{"id":76432,"date":"2023-08-16T00:36:17","date_gmt":"2023-08-16T03:36:17","guid":{"rendered":"http:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=76432"},"modified":"2023-09-20T01:13:35","modified_gmt":"2023-09-20T04:13:35","slug":"entrevista-janet-weiss-e-sam-coomes-falam-sobre-o-primeiro-disco-do-quasi-em-10-anos-um-lancamento-da-sub-pop","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/08\/16\/entrevista-janet-weiss-e-sam-coomes-falam-sobre-o-primeiro-disco-do-quasi-em-10-anos-um-lancamento-da-sub-pop\/","title":{"rendered":"Entrevista: Janet Weiss e Sam Coomes falam sobre o primeiro disco do Quasi em 10 anos, um lan\u00e7amento da Sub Pop"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/LuizMazetto1986\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Luiz Mazetto<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">10 anos separam \u201c<a href=\"https:\/\/theequasi.bandcamp.com\/album\/breaking-the-balls-of-history\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Breaking the Balls of History<\/a>\u201d (2023), mais novo disco da banda de rock alternativo Quasi, e o seu antecessor \u201cMole City\u201d (2013). Mas poderiam ter sido 10 dias. Isso porque o duo de Portland formado pelo multi-instrumentista Sam Coomes (Moustache, Built to Spill) e a baterista Janet Weiss (Sleater Kinney) parece ter retomado exatamente de onde tinham parado em seu at\u00e9 ent\u00e3o \u00faltimo trabalho &#8211; juntos, Sam e Janet foram a banda de apoio de <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/10\/21\/elliott-smith-ghost-in-every-town\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Elliott Smith<\/a> em 1998\/1999, abrindo v\u00e1rios shows dessa turn\u00ea com o Quasi.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Primeiro disco deles pela lend\u00e1ria Sub Pop Records, da vizinha Seattle, (os anteriores tamb\u00e9m sa\u00edram por selos m\u00edticos: Kill Rock Stars, Touch &amp; Go e Domino Records), o mais novo disco da banda traz algumas marcas j\u00e1 registradas do grupo, como as melodias que parecem sa\u00eddas de uma banda de rock dos anos 1960 e as linhas de bateria criativas de Janet, misturadas a uma aura de estranheza quase indefin\u00edvel, mas facilmente reconhec\u00edvel para quem acompanha o grupo ao longo das \u00faltimas tr\u00eas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa conex\u00e3o especial entre eles \u00e9 inclusive destacada pelos m\u00fasicos na entrevista abaixo, sendo definida por Sam como \u201cuma conex\u00e3o musical rara, que n\u00e3o \u00e9 algo que voc\u00ea encontra facilmente\u201d. Na oportunidade, a dupla tamb\u00e9m falou sobre como a composi\u00e7\u00e3o do disco come\u00e7ou meio que por acaso, de forma espont\u00e2nea em meio \u00e0s sess\u00f5es de ensaios di\u00e1rias que faziam parte do processo de fisioterapia para a recupera\u00e7\u00e3o de Janet \u2013 ela e o marido sofreram um acidente de carro em 2019 \u2013 sobre as vantagens e desvantagens de fazer turn\u00eas em uma banda de duas pessoas, as diferen\u00e7as de cair na estrada nos EUA e na Europa e os discos (e esta\u00e7\u00e3o de r\u00e1dio) que mudaram as suas vidas.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Breaking the Balls of History\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=OLAK5uy_knSnS3zyBbqeE_EWr58S3mEGpaRU0bOQ8\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Esse \u00e9 o primeiro disco de voc\u00eas em 10 anos. E ele foi produzido em uma situa\u00e7\u00e3o bastante desafiadora, ap\u00f3s o acidente de carro da Janet e em meio \u00e0 pandemia de COVID-19. Por isso, gostaria de saber o que fez voc\u00eas pensarem que esse era o momento de se reunirem novamente para fazer um disco?