{"id":77186,"date":"2023-10-09T00:59:40","date_gmt":"2023-10-09T03:59:40","guid":{"rendered":"http:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=77186"},"modified":"2023-11-02T15:53:31","modified_gmt":"2023-11-02T18:53:31","slug":"entrevista-bruno-vinci-fala-sobre-seu-segundo-disco-balancado-choro-musica-instrumental-e-mais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/10\/09\/entrevista-bruno-vinci-fala-sobre-seu-segundo-disco-balancado-choro-musica-instrumental-e-mais\/","title":{"rendered":"Entrevista: Bruno Vinci fala sobre choro, m\u00fasica instrumental e \u201cBalan\u00e7ado\u201d, seu segundo disco"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/lvinhas78\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leonardo Vinhas<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O segundo \u00e1lbum de Bruno Vinci, \u201c<a href=\"https:\/\/www.fanlink.to\/balancado\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Balan\u00e7ado<\/a>\u201d (2023), poderia trazer aquelas recomenda\u00e7\u00f5es que vinham nas contracapas de vinis de rock nacional nos anos 1980: \u201cou\u00e7a bem alto\u201d. Ainda que apoiado no choro, seu \u201cber\u00e7o de origem\u201d e maior refer\u00eancia\u201d, \u201cBalan\u00e7ado\u201d \u00e9 um disco suingado, encorpado e, ainda que n\u00e3o de uma forma dissonante, pesado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acompanhado de uma dupla percussiva bastante inventiva, Rafael Mota (bateria) e Fernando Miranda (atabaques), e tendo Paulo Novais como solista no bandolim de 10 cordas e na guitarra baiana, Vinci comp\u00f5e e entrega a condu\u00e7\u00e3o r\u00edtmica a partir de seu viol\u00e3o de sete cordas. Sem se deixar engessar pela rever\u00eancia \u00e0s tradi\u00e7\u00f5es, Bruno e seus companheiros encontram novas solu\u00e7\u00f5es mel\u00f3dicas e harm\u00f4nicas para os ritmos que os inspiraram, e o resultado \u00e9 um dos discos mais interessantes da m\u00fasica brasileira nesse ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bruno merece destaque pelo que faz, mas \u00e9 tamb\u00e9m importante destacar o que n\u00e3o faz: n\u00e3o cai na armadilha f\u00e1cil de emular formatos j\u00e1 reconhec\u00edveis pelo p\u00fablico nem de repetir os clich\u00eas que vicejam no circuito da MPB instrumental. Tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para autoindulg\u00eancia: as can\u00e7\u00f5es se resolvem antes do ego dos m\u00fasicos tentarem qualquer protagonismo. Na verdade, s\u00e3o m\u00fasicos trabalhando em prol da can\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o o contr\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cAfro Funk Brazilian Music\u201d talvez seja a \u00fanica faixa que n\u00e3o honra os predicados listados, ficando um pouco perdida em sua aproxima\u00e7\u00e3o com o funk. Mas isso est\u00e1 \u201cperdoado\u201d, j\u00e1 que ela est\u00e1 entre \u201cIjex\u00e1 pra Ela\u201d e \u201cTransg\u00eanico\u201d, dois dos muitos pontos altos do \u00e1lbum lan\u00e7ado pelo selo Atot\u00f4 Label, e que conta ainda com as participa\u00e7\u00f5es de Ivan Melillo (flauta transversal), Kiko Woiski (baixo), Jussan Cluxnei (clarone) e Fi Mar\u00f3stica (baixo e tamb\u00e9m o respons\u00e1vel pela produ\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Poucas semanas atr\u00e1s, ele conversou com o Scream &amp; Yell por videochamada para contar como essa grata surpresa que \u00e9 \u201cBalan\u00e7ado\u201d foi gestada.