3s encontramos personagens que seriam bem interessantes. Nesse processo de pesquisa, tamb\u00e9m, a gente j\u00e1 teve um encontro que foi com um produtor de agroecologia. Ele faz agrofloresta, mas j\u00e1 est\u00e1 em um ponto t\u00e3o comercial que n\u00e3o nos interessou que aquela experi\u00eancia dele servisse para esse document\u00e1rio. Ent\u00e3o, come\u00e7amos a cortar alguns personagens. Quando fechamos o primeiro tratamento do roteiro, n\u00f3s t\u00ednhamos quarenta e oito personagens para serem entrevistados. E \u00e9 engra\u00e7ado que nesse processo, um dos personagens, o Joelson, de Iarataca, do assentamento Terra \u00e0 Vista, um assentamento que era dos Sem-Terra, mas agora n\u00e3o \u00e9 mais porque eles j\u00e1 s\u00e3o assentados e est\u00e3o instalados nessa regi\u00e3o. Ele trouxe isso: &#8220;voc\u00ea n\u00e3o vai fazer um filme &#8216;Narradores de Jav\u00e9'&#8221;. A gente ficou invocado. O filme \u201cNarradores de Jav\u00e9\u201d \u00e9 um tipo de filme em que cada um fala um pedacinho e ningu\u00e9m fala bem de nada. E no final o que todo mundo fala n\u00e3o tem nada a ver com a informa\u00e7\u00e3o inicial. E \u00e9 interessante que, com muitos anos de document\u00e1rio, foi nesse a\u00ed que eu vi uma grande experi\u00eancia. E a\u00ed a gente opta: ao inv\u00e9s de ter 48 pessoas falando sobre Agroecologia, pegamos oito personagens e eles podem contar tudo sobre agroecologia. E ter um aprofundamento n\u00e3o s\u00f3 nos conhecimentos deles, mas particularmente nos jeitos, nas idiossincrasias, ou seja, conhecer essas pessoas para construir boas hist\u00f3rias e a gente se afei\u00e7oar. E aqui, tamb\u00e9m, na est\u00e9tica na qual tentamos fazer um elo entre os nossos personagens ficcionais e os personagens do document\u00e1rio. Para que tudo parecesse uma hist\u00f3ria s\u00f3. N\u00e3o s\u00e3o duas hist\u00f3rias. \u00c9 uma hist\u00f3ria s\u00f3 contada com est\u00e9ticas diferentes, digamos assim.<\/p>\n<figure id=\"attachment_77325\" aria-describedby=\"caption-attachment-77325\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-77325 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Equipe-em-momento-de-confraternizacao-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Equipe-em-momento-de-confraternizacao-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Equipe-em-momento-de-confraternizacao-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-77325\" class=\"wp-caption-text\"><em>Equipe em momento de descontra\u00e7\u00e3o com Marsha Hanzi<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A produ\u00e7\u00e3o foi impactada pela pandemia, com a suspens\u00e3o das atividades e o confinamento. Como foi para a equipe de roteiristas essa pausa?<\/strong><br \/>\nLeonardo Silva \u2013 No per\u00edodo do desenvolvimento dos roteiros, viv\u00edamos um momento de Brasil que beirava a distopia. Os notici\u00e1rios, as crises e golpes pol\u00edticos, a instabilidade e a vida que viv\u00edamos, sem d\u00favidas, impactaram a sala de roteiro e como n\u00f3s, produtores, v\u00edamos o real potencial da s\u00e9rie como ferramenta de impacto social. A cada passo que avan\u00e7\u00e1vamos nas pesquisas e cria\u00e7\u00e3o, o Brasil e o mundo nos mostravam realidades que pareciam nos desafiar, culminando diretamente numa pandemia. Est\u00e1vamos a apenas tr\u00eas dias de iniciar as viagens de produ\u00e7\u00e3o quando as medidas sanit\u00e1rias foram impostas e o que pens\u00e1vamos que ir\u00edamos adiar em alguns dias de produ\u00e7\u00e3o, passou mais de um ano. Isso foi um golpe severo na produ\u00e7\u00e3o, que teve que administrar todos os recursos, financeiros e humanos. Como lidar com a equipe, como manter a rela\u00e7\u00e3o com os personagens depoentes, como administrar o or\u00e7amento, j\u00e1 que o tempo passava e a produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o avan\u00e7ava. Todos os custos aumentaram nesse per\u00edodo, como combust\u00edvel, alimenta\u00e7\u00e3o, por exemplo. E n\u00f3s t\u00ednhamos o mesmo or\u00e7amento em m\u00e3os. Apesar de todo mal, esse per\u00edodo serviu para amadurecermos o nosso entendimento e o desenho de produ\u00e7\u00e3o da s\u00e9rie, ajustando as viagens, alinhando a equipe at\u00e9 que, mais de um ano depois, remontamos a equipe e partimos para a jornada de \u201cFloradas\u201d. Iniciar as filmagens e entrar em diversas comunidades logo depois da pandemia foi o desafio maior, os protocolos nos impunha cuidados ainda maiores, mas montamos uma equipe t\u00e9cnica compacta e que conseguisse a cada dia de grava\u00e7\u00e3o se imbuir da