<\/strong><br \/>\nSam: H\u00e1 muitas raz\u00f5es. Acho que parte foi por causa do ferimento da Janet, (pois) parte de sua fisioterapia era apenas tocar bateria. Ent\u00e3o nos juntamos e tocamos todos os dias e ela conseguiu recuperar suas habilidades na bateria e sua sa\u00fade f\u00edsica, dessa maneira. Ent\u00e3o n\u00f3s j\u00e1 est\u00e1vamos tocando e a parte criativa meio que apenas cresceu a partir da\u00ed.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Janet: Sim. Por estarmos na sala de ensaios todos os dias, foi realmente conveniente e f\u00e1cil come\u00e7ar a trabalhar em material novo. E o Sam continuava sempre aparecendo com m\u00fasicas incr\u00edveis. Foi muito inspirador ter algo para se ansiar durante um momento de incerteza. Acho que tocar bateria e o Quasi foram como uma base para mim, ter material novo para trabalhar, ter algo pelo que esperar. N\u00e3o acredito que est\u00e1vamos conscientemente pensando algo como \u201cAh, estamos fazendo um disco novo\u201d. Penso que est\u00e1vamos l\u00e1 e come\u00e7amos a encontrar essas ideias interessantes, o Sam tinha m\u00fasicas incr\u00edveis e tudo meio que cresceu a partir da\u00ed. Foi realmente muito reconfortante ter o Quasi sendo t\u00e3o prol\u00edfico em um momento em que tudo meio que parou (risos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sam: Al\u00e9m da quest\u00e3o da fisioterapia, tamb\u00e9m houve um momento tumultuoso em nossa cidade, Portland. N\u00e3o era um momento normal de nenhuma maneira. Penso que \u00e9 natural para um artista ter ideias em momentos de tens\u00e3o e estresse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Janet, voc\u00ea pensa que, de maneira intencional ou n\u00e3o, voc\u00ea mudou de alguma forma o seu jeito de tocar bateria depois do acidente? Talvez tenha passado a fazer algo de maneira diferente, por exemplo?<\/strong><br \/>\nJanet: Eu apenas n\u00e3o conseguia tocar do mesmo jeito, no in\u00edcio. Fisicamente mesmo, tive que mudar a montagem da minha bateria. Tive de montar um kit menor, para poder sentar mais perto. O meu p\u00e9 de tocar o bumbo n\u00e3o estava da mesma maneira nos primeiros seis meses ap\u00f3s o acidente. Eu mudei o que tinha de mudar e definitivamente n\u00e3o conseguia tocar o que queria fazer na minha cabe\u00e7a. Mas eu tentava apenas continuar tocando, sem me sentir desencorajada. \u00c9 muito mais f\u00e1cil quando h\u00e1 m\u00fasica para tocar. Se eu estivesse sozinha na sala de ensaio, provavelmente teria ficado mais desanimada e chateada, porque eu poderia apenas me escutar sem conseguir fazer as coisas que queria fazer. Mas quando falamos de m\u00fasica, a bateria pode ser muito simples, soar bem e ainda servir \u00e0 m\u00fasica de uma \u00f3tima maneira. Ent\u00e3o eu acho que \u00e9 a chave sobre a raz\u00e3o pela qual tocar com o Sam realmente ajudou a me animar, porque n\u00e3o era apenas eu, mas n\u00f3s, a banda. E eu podia tocar de maneira mais simples, trabalhar nas coisas dentro do contexto de uma m\u00fasica, o que foi reconfortante. Eventualmente recuperei minha chama e pude realmente descer a m\u00e3o na bateria, que \u00e9 o que eu adoro fazer (risos). Mas por um per\u00edodo ali, tive de fazer uma rota para conseguir voltar para isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Para uma pessoa de fora, como eu, esse disco talvez soe como um \u00e1lbum da nossa \u00e9poca, como um retrato desse momento de uma certa maneira. Quer dizer, todo trabalho art\u00edstico representa seu tempo de uma maneira ou de outra, mas esse disco me parece uma boa representa\u00e7\u00e3o, quase como uma trilha sonora desses tempos estranhos e sombrios que vivemos recentemente, com a pandemia, o movimento antivacina, o Trump nos EUA, o Bolsonaro no Brasil, entre outras coisas. Voc\u00eas concordam com isso? E isso foi algo intencional, de tentar encapsular esse momento dentro de um disco?