{"id":77064,"date":"2023-10-03T00:27:38","date_gmt":"2023-10-03T03:27:38","guid":{"rendered":"http:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=77064"},"modified":"2024-01-03T01:42:57","modified_gmt":"2024-01-03T04:42:57","slug":"entrevista-filipe-sambado-fala-sobre-seu-novo-disco-tres-anos-de-escorpiao-em-touro-e-revela-que-quer-colaborar-com-mc-carol","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/10\/03\/entrevista-filipe-sambado-fala-sobre-seu-novo-disco-tres-anos-de-escorpiao-em-touro-e-revela-que-quer-colaborar-com-mc-carol\/","title":{"rendered":"Entrevista: Filipe Sambado fala sobre o novo disco, &#8220;Tr\u00eas Anos de Escorpi\u00e3o em Touro&#8221;, e revela que quer colaborar com MC Carol"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/pedro.m.salgado.5\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pedro Salgado<\/a>, especial de Lisboa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A afabilidade, o conhecimento s\u00f3lido do meio musical em que se move e, sobretudo, a paix\u00e3o pelo seu trabalho s\u00e3o as principais impress\u00f5es que a artista Filipe Sambado me transmite durante uma conversa num banco do Jardim da Estrela, em Lisboa. O assunto dominante do nosso encontro \u00e9 seu novo \u00e1lbum, \u201c<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/intl-pt\/album\/1l5GdAJq2E9rFx4RoRNNeX\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Tr\u00eas Anos de Escorpi\u00e3o em Touro<\/a>\u201d (2023), lan\u00e7ado em 29 de setembro, que Sambado come\u00e7ou a compor no in\u00edcio da pandemia. Singular e intimista, o disco representa um olhar sobre seus tr\u00eas \u00faltimos anos de vida, nos quais passou por diversas mudan\u00e7as pessoais e art\u00edsticas, traduzidas em momentos de felicidade e fases de maior dificuldade, que foram determinantes na sua procura identit\u00e1ria e no seu processo criativo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre o t\u00edtulo do \u00e1lbum, Sambado assume uma liga\u00e7\u00e3o direta com o per\u00edodo que viveu de forma po\u00e9tica e esot\u00e9rica: \u201cO nome do trabalho est\u00e1 relacionado com o mapa astral e com o fato do meu V\u00eanus ser em Touro, mas tamb\u00e9m se liga ao ascendente que tenho, bem como possuir J\u00fapiter em Escorpi\u00e3o. No fundo, traduz o impacto que o confinamento provocou em mim e a forma global como me revejo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para antecipar a edi\u00e7\u00e3o do disco foram apresentados v\u00e1rios clipes dos singles de \u201c<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/intl-pt\/album\/1l5GdAJq2E9rFx4RoRNNeX\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Tr\u00eas Anos de Escorpi\u00e3o em Touro<\/a>\u201d, integrando um \u00e1lbum visual que Filipe Sambado se prop\u00f4s fazer e que recebeu o apoio da Sociedade Portuguesa de Autores. O mais recente, \u201cEntre os Dedos das M\u00e3os\u201d, teve a realiza\u00e7\u00e3o de Diego Brag\u00e0 (uma artista transdisciplinar brasileira para quem Sambado produziu algumas m\u00fasicas do seu \u00faltimo trabalho, \u201cSuper Puta\u201d, de 2023) e de Miguel Afonso Carranca, que realizou o filme \u201cCenas de uma Vida Amorosa\u201d (2019), protagonizado pelo artista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dotado de um componente l\u00edrico mais maduro, o novo disco resume e d\u00e1 seguimento aos caminhos sonoros que a artista j\u00e1 tinha percorrido nos \u00e1lbuns \u201cVida Salgada\u201d (2016), \u201cFilipe Sambado &amp; Os Acompanhante de Luxo\u201d (2018) e \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/03\/09\/de-portugal-filipe-sambado-aproximo-me-muito-mais-do-funk-carioca\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Revezo<\/a>\u201d (2020), com o foco no encontro entre a tradi\u00e7\u00e3o musical portuguesa, o experimentalismo e a eletr\u00f4nica. O single \u201cTalha Dourada\u201d \u00e9 um dos momentos mais fortes do trabalho e coloca a t\u00f4nica na afirma\u00e7\u00e3o individual, \u201cChoro da Rouca\u201d \u00e9 simultaneamente dram\u00e1tica e encantadora pelo teor confessional com que Sambado aborda um momento de depress\u00e3o profunda, enquanto \u201cLaranjas\/Gajos\u201d insere-se no segmento apocal\u00edptico do disco, em que a contempla\u00e7\u00e3o e a celebra\u00e7\u00e3o corporal caminham lado a lado. Tamb\u00e9m h\u00e1 espa\u00e7o para o pop (\u201cHybris\u201d) e a dan\u00e7a (\u201cCaderninho\u201d), mas a parte final do \u00e1lbum revela uma emotividade superior e termina ao som do fado com \u201cUm Lugar na Mouraria\u201d, simbolizando um regresso a casa em paz como contraponto do desprendimento e do grito inicial da faixa de abertura, \u201cFrasco de Vidro\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para os shows de apresenta\u00e7\u00e3o do trabalho, a 16 de Novembro no Lux Fr\u00e1gil (Lisboa) e 23 de Novembro no CCOP (Porto), Filipe Sambado promete \u201ccriar um momento bastante \u00edntimo e desenvolver uma conex\u00e3o com o p\u00fablico\u201d, numa atua\u00e7\u00e3o com base na guitarra e voz que dar\u00e1 lugar a uma turn\u00ea portuguesa em 2024. \u201cNeste novo espet\u00e1culo estou a tentar montar uma coisa fixa e din\u00e2mica que v\u00e1 \u00e0s partes que me interessam e se assemelham \u00e0 hist\u00f3ria do disco. Pretendo contrastar momentos impactantes e musculados com fases mais \u00edntimas e muito pr\u00f3ximas da assist\u00eancia. No fundo, trata-se de aproximar a experi\u00eancia sensorial do concerto ao \u00e1lbum\u201d, conclui.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De Lisboa para o Brasil, Filipe Sambado conversou com o Scream &amp; Yell. Confira:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Tr\u00eas Anos de Escorpi\u00e3o em Touro\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=PLKdZ1PVJ9xb0UFhLRRp9IxZX-Bhiu6OHJ\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Passaram-se tr\u00eas anos desde que voc\u00ea lan\u00e7ou \u201cRevezo\u201d e eu gostaria de saber quais foram os est\u00edmulos criativos que a levaram ao seu novo disco, \u201cTr\u00eas Anos de Escorpi\u00e3o em Touro\u201d (2023).<\/strong><br \/>Eu comecei a comp\u00f4-lo no in\u00edcio da pandemia. Fiz uma s\u00e9rie de experi\u00eancias e adquiri diversas ferramentas de trabalho. Depois, escutei alguns discos que me puxaram mais para esta vertente, entre os quais \u201cFlamboyant\u201d, de Dorian Electra e \u201cPang\u201d, de Caroline Polachek. Tamb\u00e9m deambulei um pouco por artistas como A. G. Cook, Sophie e pela Arca (cantora, compositora, produtora e DJ venezuelana). Fundamentalmente, constituem uma s\u00e9rie de refer\u00eancias que me ajudaram a encontrar materiais atuais a fim de orientar este \u00e1lbum. Acho que os \u00faltimos discos da Arca, os cinco \u201cKick\u2019s\u201d que ela lan\u00e7ou, foram interessantes para um certo tipo de espectro sonoro mais p\u00f3s-apocal\u00edptico e experimental que combina muito bem com o lado tradicional que ela tamb\u00e9m exibe nesses \u00e1lbuns. A Arca ligou bastante as suas coisas \u00e0 percuss\u00e3o venezuelana e isso interessou-me pela facilidade com que se relacionava ao que eu j\u00e1 andava a experimentar e afunilei no \u201cRevezo\u201d (2020). Por isso, foi uma ajuda importante para unir as pontas ao trabalho que desenvolvi.