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Percussivo\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/MkvbqZjqlkY?list=OLAK5uy_khHwaIGgwIdaczgxTGWyphMiqsgZDayLI\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mesmo com seu background no choro, seu disco procura dialogar com uma linguagem mais moderna, e at\u00e9 procura inovar dentro de linguagens j\u00e1 consolidadas. Como esse disco come\u00e7ou? J\u00e1 tinha toda a ideia musical desenhada, e a banda foi montada nesse sentido?<\/strong><br \/>\nAcho que come\u00e7ou no meu primeiro disco, \u201cPercussivo\u201d (2015), que eu fiz de forma aut\u00f4noma e fui fazendo da forma que eu conseguia fazer, desenfreado mesmo. Ali eu j\u00e1 trabalhava bastante o ritmo, e agora no segundo eu procurei fazer uma forma\u00e7\u00e3o diferente. Apesar de tocar choro, eu n\u00e3o gosto de forma\u00e7\u00f5es tradicionais. Eu queria uma forma\u00e7\u00e3o nada tradicional e que pudesse explorar o ritmo no seu mais profundo, explorar de fato. Comecei a compor em cima dessa ideia, ainda antes da pandemia, criando ritmos referenciados por diferentes locais, como \u00c1frica, Am\u00e9rica Latina, Estados Unidos \u2013 porque tem umas faixas que t\u00eam um pouco de funk e tal. Eu queria pegar esses ritmos e criar uma forma\u00e7\u00e3o que eu pudesse tocar tudo isso, mas tamb\u00e9m com influ\u00eancia brasileira, ent\u00e3o a escolha da guitarrinha baiana n\u00e3o vai pra um lado BaianaSystem, nem Armandinho, nem trio el\u00e9trico. Tem um pouquinho ali da pegada do pr\u00f3prio choro, porque \u00e9 de onde vem o Paulo Novais [solista desse disco], mas \u00e9 outro tipo de linguagem. Pensei nessa forma, e falei para ele, \u201c\u00f3, vamos trabalhar, sair da casinha para que voc\u00ea possa explorar mais os ritmos\u201d. O disco \u00e9 metade bandolim e metade guitarra baiana, mas mesmo o bandolim exerce uma fun\u00e7\u00e3o muito diferente da do choro, que \u00e9 onde ele \u00e9 tradicionalmente conhecido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ao mesmo tempo, me parece que voc\u00ea quis trabalhar muito com os m\u00fasicos que voc\u00ea tinha, em vez de fazer aqueles \u00e1lbuns solo onde, a cada faixa, chama colaboradores diferentes. Uma identidade de banda, mesmo.<\/strong><br \/>\nSim. Essa \u00e9 uma identidade de banda que meu primeiro disco j\u00e1 tem, mas ali era um trio. Eu preciso de uma banda mesmo, porque eu toco sete cordas, mas eu n\u00e3o sou um solista, ent\u00e3o tenho que trazer minhas composi\u00e7\u00f5es para um outro instrumento. J\u00e1 tinha pensado em uma forma\u00e7\u00e3o fixa para que eles [os m\u00fasicos] pudessem comprar a ideia e o disco pudesse se unificar. A gente trabalhou construindo firme isso de ensaio em ensaio. E \u00e9 bom lembrar que o produtor \u00e9 o Fi Mar\u00f3stica, tamb\u00e9m um grande m\u00fasico, e ele conseguiu dar uma modificada no nosso som, mesmo depois que a gente tinha passado por todos esses ensaios. Isso fez muita diferen\u00e7a tamb\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A maneira como ele foi mixado me surpreendeu, porque ele manteve o peso, destacou a percuss\u00e3o e as cordas com som mais grave. Ficou uma coisa intensa, passa a sensa\u00e7\u00e3o de ser ao vivo.<\/strong><br \/>\nTem bem a m\u00e3o dele a\u00ed. Eu gravei o viol\u00e3o na sala t\u00e9cnica, com ele e o t\u00e9cnico de som ao lado, o Fi tava ali, olhando para mim, dando umas dicas. E tamb\u00e9m gravei isso com a percuss\u00e3o junto, ao vivo mesmo. Depois foram colocados alguns elementos, claro, n\u00e3o havia como colocar tanta coisa ao mesmo tempo. Mas ele esteve presente ali modificando uma coisa ou outra na percuss\u00e3o, na minha levada tamb\u00e9m. \u00c0s vezes falava que algo n\u00e3o estava funcionando e propunha mudan\u00e7as, e isso da\u00ed deu esse peso diferenciado. E a sua observa\u00e7\u00e3o tem a ver: o lance de ter gravado a percuss\u00e3o e o viol\u00e3o juntos modifica muito a experi\u00eancia de ouvir depois de pronto. \u00c9 mais natural.