<\/strong><br \/>\nSam: Acho que apenas aconteceu porque era um momento muito tumultuoso, no Brasil assim como nos EUA e no resto do mundo. Ent\u00e3o quando voc\u00ea est\u00e1 no meio disso e est\u00e1 criando algo, como isso n\u00e3o acontecer\u00e1? Para o Quasi, acho que \u00e9 inevit\u00e1vel que isso seria incorporado de alguma maneira na m\u00fasica. N\u00e3o penso que necessariamente todos os artistas ou bandas funcionem dessa maneira, mas n\u00f3s meio que sempre refletimos na nossa m\u00fasica o que est\u00e1 acontecendo nas nossas vidas em qualquer momento. E era um momento totalmente fora do comum.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Quasi  -  Queen of Ears (Official Video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/vTdH6tWgbbQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ali\u00e1s, o disco tem uma pegada meio \u201cao vivo\u201d. Ele soa muito org\u00e2nico, quase como se eu estivesse em uma sala com voc\u00eas tocando. Como foi o processo de grava\u00e7\u00e3o? E esse sempre foi o objetivo, de atingir algo mais espont\u00e2neo em termos de produ\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nSam: \u00c9, fico feliz que voc\u00ea tenha achado isso porque essa foi definitivamente a nossa inten\u00e7\u00e3o. E o disco foi gravado exatamente como voc\u00ea imaginaria, basicamente eu e a Janet montamos tudo numa sala, colocamos alguns microfones e apenas tocamos. Tentamos n\u00e3o colocar um monte de camadas ou overdubs sobre a m\u00fasica, para manter o som bastante \u201cao vivo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Janet: Penso que, mesmo quando est\u00e1vamos escrevendo as m\u00fasicas, n\u00f3s t\u00ednhamos isso em mente. Desde o in\u00edcio, a ideia era essa, como \u201cOk, n\u00f3s temos um conjunto de m\u00fasicas, que poderiam ser trabalhadas para virar um disco\u201d. A ideia era fazer um \u00e1lbum, principalmente, de teclado e bateria, e tamb\u00e9m fazer com que as m\u00fasicas existissem no disco e na sala de ensaios em um lugar parecido, em que apenas n\u00f3s dois pud\u00e9ssemos tocar a m\u00fasica inteira juntos, sem precisar fazer muitas edi\u00e7\u00f5es ou adicionar muita coisa para a m\u00fasica acontecer. Para que quando n\u00f3s toc\u00e1ssemos ao vivo, as m\u00fasicas pudessem soar como soam no disco. N\u00f3s quer\u00edamos que o disco soasse muito real, presente e vital, meio que vivo. Ent\u00e3o \u00e9 legal que voc\u00ea sentiu isso, porque esse definitivamente era o plano (risos). Ent\u00e3o talvez ele tenha funcionado (risos). Quando n\u00f3s tocamos as m\u00fasicas ao vivo, elas meio que ganham uma vida pr\u00f3pria. Mas na maior parte n\u00f3s est\u00e1vamos tocando as m\u00fasicas ao vivo no est\u00fadio. Ent\u00e3o n\u00e3o deveria haver grandes diferen\u00e7as que voc\u00ea escutaria, j\u00e1 que n\u00f3s as gravamos em uma configura\u00e7\u00e3o ao vivo, apenas n\u00f3s dois juntos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas sempre tocam e\/ou tocaram com outros m\u00fasicos e bandas. Por isso, queria saber qual a diferen\u00e7a entre tocarem juntos em compara\u00e7\u00e3o com outros artistas? Porque parece que voc\u00eas t\u00eam uma conex\u00e3o especial, tanto seus instrumentos quanto suas vozes, eles sempre parecem se misturar, soando como algo unificado e de maneira org\u00e2nica. Voc\u00eas concordam com isso?