{"id":76557,"date":"2023-08-31T00:36:46","date_gmt":"2023-08-31T03:36:46","guid":{"rendered":"http:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=76557"},"modified":"2023-11-15T00:08:32","modified_gmt":"2023-11-15T03:08:32","slug":"numa-democracia-ninguem-e-maior-que-o-outro-ninguem-e-mais-importante-que-o-outro-diz-itamar-vieira-junior-durante-a-fliparacatu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/08\/31\/numa-democracia-ninguem-e-maior-que-o-outro-ninguem-e-mais-importante-que-o-outro-diz-itamar-vieira-junior-durante-a-fliparacatu\/","title":{"rendered":"FliParacatu: &#8220;Numa democracia ningu\u00e9m \u00e9 mais importante que o outro. Ningu\u00e9m \u00e9 maior que o outro&#8221;, diz Itamar Vieira Junior"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/tgpgabriel\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Gabriel Pinheiro<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao olhar para a literatura brasileira contempor\u00e2nea, um dos nomes que se destacam \u00e9, sem d\u00favidas, o de Itamar Vieira Junior. Lan\u00e7ado primeiramente em Portugal \u2013 onde recebeu o Pr\u00eamio Leya \u2013 seu romance de estreia, \u201cTorto arado\u201d (2019), encontrou no Brasil um p\u00fablico m\u00faltiplo, diverso e imenso. Numa contagem publicada pelo Estad\u00e3o em junho, o livro j\u00e1 tinha alcan\u00e7ado 700 mil c\u00f3pias vendidas no Brasil. E mais dois pr\u00eamios importantes acompanham sua trajet\u00f3ria no pa\u00eds natal e no al\u00e9m mar: o Pr\u00eamio Jabuti e o Pr\u00eamio Oceanos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na literatura de Itamar Vieira Junior, grupos socialmente e historicamente silenciados encontram a pr\u00f3pria voz. \u00c9 a hist\u00f3ria de comunidades quilombolas e ind\u00edgenas, por exemplo, hist\u00f3rias de personagens que t\u00eam na terra o sustento, a morada e o v\u00ednculo que os conecta. Entre os dias 23 e 27 de agosto, a cidade mineira de Paracatu recebeu a primeira edi\u00e7\u00e3o do festival liter\u00e1rio internacional FliParacatu. Uma das presen\u00e7as mais celebradas do evento, Itamar Vieira Junior conversou com a gente sobre as tem\u00e1ticas que perpassam sua obra, como a ancestralidade, as adapta\u00e7\u00f5es em andamento para outras m\u00eddias e o retorno quem tem tido do p\u00fablico com seu romance mais recente, \u201cSalvar o fogo\u201d.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Mia Couto e Itamar Vieira Junior \u2013 Palavras para desentortar arados\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/gjc3OfQUYsA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O tema do FliParacatu \u00e9 \u201cArte, literatura e ancestralidade\u201d. Como a sua ancestralidade influencia o seu fazer liter\u00e1rio?<\/strong><br \/>\nPrimeiro que a gente fala de ancestralidade e parece que \u00e9 algo novo. Li at\u00e9 um coment\u00e1rio recente em uma mat\u00e9ria de jornal, algu\u00e9m dizia &#8220;L\u00e1 vem a galera da ancestralidade&#8221;. Achei t\u00e3o engra\u00e7ado e ao mesmo tempo curioso porque eu acho que \u00e9 algo que faz parte do nosso cotidiano, da nossa vida desde sempre. Antigamente, claro, nos grupos privilegiados, as pessoas sempre falaram de ancestralidade porque celebravam os sobrenomes que tinham, a posi\u00e7\u00e3o social, os lugares que ocupavam na sociedade, o legado de gera\u00e7\u00f5es de uma fam\u00edlia que ocupou espa\u00e7os de poder e de privil\u00e9gio. Ou seja, sempre se falou de ancestralidade. E hoje vemos a ancestralidade como algo que \u00e9 parte da condi\u00e7\u00e3o e da natureza humana. E a\u00ed n\u00e3o falamos mais apenas daqueles que foram privilegiados. A gente est\u00e1 falando de todo mundo. Todos n\u00f3s temos uma origem, todos n\u00f3s viemos de um lugar, todos n\u00f3s temos uma hist\u00f3ria familiar. Pertencemos a uma linhagem particular, uma linhagem familiar. Ent\u00e3o, falar sobre isso \u00e9 falar um pouco sobre n\u00f3s mesmos, \u00e9 falar sobre a hist\u00f3ria do lugar onde vivemos, \u00e9 falar sobre esse pa\u00eds tamb\u00e9m, n\u00e3o \u00e9? \u00c9 narrar esse pa\u00eds, o que para mim \u00e9 um tema fundamental, pois \u00e9 a partir dele que n\u00f3s vamos saber quem somos, de onde viemos e para onde queremos ir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Falar de ancestralidade no Brasil, um pa\u00eds que \u00e9 etnicamente e culturalmente diverso, \u00e9 muito importante, porque a gente est\u00e1 permitindo que todos aqueles que formam a sociedade brasileira tenham voz e contem suas hist\u00f3rias. Narrem suas hist\u00f3rias. Assim, a gente reconhece a import\u00e2ncia dessa diversidade. Numa democracia ningu\u00e9m \u00e9 maior