{"id":76108,"date":"2023-07-27T23:06:05","date_gmt":"2023-07-28T02:06:05","guid":{"rendered":"http:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=76108"},"modified":"2024-03-22T01:43:12","modified_gmt":"2024-03-22T04:43:12","slug":"quatro-discos-psicodelicos-safra-2023-death-and-vanilla-trees-speak-witch-e-gnoomes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/07\/27\/quatro-discos-psicodelicos-safra-2023-death-and-vanilla-trees-speak-witch-e-gnoomes\/","title":{"rendered":"Quatro discos psicod\u00e9licos de 2023: Death and Vanilla, Trees Speak, Witch e Gnoomes"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>textos por <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/paolo.bardelli\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Paolo\u00a0Bardelli<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cFliker\u201d, Death and Vanilla (Fire Records, 2023)<\/strong><br \/>\nO trio Death and Vanilla colocou todo o seu cuidado e imagina\u00e7\u00e3o psicod\u00e9lica neste &#8220;Fliker&#8221; depois de mais de uma d\u00e9cada de discos (este deve ser o sexto, se n\u00e3o nos enganamos na matem\u00e1tica, mas, de qualquer forma, h\u00e1 mais um punhado de ep&#8217;s no <a href=\"https:\/\/deathandvanillamusic.bandcamp.com\/album\/death-and-vanilla\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bandcamp da banda<\/a>). S\u00e3o delicadas digress\u00f5es ps\u00edquicas temperadas com um distinto e elegante pop em que a cerebralidade e a dimens\u00e3o dos sonhos (como na bela &#8220;Baby Snakes&#8221;, uma moderna &#8220;Riders on The Storm&#8221;) \u00e9 temperada em algumas passagens por um fisicalidade mais seca (&#8220;Find Another Illusion&#8221;) que a banda remete, como sugest\u00e3o, ao Cure da primeira fase. O trio vem de Malmo\u00e8, na Su\u00e9cia, e \u00e9 formado por Marleen Nilsson, Anders Hansson e Magnus Bodin, que tocam com instrumenta\u00e7\u00e3o vintage \u201cpara emular as texturas e sons m\u00e1gicos de trilhas sonoras de bibliotecas, krautorock alem\u00e3o e y\u00e8y\u00e8 pop franc\u00eas dos anos 60 e 70\u201d. Um disco fant\u00e1stico.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Death and Vanilla - Flicker (Full Album)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/VYFpkJSR4Mo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cMind Maze\u201d, Trees Speak (Soul Jazz Records, 2023)<\/strong><br \/>\nTrees Speak \u00e9 uma dupla de Tucson, no Arizona, que combina um gosto instrumental muito forte repleto de influ\u00eancias com um prazer b\u00e1sico absoluto. A imprensa exagera um pouco, mas come\u00e7a a dar as coordenadas: \u201cTrees Speak \u00e9 a m\u00fasica como uma tradu\u00e7\u00e3o cosmol\u00f3gica, tomando emprestado do Can e da fase \u2018Bitches Brew\u2019, de Miles Davis, a pr\u00e1tica de utilizar o est\u00fadio como ferramenta de composi\u00e7\u00e3o, em que longas improvisa\u00e7\u00f5es se fundem em voos indel\u00e9veis de fantasia com edi\u00e7\u00f5es de fita assistidas por l\u00e2mina de barbear. Eles operam entre o subconsciente e o inconsciente, o radiante e o eclipse, o micro e o macro\u201d. Uma coisa \u00e9 certa: o krautrock alem\u00e3o tem algo a ver com isso, assim como a dupla se inspira nas trilhas sonoras dos anos 1960 e em um certo rock psicod\u00e9lico livre e sem restri\u00e7\u00f5es com o cosmos como destino e o deserto do Arizona como um universo para pousar. Duas can\u00e7\u00f5es se destacam: &#8220;Syndrome&#8221; causa a mesma ang\u00fastia do Massive Attack enquanto em &#8220;Sospetto&#8221;, com uma queda pelo Air de &#8220;The Virgin Suicides&#8221;, a influ\u00eancia das trilhas sonoras italianas dos anos 1970 \u00e9 evidente desde o t\u00edtulo. Outro \u00e1lbum incr\u00edvel.