<\/strong><br \/>\nSam: Sim, concordo. N\u00f3s sempre tocamos com outras bandas \u2013 e acredito que vamos continuar fazendo isso. E essas bandas v\u00e3o e voltam, mas o Quasi sempre permanece l\u00e1. Eu acredito que n\u00f3s temos uma conex\u00e3o musical rara, que n\u00e3o \u00e9 algo que voc\u00ea encontra facilmente. Outras bandas t\u00eam outras coisas a oferecer, mas o la\u00e7o musical que temos no Quasi \u00e9 algo meio raro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Janet: Quer dizer, acho que parte disso apenas reflete as nossas cren\u00e7as, de certa maneira. N\u00f3s estamos na mesma p\u00e1gina em muitas coisas. O que nos permite saber, quando tocamos, que algo n\u00e3o ir\u00e1 dar errado. \u00c9 dif\u00edcil explicar, mas temos uma confian\u00e7a porque nos conhecemos t\u00e3o bem como pessoas, nos respeitamos e gostamos da maneira como a outra pessoa toca, de modo que o Quasi seja algo muito especial. De poder estar na mesma p\u00e1gina na banda e tamb\u00e9m na vida. E quando falamos de uma banda de duas pessoas, h\u00e1 muito espa\u00e7o para se divertir, voc\u00ea pode mudar de dire\u00e7\u00e3o muito rapidamente. \u00c9 muito divertido, enquanto uma banda com tr\u00eas ou quatro pessoas \u00e9 divertida de outras formas, mas talvez n\u00e3o dessa maneira. Como j\u00e1 tocamos juntos h\u00e1 tanto tempo, nossas habilidades de comunica\u00e7\u00e3o s\u00e3o realmente afiadas, temos meio que o nosso pr\u00f3prio idioma. Podemos apenas olhar um para o outro e saber, como \u201cVamos para esse lugar com a m\u00fasica\u201d. Acredito que isso faz com que nossos shows sejam bastante especiais e \u00fanicos. E n\u00f3s certamente damos valor, somos realmente agradecidos por isso no Quasi.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E voc\u00eas pensam que sendo uma dupla, al\u00e9m de ser muito mais f\u00e1cil sair em turn\u00ea, voc\u00eas t\u00eam uma maior liberdade, uma maior abertura para conversarem? J\u00e1 que se conhecem t\u00e3o bem e s\u00e3o apenas duas pessoas, voc\u00eas n\u00e3o precisam buscar sempre um consenso na banda para ter todo mundo na mesma p\u00e1gina.<\/strong><br \/>\nSam: Sim, acho que isso est\u00e1 correto. Ser uma dupla \u00e9 algo desafiador de muitas maneiras. Musicalmente, preencher todo esse espa\u00e7o e torn\u00e1-lo interessante \u00e9 algo sobre o qual voc\u00ea precisa pensar constantemente, mas tamb\u00e9m \u00e9 muito recompensador. Algumas coisas s\u00e3o mais f\u00e1ceis. Por exemplo, \u00e9 mais f\u00e1cil chegar em um consenso porque n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel ser como uma democracia (risos). E n\u00f3s temos de concordar ou n\u00e3o poder\u00e1 acontecer. Isso pode tornar as coisas dif\u00edceis, porque \u00e0s vezes quando voc\u00ea est\u00e1 em uma banda, as pessoas votam ou algo do tipo para determinar uma posi\u00e7\u00e3o em um assunto e pode ser mais f\u00e1cil. Mas quando voc\u00ea tem duas pessoas, que tem vozes iguais na banda, pode ser dif\u00edcil. Por outro lado, quando n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil, \u00e9 muito mais f\u00e1cil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Janet: Quanto a turn\u00eas, na maior parte das vezes \u00e9 mais barato tocar com duas pessoas. Mas n\u00f3s dois precisamos trabalhar muito. N\u00f3s n\u00e3o temos ajuda para carregar todos os equipamentos&#8230; \u00e9 a parte mais dif\u00edcil. Quando digo que n\u00f3s concordamos em determinadas coisas, s\u00e3o coisas que podem fazem a turn\u00ea ser mais f\u00e1cil. Por exemplo, n\u00f3s dois queremos parar para tomar caf\u00e9 ou temos tempo extra e n\u00f3s queremos ir a um museu \u2013 ou queremos ver um pouco da cidade. Tornar tudo mais agrad\u00e1vel. Ou n\u00e3o fazer as escalas de dire\u00e7\u00e3o serem super longas. Tipo, n\u00f3s concordamos sobre determinadas coisas, como \u201cAh, queremos sair em turn\u00ea com uma van\u201d. Coisas que podem tornar muito dif\u00edcil estar em uma banda quando voc\u00ea est\u00e1 em uma banda maior e precisa comprometer muita coisa, para fazer as coisas como as outras pessoas querem. Isso pode apenas tornar as coisas mon\u00f3tonas de certa maneira. Enquanto as turn\u00eas do Quasi s\u00e3o muito divertidas. N\u00f3s n\u00e3o est\u00e1vamos fazendo muitas turn\u00eas h\u00e1 algum tempo. Ent\u00e3o tem sido muito divertido poder viajar de novo, tocar em cidades diferentes. E \u00e9 mais f\u00e1cil apenas n\u00f3s dois na minivan, podendo tomar decis\u00f5es ao longo do caminho. O que para mim torna as turn\u00eas algo muito mais divertido, poder fazer algo como \u201cN\u00f3s temos uma hora extra, ent\u00e3o vamos dirigir para outro lugar.