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tenho uma bronca muito grande de tratarem a m\u00fasica instrumental como g\u00eanero, porque n\u00e3o \u00e9, n\u00e9? O instrumental \u00e9 s\u00f3 uma linguagem dentro de todos os g\u00eaneros poss\u00edveis. Mas o Brasil ainda tem um circuito de shows que gira em torno do instrumental. \u00c0s vezes tem festivais que se apresentam como jazz, e eles s\u00e3o na verdade festivais de m\u00fasica instrumental, alguns at\u00e9 com poucos artistas de jazz (risos). Outros festivais se vendem como \u201cinstrumentais\u201d, mas v\u00e3o ter erudito, post rock e afrobeat na mesma noite. Existe essa distor\u00e7\u00e3o do conceito, e sei que \u00e9 meio dif\u00edcil escapar dela, mas te incomoda estar no meio disso?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o, n\u00e3o. (risos) Mas voc\u00ea falou v\u00e1rias coisas que penso tamb\u00e9m da mesma forma. \u00c9 dif\u00edcil ir a um festival de jazz e ouvir uma m\u00fasica que n\u00e3o \u00e9 jazz. Isso \u00e9 da nossa cultura. J\u00e1 fui em festival de choro que estava vendido como festival de jazz \u2013 mesmo s\u00f3 tocando choro. Mas n\u00e3o me incomoda nem um pouco. \u00c9 claro que tem um ressentimento porque a gente vive num pa\u00eds que n\u00e3o \u00e9 dado o devido valor, \u00e9 um bocado dif\u00edcil sobreviver trabalhando s\u00f3 com ela. A n\u00e3o ser que voc\u00ea esteja em uma esfera muito grande. Batalho bastante para manter um canal no YouTube, onde falo das minhas composi\u00e7\u00f5es, e percebo a diferen\u00e7a quando coloco um samba, um choro, e depois quando coloco minha m\u00fasica. Claro, no caso do choro ou do samba, a gente est\u00e1 falando de m\u00fasicas que atravessaram \u00e9pocas, mas sinto que as pessoas ainda n\u00e3o est\u00e3o acostumadas a sentar e querer ouvir de fato, ent\u00e3o \u00e9 uma batalha intensa. Mas at\u00e9 gosto de estar nesse lugar, porque amo mesmo esse tipo de m\u00fasica que eu fa\u00e7o, e para mim \u00e9 como surgisse uma bandeira e eu fosse atr\u00e1s disso, para mais pessoas ouvirem. Quanto mais, melhor, n\u00e9?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E mesmo usando alguns elementos que poderiam ter um certo apelo, ao menos de nicho, voc\u00ea n\u00e3o joga para esse mercado. Voc\u00ea incorpora alguns ritmos afrolatinos, ou mesmo latinos, mas n\u00e3o \u00e9 como se voc\u00ea tivesse uma cumbia ou um afrobeat, muito menos uma MPB para exporta\u00e7\u00e3o, mais fundada no choro tradicional.<\/strong><br \/>\nEm momento algum me passou pela cabe\u00e7a que eu tinha que me adequar a um determinado tipo de mercado. Vou te dar um exemplo disso: no disco, tem uma rumba, \u201cChorando em Cuba\u201d. Nem gosto muito de falar que \u00e9 uma rumba, porque n\u00e3o nasci em Cuba, sabe? N\u00e3o sei tocar rumba como um cara que nasceu l\u00e1 toca. Por isso busquei a inspira\u00e7\u00e3o naquele g\u00eanero, naquele nicho, e toquei do meu jeito, pensado da minha maneira, com as influ\u00eancias que eu tenho. Tem um ijex\u00e1 no disco (\u201cIjex\u00e1 pra Ela\u201d) que eu queria trabalhar com ideias que viessem na hora, sem pensar que precisaria ser fielmente um ijex\u00e1. Ou seja, em nenhum momento do disco pensei em me adequar: sentei aqui em casa e fui sentindo e entendendo a m\u00fasica conforme eu queria, com as minhas influ\u00eancias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea \u00e9 pesquisador professor tamb\u00e9m. Isso faz com que voc\u00ea sempre pense sobre os processos de cria\u00e7\u00e3o e estrutura\u00e7\u00e3o das composi\u00e7\u00f5es, que tenha um olhar mais racional sobre como tudo \u00e9 feito. Isso acaba exigindo um processo mais cerebral e menos intuitivo. Isso \u00e9 algo que se filtra na sua maneira de compor, ou esse \u00e9 um momento em que voc\u00ea consegue se ver livre da pesquisa e da teoria?