que o outro. Ningu\u00e9m \u00e9 mais importante que o outro. E falar sobre essas m\u00faltiplas ancestralidades \u00e9 falar sobre a diversidade que nos forma. Que, ainda bem, nos forma. Essa diversidade que n\u00f3s chamamos de Brasil. Quando a gente volta ao passado para tentar saber quem somos, de onde vem nossa hist\u00f3ria, no fundo n\u00e3o \u00e9 um desejo de voltar por simples masoquismo. Seria sadismo, porque a nossa hist\u00f3ria \u00e9 uma hist\u00f3ria dura, uma hist\u00f3ria violenta. A hist\u00f3ria que nos forma \u00e9 uma hist\u00f3ria de viol\u00eancia. Ent\u00e3o, \u00e9 um exerc\u00edcio necess\u00e1rio para que a gente possa refletir e projetar uma sociedade, um pa\u00eds diferente. \u00c0s vezes \u00e9 duro conhecer as coisas, n\u00e3o \u00e9? N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Mas a gente quer conhecer para projetar um futuro diferente, um futuro que seja mais democr\u00e1tico, mais acolhedor para todos n\u00f3s. N\u00e3o que acolha apenas uma parte da popula\u00e7\u00e3o, mas que seja capaz de acolher a todos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como tem sido pra voc\u00ea esse seu reencontro com o p\u00fablico com seu novo livro, &#8220;Salvar o fogo&#8221;?<\/strong><br \/>\nTem sido muito bom. Acho que o p\u00fablico acolheu essa nova hist\u00f3ria da maneira como &#8220;Torto arado&#8221; foi acolhido. Ent\u00e3o, claro, cria-se uma expectativa, eles querem ler novas hist\u00f3rias do autor. Tenho aproveitado esse momento, pois &#8220;Torto arado&#8221; aconteceu durante a pandemia, ent\u00e3o n\u00e3o pude estar em muitos lugares, porque tinha uma restri\u00e7\u00e3o de circula\u00e7\u00e3o. Os eventos foram quase todos virtuais. Agora, pouco mais de um ano pra c\u00e1, a gente tem retomado todos esses festivais que estavam suspensos e tem sido uma oportunidade de encontrar aquele leitor que leu meu romance anterior e ainda n\u00e3o p\u00f4de me ouvir, n\u00e3o p\u00f4de me conhecer. E eles est\u00e3o fazendo isso com rela\u00e7\u00e3o ao meu novo romance. Por todos os lugares onde tenho passado a acolhida tem sido muito boa. E \u00e9 muito importante, al\u00e9m de encontrar os leitores, poder percorrer o pa\u00eds. Tenho feito viagens para o exterior tamb\u00e9m, por conta das tradu\u00e7\u00f5es que est\u00e3o sendo feitas. Pelas apresenta\u00e7\u00f5es, pelos lan\u00e7amentos, aproveito para conhecer esse nosso pa\u00eds, passar por lugares que nunca tinha estado. Como \u00e9 o caso de Paracatu. \u00c9 a minha primeira vez nessa regi\u00e3o e isso \u00e9 muito importante.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Christiane Jatahy - Depois do sil\u00eancio (Apr\u00e8s le silence) - teaser\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/dZlsKjx6Xr4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como v\u00ea sua obra sendo adaptada para outras m\u00eddias e suportes. No teatro, a grande Christiane Jatahy desenvolveu o espet\u00e1culo &#8220;Depois do sil\u00eancio&#8221;; seu texto \u00e9 base e d\u00e1 nome para a m\u00fasica &#8220;Torto arado&#8221;, do Rubel. H\u00e1 outros projetos de adapta\u00e7\u00e3o em vista?<\/strong><br \/>\nTenho acompanhado, mas n\u00e3o participo diretamente dessas adapta\u00e7\u00f5es. Os criadores geralmente me procuram, querem minha opini\u00e3o sobre o n\u00edvel de liberdade que eles t\u00eam para adaptar essa hist\u00f3ria. Mas tem sido muito interessante a quantidade de m\u00eddias. Temos uma can\u00e7\u00e3o, uma pe\u00e7a de teatro e, ainda, uma s\u00e9rie televisiva sendo produzida. Eu vou acompanhando na medida do poss\u00edvel, sem me envolver diretamente porque, sen\u00e3o, eu teria que sacrificar o tempo da escrita ou o tempo em que estou com os leitores. Mas gosto desse trabalho da adapta\u00e7\u00e3o pois h\u00e1 nele uma interpreta\u00e7\u00e3o. \u00c9 sempre um olhar, cada leitura desse livro \u00e9 uma leitura diferente. Sempre me perguntam sobre meus personagens, sobre a hist\u00f3ria. Tem coisas que falo honestamente para o leitor, que n\u00e3o sei responder, porque n\u00e3o refleti sobre aquilo enquanto escrevia. Assim, ele me fala sobre o que pensa e aquilo me faz refletir tamb\u00e9m sobre a hist\u00f3ria. Eu acho que a leitura \u00e9 essa engrenagem, sabe? Que envolve autor e leitor. N\u00e3o existe narrativa e hist\u00f3ria sem leitor, \u00e9 ele que interpreta, \u00e9 ele que d\u00e1 vida \u00e0quela hist\u00f3ria. Personagens, eventos, tudo aquilo se estrutura na mente do leitor e ele projeta. Ent\u00e3o ele \u00e9 pe\u00e7a fundamental nessa interpreta\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria. Com as adapta\u00e7\u00f5es n\u00e3o \u00e9 diferente, a Christiane