\u201d Isso com certeza tornou as coisas muito boas, e \u00e9 algo que certamente n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel quando voc\u00ea tem mais pessoas na banda.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Quasi - Doomscrollers (Official Video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/GSgxKPj7AJ4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Recentemente voc\u00eas fizeram turn\u00eas nos EUA e na Europa, certo? Voc\u00eas sentiram alguma diferen\u00e7a em fazer tours como uma dupla nos dois lugares? \u00c9 mais f\u00e1cil ou mais dif\u00edcil em algum desses lugares?<\/strong><br \/>\nJanet: Na Europa, n\u00f3s tivemos um tour manager e uma pessoa que dirigia \u2013 e que tamb\u00e9m ajudava a vender o merchandising, isso nos ajudou muito. Ent\u00e3o de uma maneira foi mais f\u00e1cil porque n\u00f3s t\u00ednhamos uma terceira pessoa nos ajudando. Mas \u00e9 sempre mais dif\u00edcil estar por l\u00e1, porque voc\u00ea tem o jetlag e voc\u00ea realmente n\u00e3o sabe como ir para os lugares. Mas achei que foi muito divertido e encontramos algumas maneiras de conseguir sair, ver as cidades, tomar um caf\u00e9. Definitivamente \u00e9 uma vibe diferente na Europa do que nos EUA, mas eu achei que foi \u00f3timo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sam: Acho que sair em turn\u00ea agora se tornou algo bastante estranho para mim porque n\u00f3s j\u00e1 fazemos isso h\u00e1 bastante tempo, mais de 20 anos. De muitas maneiras, \u00e9 muito parecido ou at\u00e9 mesmo igual, \u00e0s vezes n\u00f3s tocamos at\u00e9 nas mesmas casas de shows. Mas, mesmo assim, tudo \u00e9 diferente e eu me sinto muito diferente. Ent\u00e3o \u00e9 meio que um cabo de guerra constante entre essas similaridades e as diferentes circunst\u00e2ncias de fazer turn\u00eas atualmente. \u00c9 um sentimento interessante poder estar por a\u00ed fazendo algo que \u00e9 igual e diferente, ao mesmo tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E voc\u00eas j\u00e1 foram convidados para tocar na Am\u00e9rica do Sul ou no Brasil?<\/strong><br \/>\nSam: Sim, uma vez tentamos viabilizar algo no Brasil, porque recebemos um convite para tocar em um festival, mas n\u00e3o conseguimos realmente pensar em como \u201camarrar\u201d isso com outros shows e fazer com que a receita e as despesas se equilibrassem. Basicamente, n\u00f3s apenas n\u00e3o conseguimos fazer os n\u00fameros funcionarem. Mas com certeza adorar\u00edamos tocar por a\u00ed, \u00e9 s\u00f3 os as contas fecharem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Eu espero que essa entrevista ajude nisso! (risos)<\/strong><br \/>\nSam: Eu tamb\u00e9m espero!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Janet: Nos levem para tocar a\u00ed! N\u00f3s queremos ir (risos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sam: N\u00e3o foi uma quest\u00e3o de desejo, mas de n\u00fameros (risos).<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Quasi - Full Performance (Live on KEXP)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/R_S_L_KoTI8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O Quasi est\u00e1 completando 30 anos de hist\u00f3ria em 2023. Por isso, queria saber como voc\u00eas veem o legado da banda nesse tempo. Possuem um momento favorito, disco favorito ou show favorito, por exemplo? Algo que vem \u00e0 cabe\u00e7a quando voc\u00eas pensam nessas tr\u00eas d\u00e9cadas juntos.