vontade de cumprir as demandas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Anderson Soares \u2013 Em 2019, fizemos essa pesquisa e fomos visitar todos os lugares onde j\u00e1 quer\u00edamos fazer as grava\u00e7\u00f5es. Para o come\u00e7o de 2020, em mar\u00e7o, estava programada a primeira viagem para encontrar nossos primeiros personagens. O roteiro j\u00e1 estava pronto e \u00edamos partir em viagem. Lembro-me que a viagem ia ser em uma quinta-feira, e, na ter\u00e7a anterior, houve o decreto de fechamento de estabelecimentos e orientando as pessoas a ficarem em casa. Naquele momento, imaginamos at\u00e9 que seria bom, pois ter\u00edamos um tempo maior para nos debru\u00e7ar sobre o projeto, para preparar melhor, planejar, enfim, ter uma releitura do roteiro e melhor\u00e1-lo. Mas isso demorou bastante, n\u00e9? Quase dois anos. Isso porque, entre as viagens, \u00edamos visitar comunidades muito vulner\u00e1veis. As visitas seriam a comunidades quilombolas, a comunidades ind\u00edgenas, e eles n\u00e3o t\u00eam hospitais pr\u00f3ximos. E n\u00f3s n\u00e3o poder\u00edamos de forma nenhuma exp\u00f4-los a uma possibilidade de v\u00edrus. Mas, na verdade, esses dois anos ajudaram para que n\u00f3s consegu\u00edssemos avan\u00e7ar ainda mais na pesquisa, nas rela\u00e7\u00f5es, melhorar o roteiro. Porque a gente teve esse tempo todo de refletir sobre o que t\u00ednhamos vivenciado com os personagens. Assim, modificamos o roteiro, modificamos nossas ideias e nosso olhar. Ent\u00e3o, tudo isso aconteceu nesse per\u00edodo. Somente em 2022 que voltamos a campo para, a\u00ed sim, finalmente, gravar a s\u00e9rie.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Uma vez que a pandemia arrefeceu e o processo de filmagens avan\u00e7aram, quais desafios voc\u00ea encontrou na produ\u00e7\u00e3o, Leonardo?<\/strong><br \/>\nLeonardo Silva \u2013 A produ\u00e7\u00e3o de fic\u00e7\u00e3o foi um desafio grande. T\u00ednhamos planejado apenas seis di\u00e1rias para realizar todas as grava\u00e7\u00f5es e isso daria mais de sete p\u00e1ginas de roteiro por dia. Qualquer imprevisto poderia inviabilizar a meta. Na primeira di\u00e1ria, n\u00f3s n\u00e3o cumprimos a quantidade necess\u00e1ria, o que jogou para a segunda di\u00e1ria uma demanda ainda maior. A\u00ed tive que lan\u00e7ar m\u00e3o da habilidade de produtor para chamar a equipe para o &#8220;jogo&#8221;, propondo uma din\u00e2mica que motivasse a equipe para a miss\u00e3o das di\u00e1rias seguintes. E conseguimos! T\u00ednhamos o filme nas m\u00e3os, document\u00e1rio e fic\u00e7\u00e3o em arquivos e mais arquivos de \u00e1udio e v\u00eddeo que nos lan\u00e7ou na rotina di\u00e1ria das ilhas de edi\u00e7\u00e3o, onde eu atuo com muita intimidade, afinal essa foi a minha escola no audiovisual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A pandemia atrasou, foi um processo longo, mas, finalmente, o projeto foi entregue.<\/strong><br \/>\nAnderson Soares \u2013 Sim, verdade. Mas um projeto como \u201cFloradas\u201d s\u00f3 acontece se tiver um trabalho de coletividade muito, muito importante. Se as pessoas, realmente, abrirem seus cora\u00e7\u00f5es. N\u00e3o s\u00f3 as pessoas que abriram seus cora\u00e7\u00f5es para falar sobre as suas experi\u00eancias, mas nossa equipe estar atenta a ouvir, estar atenta \u00e0 sensibilidade de construir, de pedir licen\u00e7a, de uni\u00e3o, sabe? E acho que isso foi fundamental para fazermos. Dentro da experi\u00eancia que n\u00f3s optamos, n\u00f3s costum\u00e1vamos nos hospedar ou pr\u00f3ximo na casa ou nos lugares que essas pessoas tinham. E n\u00f3s vivenciamos um per\u00edodo com eles para que a gente pudesse ter toda essa intimidade. E a equipe topou isso. A equipe teve muito esse desprendimento de valores, abrindo m\u00e3o de estar em hot\u00e9is, abrindo m\u00e3o de estar almo\u00e7ando em restaurantes, para estar ali, junto com aquelas pessoas e vivenciando o dia a dia delas. E acho que isso foi uma coisa que deu para a gente um tom muito interessante. E toda a equipe, desde quem capta as imagens, o som, at\u00e9 as pessoas que participam da parte t\u00e9cnica, como o Moises (Neuma, respons\u00e1vel pela Capta\u00e7\u00e3o de Som), o Daniel Talento (Dire\u00e7\u00e3o de Fotografia), os assistentes, ou seja, foi uma equipe muito forte. Nossos produtores, a Aline Cl\u00e9a, o L\u00e9o Silva, a Alessandra, a Aleide, eles foram fundamentais. S\u00e3o eles que foram fechar com as pessoas em campo. \u00c9 fundamental essa grande uni\u00e3o para que a gente possa construir. E a\u00ed, depois, a sensibilidade, de Luiz Chaves, tanto no roteiro