{"id":77112,"date":"2023-10-05T02:46:37","date_gmt":"2023-10-05T05:46:37","guid":{"rendered":"http:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=77112"},"modified":"2023-10-25T00:41:21","modified_gmt":"2023-10-25T03:41:21","slug":"musica-madeleine-peyroux-se-despede-do-brasil-cantando-leonard-cohen-elliott-smith-tom-jobim-e-tres-musicas-ineditas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/10\/05\/musica-madeleine-peyroux-se-despede-do-brasil-cantando-leonard-cohen-elliott-smith-tom-jobim-e-tres-musicas-ineditas\/","title":{"rendered":"M\u00fasica: Madeleine Peyroux se despede do Brasil cantando Leonard Cohen, Elliott Smith, Tom Jobim e tr\u00eas m\u00fasicas in\u00e9ditas"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto por\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marcelo Costa<\/a><br \/>\nfotos por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/fernandoyokota\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fernando Yokota<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s dez dias perambulando encantada por seis capitais brasileiras, afirma\u00e7\u00e3o que ela far\u00e1 no final deste show, a Madeleine Peyroux que chega a S\u00e3o Paulo est\u00e1 muito mais leve e menos pol\u00edtica do que aquela <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/11\/14\/madeleine-peyroux-ao-vivo-em-sp\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">que espezinhou divertidamente Donald Trump neste mesmo Teatro do Bradesco<\/a>, seis anos atr\u00e1s. Ela segue misturando portugu\u00eas e ingl\u00eas de maneira fofa enquanto apresenta as can\u00e7\u00f5es e, desta vez, v\u00eam acompanhada de Andy Ezrin nos teclados, Barak Mori no baixo e Graham Hawthorne na bateria, um trio afiad\u00edssimo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela \u00e9 a primeira a entrar em cena, e j\u00e1 chega apresentando em portugu\u00eas: \u201cA primeira m\u00fasica chama-se \u2018Divertir-se na Vida\u201d, e \u201c(Getting Some) Fun Out of Life\u201d, de seu disco de estreia, \u201cDreamland\u201d (1996), que costumamente abre todos os seus shows, j\u00e1 chega dando o clima da noite, com um fio de som delicioso saindo do palco e um p\u00fablico respeitoso num sil\u00eancio impressionante (que, inclusive, impressionar\u00e1 Madeleine a ponto dela elogiar a audi\u00eancia dizendo que \u201cama o sil\u00eancio\u201d) ouvindo tudo de maneira respeitosa e apaixonada.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-77113\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/2023-10-04-Madeleine-Peyroux-2048px-_FY40014-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/2023-10-04-Madeleine-Peyroux-2048px-_FY40014-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/2023-10-04-Madeleine-Peyroux-2048px-_FY40014-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cDon&#8217;t Cry Baby\u201d, de Bessie Smith, \u00e9 a primeira do multiplatinado \u201cCareless Love\u201d a pintar no set (o disco mais conhecido de Madeleine d\u00e1 nome a essa turn\u00ea de sucessos, \u201cCareless Love Forever\u201d), e basta um solo de baixo de Barak para a audi\u00eancia cair de joelhos. \u201cBare Bones\u201d, seu disco totalmente autoral de 2009, \u00e9 representado por \u201cOur Lady Of Pigalle\u201d e, na sequ\u00eancia, Peyroux repete uma anedota que sempre conta nos shows: \u201cEu canto tr\u00eas tipos de m\u00fasica: can\u00e7\u00f5es de amor, can\u00e7\u00f5es de blues e can\u00e7\u00f5es para beber. Essa pr\u00f3xima m\u00fasica \u00e9 as tr\u00eas ao mesmo tempo&#8221;. Em 2017 a escolhida havia sido \u201cGuilty\u201d, e desta vez a can\u00e7\u00e3o \u00e9bria do repert\u00f3rio \u00e9 \u201cBetween the Bars\u201d, a cover festejada de Ellioth Smith (outra de \u201cCareless Love\u201d).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O p\u00fablico nem se recupera e ela j\u00e1 emenda: \u201cA pr\u00f3xima can\u00e7\u00e3o se chama \u2018Dance comigo at\u00e9 o fim do amor\u2019\u201d, e, em meio a gritos da plateia, a cover de Leonard Cohen que chamou a aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico para Madeleine (mais uma de \u201cCareless Love\u201d) surge galopante, emocionante, bela, e traz consigo outra do bardo canadense, \u201cHalf the Perfect World\u201d, can\u00e7\u00e3o que Cohen escreveu para o disco solo de sua backing vocal e extensa colaboradora, Anjani Thomas \u2013 e que d\u00e1 nome ao quarto \u00e1lbum de Madeleine, lan\u00e7ado em 2006.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O palco, despido de qualquer adere\u00e7o c\u00eanico, \u00e9 a ant\u00edtese da Sphere, que tomou conta do notici\u00e1rio pop nos \u00faltimos dias: aqui s\u00f3 h\u00e1 espa\u00e7o para a m\u00fasica. E Madeleine ent\u00e3o anuncia que ir\u00e1 mostrar tr\u00eas n\u00fameros novos, que estar\u00e3o em seu novo disco, a ser lan\u00e7ado em 2024. Ela apresenta as tr\u00eas can\u00e7\u00f5es em portugu\u00eas \u201cComo Eu Desejo\u201d (\u201cHow I Wish\u201d), \u201cEncontrar o Amor Verdadeiro\u201d (\u201cFind True Love\u201d) e \u201cBlues do Para\u00edso\u201d (\u201cParadise Blues\u201d) e o que chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 a passagem de Andy Ezrin do piano para o teclado Yamaha, com o instrumento ganhando destaque nas novas can\u00e7\u00f5es e deixando uma curiosidade pelo que vem por a\u00ed.