{"id":76496,"date":"2023-08-23T00:10:03","date_gmt":"2023-08-23T03:10:03","guid":{"rendered":"http:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=76496"},"modified":"2023-12-01T13:45:03","modified_gmt":"2023-12-01T16:45:03","slug":"entrevista-retratos-fantasmas-era-sobre-a-ideia-da-sala-de-cinema-mas-ganhou-um-peso-emocional-diz-kleber-mendonca-filho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/08\/23\/entrevista-retratos-fantasmas-era-sobre-a-ideia-da-sala-de-cinema-mas-ganhou-um-peso-emocional-diz-kleber-mendonca-filho\/","title":{"rendered":"Entrevista: &#8220;&#8216;Retratos Fantasmas&#8217; era sobre a ideia da sala de cinema, mas ganhou um peso emocional&#8221;, diz Kleber Mendon\u00e7a Filho"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista de <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/PeliculaVirtual\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Jo\u00e3o Paulo Barreto<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma redescoberta da hist\u00f3ria das salas de cinema da cidade Recife, \u201cRetratos Fantasmas\u201d (2023), novo filme do diretor Kleber Mendon\u00e7a Filho, apresenta um belo paralelo afetivo entre a vida do pr\u00f3prio cineasta, sua trajet\u00f3ria como realizador, e um revisitar de mem\u00f3rias que se mesclam a partir do apartamento onde viveu e filmou v\u00e1rios de seus trabalhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na primeira parte da obra, Kleber aborda a chegada de sua fam\u00edlia ao local que fica no bairro do Set\u00fabal, no apartamento onde viveria por d\u00e9cadas e registraria imagens conhecidas por muitas pessoas intimas de sua filmografia. Nesse processo, o diretor segue para a segunda parte, na qual abarca a hist\u00f3ria das salas de cinema de sua cidade, desenvolvendo as mudan\u00e7as urbanas agressivas pelas quais passou a capital e permite \u00e0 sua audi\u00eancia um vislumbre do que \u00e9 o poder daqueles locais como pontos de agrega\u00e7\u00e3o, como locais de conv\u00edvio. Mas tudo \u00e9 feito para al\u00e9m de uma sensa\u00e7\u00e3o de nostalgia ou preciosismo. O que vemos quando, por exemplo, acessamos na tela o Cine S\u00e3o Luiz, \u00e9 uma constata\u00e7\u00e3o daquele lugar espetacular como algo al\u00e9m da sanha capitalista e especuladora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De certo modo, ao terminar o filme, e tendo ra\u00edzes de vida ligadas de modo cultural a Salvador, \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o pensarmos em salas como o Cine Glauber Rocha, ou as salas do Circuito SaladeArte, e louvar a exist\u00eancias desses espa\u00e7os. Tamb\u00e9m, fica a ideia de imaginar um local como o Cine Jandaia, hoje entregue ao descaso, encontrando uma forma de revitaliza\u00e7\u00e3o de seu passado. \u201cRetratos Fantasmas\u201d traz essa reflex\u00e3o e acende certa chama cin\u00e9fila e de amor pelo centro, tanto de Recife quanto daqui.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nessa entrevista ao Scream &amp; Yell, o cineasta fala um pouco sobre o processo de constru\u00e7\u00e3o do longa que representa o Brasil na busca por uma vaga no Oscar 2024:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"RETRATOS FANTASMAS | SOMENTE NOS CINEMAS\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/mWIV07cPx-c?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sendo baiano, cin\u00e9filo e residente de Salvador, vi muitos ecos de minha cidade na hist\u00f3ria dos cinemas de Recife que s\u00e3o apresentadas em \u201cRetratos Fantasmas\u201d. Principalmente de um dos \u00faltimos remanescentes cinemas de rua daqui, o Cine Glauber Rocha, que segue firme, mesmo tendo perdido patroc\u00ednios. Como voc\u00ea analisa essa situa\u00e7\u00e3o de sua cidade comparada com aqui?