{"id":76853,"date":"2023-09-20T00:03:00","date_gmt":"2023-09-20T03:03:00","guid":{"rendered":"http:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=76853"},"modified":"2023-12-14T00:31:27","modified_gmt":"2023-12-14T03:31:27","slug":"entrevista-de-portugal-rita-braga-fala-sobre-seu-novo-disco-illegal-planet-lancado-em-vinil-pela-comets-coming","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/09\/20\/entrevista-de-portugal-rita-braga-fala-sobre-seu-novo-disco-illegal-planet-lancado-em-vinil-pela-comets-coming\/","title":{"rendered":"Entrevista: De Portugal, Rita Braga fala sobre seu novo disco, \u201cIllegal Planet\u201d, lan\u00e7ado em vinil pela Comets Coming"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/pedro.m.salgado.5\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pedro Salgado<\/a>, especial de Lisboa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando vem ao meu encontro no Jardim da Estrela, em Lisboa, na tarde de 7 de setembro, a cantautora e multi-instrumentista Rita Braga est\u00e1 na v\u00e9spera do lan\u00e7amento do seu novo \u00e1lbum, \u201c<a href=\"https:\/\/groovierecords.bandcamp.com\/album\/rita-braga-illegal-planet\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Illegal Planet<\/a>\u201d (2023), com o carimbo da Comets Coming (sub-editora do selo Groovie Records). Rita exibe um semblante animado, que n\u00e3o abandonar\u00e1 ao longo da conversa, mas h\u00e1 uma ligeira ansiedade no ar, uma vez que est\u00e1 quase de partida para Praga (Rep\u00fablica Checa) onde iniciaria a 9 de setembro, no Festival Skaustsk\u00e1 Alternativa, uma tour europeia de apresenta\u00e7\u00e3o de \u201cIllegal Planet\u201d que contempla passagens por Portugal, Bulg\u00e1ria, S\u00e9rvia e It\u00e1lia (at\u00e9 6 de outubro), tr\u00eas datas no Reino Unido (em novembro) e terminar\u00e1 com um show na Casa da Cultura de Set\u00fabal (Portugal) a 22 de dezembro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O novo trabalho d\u00e1 seguimento ao disco \u201cTime Warp Blues\u201d (2020), apresentando um leque r\u00edtmico alargado, alus\u00f5es cinematogr\u00e1ficas (o filme \u201cForbidden Planet\u201d, de 1956, \u00e9 uma das refer\u00eancias do \u00e1lbum) e pequenas narrativas pop-noir que cruzam temas atuais e distopias. Mas, acima de tudo, \u201c<a href=\"https:\/\/groovierecords.bandcamp.com\/album\/rita-braga-illegal-planet\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Illegal Planet<\/a>\u201d enfatiza a forma instintiva e divertida como Rita Braga harmoniza a sua sensibilidade pop sci-fi com o jazz, os ritmos latinos e o folk on\u00edrico criando uma fus\u00e3o refrescante. Essa mistura de envolv\u00eancia e criatividade \u00e9 o aspecto mais atraente da jornada espacial patente no trabalho. Os condimentos podem parecer familiares, \u00e0 luz da igual peculiaridade de \u201cTime Warp Blues\u201d, mas a constru\u00e7\u00e3o das can\u00e7\u00f5es e a inventividade de cada performance mant\u00eam a m\u00fasica prazerosa em sucessivas audi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 inevit\u00e1vel citar faixas como \u201cIkea Snow\u201d, uma irresist\u00edvel marcha burlesca carregada de ironia e humor que contou com a contribui\u00e7\u00e3o de Gustavo Costa, respons\u00e1vel pelos est\u00fadios da Sonoscopia, Associa\u00e7\u00e3o Cultural, no Porto (onde o \u00e1lbum foi produzido), que tocou tarola e fez o ritmo distintivo da m\u00fasica. \u201cA piada dessa can\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o sei se a moda j\u00e1 ter\u00e1 passado, deriva do fato de que h\u00e1 uns anos