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Um dos cart\u00f5es-de visita do disco \u00e9 o single \u201cTalha Dourada\u201d em que voc\u00ea canta: \u201cN\u00e3o quero ser mais de um nem de outro \/ Sou mais eu quando n\u00e3o tenho medo de ser\u201d. Ele simboliza a liberta\u00e7\u00e3o e a personalidade n\u00e3o-bin\u00e1ria que voc\u00ea assume neste trabalho?<\/strong><br \/>Sim, \u00e9 isso mesmo. Na primeira e na segunda estrofe estou a referir-me de forma direta aos g\u00eaneros. Essa can\u00e7\u00e3o \u00e9 muito importante e por essa raz\u00e3o foi o single mais oficial do disco. \u00c9 uma m\u00fasica que est\u00e1 um pouco ligada \u00e0s disses de hip hop e de estar a falar para uma terceira pessoa que \u00e9 quase uma entidade coletiva. Neste caso, menciono a m\u00e1-l\u00edngua, que eu chamo de quadrilheiros (mexeriqueiros). Eu fa\u00e7o-o com um linguajar muito portugu\u00eas e sinto que essa \u00e9 a parte que coloca a can\u00e7\u00e3o dentro deste universo. Depois \u00e9 o cart\u00e3o-de-visita que voc\u00ea citou em que ela chega e diz imediatamente ao que vai e p\u00f5e os pontos nos is.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O clipe de \u201cMau Olhado\u201d difunde uma ideia de ousadia que causa surpresa e depois evolui para um territ\u00f3rio mais elegante e art\u00edstico. Foi uma ideia sua apresentar-se desta forma?<\/strong><br \/>Estas imagens v\u00eam muito do meu universo imag\u00e9tico e posso dizer confortavelmente que o \u2018core\u2019 da proposta visual \u00e9 minha. Mas convidei v\u00e1rias pessoas em quem confio criativamente, como realizadores e diretores de arte, para fazerem parte deste processo criativo e ele foi bastante perme\u00e1vel a outras sugest\u00f5es. No entanto, podem haver coisas que s\u00e3o significativamente diferentes ao mesmo tempo. Para mim, \u201cMau Olhado\u201d, representava um disco de dia. E o realizador do clipe, Martim Braz Teixeira, sempre viu a m\u00fasica como sendo de noite. Por isso, conversamos com o resto das pessoas, relacionando o componente est\u00e9tico que ele antevia em termos de fotografia e sobre qual seria o cen\u00e1rio mais interessante. Este tipo de quest\u00f5es ocorreram em todos os v\u00eddeos que fizemos e com o projeto de criar um \u00e1lbum visual existia um conjunto de ramifica\u00e7\u00f5es, de pontas e met\u00e1stases que ia ficando de um filme para o outro. O assunto da tinta \u00e9 transversal a todos os clipes. No primeiro v\u00eddeo (\u201cMau Olhado\u201d) h\u00e1 uma agress\u00e3o com os bal\u00f5es de tinta, no segundo clipe (\u201cTalha Dourada\u201d) as m\u00e3os est\u00e3o a sangrar devido a um golpe provocado por um balde de tinta com bonecos, no terceiro (\u201cChoro da Rouca\u201d) sucede um momento de vergonha com o xixi ou uma menstrua\u00e7\u00e3o colorida que desce pelas minhas pernas abaixo, no quarto (\u201cLaranjas\/Gajos\u201d) os marcadores de tinta parecem representar marcas e cicatrizes e o mais recente (\u201cEntre os Dedos das M\u00e3os\u201d) termina com uma esp\u00e9cie de homic\u00eddio coletivo e a tinta tamb\u00e9m aparece. O surgimento da crian\u00e7a no clipe de \u201cMau Olhado\u201d deriva do fato da minha filha, Celeste, ter estado presente nesses dias de grava\u00e7\u00e3o e n\u00f3s tentamos ao m\u00e1ximo que n\u00e3o houvessem leituras demasiado pesadas, mas sab\u00edamos que podiam aparecer interpreta\u00e7\u00f5es ligadas ao futuro e ao passado. No entanto, n\u00e3o foi t\u00e3o voluntarioso e acabou por ser apenas uma celebra\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a dela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea j\u00e1 trilhou o rap, rock, indie, folk e o pop psicod\u00e9lico e \u00e9 uma artista ligada \u00e0 renova\u00e7\u00e3o da tradi\u00e7\u00e3o musical portuguesa. O seu processo de composi\u00e7\u00e3o come\u00e7a habitualmente com a m\u00fasica ou com as letras?