Jatahy leu o livro de uma maneira. Ela fez a adapta\u00e7\u00e3o que achou que era aquela que dava conta da hist\u00f3ria, era aquela que tinha significado pra ela e acho isso maravilhoso. Pude assistir \u00e0 pe\u00e7a no ano passado na estreia na \u00c1ustria. L\u00e1, participei de uma mesa com a Christiane e falamos sobre nosso processo criativo. Tenho um novo encontro com ela no pr\u00f3ximo m\u00eas, quando o espet\u00e1culo passar por Madrid. Para mim, \u00e9 uma honra t\u00ea-la adaptando a minha hist\u00f3ria. Uma encenadora premiada na Bienal de Veneza se interessar por essa hist\u00f3ria e lev\u00e1-la ao palco&#8230; Essa hist\u00f3ria n\u00e3o pertence mais ao Brasil, ela est\u00e1 atravessando o mundo. J\u00e1 passou por dez pa\u00edses. A pe\u00e7a ainda tem uma extensa agenda para cumprir nos pr\u00f3ximos dois anos. J\u00e1 sobre a m\u00fasica, \u00e9 algo parecido. Foi uma iniciativa do pr\u00f3prio Rubel. Ele leu a hist\u00f3ria, se sentiu tocado, quis compor e compilou ali no tempo de uma can\u00e7\u00e3o \u2013 que \u00e9 um tempo bastante curto \u2013 o que ele compreendia daquela hist\u00f3ria. Acho que ficou sensacional porque tem alma, tem vida. Ele ainda convidou duas artistas importantes para cantar com ele, a Luedji Luna e a Liniker. Ficou bem especial. Fiquei bem emocionado tanto pela pe\u00e7a da Christiane Jatahy quanto pela m\u00fasica do Rubel. Eles me tocaram pela sensibilidade que carregam.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Rubel - Torto Arado feat. Liniker &amp; Luedji Luna (Visualizer)\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/aZz0Y1hbMrM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que podemos esperar da terceira parte da sua trilogia acerca das quest\u00f5es da terra?<\/strong><br \/>\nAcho que o fluxo dessa hist\u00f3ria \u00e9 como o rio, \u00e9 natural, \u00e9 como o Rio Paragua\u00e7u: ele nasce na Chapada Diamantina, que \u00e9 onde est\u00e1 o primeiro livro, atravessa e vai desembocar na Bahia de Todos os Santos. Ent\u00e3o, aguarde. Tem uma hist\u00f3ria por vir. Mas n\u00e3o sei quando chega&#8230;<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Jos\u00e9-Manuel Diogo e Jamil Chade \u2013 Cidadania da l\u00edngua x lusofonia\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/l6_EDHAZSJI?list=PLD1DP5q99zaA9E4d3KK3meKd_TsxZXz5r\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Malu Vibe: Democratiza\u00e7\u00e3o da Arte Urbana sob a Influ\u00eancia de Portinari #fliparacatu #sesc\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/1omKLDn8Z2A?list=PLD1DP5q99zaA2-707dfpENw-ObflMu4Ja\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Concessa \u2013 Fisolofia com Concessa: uma \u201cconversa\u00e7\u00e3o\u201d sobre um punhado de coisa\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ErxB2cYvnuE?list=PLD1DP5q99zaCzm70VeI4Ou6EXNqH3IKn5\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>* O FliParacatu \u00e9 patrocinado pela Kinross, por meio da Lei Rouanet. O jornalista visitou o festival a convite do patrocinador. A foto que abre o texto \u00e9 de Gui Garcia \/ Divulga\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><em>\u2013 Gabriel Pinheiro \u00e9 jornalista. Escreve sobre suas leituras tamb\u00e9m no Instagram:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/tgpgabriel\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@tgpgabriel<\/a>.\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Entre os dias 23 e 27 de agosto, a cidade mineira de Paracatu recebeu a primeira edi\u00e7\u00e3o do festival liter\u00e1rio internacional Fliparacatu. Uma das presen\u00e7as mais celebradas do evento, Itamar Vieira Junior&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/08\/31\/numa-democracia-ninguem-e-maior-que-o-outro-ninguem-e-mais-importante-que-o-outro-diz-itamar-vieira-junior-durante-a-fliparacatu\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":112,"featured_media":76558,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[9],"tags":[6827],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/76557"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/112"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=76557"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/76557\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":76562,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/76557\/revisions\/76562"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/76558"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=76557"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=76557"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=76557"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}