<\/strong><br \/>\nO caso do Cine Glauber Rocha, do projeto de Cl\u00e1udio (Marques) e Mar\u00edlia (Hughes), \u00e9 um projeto importante. Ainda mais em uma cidade como Salvador. Salvador \u00e9 uma cidade que recebe o mundo no seu centro hist\u00f3rico. A ideia de uma prefeitura, um poder p\u00fablico, entender que existe uma sala de cinema, um espa\u00e7o de conv\u00edvio no centro hist\u00f3rico, de frente para a Ba\u00eda de Todos os Santos, \u00e9 algo que precisa ser defendido. \u00c9 um lugar que tem um trabalho de oferecer uma outra experi\u00eancia de conv\u00edvio com a cidade, de rela\u00e7\u00e3o com ela. De rela\u00e7\u00e3o f\u00edsica com a cidade. Isso deve ser defendido. Isso \u00e9 do interesse da cidade. Porque n\u00e3o acrescentaria muita coisa n\u00f3s termos mais uma sala em Salvador dentro de um espa\u00e7o privado que \u00e9 um shopping center. N\u00e3o tenho nada contra o shopping center, mas eu combato muito a transforma\u00e7\u00e3o do shopping como a norma. Como o espa\u00e7o oficial, talvez, de uma certa classe m\u00e9dia. Ou da classe m\u00e9dia brasileira como um todo. E como classe m\u00e9dia, eu falo classe baixa, classe m\u00e9dia-m\u00e9dia e classe alta. Ent\u00e3o, a experi\u00eancia do Cine Glauber Rocha me parece de grande import\u00e2ncia para a cidade. E a cidade de Salvador precisa proteger e incentivar isso. Porque eu acho que \u00e9 do interesse da cidade aquilo ali existir. Quando voc\u00ea tem em um domingo centenas de pessoas, talvez mil pessoas, indo a um cinema naquela \u00e1rea, ali \u00e9 uma \u00e1rea melhor por isso. Ou em uma sexta-feira, ou em um s\u00e1bado, ou qualquer dia da semana. E isso eu percebo no S\u00e3o Luiz. O S\u00e3o Luiz \u00e9 uma sala de 1000 lugares, de 1952, que fica na Rua da Aurora, de frente pro rio Capibaribe, em uma regi\u00e3o que o mercado conseguiu desprogramar na cabe\u00e7a das pessoas como sendo uma regi\u00e3o boa. Todos n\u00f3s sabemos que \u00e9 uma regi\u00e3o incr\u00edvel. N\u00e3o \u00e9 boa. \u00c9 incr\u00edvel. Mas existe essa desprograma\u00e7\u00e3o de ter vendido, desde o final dos anos 1970, que \u00e9 um lugar perigoso, que \u00e9 um lugar feio, que \u00e9 sujo, que \u00e9 pobre. E o centro entrou em uma decad\u00eancia. E muita gente fala, principalmente da elite, da classe m\u00e9dia, que o centro morreu. O centro n\u00e3o morreu. Nunca morreu. Na verdade, ele est\u00e1 super vivo. Ele s\u00f3 n\u00e3o obedece \u00e0s especifica\u00e7\u00f5es do mercado e da classe m\u00e9dia. Muito embora o Recife seja uma cidade que tem um p\u00fablico que&#8230; (pausa) O recifense \u00e9 muito combativo. Ent\u00e3o, o centro da cidade \u00e9 muito popular para muita gente que admira o centro. E o S\u00e3o Luiz se tornou um microclima dele pr\u00f3prio ao longo de doze anos de trabalho, quando ele voltou como sala p\u00fablica. Ele fechou em 2006 como sala comercial. Em 2010, ele voltou como sala p\u00fablica. \u00c9 uma sala que, quando tem estreia de filme pernambucano, tem fila ao redor do quarteir\u00e3o como eu lembro nos anos 1980, quando eu fui ver, sei l\u00e1, \u201cApertem os Cintos, o Piloto Sumiu\u201d (1980) ou \u201cCa\u00e7adores da Arca Perdida\u201d (1981). E isso acontece com filmes pernambucanos. \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/09\/02\/cinema-bacurau-de-kleber-mendonca-filho-e-juliano-dornelles\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bacurau<\/a>\u201d (2019) fez 33 mil espectadores no S\u00e3o Luiz. Ent\u00e3o, eu acho que o Cine Glauber Rocha tem esse papel. E Salvador e Recife t\u00eam posturas muito semelhantes em termos de lutar contra um lado menos inteligente de cada cidade. As cidades t\u00eam um lado inteligente e outro lado que n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o inteligente, que \u00e9 dominado pelo mercado e eu admiro muito o trabalho que \u00e9 feito no Cine Glauber Rocha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea utiliza muito de sua mem\u00f3ria afetiva com a cidade de Recife, com os cinemas de rua do centro da cidade, juntamente com as imagens captadas no apartamento onde morou e onde v\u00e1rios de seus filmes foram feitos. Como surgiu o embri\u00e3o de unir essas duas quest\u00f5es, a hist\u00f3ria da cidade e suas salas, juntamente \u00e0 sua mem\u00f3ria dentro do lugar onde voc\u00ea cresceu e iniciou sua carreira no audiovisual?