<\/strong><br \/>\u00c9 cada vez mais um processo misto em que a palavra gera melodia ou o inverso. \u00c0s vezes pode ser qualquer coisa que estimule a continuidade do processo criativo. A parte mais entusiasmante de todas \u00e9 a satisfa\u00e7\u00e3o de eu conseguir que uma ideia \u00e0 qual me agarrei se transforme em algo interessante. Gostar tanto de fazer \u00e9 o verdadeiro incentivo. Por muitas dores de cabe\u00e7a que o m\u00e9todo traga e mesmo sabendo que h\u00e1 prazos a cumprir, que nos obrigam a realiz\u00e1-lo de uma ou de outra maneira, isto \u00e9 sempre pela felicidade que o trabalho nos d\u00e1. Mas, tamb\u00e9m, pela vontade que resulta de convencer as pessoas de que fizeste algo realmente bom, mesmo que elas n\u00e3o estejam a entender. \u00c9 sobretudo sobre a forma como nos agarramos a algo que brevemente vai deixar de ser nosso, porque a partir do momento em que a m\u00fasica \u00e9 lan\u00e7ada j\u00e1 n\u00e3o nos pertence. Trata-se de um jogo muito dif\u00edcil para saberes at\u00e9 que momento a can\u00e7\u00e3o \u00e9 tua, porque ela est\u00e1 a ganhar vida desde que est\u00e1 a ser feita, mas ter-lhe demasiado amor tamb\u00e9m pode ser contraproducente. \u00c9 importante que a m\u00fasica se transforme no que merece e o aspecto mais interessante de todos continua a ser o prazer de realizar o processo. Isso deixa-me sempre com uma luz nos olhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Acredita que este caminho de autenticidade e explora\u00e7\u00e3o musical que seguiu em \u201cTr\u00eas Anos de Escorpi\u00e3o em Touro\u201d poder\u00e1 conduzi-la a um patamar de maior reconhecimento a n\u00edvel nacional e at\u00e9 aflorar mercados internacionais?<\/strong><br \/>Eu gostaria de ter a oportunidade de mostrar o meu trabalho a mais pessoas. Por vezes, sinto que o nosso meio e o consumo de nicho que temos \u00e9 demasiado curto e acaba por ser mais dif\u00edcil para os artistas portugueses. A possibilidade de aumentar esse espa\u00e7o e ir para outros pa\u00edses seria uma op\u00e7\u00e3o que me interessaria. No fundo, a m\u00fasica independente e que tem um lado de investiga\u00e7\u00e3o e de identidade, como voc\u00ea disse, torna-se muito limitada em na\u00e7\u00f5es pequenas. Sinto que ficamos com um tempo de exposi\u00e7\u00e3o reduzido, porque s\u00e3o salas ex\u00edguas e escassas. \u00c9 importante ter a chance de nos mostrarmos a um segmento maior. No nosso tipo de mercado (composto por um conjunto de quatro ou cinco r\u00e1dios, uma imprensa bastante pequena, algumas salas e teatros que acolhem esse tipo de programa\u00e7\u00e3o musical, assim como as respectivas redes e os espa\u00e7os dispon\u00edveis para esta atividade), os trabalhos acabam por ser bem recebidos. Mas, as coisas t\u00eam um tempo curto de vida e tendo em conta que o consumo \u00e9 t\u00e3o pouco, acaba por haver alguma precariedade no que respeita ao sustento. O cen\u00e1rio \u00e9 diferente com um fen\u00f4meno art\u00edstico de sucesso semelhante a acontecer em Espanha e que pode ter a pretens\u00e3o de ir para o mercado sul-americano. A m\u00fasica cantada em espanhol tornou-se mundial e no Brasil o funk tamb\u00e9m ganhou bastante for\u00e7a. Existem imensos casos em certos pa\u00edses que, pontualmente, adquirem um valor art\u00edstico similar ao nosso, mas a escala \u00e9 completamente diferente. At\u00e9 na Isl\u00e2ndia, todo aquele experimentalismo da Bj\u00f6rk tal como os Sigur R\u00f3s, e outras bandas de l\u00e1, acabou por resultar e eles expressaram-se culturalmente e musicalmente e o panorama floresceu. Isso passa por acreditar que apenas necessitamos de investimento. Quando falo de investimento, quero dizer que as oportunidades que temos de nos apresentar num festival n\u00e3o significam que fazemos um show igual ao da Galeria Z\u00e9 dos Bois, por exemplo. S\u00e3o coisas diferentes e \u00e9 improv\u00e1vel que seja a mesma possibilidade. As pessoas t\u00eam de sentir que somos capazes de realizar um bom espet\u00e1culo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Gostaria de deixar uma mensagem para os leitores do Scream &amp; Yell?