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O trio que junta \u201cOn a Sunday Afternoon\u201d, do \u00e1lbum \u201cAnthem\u201d (2019), \u201cI Hear Music\u201d e \u201cLonesome Road\u201d (as duas \u00faltimas de \u201cCareless Love\u201d) deixa o show mais alegre e festivo, com Madeleine se divertindo e fazendo farra durante o solo de seus amigos. Seguem-se \u201cThere&#8217;ll Be Some Changes Made\u201d, a aplaudid\u00edssima \u201cJ&#8217;ai Deux Amours\u201d e \u201cDon\u2019t Wait Too Long\u201d, que deixam os f\u00e3s do disco \u201cCareless Love\u201d no modo flutuar. Impag\u00e1vel, Madeleine conta: \u201cA pr\u00f3xima can\u00e7\u00e3o eu fiz&#8230; para uma abelha. Eu ia tocar e ela ficava bizzzzzzzzzzz. Eu parava e ia recome\u00e7ar e ela bizzzzzzzzzzzz. Disse pra ela: \u2018Vamos fazer uma parceria ent\u00e3o\u2019. E assim nasceu a deliciosa \u201cHoney Party\u201d, outra do disco \u201cAnthem\u201d.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-77115\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/2023-10-04-Madeleine-Peyroux-2048px-_FY40078-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/2023-10-04-Madeleine-Peyroux-2048px-_FY40078-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/2023-10-04-Madeleine-Peyroux-2048px-_FY40078-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A faixa que d\u00e1 t\u00edtulo a seu \u00e1lbum mais famoso, \u201cCareless Love\u201d, \u00e9 \u00faltima do set e \u00e9 apresentada como uma can\u00e7\u00e3o muita antiga (com quase 100 anos: de 1925) e surge num arranjo empolgante, com um crescendo poderoso. De p\u00e9, as 1500 pessoas que lotaram o Teatro Bradesco e permaneceram em sil\u00eancio durante todo o show, sa\u00fadam o quarteto, e Madeleine diz que espera que n\u00f3s aprovemos as escolhas dela para bis, e \u201cSamba do Avi\u00e3o\u201d e \u201c\u00c1gua de Beber\u201d emocionam a plateia, cantadas em um \u00f3timo portugu\u00eas de gringa, que raramente consegue falar os \u201c\u00e3o\u201d das letras, mas, ainda assim, emocionam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O show acaba, mas deixa a certeza de que a m\u00fasica ao vivo segue imbat\u00edvel em seu poder incomensur\u00e1vel de contagiar cora\u00e7\u00f5es. Durante quase uma hora e quarenta e cinco minutos, Madeleine e sua banda se apoiaram em instrumentos como viol\u00e3o, baixol\u00e3o (tocando com arco de violino em alguns momentos), bateria, piano, teclados e voz para recuperar can\u00e7\u00f5es perdidas no tempo tanto quanto para mostrar m\u00fasicas que ainda v\u00e3o chegar oficialmente. Entre os dois polos, jazz, blues, folk, rock e can\u00e7\u00f5es para encher a cara tocadas com paix\u00e3o e devo\u00e7\u00e3o, uma sonoridade diminuta que, por\u00e9m, se amplifica dentro da alma.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-77116\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/2023-10-04-Madeleine-Peyroux-2048px-PA040110-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"938\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/2023-10-04-Madeleine-Peyroux-2048px-PA040110-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/2023-10-04-Madeleine-Peyroux-2048px-PA040110-copiar-240x300.jpg 240w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013 Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@screamyell<\/a>) \u00e9 editor do Scream &amp; Yell e assina a\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Calmantes com Champagne<\/a>.<\/em><br \/>\n<em>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/fernandoyokotafotografia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Fernando Yokota<\/a>\u00a0\u00e9 fot\u00f3grafo de shows e de rua. Conhe\u00e7a seu trabalho:\u00a0<a href=\"http:\/\/fernandoyokota.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/fernandoyokota.com.br\/<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Jazz, blues, folk, rock e can\u00e7\u00f5es para encher a cara tocadas com paix\u00e3o e devo\u00e7\u00e3o, uma sonoridade diminuta que, por\u00e9m, se amplifica dentro da alma.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/10\/05\/musica-madeleine-peyroux-se-despede-do-brasil-cantando-leonard-cohen-elliott-smith-tom-jobim-e-tres-musicas-ineditas\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":77114,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[2441],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/77112"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=77112"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/77112\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":77118,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/77112\/revisions\/77118"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/77114"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=77112"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=77112"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=77112"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}