quanto na m\u00fasica. E o Eduardo Ayrosa, que veio com a mixagem e a finaliza\u00e7\u00e3o t\u00e3o importante. A uni\u00e3o dessa equipe foi um passo fundamental para o \u00eaxito da obra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Leonardo Silva \u2013 V\u00e1lido lembrar, tamb\u00e9m, que \u00e0 medida que a s\u00e9rie ia ganhando forma, uma grande preocupa\u00e7\u00e3o me norteava: \u00e0 frente da Mantra, uma produtora que colocou como miss\u00e3o produzir obras com padr\u00f5es de qualidade que alcance mercado, eu precisava garantir que tiv\u00e9ssemos o melhor tratamento de cor, o melhor som, a melhor edi\u00e7\u00e3o para entregar para o p\u00fablico uma s\u00e9rie que possa alcan\u00e7ar grandes janelas de exibi\u00e7\u00e3o. Acredito que conseguimos. Por fim, \u201cFloradas &#8211; Na Trilha da Agroecologia\u201d \u00e9 uma s\u00e9rie que chegou na produtora como mais uma demanda e demonstrou ser uma s\u00e9rie \u00fanica que vai impactar a audi\u00eancia e suscitar pensamentos sobre o modo de vida de cada pessoa que tiver a oportunidade de assistir.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">&#8211; <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/10\/18\/entrevista-carluce-couto-protagonista-de-floradas-fala-sobre-a-serie-sua-carreira-e-festeja-o-sucesso-de-cangaco-novo\/\"><em>Leia tamb\u00e9m entrevista com a atriz Carluce Couto, protagonista de &#8220;Floradas&#8221;<\/em><\/a><br \/>\n<em>&#8211; <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/10\/21\/entrevista-co-roteirista-de-floradas-vitor-sousa-fala-da-emergencia-em-repensar-a-maneira-como-lidamos-com-a-agroecologia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Co-roteirista, Vitor Sousa fala d<\/a><a class=\"components-button components-snackbar__action is-tertiary\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/10\/17\/entrevista-o-diretor-anderson-soares-e-o-produtor-leo-silva-falam-sobre-a-serie-floradas-na-trilha-da-agroecologia\/\">Ver Post<\/a><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/10\/21\/entrevista-co-roteirista-de-floradas-vitor-sousa-fala-da-emergencia-em-repensar-a-maneira-como-lidamos-com-a-agroecologia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">a emerg\u00eancia em repensar a maneira como lidamos com a agroecologia<\/a><\/em><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-77326\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Poster_FLORADAS-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"1049\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Poster_FLORADAS-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Poster_FLORADAS-copiar-214x300.jpg 214w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=100009655066720\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Jo\u00e3o Paulo Barreto\u00a0<\/a>\u00e9 jornalista, cr\u00edtico de cinema e curador do\u00a0<a href=\"http:\/\/coisadecinema.com.br\/xiii-panorama\/apresentacao\/panorama-2017\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Festival Panorama Internacional Coisa de Cinema<\/a>. Membro da Abraccine, colabora para o Jornal A Tarde e assina o blog\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/PeliculaVirtual\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pel\u00edcula Virtual<\/a>.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Escrita antes da pandemia modificar os modos da sociedade encarar a rotina de cuidados preventivos, \u201cFloradas\u201d se passa em um futuro no qual o h\u00e1bito de usar m\u00e1scaras de prote\u00e7\u00e3o diante de um risco de contamina\u00e7\u00e3o se tornou definitivo.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/10\/17\/entrevista-o-diretor-anderson-soares-e-o-produtor-leo-silva-falam-sobre-a-serie-floradas-na-trilha-da-agroecologia\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":21,"featured_media":77324,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4],"tags":[6870],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/77322"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/21"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=77322"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/77322\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":77388,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/77322\/revisions\/77388"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/77324"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=77322"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=77322"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=77322"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}