<\/strong><br \/>\nSam: Bom, ainda estamos trabalhando. Penso que, quando voc\u00ea encerrar tudo e puder olhar para tr\u00e1s para pensar sobre o que alcan\u00e7ou voc\u00ea pode come\u00e7ar a fazer esse tipo de escolha. Mas sinto que \u00e9 poss\u00edvel que o nosso melhor trabalho ainda esteja no futuro. E se eu n\u00e3o me sentisse assim, por que seguir\u00edamos em frente? Acredito que vamos seguir trabalhando. E acredito que o nosso \u00faltimo disco talvez seja o nosso melhor ou um dos nossos melhores trabalhos, facilmente. N\u00e3o vejo raz\u00e3o para n\u00e3o continuarmos trabalhando em alto n\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Janet: \u00c9 dif\u00edcil escolher um. Acho que para a maioria dos m\u00fasicos, o disco mais recente \u00e9 o favorito porque \u00e9 o que mais parece com voc\u00ea, porque \u00e9 o que est\u00e1 mais pr\u00f3ximo, \u00e9 o mais recente. Acho que ainda n\u00e3o estou pronta para escolher um momento definitivo do Quasi. Mas provavelmente existe um, eu provavelmente poderia escolher. Para mim, eu apenas sempre penso no Sam subindo no teclado dele. O que ao vivo talvez tenha sido alguns dos momentos mais inesperadamente loucos. Realmente amo ele porque n\u00e3o tenho ideia do que vai acontecer. Mas \u00e9, acho que esse sentimento de n\u00e3o saber o que esperar e de surpresa \u00e9 uma grande raz\u00e3o pela qual eu amo tanto o Quasi. E acredito que continuamos dessa maneira, de forma que quando estamos no palco n\u00e3o temos certeza do que vai acontecer. Penso que esse \u00e9 um elemento central da banda. Provavelmente qualquer momento que venha a se tornar o \u201cmomento quintessencial\u201d do Quasi para mim ter\u00e1 esse elemento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sam: \u00c9 uma pena que ainda n\u00e3o pudemos tocar no Brasil. Porque acho que o nosso melhor \u00e9 realmente como uma banda ao vivo. Se formos pensar em termos de qual \u00e9 o nosso legado, acho que os shows seriam isso. Ainda que os discos sejam o que as pessoas v\u00e3o ter, sejam as coisas que transcendem o espa\u00e7o e o tempo. De uma certa maneira, acho que \u00e9 por isso que gosto tanto do \u00faltimo disco, porque \u00e9 o disco mais pr\u00f3ximo do ao vivo que j\u00e1 fizemos. Ele captura um pouco do sentimento que passamos como uma banda no palco. Talvez algum dia as pessoas no Brasil possam ver que o nosso ponto forte s\u00e3o os shows.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-76436\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/quasi2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/quasi2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/quasi2-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Essa \u00e9 a \u00faltima pergunta. Gostaria que voc\u00eas me falassem tr\u00eas discos que mudaram as suas vidas e por que eles fizeram isso, por favor.<\/strong><br \/>\nJanet: Deixa eu ver, discos que mudaram a minha vida. Acho que um seria o \u201cDouble Nickels on the Dime\u201d (1984), do Minutemen. Apenas todo o som, o clima e a crueza natural e meio que instintiva do \u00e1lbum. \u00c9 um disco que realmente me impactou, eu o amava \u2013 ainda o amo muito. Foi o jeito deles tocarem que meio que me fez querer fazer isso, a autenticidade do disco realmente falou comigo. Ent\u00e3o esse foi um. Sam, voc\u00ea quer falar um e vamos intercalando?