atr\u00e1s toda a gente tinha uma mob\u00edlia branca da Ikea e eu resolvi fazer uma m\u00fasica de protesto contra o aborrecimento de ser tudo igual (risos). \u00c9 ir\u00f4nico, mas deu-me muito gozo comp\u00f4-la e criar uma esp\u00e9cie de circo delirante\u201d, explica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A vontade de misturar a realidade com a fic\u00e7\u00e3o (uma marca deste trabalho), tamb\u00e9m est\u00e1 presente na m\u00fasica \u201cUnclassified\u201d, onde a viagem que Rita Braga prop\u00f5e \u00e9 encerrada com os seus agradecimentos aos ouvintes do disco. \u201cAs can\u00e7\u00f5es deste \u00e1lbum t\u00eam uma vertente fantasiosa, mas tamb\u00e9m se referem a t\u00f3picos atuais, como \u00e9 o caso das pessoas quase n\u00e3o comprarem m\u00fasica e escutarem-na no Spotify. No in\u00edcio do tema eu dizia: \u201cThank you for listening on Spotify\u201d, no entanto acabei por retirar a frase porque senti que estava a publicita-lo. Mantive, na can\u00e7\u00e3o, a refer\u00eancia \u00e0s subscri\u00e7\u00f5es no YouTube, j\u00e1 que em muitos v\u00eddeos \u00e9 dito para n\u00e3o esquecer de carregar no bot\u00e3o e fazer a subscri\u00e7\u00e3o do canal. \u00c9 apenas outra piada (risos)\u201d, conta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em contraste com a vibra\u00e7\u00e3o geral, o clipe da faixa \u201cNothing Comes From Nowhere\u201d mostra um lado reflexivo e um desdobramento pouco comum da personalidade de Rita Braga, algo que a cantautora valida no contexto do \u00e1lbum: \u201cAcho que se trata de uma m\u00fasica mais introspetiva e et\u00e9rea do que as outras. A realiza\u00e7\u00e3o do v\u00eddeo \u00e9 da artista Marija Reikalas e foi ela que fez o \u2018storyboard\u2019, bem como a forma de ilustrar a hist\u00f3ria visualmente. A Marija concebeu a ideia de viagem astral e da sa\u00edda do corpo, mas sinto que encaixa muito bem no disco\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao longo do seu percurso, Rita deixou igualmente a sua marca em can\u00e7\u00f5es que resistiram \u00e0 passagem do tempo e continuam a cativar pela vivacidade inata e pelo conte\u00fado singular. Um desses casos \u00e9 a faixa \u201cTremble Like A Ghost\u201d, a primeira m\u00fasica que comp\u00f4s em Londres para o \u00e1lbum \u201cTime Warp Blues\u201d (2020). Quando a questiono sobre o que procurou retratar com a can\u00e7\u00e3o, a artista aponta v\u00e1rias influ\u00eancias e o sentido hist\u00f3rico da narrativa. \u201c\u00c9 uma faixa que foi escrita no esp\u00edrito de \u2018Sympathy For The Devil\u2019, dos Rolling Stones. Tamb\u00e9m lembra um pouco o Halloween, porque o clipe da Martha Colburn puxou muito esse imagin\u00e1rio. Mas, na letra, eu refiro alguns acontecimentos ao longo das d\u00e9cadas: um hotel que desabou nos anos 20 quando as pessoas dan\u00e7avam o charleston, a m\u00fasica \u2018Lili Marlene\u2019, de Marlene Dietrich (nos anos 40) e o epis\u00f3dio em que o Pete Seeger ia destruir os cabos do Bob Dylan no Festival de Newport, em 1965. No fundo, trata-se de uma constru\u00e7\u00e3o e uma viagem por diversos epis\u00f3dios hist\u00f3ricos\u201d, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Relativamente ao rumo que pretende dar \u00e0 sua m\u00fasica no futuro, conservando um esp\u00edrito imaginativo e captando o interesse do p\u00fablico, como tem feito at\u00e9 ao momento, Rita Braga defende uma vis\u00e3o plural do seu processo criativo. \u201cTenho sempre tem\u00e1ticas variadas e at\u00e9 j\u00e1 pensei em fazer um disco ac\u00fastico ou um \u00e1lbum todo cantado em portugu\u00eas. Ocorrem-me diversas ideias mas, depois, demoro a concretiz\u00e1-las. Por isso, aquilo que fa\u00e7o \u00e9 em grande medida um \u2018work in progress\u2019\u201d, conclui.