<\/strong><br \/>\nInicialmente, era um filme sobre a for\u00e7a de espa\u00e7os de conv\u00edvio. Espa\u00e7o que eu chamo, tamb\u00e9m, de sala de cinema. E eu realmente acredito que Recife teve uma cole\u00e7\u00e3o muito forte de salas de cinema e que podem explicar o impacto de se fazer cinema. Talvez a ideia de se fazer cinema nessa cidade, nesse estado, seja parcialmente explicada pelo impacto dessas salas. Esse era o meu ponto de partida. E sempre achei que era um tema universal porque eu posso falar de uma sala de cinema no centro de Recife, e algu\u00e9m na It\u00e1lia ou em Salvador vai entender e fazer rela\u00e7\u00f5es universais com essa ideia. Mas o filme, realmente, se transformou em uma ideia instigante para mim. Mas eu n\u00e3o gostei do in\u00edcio da montagem desse filme das salas de cinema. Comecei a ficar desanimado com o filme e entrei em crise. Mas quando eu entendi que ia falar primeiro do apartamento, que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a quest\u00e3o de um apartamento, \u00e9 o lugar onde eu fiz muitos filmes, eu comecei a ficar instigado. Eu filmei muito aquele lugar. Foi isso que me ofereceu a chave para o filme. Foi assim que eu instiguei fazer o filme. Ainda mais porque eu e minha fam\u00edlia decidimos que \u00edamos nos mudar. Ent\u00e3o, eu passei um ano meio que desmamando o apartamento, passando por um per\u00edodo de desapego. Isso, claro, mexeu muito comigo. Isso me levou a muitas imagens e me levou a fazer imagens, tamb\u00e9m. Assim, quase que para ter mais imagens e me apegar mais ainda \u00e0quilo. E a\u00ed o filme entrou nos trilhos. Porque ele ganhou um peso emocional. Foi isso que aconteceu. Mas, inicialmente, era um filme sobre a ideia da sala de cinema. Voc\u00ea mostrou o blu-ray de \u201cO Som ao Redor\u201d (2012), e ele tem uma sequ\u00eancia onde, em um engenho de cana da fam\u00edlia, o Jo\u00e3o visita com a namorada as ru\u00ednas do cinema do engenho. E \u00e9 uma cena r\u00e1pida que eu gosto muito do filme. No \u201cAquarius\u201d (2016), S\u00f4nia (Braga) passa pela frente de uma loja de eletrodom\u00e9sticos, que era o Moderno, sala de cinema onde ela foi vista por mais de 150 mil pessoas em \u201cDona Flor e seus Dois Maridos\u201d (1976). Ent\u00e3o, est\u00e1 tudo meio conectado. Mas n\u00e3o de maneira planejada. O tempo vai passando e voc\u00ea vai fazendo correla\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O filme tem aquele final simb\u00f3lico, que flerta com o fant\u00e1stico, trazendo as imagens das farm\u00e1cias que se multiplicam como estabelecimentos comerciais na cidade de Recife, sendo algo que acontece muito aqui em Salvador. No meu ponto de vista, h\u00e1 uma no\u00e7\u00e3o de uma sociedade doente, dependente, e que permite essa multiplica\u00e7\u00e3o. Qual \u00e9 para voc\u00ea esse simbolismo?<\/strong><br \/>\nJ\u00e1 me pediram para explicar o que significam as farm\u00e1cias no final, mas eu acho que cada um pode tomar a sua pr\u00f3pria interpreta\u00e7\u00e3o. Eu acho que, em primeiro lugar, no cinema, voc\u00ea pensa em imagens. E eu acho aquela uma imagem forte. Sabe quando voc\u00ea est\u00e1 em um carro, seu ponto de vista do carro em que voc\u00ea v\u00ea coisas passando pela janela? Eu acho que esse \u00e9 um plano muito cinematogr\u00e1fico. E, francamente, isso veio da minha inf\u00e2ncia, quando eu saia \u00e0 noite com meu pai ou com minha m\u00e3e de carro. Lembro muitas vezes de pedir para passar na frente de alguns cinemas. Isso porque eu mesmo estava curioso em saber qual era o cartaz que estava l\u00e1. Porque voc\u00ea tinha um &#8220;Em cartaz&#8221; hoje, um &#8220;A seguir&#8221; e um &#8220;Em breve&#8221;. E isso era organizado sempre de uma maneira muito disciplinada. E eu gostava de passar na frente dos cinemas e pedir para diminuir a velocidade, \u00e0s vezes at\u00e9 pedir para parar o carro para eu poder ir ver os cartazes do que ia passar. E muitas vezes a gente n\u00e3o parava e o cinema passava. E a realidade \u00e9 que, hoje, o maior n\u00famero de coisas que passam na janela do carro \u00e0 noite s\u00e3o farm\u00e1cias. E s\u00e3o muito iluminadas, com aquela luz branca. E \u00e0s vezes eu n\u00e3o entendo quatro farm\u00e1cias coladas, vizinhas umas das outras. Eu acho que h\u00e1 alguma coisa na imprensa que diz que Recife tem o maior n\u00famero de farm\u00e1cias per capita. E eu acho que \u00e9 uma imagem muito forte. Eu n\u00e3o seria capaz de explicar exatamente o que significa, mas eu acho que as implica\u00e7\u00f5es s\u00e3o&#8230; (risos). O (Eduardo) Escorel escreveu uma cr\u00edtica muito boa do filme, e ele acha que o final \u00e9 um final feliz. Eu acho que \u00e9 um final que tem um certo humor, mas eu n\u00e3o sei. Acho que aquelas farm\u00e1cias ali s\u00e3o algo um pouco sinistro. Tem uma mistura de sensa\u00e7\u00f5es. A m\u00fasica do (Herb) Alpert&#8230; eu gosto muito daquela faixa. Gosto muito de Rubens (Santos) na cena toda. Gosto do tom da cena. E a\u00ed tem as farm\u00e1cias. Se voc\u00ea achar engra\u00e7ado, \u00e9 engra\u00e7ado. Eu n\u00e3o sei se eu acho engra\u00e7ado. Cada um sente o que pode.