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sam: Sim, estou tentando voltar no tempo para pensar em discos que realmente abriram a minha cabe\u00e7a quando eu ainda estava aprendendo sobre m\u00fasica. Provavelmente o \u201cThe Piper at the Gates of Dawn\u201d (1967), o primeiro disco do Pink Floyd, em retrospecto acabou se tornando um disco importante para mim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Janet: Acho que diria o \u201cLondon Calling\u201d (1979), do The Clash. N\u00e3o sei, s\u00e3o apenas discos que eu gosto. Mas eu apenas queria SER eles (risos)! <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/09\/16\/discografia-comentada-the-clash\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Eu os amava tanto<\/a>. \u00c9 apenas um \u00f3timo disco, sou uma grande f\u00e3 do Clash. Eu achava que eles eram a banda mais legal de todas. \u00c9 meio uma coisa de jovem (risos). Mas que meio que te salva quando voc\u00ea \u00e9 adolescente e se sente t\u00e3o louca e estranha, n\u00e3o se encaixa. Ent\u00e3o voc\u00ea escuta esses discos, olha para essas imagens em uma capa gatefold e isso meio que te salva da sua vida mundana e insegura. E te permite se sentir heroica por meio da m\u00fasica. Ent\u00e3o esse \u00e9 um dos meus favoritos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sam: Estou pensando em avan\u00e7ar um pouco no tempo. O \u201cUp in the Sun\u201d, do Meat Puppets, foi outro disco importante para mim. \u00c9 uma banda que vi ao vivo muitas vezes. Eu os acompanhava desde o primeiro disco e pude ver eles crescerem de uma banda punk louca e barulhenta para algo mais idiossincr\u00e1tico, quase uma banda progressiva. Essa foi uma banda muito inspiradora quando eu estava aprendendo a estar em uma banda e a escrever m\u00fasicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Voc\u00ea tem um terceiro, Janet? Ainda est\u00e1 pensando (risos)?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Janet: Sim, s\u00e3o tantos (risos)! \u00c9 engra\u00e7ado, porque quando eu era realmente pequena o r\u00e1dio era algo que mudava a sua vida. E me lembro de escutar uma r\u00e1dio chamada KHJ e&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sam: 93, KHJ!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Janet: Sim (risos). E ent\u00e3o eles tocavam coisas como Sly and The Family Stone. E depois eles tocavam Bob Dylan. E depois The Supremes. E Captain &amp; Tennille. Era como uma mistura de todos esses estilos diferentes de m\u00fasica que realmente me fizeram amar m\u00fasica. Foi algo que mudou a minha vida, de verdade. De forma que eles n\u00e3o estavam preocupados em ser um determinado tipo de esta\u00e7\u00e3o de r\u00e1dio, eles apenas tocavam essas sele\u00e7\u00f5es incrivelmente diferentes uma depois da outra. Para mim, isso mudou o rumo da minha vida mais do que qualquer outra coisa. Foi apenas uma quest\u00e3o de me apaixonar por m\u00fasica dessa maneira. Elton John logo depois do Marvin Gaye. Isso foi t\u00e3o importante quanto qualquer disco espec\u00edfico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sam: Isso tamb\u00e9m vale para mim. N\u00f3s crescemos provavelmente escutando as mesmas esta\u00e7\u00f5es de r\u00e1dio na Calif\u00f3rnia, ao mesmo tempo. E elas tamb\u00e9m foram muito importantes para mim. Quanto a discos, s\u00e3o tantos, tantos e tantos, que \u00e9 muito dif\u00edcil. N\u00e3o \u00e9 porque n\u00e3o existam tr\u00eas discos que foram importantes, mas porque foram uns 3 mil e selecion\u00e1-los \u00e9 muito dif\u00edcil (risos). Mas quando pensamos no que nos influenciou enquanto banda, acho que passei por uma fase em que realmente passei a curtir muito jazz experimental. Eu n\u00e3o tenho a habilidade t\u00e9cnica para tocar jazz, mas eu me senti inspirado pela jornada de encontrar a sua voz, no contexto de uma banda. Se expressar de forma individual e coletiva, ao mesmo tempo. E o jazz \u00e9 muito importante nesse sentido. O rock atinge isso algumas vezes, acredito que o disco de rock que representa isso melhor para mim \u00e9 o \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/05\/23\/musica-live-at-leeds-the-who\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Live at Leeds<\/a>\u201d (1970), do The Who. Nesse \u00e1lbum, cada um dos m\u00fasicos est\u00e1 fazendo o seu pr\u00f3prio lance, mas eles ainda realmente possuem uma unidade que \u00e9 realmente poderosa. Ent\u00e3o \u00e9 isso, vamos colocar o \u201cLive at Leeds\u201d como o terceiro disco. Porque ele meio que pega o conceito de tocar jazz e o aplica para o rock.