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De Lisboa para o Brasil, Rita Braga conversou com o Scream &amp; Yell. Confira:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Rita Braga - Flores Indigestas\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/qCMvAd-Edmk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O seu novo disco, \u201cIllegal Planet\u201d (2023), que sucede ao \u00e1lbum \u201cTime Warp Blues\u201d (2020) revela uma maior envolv\u00eancia vocal, onde o pop sci-fi coabita com diversas sonoridades. Qual era o seu objetivo quando concebeu este ambiente r\u00edtmico?<\/strong><br \/>\nAs can\u00e7\u00f5es deste disco nasceram no per\u00edodo da pandemia. Foi no final de 2021 que comecei a fazer o \u00e1lbum com o Rodrigo Cardoso (co-produtor) e, na altura, tive mais tempo para me envolver na escrita das can\u00e7\u00f5es. O \u201cTime Warp Blues\u201d realizou-se num prazo menor. Eu tinha acabado um mestrado em Londres, havia uma data marcada para a grava\u00e7\u00e3o em est\u00fadio e tudo decorreu de forma bastante direta. No \u201cIllegal Planet\u201d, a produ\u00e7\u00e3o do disco demorou mais, porque foram surgindo convidados e o \u00e1lbum foi constru\u00eddo ao longo dos meses. Acho que \u00e9 uma continua\u00e7\u00e3o do disco anterior, porque no \u201cTime Warp Blues\u201d comecei a trabalhar com caixas de ritmos dos anos 60 e 70, que eu sempre gostei, e s\u00f3 h\u00e1 pouco tempo \u00e9 que adquiri algumas, e ent\u00e3o parti desse ponto. Esse \u00e1lbum \u00e9 mais minimalista, porque s\u00f3 teve dois convidados e eu toco quase todos os instrumentos e o \u201cIllegal Planet\u201d tem mais texturas, mas sinto que \u00e9 uma sequ\u00eancia do trabalho que eu fiz anteriormente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ao universo fantasioso que a caracteriza juntam-se agora um teor futurista e uma viagem espacial onde convivem tem\u00e1ticas como a desvaloriza\u00e7\u00e3o do consumo de m\u00fasica nas plataformas digitais ou a quest\u00e3o do aquecimento global do planeta. Foi por essa raz\u00e3o que deu ao disco o nome de \u201cIllegal Planet\u201d?<\/strong><br \/>\nAs minhas m\u00fasicas contam hist\u00f3rias, por isso \u00e9 quase como o t\u00edtulo de um filme. Para al\u00e9m disso, a pr\u00f3pria capa do disco assemelha-se ao poster de um filme antigo. Mas, gosto de deixar espa\u00e7o para as pessoas interpretarem as letras e o t\u00edtulo do \u00e1lbum como quiserem. A primeira can\u00e7\u00e3o que escrevi para o disco foi a \u201cIllegal Planet\u201d. Quando a gravei, senti que o \u2018take\u2019 de voz ficou bastante bom e acabei por registra-lo no trabalho e a partir desse momento compus as outras faixas. Essa m\u00fasica acabou por dar o nome ao \u00e1lbum e apresenta a viagem que eu proponho no disco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em \u201cFlores Indigestas\u201d, voc\u00ea toca o ukelele numa melodia em que sobressai um travo musical brasileiro. Escolheu a m\u00fasica como single pela sua caracter\u00edstica pr\u00f3pria ou apenas por uma quest\u00e3o de gosto pessoal?