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Mind Maze\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/s_ieVu4TtfU?list=OLAK5uy_lR9UrJPPolrUJ03VXzDDY-OrkL_CUu04g\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cZango\u201d, Witch (Desert Daze Sound, 2023)<\/strong><br \/>\nUma hist\u00f3ria \u00e0 la Rodriguez: entre 1972 e 1977, The Witch, uma banda da Z\u00e2mbia, fez cinco \u00e1lbuns que s\u00f3 foram lan\u00e7ados em sua terra natal. Em 2010 surgiram reedi\u00e7\u00f5es na Europa e nos Estados Unidos e o mix rock-fuzz africano do Witch agradou tanto que os f\u00e3s decidiram apoiar a turn\u00ea de uma nova banda que Jagari Chanda \u2013 o \u00fanico sobrevivente, agora com 71 anos \u2013 montou h\u00e1 seis anos, composta principalmente por jovens m\u00fasicos europeus. Em junho foi lan\u00e7ado o primeiro \u00e1lbum do Witch depois de quatro d\u00e9cadas e o grande um m\u00fasico holand\u00eas Jacco Gardner toca e produz: o resultado \u00e9 fant\u00e1stico. A marca africana do grupo explode em um rock baseado em fuzz que \u00e9, para dizer o m\u00ednimo, ultra-viciante. O l\u00edder Jagari Chanda foi acompanhado pelos novos companheiros de viagem Patrick Mwondela, Nico Mauskovi\u00e7, Jacco Gardner, Charlie Garmendia, JJ Whitefield e Stefan Lilov. Uma hist\u00f3ria e um disco que merecem reconhecimento.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Zango\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=OLAK5uy_kk7K-GnMfsI4-V7MMI0SMCO_ZgY-afyVU\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cAx Ox\u201d, Gnoomes (Rocket Recordings, 2023)<\/strong><br \/>\nQuem tem medo de psicodelia russa? A guerra levantou barricadas que a m\u00fasica transp\u00f5e, por isso estamos aqui para recomendar este quarto \u00e1lbum de uma banda que vem de Perm e que, ap\u00f3s tr\u00eas discos marcados por uma exclama\u00e7\u00e3o (&#8220;MU!&#8221; de 2019, &#8221; Tschak!\u201d de 2017 e \u201cNgan!\u201d de 2015), retira o sinal do t\u00edtulo como que para normalizar uma proposta que n\u00e3o \u00e9 normal. Antes de tudo, pela primeira vez o quarteto canta em sua l\u00edngua nativa, o russo, e \u2013 desde o in\u00edcio do conflito com a Ucr\u00e2nia \u2013 dois dos integrantes fugiram da R\u00fassia, o que nos faz entender a postura pol\u00edtica da banda al\u00e9m de uma escolha, o de usar o russo desta vez, o que parece bastante nacionalista. Musicalmente, \u201cAxe Ox\u201d parte em dire\u00e7\u00e3o a um kraut elevado \u00e0s vezes por batidas techno (\u201cLoops\u201d) ou intui\u00e7\u00f5es garage-dark (\u201cThe Neighbor\u201d), ou diminu\u00edda em sensa\u00e7\u00f5es que remetem ao Boards Of Canada (\u201cMirrors\u201d). Abaixo do n\u00edvel dos tr\u00eas \u00e1lbuns acima, mas ainda assim fora das coordenadas habituais.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Ax Ox\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/geVAUqj5BD4?list=OLAK5uy_n2vS0r6rEYHiLMYyzeTVj6rAW-a2twX6U\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Texto publicado originalmente no site italiano\u00a0<a href=\"http:\/\/www.kalporz.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Kalporz<\/a>, parceiro de conte\u00fado do Scream &amp; Yell.\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Da Su\u00e9cia, Death and Vanilla e os sons m\u00e1gicos de trilhas sonoras de bibliotecas, krautorock alem\u00e3o e y\u00e8y\u00e8 pop franc\u00eas; do Arizona, Trees Speak causa a mesma ang\u00fastia do Massive Attack; da Z\u00e2mbia, o primeiro \u00e1lbum da The Witch ap\u00f3s quatro d\u00e9cadas; da R\u00fassia, o kraut do Gnoomes\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/07\/27\/quatro-discos-psicodelicos-safra-2023-death-and-vanilla-trees-speak-witch-e-gnoomes\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":98,"featured_media":76110,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[6795,6796,6794,6793],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/76108"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/98"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=76108"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/76108\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":76125,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/76108\/revisions\/76125"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/76110"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=76108"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=76108"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=76108"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}