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Seu filme chega em um momento importante no qual se torna crucial falar sobre a preserva\u00e7\u00e3o de cinemas, e dos centros urbanos e seus entornos, e \u00e9 importante ter exibi\u00e7\u00e3o aqui por poder demarcar essa discuss\u00e3o.<\/strong><br \/>\nSim. Quando visito Salvador e ando por toda essa \u00e1rea, a cidade me coloca em um estado de esp\u00edrito muito particular. Obviamente, n\u00e3o sou o \u00fanico. S\u00e3o milh\u00f5es de pessoas que se sentem assim em Salvador. Mas \u00e9 uma cidade que merece muito mais respeito do que j\u00e1 tem, do ponto de vista de preserva\u00e7\u00e3o, de revitaliza\u00e7\u00e3o. E talvez Recife esteja em um est\u00e1gio ainda menos favor\u00e1vel. Teve uma exibi\u00e7\u00e3o espetacular do filme no Odeon, na Cinel\u00e2ndia do Rio, que inclusive \u00e9 citada no filme. Em Recife, teve uma sess\u00e3o no Teatro do Parque, um lugar incr\u00edvel de 1919. A\u00ed fomos para S\u00e3o Paulo, e, agora, Salvador. Nessas visitas, percebi que o centro do Rio est\u00e1 em uma situa\u00e7\u00e3o mais favor\u00e1vel do que o centro do Recife. E o centro do Recife est\u00e1 em uma situa\u00e7\u00e3o muito mais favor\u00e1vel do que o de S\u00e3o Paulo. O centro de S\u00e3o Paulo est\u00e1 um desastre. E Salvador tem suas quest\u00f5es, mas \u00e9 muito especial. Eu acho que est\u00e1 em uma situa\u00e7\u00e3o bem melhor do que alguns outros centros. Essa \u00e9 a realidade.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-76498 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/retratos2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"557\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/retratos2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/retratos2-300x223.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p><em style=\"font-size: 1rem; text-align: justify;\">\u2013 <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=100009655066720\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Jo\u00e3o Paulo Barreto\u00a0<\/a>\u00e9 jornalista, cr\u00edtico de cinema e curador do\u00a0<a href=\"http:\/\/coisadecinema.com.br\/xiii-panorama\/apresentacao\/panorama-2017\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Festival Panorama Internacional Coisa de Cinema<\/a>. Membro da Abraccine, colabora para o Jornal A Tarde e assina o blog\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/PeliculaVirtual\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pel\u00edcula Virtual<\/a>.\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;O centro do Rio est\u00e1 em uma situa\u00e7\u00e3o mais favor\u00e1vel do que o centro do Recife. E o centro do Recife est\u00e1 em uma situa\u00e7\u00e3o muito mais favor\u00e1vel do que o de S\u00e3o Paulo, que est\u00e1 um desastre&#8221;, diz o cineasta\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/08\/23\/entrevista-retratos-fantasmas-era-sobre-a-ideia-da-sala-de-cinema-mas-ganhou-um-peso-emocional-diz-kleber-mendonca-filho\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":21,"featured_media":76497,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4],"tags":[6820],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/76496"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/21"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=76496"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/76496\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":76657,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/76496\/revisions\/76657"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/76497"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=76496"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=76496"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=76496"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}