<\/strong><br \/>\nNeste disco s\u00f3 tenho duas can\u00e7\u00f5es cantadas em portugu\u00eas (a outra m\u00fasica \u00e9 \u201cRadio Pardal\u201d). Como gostaria que uma delas fosse um single, achei que \u201cFlores Indigestas\u201d se distinguia. O lado brasileiro estava presente no ritmo, que era a bossa nova. Mas, h\u00e1 um convidado no disco que toca diversos instrumentos (o m\u00fasico brasileiro Lu\u00eds Bittencourt, que mora no Porto). Eu s\u00f3 lhe tinha pedido para tocar marimba e ele acabou por se envolver espontaneamente nos arranjos de percuss\u00e3o, tocou tamborim e cu\u00edca com efeitos e ent\u00e3o a faixa aquiriu um aroma de tropic\u00e1lia eletr\u00f4nica mais vincado. Acho que ficou \u2018catchy\u201d e acabei por escolher como single a \u201cFlores Indigestas\u201d.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-76854\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/rita1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/rita1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/rita1-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Neste trabalho, participaram, entre outros, os m\u00fasicos Nik Phelps (que j\u00e1 colaborou com Tom Waits e Frank Zappa) e Phil MFU. Como surgiram estas parcerias e qual \u00e9 a avalia\u00e7\u00e3o que faz do trabalho deles?<\/strong><br \/>\nO Nik Phelps \u00e9 um colaborador muito antigo. Ele gravou clarinete no meu primeiro single, \u201cUnder The Moon\u201d, do \u00e1lbum \u201cCherries That Went To The Police\u201d (2011). J\u00e1 nos conhecemos h\u00e1 muito tempo. Ele \u00e9 de S\u00e3o Francisco, na Calif\u00f3rnia, e \u00e9 um especialista no jazz do in\u00edcio dos anos 20. Quando colaborava com ele, convidava-o para tocar nessas vers\u00f5es que eu fazia. Desta vez, desafiei-o para tocar nas minhas composi\u00e7\u00f5es atuais que s\u00e3o de um universo diferente e n\u00e3o sabia bem como \u00e9 que o Nik iria reagir e se ia gostar. Fiquei muito surpreendida porque ele \u00e9 um m\u00fasico fant\u00e1stico e vers\u00e1til. Na faixa \u201cRadio Pardal\u201d, ele imita o som dos p\u00e1ssaros bastante bem. Eu dei-lhe v\u00e1rias indica\u00e7\u00f5es para as m\u00fasicas e houve uma can\u00e7\u00e3o em que n\u00e3o lhe pedi nada de especial e ele criou uma melodia do tipo pantera cor-de-rosa (\u201cChien Myst\u00e4rieux\u201d). Relativamente ao Phil MFU, eu conheci-o em Londres quando morei l\u00e1. Ele pertencia aos Vanishing Twin e agora est\u00e1 nos The Pigeons e o universo musical dele tamb\u00e9m \u00e9 muito ligado ao pop sci-fi. O Phil participou na m\u00fasica \u201cAstro Rumba\u201d e fez v\u00e1rios solos que ficaram muito bem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Entre outros projetos, voc\u00ea fez uma parceria com o compositor e produtor alem\u00e3o Felix Kubin (no espet\u00e1culo Planet Sardiniax), a 23 de Junho de 2023, no Porto, na noite de S\u00e3o Jo\u00e3o, e uma resid\u00eancia em Bruxelas (B\u00e9lgica) um m\u00eas mais tarde, que findou com uma primeira exposi\u00e7\u00e3o de desenho e um concerto ac\u00fastico. O que representaram estas experi\u00eancias para si?<\/strong><br \/>\nForam duas experi\u00eancias bastante diferentes. \u00c9 algo que eu tenho estado a tentar fazer desde a pandemia para me desdobrar de v\u00e1rias formas e desenvolver parcerias. Eu e o Felix Kubin j\u00e1 nos conhecemos h\u00e1 imenso tempo e surgiu um convite por parte da Sonoscopia para fazer uma colabora\u00e7\u00e3o entre m\u00fasicos internacionais e m\u00fasicos que vivem no Porto. Foi uma semana deveras intensa e o tempo foi escasso para montar o espet\u00e1culo, que tinha cenografia e um m\u00fasico a tocar vibrafone, numa produ\u00e7\u00e3o maior do que estou habituada, mas correu extraordinariamente bem. Eu tenho igualmente um \u2018background\u2019 de gibi e ilustra\u00e7\u00e3o, no entanto tinha vontade de retomar e depois recebi uma proposta para realizar uma exposi\u00e7\u00e3o de desenho e estive um m\u00eas em Bruxelas. Como n\u00e3o desenhava h\u00e1 muito tempo desconhecia o que iria acontecer e acabei por fazer 20 postais ilustrados. O show ac\u00fastico foi bom, embora eu fa\u00e7a pouco esse tipo de atua\u00e7\u00e3o. Mas, \u00e0s vezes, gosto de tocar s\u00f3 com voz e ukelele, sem estar presa a cabos, porque tamb\u00e9m aprecio esse formato.