<\/strong><br \/>\nEu n\u00e3o consigo compor em pesquisa nem nada. Eu vou, pesquiso, toco, vou ouvindo e ouvindo\u2026 Mas na hora de compor, n\u00e3o consigo fazer desse jeito. Meu processo \u00e9 sentar com viol\u00e3o e tentar in\u00fameras vezes seguir por caminhos que eu n\u00e3o conhe\u00e7o. Acaba que tudo que pesquiso ou que trabalho como professor n\u00e3o influencia diretamente. Claro que uma coisa ou outra aparece [como influ\u00eancia], mas o processo de cria\u00e7\u00e3o \u00e9 sentar ali e ficar na persist\u00eancia, tentando achar as melodias, tentando achar o ritmo que me agrada mais. Sou de Minas e tenho muita influ\u00eancia da m\u00fasica mineira \u2013 Clube da Esquina, Toninho Horta, sempre tive. E eu sempre via muito disso neles tamb\u00e9m. Posso estar falando besteira, mas do pouco que conheci deles, cheguei a tocar com alguns deles, vi que o processo de cria\u00e7\u00e3o deles \u00e9 muito natural, na hora. Ent\u00e3o isso me influenciou muito: essa coisa de n\u00e3o ficar pensando, racionalizando. O momento de compor \u00e9 o momento de conforto pra mim. \u00c9 eu conseguindo sentir alguma coisa e transform\u00e1-la em m\u00fasica. Se deixei de sentir ou se n\u00e3o estou com vontade, largo o viol\u00e3o e vou trabalhar t\u00e9cnica, vou tocar m\u00fasica que n\u00e3o seja minha (risos).<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Novo Disco &quot;Balan\u00e7ado&quot; - Ficha t\u00e9cnica\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/OqmlMPn9uoE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Andiroba ( Bruno Vinci )- DISCO &quot;Percussivo &quot;\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/0WlPfYTDOUE?list=OLAK5uy_kgMtpHxMVXTIHDT66r7FujQZcr7DTFH3Q\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Nen\u00ea\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/f9r16a2qdzs?list=OLAK5uy_kBAJo-V64BCwmcbm6YRYqCUMW1QlNGP_A\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>\u2013 Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@leovinhas<\/a>) \u00e9 produtor e assina a se\u00e7\u00e3o Conex\u00e3o Latina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/05\/03\/tag\/conexao_latina\/\">aqui<\/a>) no Scream &amp; Yell.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Bruno merece destaque pelo que faz, mas \u00e9 tamb\u00e9m importante destacar o que n\u00e3o faz: n\u00e3o cai na armadilha f\u00e1cil de emular formatos j\u00e1 reconhec\u00edveis pelo p\u00fablico nem de repetir os clich\u00eas que vicejam no circuito da MPB instrumental.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/10\/09\/entrevista-bruno-vinci-fala-sobre-seu-segundo-disco-balancado-choro-musica-instrumental-e-mais\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":6,"featured_media":77187,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[6862],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/77186"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=77186"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/77186\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":77190,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/77186\/revisions\/77190"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/77187"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=77186"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=77186"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=77186"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}