<\/strong><br \/>Eu recebi uma manifesta\u00e7\u00e3o de interesse, satisfa\u00e7\u00e3o e gosto por parte da casa m\u00e3e da Altafonte, no Brasil. Isso despertou o alarme para a possibilidade de fazer algumas colabora\u00e7\u00f5es com artistas representados por este selo. Eu vejo com \u00f3timos olhos a possibilidade de atuar no Brasil seja em que tipo de circunst\u00e2ncia for. \u00c9 um pa\u00eds que nos diz muito pela proximidade lingu\u00edstica, por toda a responsabilidade hist\u00f3rica que temos de assumir e o que isso nos aproximou no bom e no mau. Nesse sentido, existe tanta coisa bonita e agrad\u00e1vel que nos \u00e9 t\u00e3o f\u00e1cil apreciar em termos culturais e musicais e isso \u00e9 super-atrativo. Do que conhe\u00e7o, parece ser uma cultura de que gosto bastante, porque \u00e9 plural e rica. Eu queria passar por v\u00e1rios s\u00edtios, tocar nas grandes metr\u00f3poles brasileiras e fazer uma colabora\u00e7\u00e3o com a MC Carol. Espero que a m\u00fasica do disco \u201cTr\u00eas Anos de Escorpi\u00e3o em Touro\u201d lhes fa\u00e7a sentido. Ela tem um lado naturalmente portugu\u00eas que poder\u00e1 ser atrativo e deliciar o p\u00fablico do Brasil.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Filipe Sambado com CONAN OS\u00cdRIS - Caderninho\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/18Is8OSHjno?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013 Pedro Salgado (siga\u00a0<a href=\"http:\/\/twitter.com\/woorman\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@woorman<\/a>) \u00e9 jornalista, reside em Lisboa e colabora com o Scream &amp; Yell desde 2010 contando novidades da m\u00fasica de Portugal. Veja outras entrevistas de Pedro Salgado\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/author\/pedro-salgado\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a>. A foto que abre o texto \u00e9 de Rita Chantre \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Dotado de um componente l\u00edrico mais maduro, o novo disco resume e d\u00e1 seguimento aos caminhos sonoros que a artista j\u00e1 tinha percorrido nos \u00e1lbuns \u201cVida Salgada\u201d (2016), \u201cFilipe Sambado &#038; Os Acompanhante de Luxo\u201d (2018) e \u201cRevezo\u201d (2020)\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/10\/03\/entrevista-filipe-sambado-fala-sobre-seu-novo-disco-tres-anos-de-escorpiao-em-touro-e-revela-que-quer-colaborar-com-mc-carol\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":7,"featured_media":77069,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[1772,47],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/77064"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=77064"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/77064\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":77074,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/77064\/revisions\/77074"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/77069"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=77064"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=77064"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=77064"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}