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea j\u00e1 atuou em diversos pa\u00edses e em v\u00e1rios continentes e no tour de \u201cIllegal Planet\u201d vai fazer shows proximamente em Portugal, Rep\u00fablica Checa, S\u00e9rvia, Bulg\u00e1ria, It\u00e1lia e Reino Unido. Est\u00e1 nos seus planos incluir o Brasil?<\/strong><br \/>\nSim, eu gostaria muito de voltar. Tenho at\u00e9 mantido contato com um amigo, Paulo Beto, com quem j\u00e1 colaborei e talvez fa\u00e7a shows no Brasil brevemente. <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/03\/13\/a-nova-cena-portuguesa-rita-braga\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Eu vivi um m\u00eas em S\u00e3o Paulo<\/a>, formei uma banda espontaneamente, voltei para produzir um disco e tenho saudades de l\u00e1 estar. Espero que em 2024 se concretizem esses espet\u00e1culos. Aproveito para mandar a todos os leitores do Scream &amp; Yell um grande abra\u00e7o e espero v\u00ea-los num concerto em S\u00e3o Paulo no pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Rita Braga - Nothing Came From Nowhere\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/hP_W70r_eO4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Illegal Planet\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/5mX1Bq4T1xc?list=OLAK5uy_lzmUPfESgKYvSbAI9_Z75cCBnl73R2-HE\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"RITA BRAGA presents TIME WARP BLUES\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/1CS7dHXEJgs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013 Pedro Salgado (siga\u00a0<a href=\"http:\/\/twitter.com\/woorman\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@woorman<\/a>) \u00e9 jornalista, reside em Lisboa e colabora com o Scream &amp; Yell desde 2010 contando novidades da m\u00fasica de Portugal. Veja outras entrevistas de Pedro Salgado\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/author\/pedro-salgado\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a>. A foto que abre o texto \u00e9 de Fernando Martins \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O novo trabalho d\u00e1 seguimento ao disco \u201cTime Warp Blues\u201d (2020), apresentando um leque r\u00edtmico alargado, alus\u00f5es cinematogr\u00e1ficas e pequenas narrativas pop-noir que cruzam temas atuais e distopias&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/09\/20\/entrevista-de-portugal-rita-braga-fala-sobre-seu-novo-disco-illegal-planet-lancado-em-vinil-pela-comets-coming\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":7,"featured_media":76855,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[47,6842],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/76853"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=76853"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/76853\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":76857,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/76853\/revisions\/76857"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/76855"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=76853"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=76853"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=76853"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}