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Quasi Live in KUTX Studio 1A\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/j5e1rgjrdes?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Quasi at The World Famous Kenton Club for PDX Pop Now!  8, 28, 2022\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/7cR6b_b0_xQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Quasi - Nowheresville (Official Video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ODVN6LoNL5g?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013\u00a0\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/LuizMazetto1986\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Luiz Mazetto<\/a>\u00a0\u00e9 autor dos livros \u201c<a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/Somos-Tempestade-Conversas-Sobre-Alternativo\/dp\/8562885339\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">N\u00f3s Somos a Tempestade \u2013 Conversas Sobre o Metal Alternativo dos EUA<\/a>\u201d e \u201c<a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/Somos-Tempestade-Conversas-Sobre-Alternativo\/dp\/8562885649\/ref=pd_lpo_14_t_0\/145-6204651-9007215?_encoding=UTF8&amp;pd_rd_i=8562885649&amp;pd_rd_r=0e02080e-01a3-422c-9e95-933a79ef9d17&amp;pd_rd_w=qJ5vJ&amp;pd_rd_wg=0obt1&amp;pf_rd_p=6102dabe-0e19-4db6-8e11-875a53ad30be&amp;pf_rd_r=K14PYCR8ZPPETTCCKYMH&amp;psc=1&amp;refRID=K14PYCR8ZPPETTCCKYMH\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">N\u00f3s Somos a Tempestade, Vol 2 \u2013 Conversas Sobre o Metal Alternativo pelo Mundo<\/a>\u201d, ambos pela Edi\u00e7\u00f5es Ideal. Tamb\u00e9m colabora coma a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.vice.com\/pt_br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Vice Brasil<\/a>, o\u00a0<a href=\"https:\/\/cvltnation.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">CVLT Nation<\/a>\u00a0e a\u00a0<a href=\"http:\/\/www.loudmagazine.net\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Loud!<\/a><\/em>\u00a0<em>A foto que abre o texto \u00e9 de Luz Gallardo.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Duo de Portland conta sobre o processo de cria\u00e7\u00e3o de \u201cBreaking the Balls of History\u201d, que ajudou a baterista a se recuperar ap\u00f3s um acidente de carro, fala sobre os 30 anos de hist\u00f3ria da banda, como foi voltar a fazer turn\u00eas nos EUA e na Europa e como quase tocaram no Brasil.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/08\/16\/entrevista-janet-weiss-e-sam-coomes-falam-sobre-o-primeiro-disco-do-quasi-em-10-anos-um-lancamento-da-sub-pop\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":88,"featured_media":76435,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[6814],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/76432"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/88"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=76432"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/76432\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":76437,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/76432\/revisions\/76437"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/76435"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=76432"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=76432"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=76432"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}